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terça-feira, 30 de outubro de 2018

[educação] um tema para reflexão...?




No mundo atual e fruto da era digital em que nos encontramos, a mudança vai acontecendo a uma velocidade absurda ao mesmo tempo que vai exigindo uma maior adaptação às necessidades e ao comportamento da própria sociedade.

Isso não é diferente no âmbito educativo, onde a tecnologia tem vindo a promover uma grande transformação digital e a influenciar a formulação de entendimentos e de processos de aprendizagem, algo visível pela quantidade cada vez maior de cursos e formações online e fóruns de discussões que trouxeram à aprendizagem autónoma uma nova dimensão.

Diante deste cenário, as mudanças nas formas de ensino também se tornam necessárias para acompanhar toda esta evolução e atender às novas exigências do mercado educativo. Em Portugal, um dos pontapés de saída foi dado em 2008 com o Plano Tecnológico da Educação (PTE) que pretendia transformar as salas de aula na utilização da tecnologia e marcar um novo momento de informatização da escola em Portugal ao ser um meio para melhorar os resultados escolares e modernizar os processos de ensino-aprendizagem.

O projeto e o investimento associado permitiram colocar Portugal em lugares cimeiros no uso da tecnologia na área da educação em 2010, como mostrava o relatório PISA (Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes), mas o último “Retrato de Portugal 2018”, apresentado em Bruxelas no início deste mês, revela que Portugal tem de investir na educação, área em que permanece estatisticamente na cauda da União Europeia (UE).

tek educação

Embora se tenham visto nos últimos anos significativas evoluções na sociedade da informação, o professor Pedro Xavier Mendonça disse ao SAPO TEK que, apesar de tudo ser mais tecnológico agora “incluindo a escola, nem que seja por via do facto de cada aluno possuir um smartphone”, não tem havido uma atualização suficiente dessas tecnologias ao longo dos últimos tempos.
“As tecnologias digitais em particular exigem uma atualização permanente, o que transforma o sistema educativo digitalizado num grande consumidor de inovações ou novas versões digitais. Algo dispendioso”, afirma o investigador que considera que, neste momento, a tecnologia e a Escola “são mais concorrentes (em busca da atenção e interesse dos alunos, por exemplo) do que entidades em colaboração”
O desfasamento entre as competências necessárias e as adquiridas pelos alunos, em parte resultante da falta de investimento significativo a nível dos equipamentos tecnológicos e infraestruturas, é um grande desafio para as escolas de hoje e que podem levar a que esta perca o seu sentido, alerta em declarações ao SAPO TEK Jorge Pedreira, Secretário de Estado Adjunto da Educação entre 2005 e 2009.
“É necessário perceber que estamos perante novas gerações que têm uma relação completamente diferente com a informação, com o conhecimento e com as respetivas formas de legitimação. E que estamos perante um mundo em que a informação e o conhecimento se produzem e circulam de novas formas. A escola e o sistema educativo não podem fazer de conta que nada aconteceu”, defende.


Fernanda Ledesma, presidente da direção da Associação Nacional de Professores de Informática também defende que a escola se deve ajustar às mudanças da sociedade nas suas várias dimensões, um “percurso que nunca está concluído e que, no caso das tecnologias, é uma correria contínua”, aponta.

A educação tecnológica é muito mais do que ensinar tecnologia às crianças e jovens, mas antes deve passar também por seduzir os jovens para a utilização da Tecnologia de modo simples e aplicado à realidade, utilizando ferramentas que lhes permitam dar largas à sua criatividade e imaginação.

Pedro Xavier Mendonça afirma que é preciso colocar a tecnologia no seu lugar: como conteúdo e eventualmente instrumento útil em alguns casos e não como “pozinho mágico”. Até porque, não é “lançando tecnologia para cima das pessoas que se vai, magicamente, conseguir melhorar as aprendizagens”, defende o investigador que também aponta para a necessidade de distinguir entre o “aprender a usar a tecnologia de modo a preparar os jovens para um mundo tecnológico” e “usar tecnologia para aprender todas as matérias porque assim se aprende melhor”.

De que forma pode, então, a escola portuguesa adequar-se aos desafios da evolução tecnológica?

Um pouco por todo o globo, a instituição escola tem feito ajustes e tem-se procurado munir de ferramentas para se adaptar a um público que já não se deixa cativar por prolongadas exposições orais e apontamentos em um quadro.

