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terça-feira, 22 de março de 2016

no reino encantado da educação... reflexões para o fim de dia...!





"Na freguesia mais pobre da Madeira e uma das mais carenciadas do país, onde 92% dos alunos têm Acção Social Escolar e a internet não faz parte das prioridades da maioria das famílias, existe algo supreendente. Numa vila enterrada num vale profundo, onde a única ligação com o resto do mundo faz-se por um túnel com quase 2,5 quilómetros, existe uma escola onde cabem todos os sonhos.

A Escola Básica 123 do Curral das Freiras teve, em 2015, a terceira melhor média nacional no exame de Português do 9.º ano. Os 4,4 de média – a escala vai até 5 – colocaram este estabelecimento de ensino como a melhor escola pública neste ranking. No exame de Matemática, embora menos brilhantes, os resultados foram igualmente surpreendentes. Os alunos do 9.º ano tiveram uma média de 3,6, colocando a escola no 12.º lugar do ranking entre as públicas e dentro das 100 melhores em termos gerais.

Tudo isto numa escola com pouco mais de 300 alunos, onde metade dos professores são contratados, que fica esquecida no meio do maciço central da ilha da Madeira, servindo uma população que ronda as 1500 almas. “Esta escola tem 150 professores colocados, mas apenas 74 estão cá a leccionar. São poucos os que querem vir para cá trabalhar, por causa do isolamento, do frio… e eu compreendo”, explica Joaquim Sousa, director da escola desde que esta abriu as portas, há seis anos.

É um estabelecimento muito particular. Vai da creche até ao 12.º ano, e Américo Sá, 18 anos, é o aluno mais antigo. Quer ser militar de carreira. Ou queria. “Agora já não sei bem”, conta ao PÚBLICO, sorrindo com o título de ‘aluno número 1’ com que o director da escola o apresenta. “É bom estudar aqui. Todos se conhecem, somos amigos, temos boas condições e sentimos que os professores acreditam em nós”, sintetiza, cruzando os braços sobre a mesa do Conselho Executivo, onde também cabem André Santos e Daniel Caires, ambos a frequentar o 9.º ano.

André é o melhor aluno da escola, mas nem isso o livra de uma espécie de raspanete do professor. “Não deixes o queixo caído sobre as mãos, não inspira confiança. Se colocares a mão assim, os outros vão ver que estás atento”, aconselha Joaquim Sousa, desenhando um ‘L’ com os dedos de uma mão, junto à boca. André que ser médico. Desejo raro no Curral das Freiras, onde a esmagadora maioria da população vive da agricultura.

“Foi isso que quis desmistificar, quando cá cheguei. A ideia de que filho de lavrador tem de ser lavrador”, diz o director da escola, revelando o discurso que faz aos professores no início de cada ano lectivo. “Estes alunos têm sonhos, têm direito a ter todos os sonhos do mundo e cabe a nós ajudá-los”, conta o director, numa espécie de adaptação da Tabacaria, de Álvaro de Campos.

Até agora, os sonhos de Joaquim Sousa e da equipa que lidera têm-se concretizado. Quando chegou, a escola ficou em 1207 no ranking, e estabeleceu logo metas: colocar a escola entre as melhores da Madeira, e reposicioná-la depois a nível nacional. “Disse que queria tornar a escola a melhor do país, se calhar estiquei-me um pouco…”, diz sorrindo alto, sentado junto a uma parede forrada de recortes de jornais onde a 123 do Curral das Freiras surge em destaque.

Foi feita uma pequena revolução. O grau de exigência foi elevado – “porque estes alunos, pelo contexto social onde vivem, só têm uma oportunidade” -, com a componente saber (conhecimento da matéria) a passar a contar 90% contra os 10% do estar (comportamento, assiduidade, participação). Antes, a proporção era de 60/40, mas esta exigência não significa uma pressão acrescida sobre os alunos.

Foram ajustes simples. A escola não tem campainha. A que existia avariou, e não havia dinheiro para uma nova. Agora que há, continua sem haver toques. “Há uma maior responsabilização, e acabaram-se as tolerâncias”, explica. As turmas são pequenas, por falta de alunos e todas têm apoio inserido no horário lectivo. Não há trabalhos para casa – “os miúdos têm de ter vida para além da escola” -, e os métodos de ensino são adaptados a cada um deles. “Nem todos podem ser doutores, mas todos podem e devem sair daqui preparados para enfrentar o mercado de trabalho”, argumenta, enumerando as dificuldades que os alunos enfrentam para vir à escola. “São verdadeiros heróis.”

