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sexta-feira, 11 de março de 2016

é, por demais, claro que não podia deixar passar esta em branco... transcrevo...!


1º Estudo Sobre Indisciplina em Portugal com Dados das Escolas

by Alexandre Henriques
Observatório ComRegras

Quando criei o ComRegras tinha na minha cabeça fazer algo semelhante ao que faço na minha escola, ou seja, conhecer a realidade disciplinar, registando e analisando tudo o que acontece.
Julgo que só assim é possível compreender o fenómeno da indisciplina, o que permitirá depois implementar as medidas adequadas.
Não deixa de ser estranho que em Portugal não se aplique este princípio e julgue-se que através de simples inquéritos se possa conhecer a realidade disciplinar da escola pública.
Os céticos poderão dizer que não é através das participações disciplinares e afins que se conhece a dimensão e tipologia da indisciplina. Eu não vejo outra forma, era como concluir que existe um aumento ou diminuição de sinistralidade sem conhecer o número de acidentes, ou afirmar que o crime está a aumentar sem saber o número de queixas efetuadas. Por que razão é que na escola tem de ser diferente?
Este estudo é apenas uma amostragem do que deveria ser feito mas em outra escala, bem como um ponto de partida para uma série de conclusões de que falarei mais tarde.
A amostragem é a possível, foram 38 Agrupamentos/Escolas que forneceram os seus dados disciplinares, aos seus Diretores o meu obrigado. Referir também que esta é uma iniciativa apoiada pela ANDAEPo que reflete a sua atenção pela matéria.
Uma nota importante: como as escolas não possuem todas os mesmos dados, fui obrigado a reduzir a amostragem em alguns parâmetros.
Alguns dados sobre a amostragem:

Amostragem por Distrito
Ligação com o ME

DADOS GERAIS DO ANO LETIVO 2014-2015

Total de Participações Disciplinares - 9130

Universo de 38 Agrupamentos/Escolas (4,4% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Nº de Alunos com Participações Disciplinares - 4229

Universo de 34 Agrupamentos/Escolas (3,9% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Total de Medidas Corretivas - 4554

Universo de 37 Agrupamentos/Escolas (4,25% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Número de Alunos que Cumpriram Medidas Corretivas - 1597

Universo de 31 Agrupamentos/Escolas (3,5% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Total de Medidas Sancionatórias - 1333

Universo de 37 Agrupamentos/Escolas (4,25% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Número de Alunos que Cumpriram Medidas Sancionatórias (vulgo suspensão) - 847

Universo de 31 Agrupamentos/Escolas (3,5% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Para terem uma noção do número de alunos envolvidos, as 38 escolas tinham 55016 alunos no referido ano letivo.

EVOLUÇÃO DA DISCIPLINA NOS ÚLTIMOS 4 ANOS LETIVOS



Participações Disciplinares 2011-2015
Universo de 23 Agrupamentos/Escolas.Cerca de 30 mil alunos.


Perc Alunos P.D
Universo de 23 Agrupamentos/Escolas. Cerca de 30 mil alunos.


Medidas Disciplinas 2011-2015
Universo de 23 Agrupamentos/Escolas.Cerca de 30 mil alunos


Medidas Corretivas 2011-2015
Universo de 19 Agrupamentos/Escolas. Cerca de 25 mil alunos.


Medidas Sancionatórias 2011-2015
Universo de 19 Agrupamentos/Escolas. Cerca de 25 mil alunos


% de alunos medidas disciplinares 2011-2015
Universo de 19 Agrupamentos/Escolas. Cerca de 25 mil alunos
Na recolha dos dados estatísticos foram também realizadas algumas questões, ficam os resultados:

Ciclo de ensino com mais P.D
Universo de 38 Agrupamentos/Escolas


Período letivo com mais P.D 2014_2015
Universo de 37 Agrupamentos/Escolas


Período do dia onde ocorrem mais P.D 2014_2015
Universo de 37 Agrupamentos/ Escolas


O Agrupamento Possui um Gabinete Disciplinar 2014_2015
Universo de 38 Agrupamentos/Escolas