E, apesar de ainda existir alguma resistência ao uso de novas formas de ensino, entre elas as que usam novas tecnologias, Pedro Xavier Mendonça aponta que o grande problema é “saber como ultrapassar um ensino transmissivo-enciclopédico, pouco ativo e assimétrico”. Aqui, a tecnologia pode, eventualmente, ajudar nesse processo, “mas ela deve ser apenas um suporte, não o centro da questão”, remata.

Para ir ao encontro destes objetivos, o atual Ministério da Educação defende a aposta em um conjunto diversificado de medidas e projetos educativos, dos quais se destacam a “introdução da componente curricular de Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino Básico, abrangendo áreas como a Programação e Robótica,  mas também a Literacia de Informação” e a “continuidade de múltiplos projetos de Programação e Robótica no 1.º ciclo, abrangendo mais de 400 escolas do país”, revelou uma fonte daquele ministério ao SAPO TEK.

A adequação da escola portuguesa aos desafios da evolução tecnológica passa também por um investimento em equipamentos e infraestruturas, a ser desenhado no âmbito do programa InCode2030, aponta a mesma fonte, dando como exemplo a oferta a todos os alunos do 1.º e do 2.º ciclo de licenças digitais associadas aos manuais escolares para poderem explorar conteúdos para além do livro, uma medida contemplada na última proposta de Orçamento de Estado para 2019 e que revela um crescimento na Educação de 4%.

tek educação

“A despesa total consolidada no programa orçamental Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar ascende, em 2019, 6.421,3 milhões de euros, o que compara com o montante de 6.173,1 milhões de euros de 2018, representando um crescimento de 4% face ao orçamento de 2018, justificado sobretudo pelo aumento das despesas com pessoal, que crescem 4,5% e das outras despesas correntes de funcionamento, em 4,4%” podia ler-se no relatório divulgado no dia em que o OE2019 foi entregue no parlamento.

Sobre os professores, o relatório refere "um reforço da capacitação dos profissionais da educação" e que "será dado especial enfoque à formação contínua, prevendo-se que, no ano letivo 2018/2019, 35 mil docentes e agentes educativos frequentem ações de formação".

Já em relação à requalificação de escolas a cargo da Parque Escolar, o relatório do OE2019 adianta que a previsão de investimentos a concretizar em 2019 pela empresa criada para requalificar e manter os estabelecimentos escolares é de 61,9 milhões de euros, afetos a aquisição de bens de capital.

A construção, muitas vezes em parceria com as Autarquias e Comunidades Intermunicipais e com o apoio de parceiros locais, de espaços inovadores de aprendizagem (conhecidas como Salas de Aula do Futuro) são também uma aposta estratégica do Governo, bem como o investimento nos planos de literacia digital promovidos pela Rede de Bibliotecas Escolares.

No entanto e a par destes conjuntos de evoluções em que a mobilidade e a possibilidade de aprender em interfaces diferentes e com percursos escolhidos será uma tendência e um suplemento, não se pode deixar de lado o factor humano, considerado fundamental por Pedro Xavier Mendonça.

“A tecnologia é boa na criação de automatismos, mas não na criação de relações sociais. Aprender deve passar também pela interação humana, de modo a valorizar competências afetivas e até de cidadania”, conclui.



casa dos bits, via mensagem do sapo tek...

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

boletim com informações variadas, orçamento e pensões...

Nesta edição, damos a conhecer  os últimos artigos publicados no jornal Público, a análise da execução orçamental e destacamos o evento "Que Pensões Podemos esperar?".

“O ensino público e o nosso futuro coletivo”

Por João Pedro Castro Mendes (associado IPP), na edição 17 de setembro, onde marca uma posição forte sobre o ensino público (não necessariamente gerida pelo Estado), o papel dos pais e do Estado.





“Que pensões podemos esperar?”

Por Joana Andrade Vicente (investigadora IPP), na edição 24 de setembro, onde discute sobre  a sustentabilidade financeira dos sistemas públicos de pensões, remetendo para o evento do dia 28 de setembro sobre a mesma temática.

“Extrema-direita na Áustria: devemos ficar preocupados?

Por Sofia Serra da Silva (associada IPP), na edição de 1 de outubro, onde relata as suas preocupações sobre a ascensão da extrema-direita na Áustria.

Uma iniciativa do Institute of Public Policy, a análise mensal da execução orçamental continuará a estar disponível no nosso site. Visite-nos!


Com os últimos dados disponíveis, as previsões do Institute of Public Policy apontam para  um comportamento excecional no que ao mês de agosto diz respeito. Tal permitiu atingir um défice na ordem dos 576 milhões de euros, o que representa uma considerável melhoria face ao período homólogo, nomeadamente de 1.424 milhões.

