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terça-feira, 28 de julho de 2015

continuando o dia... em choque pré-comatoso...!

está a dar-me para sinais de incontinência verbal... f****s da p***




agora mesmo no sapo...


pode acompanhar o desenvolvimento na sic em linha... aqui.


"...

Vários docentes estão a ser contactados pla segurança social para retificarem o número de dias de trabalho declarado entre janeiro de 2011 e junho de 2013. E em alguns dos casos, os reembolsos do subsídio recebido podem chegar aos 7 mil euros.

..."

segunda-feira, 20 de julho de 2015

uma 'boutade' [jornalística] à maneira...?


via feedly...

a conferir, no dn em linha... aqui.


comentário:
revisores, o que é isso... uma figura pré-histórica que na comunicação global e mediatizada do instante não faz falta alguma... e o resultado está à vista, não só em linha como na comunicação impressa.

excelente serviço à língua, ao rigor e à normalidade informativa...?

sábado, 27 de junho de 2015

coisas da correcção linguística... o bem escrever...!






no expresso em linha...



"Um dicionário é um livro frio? Errado. Um dicionário não é para ser lido do princípio ao fim, mas para ser consultado? Errado. Um dicionário apresenta as palavras corretas? Errado. Foi assim, um pouco ao contrário das expectativas, que Manuel Monteiro, revisor de profissão, estruturou o seu “Dicionário de Erros Frequentes da Língua”. Um livro para pôr ordem numa casa confusa, a casa da Língua Portuguesa. Pedimos-lhe que escrevesse uma carta de amor. Saiu um bilhete. E confrontámo-lo com a paixão pela Língua, tudo explicado por Manuel Monteiro, ele mesmo. 

Desde 2004 que Manuel Monteiro é revisor - e agora também formador profissional de revisão de textos - e já publicou ficção (“O Suave e o Negro”). Com o dicionário, da Soregra editores, traz para a discussão palavras e situações que muitas pessoas usam de forma incorreta e outras que a maior parte das pessoas desconhecia totalmente. Como “vocês ainda terão saudades nossas”, quando deve ser “vocês ainda terão saudades de nós”; ou “isto é uma verdadeira salganhada”, em vez de “isto é uma verdadeira salgalhada”, a forma correta.






A palavra a Manuel Monteiro


Porque é que começou a colecionar erros de Português? Como os organiza na sua coleção? Entre “comuns” e “raros” ou há mais categorias?

Quando comecei a trabalhar como revisor literário, em 2004, fui armazenando erros frequentes e pouco conhecidos, até porque o que havia sobre o assunto era muito antigo ou muito superficial. Dar aulas diariamente de revisão de textos também me ajudou. As dúvidas dos alunos obrigam-me a estudar todos os dias. Demorei dez anos a respigar, a investigar, a debater com outros filólogos, revisores, professores. Não compilei os erros mais básicos, como “não chegas-te a horas”, “à uma semana”, “tu fizestes”.

Falamos e escrevemos mal porque ouvimos mal? Devíamos ser mais bem alfabetizados ou ter aulas de fonética?

A linguagem pública degrada-se dia a dia, recorrendo cada vez mais ao mesmo saco de 100/150 palavras; os anglicismos, mormente do baixo inglês — da finança, do jargão empresarial, da publicidade, da tecnologia — obsidiam-nos por toda a parte; os dicionários de grande consumo não distinguem palavra portuguesa de palavra estrangeira e vergam-se freneticamente àquilo a que chamo “o erro ou desvio da norma a vencer pelo cansaço”. Se a fonética fosse bem ensinada, não haveria tantos escreventes a não distinguir “cai” de “caí”. Aprendemos a decorar, não a compreender. Podemos compreender com o cérebro e também com o ouvido.

As aulas de Latim fazem falta?

Sim. Como a etimologia, os estudos clássicos, a leitura de Camilo. Com a pletora de estímulos a tombar de minuto a minuto, as pessoas perdem memória, capacidade de concentração, de reflexão, de ligação entre as coisas.

