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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

não sei ao que venho, mas sei para onde vou...

"a geração maldita?

É minha convicção, não apenas pelo que leio e ouço, mas mesmo por observação directa, que grande parte da classe política tem um ódio – ou desafeição, para os casos menos graves – particular pela classe docente, mesmo quando saíram dela ou em especial nesses casos. É uma espécie de “luta de classes”, num sentido estranho e algo esquizóide da parte daqueles que parecem querer encapsular-se num mundo muito próprio de “eleitos” (em vários sentidos). Essa desafeição ou ódio é partilhado por um conjunto alargado de gente com posições de relevo na comunicação social. Não vou fazer consultas digitais ao domicílio sobre as causas. Quando falamos directamente com algumas das pessoas percebemos a razão, não sendo raro que depois de despejarem a bílis nos digam que somos, claro, uma excepção à regra.

Isto aplica-se em especial aos que que acham ser professor@s velh@s e inadaptados ao que eles acham as novas tendências, seja da pedagogia “progressista” (caso de académicos, em especial na área das ciências da educação e da formação de professores), seja da “racionalidade financeira” ou da “nova gestão pública” (caso de economistas de 2ª e 2ª linha ou transformados em políticos ocasionais com aspirações a salvar a pátria, desde que paguemos aos bancos os buracos e as rendas às empresas privatizadas ou parcerias público-privadas).

Para essa gente – sim, começo a ceder a uma linguagem mais agressiva perante a nova investida em curso de gente medíocre com nome no mercado – @s professor@s, em especial @s que nasceram ali pela década de 60 e inícios de 70, que andam pelos 45-50 anos e ainda não desistiram de resistir, são para exterminar pelo esgotamento físico e psicológico ou pela humilhação pública. Querem-nos fora da carreira, para dar lugar aos “novos” que ficarão profundamente agradecidos pela “oportunidade”, pelo lugar no quadro, que se espera serem adequadamente desconhecedores do que se passou no sistema de ensino em outras décadas ou que, pura e simplesmente, se estão nas tintas para isso, desde que empurrem os “velhos” borda fora. E borda fora nas piores condições materiais, porque tudo deve ser feito de um modo acintoso.

Conheci gente assim no PS e PSD, os dois partidos que têm liderado a governação nos últimos 40 anos, a que se junta alguma desconfiança do PCP em relação a tudo o que se possa assimilar a “trabalho intelectual” e a concepções menos indiferenciadas do proletariado. O CDS gosta de professores, se forem assalariados no ensino privado, enquanto o Bloco oscila muito, porque há uma grande diferença entre a velha UDP e os urbanitos do PSR e demais plataformas criadas com a queda do Muro de Berlim.

Sim, é verdade, tenho uma tendência esquizóide (a mesma lá de cima) que me faz sentir que a classe docente não tem qualquer aliado natural nos partidos com assento parlamentar permanente (nem falo do PAN, para não ser demasiado sarcástico e dizer que nos defenderão apenas quandoformos assumidamente tratados como animais), o que devolvo com a minha natural animosidade por todas as nomenklaturas que trocam quaisquer princípios “fundadores” por conveniências circunstanciais (sejam de nomeações estratégicas em comissões centrais ou regionais, seja de distribuição de fundos locais e outras tenças com origem europeia).
Sim, acredito que a classe docente não pode ter qualquer esperança numa classe política que se define pela qualidade/mediocridade de quem promove ou dos métodos que usa para anular o poder judicial quando lhe chega aos calcanhares. E muito menos aqueles que, na classe docente, têm idade e ainda têm condições para se lembrar de onde vieram estes velhos jotistas e o que fizeram em verões passados.
O que eles pretendem é domesticar qualquer autonomia dos docentes com capacidade crítica, mesmo quando defendem o “pensamento crítico para o século XXI”. A menos que fiquem caladinhos e sossegadinhos. O “sucesso” e a “inclusão” são apenas para os humildes e amochadinhos. E não perturbem os acordos de bastidores ou pressionem os sindicatos para desalinharem do que estava combinado. E muito menos contestem as “hierarquias”.