Daniel Caires é um deles. Está no 9.º ano e todos os dias sai de casa às 6h30 e só regressa já perto das oito da noite. Vive em Câmara de Lobos, e quis fugir às escolas do concelho. “Sabia que lá não ia ter muitas hipóteses de sucesso, o ambiente não ia ajudar”, diz ajeitando os óculos de massa escuros. Daniel, ou Dani, como todos os chamam nos corredores da escola, foi aconselhado por um primo, que frequenta a escola. “Queria ter oportunidade de estudar num bom ambiente, e não me arrependi”, garante, dizendo que vale a pena o sacrifício diário e as horas passadas no autocarro.

A escola, explica Joaquim Sousa, adapta-se às necessidades dos alunos. Numa vila com uma orografia difícil, a única forma dos jovens irem à escola é de autocarro. “Nós alteramos os horários, adaptando-os às horas dos autocarros, tendo em conta as necessidades dos alunos”, diz o director. Por isso, a taxa de abandono é reduzida, e quando acontece é por motivos de emigração, devido a elevada taxa de desemprego do Curral das Freiras. Mesmo agora, que acabou o 2.º período e começam as férias, a biblioteca e a sala de informática são sempre um local de encontro para os alunos. “Numa terra onde 80% não tem livros em casa e mais de metade não tem computador ou internet, é nosso dever dar isso”.

“Vamos buscar os alunos a casa se for preciso”, garante. Já aconteceu. Em 2010, quando a ilha foi assolada por um temporal que matou mais de trinta pessoas, e a vila ficou uma semana isolada, Joaquim Sousa e Marco Melo, presidente do Conselho da Comunidade Educativa, foram com o próprio carro buscar os alunos a casa. “Queríamos mostrar que a escola, principalmente naqueles dias terríveis, era um lugar seguro”, conta Marco Melo. E é. Já aconteceu os alunos terem que passar lá a noite, devido ao mau tempo que tornavam intransitáveis as pequenas estradas que serpenteiam o vale. Américo Sá, não esconde um sorriso cúmplice ao recordar a experiência. “Foi engraçado”, conta.

Todos riem. Até Albany Rodrigues, que chegou há dois anos da Venezuela, esboça uma gargalhada. Com carências a português, e tímida por natureza, Albany foi alvo de uma atenção especial, que já começou a dar frutos. “Fui a melhor aluna de geografia da Madeira”, diz, baixinho. “Tentamos que ela encontrasse aqui um lugar seu, depois de uma mudança tão radical como é a de mudar de país”, explica o director da escola.

Também Dina Ascenção sempre sentiu a escola como sua. Esteve ali cinco “bons” anos, e hoje, a estudar no Funchal, é um exemplo para os outros alunos. Fez parte do 9.º ano que alcançou a terceira melhor média nacional a Português, mas foi a Matemática que mais se destacou. Foi a única, na Madeira, a ter 100% no exame nacional. “No meu último ano nesta escola, desconhecida ou até mesmo desprezada por muitos, eu e a minha turma alcançámos um excelente lugar entre as escolas públicas nos exames de 9º ano”, recorda, dizendo que este resultado mostra que “não interessa de onde viemos, mas sim onde nos leva a nossa persistência”.
Joaquim Sousa abana a cabeça que sim. Que nada é impossível, e que os alunos têm o direito de sonhar." 
 
 
no público em linha...
 
 
já agora, leituras complementares:
 
 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

a começar o dia [agora e a terminá-lo já de seguida]... com 'inutilidades'...?

2016-02-24 às 14:06

 

"ESTUDO MOSTRA QUE DESIGUALDADES SOCIOECONÓMICAS AFETAM RESULTADOS ESCOLARES

O estudo «Desigualdades Socioeconómicas e Resultados Escolares», que a Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência acaba de publicar, relaciona os resultados escolares dos alunos do 3.º ciclo do ensino público com as qualificações académicas das mães dos alunos e com o nível socioeconómico dos agregados familiares, apurado através do escalão da Ação Social Escolar.

