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quinta-feira, 24 de março de 2016

a começar o dia... xenófobo...?


no público...


comentário:
eu tenho sangue árabe, judeu, celta, e o mais que uma amostra de adn poderá vir a revelar, o que para o caso agora não me interessa... em portugal, talvez nos açores e na madeira e numa localidade do algarve (que agora não sei especificar), não há nenhum cidadão que não seja fruto de uma miscigenação compósita...

isto para realçar o quê?

são as intervenções ocidentais imperialistas, nomeadamente dos states, orientadas pelo petróleo e matérias-primas raras que levaram a este estado de rebelião... que os radicais religiosos estão a aproveitar em seu proveito (é que não são só os muçulmanos como são os trump's desta vida)...

amigos amigos, negócios à parte... a oposição brasileira que se lixe, aliás como bem temos exemplificado com as as atitudes diplomáticas face à venezuela bolivariana (que deve estar a dar umas boas voltas na sua tumba).

dixit. 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

das (in)congruências educacionais...?



"Em Portugal, a componente do currículo escolar designada por "Educação para a cidadania" é composta por quinze áreas: além da Educação para os Direitos Humanos, que se compreende perfeitamente que a integre, contam-se a Educação Financeira, Rodoviária, Intercultural, do Consumidor, para o Empreendedorismo, para a Defesa e Segurança Nacional, para a Saúde e Sexualidade, para o Voluntariado, para a Igualdade de Género, para o Desenvolvimento, para o Risco, para a Dimensão Europeia, da Educação Ambiental e para a Sustentabilidade (ver aqui).

Em geral, têm sido entidades externas ao sistema de ensino formal a propô-las ao Ministério da Educação, que, certamente, depois de as ponderar, as acolhe e, por fim, as legitima. Algumas dessas entidades, pelos princípios que defendem e pela natureza das actividades que desenvolvem, denotam uma qualquer proximidade à educação, outras auto proclamam-na. De qualquer maneira, em ambos os casos, ainda que por razões diversas, todas elas manifestam a pretensão de ser reconhecidas como parceiros curriculares.

Não é regra, mas várias entidades têm concretizado as suas propostas nos diversos aspectos que elas admitem: produção de planos nacionais de intervenção, de referenciais de ensino (documentos que se podem considerar como programas e respectivas metas), de recursos (guiões, power-points…), de ferramentas de avaliação (grelhas e questionários…); apresentação de planos de formação de professores, sobretudo de formação contínua, e tudo o que é preciso para os levar a cabo; estabelecimento de parcerias e protocolos de colaboração; divulgação de “sítios” para consulta e apoio educativo e formativo; concepção de projectos e concursos, que conduzem a recompensas...

Enfim, tudo aquilo que se afigura necessário ao ensino, chegando, mesmo a disponibilizar "técnicos" ou "especialistas" para que, em contexto escolar ou fora dele, "ajudem" os professores nessa tarefa tão elogiada que é educar para a cidadania ou, até, os substituírem.

Desta maneira, as escolas e os professores a quem cabe escolher essas áreas - efectivamente, trata-se de áreas facultativas - poderão sentir-se tentados a optar por aquelas em que se disponibilize um "currículo total, nas palavras de João Formosinho, de tipo "uniforme pronto-a-vestir de tamanho único".

A "Educação financeira", a que tenho dado alguma atenção neste blogue (por exemplo, aqui, aqui e aqui) ilustra o que acabo de explicar. Da responsabilidade do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (constituído pelo Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e Instituto de Seguros de Portugal), destina-se à Educação Pré-Escolar, ao Ensino Básico e ao Ensino Secundário, bem como à Educação e Formação de Adultos.

O grande ojectivo deste Conselho é empreender um "combate à iliteracia financeira", sob a alegação de que "o exercício pleno da cidadania passa irremediavelmente pela literacia financeira, pela capacidade de ler, analisar, gerir e comunicar sobre a condição financeira pessoal e a forma como esta afeta o bem-estar material". Isto é dito por um senhor que se apresenta como "bancário (Diretor de Banca de Empresas), licenciado em Economia e pós-graduado em Mercados de Capitais e Gestão de Carteira... e autor de um livro sobre a banca e as PME" (aqui).

