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terça-feira, 30 de outubro de 2018

[educação] um tema para reflexão...?




No mundo atual e fruto da era digital em que nos encontramos, a mudança vai acontecendo a uma velocidade absurda ao mesmo tempo que vai exigindo uma maior adaptação às necessidades e ao comportamento da própria sociedade.

Isso não é diferente no âmbito educativo, onde a tecnologia tem vindo a promover uma grande transformação digital e a influenciar a formulação de entendimentos e de processos de aprendizagem, algo visível pela quantidade cada vez maior de cursos e formações online e fóruns de discussões que trouxeram à aprendizagem autónoma uma nova dimensão.

Diante deste cenário, as mudanças nas formas de ensino também se tornam necessárias para acompanhar toda esta evolução e atender às novas exigências do mercado educativo. Em Portugal, um dos pontapés de saída foi dado em 2008 com o Plano Tecnológico da Educação (PTE) que pretendia transformar as salas de aula na utilização da tecnologia e marcar um novo momento de informatização da escola em Portugal ao ser um meio para melhorar os resultados escolares e modernizar os processos de ensino-aprendizagem.

O projeto e o investimento associado permitiram colocar Portugal em lugares cimeiros no uso da tecnologia na área da educação em 2010, como mostrava o relatório PISA (Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes), mas o último “Retrato de Portugal 2018”, apresentado em Bruxelas no início deste mês, revela que Portugal tem de investir na educação, área em que permanece estatisticamente na cauda da União Europeia (UE).

tek educação

Embora se tenham visto nos últimos anos significativas evoluções na sociedade da informação, o professor Pedro Xavier Mendonça disse ao SAPO TEK que, apesar de tudo ser mais tecnológico agora “incluindo a escola, nem que seja por via do facto de cada aluno possuir um smartphone”, não tem havido uma atualização suficiente dessas tecnologias ao longo dos últimos tempos.
“As tecnologias digitais em particular exigem uma atualização permanente, o que transforma o sistema educativo digitalizado num grande consumidor de inovações ou novas versões digitais. Algo dispendioso”, afirma o investigador que considera que, neste momento, a tecnologia e a Escola “são mais concorrentes (em busca da atenção e interesse dos alunos, por exemplo) do que entidades em colaboração”
O desfasamento entre as competências necessárias e as adquiridas pelos alunos, em parte resultante da falta de investimento significativo a nível dos equipamentos tecnológicos e infraestruturas, é um grande desafio para as escolas de hoje e que podem levar a que esta perca o seu sentido, alerta em declarações ao SAPO TEK Jorge Pedreira, Secretário de Estado Adjunto da Educação entre 2005 e 2009.
“É necessário perceber que estamos perante novas gerações que têm uma relação completamente diferente com a informação, com o conhecimento e com as respetivas formas de legitimação. E que estamos perante um mundo em que a informação e o conhecimento se produzem e circulam de novas formas. A escola e o sistema educativo não podem fazer de conta que nada aconteceu”, defende.


Fernanda Ledesma, presidente da direção da Associação Nacional de Professores de Informática também defende que a escola se deve ajustar às mudanças da sociedade nas suas várias dimensões, um “percurso que nunca está concluído e que, no caso das tecnologias, é uma correria contínua”, aponta.

A educação tecnológica é muito mais do que ensinar tecnologia às crianças e jovens, mas antes deve passar também por seduzir os jovens para a utilização da Tecnologia de modo simples e aplicado à realidade, utilizando ferramentas que lhes permitam dar largas à sua criatividade e imaginação.

Pedro Xavier Mendonça afirma que é preciso colocar a tecnologia no seu lugar: como conteúdo e eventualmente instrumento útil em alguns casos e não como “pozinho mágico”. Até porque, não é “lançando tecnologia para cima das pessoas que se vai, magicamente, conseguir melhorar as aprendizagens”, defende o investigador que também aponta para a necessidade de distinguir entre o “aprender a usar a tecnologia de modo a preparar os jovens para um mundo tecnológico” e “usar tecnologia para aprender todas as matérias porque assim se aprende melhor”.