CONCLUSÕES

Ano Letivo 2014-2015
O número de participações disciplinares (ordem de saída de sala de aula), é claramente elevado, são mais de 9000 participações em apenas 4% dos Agrupamentos/Escolas, um universo aproximado de 50 mil alunos. O que, extrapolando para uma amostragem de 100%, levaria, hipoteticamente, a um número superior a 200 mil participações disciplinares num só ano.
O ciclo de ensino com mais indisciplina registada foi claramente o 3º ciclo (63%)
Durante o 1º período foi quando ocorreram mais situações de indisciplina (43%), logo seguido do 2º período (40%)
Foi durante o período da tarde que ocorreram mais situações de indisciplina (38%).
A grande maioria das escolas da amostragem possui um gabinete disciplinar, apesar de esta não ser uma prática generalizada.
Evolução sobre os últimos 4 anos letivos (2011 a 2015)
Não existe uma abordagem uniforme de tratamento de dados disciplinares por parte das escolas
O número de participações disciplinares e número de alunos alvo das mesmas, não apresentou uma tendência clara de descida ou subida. Porém, o último ano letivo (2014-2015) foi o ano que evidenciou menos registo de ocorrências
A percentagem de alunos com participações disciplinares, ronda os 7%  e subiu em todos os anos da amostragem (quem é professor sabe que basta 1 aluno para boicotar uma aula)
O número de medidas corretivas também tem oscilado, tendo diminuído no último ano letivo.
O número de medidas sancionatórias apresentou uma tendência de descida.
A percentagem de alunos que cumpriu medidas corretivas e sancionatórias foi residual, variando entre os 1% e 2%.
A indisciplina pouco grave foi claramente inferior à indisciplina muito grave
O que falta fazer?
Conhecer a dimensão da indisciplina por tipologia, idade e género.
Verificar se a retenção faz aumentar os índices de indisciplina e vice-versa.
Comparar os fatores geográficos e níveis socioeconómicos com os índices de indisciplina.
Saber se a formação académica dos pais afeta a indisciplina dos alunos.
Conhecer as dinâmicas de sala de aula que potenciam situações de indisciplina.
Conhecer a tipologia e regularidade de situações de indisciplina nos recreios escolares.
Saber se as mudanças ao estatuto do aluno influenciaram as percentagens de medidas aplicadas, tanto sancionatórias como corretivas.
Propostas:
Criar um sistema de monitorização informática, que recolha os dados disciplinares de todas as escolas portuguesas;
Orientar as escolas de forma a existir uma maior uniformidade na aplicação de medidas disciplinares;
Desburocratizar o estatuto do aluno, principalmente nas questões disciplinares;
Incluir na formação de base de futuros docentes e não docentes uma componente teórico-prática de gestão/mediação de conflitos;
Fornecer ao corpo docente e não docente, atualmente no ativo, formação específica sobre como gerir/diminuir situações de indisciplina escolar;
Atribuir um crédito horário às escolas, especificamente para a abertura de Gabinetes Disciplinares (equipas multidisciplinares), fundamentais para uma política disciplinar de proximidade;
Reduzir a carga letiva dos alunos e a dimensão das turmas;
Responsabilizar de forma efetiva os encarregados de educação, cumprindo com a legislação vigente e que define o que é incumprimento por parte dos encarregados de educação.


via com regras...

continuando o dia... em modo de divulgação...!

Convite

Velhos hábitos ou novas práticas?
Budget Watch 2016
ISEG, 18 de março, às 17 horas

Inscreva-se já
Exma(o). Senhora(o)

Venho deixar-lhe um convite para o debate de apresentação dos resultados do Budget Watch 2016 - rigor e transparência orçamental, Velhos hábitos ou novas práticas?, a realizar-se no próximo dia 18 de março no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa.

Secretário de Estado do Orçamento, João Leão, fará uma intervenção inicial. A apresentação dos resultados da sétima edição do Budget Watch estará a cargo de Manuela Arcanjo, Miguel St. Aubyn, e Luís Teles Morais.

