segunda-feira, 13 de abril de 2015

continuando o dia... em perfeito estado de perplexidade 'eduquesa'...?

Anadia, 10 abril 2015
2015-04-10 às 20:38 

TEMOS QUE APOSTAR EM CRIAR PERCURSOS EDUCATIVOS QUE PERMITAM O ACESSO A OPORTUNIDADES PROFISSIONAIS DE QUALIDADE»


O Primeiro-Ministro afirmou que o Governo fez «muitas coisas e num tempo em que foi difícil», na Educação, acrescentando que «agora temos de continuar a apostar na qualidade do sistema educativo, e em criar percursos que permitam o acesso a oportunidades profissionais de qualidade, nomeadamente junto dos institutos superiores politécnicos». Pedro Passos Coelho discursava na inauguração do novo centro escolar de Avelãs de Cima, Anadia, obra orçada em 1,9 milhões euros, financiada pelos fundos europeus. 

O Primeiro-Ministro referiu «decisões no passado que nem sempre foram as mais adequadas e onde se gastou muito dinheiro», acrescentando que a atenção deve agora concentrar-se em requalificar o que falta da rede escolar existente, em parceria com as autarquias, porque os recursos são escassos. 

Pedro Passos Coelho recordou o que foi feito: a generalização da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano, a definição de metas curriculares com avaliação no final de cada ciclo, a obrigatoriedade do ensino do inglês, a aposta em disciplinas nucleares como a Matemática e o Português, a generalização da rede pré-escolar, e, sobretudo, a introdução de mais ofertas vocacionais e profissionalizantes. 

O Primeiro-Ministro afirmou que as empresas podem ser parceiras decisivas no processo de extensão do ensino vocacional e profissionalizante: «Portugal tinha um défice muito grande nesta área e estamos gradualmente a recuperar. Já temos uma rede superior a 5000 empresas que, ao nível do ensino secundário, colaboram com as nossas escolas, de modo a propiciar uma formação profissionalizante aos alunos». 

Contudo, é necessário alargar esta rede e «trabalhar melhor em cooperação com o Instituto de Emprego e Formação Profissional», para evitar que andem «todos a fazer a mesma coisa e a competir uns com os outros». 

Pedro Passos Coelho esteve também presente na apresentação do programa de apoio ao empreendedorismo do concelho da Anadia, onde afirmou que Portugal precisa de «como de pão para a boca de atrair também investimento externo», para conseguir ultrapassar o défice de capital existente no País, manifestando também esperança num crescimento mais sustentado no futuro, tendo em conta a forma como o investimento tem vindo a retomar desde 2014. 

«Os dados que vimos observando são encorajadores: A nossa economia começou a retomar no início de 2013 e tem estado consecutivamente em terreno positivo durante todo o ano de 2014 e a perspectiva é que o ano de 2015 seja um ano de crescimento mais significativo», afirmou, acrescentadno que o mesmo é esperado para os próximos dois anos. 

«Os nossos empreendedores têm boas ideias e bons projectos, mas não têm dinheiro. Os nossos empresários precisam de mais capital para poder aumentar a capacidade e poder exportar mais e competir melhor», disse ainda. 

Referindo que os empresários têm dependido demasiado do financiamento bancário, o Primeiro-Minsitro afirmou a necessidade de diversificar as fontes de financiamento e de atrair outros capitais e outros investidores, uma vez que «o nosso stock de capital é demasiado limitado e não nos permitirá crescer o suficiente. E isso significa que temos de ir à procura desses investidores. Temos de criar melhores incentivos, melhores condições para que eles vejam em Portugal uma boa oportunidade para investir»."


o comunicado do governo... aqui.