Ficou assim por ser filho de uma professora de Português?

O facto de a minha mãe ter muitos livros sobre Língua ajudou-me. Os meus pais sempre falaram de literatura comigo. Importante foi também o meu amigo Alberto Castro Ferreira, que me doou uns trezentos livros de filologia de Portugal e do Brasil, alguns dos quais não estavam no “mercado”, em bibliotecas e nem sequer em alfarrabistas.

Respeita o Acordo Ortográfico ou é um resistente?

Por razões muito longas de explicar, sou um resistente. Não aceito que “falámos”, “pára”, “pêlo” possam perder o acento; que “cor-de-laranja” perca os hífenes, mas “cor-de-rosa” não; que beber um copinho de leite seja o mesmo que uma pessoa que é um copinho-de-leite (com o Acordo de 1990, perde os hífenes).

É revisor. Já pensou em cobrar por cada gralha e erro encontrado?

O revisor deve folhear o livro antes de apresentar o orçamento. Como a conta é feita por caracteres, deve sopesar o trabalho que terá com um livro imundo e com um livro relativamente limpo.

Qual o futuro da Língua Portuguesa?
 
Assusta-me ouvir pais que delegam nos corretores a reescrita dos erros, transferindo o saber que os filhos deveriam ter para a máquina, que, de resto, é altamente falível, nomeadamente quanto à sintaxe. Assusta-me ouvir professores contentinhos com o menor número de erros dos alunos derivado das duplas grafias do Acordo ou do uso facultativo de maiúsculas ou da perda dos hífenes para conceitos distintos. Há adolescentes que escrevem com tantas abreviaturas e ícones que eu não consigo entender o que ali está. Também tenho alguma dificuldade em perceber o que alguns dizem, dada a forma como falam, não silabando, pronunciando cada vez mais rapidamente as palavras.

Como nasceu a sua paixão pela língua Portuguesa? O que tem ela de tão atraente?

A sua vasta sinonímia. 

Conseguiria apaixonar-se por uma mulher que falasse mal Português?

Talvez. Uma pessoa não é só o seu intelecto. Veja o Joyce e a Nora..."


e, já agora:

"A carta de amor, escrita de modo correto"


"

As palavras e expressões corretas e, entre parêntesis, os erros e / ou as explicações


Saudades de ti (saudades tuas) 
Olhos azul-claros (as cores compostas são sempre hifenizadas e o plural é aplicado apenas no último elemento e apenas quando este é de natureza adjetival)
Atenazar (é apertar com a tenaz, com o sentido de afligir)
Pelo visto (perante aquilo que foi visto, não vai no plural)
Espoletou-me (despoletar é tirar a espoleta, o que serve para inflamar a carga de pólvora dos projéteis das armas de fogo. Sem espoleta não há explosão. Despoletar é travar)
Cartapácio (e não catrapázio. Carta ou mensagem muito grande, livro de lembranças ou apontamentos. Em sentido figurado, é material de leitura entediante)
Caterva (catrefada é a distorção de “caterva” - batalhão, em latim. Significa grande e indeterminada quantidade de coisas)
Namorar (não se namora com determinada pessoa, mas namora-se determinada pessoa)
Tal e qual (não usar a conjunção)
Estada / estadia (são conceitos diferentes, estada é o ato de estar, estadia é a demora)

"

sexta-feira, 8 de maio de 2015

precisam-se... revisores oficiais da língua [correctores]...?


no expresso em linha... aqui.

já agora deixo o comunicado do mec, para que conste:



2015-05-07 às 19:56 

"DIVULGADOS RESULTADOS DA COMPONENTE ESPECÍFICA DA PROVA DE AVALIAÇÃO PARA ACESSO À DOCÊNCIA


O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) divulgou os resultados da componente específica da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), que se realizou entre os dias 25 e 27 de março. Fica assim concluída a última etapa da PACC 2014/2015, que, como previsto, teve este ano uma componente comum e uma componente específica. 

