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quinta-feira, 23 de junho de 2016

dos exames nacionais... coisas que convém ir (re)lembrando...!

Como estudar para os exames (e sobreviver para contar)

23 jun, 2016 - 07:30 • Cristina Nascimento
 
Das noitadas de estudo à gestão da ansiedade. Um guia para a época de exames nacionais.
 

A época de exames nacionais está aí. Alunos do 12º ano, do 9º ou até os mais novos do 2º ou 4º ano enfrentam o stresse de serem postos à prova.
Com a ajuda de Manuela Matos Monteiro, professora de Psicologia e autora de vários livros sobre como estudar para os exames, a Renascença preparou um guia de sobrevivência para estes momentos da vida escolar dos alunos.
Noitadas de estudo não… Organização, organização, organização
“Esta fase é o fim da linha. A preparação para os exames começa no início do ano, através de métodos de estudo, acompanhamento regular das aulas, reflexões sobre as próprias dificuldades que os alunos têm ao fazer os seus testes regulares”, explica Manuela Matos Monteiro.
Este é o tempo da organização. “Há uma tendência natural para focalizar muito o tempo disponível no primeiro exame”, diz. E “isso é mau porque depois o intervalo entre o primeiro exame e as provas seguintes é curto”. Conclusão: “Há que organizar o tempo disponível, distribuindo-o pelas diferentes disciplinas.”
Cada um dos dias deve também ser alvo de organização, aconselha. “Deve haver uma regularidade, por exemplo, ao nível do horário de trabalho, o que implica uma regularidade ao nível do próprio sono”, defende.
Esta professora é contra, por exemplo, as noitadas de estudo. “Vai provocar que eles, no dia seguinte, acordem muito tarde e começa a desregulação das refeições: saltam o pequeno-almoço ou tomam o pequeno-almoço e não almoçam. Depois saltam o lanche ou lancham e saltam o jantar… Enfim, é uma desregulação de todo um funcionamento que é absolutamente necessário ser equilibrado e harmonioso.”
Além das refeições, Manuela Matos Monteiro lembra que seguir o ritmo das noitadas de estudo vai também impedir que, na véspera do exame, o aluno consiga deitar-se a horas propícias a descansar o suficiente e acordar cedo no dia da prova.
Críticas? Para depois
Não são apenas os alunos que se ressentem na época dos exames. “A família também está ansiosa, inquieta e angustiada, mas tem de haver um pouco de controlo por parte das famílias relativamente a este período crucial”, diz.
O mais importante é “assegurar a tranquilidade do aluno”. “Mesmo que haja motivo para críticas, para recriminar o jovem por não ter estudado o que devia durante o ano, nesta altura o que se deve dizer é: 'O que está feito está feito, tu vais conseguir'”. A ideia é “passar uma mensagem de confiança, de reforço positivo”, acrescenta.
A professora aconselha a que se “deixe passar os exames", se faç o balanço das avaliações finais e depois, numa conversa, se faça uma apreciação dos resultados e se perceba a razão de resultados negativos ou aquém do que seria possível atingir”.
A especialista considera mesmo que a época dos exames pode ser determinante na relação pais-filhos no futuro e adverte para os perigos de uma atitude negativa ou de revelação de inquietude.
“Se, num momento em que eles estão mais ansiosos e mais angustiados, os pais cobram, criticam ou transmitem inquietação (‘Tu nem imaginas como ando nervoso por causa dos teus exames'), obviamente o que fica na cabeça daquele jovem é que, no dia em que, noutras circunstâncias, tiver um problema, não vai querer partilhar com o pai e com a mãe porque ficam muito nervosos e muito incomodados”, explica.
Atenção à ansiedade. Se necessário, vá ao médico de família
E a ansiedade pode deitar tudo a perder, mesmo para um aluno que esteja bem preparado? Manuela Matos Monteiro acredita que nalguns casos sim. “Há jovens, assim como adultos, que têm uma reacção muito negativa às situações de stresse, ficam num estado de ansiedade tal que os conduz a situações de verdadeira angústia, medo e pânico, que podem na situação de exame bloquear as capacidades do aluno”, descreve.
O que fazer para ajudar? “Criar bons ambientes relaxados e quando se vê o jovem ficar mais tenso tentar apaziguar esta tensão. Por exemplo, convidar para tomar um chá e aproveitar para criar empatia, revelar que quando foram estudantes também houve alturas de dificuldades e que as conseguiram ultrapassar e que também o aluno agora o conseguirá fazer”, sugere Manuela Matos Monteiro.
No entanto, se os níveis de ansiedade começarem a ganhar dimensões maiores, esta professora aconselha recorrer ao médico de família. “Muitas vezes a própria conversa do jovem com o médico resolve grande parte do problema. O médico pode prescrever algumas vitaminas e, por vezes, isso chega a ter um efeito de placebo e ser o suficiente para tranquilizar o aluno”, diz.
Manuela Matos Monteiro considera que a ansiedade e o stresse são normais e necessários. “A ansiedade é necessária para espevitar e para permitir que, naquele momento, todas as energias estejam concentradas na resolução daquele problema que é o exame”, garante.
Mas há que ter atenção à dimensão do problema. “Se atingir níveis em que há quase uma paralisação, não param de chorar, têm náuseas, vómitos, uma série de manifestações orgânicas que já são de um patamar preocupante, é bom que a situação seja depois analisada para que esta pessoa não tenha este tipo de estado grande sofrimento sempre que seja posta à prova”, alerta.
Aprender… a estudar
Apesar dos efeitos negativos que a ansiedade pode trazer em momentos de avaliação, Manuela Matos Monteiro não acredita que este seja o factor mais relevante quando os alunos portugueses não conseguem ter boa prestação escolar.
“Tenho uma excelente imagem do ensino em Portugal, mas há um certo défice naquilo que eu chamaria as técnicas de estudo: como estudar, como organizar o material, como fazer um horário de trabalho, a melhor forma de responder a um teste ”, analisa.
Manuela Matos Monteiro defende o ensino destas técnicas desde cedo, a partir do primeiro ano de escolaridade e continuar sempre ao longo da vida. Em casa, os pais também podem ter um papel fundamental em aspectos que aparentemente são menores mas fundamentais. Mais uma vez, a organização é essencial.
“A criança ou o jovem antes de ir para cama deve ter a mochila com tudo pronto para o para o dia a seguir, não é de manhã, a correr, andar a meter as coisas na mochila”, explica. Esta especialista defende também uma negociação com o aluno para intercalar tempo de estudo com tempo de lazer.
Pais não são os "segundos professores"
Os pais devem acompanhar os estudos, mas não lhes cabe “o papel de segundos professores”.
“Pode-se ajudar pontualmente, verificar se os trabalhos estão feitos, comunicar à professora se se verificar uma persistente dificuldade nalguma matéria, ajudar na revisão da matéria, quando solicitado pelo educando, mas os pais não podem ser uma muleta”, defende.
Três conselhos
Já no que diz respeita as condições de trabalho em casa, Manuela Matos Monteiro deixa uma lista de conselhos práticos:
  • Estudar com a televisão ligada, mesmo que sem som, nunca;
  • Ter o material escolar reunido e bem organizado para evitar que andem sempre a levantar-se à procura do material;
  • Estudar numa mesa, num espaço de concentração, bem iluminado e ergonómico.

