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sábado, 20 de fevereiro de 2016

continuando o dia... esforçadamente educado...!



"“As crianças já passam muito tempo na escola, ao contrário do que acontece noutros países europeus”, disse à agência o especialista, para quem o importante é discutir um novo modelo de organização social do tempo de trabalho dos pais, que reforce o tempo passado em família.

Para o catedrático da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, os pais precisam de ter mais tempo para os filhos e as crianças precisam de mais espaço para brincar e estar em contacto com a natureza.

A posição surge a propósito da intenção do governo, inscrita na proposta de Orçamento do Estado, de alargar “a escola a tempo inteiro” a todo o ensino básico, ou seja, até ao 9.º ano.

“Os currículos hoje estão a ser demasiado rigorosos quanto ao número de horas exigidas pelo sistema de educação”, afirmou, defendendo que sobra “muito pouco tempo para criar um equilíbrio” entre o que é espontâneo e o que é organizado.

“Em muitos países onde estes estudos existem, os horários de trabalho têm mais alguma flexibilidade. Por exemplo, pode-se começar a trabalhar mais cedo e sair mais cedo, os pais às 16:00 saem e vão buscar os filhos à escola e têm mais tempo em família”, indicou.

O que está em causa, sublinhou, é “uma repartição do tempo entre a família e a escola”, é a criança ter mais espaço natural com os amigos, “poder correr mais riscos, ter mais autonomia, mais capacidade adaptativa”.

Segundo Carlos Neto, as crianças estão hoje sujeitas a um nível excessivo de “sedentarismo, analfabetismo físico e superproteção”.

As atividades extracurriculares, frisou, “não compensam o facto de não se subir a uma árvore ou a um muro, de andar de bicicleta ou de patins”.

Cair, escorregar, equilibrar-se, são atividades que “devem fazer parte da adaptação ao mundo”, sustentou: “As crianças têm hoje super agendas, é preciso suavizar isso”.

Neste sentido, o catedrático defende uma discussão em torno de uma nova organização social do tempo, que contemple o tempo escolar, laboral e familiar. “É preciso audácia política para fazer isto”.

A experiência de 40 anos de trabalho com crianças levou-o a concluir que o tempo de recreio é fundamental para a saúde mental e física da criança.

“As crianças e os jovens não têm margem para a descoberta livre, com experiências audazes, correndo riscos em função de situações imprevisíveis, por forma a ampliarem competências motoras, sociais e emocionais imprescindíveis à sobrevivência no futuro”, lamentou.

De acordo com Carlos Neto, existe um ambiente “excessivamente institucionalizado e um tempo disposto com atividades muito padronizadas”, que contraria a natureza ativa e as necessidades humanas de brincar e socializar livremente.

“As vivências de um corpo em ação permanente são fundamentais para uma infância feliz e empreendedora no futuro e, por isso, se não existirem têm repercussões colossais na construção do ser humano”, alertou o investigador."



no sapo, em linha...

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

coisas da educação [que tem os seus dias]... 'manifesto pela abolição dos trabalhos de casa' (?)...!


no observador...

"Pego no mote dado por este texto no Observador para falar numa causa que deveria juntar todas as mães e todos os pais com prole em idade escolar: a abolição da peste epidémica que são os trabalhos para casa (ou como o meu filho mais velho, garboso frequentador do 3º ano, diz, Tortura Para Crianças).


Às vezes ouço pessoas referirem-se aos TPC como algo que molda o caráter das crianças, que lhes ensina a primazia do dever (donde o irritante nome ‘deveres’) face aos prazeres da vida que já lhes estão disponíveis; no fundo, são a bala de prata que leva os estudantes ao sucesso académico e até, no caso de jovens em risco, lhes evita uma vida entregue ao crime ou, pelo menos, à mandriagem.