Os resultados serão depois discutidos por um painel constituído por Miguel Cadilhe, membro do Conselho Consultivo Científico do Budget Watch, Jorge Marrão, Partner da Deloitte, e pelos deputados à Assembleia da República, Inês Domingos e João Galamba.

Também o público será convidado a participar nesta discussão.

Poderá consultar aqui o programa completo deste debate.

Gostaríamos muito que marcasse presença neste evento que pensamos poder dar um contributo importante para aumentar a transparência orçamental e a qualidade da discussão pública sobre o Orçamento do Estado.

A entrada é livre, mas sujeita a inscrição (neste link). Esperamos por si, sexta-feira, dia 18 de março, às 17h00, no Auditório 2 do Edifício do Quelhas, ISEG (Rua do Quelhas 6, Lisboa).
Saudações cordiais,

Miguel St. Aubyn
Relator do Budget Watch, Professor do ISEG, e membro do IPP

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

coisas da educação... 'burnout'...!



Um terço dos professores está exausto e sofre de burnout



 
Um estudo realizado com cerca de mil professores de escolas portuguesas revelou que 30% dos docentes estavam em burnout, ou seja, exaustos emocionalmente e sem qualquer sentimento de realização profissional. 
 
 créditos: AFP/MARTIN BUREAU
 
 
Durante três anos – entre 2010 e 2013 - uma equipa de investigadores do ISPA - Instituto Universitário inquiriu cerca de mil docentes que davam aulas a alunos do 2.º e 3.º ciclos mas também do ensino secundário.
O objetivo era perceber se existiam muitos docentes em stress ou burnout e, no final, descobriram que 30% dos professores estavam em burnout, contou á Lusa a investigadora do ISPA responsável pela coordenação do estudo, Ivone Patrão.

“Esta percentagem fica um pouco acima dos números habituais registados nos outros países, que rondam entre os 15 e os 25%”, sublinhou a psicóloga clínica.

A maior parte dos docentes em burnout são mais velhos, têm um vínculo à função pública e dão aulas no ensino secundário, acrescentou a responsável, explicando que a média de idades dos inquiridos é de 49 anos.

Stress, ansiedade e depressão

O estudo divulgado esta terça-feira revela ainda que existem entre 20 a 25% de docentes que sofrem de stress, ansiedade e depressão.

“O bem-estar dos professores é considerado essencial para o sucesso de todo o projeto educativo. Tendo em conta todas as mudanças sociais e políticas, o burnout começa a ser um problema social de extrema relevância”, sublinhou a especialista, lembrando que este problema representa exaustão emocional e falta de realização profissional.

A psicóloga salienta o facto de todos estes docentes estarem no ativo quando responderam ao inquérito, o que representa um risco muito elevado com a relação que se estabelece com os alunos e com a aprendizagem.

O burnout afeta não só o professor, mas também o contexto educacional, uma vez que o mal-estar sentido pode originar problemas de saúde, perda de motivação, irritabilidade, aumento dos níveis de absentismo e abandono da profissão, o que pode interferir na realização de objetivos pedagógicos.

Para a especialista, falta formação continua e oferta formativa que permita aos docentes ter ferramentas para saber como lidar com situações de conflito em sala de aula.

Segundo a investigadora, estes professores "não se sentem satisfeitos com o seu trabalho nem com o sistema educativo tal como ele estava quando foram inquiridos”.

O estudo foi feito numa altura em que se registaram algumas mudanças tais como a avaliação de professores, o aumento de alunos por sala de aula ou o aumento da idade de reforma.

Ivone Patrão sublinha que os resultados do estudo não são representativos da realidade que se vive entre os docente, mas pela sua experiência clinica “é possível perceber que o burnout é uma prática constante”.

O estudo será apresentado hoje na Assembleia da República, durante a conferência levada a cabo pela Federação Nacional de Professores (FENPROF), que assim pretende denunciar este problema, apontando causas e consequências e apresentando propostas para a sua resolução.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

informações [educação]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 7 — 21/01/2016


Informações Gerais

 
ERASMUS+ (Programa Comunitário 2014-2020) – Workshop de Apoio a Candidaturas – Parcerias Estratégicas
 
Esta ação destina-se às organizações representantes das parcerias/consórcio, designadamente Agrupamentos de Escolas, Escolas, ELIs, entre outras, que se podem inscrever nas sessões de divulgação do Programa ERASMUS+, nomeadamente na Ação-Chave 2. De salientar o papel relevante a desempenhar pelos Grupos de Recrutamento 910, 920 e 930.
 