Se o fizerem, serão castigados em público e, por acção ou omissão (dos sonsos e hipócritas que dizem que até concordam com as queixas dos professores, mas que “é difícil” satisfazê-las ou fazer qualquer coisa “atendendo às circunstâncias”) pressionados até não aguentarem mais e depois serem apontados como maus profissionais, absentistas ou falsos doentes. Infelizmente, cada vez mais, com a colaboração de kapos locais, inebriados pela insignificância do seu poder na cadeia hierárquica e pela sensação de impunidade.

O Senhor certamente me perdoará a prosa dura no seu dia, pois em nada contraria a sua palavra (Êxodo, 20:16)."



Haddock


comentário:
desde os primórdios da blogosfera que há vários nomes que tenho guardados, por bons e maus motivos...
é claro que não os vou citar, nem àqueles nem a estes.

mas salvaguardo um, que hoje me merece destaque pelo tórrido texto que produziu no seu 'quintal' e deve (deveria causar) causar 'fanicos' a muito boa gente (como se viu al longo destes últimos anos) - falo do paulo guinote.

o meu agradecimento pela lucidez em pôr, preto no branco, o que muita gente pensa mas não tem coragem, sequer, para verbalizar quanto mais deixar com a sua marca pessoal.





sexta-feira, 11 de março de 2016

é, por demais, claro que não podia deixar passar esta em branco... transcrevo...!


1º Estudo Sobre Indisciplina em Portugal com Dados das Escolas

by Alexandre Henriques
Observatório ComRegras

Quando criei o ComRegras tinha na minha cabeça fazer algo semelhante ao que faço na minha escola, ou seja, conhecer a realidade disciplinar, registando e analisando tudo o que acontece.
Julgo que só assim é possível compreender o fenómeno da indisciplina, o que permitirá depois implementar as medidas adequadas.
Não deixa de ser estranho que em Portugal não se aplique este princípio e julgue-se que através de simples inquéritos se possa conhecer a realidade disciplinar da escola pública.
Os céticos poderão dizer que não é através das participações disciplinares e afins que se conhece a dimensão e tipologia da indisciplina. Eu não vejo outra forma, era como concluir que existe um aumento ou diminuição de sinistralidade sem conhecer o número de acidentes, ou afirmar que o crime está a aumentar sem saber o número de queixas efetuadas. Por que razão é que na escola tem de ser diferente?
Este estudo é apenas uma amostragem do que deveria ser feito mas em outra escala, bem como um ponto de partida para uma série de conclusões de que falarei mais tarde.
A amostragem é a possível, foram 38 Agrupamentos/Escolas que forneceram os seus dados disciplinares, aos seus Diretores o meu obrigado. Referir também que esta é uma iniciativa apoiada pela ANDAEPo que reflete a sua atenção pela matéria.
Uma nota importante: como as escolas não possuem todas os mesmos dados, fui obrigado a reduzir a amostragem em alguns parâmetros.
Alguns dados sobre a amostragem:

Amostragem por Distrito
Ligação com o ME

DADOS GERAIS DO ANO LETIVO 2014-2015

Total de Participações Disciplinares - 9130

Universo de 38 Agrupamentos/Escolas (4,4% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Nº de Alunos com Participações Disciplinares - 4229

Universo de 34 Agrupamentos/Escolas (3,9% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Total de Medidas Corretivas - 4554

Universo de 37 Agrupamentos/Escolas (4,25% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Número de Alunos que Cumpriram Medidas Corretivas - 1597

Universo de 31 Agrupamentos/Escolas (3,5% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Total de Medidas Sancionatórias - 1333

Universo de 37 Agrupamentos/Escolas (4,25% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Número de Alunos que Cumpriram Medidas Sancionatórias (vulgo suspensão) - 847

Universo de 31 Agrupamentos/Escolas (3,5% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Para terem uma noção do número de alunos envolvidos, as 38 escolas tinham 55016 alunos no referido ano letivo.

