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sexta-feira, 11 de abril de 2014

coisas de reformas [educação] lá por terras de sua majestade...'rise in number of unqualified teachers at state-funded schools in england'... no the guardian...!

"In 2012 Michael Gove gave academies and free schools choice to hire unqualified staff; there are now thousands more of them.
 
Unions reacted angrily on Thursday after official figures showed a sharp rise in the number of unqualified teachers employed by state-funded schools in England.

The growth follows education secretary Michael Gove's 2012 decision to give academies and free schools the freedom to hire staff without standard qualifications such as a postgraduate certificate in education.

The Department for Education figures reveal that, after years of decline in the number of unqualified teachers in classrooms, there was a sharp jump from 14,800 in 2012 to 17,100 in November last year, when the national survey was carried out.

The number of frontline staff without qualified teaching status (QTS) employed by academies and free schools rose by 2,600 to nearly 8,000 – meaning nearly 6% of the 141,000 full-time teaching staff at both types of school lack teaching accreditation. In free schools, teachers without QTS represent 13% of 1,500 full-time teachers.

In contrast, teachers without QTS make up 3.8% of teachers in state-funded schools overall.Tristram Hunt, the shadow education secretary, said he would scrap the policy and insist all teachers had qualifications or were training towards them.

"The evidence from the best performing school systems around the world shows us that the quality of teaching makes the biggest difference to raising school standards," Hunt said. "Many parents will be shocked to learn that David Cameron is damaging school standards by making entry requirements into teaching in this country amongst the lowest in world."

The DfE's annual school workforce survey also showed a continued rise in the use of teaching assistants in state schools, with primaries and nurseries employing three teaching assistants for every four full-time teachers.

Since 2000 the number of teaching assistants – who tend to be lower paid and have fewerqualifications – has risen from 79,000 to 243,000."

para ler o resto do artigo... siga a ligação abaixo...


domingo, 10 de novembro de 2013

segundo o paulo guinote... respostas para a peça do semanário sol...!

"Questão prévia: as charter schools são mais equivalentes a escolas com contrato de associação e não a escolas públicas com gestão privada. Esse equívoco tem sido reproduzido em alguns ambientes, mas é apenas isso mesmo: um equívoco. Estas “escolas independentes” são algo diferente, pois afirmam querer concessionar escolas da rede pública a entidades privadas, mesmo que formadas por grupos de professores.

Em que países está em vigor este modelo?

Este modelo, nos termos anunciados, não está em vigor em qualquer país, pelo menos da maneira que foi anunciada e que é enganadora. Há experiências próximas, em especial na Inglaterra nos últimos anos, mas não se trata de “grupos de professores” a gerir as escolas. Na Holanda ou Suécia a rede pública de ensino tem uma grande componente de gestão privada, mas é por grupos privados, empresas, cooperativas, não propriamente por “grupos de professores”. Uma escola pública gerida por um projecto criado por “professores” é uma escola com contrato de autonomia.
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Há algum país que tenha recuado na aplicação deste modelo? Qual? Porquê?
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O que temos é países que recuaram na desregulação da gestão das escolas, voltando a uma maior centralização e a parâmetros mais uniformes. É o caso da Suécia desde 2011 por causa da forma como este modelo levou à fragmentação da rede, à criação de guetos educacionais em nome da identidade dos projectos e à degradação dos resultados globais do sistema sueco nos testes internacionais (PISA, TIMMS, PIRLS). O argumento de isso ser causado pelo aumento das comunidades imigrantes é usado como desculpa mas, nesse caso, entre nós serviria para não aplicarmos, de modo algum, tal tipo de medidas. No meu blogue tenho divulgado factos, estudos e dados que demonstram isso, não sendo questão de “opinião” ou “preconceito” meu.
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Como funcionam estas escolas?
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Teoricamente e reforço o teoricamente, pois não se percebe exactamente do que falou o ministro Portas,  seriam escolas em que “grupos de professores” assumiriam a gestão da escola, através de um contrato com o MEC, definindo o seu projecto educativo e a organização curricular e pedagógica sem perder os referenciais nacionais, apresentando metas de sucesso a atingir. No final do contrato, seria feita a avaliação e o contrato seria renovado ou não. A questão é que este modelo não se distingue de um contrato de autonomia feito a sério. A única diferença é a transferência da gestão para uma entidade privada, seja um grupo de professores associados em cooperativa ou como testas de ferro de um grupo empresarial.

Nos países em que há este modelo, como é que se processa a candidatura para ficar com a concessão das escolas e como é feita a gestão das mesmas em termos de orçamento?

Como disse, este modelo específico não existe. Se tomarmos com comparação as charter schools americanas, a candidatura pode ser apresentada a diversas entidades (locais, estaduais e/ou federais). Nos países europeus, os casos mais próximos passam por uma aprovação por parte da tutela. Mesmo quando se trata de escolas municipais como na Suécia.

Neste modelo, é possível as escolas seleccionarem os alunos? Como?
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Prestando serviço público não deveriam seleccionar as admissões. Em caso de excesso de procura, deverão ser usados critérios como a proximidade da residência, a existência de familiares já na escola ou o sorteio.
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Que vantagens tem este modelo?
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Em relação aos contratos de autonomia levados a sério ou contratos de associação já existentes não vejo qualquer vantagem particular.
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Que desvantagens tem este modelo? Que riscos comporta?
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O principal risco é a entrada, encoberta, de grupos privados na gestão de estabelecimentos da rede pública. Pode parecer uma reserva mental de tipo ideológico, mas considero que o Estado não deve alienar a prestação de serviços públicos a privados, em especial quando isso desarticula por completo a coerência de um sistema que não é assim tão grande. Penso o mesmo em relação à gestão privada de centros de saúde, de esquadras de polícia, tribunais ou da segurança social. As PPP entre nós têm um historial bem sintomático da lógica que preside a este modelo de gestão. Relembremos os casos dos hospitais concessionados…
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Qual é a grande diferença entre estas charter schools e os contratos de associação que há em Portugal?
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Não há muitas. As charter schools são escolas privadas que concorrem a contratos com o Estado tal como as escolas com contrato de associação. A maior diferença está no facto de, nos EUA, a avaliação do cumprimento ser feita a sério e não como cá, em que nunca se ouviu falar em qualquer escola fechada por não cumprir os termos do contrato, até porque esse contrato é vago e se limita a condições vagas de funcionamento.
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Isto representa na prática uma desresponsabilização do Estado em relação à escola pública?
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Obviamente que sim. Desresponsabilização e desorçamentação,
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Acredita que haverá grupos de professores interessados em concorrer a estas concessões? Ou apenas grupos económicos terão capacidade para gerir estas escolas?
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Não acredito que exista qualquer “grupo de professores” interessado num contrato que não lhes traz qualquer vantagem em relação a um contrato de autonomia. Apenas se funcionarem, tal como afirmei, como testas de ferro de grupos económicos, com esta ou aquela orientação ideológica ou confessional.
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Faz sentido dizer que este modelo vai «devolver as escolas aos professores»?
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Não faz qualquer sentido. É uma fórmula demagógica para enganar a opinião pública. Devolver as escolas aos professores passaria por uma reforma da legislação relacionada com a administração e gestão escolar da rede pública."

e então o que temos (?)... o modelo...!


no sol...

claro... 'escolas geridas por privados dão polémica'...!


no sol...