Investigação em Educação e os Resultados do PISA
 
Encontra-se disponível na página eletrónica do Conselho Nacional de Educação, a publicação no âmbito do seminário “Investigação em Educação e os Resultados do Programme for International Student Assessment - PISA”, organizado por este Conselho que promoveu a reflexão e o debate sobre os caminhos já percorridos e sobre os trabalhos a desenvolver para melhorar os desempenhos em educação.
 
As bases de dados do PISA e toda a informação de contexto, que o programa recolhe e trata, permitem desenvolver estudos em áreas centrais para a melhor compreensão do desempenho do sistema educativo.
 
 
No próximo dia 30 de janeiro, a Associação PAIS 21 vai realizar no Porto (Matosinhos), o workshop sobre competências sociais à entrada da puberdade, dirigido a pais, professores e técnicos de jovens com NEE.
 
As inscrições deverão ser remetidas para: info@pais21.pt.

domingo, 13 de setembro de 2015

havia de ser o bom e o bonito...!


no observador...


"Já todos tivemos a sensação de ir para o trabalho a “dormir em pé”, mas imagine que podia resolver isso com uma solução muito simples: acordar mais tarde. Quem o diz é Paul Kelley, investigador clínico na matéria do sono no Instituto de Neuro-ciência da Universidade de Oxford, citado pelo The Guardian. Num discurso no festival britânico da ciência, Kelley aconselha as escolas a escalonar o início do trabalho (ou seja, das aulas) com o ritmo biológico dos estudantes. Esta medida pode melhorar a perfomance cognitiva, os resultados dos exames e a saúde dos estudantes. Já a privação do sono pode estar relacionada com doenças como a diabetes, depressão, obesidade e com a debilidade do sistema imunitário.

Paul Kelley revelou, baseado num estudo realizado pelo próprio, que as crianças com idade a rondar os 10 anos têm um horário biológico de despertar que ronda as 6h30 da manhã, sendo que para os jovens com 16 anos este horário sobe para as 8h00 e aos 18 o despertar natural é às 9h00. Ou seja, as escolas convencionais começam a sua atividade de acordo com os horários adequados às crianças de 10 anos, mas não aos de 16 e 18 . “O despertador dos adolescentes tocar às 7 da manhã é o equivalente para um professor na casa dos 50 acordar às 4h30.”

Mas não são apenas os estudantes que podem beneficiar com um despertar mais tardio. O dia de trabalho devia ser aplicado de acordo com os nossos ritmos naturais. Ao descrever a média de horas de sono “perdidas por noite”, ou seja, o tempo que se dorme a menos do que se devia nos diferentes grupos etários, Kelley afirma que “entre os 14 e os 24 são mais de duas horas. Entre os 24 e os 30/35 é cerca uma hora e meia. Isto pode continuar até aos 55 onde tudo fica equilibrado outra vez. As pessoas com 10 anos de idade e com 55 têm horários naturais de sono iguais.”

Talvez seja por causa desta situação que o investigador afirma que o típico horário das nove às cinco é mantido pelos patrões, muitos deles na casa dos 50, porque “é melhor para eles”.  Assim, aqueles que têm cinquenta anos ou mais devem começar o trabalho às 8h00, enquanto os “trintões” às 10h00 e os estagiários adolescentes às 11h00. Kelley diz que esta sincronização de horários pode trazer “muitas consequências positivas.”

O lado positivo disto é que o desempenho das pessoas, a disposição e a saúde vão melhorar. Esta solução vai tornar as pessoas menos doentes e mais felizes e melhores naquilo que fazem.”

