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segunda-feira, 28 de março de 2016

a começar o dia... a relembrar a chamada de atenção de ontem, numa capa de jornal...!




no público...


e já agora deixo a ligação para as respostas que os pais deram sobre o assunto:


As respostas dos leitores sobre TPC


O PÚBLICO lançou este desafio aos leitores: Se tiver filhos a estudar no 1.º ciclo, fica aqui o apelo à sua colaboração: quantos trabalhos para casa lhes foram passados na escola para realizar durante as férias da Páscoa? Recebemos cerca de 50 respostas. Ei-las na íntegra, por ordem de chegada.

Adriano Miranda

domingo, 19 de outubro de 2014

dos argumentários falidos...?

"O Sr. Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário foi Presidente da Associação Nacional de Professores entre 2002 e 2011.

Refuta-se a ideia de que se trata de um trabalho académico. Basta olhar às características do mesmo para facilmente concluir que não é, e nunca poderia pretender ser, um trabalho académico ou de autor. É tão somente um documento de trabalho e de apoio, claramente inacabado e sem preocupações de rigor científico, da Associação Nacional de Professores (ANP), como tantos outros sobre os mais variados temas que é usual produzir-se, e, naquela circunstância para facilidade de identificação e enquadramento associado ao então seu Presidente.

Estamos pois perante um mero documento elaborado pela ANP que viria a servir também de suporte prévio a uma intervenção oral do seu Presidente, nas “Jornadas Europeas sobre Convivencia Escolar”, realizadas em Múrcia, Espanha, entre 26 e 28 de abril de 2007, e que mais não representa que o alinhamento mais ou menos organizado de um conjunto de ideias de vários pensadores – de entre eles e principalmente o Professor Reis Monteiro, numa dimensão de maior proximidade e envolvimento – que inspiravam e ainda inspiram o debate promovido pela Associação Nacional de Professores em torno da ética e deontologia profissional docente, visando a eventual criação de um código deontológico e de uma entidade de auto-regulação da profissão docente. Aliás, intervenções com referência explícita aos escritos do Professor Reis Monteiro eram recorrentes, em várias circunstâncias e com o conhecimento do próprio, e algumas vezes na sua presença, porquanto a ANP acolheu integralmente e sem qualquer reserva ou omissão o seu pensamento.

No entanto, para contextualizar melhor as circunstâncias dessa intervenção, impõe-se referir que a presença em Múrcia decorreu de convite ao Presidente da ANP por parte do coordenador do observatório da convivência de Múrcia e ex-presidente da ANPE (Associação Nacional de Professores de Espanha – sindicato independente), na sequência da cooperação entre as duas instituições em torno do mesmo tema. O que foi pedido, explicitamente, era que fossem dadas a conhecer as ideias, princípios e pensamento produzidos em Portugal e que inspiravam a ANP.

O documento em causa não reproduz sequer a intervenção livre então desenvolvida e todas as referências nela efetuadas, tão pouco era esse o seu objetivo essencial. No entanto, reafirma-se, houve utilização explícita do pensamento do Professor Reis Monteiro.

O documento foi disponibilizado mediante solicitação da organização das Jornadas, sendo que essa disponibilização tinha por fim apenas permitir à organização o enquadramento global da intervenção e não a sua divulgação pública, tão pouco como se de trabalho académico se tratasse (tanto mais que, como já referido, não corresponde sequer à reprodução da intervenção oral realizada).

Quanto à questão da utilização livre de textos do Professor Reis Monteiro, importa também contextualizar a afinidade entre pensamento da ANP e o pensamento do Professor, bem como a densidade da colaboração nesse âmbito.

Para a ANP, o Professor Reis Monteiro foi e é a principal fonte de referência e consolidação da ideia da criação de um código deontológico docente e da criação de uma entidade de autorregulação de natureza distinta das Ordens Profissionais. A sua colaboração com a ANP teve início em 2005, no Encontro Nacional de Professores, em Braga.