Os principais resultados deste estudo são:
  • No total nacional, o nível socioeconómico dos agregados familiares é um preditor do sucesso escolar, na medida em que os alunos oriundos de famílias de baixos rendimentos apresentam taxas de sucesso mais baixas;
  • No total nacional, as habilitações académicas das mães são um preditor do sucesso escolar, na medida em que os alunos com mães com menores qualificações apresentam taxas de sucesso mais baixas;
  • Contudo, existe uma variação regional e local nos resultados apresentados, sendo detetáveis assimetrias entre distritos e conjuntos de escolas, evidenciando que, para os mesmos níveis de rendimentos dos agregados e de qualificações das mães, é possível encontrar taxas de sucesso mais elevadas em alguns distritos e conjuntos de escolas;
  • Esta observação evidencia que há outros fatores que influenciam o sucesso escolar dos alunos, fatores esses que interessa explorar, e que contrariam a relação causa/efeito entre o contexto socioeconómico e o sucesso escolar dos alunos, genericamente comprovado.
Este estudo reforça a necessidade de colocar o foco na melhoria das aprendizagens e na inovação pedagógica como estratégia para a melhoria dos resultados, suportada pelo facto de ser possível inverter tendências preditas pelos baixos rendimentos.

Os resultados permitem ainda centrar a reflexão sobre aquela que é uma das funções primordiais da escola pública - nivelamento de oportunidades entre crianças oriundas de diversos meios socioeconómicos e promoção da mobilidade social - expondo a importância do investimento no ensino público como via para ultrapassar lógicas deterministas.

Medidas
Assim, impõe-se como prioridade para o Ministério da Educação:
  • Uma aposta na qualificação das escolas para a identificação de estratégias locais de promoção do sucesso escolar, suportada pela constatação de que diferentes estratégias geram resultados diferenciados;
  • Um investimento na Ação Social Escolar e em estratégias articuladas com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, no combate à pobreza na educação;
  • Um investimento na formação de adultos, em projetos de literacia para adultos, promovidos pelo Plano Nacional de Leitura e pela Agência Nacional para Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), também em articulação estreita com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, tendo em vista uma valorização do conhecimento pelas famílias dos alunos;
  • Um reforço da complementaridade entre a avaliação externa e interna, numa perspetiva formativa e integrada.
No âmbito dos trabalhos de definição da estratégia para a promoção do sucesso escolar, o Ministério da Educação entende esta análise como um contributo inestimável e apostará na evidenciação das boas práticas que levam a que em algumas comunidades educativas os resultados gerados contrariem o determinismo socioeconómico.

A recolha de boas práticas de inovação pedagógica servirão de inspiração para a identificação de estratégias locais de promoção do sucesso escolar nas escolas e regiões com mais dificuldades."


via portal do governo...

domingo, 14 de fevereiro de 2016

continuando o dia... ainda mais educativamente...!

        créditos: AFP/DANIEL MIHAILESCU


"Esta é uma das conclusões da equipa da OCDE que tentou perceber porque é que existe um grupo de estudantes com fracos resultados académicos e como é possível ajudá-los a ter sucesso, tendo por base os resultados de milhares de alunos de 15 anos de 64 países que realizaram os testes PISA (Programme for International Student Assessment).

Comparando os resultados dos estudantes que não fazem TPC´s com os que dedicam entre uma a oito horas semanais, os investigadores acreditam que uma das chaves do sucesso académico pode estar nesta tarefa: “os estudantes que gastam seis horas semanais a fazer trabalhos de casa têm 70% menos de hipóteses de terem uma má performance quando comparados com os que não fazem trabalhos de casa”, lê-se no relatório.

O estudo “Estudantes com baixo rendimento: Porque ficam para trás e como ajudá-los a ter êxito” apresenta medidas educativas que podem ajudar a melhorar o resultado dos alunos e traça o perfil daquele que considera ser um estudante em risco.

Segundo a OCDE, uma rapariga de origens socioeconómicas desfavorecidas, que vive numa família monoparental numa zona rural e que não teve direito a educação pré-escolar são algumas das características de risco.

Uma jovem imigrante, que já reprovou e frequenta uma formação técnico-profissional são outros dos traços de perfil desenhado pela equipa da OCDE.

É perante estas características que o relatório aponta algumas políticas que poderão ajudar a romper o ciclo de baixos resultados académicos.

Oferecer medidas de apoio suplementar a quem precisa o mais cedo possível, promover a participação dos encarregados de educação e de comunidades locais, identificar os alunos com baixos resultados e criar intervenções adaptadas às suas necessidades são algumas das medidas defendidas no relatório.

A OCDE defende ainda que se deve criar um ambiente exigente nos centros escolares que apoie os alunos e que sejam oferecidos programas especiais para os imigrantes, que falem idiomas minoritários ou que vivam em zonas rurais.