Depois de tanta explicação, Kelley esclareceu a que horas começa ele próprio a trabalhar: “Eu tenho 67 anos o que significa que voltei aos 10 anos de idade, e levanto-me pouco antes das seis. Eu acordo naturalmente”. E sim, o início do dia de trabalho é agora muito mais fácil do que quando Paul Kelley era mais novo."


nota:
saíu no dn um artigo sobre o mesmo assunto e a ele hei-de voltar...

sexta-feira, 29 de maio de 2015

informações [educação]... educação pré-escolar [currículo]... via dge...!

Estudo de Avaliação das Orientações Curriculares e da qualidade na educação pré‐escolar - Divulgação do Documento Caracterização dos Contextos de Educação Pré‐Escolar - Inquérito Extensivo – Relatório Final

A Direção-Geral da Educação promoveu o Estudo de Avaliação das Orientações Curriculares e da Qualidade na educação pré-escolar, através do financiamento do Programa Operacional de Assistência Técnica do Fundo Social Europeu (POAT/FSE), que foi realizado pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, o ISPA- Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida e o ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa
Os resultados deste estudo foram apresentados num Seminário, que se realizou na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no dia 21 de fevereiro de 2015.
O estudo teve como objetivos:
Avaliar a implementação das Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar (OCEPE) e outros documentos editados pelo Ministério da Educação e Ciência, bem como a qualidade na educação pré-escolar;
Caracterizar os contextos de educação pré-escolar e identificar necessidades, ao nível da formação dos educadores de infância e do pessoal não docente, bem como do material didático, de acordo com as áreas de conteúdo e domínios das OCEPE.
Como metodologia foi realizado um inquérito extensivo aos educadores da rede nacional (rede pública e rede privada com e sem fins lucrativos) de educação pré-escolar, a fim de recolher um conjunto de informação qualitativa e quantitativa dos contextos educativos em jardim de infância.

Neste âmbito apresenta-se o documento Caracterização dos Contextos de Educação Pré-Escolar -Inquérito Extensivo – Relatório Final do Estudo de Avaliação das Orientações Curriculares e da qualidade na educação pré-escolar.

sábado, 9 de maio de 2015

como é que os professores podem ser mais criativos...?


no education week...


"What makes great teachers? A number of factors, but some are harder to pinpoint than others.

A new study from Michigan State University attempts to define one aspect of great teaching by focusing on how some educators use creativity to inform instruction.

"[T]he importance of creativity and the need to develop critical and creative thinkers in the 21st century cannot be denied, and with that comes a requisite need for research on successful creative teaching practices," write authors and professors of educational psychology Danah Henriksen and Punya Mishra.

The study offers another practical purpose, too: "There is a strong body of thinking in educational research that essentially equates effective teaching with creative teaching."

While the term "creativity" carries a certain vagueness to it, the study—using educator interviews and historical research definitions—defines creative teaching as an approach emphasizing novelty (especially from the student perspective), task appropriateness, and usefulness. As one educator told the researchers, "It's got to be effective for learning, otherwise it's just entertainment." The educators interviewed also emphasized creativity as a mindset, rather than a one-time approach to a lesson.

Creative Practices

The research uses sampling from 90-minute interviews with eight recent National Teacher of the Year finalists. Among the responses that the teachers gave in their discussions:
  • Creativity is learned, not innate. "You have to be able to move from the concrete to the abstract, and back again, to synthesize."
  • Teachers can draw on their own interests to introduce creativity into the classroom: "What I do is basically, I just go through life and always—I'm always on the lookout for, 'How can I apply that to teaching?'"
  • It's not the teacher that necessarily needs to be creative. Instead, teachers can "let loose the reins" and allow students to be thoughtful: "As a 32-year-old, my brain has been taught to think a specific way with different things. Their eight- or 10-year-old brains are a lot more open."
  • Take risks, but plan through them; risk-taking shouldn't be haphazard. And "forgive yourself when things don't go as you might have hoped."
  • Lessons should carry real-world value. One science teacher, for example, described creating a town hall environment in his classroom, where some students represented different interests in the energy community, and other students acted as the politicians trying to put together an energy plan.
  • Use cross-curricular approaches. One math teacher draws on business and psychology to help students understand the math behind sale pricing. "The students get really engaged in advertising and how advertisers try to target them as young adults.""

