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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

haja alguém que ainda se lembra da alda lara, pois trataram-na como uma proscrita...


    NEWSLETTER - 29 DE AGOSTO DE 2018
 
                                                       
 

Alda Lara

No Parque dos Poetas por Júlio Quaresma

 
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Num dos maiores museus de escultura ao ar livre, o Parque dos Poetas em Oeiras, onde cada poeta de língua portuguesa tem assento pela mão de um escultor, ALDA LARA (1930-1962) nascida em Benguela, terra de acácias rubras e calemas e que na dualidade entre a medicina e as letras, se transformou numa militante activa da angolanidade em prol da independência e da igualdade, representa Angola e o arquitecto e artista plástico luso Angolano JÚLIO QUARESMA, natural de Saurimo, foi o convidado para dar forma escultórica a esse sentido de angolanidade.

 
 
 
 

Bordalo II

Um artista português em Sacramento

 
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Entre o americano Shepard Fairey e Tom Bob, a dupla alemã Herakut, a espanhola Miss Van e o italiano Pixel Pancho, o artista português Bordalo II é o único português a participar na edição deste ano do festival da arte pública Wide Open Walls, que decorre em agosto, em Sacramento, na Califórnia.





via mensagem (world art center)...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

uma excelente notícia para o dia de hoje, infelizmente acompanhada de uma ainda pior...



via sapo...


comentário:
o diktat das nomenclaturas, as quase sucessões dinásticas, os cofres do estado vazios... é lógico, está na altura de dar o salto e deixar o exército a tomar conta da maka...

aquilo que me preocupa mais é não haver, ao que me consta ou pelo que percebo da situação em geral, um candidato de relevo para contrariar esta máfia angolana que está muito bem instalada, o que seria maningue fixe. 

luaty beirão (?) não estou a ver...

josé eduardo agualusa (?) não é um político activo (nem lhe interessa) mas tem notoriedade e não estou a dizer que não seja um homem de causas, longe disso...

o líder da unita (?)....

talvez o rafael marques congregasse alguns apoios...?

a ver veremos, pois é um assunto a acompanhar com muito interesse.

sábado, 26 de novembro de 2016

lembram-se da série 'olho vivo' (get smart)...?... está em marcha a operação 'dos santos'...

isto só pode ser uma manobra da contra-informação reaccionária angolana e portuguesa, pois a menina isabel ia ter uma manifestação própria e cortam-lhe as vazas...!





no jornal de angola... via feedly.

sexta-feira, 11 de março de 2016

a começar o dia... como s. tomé...!

José Eduardo dos Santos deixa vida política ativa em 2018
José Eduardo dos Santos deixa vida política ativa em 2018 - fonte: SAPO24


O presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola e chefe de Estado angolano há 36 anos, José Eduardo dos Santos, anunciou hoje que deixa a vida política ativa em 2018, ano em que completará 76 anos.


Luaty Beirão diz que se repete “filme” sobre saída de PR angolano - fonte: SAPO24

Novos retornados. “Chegar a Angola e encher os bolsos? Tirem isso da cabeça" - fonte: Renascença
 
 
via sapo...
 
 
comentário:
ouço esta narrativa retórica há alguns anos... portanto em 2018 tornamos a falar sobre o assunto e que bons ventos o levem para bem longe...!
 
são eles os novos donos disto tudo e diz a 'bela' filha que tem que não recebe ajudas e benefícios do estado...
 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

continuando o dia... a reforçar a minha [extrema] indignação...


a espuma dos dias que correm...
Publicado por luiz carvalho em Quinta-feira, 19 de Novembro de 2015

a começar o dia... indignado...!



no público...
comentário:
os novos e decadentes sobas sempre quiseram e tiveram os seus cipaios com rédea curta... agora chegou a vez do cidadão comum...
deixo para lembrança...

é claro que não podia deixar passar esta... uma sentida homenagem ao zédu....!
Publicado por luiz carvalho em Terça-feira, 17 de Novembro de 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

de mário pinto de andrade...

CANÇÃO DE SALABU



Nosso filho caçula

Mandaram-no pra S. Tomé

Não tinha documentos

Aiué!



Nosso filho chorou

Mamã enlouqueceu

Aiué!



Mandaram-no pra S. Tomé

Nosso filho partiu

Partiu no porão deles

Aiué!



Mandaram-no pra S. Tomé

Cortaram-lhe os cabelos

Não puderam amarrá-lo

Aiué!



Mandaram-no pra S. Tomé

Nosso filho está a pensar

Na sua terra, na sua casa

Mandaram-no trabalhar

Estão a mirá-lo, a mirá-lo

—Mamã, ele há-de voltar

Ah! A nossa sorte há-de virar

Aiué!



Mandaram-no pra S. Tomé

Nosso filho não voltou

A morte levou-o

Aiué!


daqui.

joaquim pinto de andrade...