O domínio de capacidades básicas tais como o raciocínio lógico e a capacidade de comunicação em língua portuguesa são transversais à lecionação de todas as disciplinas. Para garantir a qualidade do ensino dos nossos alunos, é importante que os candidatos a selecionar e recrutar como professores demonstrem o domínio dessas capacidades básicas. Por outro lado, é fundamental o domínio dos conhecimentos e capacidades específicas e essenciais para a docência em cada grupo de recrutamento e nível de ensino. Como sempre temos dito, não se pode ensinar bem o que não se sabe muito bem. 

Sendo a qualidade da docência fundamental para a qualidade do sistema educativo e, por conseguinte, do sucesso na aprendizagem dos alunos, o Ministério da Educação e Ciência tomou uma série de medidas no sentido de garantir que sejam os candidatos melhor preparados a ensinar os nossos alunos. A Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades é parte fundamental de um conjunto de medidas, no qual se enquadra também: 

- a obrigatoriedade de realização de exames de Português e de Matemática para admissão aos cursos de licenciatura de Educação Básica; 

- o reforço da componente científica nos cursos de formação inicial – através de alterações introduzidas no decreto-lei das habilitações para a docência; 

- a formação contínua de professores. 

É fundamental que, à medida que se renovem os quadros docentes das escolas, o que irá acontecer de forma acelerada na próxima década, se garanta a entrada de uma geração de professores altamente preparada e qualificada. É ambição do Ministério da Educação e Ciência que esta prova seja também um incentivo a uma maior exigência na formação inicial dos candidatos a professores. 

Realizaram a componente específica os candidatos que obtiveram aprovação na componente comum, realizada a 19 de dezembro. Cada candidato pôde inscrever-se a mais do que uma prova, consoante os grupos de recrutamento para os quais tem habilitação profissional. A não aprovação de um candidato não impede que este realize nova prova em momentos subsequentes."

segunda-feira, 4 de maio de 2015

coisas da (des)educação... portanto, tudo uma mera questão de uns 'trocos cráticos' (?)... via fenprof...!

240 EUROS! É quanto vale a inimputabilidade política de um ministro!

Informação recente, oriunda do MEC, enviou lacónica nota à comunicação social de que a comissão de acompanhamento que o governo criou para “apurar os factos constitutivos do direito à compensação financeira dos docentes cuja colocação foi anulada no âmbito da bolsa de contratação de escola [BCE]” (Resolução do Conselho de Ministros n.º 61/2014) tinha tratado 86 requerimentos de professores e educadores lesados.

