terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

continuando o dia... artisticamente falando...!


"Já repeti mais do que muitas vezes que a aspiração da mudança do quadro legislativo teria que trazer com ela (em particular para a disciplina de Educação Visual e Tecnológica e para a Educação artística em geral) uma autêntica mudança significativa do paradigma actual.  As artes não podem continuamente ser desprezadas do currículo como têm sido sucessivamente feito ao sabor das clientelas governamentais. 

Quem acredita, como eu, na "formação integral do indivíduo" acima de tudo, tem que acreditar que as disciplinas têm que ser mais equilibradas num currículo que aspire acima de tudo que formar um cidadão completo. Quem já espreitou obras do Dewey, Savater, Freire, Robinson e até as mais recentes da Maria Acaso, saberá que existem pontos comuns nesses autores de defesa de uma educação que seja mais completa, diversificada, e em que tanto a educação formal como a educação informal são ambas pertinentes nas aprendizagens de um indivíduo. Temos que prestar mais atenção ao currículo e que pretendemos dele. A educação artística é tão ou mais fucral do que as restantes disciplinas do currículo e pode ter vantagens nas aprendizagens dos alunos, como o desenvolvimento do pensamento críticoterapêuticos, criativos com fins económicos.  

Como recentrar portanto esse debate? Como encontrar o tema central de defesa da Arte na Educação e da Educação Visual e Tecnológica?

Já coloquei alguns exemplo como os casos de Matt Groening, Seth Macfarlane, ou até mesmo da Violetta. Todos estes exemplos demonstram que as industrias criativas têm para além de uma função vivencial, cultural e até de criação de emprego e de florescimento da economia. Falei nesses exemplos como mais fáceis de apreender, mas podia facilmente de falar de outros: como as exibições da Joana Vasconcelos, da Paula Rego ou até mesmo dos sucessos que têm sido as iniciativas culturais de Serralves, ou da Casa da Música, etc.

Sabiam que, por exemplo no período de crise global o mercado da arte foi o que mais valorizou? Que as industrias criativas criam emprego e valor num País? Que no fundo vivemos, em simultâneo com a Espanha e até o Reino Unido de um afunilamento consciente das disciplinas artísticas do currículo (aparentemente uma coisa das direitas). 
Portanto, podemos até resumir que a formação de pessoas criativas, formam pessoas com mais capacidades e destreza de se adaptar ao mundo em devir constante e quiça mais felizes? Será? Por que não?"



(Bill Watterson)