EVOLUÇÃO DA DISCIPLINA NOS ÚLTIMOS 4 ANOS LETIVOS



Participações Disciplinares 2011-2015
Universo de 23 Agrupamentos/Escolas.Cerca de 30 mil alunos.


Perc Alunos P.D
Universo de 23 Agrupamentos/Escolas. Cerca de 30 mil alunos.


Medidas Disciplinas 2011-2015
Universo de 23 Agrupamentos/Escolas.Cerca de 30 mil alunos


Medidas Corretivas 2011-2015
Universo de 19 Agrupamentos/Escolas. Cerca de 25 mil alunos.


Medidas Sancionatórias 2011-2015
Universo de 19 Agrupamentos/Escolas. Cerca de 25 mil alunos


% de alunos medidas disciplinares 2011-2015
Universo de 19 Agrupamentos/Escolas. Cerca de 25 mil alunos
Na recolha dos dados estatísticos foram também realizadas algumas questões, ficam os resultados:

Ciclo de ensino com mais P.D
Universo de 38 Agrupamentos/Escolas


Período letivo com mais P.D 2014_2015
Universo de 37 Agrupamentos/Escolas


Período do dia onde ocorrem mais P.D 2014_2015
Universo de 37 Agrupamentos/ Escolas


O Agrupamento Possui um Gabinete Disciplinar 2014_2015
Universo de 38 Agrupamentos/Escolas

CONCLUSÕES

Ano Letivo 2014-2015
O número de participações disciplinares (ordem de saída de sala de aula), é claramente elevado, são mais de 9000 participações em apenas 4% dos Agrupamentos/Escolas, um universo aproximado de 50 mil alunos. O que, extrapolando para uma amostragem de 100%, levaria, hipoteticamente, a um número superior a 200 mil participações disciplinares num só ano.
O ciclo de ensino com mais indisciplina registada foi claramente o 3º ciclo (63%)
Durante o 1º período foi quando ocorreram mais situações de indisciplina (43%), logo seguido do 2º período (40%)
Foi durante o período da tarde que ocorreram mais situações de indisciplina (38%).
A grande maioria das escolas da amostragem possui um gabinete disciplinar, apesar de esta não ser uma prática generalizada.
Evolução sobre os últimos 4 anos letivos (2011 a 2015)
Não existe uma abordagem uniforme de tratamento de dados disciplinares por parte das escolas
O número de participações disciplinares e número de alunos alvo das mesmas, não apresentou uma tendência clara de descida ou subida. Porém, o último ano letivo (2014-2015) foi o ano que evidenciou menos registo de ocorrências
A percentagem de alunos com participações disciplinares, ronda os 7%  e subiu em todos os anos da amostragem (quem é professor sabe que basta 1 aluno para boicotar uma aula)
O número de medidas corretivas também tem oscilado, tendo diminuído no último ano letivo.
O número de medidas sancionatórias apresentou uma tendência de descida.
A percentagem de alunos que cumpriu medidas corretivas e sancionatórias foi residual, variando entre os 1% e 2%.
A indisciplina pouco grave foi claramente inferior à indisciplina muito grave
O que falta fazer?
Conhecer a dimensão da indisciplina por tipologia, idade e género.
Verificar se a retenção faz aumentar os índices de indisciplina e vice-versa.
Comparar os fatores geográficos e níveis socioeconómicos com os índices de indisciplina.
Saber se a formação académica dos pais afeta a indisciplina dos alunos.
Conhecer as dinâmicas de sala de aula que potenciam situações de indisciplina.
Conhecer a tipologia e regularidade de situações de indisciplina nos recreios escolares.
Saber se as mudanças ao estatuto do aluno influenciaram as percentagens de medidas aplicadas, tanto sancionatórias como corretivas.
Propostas:
Criar um sistema de monitorização informática, que recolha os dados disciplinares de todas as escolas portuguesas;
Orientar as escolas de forma a existir uma maior uniformidade na aplicação de medidas disciplinares;
Desburocratizar o estatuto do aluno, principalmente nas questões disciplinares;
Incluir na formação de base de futuros docentes e não docentes uma componente teórico-prática de gestão/mediação de conflitos;
Fornecer ao corpo docente e não docente, atualmente no ativo, formação específica sobre como gerir/diminuir situações de indisciplina escolar;
Atribuir um crédito horário às escolas, especificamente para a abertura de Gabinetes Disciplinares (equipas multidisciplinares), fundamentais para uma política disciplinar de proximidade;
Reduzir a carga letiva dos alunos e a dimensão das turmas;
Responsabilizar de forma efetiva os encarregados de educação, cumprindo com a legislação vigente e que define o que é incumprimento por parte dos encarregados de educação.