via rádio renascença em linha...

ah, aquelas coisas esquisitas...


quinta-feira, 24 de março de 2016

a fábrica de resultados... reflexões para o fim de dia...!


no público...

o comentário do paulo guinote...


no diário económico...


nota - exactamente a mesma edição referida na entrada anterior...

coisas da educação... o ministro falha...?




no diário económico...

nota - para quem se interessa por estas coisas, esta foi a última edição impressa do jornal.

terça-feira, 22 de março de 2016

no reino encantado da educação... reflexões para o fim de dia...!





"Na freguesia mais pobre da Madeira e uma das mais carenciadas do país, onde 92% dos alunos têm Acção Social Escolar e a internet não faz parte das prioridades da maioria das famílias, existe algo supreendente. Numa vila enterrada num vale profundo, onde a única ligação com o resto do mundo faz-se por um túnel com quase 2,5 quilómetros, existe uma escola onde cabem todos os sonhos.

A Escola Básica 123 do Curral das Freiras teve, em 2015, a terceira melhor média nacional no exame de Português do 9.º ano. Os 4,4 de média – a escala vai até 5 – colocaram este estabelecimento de ensino como a melhor escola pública neste ranking. No exame de Matemática, embora menos brilhantes, os resultados foram igualmente surpreendentes. Os alunos do 9.º ano tiveram uma média de 3,6, colocando a escola no 12.º lugar do ranking entre as públicas e dentro das 100 melhores em termos gerais.

Tudo isto numa escola com pouco mais de 300 alunos, onde metade dos professores são contratados, que fica esquecida no meio do maciço central da ilha da Madeira, servindo uma população que ronda as 1500 almas. “Esta escola tem 150 professores colocados, mas apenas 74 estão cá a leccionar. São poucos os que querem vir para cá trabalhar, por causa do isolamento, do frio… e eu compreendo”, explica Joaquim Sousa, director da escola desde que esta abriu as portas, há seis anos.