(Como eu gostaria de falar assim, sem qualquer embaraço, sobre economia, a área dele, como ele fala de educação, a minha área!)

Passando por cima do pressuposto de que, à partida, todos, mais novos e mais velhos, são iletrados em matéria de economia e finanças, o que, por ser uma situação assemelhada a "pecado capital", exige a salvação por parte de quem é culto nessas matérias (apesar de as evidências nos fazerem desconfiar da erudição dos salvadores), situo-me na expressão "condição financeira pessoal".

Tudo concorre para que aqueles que forem objecto desta "cruzada" sejam levados a "estabelecer a diferença entre necessitar e querer" porque esta diferença é "matéria recorrente em qualquer ciclo de escolaridade" (ver aqui). Ao longo do tempo em que estiverem na escola (quinze, se contarmos com a Educação Pré-escolar), os alunos devem, portanto, a todo o momento, ser conduzidos a querer necessidade e a não querer querer.

Ora, já aqui um problema: a confusão (propositada?) entre "educação" (acção de ensino que, de modo explícito, prepara os alunos para exercerem, com liberdade e responsabilidade, o direito de escolher) e "doutrinamento" (acção interesseira de alguém que, de modo dissimulado, conduz os alunos a seguirem opções que, previamente, se determinou que seguissem).

A "condição financeira pessoal", é, exactamente, isso: pessoal. "Querer e necessitar" dizem respeito a cada um, solicitam o exercício do livre arbítrio. Evidentemente, com base em conhecimento substancial, fundamental, que a escola tem obrigação de assegurar.

Nessa conformidade, no quadro escolar não é legítimo conduzir-se, seja de que maneira for, os alunos (e os professores) a fazerem escolhas em função desta dualidade, tal como o leitor poderá ver operacionalizada aqui. E muito menos isso pode ser feito por uma entidade designada por Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, cuja preocupação com a educação, no sentido acima explicitado, não pode deixar de ser vista como muitíssimo duvidosa
." 

no de rerum natura...

terça-feira, 17 de março de 2015

coisas da (des)educação... um comunicado da fenprof...!

"MEC insiste em colocar professores das escolas públicas ao serviço de interesses privados...

Nos dias 16 e 17 de março, mais alguns milhares de alunos ficaram sem aulas de Inglês porque muitos professores desta disciplina foram retirados das escolas, nos distritos de Braga, Porto, Guarda, Lisboa e Beja, para frequentarem a formação promovida pela empresa estrangeira Cambridge. 

Formação, recorde-se, para obrigar os professores de Inglês a envolverem-se nas múltiplas tarefas de aplicação e correção do Preliminary Englis Test que não são parte integrante do conteúdo funcional da sua profissão. 

Formação que está a interferir, por opção do MEC, com o muito trabalho que os professores deveriam estar a desenvolver nas suas escolas, sobrecarregando-os com trabalho acrescido, nomeadamente nesta que é a última semana de aulas antes da interrupção letiva da Páscoa. Só quem não conhece a realidade das escolas e o trabalho que aí se desenvolve poderia pensar em afastar professores do seu local de trabalho numa altura crucial do ano letivo, como é esta! No entanto, o MEC fê-lo!

A revolta e a indignação dos professores perante mais estes desrespeito e prepotência do MEC é crescente e porque o trabalho nas suas escolas é o que consideram importante, muitos destes professores faltaram à formação para a qual foram convocados pelo IAVE e, outros, ainda, recusaram fazer o teste a que estavam obrigados nesta formação. 