via com regras...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

continuando o dia... artisticamente falando...!


"Já repeti mais do que muitas vezes que a aspiração da mudança do quadro legislativo teria que trazer com ela (em particular para a disciplina de Educação Visual e Tecnológica e para a Educação artística em geral) uma autêntica mudança significativa do paradigma actual.  As artes não podem continuamente ser desprezadas do currículo como têm sido sucessivamente feito ao sabor das clientelas governamentais. 

Quem acredita, como eu, na "formação integral do indivíduo" acima de tudo, tem que acreditar que as disciplinas têm que ser mais equilibradas num currículo que aspire acima de tudo que formar um cidadão completo. Quem já espreitou obras do Dewey, Savater, Freire, Robinson e até as mais recentes da Maria Acaso, saberá que existem pontos comuns nesses autores de defesa de uma educação que seja mais completa, diversificada, e em que tanto a educação formal como a educação informal são ambas pertinentes nas aprendizagens de um indivíduo. Temos que prestar mais atenção ao currículo e que pretendemos dele. A educação artística é tão ou mais fucral do que as restantes disciplinas do currículo e pode ter vantagens nas aprendizagens dos alunos, como o desenvolvimento do pensamento críticoterapêuticos, criativos com fins económicos.  

Como recentrar portanto esse debate? Como encontrar o tema central de defesa da Arte na Educação e da Educação Visual e Tecnológica?

Já coloquei alguns exemplo como os casos de Matt Groening, Seth Macfarlane, ou até mesmo da Violetta. Todos estes exemplos demonstram que as industrias criativas têm para além de uma função vivencial, cultural e até de criação de emprego e de florescimento da economia. Falei nesses exemplos como mais fáceis de apreender, mas podia facilmente de falar de outros: como as exibições da Joana Vasconcelos, da Paula Rego ou até mesmo dos sucessos que têm sido as iniciativas culturais de Serralves, ou da Casa da Música, etc.

Sabiam que, por exemplo no período de crise global o mercado da arte foi o que mais valorizou? Que as industrias criativas criam emprego e valor num País? Que no fundo vivemos, em simultâneo com a Espanha e até o Reino Unido de um afunilamento consciente das disciplinas artísticas do currículo (aparentemente uma coisa das direitas). 
Portanto, podemos até resumir que a formação de pessoas criativas, formam pessoas com mais capacidades e destreza de se adaptar ao mundo em devir constante e quiça mais felizes? Será? Por que não?"



(Bill Watterson)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

na educação, 'história interminável'...?

Basta um pequeno esforço para reconstruir o discurso do dia.
.
Queremos acabar com as mudanças permanentes. Queremos garantir a estabilidade do sistema educativo. As crianças estão no centro da nossa política educativa. Os alunos são a prioridade. As pessoas estão à frente. Por motivos ideológicos, o governo anterior mudou tudo sem rei nem roque. O anterior ministro criou a instabilidade. O governo precedente provocou danos quase irreparáveis. As políticas educativas anteriores, destinadas a promover a desigualdade, deixaram sequelas irreversíveis. Em quatro anos, a educação em Portugal recuou dez ou vinte. O governo anterior só se interessava pela produção de elites. Foi instalada a desordem educativa. As escolas estão destruídas.

Também não é preciso muito para prever o que se segue.

