domingo, 13 de março de 2016

continuando o dia... em modo de inovação...?

"Startup" portuguesa quer montar uma casa em cada jardim. "É só ligar à ficha"

12 Mar, 2016 - 10:18 • Liliana Carona


"Mini-casas transportáveis podem ser um primeiro passo para a independência dos filhos ou para ter os avós por perto
 
Uma "startup" da Covilhã criou um negócio a pensar nos filhos que resistem a sair da casa dos pais, muitas vezes por impossibilidade de se tornarem financeiramente independentes.

O negócio passa pela instalação de pequenas casas prontas a habitar "no jardim lá de casa". A novidade serve também para idosos que queiram viver perto da família.

Instala-se tal qual uma máquina de lavar. "É só ligar à ficha", explica Pedro Leitão, o patrão da Elsker Consulting, instalada no Parkurbis - Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, uma incubadora de empresas criada pela autarquia local. Pedro tem 43 anos, é independente, mas vive com os pais e sabe, por experiência própria, que isso "causa alguma perturbação no casal e nos filhos". 

"Com todo o amor que tenho aos meus pais, cada um precisa do seu espaço", diz o empresário, que, por sentir isso e por notar que "cada vez mais, vemos que as pessoas casam mais tarde ou não casam", teve a ideia de criar uma empresa de mini-casas transportáveis.

"Gostávamos que os pais facultassem aos seus filhos, nos logradouros de suas casas, as suas próprias habitações”, explica, sublinhando que basta "ligá-la como uma máquina de lavar". 

"Liga-se à electricidade e a um tubo de água", precisa Pedro Leitão, acrescentando que as casas "obedecem à lei dos anexos e estão isentas de licenciamento camarário" e "são construídas em aço galvanizado".

Há modelos desta mini-moradias destinadas aos mais velhos, que podem, assim, manter alguma independência estando próximos de familiares. Para este segmento de mercado, as casas podem ser "ligadas em rede, através de tele-assistência". O modelo disponibiliza também "uma estrutura metálica exterior que serve de pequena quinta, para plantarem ervas aromáticas ou fazerem um pequeno jardim”.

Pedro Leitão, que estudou Engenharia Civil, diz ter recebido já encomendas para instalar as primeiras casas: “Tenho Misericórdias, como a de Belmonte, que demonstraram interesse, assim como as juntas de freguesia de Boidobra e Verdelhos.”.

Uma casa custa 20 mil euros e dura 50 anos."


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