sábado, 23 de maio de 2015

gostei, principalmente do título...

Estavam a ver se passava e tiraram um despacho… da cartola!?


Afinal, quase em jeito de magia, o MEC dá o dito por não dito  e lá fez aparecer um despacho  da Secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário, dispensando os professores corretores das provas do 4º e 6º anos de escolaridade da componente letiva. 

No dia 20 de maio, a informação que existia era exatamente a inversa. Tanto no site do IAVE como no do MEC essa informação não constava e não era público qualquer despacho. Também nas reuniões realizadas com docentes corretores  foi referido que não existia tal dispensa, o que, desde, logo, motivou a contestação dos docentes implicados e de manhã (21/05) uma tomada de posição do SPGL/FENPROF.

Apurada esta ausência junto de várias escolas, não havia, também, conhecimento de qualquer instrução nesse sentido. Foi, pois, neste contexto que a FENPROF tomou posição, considerando tal não só “absolutamente insuportável pela sobrecarga de trabalho” que constituía, como discriminatória “se tivermos em conta que o MEC não teve qualquer pejo em dispensar de componente letiva os professores que foram chamados a participar em várias das fases do processo Cambridge (formação e testes de oralidade).”

Aliás, os sindicatos da FENPROF receberam professores nos seus gabinetes jurídicos para saberem, perante a recusa de autorização do pedido de escusa a esse serviço, como fazer.
Só depois das tomadas de posição referidas o MEC deu à luz, hoje, 21 de maio, um despacho com data, pasme-se, de há mais de 15 dias (4 de maio).

É caso para perguntar: estariam os responsáveis do MEC a ver se a “coisa” passava? Confirma-se: para Nuno Crato e a sua equipa o que menos interessa são as aulas! Haja exames e o ano está ganho. Tudo “a bem da Nação”, claro…


O Secretariado Nacional da FENPROF
21/05/2015