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segunda-feira, 7 de março de 2016

é coisa que pode vir a interessar...


Nesta plataforma pagam-lhe se conseguir resolver problemas


Tem tempo livre e uma boa dose de criatividade? Então o site Solverboard pode ser um bom desafio. Na prática é um sítio onde as empresas pedem ajuda para resolver determinados problemas. Se tiver a melhor solução, pode receber algumas centenas de euros.


tek solverboard fora


O projeto é recente e ainda está em fase beta, mas se o conceito pegar pode muito vir a ser um dos seus sites de rotina. O Solverboard é uma plataforma online de pensamento colaborativo - com o diferencial de garantir remuneração a quem é de direito.

O conceito funciona da seguinte maneira: empresas têm problemas e pedem a pessoas de fora ajuda para resolver esses problemas. Porquê? Porque por vezes estar fora do ambiente ‘viciado’ pode ser meio caminho andado para garantir um pensamento fora da caixa.

Cada solução de problema tem uma quantia de dinheiro associada. Se a sua ideia for escolhida, leva para casa o ‘bolo’.

Por agora são poucas as ideias ativas, mas já pode dar o seu contributo. E não pense na Solverboard apenas como uma forma de ganhar dinheiro: também pode ser um excelente meio para poupar investimento à sua empresa.


via tek...

segunda-feira, 22 de junho de 2015

continuando o dia... ainda mais informativo...!

como vem sendo habitual o blog de ar lindo faz uma série de balanços e análises aos concursos de professores [colocações e problemas]...

vou portanto deixar algumas ligações para quem estiver interessado em mais detalhes:


Não Entendo o Algoritmo de Colocação no Grupo 910


32 qzp 7


A Enorme Desilusão no Grupo 120 – 0 (zero) vagas QZP


Para o concurso interno surgiram 93 vagas de quadro de agrupamento ao grupo 120 – Inglês e 0 vagas destinadas ao concurso externo anual.

Desde já ficam a saber que nenhum docente do concurso externo poderá ingressar no quadro ao grupo 120.
Isso é ponto assente.

Assim, apenas os docentes que concorrem no concurso interno poderão apanhar as 93 vagas de QA/QE em concurso.


Comparação das Colocações no Concurso Externo com a Portaria de Vagas


comparacao de vagas


É Tempo de Começar a Analisar os Erros nas Colocações


Fiquei colocada no 910 no QZP 6 (a minha 5ª opção).
O meu número de ordem é o 2872. No entanto, na lista, depois de mim, aparecem 3 colegas no QZP 1 (a minha 1ª opção), 1 no QZP 3 (a minha 2ª opção), e 1 no QZP 4 (a minha 3ª opção).
Na próxima semana tratarei do recurso, mas achei que gostaria de saber destes erros.

910



9425 Colocados no Concurso Interno por Prioridade


Concurso Interno


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

coisas da (des)educação... da (i)literacia digital...?


no sapo...

"Em declarações ao TeK, o investigador principal do estudo, Victor Henriques, considera que uma boa parte da responsabilidade desta situação deve ser atribuída ao Ministério da Educação e da Ciência (MEC). Isto porque além de haver um sistema de orientação, é dado pouco tempo aos professores de TIC para outras atividades.

O académico da Universidade Portucalense lembrou que é prática comum nas escolas portuguesas serem os professores de TIC a desenvolver as páginas online, mas que no bloco de tempo disponível para outras atividades são feitas várias tarefas de manutenção como na plataforma de e-learning Moodle ou até na simples limpeza dos PCs.

“Não havendo tempo é complicado apresentar trabalho de qualidade. Mas em termos de acessibilidade há muito trabalho a fazer”, reiterou.

Muitas vezes quem pega no sítio escolar não se lembra das normas”, explica Victor Henriques que considera que se houvesse mais informação e até mesmo obrigatoriedade por parte do MEC relativamente a esta questão, a situação seria bem diferente.

Até no campo dos endereços e dos domínios existe uma grande confusão no sistema de educação português. Isto porque as escolas podem usar o domínio que bem entendem: 14% dos sites das 954 escolas analisadas têm um endereço que termina em .COM. O investigador Victor Henriques defende que este é um domínio comercial e que não bate certo com a imagem do sistema da educação.

A melhor alternativa, o domínio .EDU.PT, está longe de ser o mais usado – aquele que tem maior taxa de utilização é mesmo o domínio .PT que marca presença em cerca de 30% das páginas analisadas.