Toda a documentação produzida pela ANP teve como fulcro central as ideias e estudos do Professor Reis Monteiro, as quais reproduzia nos seus documentos de trabalho, muitas vezes sem a preocupação de menção de autoria face à estreita e intensa colaboração existente.

O Professor Reis Monteiro, no âmbito dessa prestimosa e inexcedível colaboração, esteve presente em várias reuniões dos órgãos associativos, promoveu formação interna dos quadros dirigentes, produzindo diversa documentação que sustentava as intervenções desses dirigentes incluindo, por maioria de razão, as do Presidente da Associação. Esse facto foi pública e notoriamente assumido em várias realizações da ANP, sem quaisquer reservas.

A densidade dessa colaboração culminaria, aliás, na edição pela ANP do estudo solicitado pela própria ao Centro de Investigação em Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa intitulado “Auto-regulação da Profissão Docente – Para cuidar do seu valor e dos seus valores”, que passaria a constituir o “repositório” do pensamento acumulado do autor e também numa perspetiva comparada sobre a ética, deontologia e autorregulação da profissão docente e, nesse sentido, integralmente acolhido pela Associação. Esse foi o propósito do estudo: dotar a ANP com um trabalho sólido, que sustentasse cientificamente a criação de uma entidade de auto-regulação da profissão que pudesse ser integralmente assumido como seu, designadamente nos seus documentos de trabalho, como aliás vinha fazendo.

Esta forte ligação pessoal e institucional e de ideário docente, ditou uma natural “apropriação e incorporação de pensamento”, levando a que não se cuidasse, nos documentos de trabalho e de apoio, em obedecer às regras que trabalhos de natureza académica e científica impõem.

 
Pretender associar um mero documento de trabalho, não académico nem de autor, nas circunstâncias já descritas, a um plágio, é totalmente inapropriado e sem qualquer sentido."


A segunda resposta à reprodução do texto "Por uma Formação Inicial de Professores de Qualidade"

"Reitera-se que não se trata de um trabalho académico ou de autor imputável ao então presidente da ANP. É tão somente, como já se esclareceu, um documento de trabalho e de apoio, claramente inacabado e sem preocupações de rigor científico, da Associação Nacional de Professores (ANP), como tantos outros sobre os mais variados temas e que serviu, a par de outros, para reflexão e debate na ANP. Não foi produzido para difusão publica tão pouco como “obra original” do então presidente ou da própria ANP. A passagem em causa, como outras que eventualmente possa conter de outros autores, não se pretendiam assumir como documento de reflexão própria ou de produção original. Também não foi usada sequer na intervenção oral. Concluindo, é um mero documento que agrega várias opiniões, citações, etc, referenciadas ou não, mas que não passa disso mesmo.
Insistir que é obra produzida por plágio é claramente abusivo, como se percebe por tudo quanto já foi dito."
 
aqui.

sábado, 29 de março de 2014

a resposta [em jeito]... do paulo guinote...!

a esta prosa da fle [ou do fernando adão da fonseca (?)]... aqui.

excerto...

"...

1) Nada tenho a obstar quanto ao princípio teórico da liberdade de escolha numa sociedade ideal ou em que as instituições funcionem e os índices de desigualdade económica e cultural sejam moderados.

2) Quanto à total liberdade para a criação de escolas, estou de acordo, desde que essa liberdade – em coerência – funcione em regime de mercado e não de subsidiodependência. Uma escola não deve ser criada a pensar no contrato que pode fazer com o Estado.

3) A questão da “concorrência potencial” levanta-me muitas reservas, pois é um artifício intelectual que tem escassa substância. Sim, é verdade que a “possibilidade” de concorrência pode alterar práticas, mas só quando essa possibilidade é credível e mesmo assim, nada indica que essa pressão tenha verdadeiros efeitos em muitas práticas.