Tanto a receita como a despesa têm aumentado, mas a primeira em maior proporção, dado o aumento dos níveis de crescimento económico e do emprego. É, no entanto, importante não esquecer que o fim do ano acarreta um período difícil para o controlo da despesa. Caso o Governo já tenha considerado adequadamente estes fatores, será possível alcançar confortavelmente um défice de 0%.

O montante de dívida atual apresentado pelos Hospitais EPE,  estabilizou, desde junho, nos 773 milhões. Este montante é inferior ao do ano passado, mas à custa de injeções de capital, o que não representa uma solução de longo prazo, nem resolve problemas de gestão.

Quanto ao investimento, o Instituto de Políticas Públicas estima um desvio positivo de cerca de 926 milhões de euros, ou seja, são 926 milhões que, face ao que estava previsto no Orçamento, não são investidos.

Economicamente o Governo está perfeitamente confortável para apresentar uma meta de 0% em 2019. Resta saber se politicamente não será um tiro no pé, ao revelar que se preocupa mais com Bruxelas do que com o investimento nos serviços públicos e nos seus funcionários.

*Visite-nos aqui, para ler a análise na íntegra

Este mês destacamos a conferência realizada no dia 28 de setembro, "Que Pensões podemos esperar?"


No dia 28 de setembro, o Institute of Public Policy (IPP) com o apoio da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), organizou a conferência "Que Pensões Podemos esperar?'".

A conferência realizada no ISEG, juntou inúmeros profissionais com interesse na temática das pensões, dispostos a debater e a partilhar conhecimento.

Disponibilizamos no nosso site, as apresentações dos oradores.
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

informações [educação]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 11 — 27/01/2016


Informações Gerais

 
Visitas de Estudo – Futurália 2016
A visita de estudo é um dos meios que mais estimula os alunos, dado o carácter motivador que constitui a saída do espaço escolar. A visita de estudo à Futurália tem múltiplas potencialidades pedagógicas e formativas, promovendo o interface entre o mundo académico e empresarial e a educação formal e não formal, tendo em vista motivar e incentivar os jovens a encontrar o seu talento e a apoiar as decisões do seu futuro pessoal e profissional.
A Futurália 2016 decorre de 16 a 19 de março, na Feira Internacional de Lisboa.
Decorre até ao dia 19 de fevereiro o período de candidatura para Assistentes de Português em França, para o ano letivo 2016/2017.
Os lugares de Assistente de Português em França destinam-se a jovens estudantes licenciados ou em final da licenciatura e obedecem aos seguintes requisitos:
 - Deter nacionalidade portuguesa;
- Ter até 30 anos de idade;
- Possuir competências linguísticas em francês, de nível B1 (Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas).

domingo, 2 de agosto de 2015

não é novidade nenhuma... mas é indispensável ir tomando [muita] atenção ao assunto...!

PSD e CDS relançaram a proposta: criar um limite salarial, a partir do qual os trabalhadores deixam de estar obrigados a descontar para o sistema público de Segurança Social. Isto significa o quê? 

O que é exactamente o plafonamento?

Pergunta 2 de 13
Trata-se de criar um limite salarial, a partir do qual os portugueses no ativo deixam de estar obrigados a descontar para o sistema público de Segurança Social, como acontece agora.
O remanescente seria aplicado em sistemas de capitalização (ou seja, de investimento), fossem eles públicos ou privados. Ambas as parcelas ajudariam a determinar o valor da pensão futura.


no observador, onde pode ler todo o 'explicómetro' sobre o assunto... aqui.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

é capaz de ser interessante...


A nossa próxima Conversa é já na terça-feira, dia 30, no CCB. É lá que vamos continuar a tertúlia que lança em debate vários temas para serem discutidos - e este tem o especial apelo do futuro e de como a tecnologia vai mexer com as nossas vidas. Vamos falar de cidadania, de consumo, de arte, de robots e de tudo aquilo que faça sentido no que se relaciona com o futuro.

Como de costume, o que pretendemos é um debate livre e descomprometido. Vamos perceber que mudanças se aproximam, com o que vamos ter de lidar e que riscos vamos correr. A conversa vai ser moderada pelo Diogo Queiroz de Andrade e trazemos seis nomes para nos provocar: Ana Neves, Celso Martinho, Leo Xavier, Paulo Bastos, Pedro Lima e Rudolfo Quintas.