Nas duas escolas de Lisboa, Secundárias D. Dinis e Francisco Arruda, dos 49 convocados, 17 não apareceram e 13 recusaram-se a fazer o teste. Na Escola Secundária Garcia de Orta, no Porto, dos 25 “formandos”, apenas um fez o teste, todos os outros recusaram fazê-lo. Em Braga, na Escola Secundária de Barcelos, das duas dezenas de professores presentes todos recusaram fazer o teste por considerarem tratar-se de uma afronta à sua dignidade profissional. Na Guarda, em pelo menos uma sala o teste não foi realizado.

Sinal da desorganização de todo este processo que, para além de ter lugar em pleno período de aulas, parece organizado em cima do joelho, foi o facto de os professores convocados para esta segunda de manhã, apenas terem tido conhecimento da convocatória na sexta-feira, alguns já perto da meia noite.

A FENPROF tem vindo a informar os professores dos seus direitos, junto dos locais onde esta formação está a decorrer e irá apoiar juridicamente todos os professores, associados dos seus sindicatos, que o queiram.

Sobre esta matéria, recordamos que a FENPROF reforçou a queixa já existente na PGR sobre este processo, apresentou queixa junto dos grupos parlamentares e da Comissão Nacional de Proteção de Dados. A queixa para a Provedoria de Justiça seguirá amanhã, após reunião do Gabinete Jurídico da FENPROF.

Entretanto, já durante a tarde de hoje, a FENPROF reuniu com a Associação Portuguesa de Professores de Inglês, tendo aquela organização considerado inaceitável que o MEC, com este processo, demonstre não reconhecer a formação que habilitou profissionalmente os professores para o exercício da docência. Também a sobrecarga de trabalho que esta atividade constitui para os professores, é crítica em que FENPROF e APPI convergem.

ÚLTIMA HORA:

O IAVE acaba de divulgar uma nota a propósito da denúncia e das dúvidas que a FENPROF tem vindo a colocar a este processo. A esse propósito, cumpre, numa primeira apreciação, afirmar:

- O IAVE parece estar a sentir-se mal com o facto de ser grande o número de professores que recusa participar neste processo, bem como os que, participando, recusam fazer o teste que lhes é imposto;

- Para que tudo o que a FENPROF tem vindo a colocar se esclarecesse devidamente, bastaria que o ministro da Educação e Ciência respondesse às questões que, desde o ano passado, lhe têm vindo a ser colocadas pela FENPROF, o que não aconteceu até agora;

- O IAVE não explica por que razão os professores são convocados apenas de véspera para esta atividade, tendo alguns de anular a atividade programada com os seus alunos, incluindo testes, de um dia para o outro. Grande deve ser a importância dada pelo MEC a este processo para anular, assim, as aulas aos alunos num ano que já foi marcado por grandes atrasos na colocação dos professores;

- Ou seja, e para que fique claro, qual a razão de força maior que leva o MEC a anular aulas de alunos cujos professores estão obrigados a frequentar esta formação?

- É evidente que estamos perante uma situação que constitui uma sobrecarga de trabalho para os docentes. Há professores que tendo turmas dos cursos vocacionais e profissionais estão obrigados a repor as aulas; em relação à compensação que poderá ser dada aos docentes envolvidos em horas de componente não letiva, é evidente que ficará muito aquém das horas a mais que são impostas aos docentes;

- Há também que ter em conta que os professores não são delegados de propaganda da Cambridge, razão por que não lhes compete divulgar, fazer propaganda, angariar alunos, nem tão pouco prestar qualquer outro tipo de serviço gracioso a entidades estranhas à sua tutela;

- O IAVE não responde por que razão o MEC sujeita os professores a um teste imposto por uma entidade estrangeira, desvalorizando, dessa forma, a formação que habilita profissionalmente os professores para a docência em Portugal. Que acontecerá a quem não o fizer?

- Por fim, em relação ao ajuste direto e a outras questões de cuja legalidade a FENPROF duvida, não há qualquer comentário a fazer, pois não somos juízes. A FENPROF aguarda que através dos esclarecimentos que, decerto, a Provedoria de Justiça solicitará ao MEC e da ação que a PGR está a desenvolver, fique tudo devidamente esclarecido.