De que forma pode, então, a escola portuguesa adequar-se aos desafios da evolução tecnológica?

Um pouco por todo o globo, a instituição escola tem feito ajustes e tem-se procurado munir de ferramentas para se adaptar a um público que já não se deixa cativar por prolongadas exposições orais e apontamentos em um quadro.

E, apesar de ainda existir alguma resistência ao uso de novas formas de ensino, entre elas as que usam novas tecnologias, Pedro Xavier Mendonça aponta que o grande problema é “saber como ultrapassar um ensino transmissivo-enciclopédico, pouco ativo e assimétrico”. Aqui, a tecnologia pode, eventualmente, ajudar nesse processo, “mas ela deve ser apenas um suporte, não o centro da questão”, remata.

Para ir ao encontro destes objetivos, o atual Ministério da Educação defende a aposta em um conjunto diversificado de medidas e projetos educativos, dos quais se destacam a “introdução da componente curricular de Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino Básico, abrangendo áreas como a Programação e Robótica,  mas também a Literacia de Informação” e a “continuidade de múltiplos projetos de Programação e Robótica no 1.º ciclo, abrangendo mais de 400 escolas do país”, revelou uma fonte daquele ministério ao SAPO TEK.

A adequação da escola portuguesa aos desafios da evolução tecnológica passa também por um investimento em equipamentos e infraestruturas, a ser desenhado no âmbito do programa InCode2030, aponta a mesma fonte, dando como exemplo a oferta a todos os alunos do 1.º e do 2.º ciclo de licenças digitais associadas aos manuais escolares para poderem explorar conteúdos para além do livro, uma medida contemplada na última proposta de Orçamento de Estado para 2019 e que revela um crescimento na Educação de 4%.

tek educação

“A despesa total consolidada no programa orçamental Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar ascende, em 2019, 6.421,3 milhões de euros, o que compara com o montante de 6.173,1 milhões de euros de 2018, representando um crescimento de 4% face ao orçamento de 2018, justificado sobretudo pelo aumento das despesas com pessoal, que crescem 4,5% e das outras despesas correntes de funcionamento, em 4,4%” podia ler-se no relatório divulgado no dia em que o OE2019 foi entregue no parlamento.

Sobre os professores, o relatório refere "um reforço da capacitação dos profissionais da educação" e que "será dado especial enfoque à formação contínua, prevendo-se que, no ano letivo 2018/2019, 35 mil docentes e agentes educativos frequentem ações de formação".

Já em relação à requalificação de escolas a cargo da Parque Escolar, o relatório do OE2019 adianta que a previsão de investimentos a concretizar em 2019 pela empresa criada para requalificar e manter os estabelecimentos escolares é de 61,9 milhões de euros, afetos a aquisição de bens de capital.

A construção, muitas vezes em parceria com as Autarquias e Comunidades Intermunicipais e com o apoio de parceiros locais, de espaços inovadores de aprendizagem (conhecidas como Salas de Aula do Futuro) são também uma aposta estratégica do Governo, bem como o investimento nos planos de literacia digital promovidos pela Rede de Bibliotecas Escolares.

No entanto e a par destes conjuntos de evoluções em que a mobilidade e a possibilidade de aprender em interfaces diferentes e com percursos escolhidos será uma tendência e um suplemento, não se pode deixar de lado o factor humano, considerado fundamental por Pedro Xavier Mendonça.

“A tecnologia é boa na criação de automatismos, mas não na criação de relações sociais. Aprender deve passar também pela interação humana, de modo a valorizar competências afetivas e até de cidadania”, conclui.



casa dos bits, via mensagem do sapo tek...

domingo, 3 de abril de 2016

ah, os cadernos diários [sondagem]...

Sondagem da Semana | Concorda com a avaliação dos cadernos diários?



