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sábado, 20 de fevereiro de 2016

continuando o dia... esforçadamente educado...!



"“As crianças já passam muito tempo na escola, ao contrário do que acontece noutros países europeus”, disse à agência o especialista, para quem o importante é discutir um novo modelo de organização social do tempo de trabalho dos pais, que reforce o tempo passado em família.

Para o catedrático da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, os pais precisam de ter mais tempo para os filhos e as crianças precisam de mais espaço para brincar e estar em contacto com a natureza.

A posição surge a propósito da intenção do governo, inscrita na proposta de Orçamento do Estado, de alargar “a escola a tempo inteiro” a todo o ensino básico, ou seja, até ao 9.º ano.

“Os currículos hoje estão a ser demasiado rigorosos quanto ao número de horas exigidas pelo sistema de educação”, afirmou, defendendo que sobra “muito pouco tempo para criar um equilíbrio” entre o que é espontâneo e o que é organizado.

“Em muitos países onde estes estudos existem, os horários de trabalho têm mais alguma flexibilidade. Por exemplo, pode-se começar a trabalhar mais cedo e sair mais cedo, os pais às 16:00 saem e vão buscar os filhos à escola e têm mais tempo em família”, indicou.

O que está em causa, sublinhou, é “uma repartição do tempo entre a família e a escola”, é a criança ter mais espaço natural com os amigos, “poder correr mais riscos, ter mais autonomia, mais capacidade adaptativa”.

Segundo Carlos Neto, as crianças estão hoje sujeitas a um nível excessivo de “sedentarismo, analfabetismo físico e superproteção”.

As atividades extracurriculares, frisou, “não compensam o facto de não se subir a uma árvore ou a um muro, de andar de bicicleta ou de patins”.

Cair, escorregar, equilibrar-se, são atividades que “devem fazer parte da adaptação ao mundo”, sustentou: “As crianças têm hoje super agendas, é preciso suavizar isso”.

Neste sentido, o catedrático defende uma discussão em torno de uma nova organização social do tempo, que contemple o tempo escolar, laboral e familiar. “É preciso audácia política para fazer isto”.

A experiência de 40 anos de trabalho com crianças levou-o a concluir que o tempo de recreio é fundamental para a saúde mental e física da criança.

“As crianças e os jovens não têm margem para a descoberta livre, com experiências audazes, correndo riscos em função de situações imprevisíveis, por forma a ampliarem competências motoras, sociais e emocionais imprescindíveis à sobrevivência no futuro”, lamentou.

De acordo com Carlos Neto, existe um ambiente “excessivamente institucionalizado e um tempo disposto com atividades muito padronizadas”, que contraria a natureza ativa e as necessidades humanas de brincar e socializar livremente.

“As vivências de um corpo em ação permanente são fundamentais para uma infância feliz e empreendedora no futuro e, por isso, se não existirem têm repercussões colossais na construção do ser humano”, alertou o investigador."



no sapo, em linha...

sábado, 13 de fevereiro de 2016

as actualidades da educação... é que nem o miguel bombarda os auxiliaria...!

Bom dia: as escolas criticam o ministro simpático
O ministro da Educação acabou com os exames, as escolas gostaram? Ele dizia que sim. Elas dizem que não. Mais um desastre que pagam os alunos, escreve André Macedo

Quinta-feira, 11 de FEVEREIRO | 08:44
DN

1. O ministro que tem de aprender

O Conselho das Escolas, órgão consultivo do Ministério da Educação, defende a manutenção dos exames do 6.º ano e provas de aferição só nos 4.º e 8.º anos. No parecer, feito a pedido da própria tutela e aprovado ontem, quarta-feira, o órgão que representa as escolas mostra-se contra a aplicação das alterações já neste ano, como quer o ministro Tiago Brandão Rodrigues. O documento que vai ser enviado ao Ministério da Educação, e a que o DN teve acesso, mostra que, ao contrário das afirmações públicas do ministro - de que os diretores eram favoráveis a esta mudança na avaliação do básico e que percebiam a sua aplicação já neste ano letivo -, há reservas em relação a esta nova política de avaliação. Ou seja, é o que dá fazer tudo depressa e mal. Só os sindicatos aplaudem.







e mais...


DN Educação  
Escolas chumbam novo modelo de avaliação dos alunos



e como não querendo a coisa...


Bom dia: Alunos na escola o dia inteiro
Depois da enxurrada de números deste Orçamento do Estado tardio, tempo de olhar para o que este dinheiro vai fazer na prática, escreve André Macedo
Quarta-feira, 10 de FEVEREIRO | 09:27
DN

1. Escola o dia inteiro
Oferecer aulas de música, teatro ou desporto que mantenham os alunos de todo o ensino básico (até ao 9.º ano) na escola entre as 08.30 e as 19.30 é o objetivo do governo para os próximos quatro anos. O alargamento da escola a tempo inteiro - que já existe no 1.º ciclo - até aos 15 anos é uma medida que os pais, diretores de escolas e especialistas em educação aplaudem. Mas alertam para a necessidade de garantir uma ocupação do tempo de qualidade. A medida consta do programa de governo do PS e das Grandes Opções do Plano para a legislatura de 2016-2019. Ou seja, não deve acontecer este ano, mas nos próximos, se o governo durar...


no dn, em linha...



e muito mais haveria a acrescentar, digo eu...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

escola tempo inteiro...? nada que não se faça por cá [apesar dos previsíveis cortes]... e sempre à custa do trabalho 'gratuito' dos professores...!

"Visit the teacher's lounge of any Chicago Public School and it likely won't be long before someone brings up the issue of extended school day. By next school year, all Chicago Public Schools will be required to add more minutes of instruction to their school day -- taking the district from having one of the shortest school days in the country to one of the longest. Like all change, this reform has been met with both resistance and applause. In an era where teachers feel like reforms are being done to them, and not with them, it is crucial that the fact that something is "mandated" doesn't detract from the importance or necessity of these changes.

As a group of charter school teachers, we are already working in schools with extended days. Some of us have worked in charter schools that have used the extra time to bring enrichment, differentiation, and excitement into the curriculum. Others have worked in charter schools that have made extra time in the school day nothing more than extra time.

Charter schools are laboratories for experimental ideas, allowing new ways of teaching to be explored with autonomy from the typical expectations of the school board. These experiments can pay off, as is highlighted in documentaries such as Waiting for Superman. But they can also fail, as evidenced every year when charters are not renewed. One size never fits all, but from our shared experiences we have some ideas we hope administrators and teachers bear in mind as they move toward making their school day longer."

aqui.