Sobre o conteúdo das decisões, designadamente sobre o montante e a natureza das 63 indemnizações atribuídas aos requerentes, o MEC nem uma palavra proferiu, cobrindo o processo com um significativo silêncio. Com publicação a 27 de abril, o ministro da Educação e Ciência assinou despacho que determina o pagamento das compensações financeiras em causa, o que irá acontecer depois de já ter passado mais de meio ano sobre os acontecimentos da primeira BCE, o que é tanto mais grave quanto envolve professores com baixos ou nulos rendimentos.
Pretenderá o MEC colocar uma pedra sobre o assunto mas ele reclama, no mínimo, uma apreciação política que a FENPROF não deixa de fazer. Para essa apreciação, importa ter presentes alguns aspetos:
- Em setembro, quando foi detetada a bronca – que outro nome lhe dar? – na BCE (regime de concurso imposto pelo MEC que sempre mereceu a oposição da FENPROF), o ministro Nuno Crato insistiu, apesar dos alertas e para além do ridículo, na regularidade das colocações, acusando de levantar falsos problemas aqueles que os denunciavam;
- Muito mais tarde, perante o escândalo criado, foi obrigado a reconhecer o óbvio mas sem daí retirar as correspondentes consequências políticas. Deixou cair toda a responsabilidade sobre o então director-geral da DGAE e garantiu, perante a Assembleia da República, que iria manter os docentes colocados, pelo que nenhum seria prejudicado pelos erros do MEC;
- De seguida, faltando à palavra, anulou a colocação de cerca de dois mil docentes, enquanto o Conselho de Ministros criava a comissão de acompanhamento que, ao invés de ter representadas “as partes”, como Nuno Crato havia declarado, teve todos os seus elementos, à exceção do presidente, nomeado por uma das partes: o próprio Ministro, ou seja, o responsável pela asneira tornava-se, assim, juiz em causa própria, nomeando gente da sua confiança;
- A não consideração de compensações por danos morais, provocados pelo grosseiro defraudar de expetativas que se tornou ainda mais acintoso face à arrogância de Nuno Crato e da sua equipa, patenteava o caráter minimalista e burocrático da iniciativa: o expediente era uma forma ardilosa de tentar fazer esquecer o assunto e as responsabilidades políticas por uma atuação incompetente, visando mais compensar os prejuízos políticos do ministro do que os prejuízos sofridos pelos muitos docentes que nenhuma culpa tiveram da sua inépcia;
- 86 requerimentos num universo de cerca de 2.000 docentes descolocados são nota eloquente do descrédito e da ineficácia da medida engendrada no Conselho de Ministros, pelo menos do ponto de vista dos docentes que o MEC prejudicou; o mesmo não se pode dizer do outro ponto de vista, o do ministro e da equipa que foi capaz de uma das duas maiores broncas de que há memória em termos de concursos e colocações e se fez impune perante ela.
Exemplifica-se com um dos casos a quem foi atribuída indemnização:
- O professor havia sido colocado num horário completo. Apenas conseguiu, depois dos acidentes rocambolescos da primeira BCE, um horário de seis horas, defraudando seriamente as expetativas decorrentes da colocação inicial e das garantias do ministro, em relação a exercício profissional, remuneração e contagem de tempo de serviço; acrescem os imagináveis problemas de ordem pessoal e familiar que acompanharam o processo de colocação/descolocação;
- Como é compreensível, esse docente, não podia prever a situação em que iria encontrar-se e, por tal razão, não teve especial atenção à recolha de elementos de prova de despesas realizadas para apresentar junto da comissão que o governo decidiria criar;
- Desde então e até hoje, está a lecionar num horário de apenas seis horas e receberá, a título de “compensação financeira” pela incompetência do MEC, 240 euros que cobrirão, no máximo, os quilómetros realizados anteriormente em viatura própria. Mas para receber este valor, o professor compromete-se a prescindir de um direito fundamental de cidadania que é o de recorrer aos tribunais;
- Pressionado pela chantagem (se vais para tribunal não recebes!) e sem meios financeiros para recorrer aos tribunais, o professor acaba por aceitar esta situação. Dentro de si, instalou-se um imenso rancor a governantes que jogam e gozam, assim, com a vida de quem se sujeita à sua incompetente ação.
Com 240 euros, o ministro desdiz o que disse, afasta o MEC da já recorrente condição de réu e tenta fazer esquecer uma bronca em relação à qual foi e será sempre politicamente responsável. Duzentos e quarenta euros são a “contrapartida financeira” pela inimputabilidade política de um ministro e da sua equipa. Governantes destes não fazem falta a Portugal; fazem é mal aos portugueses.
O Secretariado Nacional da FENPROF
2/05/2015

segunda-feira, 27 de abril de 2015

legislação [educação]... compensações financeiras [docentes] e cne... no dre...!

Diário da República n.º 81/2015, Série II de 2015-04-27 


Data de Publicação:2015-04-27
Data de Disponibilização:2015-04-27
Número:81
Série:II


Ministério da Educação e Ciência - Gabinete do Ministro 

Determina o pagamento das compensações financeiras devidas aos docentes nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 61/2014 

Ministério da Educação e Ciência - Conselho Nacional de Educação 

Versão resumida do relatório de Atividades relativo ao ano de 2014

sexta-feira, 27 de março de 2015

quinta-feira, 5 de março de 2015

legislação [educação]... colocações e anulações, ajudas de custo e delegação de competências... no dre...!