Mas a má gestão das páginas online estende-se também à parte dos conteúdos e da apresentação visual. No estudo intitulado “As escolas portuguesas na Internet: uma avaliação dos sítios Web das escolas públicas” é ainda revelado que mais de 48% dos sites de um total de 305 escolas da Direção Regional de Educação do Norte (DREN) não apresentam sequer a oferta formativa.

“E mais de 57% não mostram o seu plano de estudos”, é referido num comunicado de imprensa. Quer isto dizer que um grande número de escolas nem sequer apresenta online alguma da informação que é considerada como básica.

Victor Henriques disse ainda ao TeK que durante a sua investigação, que incluiu escolas de todos os distritos do país, chegou mesmo a encontrar algumas unidades escolares que não tinham uma página online funcional, apesar de ser uma percentagem pouco residual
."

Rui da Rocha Ferreira
 

aqui.


já agora... fica a ligação com a informação relativa às directivas sobre acessibilidade... aqui.

olha que novidade...


no sapo, agora mesmo...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

coisas da educação... reflexões para o fim de dia...!

do editorial do the guardian, sobre a publicação anual do relatório ofsted...


"There are a number of things the chief inspector of schools can do with the platform that comes with the publication of his annual report. He might use it to goad teachers to greater effort. Or he can use it to carpet the education secretary. He might even point to the way schools are getting better and thank everyone involved for their efforts before moving on to some measured and nuanced criticism, although that is not part of the Ofsted culture. Sir Michael Wilshaw, launching his report today after a bruising year of allegations of extremism in schools and rumours about his own future, chose to infuriate his entire client base in the space of half an hour. Of course, his recognition that outcomes are more influenced by the quality of teaching and school leadership than the style of the school itself is welcomed. His criticism of the way academy autonomy can translate into dangerous isolation when things go wrong is an important point. But his attack on slipping standards in secondary schools was only a very partial account of what is happening.

Sir Michael – still in his job – must have relished showing Michael Gove – no longer education secretary – that the education establishment Mr Gove famously dismissed as “the blob” can bite. He made serious points – “a new nameplate and a portentous motto” do not translate automatically into a better school – that will make uncomfortable reading for Mr Gove’s successor, Nicky Morgan, as she tries to calm teachers while preserving the legacy of his school reforms. Sir Michael emphasised the importance of support for schools before they get into trouble, particularly those in areas where most other schools are struggling. He attacked a particularly Govean scheme, School Direct, which recruits trainee teachers directly into classrooms, for concentrating the talent in schools that are already successful, leaving those where they are really needed deprived of good young teachers. Some of these weaknesses have been recognised: in September a new level of support, regional school commissioners, was introduced, and David Cameron has promised that what was billed as a hit squad would be on permanent standby to tackle school failure.

If this punitive approach, which begins in Whitehall but is echoed by Ofsted, ever had its hour, it is past. As one teacher blogged recently, politicians want change to happen quickly when schools need it to happen carefully. Ofsted is harsh to criticise schools for slipping up when the inspection guidelines are often changed at short notice – the latest idea is for pupils’ exercise books to be assessed – while Mr Gove’s determination to introduce more rigour into public exams has depressed results for the past two years. Nor, when recruitment is becoming a serious challenge and the system is on the brink of a demographic bulge, was it a helpful intervention. Maybe Sir Michael felt it was a necessary backdrop against which to make his case for better ways of improving schools. As the Trojan horse experience in Birmingham showed last summer, neither local authority control, nor remote control from the centre, can be relied on to work."


aqui.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

este também tem dias...


no observador...

"A ideia de adiar os exames do final do ano letivo chegou a ser avançada por associações e confederações de pais e encarregados de educação, a fim de compensar os alunos que estiveram sem professores neste primeiro mês de aulas, mas o secretário de Estado Casanova de Almeida descartou a proposta.

“Não me parece que seja a solução adiar exames”. Foi desta forma que o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar respondeu esta segunda-feira ao Observador, à margem da cerimónia de abertura da “Semana da Educação”, promovida pela Câmara de Cascais, acrescentando que nem essa hipótese, nem a de encurtar férias “se colocou sobre a mesa até à data”.