4) A flexibilidade e autonomia curricular devem aumentar no Ensino Secundário e ser moderadas no Ensino Básico, devendo a aposta ser actividades extra-curriculares e não na amputação de uma formação geral de base. Essa autonomia deve ser criada a parte da comunidade educativa e não da direcção (administrativa ou pedagógica).

5) A ausência de propinas deve ser combinada com a ausência de encargos-extra, como sejam serviços adicionais que se prestam em troca de pagamento e levam a diferenciações no acesso ou usufruto do serviço educativo (transportes, as tais actividades extra-curriculares, uniformes, materiais).

6) De acordo com o sorteio.

..."



para ler o resto da entrada... aqui.

sábado, 21 de dezembro de 2013

ora toma que já levaste (!)... a arrogância da ignorância 'o avillez e a "matilha das escolas"'... no atenta inquietude...!

"Um dos muitos palpitólogos e prolíficos opinador do reino dos achistas e tudólogos, Martim Avillez, veio hoje no Expresso, de novo, num texto deplorável de ignorância e má-fé, atacar os professores "A Matilha das escolas". A linha de argumentação, não merece sequer esta designação, é de tal maneira disparatada que não vale a pena perder tempo a refutar. A ideia chave é elucidativa, os professores “não aceitam submeter-se às regras com que avaliam os seus alunos”, o iluminado achista não entende que existe uma pequeníssima diferença entre professores e alunos e que não se está, evidentemente a falar da mesma coisa o que ele não quer entender numa de demagogia, nem sequer muito inteligente.

No entanto, o que me deixou mesmo embaraçado foi a afirmação do Avillez de que Crato “Procura ter os melhores professores para ajudar a gerar as melhores crianças”. Apesar de estar atento ao que Nuno Crato decide nunca me pareceu que defenda que os professores devem gerar alunos, mesmo que os melhores. Parece que a tarefa de gerar criancinhas, boas ou más, é dos pais, o Avillez acha que é dos professores, essa malandragem, matilha como lhe chama numa pérola de elegância e fino recorte estilístico. Dr. Avillez, francamente, que acha que é uma escola?

Esta rapaziada, o Avillez não é o único, que nunca vê avaliado o seu trabalho, a imprensa amiga é para isso mesmo, vai, assim, produzindo com regularidade umas prosas em que procura arrasar uma classe de preguiçosos, incompetentes, privilegiados e improdutivos profissionais que, apesar deste conjunto de "virtudes", de uma política educativa que tem sido dirigida para números e não para pessoas e é submersa pela incompetência política e pela deriva dos interesses partidários, tem conseguido trazer os alunos portugueses para níveis de resultados bem mais aceitáveis como comprovam os estudos internacionais e, certamente por milagre, terão dado o seu modesto contributo para a formação da tão apregoada mais qualificada geração de portugueses, que lamentavelmente tem de partir à procura de um futuro que por aqui não encontra.

Como seria previsível, a sinistra Prova do dia 18 foi o último pretexto para mais uma catilinária contra os professores. Nada de novo na escrita, a arrogância habitual, a ignorância habitual, os preconceitos habituais, enfim, o habitual discurso conclusivo e sem dúvidas de quem nunca se engana.

O que já me admira um pouco é que aparecem sempre algumas pessoas, professores quase sempre, que se sentem indignadas pelos tratos deste pessoal e tentam responder, claro que sem visibilidade, mais frequentemente através das mais acessíveis mas nem sempre virtuosas redes sociais, ou suportes da mesma natureza, e umas cartas ao Director que alguns jornais lá vão publicando.

Nestas iniciativas, os autores tentam rebater com empenho e seriedade, com números, com dados, com factos, as enormidades ignorantes e preconceituosas de achistas mal-intencionados e ignorantes como o Avillez, é isso que me admira. Os registos de um e de outros não são compatíveis, ou seja, um discurso assente em preconceito, em definitivos juízos de valor, em achismos, em ignorância, em insulto, é, obviamente, imune a uma resposta que não seja no mesmo registo e por isso nada se altera. Se por acaso o Avillez lesse algumas das respostas que pensarão quem ler este texto sem o preconceito lhe tolda a cabecinha, concluiria, evidentemente, que estava tudo errado porque sim, porque ele é que está certo. Ponto.