É um estabelecimento muito particular. Vai da creche até ao 12.º ano, e Américo Sá, 18 anos, é o aluno mais antigo. Quer ser militar de carreira. Ou queria. “Agora já não sei bem”, conta ao PÚBLICO, sorrindo com o título de ‘aluno número 1’ com que o director da escola o apresenta. “É bom estudar aqui. Todos se conhecem, somos amigos, temos boas condições e sentimos que os professores acreditam em nós”, sintetiza, cruzando os braços sobre a mesa do Conselho Executivo, onde também cabem André Santos e Daniel Caires, ambos a frequentar o 9.º ano.

André é o melhor aluno da escola, mas nem isso o livra de uma espécie de raspanete do professor. “Não deixes o queixo caído sobre as mãos, não inspira confiança. Se colocares a mão assim, os outros vão ver que estás atento”, aconselha Joaquim Sousa, desenhando um ‘L’ com os dedos de uma mão, junto à boca. André que ser médico. Desejo raro no Curral das Freiras, onde a esmagadora maioria da população vive da agricultura.

“Foi isso que quis desmistificar, quando cá cheguei. A ideia de que filho de lavrador tem de ser lavrador”, diz o director da escola, revelando o discurso que faz aos professores no início de cada ano lectivo. “Estes alunos têm sonhos, têm direito a ter todos os sonhos do mundo e cabe a nós ajudá-los”, conta o director, numa espécie de adaptação da Tabacaria, de Álvaro de Campos.

Até agora, os sonhos de Joaquim Sousa e da equipa que lidera têm-se concretizado. Quando chegou, a escola ficou em 1207 no ranking, e estabeleceu logo metas: colocar a escola entre as melhores da Madeira, e reposicioná-la depois a nível nacional. “Disse que queria tornar a escola a melhor do país, se calhar estiquei-me um pouco…”, diz sorrindo alto, sentado junto a uma parede forrada de recortes de jornais onde a 123 do Curral das Freiras surge em destaque.

Foi feita uma pequena revolução. O grau de exigência foi elevado – “porque estes alunos, pelo contexto social onde vivem, só têm uma oportunidade” -, com a componente saber (conhecimento da matéria) a passar a contar 90% contra os 10% do estar (comportamento, assiduidade, participação). Antes, a proporção era de 60/40, mas esta exigência não significa uma pressão acrescida sobre os alunos.

Foram ajustes simples. A escola não tem campainha. A que existia avariou, e não havia dinheiro para uma nova. Agora que há, continua sem haver toques. “Há uma maior responsabilização, e acabaram-se as tolerâncias”, explica. As turmas são pequenas, por falta de alunos e todas têm apoio inserido no horário lectivo. Não há trabalhos para casa – “os miúdos têm de ter vida para além da escola” -, e os métodos de ensino são adaptados a cada um deles. “Nem todos podem ser doutores, mas todos podem e devem sair daqui preparados para enfrentar o mercado de trabalho”, argumenta, enumerando as dificuldades que os alunos enfrentam para vir à escola. “São verdadeiros heróis.”

Daniel Caires é um deles. Está no 9.º ano e todos os dias sai de casa às 6h30 e só regressa já perto das oito da noite. Vive em Câmara de Lobos, e quis fugir às escolas do concelho. “Sabia que lá não ia ter muitas hipóteses de sucesso, o ambiente não ia ajudar”, diz ajeitando os óculos de massa escuros. Daniel, ou Dani, como todos os chamam nos corredores da escola, foi aconselhado por um primo, que frequenta a escola. “Queria ter oportunidade de estudar num bom ambiente, e não me arrependi”, garante, dizendo que vale a pena o sacrifício diário e as horas passadas no autocarro.

A escola, explica Joaquim Sousa, adapta-se às necessidades dos alunos. Numa vila com uma orografia difícil, a única forma dos jovens irem à escola é de autocarro. “Nós alteramos os horários, adaptando-os às horas dos autocarros, tendo em conta as necessidades dos alunos”, diz o director. Por isso, a taxa de abandono é reduzida, e quando acontece é por motivos de emigração, devido a elevada taxa de desemprego do Curral das Freiras. Mesmo agora, que acabou o 2.º período e começam as férias, a biblioteca e a sala de informática são sempre um local de encontro para os alunos. “Numa terra onde 80% não tem livros em casa e mais de metade não tem computador ou internet, é nosso dever dar isso”.