Desconheço se é norma padrão, mas em conversas com colegas reparei que opinião não é uniforme. Digam de vossa justiça.😉
[socialpoll id="2347786"]

via com regras...

nota - como é da praxe, já dei o meu contributo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

coisas da educação... reflexões para o fim de dia...!





De fato, a reprovação é hoje muito questionada. Afinal, fazer os estudantes repetirem o ano inteiro para ver os mesmos conteúdos outra vez é uma solução ultrapassada, cômoda, cara e ineficiente. Países com alta qualidade de ensino encontraram alternativas que funcionam melhor e de forma preventiva, como, por exemplo, aulas de reforço ao longo do ano. Na Finlândia, os professores são orientados a dedicar mais tempo aos alunos que têm mais dificuldades. Resultado: a taxa de reprovação é de 2% e o índice de conclusão da educação básica é de 99,7%. Em Hong Kong, quando um professor tem mais de 3% dos alunos com baixo desempenho, uma comissão vai avaliar o trabalho do docente.

Já o Brasil é um dos países que mais reprovam. No ensino médio o índice chega a 13,1%. São quase 3 bilhões de dólares/ano gastos além do necessário, só nos anos finais da escolaridade. O pior é que, como mostram as pesquisas qualitativas e quantitativas, há grande relação entre repetência e evasão.

Não é à toa que o estudo recém-divulgado pelo Todos pela Educação mostra que apenas 54% dos jovens brasileiros conseguem concluir o ensino médio até os 19 anos. Dos jovens entre 15 e 17 anos, um a cada cinco ainda está no ensino fundamental, acumulando reprovações. E 15,7% abandonaram o estudo, certamente depois de experiências de fracasso escolar.

Da constatação de que reprovar não resolve nossos problemas, a tomar a decisão de implementar um sistema de progressão continuada, sem as devidas melhorias na rede de ensino, o salto é arriscado demais. E o que é grave: muitos estados e municípios confundem esse conceito com o de “aprovação automática”. Na aprovação automática, se o aluno aprendeu, vai para a série seguinte; se não aprendeu, vai também. Consequência: o caos. Já a progressão continuada é um conceito diferente, constitui um alargamento dos ciclos escolares. 

Trocando em miúdos: as escolas estruturam os períodos de aprendizagem em etapas de um ano, ou 200 dias letivos. Ora, certas competências podem levar mais tempo para se desenvolver, e poderíamos organizar essa “trilha de aprendizagem” em períodos diferentes. Percebe-se que a divisão das etapas de desenvolvimento em 12 meses é arbitrária e poderíamos usar outras medidas, como 24 ou 36 meses, por exemplo, dependendo do planejamento.

Na escola da sociedade industrial, entendida como fábrica, os “produtos” com defeito são mandados de volta para o início da linha de produção ou descartados. Já a progressão continuada parte do princípio de que a escola não produz pessoas “em série” e o trabalho deve ser personalizado. Baseia-se no princípio de que todos os alunos são capazes de aprender, mas têm ritmos diferentes. Assim, é injusto interromper os percursos em dezembro e exigir que alguns recomecem do zero, como se não tivesse havido nenhuma evolução. Quando bem aplicada, essa lógica ajuda a criança a manter-se na escola e não desistir.

Se, em si, a progressão continuada pode ser uma alternativa, por que os indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) continuam baixos mesmo nas redes que a adotaram?

Primeiro, porque há descontinuidade entre os professores das diversas séries. Alguns reclamam que o aluno “chegou sem base”, o que indica a falta de um trabalho integrado. Os registros das lacunas de aprendizagem dos estudantes inexistem ou são falhos. Faltam processos de avaliação continuada para conhecer os problemas e definir novas estratégias didáticas. 

Além disso, as famílias não compreendem como isso funciona. Alguns pais procuram a escola e reclamam que a criança passou “sem saber nada”. Os professores não têm suficiente preparação para as novas práticas e, com frequência, não concordam com o modo como o sistema é implantado – até porque, não raro, são constrangidos a aprovar os estudantes compulsoriamente.