Apostar na educação pré-escolar e limitar a criação de agrupamentos de alunos tendo em conta as suas competências são outras das medidas que os países devem ter em conta.

O relatório indica ainda que os alunos com fracos resultados académicos são menos confiantes e estão menos motivados, acabando por faltar mais às aulas ou a dias completos de escola.

As escolas que juntam de forma equitativa alunos favorecidos e desfavorecidos tendem a beneficiar os estudantes mais carenciados sem prejudicar os melhores, revela ainda o estudo.

“Os sistemas que distribuem de maneira equitativa entre as escolas tanto os recursos educativos como os alunos poderiam beneficiar os alunos com rendimentos mais baixos sem prejudicar os alunos destacados”, lê-se no relatório.

A OCDE lembra que o baixo rendimento na escola tem consequências a longo prazo tanto para as pessoas como para os países: os alunos com baixos rendimentos aos 15 anos têm muito mais probabilidades de abandonar os estudos.

O estudo aponta Portugal como um dos países - juntamente com a Bélgica, Luxemburgo e Espanha - com as mais altas taxas de reprovação, defendendo que "deveriam reconsiderar as suas políticas neste aspeto"."


no sapo, em linha...


leitura complementar:

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

coisas da educação... ainda não chegámos a este estado de coisas mas para lá caminhamos...?

Ravitch-Led Group Rates Most States Low on Its Education Priorities

Updated
Washington



"Many states rely too heavily on standardized testing, open their doors too easily to charters and other school choice options, and fall short in adequately paying and supporting their professional teaching force, according to a stinging report published Tuesday by the Network for Public Education, a group led by education historian and policy advocate Diane Ravitch.
 
The report, entitled "Valuing Public Education: A 50-State Report Card," rates the states and the nation on an A to F scale in a half-dozen categories and overall, based on the group's policy positions in areas such as teacher evaluation and compensation, testing, and the financial support of traditional public schools.

"The current policy framework that pushes for more testing and privatization has failed," Ravitch, the co-founder and president of the group, said at a press conference at the National Press Club Tuesday. The meeting was attended by several supporters. "It's insanity. Let's try some common sense for a change."

In its report card, the advocacy organization gave the nation as a whole a grade of D in every category except for high-stakes testing, where it was awarded a C. Thirty-seven states, in addition to the District of Columbia, scored an overall grade of a D or F, and 13 received a C, the highest overall grade awarded. (Some states received higher grades—including some A's—in particular categories.)

Among the specific factors that figured into those scores:

A rejection of high-stakes testing for student graduation, promotion, and teacher evaluations;
The degree of "resistance to privatization," including tighter restrictions on charter schools and rejection of parent-trigger laws and vouchers;
Measures aimed at gauging equity in school funding, as well as household income and employment, and school integration;
A wide range of teacher-related factors, including salary measures, a commitment to teacher experience, and rejection of merit pay;
How well taxpayer money is used, as measured by markers such as lower class sizes, pre-K and full-day kindergarten, and rejection of virtual schools.

"We give low marks to states that devalue public education, attack teachers, and place high stakes outcomes on standardized tests," Ravitch wrote in her introduction to the report. And she went on to say, "It is our hope as advocates for public education that this report will rally parents, educators and other concerned citizens to strengthen their commitment to public schools."

The Network for Public Education was launched in 2013 as a counterweight to what in its view was a barrage of attacks on teachers and traditional public schools after the release of the "Waiting for Superman" movie in 2010.

Among other things, the NPE opposes high-stakes testing, what it terms the privatization of public education, for-profit management of schools, and policies that contribute to a lack of support and respect for teachers.

Instead, the group advocates for racially integrated schools, funding of social services and replacing annual bell-curve tests with periodic sample tests such as the National Assessment of Education Progress (NAEP). Accountability systems should target those administrators at the top, rather than the teachers at the bottom, Ravitch said.

The group's report card comes less than two months after passage of the Every Student Succeeds Act, the updated version of the main federal K-12 law, which is expected to give states greater authority to shape their school accountability systems. State legislatures are expected in the next year to debate many of those policies.

The organization concedes in its report that it set a high bar in rating the states on its policy priorities. The report gives an overall failing grade to eight states: Arizona, Florida, Georgia, Idaho, Indiana, Mississippi, North Carolina, and Texas.