No entanto, tal como fazem com os seus alunos, os bons professores, a grande maioria, não desistem e vão tentando que o Avillez saiba alguma coisa deste mundo dos professores e das escolas, matéria que obviamente desconhece.

Não há saco."


terça-feira, 9 de julho de 2013

o pte ainda mexe (?)... onde pára o magalhães...?... por via de um direito de resposta... no público...!

de um artigo de opinião (mais notícia) sobre o magalhães dei público conhecimento... aqui.

agora surge uma resposta... 

e digo eu, ele ainda mexe?... pelo que já pude apreciar [faz já dois anos]... nickles...!


quinta-feira, 20 de junho de 2013

leitura para início de tarde... resposta [tout court']... ao diletante miguel sousa tavares... de anabela bragança... via fb...!



"Caro Miguel


Desde já peço desculpa pela familiaridade do trato, mas como nos conhecemos tão bem sinto-me no direito de ser mais tu-cá-tu-lá consigo. Li o seu artigo sem adulteração, aquele do Expresso do último sábado, do dia 15 de Junho de 2013. Escrevo a data completa porque a quantidade de textos que debita poderiam criar na sua cabeça alguma confusão sobre o espaço temporal a que me refiro. Devo dizer que é um texto bem escrito, daqueles que se aprendem a escrever quando se tem uma professora à moda antiga, das que nos ensinam a amar o saber e fazer da vida uma busca continua desse mesmo saber, das que nos ensinam a ter espírito critico, das que nos ensinam a pensar e a usar com racionalidade essa fundamental característica que é uma das que nos distinguem das restantes espécies da Classe Mammalia. Como se deu ao trabalho de fazer uma breve introdução romanceada do seu percurso pelo primeiro ciclo, então escola primária, vou, também eu, essa breve introdução, sem as figuras de estilo que o Miguel usa, porque em mim a escritora não pode florescer por falta não de vocação que essa até tenho, mas de tempo, e a seu tempo entenderá o porquê. Então vejamos, em 1976 entrei na escola primária. A escola que me acolheu, uma das obras positivas do tempo assumidamente autocrático, era linda, branca, com casas de banho que por acaso não funcionavam mas estavam lá, com as paredes preenchidas pelos trabalhos de desenho dos meus colegas mais velhos que a minha arte ainda não se tinha manifestado. Sabe porque é que a minha escola era linda? Porque eu não sou filha de nenhuma escritora, nem nenhum deputado, nunca os meus olhos tinham visto tanto livro junto, e refiro-me a meia dúzia que havia lá pela minha escola de aldeia, longe de Lisboa e do Porto. Sabe Miguel, acredito que pense efectivamente que sabe, ou não tivesse sido aluno da D. Constança, as vivências da realidade são diferentes de ser humano para ser humano, e por isso o quadro feio e negro da escola do Miguel pode ser belo e muito colorido para alguns dos seus colegas de carteira. Mas deixemos isto e continuemos na saga do meu percurso escolar. Tal como o Miguel também na minha escola éramos muitos, tanto que nem me lembro do número, será porque isso nunca foi relevante? É que das pessoas ainda me lembro bem, das brincadeiras também, das aulas também… As duas salas estavam sempre cheias, como um ovo, havia dois turnos de aulas com 4 professoras, duas de manhã e duas de tarde. A mim calhou a D. Maria Isabel, uma mulher linda, com o seu cabelo cinzento e os lábios pintados de uma cor fabulosa, um tom de laranja doce. A D. Maria Isabel acabou de me ensinar a ler, que alguma coisa a minha teimosia já me havia feito aprender. Sabe Miguel, em algumas situações a teimosia é uma característica boa, de tal forma que no final do primeiro período já eu substituía a minha avó na leitura de “O amigo do Povo” às suas comadres analfabetas. Vou agora refrescar-lhe a memória em relação ao que era o primeiro período: - período de tempo que mediava entre Outubro e meados de Dezembro, suponho que entende o que lhe estou a dizer, mas se não informe-se junto de alguns psicólogos e pedagogos credíveis. Abreviando um pouco, e quase para terminar este parágrafo, devo dizer-lhe que a minha professora foi tão boa que em 3 anos resolveu comigo as questões que para muitos se resolviam em 4, e para outros muitos em mais de 4. Tal como a sua, também a minha deixou em mim um apetite voraz para as letras, chamava-me “papa livros” tal era a minha voracidade, e todas as semanas, levava de Coimbra para mim muitos livros. A minha professora Maria Isabel era uma mulher completa com marido, 3 filhos, sendo um surdo-mudo,  pais e sogros. Vivia do seu trabalho e como tal faltou algumas vezes, pois não tinha possibilidades económicas para delegar responsabilidades. Mas sabe o que lhe digo, foram muitos os alunos que mandou para a universidade, que hoje até lêem o que o Miguel escreve com espírito crítico. Neste momento poderia considera-lo um mentecapto e situar este comentário no seu texto brilhante, mas não o vou fazer, porque o Miguel também teve uma boa professora na escola primária.