Então que medidas serão adotadas pelas escolas? Casanova de Almeida disse que será preciso esperar que os diretores façam o “levantamento das situações e façam propostas”, ainda que “o caminho apontado como natural passa por completar horários de docentes e por coadjuvação (dois professores na sala)”, rematou o governante, reiterando que o MEC está “disponível para ajudar os diretores”.

Ministério não sabe quantos professores faltam nas escolas

Filinto Lima, vice-presidente do Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, e diretor de um agrupamento de escolas com contrato de autonomia, explica que antes de propor uma solução para os alunos será preciso concluir a tarefa de colocação de docentes, que esta segunda-feira iniciou uma nova fase – a da bolsa de contratação de escola (BCE) continua – e que já permitiu colocar alguns professores ao longo do dia.

Questionado sobre quantos docentes ainda estão em falta nas escolas, Casanova de Almeida disse não ter esses números, uma vez que um só professor pode preencher vários horários que, “nesta altura são sobretudo horários reduzidos”.
O governante diz que a resolução deste problema “vai depender da aceitação dos professores”, mas acredita que “no final desta semana haverá apenas casos residuais de falta de professores”, como “há, aliás, todos os anos ao longo do ano letivo, com baixas de docentes por motivos de doença e maternidade”."


aqui.

previsões meteorológicas... 'mau tempo no canal'...?


n'o primeiro de janeiro...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

coisas da educação [1º ciclo]... conferência de imprensa [comunicado]... via fenprof...!

"FENPROF tem propostas objetivas para responder aos problemas do 1.º ciclo do ensino básico

 

É necessária uma profunda reorganização do 1º Ciclo do Ensino Básico – esta foi uma das mensagens em destaque na conferência de imprensa que a FENPROF promoveu esta manhã (quinta-feira, 2/10), em Lisboa, na qual divulgou os aspetos mais salientes do levantamento que realizou, a nível nacional, procurando conhecer a realidade que marcou o início do novo ano letivo neste setor de ensino.

A amostragem é de 134 agrupamentos de todas as regiões do continente, o que significa perto de 20 por cento do total de agrupamentos. Foram detetados problemas que ameaçam arrastar-se, em particular no que toca à colocação de professores e ao funcionamento das escolas, fruto da incompetência do MEC.

“Estão ainda muitos alunos sem professor (134 turmas), situação que afeta em especial as zonas da Grande Lisboa e do Sul do país”, observou o Secretário-Geral da FENPROF.

Além de Mário Nogueira, participaram neste encontro com os profissionais da comunicação social a coordenadora do 1º Ciclo, da FENPROF, Vanda Lima; Albertina Pena (SPGL), Maria José Silva (SPN); Paulo Peralta e Celeste Duarte (SPRC) e Maria Fé Carvalho (SPZS).

Cinco questões fundamentais

A FENPROF chamou a atenção dos jornalistas para cinco questões que marcam a atualidade neste setor de ensino:

1. O abate indiscriminado de escolas, sem respeito pelas cartas educativas municipais. Nos últimos 12 anos, fecharam quase 7 000 escolas (a uma média de 500 por ano!).

2. Um terço das turmas são heterogéneas, ou seja, incluem alunos de diferentes anos de escolaridade.

3. É exagerado o número de alunos por turma. Crato levanta a bandeira da redução de crianças a nível nacional, mas aumenta o número de alunos por turma.

4. Neste momento, muitos alunos estão ainda sem professor, o que tem levantado, como noticia a comunicação social, inúmeros protestos das famílias e das comunidades locais em diferentes pontos do país. O ano letivo arrancou próximo do caos, com algumas escolas a verem chegar os seus professores quase um mês depois de iniciado e sem que seja possível assegurar que não haverá mais problemas a este nível. Neste ponto, Mário Nogueira recuperou a proposta da FENPROF que aponta, "como solução mais adequada", para um concurso de âmbito nacional, na base de uma lista ordenada pela graduação profissional.

5. Permanece a grave situação dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE). A lei não está a ser cumprida, alerta a FENPROF. As críticas surgem de todo o lado, das famílias ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Faltam professores de apoio (situação que o MEC nunca regulamentou) e de Educação Especial. 

6. AECs: "Não se pode confundir resposta/componente social com mais atividades escolarizadas", alertou Mário Nogueira, que relembrou estudos recentes que relacionam o aumento da indisciplina nas escolas com o excesso de atividades escolarizadas. A ocupação de tempos livres não pode ter um caráter escolarizante, antes devendo assumir uma forte componente lúdica e cultural.