Ainda assim, a progressão continuada poderia funcionar melhor. Para começar, os professores precisam acreditar no modelo; para tanto, deveriam ser convidados a participar de sua construção e das mudanças que implica. É decisivo envolver as famílias, sobretudo no caso do ensino fundamental, capacitando-as para participar da vida escolar e reforçar o trabalho em casa. Os alunos devem ser acompanhados com registros cuidadosos, a partir de avaliações permanentes, que detectem lacunas e necessidades de correção. Há que desenhar um plano de reforço específico para alunos com mais dificuldades.

Sem isso, o problema vira uma bola de neve. O aluno vai sendo jogado para a etapa seguinte sem saber a matéria e depois a escola não sabe muito bem o que fazer com ele, porque formou um analfabeto funcional.

A fragilidade do modelo aparece no Ideb, que cruza números de aprovação com desempenho. Não adianta ter todos os estudantes nos anos finais da escola, se eles não conseguem responder às questões das provas. É isso o que vem acontecendo nas últimas medições: alta aprovação, mas baixo rendimento.
*Foto: AJ Photo/BSIP

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

afinal para que servem os legos...?


lego-math-teaching-children-alycia-zimmerman-1
"Ok, brincadeiras a parte, na verdade a história fala de uma professora que resolveu adotar o brinquedo para auxiliar seus alunos na hora da matemática.
Alucia Zimmerman aproveitou que LEGO era o brinquedo preferido dos seus alunos do terceiro ano e resolveu utilizá-lo nas explicações sobre frações e outros conceitos matemáticos."


via feedly...

para ler o resto do artigo siga a ligação do título...

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

educação e tecnologias... reflexões para o fim de dia...!



By dianeravitch 
October 29, 2015 // 


"Teacher and teacher trainer David Greene tells a true story about a teacher in an unnamed district. 

Read it and see what you think. 

“Derrick’s Story” 

The other night I had dinner with a couple I’ve known for a long time. Let’s just say that one of these people is not named “Derrick,” but that’s the name I will use. It will be easy to understand why as I tell this story. The facts are correct, but I will not identify him nor identify the school so that I don’t put Derrick in a bad spot. 

Derrick is a retired high school teacher who was recently hired as a substitute in an upper-middle class suburban high school whose population is 80 percent white with less than ten percent of students considered to be economically disadvantaged. Approximately 70 percent of students take AP courses. Almost all meet ELA and math proficiency standards. 

It is a town similar to several NYC suburban towns. The estimated median household income was about $90,000, which is $30,000 higher than the New York state median. More than half of the town’s population has at least a bachelor’s degree, while more than a quarter has a graduate or professional degree. 

In short, this is not your average high school in your average suburban town. 

Derrick started by saying he has been learning a great deal of new technology while on this job. Great, I thought, but then he went on. 

His story soon morphed into a version of “The Walking Dead” or a parallel of the story of Clarisse McClellan, an unorthodox teacher, in the film and stage version of “Fahrenheit 451” — fired for not believing in Ray Bradbury’s fictional, high tech, book-burning, future society she lives in. 

Derrick began to describe how he had to learn the Smart Board, specific tablet apps, Infinite Campus, and Pearson-created, computer-directed curricula for his courses. He was forced to implement a rigid, computer-directed classroom where all students worked in groups, listened to a Kahn Academy-like lecture, followed computer-programmed procedures outlined on the Smart Board, and did assignments on their tablets. Lesson plans were only to be followed, not created, and rigidly broke the period down into timed sections. 

Derrick was told not to use the Socratic Method or any kind of class participation where he did anything more than monitor student progress on their work. He became a glorified babysitter. A cog in a machine. An automaton. 

A technician, rather than a teacher. 

