segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

a actualidade do dia-a-dia, numa visão pessoal do jornalista [1]...!

Bom dia Senhor Presidente
O povo escolheu Marcelo Rebelo de Sousa. A terra tremeu em Espanha. O presidente do Irão chega à Europa com uma lista de compras. Os contribuintes ingleses vão pagar para acabar com a malária. Tenha uma boa semana. Por Mónica Bello
Segunda-feira, 25 de JANEIRO | 08:54
DN

"Foi o povo que me quis"
Passavam alguns minutos da dez da noite quando Marcelo Rebelo de Sousa entrou na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa para o habitual discurso de quem ganha a eleição para a Presidência da República. A expressão não escondeu a felicidade contida do momento nem o cansaço das últimas semanas de campanha. Repetiu o que disse muitas vezes nos últimos dias - "o povo é quem mais ordena" - e prometeu "máxima lealdade" ao governo de António Costa. Desdramatizar o clima político e social, procurar consensos e unir o país foram os verbos chave. Ao contrário do que talvez muitos esperariam, leu o discurso. Não deixou margem para esquecimentos nem improvisos. Não esqueceu ninguém, dos desfavorecidos aos militares. E prometeu um estilo diferente em Belém: o de Marcelo Rebelo de Sousa. No fundo, o que se espera, escreve André Macedo hoje no editorial que assina no DN, é um político com bom senso, aberto ao país, com mundo.
Portugal acordou cor de Marcelo Rebelo de Sousa nesta segunda-feira. Marcelo fez o guião, realizou e interpretou, diz hoje Ferreira Fernandes na sua história bem contada. O professor ganhou em todos os distritos do país e perdeu apenas em 15 concelhos. À esquerda, na verdade, houve apenas um candidato que se pode orgulhar de um bom, um ótimo resultado: Marisa Matias, do Bloco de Esquerda. Sampaio da Nóvoa desiludiu, Maria de Belém saiu esmagada e Edgar Silva escapou por pouco à tragédia - faltou pouco para ser apanhado na curva pelo Tino. Surpresa? Sim, as presidenciais não são as legislativas. Mas quem pensava que o acordo à esquerda no Parlamento pudesse ajudar a esquerda a chegar a Belém estava enganado. No PS, Maria de Belém já pede ajuste de contas, no PCP como é hábito não saberemos, mas o partido ainda de Jerónimo de Sousa tem vários problemas para resolver se não quiser desaparecer do mapa.


A análise em cinco ângulos está também hoje no DN. A abençoada vitória do medo, por Alberto Gonçaves, Zé Maria, por João Gobern, Uma legitimidade única, por Pedro Marques Lopes, Glória sem poder, por Viriato Soromenho-Marques, e Marcelo, o avesso de Cavaco, por Nuno Saraiva. O que deve fazer o Presidente? António Barreto escreveu ontem sobre o assunto.
A eleição de Marcelo está hoje também nos sites de informação lá de fora: do jornal The Guardian à Al Jazeera. Rebelo de Sousa wins Portugal election, diz o Financial Times, chamando-lhe uma vitória decisiva da oposição de centro direita. No El País o novo inquilino de Belém é um moderado.
... e o mundo não para
Em Espanha: a terra tremeu durante a noite e para já, só há notícia de danos materiais. Um sismo de magnitude 6,1 na escala de Richter, com epicentro entre Marrocos e Espanha, foi sentido em toda a costa de Málaga e Granada, em Sevilha, Jaén e Melilla. Aqui, as escolas foram encerradas para se avaliarem os estragos.
Noutro plano, o político, A União Europeia alerta os espanhóis para outro risco iminente: as dificuldades em formar governo podem causar na economia, gerando desconfiança e travagem no investimento.

Esta semana na Europa: Hassan Rouhani, presidente do Irão visita oficialmente esta semana Paris e Roma e deverá fechar negócios no valor de 17 mil milhões de euros. Um dos maiores contratos deverá ser a encomenda de 114 aviões Airbus. Rouhani está apostado em criar uma companhia aérea internacional e em mostrar aos iranianos as vantagens da abertura da economia do país ao mundo. A visita à Europa segue-se à assinatura de 17 acordos de cooperação económica com a China que já confirmou que vai também construir uma linha ferroviária até Teerão.
Guerra à malária: O ministro das Finanças britânico, George Osborne, e o fundador da Microsoft, Bill Gates, vão anunciar hoje um fundo de mais de 3,5 mil milhões de euros destinado a acabar com a malária dentro de algumas décadas. O dinheiro vai sair do orçamento do Estado britânico até 2020 e destina-se a financiar investigação científica de primeira linha para combater a doença que mata uma criança no mundo a cada minuto.
Nas presidenciais americanas: Michael Bloomberg, ex-mayor de Nova Iorque, prepara uma corrida independente à Casa Branca, diz o New York Times. Se Donald Trump e Bernie Sanders ganharem as nomeações republicana e democrata, Bloomberg está disposto a gastar quase mil milhões de euros da sua fortuna pessoal para tentar salvar a honra da pátria da liberdade.
No desporto: os escândalos acumulam-se. Ora doping, ora corrupção. Os patrocinadores estão a perder a paciência e o campeão dos patrocínios no desporto, a Adidas vai deixar de apoiar a Federação Internacional de Atletismo.
Na tecnologia: as mãos de Lucas Etter, de 14 anos, foram recentemente notícia por causa do cubo de Rubik. Ele bateu um recorde mundial: resolveu o cubo em 4,9 segundos. Lucas terá hoje uma desilusão. O recorde já não é dele... é de um robot.



via dn...