Vamos nós agora garantir que não haverá mais danos. Vamos reparar as sequelas. Vamos criar a estabilidade. Vamos garantir o primado dos alunos. Vamos construir uma escola de sucesso. Vamos levar a cabo uma política sensata, equilibrada, orientada pela ciência, dirigida para os alunos, destinada a promover a igualdade e a democracia. E sobretudo vamos reformar com a garantia da estabilidade. Para já, não haverá mais trabalhos para casa no ensino básico, dado que os alunos eram obrigados a trabalhar de mais. Depois de o Parlamento, numa votação inédita, ter eliminado uns exames, vamos agora eliminar os restantes, que eram um horrendo choque psicológico para os alunos. Vamos fazer provas de aferição sensatas, sem ideologia, sem classificação e sem trauma para os alunos. Não haverá mais exames, para já, no quarto e no sexto, mas sim provas no segundo, no quinto e no oitavo, o que é evidentemente mais democrático, mais pedagogicamente correcto e mais científico. Ámen.

Com a ajuda de António Costa, o ministro Tiago Brandão Rodrigues teve, nas televisões e no Parlamento, dois dias de glória. O ministro não ouviu quem devia ter ouvido, não acatou conselhos sábios de prudência e experiência e tomou medidas radicais a meio do ano lectivo. Com o atrevimento próprio dos ignorantes, denunciou a ideologia dos outros, declarando-se definitivamente científico e no cumprimento do interesse dos alunos. O parecer do Conselho Nacional de Educação diz o contrário? Aconselha várias medidas cautelares? É indiferente, “quem manda é o governo”. A disciplina, o trabalho, o rigor e o método? São etiquetas ideológicas que devemos afastar. O que importa é que a educação promova a igualdade e não a “elitização”, termo inventado por um analfabeto e adoptado pelo ministério. Parece ter ouvido cuidadosamente os dois partidos de extrema-esquerda e a Fenprof: sente-se até nas palavras utilizadas. Exprime-se numa língua de pedra, feita de lugares-comuns e de expressões aparentemente científicas. Diz que o sistema anterior é nocivo, provoca danos, criou traumas, promove a desigualdade, forma elites e traduz a cultura da nota. Não ouve nem dialoga com os parceiros, mas “informa-os das premissas”. Não ouviu os directores das escolas não se sabe porquê, mas também não interessa, porque “quem governa é o governo”. Reformou os exames e as avaliações a meio do ano, o que para ele não tem qualquer espécie de importância. Não falou com várias sociedades científicas, nem com organizações de pais, mas ouviu a Fenprof, que já o felicitou.

E assim recomeça mais um ciclo de reformas da educação. E desta maneira se iniciam discussões litúrgicas e obsessivas sobre os exames e a avaliação contínua, a aferição e a avaliação, a avaliação interna e a externa, a avaliação formativa e a sumativa…
O pior é que já vimos isto tudo. Uma vez. Duas vezes. Tantas vezes. Vezes a mais!
.

DN, 17 de Janeiro de 2016
 
 
via feedly...

sábado, 1 de agosto de 2015

li, não acreditei no li e... transcrevo, [necessariamente] levando à conta de mais uma piada por dia...!

«nós pretendemos que quem venha a considerar-se responsável indemnize a empresa por essas perdas, nada mais do que isso»

palha da silva [pharol] dixit

transcrito [com realce meu] da edição impressa do cm... in 'processo avança contra granadeiro'


comentário:
é inaudito que um gestor de topo de uma empresa, à saída de uma assembleia de accionistas, diga uma barbaridade destas pois ou está atirar poeira para os nossos olhos, ou, pior ainda, sendo pouco proficiente e letrado no uso da 'sua' língua materna espere [de boa-fé?] que alguém se considere 'culpado' das loucuras político-financeiras da empresa bandeira [uma das...] do país e do regime...

e será com base neste tipo de discurso que vão apresentar queixa junto dos tribunais...?

sexta-feira, 8 de maio de 2015

precisam-se... revisores oficiais da língua [correctores]...?


no expresso em linha... aqui.

já agora deixo o comunicado do mec, para que conste:



2015-05-07 às 19:56 

"DIVULGADOS RESULTADOS DA COMPONENTE ESPECÍFICA DA PROVA DE AVALIAÇÃO PARA ACESSO À DOCÊNCIA


O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) divulgou os resultados da componente específica da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), que se realizou entre os dias 25 e 27 de março. Fica assim concluída a última etapa da PACC 2014/2015, que, como previsto, teve este ano uma componente comum e uma componente específica. 