“Vamos buscar os alunos a casa se for preciso”, garante. Já aconteceu. Em 2010, quando a ilha foi assolada por um temporal que matou mais de trinta pessoas, e a vila ficou uma semana isolada, Joaquim Sousa e Marco Melo, presidente do Conselho da Comunidade Educativa, foram com o próprio carro buscar os alunos a casa. “Queríamos mostrar que a escola, principalmente naqueles dias terríveis, era um lugar seguro”, conta Marco Melo. E é. Já aconteceu os alunos terem que passar lá a noite, devido ao mau tempo que tornavam intransitáveis as pequenas estradas que serpenteiam o vale. Américo Sá, não esconde um sorriso cúmplice ao recordar a experiência. “Foi engraçado”, conta.

Todos riem. Até Albany Rodrigues, que chegou há dois anos da Venezuela, esboça uma gargalhada. Com carências a português, e tímida por natureza, Albany foi alvo de uma atenção especial, que já começou a dar frutos. “Fui a melhor aluna de geografia da Madeira”, diz, baixinho. “Tentamos que ela encontrasse aqui um lugar seu, depois de uma mudança tão radical como é a de mudar de país”, explica o director da escola.

Também Dina Ascenção sempre sentiu a escola como sua. Esteve ali cinco “bons” anos, e hoje, a estudar no Funchal, é um exemplo para os outros alunos. Fez parte do 9.º ano que alcançou a terceira melhor média nacional a Português, mas foi a Matemática que mais se destacou. Foi a única, na Madeira, a ter 100% no exame nacional. “No meu último ano nesta escola, desconhecida ou até mesmo desprezada por muitos, eu e a minha turma alcançámos um excelente lugar entre as escolas públicas nos exames de 9º ano”, recorda, dizendo que este resultado mostra que “não interessa de onde viemos, mas sim onde nos leva a nossa persistência”.
Joaquim Sousa abana a cabeça que sim. Que nada é impossível, e que os alunos têm o direito de sonhar." 
 
 
no público em linha...
 
 
já agora, leituras complementares:
 
 

sexta-feira, 18 de março de 2016

da abertura do dia... os citados constrangimentos...!


Uns mostram-se aliviados, outros dizem-se apreensivos quanto ao impacto nas escolas da nova alteração ao modelo de avaliação do ensino básico, anunciada nesta quinta-feira pelo Governo. “Estou muito apreensivo. Não compreendo qual o rumo que o Ministério da Educação (ME) está a seguir em matéria de avaliação”, desabafa o presidente do Conselho das Escolas, que é o organismo consultivo do ME representativo dos directores das escolas do ensino básico e secundário.

“Num ano temos três modelos de avaliação diferentes”, lembra José Eduardo Lemos, frisando que o Governo mais não fez agora do que “acrescentar “instabilidade à que já tinha sido criada em Janeiro”, quando o ministro da Educação anunciou que, já este ano lectivo, não se realizariam os exames nacionais do 4.º e 6.º ano de escolaridade e que seriam aplicadas provas de aferição, que não contam para a nota final, no 2.º, 5.º e 8.º ano.

Ainda em Fevereiro, o ministro da Educação garantiu que o novo modelo seria aplicado já este ano, mas o Governo aprovou nesta quinta-feira um regime transitório, que torna obrigatória a sua aplicação apenas no ano lectivo de 2016/2017. Quanto a este ano, serão as escolas a decidir se realizam ou não as provas.

“Fomos agradavelmente surpreendidos pelo anúncio de hoje. É o que temos pedido desde o dia 8 de Janeiro, quando anunciou o novo modelo. Independentemente do mérito deste, sempre defendemos que só deveria ser aplicado no próximo ano lectivo, porque não se mudam as regras a meio do jogo”, comentou o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima. Este dirigente está convicto de que a maioria das escolas optará agora por realizar as provas apenas no próximo ano lectivo.

Também o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais ( Confap), Jorge Ascensão, acredita que a maioria das escolas não vai realizar provas de aferição e que os alunos vão ficar sujeitos apenas à avaliação interna, realizada pelos seus professores.

Já Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), indicou que alguns directores, com quem falou nesta quinta-feira, admitem que irão realizar as provas em Junho próximo. Pessoalmente defende a sua realização, mas frisa que só tomará uma decisão depois de ouvir não só o conselho pedagógico da sua escola, como determinado pelo ME, mas também o conselho geral, que representa a comunidade educativa. “As escolas vão ter de pesar em consciência as decisões que irão adoptar, tendo em conta o que é melhor para os alunos e para si”, defende, lamentando que o ministério apena opte por reconhecer a sua autonomia “quando está com problemas”.