Eu apresento-me como prova de que essa teoria está errada. Sempre devotei de forma consistente um ódio razoável aos TPC e já na primária me lembro de ter a professora a enviar notas à minha mãe por ausência de TPC realizados. Lembro-me até de um incidente (talvez na sequência de tais notas) em que o conflito entre o poder maternal e a minha pessoa, à volta de uma conta de dividir, foi tão violento que eu decidi (sem disso informar o poder competente, claro) que não ia aprender a fazer contas de dividir quando a divisão era por números com dois ou mais algarismos (as por um algarismo não valia a pena desaprender). E passei assim todos os anos (e nada mal), saltando as contas de dividir nos testes de matemática, até que lá para o 8º ano me ensinaram divisões com polinómios, o mecanismo era tão evidente que eu não podia alegar não o entender (a matemática é para se perceber em vez de decorar, e aprovo as medidas programáticas que têm ido nesse sentido e fogem do ensino tradicional da disciplina) e, embora contrariada por abandonar a resolução dos meus 8 ou 9 anos, comecei a fazer divisões por números de mais de dois algarismos. (Confortada, apesar de tudo, por naquela altura já não aparecem exercícios destes nos testes, pelo que havia já pago gloriosamente o preço da minha rebelião da infância).

Também me recordo de, no Secundário e quando havia esgotado o número permitido de faltas de material, copiar os trabalhos de casa de inglês pelas minhas amigas no intervalo antes dessas aulas. Isto é tanto mais sintomático do desprezo aos TPC (sistema a ser combatido pela subversão das regras) quanto eu nunca copiei num teste – nem nunca proporcionei que copiassem por mim (pela mesma razão que nunca usaria uma carteira de imitação de uma marca conceituada: horror ao postiço).

Ora nada disto me impediu de ser sempre boa aluna a matemática, ter tirado um curso que usa matemática já complexa e, na verdade, estudar para os exames de matemática (i.e., fazer exercícios) dava-me muito prazer. Também hoje leio muito mais livros (e jornais e…) em inglês do que em português. Nem tal desamor aos TPC me impeliu a abraçar uma vida de ilegalidade nem a descurar os meus deveres como mãe de família, profissional ou cidadã. Na verdade tenho muito orgulho por sempre ter entendido que, depois de saída do colégio às quatro meia, era o que faltava gastar o resto do meu dia a fazer TPC. Primeiro queria brincar e desenhar e, mais tarde, ler aquilo que me apetecia em vez do que os professores recomendavam.

Nos casos de escolas que apenas têm aulas de manhã ou de tarde, pode justificar-se que enviem alguns TPC diariamente. E no 3º ciclo ou no secundário evidentemente há disciplinas (matemática e pouco mais) que necessitam de treino e justificam trabalhos de casa. Mas não há qualquer motivo de ordem não sádica para esperar que crianças, depois de passarem a manhã e metade da tarde nas escolas, percam mais do seu dia – em vez de estarem a descansar ou a brincar – repetindo o que fizeram na escola. Isto para além de argumentos válidos como infernizar a vida das famílias e potenciar conflitos entre progenitores e prole cansados. (Há os inválidos, como não criar ‘assimetrias’ aos alunos sem famílias que ajudem nos TPC – desde quando o objetivo da escola é nivelar todos por baixo em vez de promover o potencial de cada aluno?)

Dispensam-se contudo lirismos (que acordam os meus instintos bélicos ou, pelo menos, sarcásticos) do calibre (parafraseio) ‘peça ao adolescente que leia um artigo no jornal e resuma’. Eu desiludo: ou as famílias têm por hábito comentar e debater notícias, políticas, eventos relevantes ou não esperem que estas conversas surjam por encenações planeadas. 

 
Os meus filhos são incentivados a ouvir e perguntar e comentar as conversas dos adultos (as disponíveis aos seus ouvidos, evidentemente, e oh se são argumentativos) e este verão entusiasmaram-se sem medida com o ‘banco bom’ e o ‘banco mau’. Mas ficaria algo desapontada se, chegados à adolescência, num momento de fraqueza meu lhes pedisse para lerem e resumirem um texto de um jornal e não fizessem questão de me ignorarem e falarem do tema mais superficial que lhes ocorresse (outra coisa seria recomendar-lhes lerem, e comentarem só se lhes apetecesse, algo que os entusiasmasse). Se há dever que os filhos têm é castigar as coreografias pretensiosas dos pais."


domingo, 15 de junho de 2014

acrescentam-se mais uns conselhos...


no observador...

"José Morgado, professor no departamento de psicologia da educação no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), considera que um momento de exame, com a sua “liturgia própria” – a proibição do uso de telemóveis e de certos materiais escolares e, em alguns casos, a deslocação para outra escola – retira as crianças das rotinas normais e isso pode ser “destabilizador”. Mas, de acordo com o psicólogo, para além dos exames em si, existe muitas vezes por parte dos pais e professores uma “excessiva pressão relativamente aos resultados escolares”. Nem todas as crianças lidam da mesma forma com esta exigência de excelência e, em alguns casos, a pressão pode provocar uma grande ansiedade junto dos mais novos.