Mudando de parágrafo e de assunto, tal como o Miguel, sei que o país está à beira da bancarrota, mas na minha família só o direito ao voto responsabiliza por essa situação, sabe porquê? Nunca nenhum dos meus progenitores ocupou lugar em nenhuma das cadeiras da Assembleia da Republica, por partido nenhum quanto mais por dois e ainda mais relevante, nunca nenhum dos meus progenitores foi ministro. Sinto muito Miguel por ter que lhe lembrar que algumas das responsabilidades da miséria que crassa por esse Portugal fora tem genes que lhe foram a si entregues. Mais ainda, na minha família toda a gente produz, desde tenra idade. Sobre trabalho o Miguel, por certo, teria muito a prender comigo e com os meus. 


Voltemos agora ao ainda cerne desta questão, a greve dos professores. Sabe Miguel, depois de ler o seu texto, volto a dizer, sem adulterações, fiquei a pensar se o seu sistema digestivo seria igual ao dos restantes mamíferos. E confesso que esta duvida já me assaltou algumas vezes frente aos seus escritos. Em relação aos professores o Miguel não sabe nada do que pretende dizer, seria bom e revelador de algumas sinapses activas, que se calasse até conseguir saber sobre o que se pronuncia. Eu sou professora, há já muitos anos, executo a profissão que sempre quis ter, lá por causa da minha rica professora Maria Isabel, e trabalho que me desunho, e não falto, e estou disponível para os meus alunos até para ser mãe. O meu horário semanal ( e o da maioria) tem sempre muito mais do que as 40 horas agora na moda, tenho que me preparar, nem sequer para cada ano é mesmo para cada turma, pois são sempre diferentes os alunos e as suas interacções; tenho que os avaliar, e isso exige muito pois sou acérrima defensora da avaliação formativa; tenho que tentar manter-me actualizada pois lecciono uma disciplina das ciências mais vanguardista, e isso requer muito tempo ( percebe agora porque não me dedico mais à escrita?). Eles, os meus alunos, que são quem me importa, sabem disso! Acho de uma arrogância tola o Miguel vir pronunciar-se sem saber do que fala. Eu também sou leitora e agora vou aqui falar de um  escritor medíocre que já li. Vou tecer comentários sobre obras e escrita que conheço, não sobre números de origem duvidosa! O Miguel escreve com a qualidade necessária para ser comercial, isto é para ganhar dinheiro, muito por sinal. Quer assumir-se como um Eça? Sabe que está a anos luz, sobra-lhe a capacidade descritiva, mas falha nos pormenores, vou dar-lhe um exemplo concreto: descreve cenas de sexo/amor com minúcia, mas impraticáveis por imposição das leis da física. Tenta ser um critico social, mas o seu azedume natural tira-lhe a graça e a leveza que tornam Eça sempre actual. Poderia continuar mas acho que já consegui perceber onde quero chegar. O Miguel é um escritor medíocre, mas isso não faz com que todos os escritores de Portugal o sejam, repare a sua mãe até ganhou um prémio Camões. Até sei que vai pensar que estou a ser ressabiada, será um argumento de defesa legítima uma vez que o estou a atacar, mas totalmente