[o resto] aqui.

terça-feira, 14 de abril de 2015

coisas da educação... reflexões para o fim de dia...!


no teaching now...

"An analysis by Georgetown University's Edunomics Lab recently suggested that, at least in theory, districts could save money and improve student learning by offering the most effective teachers higher salaries to take on slightly larger classes. A new review of that study, however, finds significant flaws in the idea.

Patricia H. Hinchey, a professor of education at Penn State University, took a closer look at the Georgetown report in a paper published by National Education Policy Center, a research group based at the University of Colorado Boulder School of Education. She found many of the same problems our colleague Stephen Sawchuk touched on when the report first came out: Specifically, that the analysis was based on a lot of assumptions and relatively little firm evidence.

The authors of the original report make the case that, under a staffing model where the best teachers took on more students, the negative effects of larger classes would be outweighed by the benefits of good teaching. Thus, they say, districts could increase class sizes for the best teachers without worrying that they're harming student learning. In the process, they can save millions of dollars that could, in turn, be filtered to teachers in the form of bonuses.
But, says Hinchey, the authors don't actually have any empirical evidence to back up their assumptions, while smaller class sizes have consistently been linked to student success. Besides, she argues, it's hard to reliably identify the most effective teachers, and many studies have cautioned against using value-added models as the basis of salary decisions.

Furthermore, Hinchey points out that bonuses have a poor track record when it comes to balancing out poor working conditions, meaning that teachers would be unlikely to accept this system unless it included more wholesale changes to schools. And many classes are already overcrowded—the Edunomics report focused on a district in which the average class size was 22, ignoring the countless teachers, says Hinchey, who would likely be grateful to have classes that small.

Hinchey also contends that the authors seem to have made "selective use of research," ignoring some aspects of the research they rely onlike warnings about VAM's reliabilitywhile quoting statistics that don't actually seem to appear in the studies they cite.

"Rather than a practical response to known issues ... ," Hinchey writes, "the proposal seems primarily a scheme to reduce the teaching force. The report is superficial and misleading, and its proposal has no value as a nationwide model."

The Edunomics report was latest in a string of initiatives tied to the idea of rearranging school staffing structures in order to maximize the reach of the most effective teachers. The education consulting firm Public Impact has put forward several potential models that would have highly effective teachers taking on more work, including a multi-classroom setup already in use in at least one school. These more complex models offer a variety of options for schoolsalthough interestingly, Public Impact also proposes one model that's almost identical to the one in the Georgetown report."


aqui.

terça-feira, 7 de abril de 2015

coisas da educação... a economia do 'canudo'...?

"Perante estes factos, como é que o senhor doutor se atreve a dizer que o ensino superior tem um grande valor?"

"Uns dizem que o 'canudo' é lixo, outros que vale 1,7 milhões de euros. Quem tem razão?" Luís Cabral, professor da Universidade de Nova Iorque e da AESE, analisa se vale a pena tirar um curso no ensino superior.

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16:11 Segunda feira, 6 de abril de 2015
'Perante estes factos, como é que o senhor doutor se atreve a dizer que o ensino superior tem um grande valor?'
 FOTO ANA BAIÃO


Há algum tempo (aquando das manifestações da 'geração rasca') escrevi sobre o valor do ensino superior. Entre os comentários então recebidos encontravam-se vários e-mails de pais desiludidos com o enorme esforço para pagar a educação dos filhos, tendo como único resultado um lugar no desemprego. "Perante estes factos, como é que o sr. dr. se atreve a dizer que o ensino superior tem um grande valor?"

Recentemente, um estudo promovido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) estima que um profissional com um curso superior ganha mais 1,7 milhões de euros, durante a vida profissional, do que um profissional com apenas o 9º ano. Tanto quanto consegui perceber, o cálculo baseia-se no valor médio acumulado dos rendimentos ao longo da carreira, quer para os licenciados quer para os não-licenciados.