Coincidentally, the next morning I read a New York Times piece related to this issue. Entitled, Lecture Me. Really., it told the tale of a college American history prof who inspected her new classroom and was pleased to see all the new technology there, but was surprised that there was no lectern for her to place her notes. She managed to get one after weeks of telephoning and emailing. 

Although she defended lecturing in her piece, of which I am not a fan, the tale is still important to this discussion. 

The point is that even if this room was used for a student-centered Socratic classroom, the emphasis was solely on the non-human technology. We need to combine active learning (which can easily be done via low or high tech tools) and the kinds of teaching tools that allow students to “keep students’ minds in energetic and simultaneous action and… a rare skill in our smartphone-app-addled culture: the art of attention, the crucial first step in the “critical thinking” that educational theorists prize. 

To quote the author, Molly Worthen, “Technology can be a saboteur. Studies suggest that taking notes by hand helps students master material better than typing notes on a laptop, probably because most find it impossible to take verbatim notes with pen and paper. Verbatim transcription is never the goal: Students should synthesize as they listen.” 

Derrick’s story, on its own, is scary indeed, but we also know that this is happening all across the country where school districts, even relatively wealthy ones such as his, are buying into the high tech trend regardless of what it does to the quality of teaching and learning. 

All districts want to upgrade their technology, so when giants like Pearson, Apple, or Microsoft tell them they will install everything and provide all students with tablets, many jump at the chance to sell their souls to the devil. The devil corporations or foundations give districts the hardware and software, but they are locked in to using their curricula and lesson plans. 

The result? Instead of technology creating great teaching tools for teachers, teachers become the tools of technology!"

terça-feira, 13 de outubro de 2015

informações [educação]... era digital [seminário]... no boletim da ua...!

Seminário sobre pedagogia e aprendizagem na era digital
Notícia
Num mundo em que a tecnologia está em todo o lado, já não restam dúvidas que está também nas salas de aula (físicas e virtuais) e na forma como transmitimos e recebemos conhecimento. É para discutir os novos modelos pedagógicos e a forma como respondemos às mudanças de paradigma influenciados pela inovação tecnológica que o Centro Local de Aprendizagem (CLA) da Universidade Aberta (UAb) em Porto de Mós organiza o seminário “Ensinar e Aprender com Tecnologias na Era Digital”.
Link
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via mensagem da ua...

sexta-feira, 22 de maio de 2015

o destaque do dia... (d)os dislates eduqueses...!

na verdade esta notícia já não me surpreende, pois na minha vida de professor e em várias andanças por diferentes escolas encontrei [vi e li] exemplos paradigmáticos do puro pedagogismo eduquês, que pretendia levar os problemas à realidade dos alunos...

este é um exemplo inventado, mas similar a [pelo menos um que li] perguntas em testes de matemática, não por acaso (?):

"o joão roubou três (3) telemóveis na vizinhança da sua escola.
como conseguia aceder aos dados de cada um deles, formatou-os de raiz.
escolheu para ele o mais avançado e foi vender os outros dois (2) na escola, aos colegas.
os três telemóveis 'valiam' trezentos (300) euro e aquele que escolheu para si valia cento e cinquenta (150) euro.
quanto é que o joão 'ganhou' com a venda dos dois (2) telemóveis?"


é esto o espírito da coisa educativa...?


no público...

quarta-feira, 20 de maio de 2015

domingo, 10 de maio de 2015

o mais ou o menos na educação, questões de equilíbrio (?)... reflexões para o fim de dia...!


no observador...



"Aos dois anos e meio, o João já sabe dizer os nomes dos elementos da Tabela Periódica. Já sabe que o Mg corresponde ao Magnésio e que o S corresponde ao Enxofre. A Matilde conta apenas três anos de vida e já sabe ler. Os dois não se conhecem, mas têm algo em comum: adquiriram uma competência mais cedo do que era suposto.