But the report also noted what it called some "bright spots." It specifically cited Alabama, Montana, and Nebraska for rejecting high stakes testing and what it called privatization. And Alabama, Kentucky, Montana, Nebraska, North and South Dakota, and West Virginia all received A's in the "resistance to privatization" category.

"There are no silver bullets in education," said Carol Burris, the executive director of the organization. "Turning schools around takes hard work, and it happens incrementally over time."

The NPE report card was modeled after national report cards issued by groups such as StudentsFirst and the American Legislative Exchange Council, which advocate for more charter schools and student choice, among other priorities.

Inez Feltscher, the director of the ALEC task force on education and workforce development, said charters and other school choice programs have proven to be effective.

"Giving parents the flexibility to place their children in the learning environment that works best without undue regulatory interference from state bureaucrats is a win for students, not a reason to give a state a lower grade," said Inez Feltscher, the director of the ALEC task force on education and workforce development.
The Network for Public Education has published its report online and plans in the near future to distribute individual report cards for each state."


via education week...

a começar o dia... nós por cá 'empreendemos'...?

enquanto que os outros demonstram os erros das decisões políticas e financeiras assumidas...?



PARCC Scores Lower for Students Who Took Exams on Computers PARCC Scores Lower for Students Who Took Exams on Computers
The Partnership for Assessment of Readiness for College and Careers acknowledged the discrepancies in scores across different formats of its exams in response to questions from Education Week. Read more.


via education week...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

a começar o dia... com os ranquingues [resultados da sondagem]...!

Resultados da Sondagem da Semana | Concorda com o ranking das escolas?

by Alexandre Henriques

Resultados e opinião de Paulo Guinote
Ranking
Total de votos: 1925


Rankings, sim, mas…


Paulo GuinoteO conhecimento público dos dados sobre o desempenho dos alunos nas provas finais e exames do Ensino Básico e Secundário é algo positivo para toda a sociedade e para o sistema de ensino. A sua transformação em rankings de consumo rápido nos primeiros anos da divulgação da informação transformou-os numa arma de disputa política e ideológica em vez de os tornar num útil instrumento para a análise da realidade que levassea uma melhoria global do sistema de ensino.
Ao longo do tempo, a informação disponibilizada sobre as escolas públicas foi-se alargando e permitindo matizar os resultados absolutos com indicadores do contexto socio-económico e cultural dos alunos e respectivas famílias. Infelizmente, toda esta informação sobre as escolas públicas não tem tido contrapartida no sector privado, sobre o qual continuamos a desconhecer muitos dados essenciais para que a comparação dos diferentes tipos de escolas possa ser feita com pleno conhecimento das diversas realidades em presença.
Os rankings só atingirão a perfeita maioridade quando, para além de alcançarmos uma completa transparência dos dados disponíveis, os instrumentos de avaliação externa deixarem de mudar anualmente de natureza, de grau de dificuldade ou mesmo de critérios de classificação. É complicado estabelecerem-se análises significativas das tendências de médio prazo, à macro ou micro-escala, quando se comparam provas de aferição com provas finais ou quando se comparam resultados em disciplinas, como em Português ou Matemática, que mudam de programa duas ou três vezes num punhado de anos.
Enquanto estes problemas não forem resolvidos os rankings continuarão em busca da sua idade adulta e não contribuirão, como poderiam, para um melhor conhecimento e melhoria da qualidade do nosso sistema educativo.
* Artigo também publicado no Diário Económico

comentário:
eu estou exactamente como o título do mesmo...mas...
posso dizer que desde muito cedo ,na minha escola, fazia as estatísticas dos resultados dos alunos na área das artes visuais, a todas as disciplinas com exames e o grupo disciplinar convivia bem com a situação, apesar de não ser possível, na altura, comparações que não passassem exclusivamente pela média nacional, por falta de acesso a dados trabalháveis...

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

exames nacionais [ensino secundário]... distribuição das classificações por tipo de aluno [artes visuais]... via jne...!






no entanto vou deixar para consulta o documento completo, com todas as disciplinas do ensino secundário [2ª fase]...


exames nacionais [3º ciclo]... resultados finais e distribuição dos mesmos [2ªfase]... via jne...!








exames nacionais [2ª fase].... actualização de informações... via iave...!

Provas Finais - 2.ª Fase 


28 de julho de 2015 (?) 