“Apesar de revelar uma postura mais positiva em relação ao que foi anunciado inicialmente, esta decisão vai sempre criar confusão nas escolas. Não vai haver uma decisão comum”, alerta Manuel Pereira que, no entanto, considera que o volte-face do ME traduz uma “atitude de bom senso” e “alguma prova de coragem por se reconhecer, assim, que mudar as regras a meio do jogo dá sempre mau resultado”.

José Eduardo Lemos frisa, por seu lado, que as escolas foram apanhadas de surpresa com o anúncio desta quinta-feira, já que nesta altura aquilo de que estavam à espera era que ministério definisse as formas de aplicação do novo modelo e nomeadamente o calendário de realização das provas.

“Em vez disso vêm com mais um novo modelo, deixando para as escolas as decisões que o ministério não consegue tomar”, comenta, para acrescentar: “ As escolas nunca se sairão bem deste processo, que para além de instabilidade vai ainda criar desconfiança”.

Este director não tem dúvidas de que, no final, a pergunta que se imporá, nomeadamente junto dos pais, será porque é que umas fizeram as provas e outras não. Aconselha por isso as escolas “a não inventarem”, lembrando que, com o diploma aprovado nesta quinta-feira, só serão dispensadas da realização das provas as que o solicitarem de forma fundamentada. Ou seja, “se as escolas não fizerem nada, terão de realizar as provas”.

“Eu vou fazer o que o Ministério da Educação preconizou e realizar as provas que estavam previstas. Não quero usar a autonomia para nada neste âmbito porque os alunos devem todos ser avaliados de forma igual”, defende.
Em declarações à RTP, o presidente da Confap Jorge Ascensão alertou para a “confusão” que estas sucessivas mudanças criam na cabeça dos alunos, lembrando também que este ano lectivo começou com o modelo de avaliação aprovado por Nuno Crato, que previa a realização de exames no 4.º e 6.º ano de escolaridade, passou depois em Janeiro para outro sem exames e com provas de aferição, que não contam para a nota, que agora é apresentado como facultativo."
 
no público em linha...
 
 
leituras complementares:
 

a começar o dia... irritadamente constrangido...!



no público em linha...


comentário:
é calendários por definir, só agora saíram as datas das 'provas' e estamos no final do 2º período...

é uma falta de respeito para com o trabalho dos alunos e dos professores...

é um fartar vilanagem na dita autonomia das escolas, pois sabemos que há directores que decidem e outros que vão ouvir os órgãos de gestão...

é urgente um pacto para a educação, tipo finlândia já que adoram ir pegar em exemplos quando lhes convém para as retóricas narrativas... e a coisa é, pelo menos, para uns dez anos de trabalho no duro.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

a começar o dia... nós por cá 'empreendemos'...?

enquanto que os outros demonstram os erros das decisões políticas e financeiras assumidas...?



PARCC Scores Lower for Students Who Took Exams on Computers PARCC Scores Lower for Students Who Took Exams on Computers
The Partnership for Assessment of Readiness for College and Careers acknowledged the discrepancies in scores across different formats of its exams in response to questions from Education Week. Read more.


via education week...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

liturgias educativas...?



no cm...

continuando o dia... perplexo...!