Diário da República n.º 45/2015, Série II de 2015-03-05 

Data de Publicação:2015-03-05
Data de Disponibilização:2015-03-05
Número:45
Série:II

Ministério da Educação e Ciência - Gabinete do Ministro 

Determina a contagem de tempo de serviço prestado de todos os docentes contratados no âmbito da 1.ª Bolsa de Contratação de Escola no ano letivo de 2014-2015 e que viram anulada a sua colocação 

Ministério da Educação e Ciência - Gabinete do Secretário de Estado do Ensino Superior 

Fixação do montante de ajudas de custo
 
Ministério da Educação e Ciência - Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares 

Delegação de competências

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

coisas da educação [mobilidade dos professores]... há erros, diz a fenprof... via portal da fenprof...!

"Há erros e muito mais a explicar no processo que colocou 15 docentes em mobilidade especial...

 
São quinze os docentes que poderão ir para mobilidade especial / requalificação. Por regiões, o número parece ter sido determinado com rigor, tendo em conta a proporção com que se encontram distribuídos os professores por cada uma delas: 5 no Norte, 3 no Centro, 5 na área de Lisboa e Vale do Tejo, 2 no Sul do país. Quanto ao critério para a seleção desses docentes parece não ser coerente no todo nacional, havendo mesmo casos em que estão a ser cometidas ilegalidades. Por exemplo:

- Há um docente no norte que tem um horário letiva com a dimensão legalmente estabelecida para não ser considerado “horário-zero”;

- Há uma docente da região do Alentejo que está em situação de doença devidamente comprovada mas que, caso não estivesse, teria horário letivo atribuído, logo, não poderia ser considerada como estando com “horário-zero”;

- Há dois docentes da área da ex-DREN que reúnem os requisitos estabelecidos na lei (n.º 1 do artigo 47.º-G, do DL 132/2012, conforme redação do DL 83-A/2014, de 23 de Maio – versão consolidada no anexo II)

Também em relação aos docentes aos quais foram atribuídas colocações por iniciativa da administração, num total de 27, há pelo menos quatro situações ilegais que se referem a professoras colocadas em escolas onde tinham componente letiva atribuída (escolas de Valongo, Porto, Guimarães e Tondela), mas foram retiradas dessas escolas e colocadas em outras.

Mas este(s) processo(s) de mobilidade(s), está(ão) a causar problemas nas escolas de onde os professores foram retirados. Para termos uma ideia, este eram responsáveis por atividades tão diversas, como sejam:

- Apoios (a alunos com necessidades educativas especiais ou com dificuldades de aprendizagem; apoio ao estudo; apoio pedagógico…);

- Tutorias, incluindo gabinetes de apoio ao aluno e às famílias;

- Atividades de enriquecimento curricular em escolas do 1.º Ciclo e outras atividades de enriquecimento curricular (clubes, projetos, entre outras);

- Coadjuvação, no 1.º Ciclo e em outros ciclos de ensino;

- Desempenho de cargos de natureza pedagógica, sejam coordenações de estruturas intermédias, seja assessoria à direção;

- Desempenho de funções na biblioteca escolar;

- Substituições de docentes em falta.

Diversas escolas já contactadas, designadamente no centro e norte do país, confirmam que, por enquanto, não têm forma de dar continuidade às atividades que vinham sendo desenvolvidas por aqueles professores. Há um caso, na região centro, de uma sala de apoio a crianças com necessidades educativas especiais que simplesmente encerrou.

O direito de reclamar

Os professores que foram afastados para a mobilidade especial ou por deslocação geográfica “forçada” podem / devem agora reclamar da situação. Os que são vítimas de ilegalidades, deverão recorrer aos gabinetes jurídicos dos seus Sindicatos para avançarem por essa via; os que foram deslocados para distâncias superiores a 60 quilómetros, deverão informar-se junto dos seus Sindicatos para que lhes sejam dadas orientações no sentido de requererem o abono de ajudas de custo, recorrendo também à via jurídica se lhes for negado; os que se encontram em mobilidade especial deverão informar-se de todos os procedimentos a que o MEC está obrigado até se concretizar, de facto, a situação. Nesse sentido, os Sindicatos da FENPROF têm já um parecer jurídico com essas informações.

