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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

[educação] leituras...

The Connection Between Poverty, Race and College Preparation in Five Charts
Thursday, November 8, 2018 
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More than 14 percent of the nation’s high school students attend schools where at least three quarters live in poverty. Most of these 1.8 million pupils are students of color. These low-income students and students of color are much less likely than their white and more affluent peers to attend and complete college. A new analysis illustrates one of the reasons why: These high schools with concentrated poverty are less likely to offer the coursework students need if they are to attend and succeed in four-year colleges. The analysis is presented in a Government Accountability Office (GAO) report released last month at the request of U.S. Rep. Bobby Scott, ranking member on the House Education Committee.
Below are five charts from the report that shed light on the connection between poverty, race, and college attendance. “High-poverty” schools have free or reduced-price meal rates of at least 75 percent. “Low-poverty” schools have rates under 25 percent. 
  1. Students of color are more likely to attend high-poverty high schools.
2. High-poverty schools are less likely to offer calculus and physics.
3. High-poverty schools are less likely to offer Advanced Placement courses and access to dual enrollment in high school and college classes. High- and low-poverty schools are equally likely to offer International Baccalaureate classes, but relatively few of either provide access to this option. 
4. Most four-year colleges’ admissions requirements call for students to take three math credits and three science credits in high school.
5. Most four-year colleges require students to take a math sequence that includes, at the very least, algebra I, geometry, and algebra II. Most require a science sequence that includes, at the very least, biology, chemistry, and physics. A smaller percentage of high-poverty schools offer the math and science sequences required by most four-year colleges.
What Can Be Done to Bridge the College-Prep Gap?
The between-school differences in access to college-preparatory classes present a very real barrier facing low-income communities and communities of color. It will be necessary to address these inequalities if our society is to close opportunity gaps. But we think it important to highlight three points:
  1. Access to college-prep classes must be connected to corresponding access to the supports and resources necessary for students and their teachers to be successful.
  2. In schools throughout the U.S., tracking (or “ability grouping”) systems deny low-income students and students of color access to college-prep courses even when those classes are indeed offered in their schools.
  3. The GAO report analyzes what it calls “high-poverty schools”—those where at least three quarters of the students live in poverty. This is itself the core problem. Any serious effort to close opportunity gaps must begin by addressing this concentrated poverty, as well as the associated racial segregation.
In the meantime, educational leaders might look to some of the schools recognized by NEPC’s Schools of Opportunity program, where high-poverty high schools do offer their students a rigorous and equitable college-prep curriculum. For example:
  • At Rainier Beach High School in Seattle (where the poverty rate is 75%), all 11thand 12thgrade students take at least one International Baccalaureate course.
  • At Seaside High School in California (where the poverty rate is 74%), all students take core courses that prepare them for admittance to the University of California



via boletim do nepc...

quinta-feira, 11 de junho de 2015

a escola [ainda] no séc. xix...?


"Para Viviane Senna, sistema educacional atual prepara alunos para mundo 'que não existe mais'.

A psicóloga Viviane Senna poderia ser conhecida apenas por ser a irmã do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna, morto em maio de 1994. O trabalho que vem realizando há duas décadas à frente do instituto que leva o nome do irmão, porém, fez com que também se tornasse uma das figuras mais proeminentes no debate sobre educação no Brasil.

O Instituto Ayrton Senna (IAS) foi idealizado pelo piloto, mas só saiu do papel após sua morte, em novembro de 1994, quando sua família cedeu à entidade os direitos sobre a imagem de Senna. Desde então, vem atuando em projetos para melhorar a eficiência de instituições de ensino em todo o país, organizando desde programas de reforço escolar e capacitação de professores até sistemas de gestão de recursos.

Seus projetos atendem a cerca de 2 milhões de crianças a cada ano, sendo em parte financiados pelo licenciamento de produtos da grife Senna - que vão de capas de smartphone a macarrões instantâneos, relógios e artigos de papelaria.

No mês passado, o instituto abriu uma nova seara de atuação com a inauguração do chamado "Edulab21", um laboratório de inovação dedicado a produção e disseminação de pesquisas científicas que possam contribuir para a formulação de políticas públicas para a educação.

Entre seus integrantes e colaboradores estão o economista Ricardo Paes de Barros, um dos arquitetos do programa Bolsa Família (agora no IAS), o economista Daniel Santos, da USP, e os psicólogos Filip de Fruyt, da Universidade de Ghent, Oliver John, da Universidade da Califórnia, e Ricardo Primi, da Universidade de São Francisco.

"A ideia é gerar e disseminar conhecimentos que possam ajudar a levar o século 21 para dentro da escola", explica Viviane. Em uma cerimônia para promover a iniciativa, a psicóloga explicou para a BBC Brasil por que acredita que o sistema educacional parou no século 19 e o que é preciso fazer para resolver esse problema.




Marisa Caduro/Folhapress A criança não pode apenas decorar conceitos ou receber informações do professor. Precisa desenvolver um pensamento crítico e um raciocínio lógico aguçado, desenvolver sua capacidade de inovar, ser criativa e flexível e de resolver problemas Viviane Senna





Confira:

BBC Brasil - Por que a senhora diz que a escola está ficando para trás?
Viviane Senna - Se pudéssemos transportar um cirurgião do século 19 para um hospital de hoje, ele não teria ideia do que fazer. O mesmo vale para um operador da bolsa ou até para um piloto de avião do século passado. Não saberiam que botão apertar. Mas se o indivíduo transportado fosse um professor, encontraria na sala de aula deste século a mesma lousa, os mesmos alunos enfileirados. Saberia exatamente o que fazer. A escola parece impermeável às décadas de revolução científica e tecnológica que provocaram grandes mudanças em nosso dia a dia. Ficou parada no tempo, preparando os alunos para um mundo que não existe mais.

BBC Brasil - O que há de tão errado com a educação hoje?
Viviane Senna - Um dos problemas é que o professor não tem a menor chance de ser a "fonte do conhecimento", com o conhecimento se multiplicando de forma exponencial, em questão de segundos. Até o século passado, uma descoberta revolucionária demorava décadas para acontecer. Hoje, temos uma grande inovação a cada cinco anos. Só neste ano a previsão é de que sejam produzidos mais conhecimentos e informações do que nos últimos 5 mil anos. Na prática, isso significa que se um aluno começa um curso técnico de quatro anos, por exemplo, quando chega ao terceiro ano, metade do que aprendeu no primeiro já está defasado."


se estiver interessado pode ler o resto da entrevista... aqui.