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sexta-feira, 12 de julho de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
crónica... onde é que isto acabará?... [num beco sem saída...pelos vistos...!]... de luciano amaral... no cm...!
"João Pereira Coutinho já notou aqui que os países do euro em
dificuldades seguem um guião, que começa na crise financeira e acaba na
crise política. Nada mais certo.
O sistema político grego esfrangalhou-se, com o
colapso dos grandes partidos, em particular o Socialista, e a ascensão
dos radicais, sobretudo de esquerda. A Itália é governada há quase um
ano por uma espécie de ditador, certamente benévolo, mas lá posto por
algo de parecido a um golpe de Estado da UE. Em Espanha é o próprio país
que ameaça esfrangalhar-se, com a Catalunha a apontar para a
independência, e o País Basco logo atrás.
E
Portugal? Em Portugal, vimos a autoridade do Governo maioritário
desfazer-se perante uma combinação de deliquescência própria, pressão da
rua e de algumas elites. Isto enquanto há sondagens a mostrar que a
esquerda radical vale mais do que o partido principal do Governo e a
dizer que 90% dos portugueses estão "desiludidos com a democracia". A
grande crise do euro não é económica, mas política, e ameaça levar--nos
para paragens muito estranhas. Está na hora de pensarmos em tudo para
sairmos dela."
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
crónica [mais... comentário]... do desemprego para todos... de luciano amaral... no cm...!
"Um dos danos colaterais da política de austeridade
foi confundir medidas desesperadas com grandes virtudes políticas.
Exemplo disso é a justificação dos cortes salariais da Função Pública
com a sua suposta maior protecção contra o desemprego. O desespero para
equilibrar o Orçamento não é uma reforma do sector público. Na
realidade, muitos funcionários tiveram os cortes e correm o risco do
desemprego. Isto porque muitos andam há décadas entre recibos verdes e
contratos a prazo. A saga dos professores ditos "contratados" ilustra o
ponto: são dezenas de milhar a ficar desempregados a partir de Setembro.
A sua situação é igual ou pior do que a dos desempregados do privado.
A grande divisão no mercado laboral não é entre
público e privado, mas entre quem tem contratos de longo prazo e quem os
tem a termo, seja no público ou no privado. Divisão que também é
geracional, já que são os mais jovens (embora muitos a chegar aos 50
anos) também os mais ‘precários'. A tão louvada ‘juventude' é quem mais
arrisca ser dispensada à primeira por empresas e pelo ‘Estado social'.
Não admira que se ponham a milhas daqui."
sexta-feira, 13 de julho de 2012
apontamentos... [portugal é] um caso de estudo... segundo luciano amaral...no cm...!
"A política portuguesa é um caso de estudo. Veja- -se a questão do
acórdão do Tribunal Constitucional sobre o corte dos subsídios de férias
e Natal.
A esquerda exultou, considerando a decisão uma
"vitória", uma espécie de novo 25 de Abril. A direita achou-o uma coisa
horrível, um bloqueio à governação, chegando mesmo a destacar o chefe de
bancada do CDS para vir zurzir os juízes. E no entanto, a decisão do
tribunal deu ao Governo o pretexto de que precisava para introduzir
"medidas adicionais".
Depois das tenebrosas
notícias sobre a execução orçamental e da sucessão de "casos Relvas", o
Governo estaria por esta hora a enfrentar a sua primeira crise, a ter de
explicar porque seriam precisos mais cortes e impostos. O Tribunal
Constitucional poupou-lhe a tarefa, fazendo ainda o resto desaparecer da
paisagem.
Recapitulando: a esquerda celebra uma vitória que traz mais
austeridade, a direita chora uma derrota que ajudou o Governo a vir à
tona. Isto daria vontade de rir se não tivesse certa lógica: é que a
vitória da esquerda é das boas, sem responsabilidade. Quanto ao Governo,
ficou revigorado. Pelo menos para o Verão."
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