Regime de docência

A FENPROF considera que quaisquer alterações ao regime de docência devem ser discutidas e definidas com rigor.  Como foi sublinhado nesta conferência de imprensa, "quaisquer alterações nesse sentido,  mesmo as que apontam à coadjuvação,  devem passar por um debate prévio". Eventuais alterações à situação atual terão de ser "devidamente preparadas e coordenadas na aplicação".

Hoje está instalada a desorganização e cada agrupamento, com o aval do MEC, faz de acordo com a sua interpretação, violando enquadramentos legais, penalizando os docentes e gerando desigualdades entre os alunos. Tudo isto acontece num contexto de completa desregulamentação dos horários e de atropelo de normas do Estatuto da Carreira Docente e de princípios que constam da Lei de Bases do Sistema Educativo.

Inglês no 1º CEB

Neste encontro com a comunicação social, foi ainda abordada a criação de um grupo específico para o ensino de inglês no 1º ciclo, defendendo o MEC que tal área não deve ser atribuída ao professor do 1º ciclo titular de turma.

A FENPROF continua a alertar para o facto de tal iniciativa abrir legitimamente campo para a criação de “outros grupos específicos” substituindo o regime de  monodocência por um regime de pluridocência nos 3 e 4º anos de escolaridade.

A FENPROF sublinha que esta é uma alteração substancial que não se compadece com decisões precipitadas e casuísticas, propondo ao MEC a abertura calendarizada de um debate público envolvendo a comunidade científica (ESE e Universidades) e a comunidade educativa (escolas, professores, pais e sindicatos) de modo a construir um regime de docência no 1º ciclo que seja consensualmente aceite e devidamente fundamentado.

Asfixia financeira

Com as medidas que têm vindo a ser tomadas nos últimos anos, alerta a FENPROF, o Governo visa reduzir o investimento na Educação, encolher o currículo para algo próximo do saber ler, escrever e contar e transferir para o poder local despesas e responsabilidades. Mário Nogueira recordou estudos do CNE e da OCDE que evidenciam as políticas de asfixia financeira que se têm abatido sobre a Educação, setor que representa hoje pouco mais de 3 por cento do PIB..."Isto tem consequências", realçou o dirigente sindical. "Hoje as verbas para a Educação em Portugal valem menos do que o dinheiro que já entrou no nosso país para o BES ou para o BPN".

"Temos um caderno reivindicativo, temos propostas e queremos alargar a discussão", destacou a coordenadora da FENPROF do 1º Ciclo, que lembrou, a propósito, a Conferência que a Federação realizou em 28 e 29 de março passado, envolvendo 250 delegados, eleitos em todas as regiões do país. Nesse sentido, "vamos pedir audiências ao Ministro, ao Conselho Nacional de Educação e à Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República".

"É preciso promover uma discussão séria. Queremos uma melhor escola pública. Queremos continuar a ouvir os intervenientes no processo educativo do 1º Ciclo", concluiu Vanda Lima./ JPO

Peça em atualização

aqui.

das trapalhadas do costume [na educação]...


no público...

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

coisas da (des)educação... novas da fenprof...!

"Avolumam-se os problemas no 1.º ciclo do ensino básico, resultado da ação do governo

Currículos inadequados, horários absurdos, número de alunos excessivo, falta de professores de apoio a crianças com NEE, falta de funcionários, falta de condições de trabalho, etc., é extenso o rol de queixas sobre as quais não há quaisquer respostas do ministério de Nuno Crato
CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

LISBOA, 2 DE OUTUBRO, 11H00, SEDE DO SPGL/FENPROF
(Rua Fialho de Almeida, n.º 3)

A imposição de um conjunto de medidas pelo governo/MEC veio agravar a já precária situação neste setor de ensino. Encerrar milhares de escolas e criar mega agrupamentos, impor alterações curriculares que não têm em conta a especificidade do 1.º Ciclo, burocratizar a atividade docente, impor as chamadas atividades de enriquecimento curricular (AEC), instabilizar a profissão docente e agravar as condições de exercício da profissão, são apenas alguns exemplos dos problemas que o 1.º ciclo de ensino básico atravessa.

A maior parte das consequências são economicistas, pois o objetivo da sua adopção foi sempre a redução da despesa sem olhar aos problemas diretos e os danos colaterais gerados pela sua concretização.