O psicólogo defende que alguma ansiedade “é normal e desejável porque nos mantém concentrados”, mas um “excesso de ansiedade” pode ser um problema porque é “inibidor”, cria stress e tensão, afeta a auto-confiança e pode prejudicar o desempenho da criança, diz José Morgado. Em casos extremos, pode provocar bloqueios – as chamadas “brancas”.

Para evitar estas situações, José Morgado deixa alguns conselhos aos pais em vésperas do exame de matemática:


1. Alivie a pressão
Se sentir que o seu filho está demasiado nervoso, tente desdramatizar. Pode dizer-lhe: “Ficamos contentes que faças o esforço, mas às vezes esforçamo-nos e não corre bem”.



2. Ajuste as expectativas
É necessário olhar para o trajeto escolar do seu filho e perceber aquilo que ele pode esperar em termos de resultados. Como explica José Morgado, “um pai pode ter um filho que é um aluno médio e continuar a fazer um discurso sobre a excelência, o que pode gerar ansiedade” junto da criança. Se for este o caso, ajuste as expectativas. Incentive o melhor resultado possível, mas não cobre. Diga-lhe que é bom que ele queira melhorar, mas valorize as notas que ele tem no momento.



3. Mostre que está preocupado
Não diga frases como: “Não te preocupes…”. Segundo o psicólogo, uma atitude despreocupada por parte dos pais não é a melhor solução. As crianças vão perceber que é uma postura falsa, diz José Morgado. É saudável e desejável que os pais se importem com a avaliação dos filhos e estes precisam de sentir que os pais estão preocupados.



4. Fale com o seu filho
Pergunte-lhe o que é que o está a preocupar. “Qual é o teu problema?”, “Achas que não és capaz?”, “O que é que achas mais difícil?”. De acordo com José Morgado, falar sobre este tipo de coisas ajuda as crianças a ter consciência dos seus medos e permite aos pais devolver-lhes confiança. É pior se as crianças não falarem. “Se elas ficam sozinhos com os medos, os medos ganham volume”, diz o psicólogo.

Para além disso, ao fazer estas perguntas pode apanhar pistas sobre dificuldades em matérias específicas.



5. Não queira ser professor 
Se perceber que o seu filho tem dificuldades específicas e se não consegue ajudá-lo, não se martirize. Como explica José Morgado, os pais “não devem ser professores dos filhos porque já é muito difícil ser pai”. Em vez disso, ajude-o a olhar para aquilo de que precisa e a contactar os professores. Diga-lhe, por exemplo: “Vou falar com o diretor de turma para te ajudar”.


O que é que pode dizer ao seu filho caso o exame de português tenha corrido menos bem?
  • Segundo José Morgado, é muito importante “desfazer o efeito de contágio” e dar a entender à criança que “as notas não se pegam”. Tente evitar a ideia de que se algo correu mal, tudo vai correr mal. Diga-lhe: “Está feito o exame de língua portuguesa, vamos pensar no de matemática”.
  • Na véspera do exame volte a falar com o seu filho para tentar perceber aquilo de que ele precisa. Pergunte-lhe se ele tem dúvidas ou se precisa de alguma ajuda que os pais, irmãos, ou outros membros da família possam dar.
A dois dias do exame de matemática, o estudo feito na véspera deve servir apenas para fazer o “refreshment” e consolidar conhecimentos, como explica José Morgado.

Para as revisões finais ou para resolver uma dúvida de última hora, pode recorrer ao site Hypatiamat, uma plataforma desenvolvida pelo Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra em colaboração com a Escola de Psicologia da Universidade do Minho, onde os estudantes podem realizar, gratuitamente, exercícios de matemática retirados de exames nacionais e internacionais.

O site é interativo e permite que os jovens sejam acompanhados por tutores virtuais que dão pistas de solução. Se os alunos acederem, por exemplo, ao menu “Quero… apps para aprender”, têm acesso a uma série de exercícios “andaimados”, como explica Ricardo Pinto, investigador do Hypatiamat, onde o site resolve o exercícios por passos, demonstrando o raciocínio.