Os pais rejubilam com os feitos dos meninos. Descobrem pequenos génios que já debitam matéria de grandes. Mas será este conhecimento precoce desejável? Pode ser mau saber demais? A experiência do pediatra Mário Cordeiro responde de imediato.”As etapas de aprendizagem têm de ser respeitadas. A descodificação dos símbolos e a aquisição do conhecimento vai-se fazendo a pouco e pouco, por vezes mais numas áreas do que noutras, mas não deve ser ‘metida a martelo'”.


"Ligamos muito ao facto de uma criança saber ler ou contar, mas não nos inquieta se sabe que o verde é para passar e o encarnado para parar" 
Mário Cordeiro, pediatra 


Atirar informação não significa ser sábio, sentencia o membro da Sociedade Portuguesa de Pediatria e da British Association for Community Child Health. “Uma coisa é informação, outra é conhecimento, e outra – a mais importante e funcional – é a sabedoria. Esta só se adquire com a experiência e com o tempo“. Até lá, “podemos ensinar tudo porque fica tudo registado”.

Qual é a fronteira entre saber muito e ser sobredotado?
 
“Uma criança sobredotada é excelente em tudo”. Mito. Uma criança sobredotada tem um desenvolvimento muito acima do normal numa determinada área relativamente à idade que tem. Ou seja, um dos traços que caracteriza estas crianças é o desequilíbrio no desenvolvimento. Um exemplo: são crianças que são capazes de ler e escrever muito cedo mas, do ponto de vista emocional, estão pouco desenvolvidas. Esta é a explicação de Rosa Gouveia, pediatra e membro da Sociedade de Pediatria do Neurodesenvolvimento


“Se dissermos ao nosso filho de 2 anos que esta árvore tem musgo deste lado porque é virada a norte e não apanha sol e o musgo não gosta de sol, isso ficará gravado e, quem sabe, anos mais tarde, poderá ser útil”, explica Mário Cordeiro. 


Aos 2/3 anos, a construção dos afetos é muito importante. Deem lugar à paixão, brincar com o bebé, franzir a testa, abrir os olhos e abrir a boca. Devemos dar tempo a esta partilha, dar oportunidade à brincadeira de casa e da escola. 
João Gomes Pedro, pediatra        



convém dar uma vista de olhos pelo artigo... aqui.

sábado, 9 de maio de 2015

como é que os professores podem ser mais criativos...?


no education week...


"What makes great teachers? A number of factors, but some are harder to pinpoint than others.

A new study from Michigan State University attempts to define one aspect of great teaching by focusing on how some educators use creativity to inform instruction.

"[T]he importance of creativity and the need to develop critical and creative thinkers in the 21st century cannot be denied, and with that comes a requisite need for research on successful creative teaching practices," write authors and professors of educational psychology Danah Henriksen and Punya Mishra.

The study offers another practical purpose, too: "There is a strong body of thinking in educational research that essentially equates effective teaching with creative teaching."

While the term "creativity" carries a certain vagueness to it, the study—using educator interviews and historical research definitions—defines creative teaching as an approach emphasizing novelty (especially from the student perspective), task appropriateness, and usefulness. As one educator told the researchers, "It's got to be effective for learning, otherwise it's just entertainment." The educators interviewed also emphasized creativity as a mindset, rather than a one-time approach to a lesson.

Creative Practices

The research uses sampling from 90-minute interviews with eight recent National Teacher of the Year finalists. Among the responses that the teachers gave in their discussions:
  • Creativity is learned, not innate. "You have to be able to move from the concrete to the abstract, and back again, to synthesize."
  • Teachers can draw on their own interests to introduce creativity into the classroom: "What I do is basically, I just go through life and always—I'm always on the lookout for, 'How can I apply that to teaching?'"
  • It's not the teacher that necessarily needs to be creative. Instead, teachers can "let loose the reins" and allow students to be thoughtful: "As a 32-year-old, my brain has been taught to think a specific way with different things. Their eight- or 10-year-old brains are a lot more open."
  • Take risks, but plan through them; risk-taking shouldn't be haphazard. And "forgive yourself when things don't go as you might have hoped."
  • Lessons should carry real-world value. One science teacher, for example, described creating a town hall environment in his classroom, where some students represented different interests in the energy community, and other students acted as the politicians trying to put together an energy plan.
  • Use cross-curricular approaches. One math teacher draws on business and psychology to help students understand the math behind sale pricing. "The students get really engaged in advertising and how advertisers try to target them as young adults.""