Por último fica, por agora, por explicar por que razão alguns docentes com horário-zero nas escolas não foram convidados para integrarem equipas multidisciplinares já constituídas ou a constituir nas suas escolas. Fica, assim, sem se saber qual o critério que foi utilizado, com a certeza que, nos casos em que tal aconteceu, não se tratou de qualquer favor feito aos professores, portanto acaba por ter um sentido discriminatório o facto desse não ter sido um procedimento universal. 
 
Sendo certo que, tendo apenas ficado 15 professores em situação que poderá culminar com a sua transferência para a mobilidade especial / requalificação, se confirma que este regime não deve aplicar-se aos docentes por não haver neste grupo uma situação de excedentes, decorrendo a sua aplicação, apenas, da vontade política do governo em que tal sucedesse, a FENPROF continua a aguardar a realização da reunião pedida, a este propósito, ao ministro da Educação. A sua não marcação acabaria, porém, por não surpreender, pois é cada vez mais duvidosa a existência política deste ministro."

O Secretariado Nacional da FENPROF
6/02/2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

continuando o dia... [bem] mal disposto...!

Quem foi o burro que deu o canudo aos professores burros?

por PEDRO TADEU 
Ontem


"Se eu acreditar no ministro da Educação (acreditar em Nuno Crato é difícil...) parece que na prova de avaliação de 2.490 professores (0,14% do universo total dos professores do ensino público) houve quem desse "20 erros numa frase". Vamos admitir a veracidade da informação e a conclusão implícita: há professores burros a dar aulas. Nem vou discutir isso, vou apenas perguntar: "se é assim, quem foi o burro que lhes deu o canudo para serem professores?"

Os examinados tinham todos menos de cinco anos de profissão pelo que a certificação do curso que lhes validou a habilitação para a docência só pode ter acontecido com Maria de Lurdes Rodrigues ou com o próprio Nuno Crato.

É estranhíssimo que o ar de tragédia nacional com que o ministro comentou os resultados de uma prova cujo enunciado, como já foi demonstrado por inúmeros analistas, era um verdadeiro desastre, não tenha sido acompanhado pelo anúncio de uma reforma, um inquérito, uma simples análise ao sistema de formação de professores, a questão que é aqui essencial.

Porque interessa ao ministro fazer provas que "chumbam" professores em vez de, nas Escolas Superiores de Educação, fazer travar o escoamento para a docência dos incapazes?

Em 2008, quando começou a crise financeira, Portugal tinha, do ensino pré-escolar até ao superior, um total de 211.299 professores. Em 2013, segundo os últimos dados do Pordata, contava 183.839 professores.

Em 2008 havia 1.762.540 de alunos no ensino público e 422.331 no privado. Em 2013 esses valores baixaram para 1.731.329 no público e 408.648 no privado.

A queda no número de professores no ensino público foi, nesse período, de 13,9%. O ensino privado passou a ter menos 7,6% de docentes.

Deveu-se isto à falta de alunos? Não: a queda do número de alunos no ensino público foi apenas de 1,8% e no privado foi 3,2%.

Se quisermos afinar os números para o momento da entrada da troika em Portugal, em 2011, teremos uma queda de 13,4% na quantidade de professores do ensino público e de 12,39% no ensino privado.

Nos estudantes esses valores desceram apenas 6,73% para o ensino público mas, para o ensino privado, atingiram 15,8%. Mesmo assim, as escolas privadas despediram menos professores, em percentagem, do que o Estado.

Conclusão: melhorar a formação dos professores de forma a impedir que os "burros" possam ensinar, não interessa. Interessa é deixá-los entrar no sistema para acabar de vez com o prestígio da profissão docente e ganhar os líderes de opinião para o processo, em curso, de destruição do ensino público... Há outra explicação possível para tanta asneira?"


no dn 'online'... aqui.