Apesar de o Hypatiamat ser direccionado a alunos do 2º e 3º ciclo, as várias matérias que disponibiliza incidem sobre competências anteriores. Assim, um aluno do 3º e do 4º ano terá muitos exercícios para fazer."


daqui.

é sempre bom estar [bem!] preparado...


no observador...

"São quase 159 mil alunos inscritos para os exames nacionais do ensino secundário de 2014, segundo o Ministério da Educação e Ciência. São quase 159 mil os que, por estes dias, andarão agarrados aos livros, a tentar antecipar perguntas, respostas e problemas. Para os alunos do secundário, o momento decisivo, que ajuda a definir o futuro académico de tantos, está a chegar. A época mais temida pelos estudantes começa a 17 de junho com o exame de Filosofia, para os 10 e 11º anos. Para os do 12º, a prova de português acontece a 18 e as de matemática (A e B) chegam no dia 26  de junho. Isto na primeira fase.

Nos dias que antecedem o derradeiro “confronto”, o ideal é fazer um planeamento para cada um dos exames (se ainda for a tempo). Fazer um horário de estudo não implica passar muito tempo de volta de uma matéria em particular, o importante é respeitar as horas e garantir que estas sejam de qualidade. Quem o diz é Tiago Almeida, que ensina psicologia de aprendizagem e desenvolvimento na Escola Superior de Educação de Lisboa. Além disso, é sócio de um centro de estudos que é procurado por alguns adolescentes em época de preparação para os exames.

Fazer exames de anos anteriores é importante para perceber dois aspectos fundamentais: quanto tempo se demora a executar a tarefa, numa simulação real, e definir quais os conteúdos e o tipo de perguntas onde existem mais dificuldades. “É investir onde se tem mais dificuldade”, explica Tiago Almeida ao Observador. Quando a estudar, a compreensão deve vir antes da memorização, até porque os estudantes seguem mais preparados tendo a capacidade de raciocínio. Não basta repetir exercícios.
É importante o apoio dos pais, a quem cabe o papel de não sobrevalorizar os exames que, sendo importantes, não se sobrepõem ao que foi feito ao longo do ano.
No dia anterior à prova, o descanso é rei. “Quando estudamos na véspera podemos ter dúvidas de última hora que resultam em insegurança. Os nervos já começam a falar”, diz, não descurando, porém, a possibilidade de realizar-se uma revisão final pela manhã. Tiago, que no dia a seguir à entrevista ia participar num triatlo, compara: “É como um atleta de alta competição, um treino ligeiro equivale a uma leitura na diagonal”.

O professor e psicólogo salienta ainda uma tendência emergente nos jovens com idades compreendidas entre os 17 e os 19 anos. Não são dados científicos, como faz questão de referir, mas uma questão de olho. A ansiedade vivida por muitos dos alunos prende-se com o futuro. Querem ter notas altas para poderem escolher os cursos que pensam ser melhores. “É uma pressão que é autoimposta. Parece que procuram melhores condições de vida através do trabalho”. Perante esta situação, torna-se importante balizar as expetativas, mas também ajudá-los a confiar no conhecimento já adquirido, sem esquecer de mencionar que “dias maus todos têm”.

“Os nervos são muito individuais”, pelo que é importante o apoio dos pais, a quem cabe o papel de não sobrevalorizar os exames que, sendo importantes, não se sobrepõem ao que foi feito ao longo do ano. “Se não der à primeira, há sempre uma segunda oportunidade. Não é bom que os alunos sintam que levam nos ombros o peso da expetativa dos pais”. Frases como “és capaz” ou “tu consegues” podem acrescentar pressão sobre os filhos. E que tipo de discurso aconselha Tiago Almeida? “É um dia, um reflexo do que trabalhaste no secundário. Não serás nem pior nem melhor”.

Conselhos de quem ensina

Conceição Pereira é professora de português na Escola Secundária Professor José Augusto Lucas, em Linda-a-Velha. Está a completar 30 anos de carreira e, desde 2008, é classificadora de exames do 12º ano. É direta e certeira nas coisas que diz e começa por argumentar que “o português não é uma disciplina que se adquira a estudar no último instante”. Para ela, os alunos têm mais dificuldades em gramática e, felizmente, este é um assunto sobre o qual ainda é possível melhorar ao fazer revisões gerais.