[o resto] aqui.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

informações [educação]... artes, letras e fórum, educação e saúde, música e oficinas... no boletim do cirep...!

Informações Gerais

Fórum Pedagógico na Faculdade de Artes e Letras

A Faculdade de Artes e Letras, da Universidade da Beira Interior vai levar a cabo, no dia 26 de fevereiro de 2015, no Anfiteatro da Parada (Polo I), uma iniciativa intitulada “Fórum Pedagógico”.

Este evento, que junta docentes e estudantes, está centrado no tema Ensino Universitário: teoria e prática e destina-se, especialmente, a abrir um espaço de reflexão/debate sobre diversas questões pedagógicas e outras relativas aos vários cursos e áreas desta Faculdade.


Jornadas Regionais de Promoção e Educação para a Saúde
A Direção-Geral da Educação vai realizar um conjunto de Jornadas Regionais de Promoção e Educação para a Saúde.

As Jornadas destinam-se a coordenadores de educação para a saúde, diretores, outros docentes, psicólogos e profissionais dos serviços locais de saúde.

As jornadas vão decorrer de 3 de março a 13 de maio de 2015.



TEMPUS FUGIT – A ARTE DA FUGA_ Oficinas de Música
O Centro Cultural de Belém organiza oficinas de música, para crianças com mais de 7 anos, no Espaço Fábrica das Artes.

O que e a Arte da Fuga? Uma história de aventuras? Sim, e isso mesmo!

Uma aventura, uma escultura no tempo; mas como?! Johann Sebastian Bach, compositor do tempo em que se usavam perucas grandes e encaracoladas, adorava desafios.

As oficinas decorrem a :
• 10, 11, 12, 13, 17, 18, 19 e 20 de Março de 2015 – 10h
• 15 de Março de 2015 – 15h30


nota: estas informações são uma transcrição directa do boletim, logo respeitam o ao... infelizmente...!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

coisas da educação [pedagogia]... ensino diferenciado [prós e contras]... não funciona...!





"Let's review the educational cure-alls of past decades: back to basics, the open classroom, whole language, constructivism, and E.D. Hirsch's excruciatingly detailed accounts of what every 1st or 3rd grader should know, to name a few. It seems America's teachers and students are guinea pigs in the perennial quest for universal excellence. Sadly, though, the elusive panacea that will solve all of education's woes has remained, well, elusive.

But wait! The solution has arrived, and it's been around long enough to prove its worth. What is this magical elixir? Differentiation!

Starting with the gifted-education community in the late 1960s, differentiation didn't get its mojo going until regular educators jumped onto the bandwagon in the 1980s. By my count, the Association for Supervision and Curriculum Development (now known simply as ASCD) has released more than 600 publications on differentiation, and countless publishers have followed suit with manuals and software that will turn every classroom into a differentiated one.

There's only one problem: Differentiation is a failure, a farce, and the ultimate educational joke played on countless educators and students.

"By having dismantled many of the provisions we used to offer kids on the edges of learning, ... we have sacrificed the learning of virtually every student."

In theory, differentiation sounds great, as it takes several important factors of student learning into account:

• It seeks to determine what students already know and what they still need to learn.

• It allows students to demonstrate what they know through multiple methods.

• It encourages students and teachers to add depth and complexity to the learning/teaching process.

Sounds wonderful, doesn't it? The problem is this: Although fine in theory, differentiation in practice is harder to implement in a heterogeneous classroom than it is to juggle with one arm tied behind your back.