Por todos os motivos referidos e também para divulgar os dados de um levantamento que está a ser feito, por amostragem, em todo o país, a FENPROF com a presença de Mário Nogueira (secretário geral) e de toda a coordenação nacional do 1.º CEB, vai realizar amanhã, 2 de outubro, pelas 11H00, na Rua Fialho de Almeida, 3 (sede da FENPROF/SPGL) uma Conferência de Imprensa.

Reavivamos o convite para que os/as senhores/as jornalistas acompanhem esta iniciativa e agradecemos a atenção que, sobre esta matéria, venham a destinar.

O Secretariado Nacional da FENPROF
1/10/2014



Nota anterior:

A FENPROF promoveu a 4.ª Conferência Nacional do 1.º Ciclo do Ensino Básico, reunindo delegados que representaram os professores de todas as regiões do país. Preocupados com a situação que se vive no setor, os professores presentes coincidiram na análise, concluindo que a direção política do atual governo, preocupado em reduzir a despesa à custa dos profissionais de educação, do investimento e do progresso educativo e formativo, definiu como prioridades:
 
Encerrar milhares de escolas e criar mega agrupamentos que afastaram progressivamente os professores da participação nos processos de decisão e gestão;
 
Impor alterações curriculares que não têm em conta a especificidade do 1.º Ciclo, nomeadamente a idade dos seus alunos;
 
Burocratizar a atividade docente com inúmeras e inúteis reuniões e burocracia diversa, em prejuízo da atividade letiva e da sua preparação e avaliação;
 
Impor as chamadas atividades de enriquecimento curricular (AEC) que transformaram aspetos importantes do currículo do 1.º CEB em atividades de ocupação de tempos livres, ao mesmo tempo que retalharam o horário letivo dos alunos;
 
Instabilizar a profissão docente e agravar as condições de exercício da profissão, aumentando o número de alunos por turma e "esticando" o horário de trabalho dos professores.

Com estas e outras medidas que têm vindo a ser tomadas nos últimos anos o governo visa reduzir o investimento na educação, encolher o currículo para algo próximo do saber ler, escrever e contar, transferir para o poder local despesas e responsabilidades, colocar nas escolas a responsabilidade de resolução de problemas sociais criados pelas opções políticas e ideológicas dos governos, estabelecer uma rígida cadeia hierárquica que contribua para transformar os profissionais de educação em funcionários acríticos/meros cumpridores de normativos, criar mecanismos de grande seletividade social logo a partir dos primeiros anos de escolaridade.

Daí para cá, em apenas 6 meses, Nuno Crato e a sua equipa, não surpreendendo, prosseguiu, contudo, a sua senda destruidora: "liberalizando" o regime de docência, à margem da LBSE, sem debate público, uma orientação ou um horizonte em que se vislumbrasse uma ideia. Daí para cá o MEC forçou o encerramento de mais de 300 escolas, a maioria das quais à margem da vontade das populações e/ou do compromisso assumido com os municípios.

O ano letivo, esse, arrancou próximo do caos, por exemplo, com algumas escolas a verem chegar os seus professores quase um mês depois de iniciado e sem que seja possível assegurar que não haverá mais problemas a este nível ou com enorme défice de professores para o apoio a crianças com necessidades educativas especiais e aos professores titulares das turmas em que se encontram integradas. Preocupada com a situação em que arranca o ano letivo, a FENPROF realizou, por amostragem, um levantamento em cada região, procurando conhecer a realidade em que o ano se iniciou no 1.º Ciclo do Ensino Básico, e detetou problemas que ameaçam arrastar-se pelo ano dentro.

Pelos motivos que se referiram e também para divulgar os dados deste levantamento, a FENPROF com a presença de Mário Nogueira (secretário geral) e de toda a coordenação nacional do 1.º CEB, realiza:

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

LISBOA, 2 DE OUTUBRO, 11H00

SEDE DO SPGL/FENPROF, Rua Fialho e Almeida n.º 3

Tendo em conta a atualidade dos assuntos que serão abordados nesta iniciativa, a preocupação dos professores e, decerto, de muitos pais e encarregados de educação com o rumo de incerteza que está a ser dado a este importante setor de ensino, determinante, por norma, para todo o percurso escolar e académico das crianças e jovens, desde já convidamos os/as senhores/as jornalistas e agradecemos a atenção que, sobre esta matéria, venham a dar.

O Secretariado Nacional da FENPROF
30/09/2014"
 
aqui.