segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

a actualidade do dia-a-dia, numa visão pessoal do jornalista [1]...!

Bom dia. À quinta foi de vez. DiCaprio levou o Óscar para casa
 
Primeiro a ficção antes de enfrentar mais uma semana. Depois não há remédio se não pôr os pés na terra. Tenha uma boa segunda-feira. Por Mónica Bello
 
Segunda-feira, 29 de FEVEREIRO | 08:38
  DN
 

1. DiCaprio, finalmente
 
 
A entrega dos maiores prémios do cinema prolongou-se pela madrugada portuguesa. Se não resistiu ao sono ou às piadas de Chris Rock fique aqui a saber quem ganhou o quê: à quinta nomeação, Leonardo DiCaprio levou o prémio de melhor ator pelo seu desempenho em The Revenant - O Renascido, de Alejandro G. Iñárritu, também galardoado com o Óscar de melhor realizador. A surpresa da noite foi para O Caso Spotlight, de Tom McCarthy, que ganhou o Óscar de melhor filme. Brie Larson foi a melhor atriz escolhida pela representação em Quarto e Mad Max: Estrada da Fúria arrecadou o maior número de estatuetas: seis. Na música, o veterano Ennio Morricone recebeu o justo e merecido prémio pela melhor banda sonora (Os Oito Odiados, de Tarantino) - o músico que nos tem dado muitas das melhores músicas do cinema ganhou o primeiro Óscar aos 87 anos. Para rever o filme desta madrugada de prémios, basta clicar aqui.
 
2. Quem vai pagar a fatura?
 
Não é difícil adivinhar a resposta. E no que diz respeito ao alargamento da tarifa social da energia de 100 mil para um milhão de famílias, ela vai ser a mesma: os outros consumidores. Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal desde 2005, garante ao DN que automatizar e alargar o acesso ao desconto na luz é um sinal errado e que o custo chegará aos clientes. O gestor adianta ainda que o discurso dos partidos que suportam o governo é de "enorme agressividade para as empresas" e admite estar a repensar investimentos em Portugal. A entrevista na íntegra está aqui.
 
3. Também gostávamos
 
A Fenprof, Federação Nacional dos Professores, deu nota positiva ao Orçamento do Estado para 2016, mas isso não significa que não queira mudar o documento. A começar pela reforma: o sindicato defende que todos os professores a partir dos 40 anos de carreira contributiva se possam aposentar em 2016, sem penalizações. Os argumentos são "o enorme desgaste que se sente entre estes profissionais" e a necessidade de "renovar o corpo docente nas escolas", justifica o secretário-geral do sindicato, Mário Nogueira. O governo é socialista, tem o apoio da esquerda e o momento é o dos sindicatos pressionarem. Ou seja, quem pensou que a pressão ia aliviar, enganou-se. A dúvida é saber até onde António Costa está disposto a ceder.
 
4. A outra guerra do governo
 
Na sexta-feira, o ministro da Cultura João Soares prometeu demitir hoje o atual presidente do Centro Cultural de Belém. "Se não sair até segunda-feira, seguramente que o demitirei usando os instrumentos legais de que disponho." O nome de que se fala para substituir António Lamas é o de Elísio Summavielle, atual adjunto de João Soares no Ministério da Cultura e ex-secretário de Estado da Cultura do governo de José Sócrates, em 2009, quando Gabriela Canavilhas era ministra daquela pasta. Veremos daqui a umas horas as cenas do próximos capítulos.
 
5. A Europa à beira do colapso?



Existe agora a possibilidade real de o sistema europeu de controlo das fronteiras e imigração colapsar dentro de dez dias, aproximadamente. A 7 de março, os líderes da UE participarão numa cimeira em Bruxelas com o primeiro-ministro turco. O panorama está longe do otimismo e, escreve hoje Wolfgang Münchau no DN, a ideia é convencer Ancara a fazer o que a Grécia não conseguiu fazer: proteger as fronteiras sul e oriental da UE e interromper o fluxo de imigrantes. Há intensas negociações diplomáticas entre a Alemanha e a Turquia, mas o ambiente em Berlim parece que não é dos melhores. Merkel não cede na sua política de "portas abertas" e faz bem. Há valores que se sobrepõem à política e aos interesses partidários.
 
6. Caça ao homem
 
Continua a caça ao grupo de seis assaltantes que baleou um homem durante uma fuga depois de assaltar uma carrinha de valores em Lourel, no concelho de Sintra. O grupo, que seguia num Audi A3, despistou-se na A16 disparando para vários carros. Um dos condutores foi atingido, mas não parou, conseguindo manter o carro em andamento acelerado durante mais um quilómetro, salvando assim a mulher e a filha de sete anos. Este condutor ainda foi assistido pelos serviços de emergência médica, que tentaram manobras de reanimação, mas acabou por morrer.
 
E ainda...
 
Mulheres no poder. A "grande Barcelona" com 2,4 milhões de habitantes (Barcelona, L'Hospitalet, Esplugues de Llobregat, Sant Cugat, Montcada i Reixac, Santa Coloma de Gramenet e Badalona) é dirigida por sete mulheres. O que mudou? "El liderazgo femenino tendrá impronta y ganará todo el mundo", conta a reportagem do El País.
 
O cardeal australiano George Pell, responsável pela Secretaria de Economia do Vaticano, admitiu os "enormes erros" da Igreja na forma como lidou com denúncias de pedofilia na Austrália. A confissão, por videoconferência, a partir de Roma, e citada pela BBC, foi feita à comissão australiana que investiga os casos de pedofilia no país entre as décadas de 1960 e 1980.
 
No Brasil - "em crise", como diz a Folha de São Paulo - há mais saídas no governo de Dilma Rousseff. A próxima, e será durante esta semana, será o ministro da Justiça. Mas haverá mais. Lula também não escapa aos dias de crise: os brasileiros em sondagem dizem que ele foi favorecido por empreiteiros. São más notícias para quem já admitiu ser candidato à presidência em 2018.
 
E hoje, dia de aniversário da TSF, também será notícia...
 
menos de dois meses foram 300 milhões de euros, hoje serão outros 300 milhões. Os acionistas do Banco Santander Totta vão votar um novo aumento de capital.
 
No futebol, há esta noite dois encontros decisivos para as contas da liderança: o Sporting joga com o Guimarães e o Benfica com o União da Madeira. Dois jogos quase à mesma hora (um às 19:45, outro às 20:00).
 
E hoje, Marcelo cumpre a primeira promessa. Vai reencontrar uma senhora da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, a quem jurou uma visita caso fosse eleito Presidente da República.
 
Agora tome nota: este dia 29 de fevereiro só regressa daqui a quatro anos. E a "culpa" é de Júlio César, o imperador Romano.