Case in point: In a winter 2011 Education Next article, the Thomas B. Fordham Institute's Michael Petrilli wrote about a University of Virginia study of differentiated instruction: "Teachers were provided with extensive professional development and ongoing coaching. Three years later the researchers wanted to know if the program had an impact on student learning. But they were stumped. 'We couldn't answer the question ... because no one was actually differentiating,' " the researcher, Holly Hertberg-Davis, told Petrilli.

And, Ms. Hertberg-Davis herself wrote in a 2009 article in Gifted Child Quarterly: "It does not seem that we are yet at a place where differentiation within the regular classroom is a particularly effective method of challenging our most able learners."

Too, Mike Schmoker, in a 2010 Commentary for Education Week titled "When Pedagogic Fads Trump Priorities," relates that his experiences of observing educators trying to differentiate caused him to draw this conclusion: "In every case, differentiated instruction seemed to complicate teachers' work, requiring them to procure and assemble multiple sets of materials, … and it dumbed down instruction."

As additional evidence of the ineffectiveness of differentiation, in a 2008 report by the Fordham Institute, 83 percent of teachers nationwide stated that differentiation was "somewhat" or "very" difficult to implement.

It seems that, when it comes to differentiation, teachers are either not doing it at all, or beating themselves up for not doing it as well as they're supposed to be doing it. Either way, the verdict is clear: Differentiation is a promise unfulfilled, a boondoggle of massive proportions.

The biggest reason differentiation doesn't work, and never will, is the way students are deployed in most of our nation's classrooms. Toss together several students who struggle to learn, along with a smattering of gifted kids, while adding a few English-language learners and a bunch of academically average students and expect a single teacher to differentiate for each of them. That is a recipe for academic disaster if ever I saw one. Such an admixture of students with varying abilities in one classroom causes even the most experienced and conscientious teachers to flinch, as they know the task of reaching each child is an impossible one.

It seems to me that the only educators who assert that differentiation is doable are those who have never tried to implement it themselves: university professors, curriculum coordinators, and school principals. It's the in-the-trenches educators who know the stark reality: Differentiation is a cheap way out for school districts to pay lip service to those who demand that each child be educated to his or her fullest potential.

Do we expect an oncologist to be able to treat glaucoma? Do we expect a criminal prosecutor to be able to decipher patent law? Do we expect a concert pianist to be able to play the clarinet equally well? No, no, no. However, when the education of our nation's young people is at stake, we toss together into one classroom every possible learning strength and disability and expect a single teacher to be able to work academic miracles with every kid … as long as said teacher is willing to differentiate, of course.

The sad truth is this: By having dismantled many of the provisions we used to offer to kids on the edges of learning (classes for gifted kids, classes for kids who struggle to learn, and classes for those whose behaviors are disruptive to the learning process of others), we have sacrificed the learning of virtually every student. In the same Fordham Institute report cited earlier, 71 percent of teachers reported that they would like to see our nation rely more heavily on homogeneous grouping of advanced students, while a resounding 77 percent of teachers said that, when advanced students are paired with lower-achieving students for group assignments, it's the smart kids who do the bulk of the work.

A second reason that differentiation has been a failure is that we're not exactly sure what it is we are differentiating: Is it the curriculum or the instructional methods used to deliver it? Or both? The terms "differentiated instruction" and "differentiated curriculum" are used interchangeably, yet they are not synonyms. Teachers want and need clear guidance on what it is they are supposed to do to reach differentiated Nirvana, yet the messages they receive from the "experts" are far from consistent. No wonder confusion reigns and teachers feel defeated in trying to implement the grand goals of differentiation.
Differentiation might have a chance to work if we are willing, as a nation, to return to the days when students of similar abilities were placed in classes with other students whose learning needs paralleled their own. Until that time, differentiation will continue to be what it has become: a losing proposition for both students and teachers, and yet one more panacea that did not pan out."
 
 
no education week...