Provas de aferição - em nome da exigência
 

24 DE JANEIRO DE 2016
00:00
 
Isabel Alçada
 
 
"A nova equipa do Ministério da Educação começou bem, não só por ter substituído os exames do 4.º e do 6.º ano por provas de aferição, a realizar em anos intermédios, como pela coragem de tomar a decisão certa e de a pôr em prática sem perda de tempo. A mudança tem sólidos fundamentos científicos, pois está de acordo com resultados da investigação, nomeadamente a publicada na União Europeia pela rede Eurydice, que tem identificado efeitos perversos associados ao uso dos resultados dos exames na avaliação dos alunos do ensino básico e conduzido a maioria dos países da UE a preferir provas de aferição para avaliar a qualidade da aprendizagem. Apenas num único país, Malta, os resultados de exames continuam a condicionar a progressão dos alunos do 4.º e do 6.º ano. A todos os que se insurgem contra a substituição de exames por provas de aferição, em nome de um pretenso combate ao facilitismo, vale a pena lembrar que os exames têm a sua história. Surgiram numa época em que a escola se destinava a uma elite e eram utilizados como filtro para selecionar quem devia ou não continuar no sistema. Se os resultados negativos deixavam em aberto a possibilidade de repetência, a verdade é que, conforme a investigação sobre percursos escolares tem repetidamente provado, na maioria dos casos a repetência não induz aprendizagem e conduz ao abandono da escola. Durante décadas considerou-se natural que a escola não fosse para todos. Não existindo um número suficiente de salas de aula, nem professores, era aliás indispensável um mecanismo de seleção para rejeitar o número de alunos que o sistema não comportava. As provas de aferição, pelo contrário, surgiram a par da democratização do ensino e têm sido usadas na maior parte dos países que apresentam resultados mais positivos e um progresso mais evidente. Concebidas não para selecionar e expulsar, mas para avaliar e promover a qualidade, estas provas proporcionam informação sobre as aprendizagens, permitindo aos professores a comparação dos resultados dos seus alunos, com os de outras turmas e de escolas de todo o país. Permitem ainda que analisem as causas que conduzem a melhores ou piores resultados, debatam problemas entre colegas e com as famílias, recorreram a estratégias alternativas para os resolver. É evidente que a escolha dos 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade, para a realização deste tipo de provas, reflete a intenção de dar tempo aos alunos para trabalharem de forma mais orientada e de alargar as hipóteses de que atinjam o final de cada ciclo com desempenho positivo. Em vez de facilitismo, as provas de aferição apontam, pelo contrário, para mais trabalho dos alunos e uma maior exigência nas escolas. De salientar ainda o facto de os exames nacionais dos 4.º e 6.º anos, impostos sem consulta pública pelo anterior governo, se limitavam a testar conhecimentos nas disciplinas de Português e Matemática, o que tinha como efeito a desvalorização de outras disciplinas, relegando para segundo plano as ciências, a história, a geografia, a música, as artes, o desporto, áreas que afinal, para muitos alunos, poderiam ser o núcleo central de um futuro percurso pessoal ou profissional. Muitos estudos, realizados nomeadamente nos EUA, sobre os efeitos dos exames na prática escolar, referem um ponto comum: perante a perspetiva de exames, os docentes afunilam sempre o trabalho letivo. Os alunos passam a receber treino intensivo para conseguirem responder às perguntas que previsivelmente surgirão nas provas de exame e a escola deixa de proporcionar uma educação equilibrada. Esta opção pelo treino intensivo é compreensível, sobretudo quando os resultados dos exames se transformam em instrumentos para hierarquizar não só os alunos como os professores e para criar rankings de escolas. Em muitos países, por exemplo na Bélgica, na França, no Luxemburgo, na Áustria, na Eslovénia e na Finlândia, existe um consenso nacional sobre a confidencialidade dos resultados dos exames por escola e os documentos oficiais referem explicitamente que não podem ser usados para construir e publicar rankings, dado que este tipo de informação demonstra que as escolas de zonas socialmente favorecidas obtêm sempre resultados superiores aos alcançados pelas escolas de zonas mais desfavorecidas. A terminar, deixo uma pergunta aos professores do ensino superior, em particular aos que se têm manifestado publicamente como defensores dos exames. Aceitariam que as provas que elaboram para avaliar os vossos alunos fossem substituídas por um exame igual para todos os estudantes que frequentam a mesma cadeira, nos diferentes cursos de ensino superior do país? Aceitariam de bom grado que vos fosse imposto um exame nacional?"

Escritora e ministra da Educação entre outubro de 2009 e junho de 2011


no dn em linha... aqui.

 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

exames nacionais, provas de aferição e outras questões... resultado da sondagem...!

Resultados da Sondagem | Concorda com a aplicação das provas de aferição em anos intermédios e fim do exame de 6º ano?

 



Fiquem com os resultados desta semana e o artigo de Paulo Guinote.
Aferição
* sobre a opção "outro", apesar de variada, foi mais significativa a opção de recusa de ambos os modelos (exames e aferição).