O domínio de capacidades básicas tais como o raciocínio lógico e a capacidade de comunicação em língua portuguesa são transversais à lecionação de todas as disciplinas. Para garantir a qualidade do ensino dos nossos alunos, é importante que os candidatos a selecionar e recrutar como professores demonstrem o domínio dessas capacidades básicas. Por outro lado, é fundamental o domínio dos conhecimentos e capacidades específicas e essenciais para a docência em cada grupo de recrutamento e nível de ensino. Como sempre temos dito, não se pode ensinar bem o que não se sabe muito bem. 

Sendo a qualidade da docência fundamental para a qualidade do sistema educativo e, por conseguinte, do sucesso na aprendizagem dos alunos, o Ministério da Educação e Ciência tomou uma série de medidas no sentido de garantir que sejam os candidatos melhor preparados a ensinar os nossos alunos. A Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades é parte fundamental de um conjunto de medidas, no qual se enquadra também: 

- a obrigatoriedade de realização de exames de Português e de Matemática para admissão aos cursos de licenciatura de Educação Básica; 

- o reforço da componente científica nos cursos de formação inicial – através de alterações introduzidas no decreto-lei das habilitações para a docência; 

- a formação contínua de professores. 

É fundamental que, à medida que se renovem os quadros docentes das escolas, o que irá acontecer de forma acelerada na próxima década, se garanta a entrada de uma geração de professores altamente preparada e qualificada. É ambição do Ministério da Educação e Ciência que esta prova seja também um incentivo a uma maior exigência na formação inicial dos candidatos a professores. 

Realizaram a componente específica os candidatos que obtiveram aprovação na componente comum, realizada a 19 de dezembro. Cada candidato pôde inscrever-se a mais do que uma prova, consoante os grupos de recrutamento para os quais tem habilitação profissional. A não aprovação de um candidato não impede que este realize nova prova em momentos subsequentes."

sábado, 25 de abril de 2015

responde quem pode e deve... chega...?


"Comunicado conjunto das direcções de informação de jornais, rádios e televisões
jornal i



Pela liberdade de imprensa

A liberdade de imprensa é um direito fundamental.
A liberdade de imprensa é um dos pilares estruturantes da democracia.
O exercício da actividade dos órgãos de comunicação social assenta na liberdade e na autonomia editorial.
O direito a informar dos jornalistas e o direito de os cidadãos serem informados não podem ser condicionados nem limitados pelo poder político.
Decorridos 41 anos sobre a conquista de uma democracia livre, o Estado não pode arrogar-se o poder de ter competência editorial, impedindo ou condicionando o trabalho dos jornalistas, por qualquer via.
O projecto (PSD/CDS-PP e PS), que define as regras da cobertura noticiosa em período eleitoral, viola clara e objectivamente os princípios essenciais do jornalismo e a liberdade editorial:
- Confunde trabalho jornalístico com propaganda, noticiários com tempos de antena;
- Impõe “serviços mínimos” nos debates e obriga à sua realização;
- Limita o espaço da análise política e da opinião;
- Obriga à entrega prévia, mesmo antes de serem apresentadas as candidaturas, de um plano detalhado de cobertura editorial;
- Subordina esse plano editorial a uma validação prévia de uma entidade administrativa;
- Submete o trabalho dos jornalistas, os seus estatutos, princípios éticos e critérios editoriais à disciplina de uma comissão externa;
- Cria uma comissão de controlo da actividade editorial com poderes para invalidar o plano de cobertura noticiosa e para aplicar multas se entender que o mesmo é insuficiente;
- Sanciona com coimas pesadas quem não obedecer à lei;
- Instrumentaliza os órgãos de comunicação social como palco de promoção dos agentes políticos.
Este projecto de lei representa, em suma, uma ingerência inaceitável e perigosa do poder político na liberdade editorial, que repudiamos como profissionais e como cidadãos.
Os subscritores deste documento esperam que a Assembleia da República saiba defender os valores da liberdade e da democracia e rejeite liminarmente todas as tentativas de os limitar e condicionar.
Não se demitirão de respeitar e de exigir respeito pelos seus direitos e deveres constitucionais de informar com sentido de responsabilidade, levando este imperativo até às últimas instâncias."
24 de Abril de 2015