"Ontem, ao fim do dia, eu estava a escrever esta crónica. Era sobre Aznavour que cantava em Lisboa. Eu escrevia sobre um rapaz baptizado Shahnourh, filho de arménios, que virou Charles e símbolo de França, porque nasceu num porto, num cruzamento do mundo, em Paris. E dali parti para a canção de há quarenta anos, Le Métèque, que não era dele, era de Georges Moustaki. A canção do meteco, do grego metoikos, como os atenienses chamavam aos que não eram da cidade, que viviam nela mas tinham vindo de longe. Meteco como Moustaki, filho de Alexandria, e que desaguou em França para a inundar de belas canções. Meteco como Aznavour.

Esta crónica deveria ir por aí fora, com Yves Montand (de facto, Ivo Livi), com Serge Reggiani (nascido na italiana Reggio Emília), Brel (nascido na impronunciável belga Schaerbeek). Era uma crónica sobre os grandes da canção francesa quando ela foi grande. Os grandes, afinal, metecos. E, afinal, ensino isso a Atenas, os melhores dos cidadãos, porque trazem à cidade o mundo.

Ontem, ao fim do dia, eu estava a escrever essa crónica. Telefonaram-me: "Morreu o Joaquim." Morreu Joaquim Pinto de Andrade. No meio da crónica. Da sua crónica. Vão dizer: ele era angolano. E era-o. Ninguém conheci, dos pais da nacionalidade angolana, que pudesse dizer o mesmo que ele: não feri o meu país. Ele foi a coragem serena que lhe valeu prisões durante a Angola colonial, ele foi a fraternidade angolana quando o país se dilacerou em guerras civis, ele foi a honestidade quando Angola se ofuscou de falsa riqueza. Ele foi o angolano perfeito em tempos terríveis. E eu sei porquê: ele era um meteco. Um cidadão do mundo.

Eu era um adolescente e o Joaquim Pinto de Andrade era um padre exilado, colocado sob vigilância em Vila Nova de Gaia. No Verão, o pobre diabo da PIDE, de fato escuro, seguia-nos até aos areais da praia e tentava ouvir-nos as conversas. O Joaquim falava de Camilo ou de Ramalho, dos "portugueses de língua tersa", que ele aprendera quando era menino em Ambaca. O português PIDE perceberia a admiração daquele "terrorista" (então, presidente de honra do MPLA) por escritores portugueses? O Joaquim falava de Roma, onde estudara, e encarreirava-me para escritores de liberdade: Ignazio Silone, Italo Calvino… Falava-me de Paris, onde estivera no primeiro congresso de escritores e artistas africanos (com o seu irmão Mário) e metia, no meio da conversa, a necessidade de ouvir Brel.

Há quase 40 anos, em Setembro de 1969, eu saí de Portugal com uma carta de Joaquim Pinto de Andrade no bolso. Isso, escondido. Nos olhos eu levava a vontade de ver que o homem a quem mais devo me emprestou." 


de agostinho neto...

Aspiração

Ainda o meu canto dolente
e a minha tristeza
no Congo na Geórgia no Amazonas

Ainda
o meu sonho de batuque em noites de luar

Ainda os meus braços
ainda os meus olhos
ainda os meus gritos

Ainda o dorso vergastado
o coração abandonado
e a alma entregue à fé
ainda a dúvida

E sobre os meus cantos
os meus sonhos
os meus olhos
os meus gritos
sobre o meu mundo isolado
o tempo parado

Ainda o meu espírito
ainda o quissange
a marimba
a viola
o saxofone
ainda os meus ritmos de ritual orgíaco

Ainda a minha vida
oferecida à Vida
ainda o meu Desejo

Ainda o meu sonho
o meu grito
o meu braço
a sustentar o meu Querer

E nas sanzalas
nas casas
nos subúrbios das cidades
para lá das linhas
nos recantos escuros das casas ricas
onde os negros murmuram:ainda

O meu Desejo
transformando em Força
inspirando as consciências desesperadas.


1949


daqui.

a face visível do mal...?



no público...

o império do mal...?





no público...

unicidade, unidade, pluralidade ou nada que se pareça...?

faz hoje um ano...

a pedagogia da imagem...?
Publicado por luiz carvalho em Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015


e este ano a coisa é una...?




no jornal de angola...

a efeméride do dia...


a relembrar, já do ano passado...
Publicado por luiz carvalho em Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015



e este ano é assim...





para o ano é claro que não sabemos, só lá para os oráculos do futungo de belas, muito provavelmente...?


nota - vai tornar-se evidente que todas as entradas vão ser à volta deste tema.... 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

desenho... luaty beirão... de [autor que desconheço]...!



no cm domingo...


comentário:
é claro que não me esqueço dos outros quinze companheiros de luta e já, anteriormente, tinha deixado um apontamento gráfico sobre esta [magna] questão...

a dupla face de um qualquer regime...?