Aferição, Avaliação

Paulo GuinotePercebe-se pelos resultados da sondagem que a maioria dos que responderam concordam, de forma total ou parcial, com as medidas anunciadas pelo novo ministro da Educação para a avaliação/aferição externa das aprendizagens do Ensino Básico.
Confesso que, desta forma desarticulada de um olhar mais global sobre tudo o que envolve o desenvolvimento dessas aprendizagens, tenho reservas que acho justificadas sobre uma reforma apressada, que tem uma lógica interna, mas que deixa algumas pontas soltas que seria importante resolver.
Não sou dos que confundem provas finais com exames eliminatórios, próprios de uma escola elitistas, mas também não acho que eles, por si mesmos, resolvem todos os problemas. Como, aliás, aferições intermédias só com prova final no 9º ano irão resolver seja o que for, porque as informações recolhidas no 2~º e 5º ano, por exemplo, não poderão ser comparadas pelos mesmos docentes, no mesmo ciclo de escolaridade. Só entre o 8º e 9º ano isso poderá acontecer.
Se uma estratégia de aferições intermédias, com vista a um acerto de metodologias de trabalho com os alunos, tem a sua lógica, então julgo que seria melhor, num sistema de 12 anos de escolaridade obrigatória, rever os ciclos de escolaridade do Ensino Básico, aproveitando para articular isso com a reforma da avaliação externa. Nesse sentido, é meu entendimento que o 1º ciclo deveria ser de cinco anos, fazendo-se uma aferição das aprendizagens no 3º ano e uma prova final (com peso na avaliação) no 5º ano, seguindo-se um 2º ciclo com quatro anos, com aferição intermédia no 7º ano e prova final no 9º. Não faz, para mim, especial sentido ter uma prova no 2º ano, quando os conteúdos a avaliar são ainda muito incipientes e depois passar todo o resto do ciclo sem verificar se as coisas melhoraram (ou não). Do mesmo modo, acho que realizar provas de aferição depois do final das aulas, sem elas terem peso na avaliação ou qualquer efeito, é um convite a encará-las como facultativas, o que distorcerá quaisquer conclusões que se queiram extrair dos seus resultados.
Que este tipo de reforma mais alargada e complexa implicaria mexidas mais profundas no sistema de ensino? Claro que sim, mas de enxertos e reformas apressadas para a fotografia e para servir calendários acertados com as eleições já deveríamos estar fartos. Mas parece que não, desde que quem chega faça ao contrário do que quem foi à superfície, deixando continuar matérias muito mais estruturantes para a qualidade do ensino.
É curioso que quem relativiza e menoriza a importância dos “exames” acabe por achar que basta mexer nessa matéria para tudo ficar bem. Assim como é curioso que quem os defende, alegue que eles se devem manter porque o seu peso é residual no insucesso escolar; sendo assim, não adianta ter provas de final de ciclo. Dos dois lados das barricadas, os argumentos esgrimidos padecem do mal de sobrevalorizarem as tácticas de curto prazo no combate político. Para se apoiarem medidas, não basta que elas sejam “contra” aquelas de que se não gostava ou d@ ministr@ que se detestava. Temos obrigação de ir além desse primarismo na análise.
Se o ministro está assim tão interessado em focar tudo nos alunos, se está preocupado com as “más práticas” que os “exames” trouxeram às escolas e se tem confiança nos professores, o que teria a fazer era tomar medidas para melhorar as condições em que decorrem as aulas e a vida nas escolas.
Ora… isso passa por muitas outras questões que, por agora, vão sendo varridas para baixo da alcatifa do debate espúrio sobre a avaliação externa. Número máximo de alunos por turma, despiste precoce e processos de apoio aos alunos com dificuldades de aprendizagem em vez de lhes inventarem “vocações”, rede escolar definida sem ser por critérios de economias de escala, investimento equilibrado em equipamentos escolares que não criem escolas de 1ª, 2ª e 3ª classe, criação de condições laborais para que as famílias possam apoiar os seus educandos, estabilização do currículo e dos conteúdos programáticos, não indexação dos créditos horários adicionais aos resultados de curto prazo das escolas, são tudo questões que me merecem muito mais preocupação do que a existência (ou não) de provas finais.
Por fim, gostaria muito que os conceitos de “autonomia” e “estabilidade” tivessem alguma substância concreta e não fossem apenas chavões instrumentais destinados a justificar medidas que são a sua antítese.

continuando o dia... enxovalhado com esta pústula de retórica eduquesa...!

David Justino critica mudança nos exames. Só é possível fazer "aferição no final do ciclo, não a meio"

20 Jan, 2016 - 03:04

 
Presidente do Conselho Nacional de Educação foi ouvido no Parlamento.
 

"As mudanças na educação devem acontecer de forma gradual e só é possível fazer aferição das aprendizagens no final do ciclo, não a meio, defende o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE).

"A natureza dos testes que é proposta é uma natureza de diagnóstico, nem são de aferição, porque eu só posso aferir no final de cada ciclo. Nem todos os miúdos aprendem à mesma velocidade e da mesma maneira. O primeiro ciclo é aquele que dura mais tempo, são quatro anos, precisamente para estabilizar os processos de aprendizagem. Só posso fazer a aferição em torno do padrão quando o padrão estiver estabilizado. E essa estabilização faz-se no final, não se faz a meio. O que se põe aqui é converter testes intermédios em provas de aferição. Só que aferição é feita no final do ciclo, não a meio", defendeu David Justino, esta terça-feira, no Parlamento.