Directores de informação:

Afonso Camões: JN
Alcides Vieira: SIC
André Macedo: DN
Bárbara Reis: Público
David Dinis: Observador
Fernando Paula Brito: Lusa
Graça Franco: Rádio Renascença
Helena Garrido: Jornal de Negócios
João Paulo Baltasar: Antena 1:
José António Lima: Sol
Luís Rosa: i
Octávio Ribeiro: Correio da Manhã
Paulo Baldaia: TSF
Paulo Dentinho: RTP
Pedro Camacho: Visão
Raul Vaz: Diário Económico
Ricardo Costa: Expresso
Rui Hortelão: Sábado
Sérgio Figueiredo: TVI


transcrito... daqui.


sábado, 6 de dezembro de 2014

coisas da educação [leitura]... reflexões para o fim de dia...!


no answer sheet...

"Why don’t more kids love (or even like) to read? This post by Alfie Kohn explains all the ways that school actually kills a desire to read in many kids, and how that can be remedied.  Alfie Kohn (www.alfiekohn.org), who gave me permission to republish this piece, is the author of 13 books, the most recent titled “The Myth of the Spoiled Child: Challenging the Conventional Wisdom About Children and Parenting.”  This piece first appeared in the Fall 2010 issue of English Journal, but it remains as true today as it did then, perhaps even more so with the advent of the Common Core State Standards. The reference in the first sentence is to this journal.

By Alfie Kohn

Autonomy-supportive teachers seek a student’s initiative   … whereas controlling teachers seek a student’s compliance.
– J. Reeve, E. Bolt, & Y. Cai
Not that you asked, but my favorite Spanish proverb, attributed to the poet Juan Ramón Jiménez, can be translated as follows:  “If they give you lined paper, write the other way.”  In keeping with this general sentiment, I’d like to begin my contribution to an issue of this journal whose theme is “Motivating Students” by suggesting that it is impossible to motivate students.

In fact, it’s not really possible to motivate anyone, except perhaps yourself.  If you have enough power, sure, you can make people, including students, do things.  That’s what rewards (e.g., grades) and punishments (e.g., grades) are for.  But you can’t make them do those things well — “You can command writing, but you can’t command good writing,” as Donald Murray once remarked — and you can’t make them want to do those things.  The more you rely on coercion and extrinsic inducements, as a matter of fact, the less interest students are likely to have in whatever they were induced to do.

What a teacher can do – all a teacher can do – is work with students to create a classroom culture, a climate, a curriculum that will nourish and sustain the fundamental inclinations that everyone starts out with:  to make sense of oneself and the world, to become increasingly competent at tasks that are regarded as consequential, to connect with (and express oneself to) other people.  Motivation – at least intrinsic motivation — is something to be supported, or if necessary revived.  It’s not something we can instill in students by acting on them in a certain way.  You can tap their motivation, in other words, but you can’t “motivate them.”  And if you think this distinction is merely semantic, then I’m afraid we disagree.

On the other hand, what teachers clearly have the ability to do with respect to students’ motivation is kill it.[1]  That’s not just a theoretical possibility; it’s taking place right this minute in too many classrooms to count.  So, still mindful of the imperative to “write the other way,” I’d like to be more specific about how a perversely inclined teacher might effectively destroy students’ interest in reading and writing.  I’ll offer six suggestions without taking a breath, and then linger on the seventh."


pode ler o resto da entrada... aqui.