desprovido de verdade. Entenda o que lhe quero dizer de forma clara, há professores medíocres mas a maioria é bastante boa, empenhada e esforçada. Esta greve serviu apenas para mostrar ao governo que o caminho da mentira e do enxovalhamento publico tem que acabar. Os direitos dos alunos estão a ser salvaguardados, é certo que temos menos alunos, mas também é certo que cada ano as turmas são maiores e os problemas sociais, que entram sempre pela sala de aula dentro, são cada vez mais. Sabe Miguel, seria mais proveitoso para os alunos trabalhar em salas com menos crianças/jovens e consequentemente menos problemas do que em salas cheias até à porta. Sabe que assim poderíamos desenvolver o espírito crítico desses jovens e aí as coisas mudavam um pouco… Já  imaginou um pais em que a maioria dos cidadãos tivesse espírito critico? Imagina o destino que seria dado aos medíocres? Acha que haveria lugar a tantas PPP’s? Acha que o dinheiro do Estado Social  ( faço aqui um parêntesis para lhe dizer o que é o estado social, que eu sustento: EDUCAÇÃO, SAUDE e SEGURANÇA SOCIAL) seria desbaratinado em manobras  bizarras sem que fossem pedidas contas? Acha que os gestores das empresas publicas que acumulam prejuízos continuariam a ser premiados? Acha que se assistiria a uma classe politica corrupta, incompetente e desavergonhada de braços cruzados? Acha que haveria prémio para a mediocridade de textos que vendem como cerejas à beira do caminho? Ai Miguel depois destas questões até o estou a achar inocente… acabei de ficar com aquele sorriso que dou aos meus alunos travessos, mas simples, só que para eles é para os conduzir ao bom caminho, para si é mesmo com condescendência.


Falou no seu texto no estado calamitoso em que se encontram as contas públicas, e sou forçada a concordar consigo, só tenho pena que apenas consiga ver o erro, e lhe falte a coragem para imputar responsabilidades. O país está neste estado por causa dos decisores políticos e dos fazedores de opinião, entre os quais o incluo. A má gestão é que nos levou a este marasmo, não fui eu, nem os meus pais. Desde muito jovem que justifico o que como, foi assim que fui educada, é assim que educo os meus filhos e até os meus alunos, dentro do possível. Da má gestão posso ser responsabilizada por votar, mas sempre o fiz em plena consciência, acreditando que dava o meu voto a um ser humano digno. E continuo a fazê-lo! Quanto aos fazedores de opinião é um problema acrescido, porque esses nascem do nome que carregam, tal como o Miguel bem sabe. Por isso lhe digo em jeito de conclusão, este texto só será lido em blogues, porque o apelido Bragança não me abre as portas dos jornais. Fique bem Miguel e quando não conseguir mais dormir, por ter tomado consciência da sua responsabilidade pessoal no estado em que se encontra o país, não pense logo em suicídio, tome primeiro Valeriana e se não resolver tome Xanax.


Anabela Bragança, professora de Biologia, ainda com alegria e orgulho!

Coimbra, 19 de Junho de 2013

a presente opinião reporta a um texto editado... aqui.