Na audição pela comissão parlamentar de educação a propósito do parecer do CNE sobre avaliação externa apresentado pelo conselho no início do mês, David Justino respondeu às questões dos deputados sobre a mudança no modelo de avaliação do ensino básico introduzida pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues, dizendo não poder quantificar "o impacto" das alterações anunciadas, por ser algo novo. 

O Ministério da Educação (ME) decidiu aplicar provas de aferição no 2.º, no 5.º e no 8.º ano de escolaridade e manter a prova final no 9.º ano, a única com peso na nota final dos alunos.

Sobre o tempo em que foi tomada esta decisão - e que foi tornada pública depois de o CNE ter divulgado o parecer que defendia a manutenção de exames no 6.º e 9.º ano de escolaridade - David Justino disse que "estabilidade não representa deixarmos tudo na mesma, e que se é preciso mudar, muda-se".

"Mas em especial na educação, a mudança deve ser gradual. Isso orientou muito a posição do CNE", acrescentou. 

Questionado pela deputada social-democrata Nilza Sena sobre se o conselho foi ouvido pelo Ministério da Educação a propósito da elaboração do novo modelo de avaliação, o presidente do CNE afirmou que foi ouvido sobre "as premissas" que orientaram a sua construção, e quando ainda se estava numa fase de trabalho, e não de proposta final, o que levou depois a deputada a acusar o ministro Brandão Rodrigues de ter "mentido ao parlamento" quando afirmou na audição em comissão parlamentar que o CNE tinha sido ouvido. 

David Justino disse ainda que, por agora, o que o CNE conhece do modelo de avaliação proposto é o que foi divulgado em comunicado pela tutela, "um documento síntese", que não permite saber "como vai ser desenvolvido". "É importante não nos precipitarmos sobre isso", disse.

Sobre o combate ao "estreitamento curricular", ao qual o CNE também se referiu no parecer, e que a tutela afirma ser um dos objectivos do novo modelo de avaliação, ao propor que sejam avaliados, no 9.º ano, e de forma alternada, mais disciplinas do que apenas o Português e a Matemática, o CNE, David Justino disse hoje que as disciplinas não devem ter todas o mesmo estatuto. 

"Os saberes não são todos iguais. Há saberes que são mais estruturantes do que outros", disse, lembrando que muito do insucesso a Matemática se deve a problemas de interpretação de língua portuguesa.

O deputado do PS Porfírio Silva defendeu o novo modelo de avaliação, dizendo que é "perfeitamente descabido dizer que surgiu do nada" e que a alteração "está perfeitamente em linha com as melhores práticas internacionais", citando os dados do último relatório da OCDE dedicado à educação para afirmar que "estávamos quase sozinhos nos exames precoces". 

Acusou ainda David Justino de ter sido "pouco prudente" ao escolher ser relator do parecer, uma vez que essa decisão o colocava na posição de ser um ex-ministro da Educação a debater a questão "por intermédio" do presidente do CNE.

Na resposta, Justino justificou a decisão com o timing do pedido de parecer do parlamento ao CNE, que coincidiu com o período de festas de Natal e Ano Novo, e que o levou a oferecer-se para assegurar as audições para a elaboração do relatório. Disse também ter tido "o cuidado de ir buscar duas pessoas com pensamento diferente" para a elaboração do parecer."


na rádio renascença em linha...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

coisas da educação... 'batem leve, levemente...'




no cm...

informações [educação]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 5 — 14/01/2016


Informações Gerais

 
A Educação Financeira nas Escolas - Oficina de Formação
 
Destinada aos docentes de todos os grupos de recrutamento, a oficina de formação A Educação Financeira nas Escolas – Referencial de Educação Financeira para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico, o Ensino Secundário e a Educação e Formação de Adultos é promovida pela Direção-Geral da Educação, em parceria com outras entidades da área financeira.
 
Durante o segundo e terceiro períodos do ano letivo de 2015/16, é a vez da realização desta ação de formação na Região do Algarve, concluindo-se assim a 1ª fase da formação, que teve início na região Norte no ano letivo 2013/2014 e continuou, no decorrer do ano letivo 2014/2015, nas regiões Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
 
Para mais informações, consulte o programa/calendarização da (s) turma (s) a decorrer na cidade de Faro, e o endereço para a plataforma de candidatura a esta formação.
 
 
Encontram-se disponíveis para consulta, na página da Direção-Geral da Educação (DGE), no separador Júri Nacional de Exames - Estatísticas - http://dge.mec.pt/estatisticas, as bases de dados das provas finais de ciclo do ensino básico e dos exames finais nacionais do ensino secundário de 2015.