Dificilmente poderíamos encontrar duas perspectivas mais contraditórias. Uns dizem que o 'canudo' é lixo, outros que vale 1,7 milhões de euros. Quem tem razão?

Segundo cálculos do professor Pedro Portugal (estudo publicado no Boletim Económico do Banco de Portugal em 2004), o salário médio dos licenciados em 2003 variava entre 893 euros (20-29 anos) e 1915 euros (50-59 anos). Se somarmos os valores dos 20 aos 65 anos, e mesmo ignorando o desconto intertemporal, obtemos um total de 768 mil euros. Fazendo as mesmas contas para os trabalhadores com o 9º ano obtemos 394 mil euros, aproximadamente metade. Isto implica uma diferença ao longo da vida de trabalho da ordem dos 374 mil euros. Bem sei que isto são contas para 2003, mas daqui até 1,7 milhões vai uma diferença muito grande. Talvez um motivo para a diferença seja que o estudo do Banco de Portugal é baseado em salários depois de imposto, mas mesmo assim os meus cálculos dariam menos de 1,7 milhões.

Normalmente, o 'prémio' da educação é medido em percentagem, o que evita muitas destas confusões. Em 2003, estimava-se que os licenciados ganhavam aproximadamente o dobro (100 por cento mais) do que os que tinham o 9º ano e quase três vezes mais do que os que tinham a 4ª classe.

Não creio que estes rácios tenham mudado muito numa década. No entanto, há razões para pensar que este valor sobrestima o ganho económico por ter um curso superior: um dos problemas mais complicados na estimação estatística é controlar para efeitos de selecção. Por exemplo, comparar notas das escolas não é a melhor forma de estabelecer rankings: algumas escolas têm notas muito altas não por serem boas escolas mas sim por atraírem bons alunos. O mesmo problema se verifica na medição do prémio da educação: o facto de os licenciados ganharem mais do que os não-licenciados não significa que passar do grupo dos não-licenciados para o grupo dos licenciados implique um aumento de 100 por cento do salário.

O estudo de Pedro Portugal, a que fiz referência acima, estima que, controlando para uma série de variáveis (por exemplo, se o pai é ou não licenciado), o prémio da licenciatura rondava os 60 por cento em 2003. 60 por cento é muito menos do que 100 por cento, o que sugere que o efeito da auto-selecção é muito importante; mas 60 por cento é muito, muito mais do que zero, o que sugere que o investimento num curso superior é economicamente rentável.

Chegamos, então, ao extremo oposto do debate, a teoria de que o 'canudo' é lixo. Como conciliar esta opinião, que tantos jovens sentem na pele, com as estimativas dos vários estudos económicos? Aqui, a observação mais importante é que, por trás dos valores médios, encontramos uma enorme variabilidade, tanto no que respeita ao curso, como à universidade ou ao tempo. Por exemplo, em 2003 os engenheiros ganhavam cerca do dobro dos licenciados em artes decorativas. Suspeito que a diferença entre universidades públicas e privadas seja também grande (exceptuando porventura a Universidade Católica).
A evolução ao longo do tempo parece-me particularmente relevante. Há 30 anos, menos de 10 por cento dos jovens entravam para a universidade; hoje em dia, a percentagem é superior a 30 por cento. Quando o número de alunos aumenta três ou quatro vezes no espaço de uma geração, é provável que o valor médio do curso diminua. O professor Pedro Carneiro estima que, nos Estados Unidos, este efeito é significativo; também será em Portugal, onde o crescimento do ensino superior se deu a ritmo particularmente acelerado, especialmente em algumas licenciaturas.

O problema das gerações jovens, especialmente as que estudaram em universidades menos conceituadas e em cursos menos procurados, é que entraram com expectativas baseadas em valores enviesados e desactualizados; e chegaram ao mercado de trabalho no pior momento possível. No entanto, é importante que a situação conjuntural não nos faça perder uma importante conquista das últimas décadas: a expansão fenomenal do acesso ao ensino superior. Na maior parte dos casos, o curso superior é um investimento economicamente rentável; e isto para não falar no valor global da educação, que vai muito para lá da rentabilidade económica."

no expresso diário... aqui.