Sobre a alegada postura da FENPROF que, afirma o IAVE, se posiciona num “orgulhosamente só”, esta Federação não apenas rejeita a acusação, como, pelo contrário, entende que pelas políticas que impõe e pelos retrocessos a que as mesmas levam o sistema educativo português, quem parece ter uma postura de profundo saudosismo pelos tempos da outra senhora, são os atuais responsáveis do MEC e o seu inefável IAVE.

A FENPROF tem o direito e dele não abdicará – é, aliás, um direito democrático – de exigir esclarecimentos sobre o que considera pouco esclarecido, como é o caso, e de defender os legítimos direitos daqueles que representa, os professores, que têm manifestado profunda indignação com esta situação.

Uma última nota para informar que o Pré-Aviso de Greve a toda a atividade que se relaciona com este processo, que deverá decorrer entre 7 de abril e 6 de maio, dará entrada no MEC ainda esta semana."

O Secretariado Nacional da FENPROF
16/03/2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

a começar o dia... bastante irritado...!


no público 'online'...


"Milhões de euros poderão deixar de entrar anualmente nos cofres da Câmara de Lisboa, se o PS conseguir que a Assembleia Municipal aprove uma alteração à fórmula de cálculo das compensações devidas ao município em determinadas operações urbanísticas de grandes dimensões.

A lei obriga os promotores a cederem gratuitamente às autarquias determinadas áreas de terreno, para espaços verdes e equipamentos colectivos, mas em certos casos essas cedências podem ser substituídas por compensações em dinheiro. 

No caso de Lisboa, o valor dessas compensações é calculado através de uma fórmula que inclui um factor, o chamado Factor F, cuja fixação compete à assembleia municipal sob proposta da câmara. A proposta, agora subscrita pelo vereador Manuel Salgado e que será votada nesta terça-feira, prevê uma alteração daquele factor que em algumas grandes operações – que não são de reabilitação urbana – pode significar descontos de mais de 40% no montante das compensações a pagar pelos promotores." 

...

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

por cascais... as máfias dos interesses...?

Tribunal avalia terrenos em 8 milhões. Câmara expropriou por 162 mil 
Câmara de Cascais cedeu terrenos, que expropriou, para a construção das novas instalações da faculdade de economia da Universidade Nova de Lisboa. Proprietários contestaram valor e o tribunal deu-lhes...

no dn 'online...

sexta-feira, 30 de maio de 2014

aqui por cascais... e contra os interesses instalados...!

o problema é que só falam de direitos adquiridos para as coisas que 'lhes' interessam...



no sol 'online'...




"A linha de Cascais vai mesmo perder a sua última mancha verde. Foi aprovada, esta terça-feira, por um voto, na Assembleia Municipal de Cascais, a urbanização que prevê edifícios de 6 a 7 andares para habitação, um hotel, comércio e serviços, a ser construídos junto à praia de Carcavelos.

Em causa está um projecto para a construção de mais de 930 fogos junto à praia de Carcavelos, num investimento privado que atinge os 270 milhões de euros. 

A decisão foi tomada esta terça-feira numa sessão no Centro Cultural de Cascais, com o voto a favor da Presidente da Freguesia de Carcavelos, Zilda Costa da Silva, que, apesar de vinculada à decisão de rejeição do plano tomada pela Assembleia de Freguesia, o votou favoravelmente na Assembleia Municipal.

Esta decisão está a ser fortemente contestada pelos movimentos de cidadãos do concelho de Cascais. O movimento de cidadãos Fórum por Carcavelos está a “estudar todas as formas ao nosso alcance para impedir o atentado que representará o PPERUCS”, garantiu ao SOL Anamaria Azevedo, daquele movimento cívico.

“Tudo faremos para que a legalidade democrática, que não foi cumprida pela Presidente da Junta ao votar a favor deste plano, seja reposta. Este é um plano que ninguém deseja e repleto de irregularidades, incompatibilidades e omissões. Tudo faremos para que não venha a ser implementado”, acrescentou."