Resultados das provas finais dos 1.º, 2.º e 3.º CEB e do Ensino Secundário 


Comunicado de Imprensa - Provas finais 1.º e 2.º CEB [pdf

Resultados das provas do 1.º e 2.º CEB [pdf]

 

Comunicado de Imprensa - Provas finais 3.º CEB e Ensino Secundário [pdf

Resultados das provas do 3.º CEB [pdf

Provas do 3.º CEB - distribuições de classificações [pdf


Resultados dos exames do ensino secundário, por disciplina [pdf

Exames do ensino secundário - distribuições de classificações por tipo de aluno [pdf]

dizem que é uma espécie de...' retoma educativa'...?



no público...


A disciplina de Biologia e Geologia foi a que registou mais de dois valores acima das notas na 2.ª fase dos exames nacionais de 2014. A média de Português e Matemática mantêm-se abaixo dos 10. 


no observador...

exames nacionais [2ª fase]... o comunicado do mec... via portal do governo...!

2015-08-04 às 15:55

 
"PUBLICADOS RESULTADOS DA 2.ª FASE DOS EXAMES FINAIS NACIONAIS DO ENSINO SECUNDÁRIO


A 2.ª fase dos exames finais nacionais do ensino secundário decorreu com toda a normalidade em 649 escolas de Portugal Continental e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, bem como nas escolas no estrangeiro com currículo português. Na 2.ª fase foram registadas 114.341 inscrições, tendo sido realizadas 108.641 provas, o que corresponde a cerca de 95% das inscrições. Estiveram envolvidos no processo de classificação das provas 4.270 professores classificadores. 

As disciplinas que registaram um maior número de provas realizadas na 2.ª fase foram Biologia e Geologia (702), com 23.616 provas, Física e Química A (715), com 21.216 provas, Português (639), com 19.986 provas, e Matemática A (639), com 18.187. Relativamente ao ano anterior, verifica-se uma grande diminuição do número de provas realizadas na 2.ª fase a Matemática A (635) e a Física e Química A (715), respetivamente de 9.833 e 4.321 provas, o que se explica, em parte, pela subida das classificações destes exames na 1.ª fase. 

Os exames da 2.ª fase apresentam resultados inferiores aos observados na 1.ª fase, o que se explica, em grande medida, pelo facto de se destinarem sobretudo aos alunos que não obtiveram aprovação na 1.ª fase. 

Em relação aos resultados obtidos pelos alunos internos na 2.ª fase, verifica-se que em quatro disciplinas a média foi inferior a 95 pontos: Filosofia (714), História da Cultura e das Artes (724), Matemática B (735) e Matemática Aplicada às Ciências Sociais (835) - menos três disciplinas do que em 2014. 

Quanto à percentagem de provas com classificação igual ou superior a 95 pontos, e tendo em consideração as disciplinas com maior número de provas realizadas, destacamos as disciplinas de Desenho A (706), Inglês (550), Geografia A (719), Biologia e Geologia (702) e Economia A (712) com, respetivamente, 92%, 71%, 59%, 54% e 50% de provas com classificação superior a 95 pontos. Em contrapartida, nas disciplinas de Filosofia (714), História da Cultura e das Artes (724), Matemática Aplicada às Ciências Sociais (835), Geometria Descritiva A (708) e Matemática A (635) observam-se as percentagens mais baixas de classificações iguais ou superiores a 95 pontos, respetivamente, 29%, 30%, 32% e 41% das provas. 

Nesta 2.ª fase, observam-se elevadas taxas de aprovação dos alunos internos nas disciplinas de Biologia e Geologia (702) e Português (639), de 90% e 85%, respetivamente."



terça-feira, 28 de julho de 2015

enfim, a notícia do dia... exames nacionais [1º e 2º ciclos]...!


no público...


pode ler os comunicados do mec e do iave, abaixo, seguindo as ligações:

exames nacionais... informações do iave...!

Provas Finais - 2.ª Fase 


28 de julho de 2015
 
Resultados das provas finais do 1.º e 2.º CEB 


Comunicado de Imprensa IAVE [pdf

Resultados por disciplina [pdf]

exames nacionais... comunicado sobre a divulgação dos resultados [1º e 2º ciclos]... via portal do governo...!

2015-07-27 às 19:28

 
"RESULTADOS DA SEGUNDA FASE DAS PROVAS FINAIS DE 1.º E 2.º CICLO DO ENSINO BÁSICO


São hoje divulgados os resultados da segunda fase das provas finais de 1.º e 2.º ciclo. As provas foram realizadas em 1400 escolas do continente e regiões autónomas, bem como nas escolas no estrangeiro com currículo português. 

