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terça-feira, 9 de setembro de 2014

curiosidades (?) na educação... afinal quanto 'custa' um aluno no ensino público [em portugal]...?


na rádio renascença...

"Portugal gasta anualmente cerca de 6.200 euros, em média, por cada aluno que frequenta o ensino público, uma verba abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Contabilizando todos os estudantes desde o ensino básico ao superior, os 34 países da organização gastam, em média, 7.370 euros com cada um dos seus alunos, um investimento que vai aumentando ao longo dos anos, segundo o relatório anual ‘Education at a Glance 2014’.

Nesta análise, Portugal fica abaixo da média, já que o gasto anual por aluno a frequentar o ensino público não chega aos 6.200 euros. Para os estudantes que chegam ao 1.º ciclo e até saírem para o 3.º ciclo, o país investe cerca de 4.660 euros, quando a média da OCDE é de 6.213 euros.

Neste quadro, apenas sete países da OCDE investem menos do que Portugal - Eslováquia, Estónia, Republica Checa, Hungria, Chile, México e Turquia.

Só quando os alunos chegam ao secundário, o valor por estudante atinge a média da OCDE: quase sete mil euros.

No ensino superior, o dinheiro gasto por aluno volta a estar abaixo da média da OCDE: em Portugal, a verba média é de 7.769 euros, enquanto na OCDE é de 10.876 euros.

Entre 2005 a 2011, os gastos por aluno entre o ensino básico e o secundário aumentou, em média, 17 pontos percentuais nos países da OCDE, mas, devido à crise, esse investimento caiu em quase um terço dos países da OCDE desde 2009.

Além de analisar a situação nos seus 34 Estados-membros, a equipa da OCDE estudou também a situação no Brasil, Rússia, Argentina, China, Colômbia, Índia, Indonésia, Letónia, Arábia Saudita e África do Sul
." 


aqui.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

questões de prioridades (?) [coisas do relativismo político]... o custo diário de um preso e de um aluno...!

foi noticiado há poucos dias que um preso 'custa' ao estado 40 € diários...

e quanto 'custa' um aluno ?

tomando como 'bom' o valor médio [relatório do banco de portugal] anual de 4415 €... temos um valor diário de 12,1 €...

ora digam lá se a educação não é [tem sido] o 'bode expiatório' das denominadas 'gorduras do estado' ?

pois...! 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

e... afinal... os alunos do alentejo são os mais 'caros'... no dn... via partilha do saber...!


entretanto... já 'alegam' que o financiamento vai ser repensado [decidido até 31 agosto... deve ser a gozar com o pessoal...!]... no público...!


e depois... [por via do custo por aluno... fato feito à medida...?]... gastaram-se mais 19 milhões... no cm...!


leitura... da educação... [custo por aluno]... afinal o ensino público fica mais 'barato'... que o privado?... no público...!


leitura... da educação... [do custo por aluno]... cada aluno custa 4011 euro por ano... no cm...!


terça-feira, 13 de novembro de 2012

notícia... a 'bolha' dos empréstimos no ensino superior... no público...!

"Tiago Teixeira devia ter começado em Setembro o segundo ano do Mestrado em Comunicação e Jornalismo na Universidade de Coimbra, mas em vez disso, voltou para a casa dos pais, em Guimarães e agora procura, desesperado, um trabalho.

Em Novembro de 2010, aluno do último ano da licenciatura em Jornalismo, pediu um empréstimo para poder terminar o curso. Já licenciado, decidiu continuar os estudos e inscreveu-se no mestrado, que teve de suspender por não ter capacidade financeira para pagar alojamento, alimentação e estudos e os 4200 euros que em breve terá de começar a pagar de volta ao banco, agora que o período de carência do empréstimo terminou.

Tiago tem 21 anos, uma licenciatura e um “grande sentimento de impotência”. Sabia que ia ser difícil encontrar um trabalho na área da sua formação, uma vez que “o jornalismo está pela hora da morte”.

Não pensou que fosse tão complicado empregar-se num restaurante, numa loja de roupa ou numa loja de electrodomésticos. Quando entrega currículos ouve duas respostas: “tem formação a mais” ou “estamos a reduzir pessoal”.

“É uma perspectiva muito negra. Não consigo arranjar emprego para ter dinheiro para mim. Não consigo arranjar emprego para pagar o empréstimo. Não sei como vou sair deste buraco”, lamenta.

Tiago percebeu que quando chegasse o momento de começar a pagar o empréstimo não teria o dinheiro necessário e por isso foi ao banco pedir um adiamento do momento em que tem de começar a pagar. Disseram-lhe para escrever uma carta a explicar a sua situação e que iriam avaliá-la. Ainda não começou a pagar o empréstimo, mas também não sabe se o seu pedido foi aceite.

Em Portugal, depois de uma primeira tentativa de criação de um regime de crédito bonificado para os estudantes do ensino superior em 1999, que não teve muito sucesso, a implementação de um sistema de empréstimos só se concretizou em Setembro de 2007, altura em que o Governo português lançou um novo sistema de empréstimos estudantis com garantia governamental.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, “pretendeu-se aproveitar o sistema de garantia já desenvolvido no país, em que as sociedades de garantia mútua são contra garantidas por um fundo público, o Fundo de Garantia Mútuo, gerido pela sociedade gestora do Fundo – a SPGM – para efeitos de promoção do acesso ao ensino superior.

A linha de crédito para estudantes com garantia mútua foi criada numa parceria do Ministério de Educação com nove bancos. Os estudantes podem pedir entre mil e cinco mil euros por cada ano de curso, num máximo de 25 mil euros a dividir por cinco anos. Enquanto estão a estudar e durante o primeiro ano a seguir ao final do curso – o chamado período de carência - os estudantes só pagam juros. Têm, depois, entre cinco a dez anos para pagar a totalidade do empréstimo.

Segundo a SPGM, desde 2007/2008, ano em que se iniciou este sistema de empréstimos juvenis, já foram concedidos mais de 202 milhões de euros a 17.750 alunos, o que corresponde a cerca de 4% da população que frequenta o ensino superior
."


consultar a entrada que reporta que os alunos do ensino superior 'custam' menos que os do ensino básico e secundário... aqui.