Por partes. O exame de português, que engloba matéria do 11 e do 12º ano, tem vários grupos. Um primeiro é composto pelo excerto de um texto ou poema de um autor estudado e também por um comentário sobre matéria literária. Seguem-se exercícios de gramática em contexto e, no final, é exigida a escrita de um texto argumentativo, para o qual é preciso ter cultura. “Os temas nem sempre são fáceis, é preciso conhecimento do que se passa à nossa volta. Mesmo que se escreva razoavelmente, é importante ter ideias”.

Conceição explica que o exame é longo, pelo que é preciso ter o tempo muito bem controlado, até porque poder rever a prova é um importante passo. Além disso, é fundamental ler com atenção as instruções. “Por vezes, não leem com a devida atenção e respondem ao que ‘parece’ que lá está”. Outro ponto a ter em conta é a correção linguística, à qual cabe uma determinada percentagem por pergunta. É certo que varia entre questões, mas, feitas as contas, poderá pesar no resultado final. Todo o cuidado é pouco.
Vale a pena sublinhar as palavras importantes do enunciado, não perder muito tempo com as perguntas ditas difíceis e ter em conta que o exame apenas termina com a palavra impressa “fim”.
A professora de português deixa um último aviso: “Os telemóveis são completamente proibidos. Na sala não podem haver telefones, nem mesmo desligados”. Isto aplica-se a todos os exames.

Das palavras para as contas: Alzira Santos e Maria Lurdes Gonçalves trabalham no 12º ano de matemática, na Escola Secundária de Amato Lusitano, em Castelo Branco. Enquanto colegas de profissão, optaram por responder em conjunto ao Observador. Defendem que a matemática tem duas partes, isto é, o conhecimento e a respetiva aplicação. Sendo a teoria a primeira etapa, aconselham, de seguida, que sejam estudados os exercícios realizados em aula. Como material de apoio sugerem as páginas da Sociedade Portuguesa de Matemática e da Associação de Professores de Matemática, bem como o site mat.absolutamente.net.

Para elas, vale a pena sublinhar as palavras importantes do enunciado, não perder muito tempo com as perguntas ditas difíceis (isto é, fazer primeiro as questões consideradas mais fáceis) e ter em conta que o exame apenas termina com a palavra impressa “fim”, não vão os espaços em branco, entre as perguntas, confundir os alunos. As duas professoras sugerem também que é importante dormir bem na véspera da prova e que, antes de entrar na sala/”campo de batalha”, deve-se comer bem. O chocolate é uma boa opção para dar energia.

A nota geral, comum a todos os entrevistados, passa pela autoconfiança e pela consciência de que é praticamente impossível saber-se tudo."


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

professor ensina a estudar e alunos melhoram notas em 30 por cento... na visão...!

"Mais de 500 estudantes portugueses seguiram o método de um professor para ser bom aluno e as notas melhoraram cerca de 30%, segundo o autor, que defende a criação de uma nova disciplina nas escolas para ensinar a estudar .

Quando chegou à escola, Jorge Rio Cardoso era mau aluno. Sozinho, conseguiu superar as suas dificuldades e hoje é professor universitário, trabalha no Banco e Portugal e ensina os mais novos a atingir melhores resultados.
Para Jorge Rio Cardoso, as escolas deviam ter uma disciplina para ensinar os alunos a estudar.

"Os professores têm de ensinar as matérias curriculares e estão condicionados pelo cumprimento dos respetivos programas, pelo que não têm muita margem para poderem trabalhar com os alunos métodos de estudo. Daí notar-se que há muitos alunos que não sabem estudar", defendeu o docente que, nos últimos anos, tem corrido o país para dar palestras nas escolas, onde ensina o seu método a alunos, professores e encarregados de educação.

Dividido em quatro fases, o método defendido por Jorge Rio Cardoso está explicado no livro "Ser bom Aluno: Bora Lá", onde se aprende a organizar apontamentos, fazer resumos ou memorizar.

A primeira fase ensina a fazer apontamentos, a segunda ensina a fazer um mapa mental. 

"São apresentadas técnicas para conseguir compreender ou memorizar, como por exemplo, os alunos podem imaginar que estão a dar uma aula", explicou à Lusa Jorge Rio Cardoso.

O estudante deve depois ser capaz de relacionar as matérias e, finalmente, fazer uma auto-avaliação.

Segundo Rio Cardoso, cada aluno é um caso, mas estas são regras que podem ser seguidas por todos.