Realizaram a 2.ª fase da prova final do 1.º ciclo de Português 1139 alunos, menos 1304 do que no ano transato. No caso da Prova Final do 1.º Ciclo de Matemática da 2.ª fase, realizaram 1546 alunos, menos cerca de 2000 que em 2014. 

Quanto ao 2.º ciclo, realizaram as provas finais de Português (61) e de Matemática (62), na 2.ª fase, respetivamente, 5504 e 6944 alunos, menos 3000 e 5000 alunos, aproximadamente, relativamente ao ano transato. 

Significa isto que, este ano, mais alunos demonstraram, logo na 1.ª fase da prova, os conhecimentos necessários à progressão de ciclo. 

A 2.ª fase das provas finais dos 1.º e 2.º ciclos é uma segunda oportunidade para os alunos que se encontravam em situação de não aprovação no ciclo, bem como para os alunos que, apesar de já se encontrarem aprovados, obtiveram nível inferior a 3 a Português ou a Matemática, poderem superar as suas dificuldades, após a frequência do período de acompanhamento extraordinário. 

Esta segunda fase, após, os alunos participarem durante um período de tempo num prolongamento de atividades durante o qual é oferecido mais um momento de apoio nas disciplinas sujeitas a avaliação externa nas quais não tiveram sucesso. A medida foi implementada em 2013 para o 1.º ciclo, e em 2014 foi aplicado também ao 2.º ciclo. 

No que diz respeito às provas finais do 1.º ciclo podemos observar que, na prova de Português (41), mais de metade dos alunos (56%) obtiveram classificação igual ou superior a nível 3, tendo, na sua grande maioria, ficado em situação de aprovação, ficando em condições de transitar para o 2.º ciclo. No caso da prova de Matemática (42), 18% dos alunos conseguiram obter nível igual ou superior a 3. Relativamente ao ano transato verifica-se um aumento substancial da percentagem de alunos com classificações iguais ou superiores a nível 3 na prova de Português, de 38% para 56%. Quanto à prova de Matemática observa-se um aumento de 13% para 18%. 

Quanto às provas finais do 2.º ciclo podemos verificar que, na prova de Português (61), mais de metade dos alunos (60%) obtiveram classificação igual ou superior a nível 3. No caso da prova de Matemática (62), 5% dos alunos conseguiram obter nível igual ou superior a 3. Relativamente ao ano transato verifica-se um aumento substancial da percentagem de alunos com classificações iguais ou superiores a nível 3 na prova de Português, de 35% para 60%. Quanto à prova de Matemática mantém-se o estável o número de classificações iguais ou superiores a nível 3. 

Estes dados mostram que um número muito significativo de alunos que não obtiveram aprovação na 1.ª fase beneficiaram da existência de uma 2.ª fase de provas e, naturalmente, da preparação adicional entretanto recebida. 

No processo de classificação da 2.ª fase das provas finais dos 1.º e 2.º ciclos de Português e de Matemática, estiveram envolvidos 1094 professores classificadores. 

O Ministério da Educação e Ciência destaca o esforço dos professores neste período suplementar, que permitiu que os alunos tivessem uma segunda oportunidade para melhoria de resultados e aprovação, e reforçassem a base a partir da qual iniciarão no próximo ano letivo um novo ciclo ou voltarão a frequentar o último ano desse ciclo, estando sinalizados para terem o acompanhamento direcionado para as suas dificuldades já diagnosticadas após este período. O Ministério reconhece o esforço e dedicação dos professores, que põem em primeiro lugar o sucesso dos seus alunos. 

O Ministério reforça a necessidade de serem tomadas as medidas de apoio adequadas e necessárias a partir do momento em que são detetadas as primeiras dificuldades dos alunos. Estas medidas devem proporcionar aos alunos um estudo mais intensivo e sustentado das disciplinas fundamentais, contribuir para colmatar as deficiências de aprendizagem e criar uma base mais sólida para o prosseguimento de estudos no ciclo seguinte. 

O período de acompanhamento extraordinário faz parte das medidas de combate ao insucesso e ao abandono escolar que o MEC estabeleceu e tem vindo a fomentar, que deve ser complementado, no ano escolar seguinte, com outras medidas que a escola considerar adequadas às necessidades específicas dos alunos."

terça-feira, 14 de julho de 2015

exames nacionais... a maior subida nos últimos 20 anos...!




no público...

da desconfiança...!



no dn em linha...

exames nacionais... na ressaca do dia de ontem, mais uma resenha...!

