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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

o direito à morte é inalienável* e irrevogágel... logo parece que vai tudo bem em termos de saúde pública...!



no dn...



"Festas académicas, dias da semana com preços reduzidos, publicidade e promoções potenciam o consumo desregrado


Litradas, happy hours, ladies nights, shots a metro, promoções. Os jovens portugueses têm vindo a adquirir padrões de consumo de álcool próximos dos nórdicos - grandes quantidades na mesma ocasião -, o que, segundo a Sociedade Portuguesa de Alcoologia, está relacionado com o facto de as bebidas serem baratas e o acesso fácil. Só durante o cortejo da latada da Covilhã, no dia 21, 65 estudantes receberam assistência pré-hospitalar e 12 foram transferidos para o hospital devido ao consumo excessivo de álcool, situação que nesta altura se repete por todo o país.

A preferência dos jovens portugueses recai sobretudo na cerveja e nas bebidas espirituosas. "E assiste-se à aquisição de modelos próximos dos nórdicos. Há um consumo intenso e cada vez mais frequente de bebidas destiladas, mais graduadas", disse ao DN Augusto Pinto, presidente da Sociedade Portuguesa de Alcoologia, que debateu o tema nas suas 23.as jornadas, na Universidade da Beira Interior. Na opinião do hepatologista Fernando Ramalho, "há muito tempo que isto acontece. Há mais de uma década que os padrões de consumo são completamente diferentes".

Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Alcoologia, a acessibilidade e o preço são as duas grandes explicações para o problema. "As festividades académicas, promovidas pelas cervejeiras, prologam-se cada vez mais dias e até às seis da manhã, os bares dirigem festas às mulheres e dedicam noites a bebidas destiladas. Também há litradas, bebidas vendidas a metro e outras promoções", exemplifica o responsável. Nas festas académicas, realça, "o preço das bebidas alcoólicas, nomeadamente da cerveja, é francamente mais baixo do que o da água. E, apesar da crise, bebe-se mais porque o álcool é bastante económico".

"O preço das bebidas alcoólicas, nomeadamente da cerveja, é francamente mais baixo do que o da água"


Em Portugal, um dos países com maior consumo de álcool per capita a nível mundial (10,8 litros), a situação pode até tornar-se mais grave do que nos países nórdicos. "Eles consomem preferencialmente ao fim de semana e com intensidade. Aqui, além do consumo tradicional, há o excessivo em alguns dias, nomeadamente nas quintas feiras académicas e ao fim de semana", esclarece Augusto Pinto. Segundo Manuel Cardoso, vice-presidente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD), assiste-se ao consumo de quatro ou cinco bebidas seguidas e "os jovens bebem com o objetivo pré-definido de ficarem alegres".

Num estudo do SICAD feito em 2014 - "Os jovens, o álcool e a lei" -, só 17% dos 1500 jovens entrevistados nunca tinham tomado bebidas alcoólicas. A maioria (63%) começou a beber antes dos 16 anos, sobretudo entre os 13 e os 15, e 70% assumiram que tinham bebido álcool recentemente. Os consumos nocivos surgem, sobretudo, a partir dos 16 anos e, apesar de serem os que bebem mais e até ficarem "alegres", os que têm entre 19 e 24 são os que menos se embriagam de "forma severa".

..."


no dn em linha.... aqui.


leitura complementar:

Portugal




* devidamente corrigido pelas 18:49

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

informações [educação]... appf [congresso] e jovens e dependências... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º160 - 20/10/2015


Informações Gerais

 
XXIII CONGRESSO NACIONAL DA APPF
 
A Associação Portuguesa dos Professores de Francês (APPF) organiza, nos dias 6 e 7 de novembro, o seu XXIII Congresso subordinado ao tema: “Sons, cores, palavras  e escrita da francofonia no século XXI”.
 
O evento ocorre na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa e tem como principais objetivos explorar pistas de trabalho para o desenvolvimento da competência comunicativa e (inter)cultural dos aprendentes e partilhar experiências pedagógicas inovadoras relacionadas com o tema do congresso.
 
Realiza-se nos dias 22, 23 e 24 de outubro, no auditório da Universidade da Beira Interior, as XXIII Jornadas dinamizadas pela Sociedade Portuguesa de Alcoologia, subordinadas ao tema: Álcool e Jovens: Relação Perigosa…!
 
O programa é composto por conferências, painéis e workshops que possibilitam aos intervenientes refletir sobre o impacto do álcool nos jovens e nas suas famílias.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

informações [educação]... francês [congresso] e álcool... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º160 - 20/10/2015

Informações Gerais


 
A Associação Portuguesa dos Professores de Francês (APPF) organiza, nos dias 6 e 7 de novembro, o seu XXIII Congresso subordinado ao tema: “Sons, cores, palavras  e escrita da francofonia no século XXI”.
 