Os pormenores estão todos aqui e pode fazer já a sua inscrição gratuita. Venha daí, é nosso convidado.



no observador...

sexta-feira, 22 de maio de 2015

informações [educação]... cursos técnicos superiores profissionais [esclarecimentos], jorge ferreira de vasconcelos [colóquio], educação e tic... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 77 – 22/05/2015


Informações Gerais

Sessão de Esclarecimento sobre os TeSP
No próximo dia 27 de maio, pelas 15h00, irá realizar-se na Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (ENIDH) uma Sessão de Esclarecimento sobre os TeSP – Cursos Técnicos Superiores Profissionais.

Nesta sessão, a ter lugar no Auditório do Centro de Controlo de Tráfego Marítimo do Continente (situado no campus da ENIDH), estará presente o Sr. Secretário de Estado do Ensino Superior, Professor Doutor José Ferreira Gomes.


V Centenário de Jorge Ferreira de Vasconcelos
O Colóquio Internacional “V Centenário de Jorge Ferreira de Vasconcelos” irá decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian (Auditório 3), nos dias 28 e 29 de maio.

Com a coordenação de Silvina Pereira, este colóquio conta com a presença de vários especialistas provenientes de diversas universidades para analisar e debater a obra do dramaturgo português, nascido em 1515, bem como discutir outros aspetos relevantes da literatura, da cultura, da arte, da política e da sociedade portuguesa e europeia do século XVI, fazendo a ponte com a Europa atual e a procura do seu lugar no mundo.
Entrada livre.


Conferência “A Escola do Futuro, quando o futuro é já hoje”
Sob a organização da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Guimarães a conferência “A Escola do Futuro, quando o futuro é já hoje”  irá decorrer no dia 29 de maio, na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade em Guimarães.

As inscrições são gratuitas e decorrem até ao dia 28 de maio, com um limite de 198 participantes.


Ensino e Aprendizagem com TIC em contexto escolar
O curso de formação “Ensino e Aprendizagem com TIC em contexto escolar”, levado a cabo pelo Centro de Formação de Escolas António Sérgio, está agendado para os dias 18, 19 e 20 de junho e destina-se a Educadores de Infância, Professores do Básico e Secundário e de Educação Especial.

O curso terá a duração de 15 horas (0,6 créditos) e tem como objetivos: melhorar as competências dos formandos, manejando e integrando as ferramentas; promover a integração das atividades com TIC nos processos de aprendizagem e de ensino, incluindo instrumentos de monitorização, suporte e avaliação da qualidade nas escolas; potenciar o uso das tecnologias do quotidiano para facilitar a comunicação e potenciar as aprendizagens; selecionar programas e projetos nacionais a que os formandos possam aderir e integrar numa perspetiva de partilha e colaboração de boas práticas suportadas em critérios objetivos; promover a autoformação e a Aprendizagem ao Longo da Vida: Future Classrom Lab, Future Classroom Scenarios, Erasmus Plus’ (Erasmus+) , eTwinning; levar à reflexão crítica sobre a utilização crítica das TIC em contexto pedagógico tendo em atenção aspetos éticos e de segurança que lhe estão associados; e contribuir para o desenvolvimento a apropriação de ferramentas por parte dos professores, de modo a melhorar as aprendizagens dos alunos.

Informações sobre horários e inscrições disponíveis online.


nota: estas informações são uma transcrição directa do boletim, logo respeitam o ao... infelizmente...!

sábado, 7 de março de 2015

futurismos...?


na visão 'online'...


"É certo que a ideia rompe com os hábitos tradicionais funerários. Anna Citelli e Rauol Bretzel são os responsáveis pelo projeto que aposta numa nova tendência, através de um design arrojado sobre o ciclo natural da vida humana. 

A base da ideia é simples: acabar com o corte de árvores que vão servir como matéria-prima para a produção de caixões, para que essas mesmas árvores se tornem, antes de tudo, nos verdadeiros caixões. Desta forma, o grupo de italianos criou uma cápsula orgânica e biodegradável capaz de transformar o corpo humano em decomposição, no alimento para uma árvore. 

O corpo é colocado dentro da cápsula e posteriormente enterrado. De seguida, é plantada uma árvore ou uma semente por cima dessa mesma cápsula para aproveitar a matéria orgânica. 

A árvore seria escolhida em vida, ficando depois a "manutenção" a cargo dos amigos e familiares. 

Embora seja um projeto considerado por muitos arrojado, ainda está longe de sair do papel tendo em conta a legislação italiana. Mas, os impulsionadores da ideia já lançaram uma associação com vista à alteração da lei em causa."