Os métodos do programa "Ser bom aluno" foram postos à prova e os resultados mostram que quem seguiu os conselhos melhorou as notas: Num total de 588 alunos, de 24 escolas do país e ilhas, registou-se uma melhoria de cerca de 30%.

Os alunos foram divididos em dois grupos: o "Grupo A" composto por 378 estudantes entre o 7.º ao 9.º ano e o "Grupo B", com 210 alunos do 10.º ao 12.º ano.

O grupo A teve uma melhoria de 31,8% e as notas do grupo B melhoraram 26,7%, segundo os dados disponibilizados pelo autor.

As disciplinas com melhorias mais significativas foram Geografia, em que os alunos subiram a nota em 43%, e História, com uma melhoria de 39%.

Os mais novos tiveram melhores resultados: no 8.º ano a subida foi de 36,3%, no 9.º foi de 32,4% e no 7.º de 28,3%. No entanto, é entre os mais velhos que se nota menos desistências do programa.

É que os alunos registam-se voluntariamente no programa, sendo que apenas uma pequena percentagem foi acompanhada presencialmente (82 alunos, 15.1% do total). Os que foram acompanhados presencialmente tiveram uma melhoria superior à média geral: 36.2%.

Paula Correia foi uma das professoras que, no ano passado, decidiu aplicar o modelo a um grupo de alunos de escolas de Faro. "Tinham algumas dificuldades escolares e uma baixa auto-estima", recordou a docente, garantindo que no final do ano as notas melhoraram.

Uma vez por semana, a professora reuniu-se com o grupo e ensinou-os a organizar e planificar o estudo. "Eram alunos que tinham uma negativa alta e não conseguiam dar o salto para a positiva, apesar de dizerem que tinham estudado", disse.

O método também sublinha a importância da parte motivacional em que se explica que os alunos devem sempre comparar-se consigo próprios e não com o melhor da turma.

Rio Cardoso apresenta também algumas sugestões para os pais: "O objetivo dos pais deverá ser que o filho faça progressos e que esteja melhor do que estava há um mês, ou há um ano atrás"."

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

leitura... trabalhos de casa...? [boa questão]... por terras de [françois hollande] frança...!

"
Philippe Claus, inspecteur général de l'éducation nationale et coauteur en 2008 du rapport "Le travail des élèves en dehors de la classe. état des lieux et conditions d'efficacité", revient sur l'annonce mardi 9 octobre par François Hollande de son souhait de faire disparaître les devoirs à la maison en primaire, se déclarant plutôt en faveur de travaux individuels effectués à l'école. 


Pourquoi partir du postulat qu'il ne faut pas donner des devoirs à la maisons aux enfants à l'école primaire ?

Philippe Claus : on donne des devoirs parce que le temps de classe est relativement court et que les apprentissages ont besoin d'être confortés. Pour asseoir et stabiliser les connaissances (ce qui exclut les devoirs d'anticipation, la préparation d'exposés, etc.), il faut un temps spécifique.
Au primaire, comme les enfants n'ont pas une autonomie toujours suffisante, il faut un adulte pour les aider à surmonter les difficultés. Mais tout le monde n'y a pas accès. C'est un facteur d'inégalité sociale absolue. Un service public doit offrir ce temps encadré à tous les enfants.

Pourquoi les parents sont-ils majoritairement opposés à la suppression de ces devoirs à la maison ?

De nombreux parents nous ont dit que les devoirs à la maison étaient un lien qui leur permettait de suivre ce que leurs enfants apprenaient. Mais le temps organisé pour les devoirs n'empêchera pas les parents d'interroger leurs enfants sur ce qu'ils ont fait, de vérifier ce qu'ils ont compris... Tout le monde souhaite évidemment que les parents s'investissent
." 

aqui.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

nada que me pareça [muito] relevante... face aos 'resultados' [que eu subentendo]...!

"Portugal é o terceiro país da União Europeia que dedica mais tempo de ensino à formação cívica e um dos que começam mais cedo a ensinar práticas de cidadania aos alunos, indica um estudo europeu.

"A educação para a cidadania é um dos principais meios através dos quais os países europeus ajudam os jovens a adquirir as competências sociais e cívicas necessárias às suas vidas", lê-se nas conclusões do estudo sobre educação para a cidadania da rede europeia de educação Eurydice.

Os dados do estudo permitem concluir que Portugal e França são os únicos países que começam a ensinar formação cívica logo a partir do primeiro ciclo do ensino básico
."

daqui