O evento ocorre na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa e tem como principais objetivos explorar pistas de trabalho para o desenvolvimento da competência comunicativa e (inter)cultural dos aprendentes e partilhar experiências pedagógicas inovadoras relacionadas com o tema do congresso.
 
Realiza-se nos dias 22, 23 e 24 de outubro, no auditório da Universidade da Beira Interior, as XXIII Jornadas dinamizadas pela Sociedade Portuguesa de Alcoologia, subordinadas ao tema: Álcool e Jovens: Relação Perigosa…!
 
O programa é composto por conferências, painéis e workshops que possibilitam aos intervenientes refletir sobre o impacto do álcool nos jovens e nas suas famílias.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

das ideias 'arrojadas' (?)... 'trabalhar das 9 às 5 é do melhor que há'... no diário económico...!




"Ainda nem saímos da cama e já mergulhamos na orgia diária dos 'mails' para depois passarmos o resto do dia em reuniões desgastantes e continuarmos nesta voragem noite dentro graças ao 'smartphone'. Os dias parecem uma maratona, mas com uma diferença: o dia acaba e a distância percorrida foi nula.

Nos últimos dias falou-se muito de um acordo entre sindicatos em França para proibir os trabalhadores de enviarem 'mails' durante o horário de trabalho. A minha solução é mais ambiciosa: toda a gente deve chegar ao serviço diariamente à mesma hora e trabalhar oito horas, ao fim das quais pode ir para casa e fazer o que lhe der na real gana.

Já tentaram isto antes. A lógica "das 9 às 5" é coisa antiga e com ‘pedigree', e funcionou lindamente até há uns 15 anos, quando passou de moda. Basta lembrar a proposta que Marissa Mayer teve a ousadia de fazer no ano passado: quando sugeriu que os colaboradores devem estar fisicamente na empresa, meio mundo insurgiu-se e acusou-a de querer controlar tudo e todos.

Para tempos extremos, soluções extremas. Um artigo na última edição da Harvard Business Review diz que as empresas têm elaborados sistemas para garantir que os gestores aplicam o seu capital de forma sensata, mas não existe nada do género para assegurar uma boa gestão do tempo.

O artigo intitula-se "O seu mais escasso recurso" e está estruturado em torno de um plano com oito pontos sobre as melhorias que se podem fazer, incluindo sistemas de ‘feedback', novos protocolos para reuniões e processos simplificados de tomada de decisão, entre outros. Excluindo o facto de ter desperdiçado o meu mais escasso recurso para ler o artigo, cheguei à conclusão de que os oito pontos podem resumir-se num só.

Em 1955, Cyril Northcote Parkinson fez uma observação irrefutável: o trabalho expande-se e preenche o tempo disponível. Ora bem, este passou de 8/7 para 24/7 (ou 17 horas/7 dias por semana para podermos dormir umas horinhas). A catástrofe da vida moderna é precisamente esta: o tempo dilatou. Restringir o dia de trabalho a 8 horas não significa que se faz menos, mas sim com mais celeridade.

Uns vão protestar dizendo que é um sistema rígido que vai atrofiar a criatividade. Pelo contrário, vai estimulá-la. Muitos dos génios criativos que há no mundo têm uma rotina diária relativamente disciplinada. O lado bom da coisa é que liberta a mente para questões mais interessantes. Outros vão protestar alegando que a minha proposta é um recuo nos direitos conquistados pelos pais.

Não sei donde veio esta ideia parva, mas a minha experiência como mãe ensinou-me que aquilo que os pais realmente precisam é de previsibilidade. Saber que saímos às cinco da tarde ajuda a programar as coisas e a baixar a factura. Mais. Ter o serão livre para podermos pensar no jantar e nas tarefas domésticas é mais gratificante do que o "esquema" actual: uma mão para fritar os ‘fish fingers' e a outra para responder aos 'mails'.

A lógica "das 9 às 5" está longe de ser um retrocesso reaccionário. Uma das empresas mais ‘cool' do planeta não só adoptou este sistema como acolhe os filhos e os animais de estimação dos seus colaboradores. Todos são bem-vindos ao caos criativo da Menlo Innovations, empresa de software no estado do Michigan, onde a semana de trabalho nunca tem mais de 40 horas.


Uma das dificuldades inerentes ao sistema que propus é não haver maneira de nos impedir de enviar 'mails' quando estamos em casa, mesmo sabendo que não devíamos fazê-lo. A Google já reflectiu sobre isto no âmbito de um estudo em torno daquilo a que pretensiosamente chama o seu "gADN". Descobriu que só 30% dos seus colaboradores conseguem separar a sua vida pessoal e profissional e que os restantes adorariam fazê-lo, mas não conseguem "desligar-se do trabalho" quando chegam a casa."

Lucy Kellaway é editora e colunista do Financial Times, onde escreve sobre temas de gestão, trabalho e carreira. Além de artigos de opinião, escreve no blogue ‘Dear Lucy' sobre assuntos do quotidiano das empresas e responde às mais variadas questões sobre dilemas da vida profissional.