Matemática com média positiva nos exames nacionais

As notas nos exames nacionais do ensino secundário registaram, na generalidade, uma melhoria relativamente ao ano anterior, com destaque para Matemática A que subiu 2,8 valores, passando de média negativa para positiva.



Ministério da Educação quer se sejam analisados resultados dos exames nacionais

Ontem
O Ministério da Educação e Ciência quer que sejam analisados os resultados nos exames nacionais realizados pelos alunos do secundário para garantir que este ano se manteve o grau de exigência.

no jn em linha...

 Notas dos exames nacionais sobem 13 Julho 2015 | 15:15 Matemática A que subiu 2,8 valores, passando de média negativa para positiva.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal.html
 Notas dos exames nacionais sobem 13 Julho 2015 | 15:15 Matemática A que subiu 2,8 valores, passando de média negativa para positiva.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal.html
Notas dos exames nacionais sobem 13 Julho 2015 | 15:15 Matemática A que subiu 2,8 valores, passando de média negativa para positiva.

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 Notas dos exames nacionais sobem 13 Julho 2015 | 15:15 Matemática A que subiu 2,8 valores, passando de média negativa para positiva.

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Quando as notas de Matemática sobem, Crato desconfia e manda investigar

Quando as notas de Matemática sobem, Crato desconfia e manda investigar


Ministro exige "análise pormenorizada", após subida de 2,8 valores. Instituto que organizou exames diz que isso não faz sentido.




no dn em linha...


MEC quer saber se exigência nos exames foi "semelhante" à dos anos anteriores

Melissa Lopes

Média do exame nacional de Matemática A subiu quase três valores, situando-se finalmente em terreno positivo.

no i em linha...





exames nacionais

Matemática com a maior subida nos exames

no observador...





Subida não significa que alunos saibam mais, alertam docentes. 




Para José, à terceira foi de vez


Graça Barbosa Ribeiro

13/07/2015


Nas vésperas do exame de Matemática, o PÚBLICO ouviu cinco alunos naquela situação. Dos quatro que conseguiu contactar nesta segunda-feira, todos atingiram os seus objectivos.




Há menos alunos do 4.º e 6.º ano a repetirem os exames


Clara Viana

13/07/2015

Segunda oportunidade para quem chumbou nos exames de Maio.



“O meu medo é que as notas de engenharia disparem”


Juliana Martins

13/07/2015


Em dia de saber as notas dos exames nacionais, os alunos começam a fazer as contas para o acesso ao ensino superior. É o caso de Inês Alonso, aluna de Ciências de Tecnologia que vê a subida da média de Matemática A como um desafio à sua entrada num curso de engenharia.

no público em linha...



IAVE tem uma explicação para uma das subidas mais altas de sempre a Matemática

13.07.2015

Isabel Leiria

Instituto responsável pela realização das provas nacionais diz que a subida da média no secundário resulta de alterações no exame sugeridas por especialistas. Mas não tem explicação para a queda dos resultados a Biologia e Geologia
 

Crato desconfia das elevadas notas a Matemática

13.07.2015

Isabel Leiria

Notas no secundário sobem quase três valores a Matemática A e a média chega aos 12 valores. Ministro da Educação desconfia da evolução e pede ao instituto que faz os exames para verificar se a exigência das provas baixou

no expresso em linha...                       


leitura recomendada [consulta]:

exames nacionais [ensino secundário]... comunicado de imprensa, resultados e distribuição dos mesmos... via iave e jne...!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

línguas estrangeiras [pet]... comunicado e resultados... via iave...!

Preliminary English Test (PET) 


10 de julho de 2015 
Apresentação dos resultados do Preliminary English Test 


Os resultados do Preliminary English Test (PET) foram divulgados pelo presidente do IAVE, Dr. Helder de Sousa, numa sessão pública realizada no Teatro Thalia, presidida pelo Ministro da Educação e Ciência, Prof. Nuno Crato. 

Na sessão, foi anunciado pelo ministro da Educação que, a partir do próximo ano, o PET deixa de ser um teste de diagnóstico e passa a contar para a avaliação dos alunos do 9.º ano, com um peso na classificação final que será determinado por cada escola, no âmbito da respetiva autonomia. 


Apresentação dos resultados (pdf

Nota de Imprensa (pdf)