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segunda-feira, 14 de março de 2016

informações [educação]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 36 — 14/03/2016


Informações Gerais

 
Inovação – O Futuro é Hoje!
Ambientes Educativos Inovadores
 
Com o lema “Inovação – O Futuro é Hoje!”, a Direção-Geral da Educação (DGE) volta a marcar presença nas exposições Futurália e Qualifica, que decorrerão respetivamente entre 16 e 19 de março de 2016 na FIL e entre 14 e 17 de abril de 2016 na EXPONOR, sendo cofinanciada pelo Programa Operacional de Capital Humano. Estes Salões de Oferta Educativa, Formação e Empregabilidade destinam-se a estudantes e à comunidade educativa.
 
Recriando um “Ambiente Educativo Inovador”, a DGE promove uma mostra de boas práticas das escolas onde estão a ser implementados estes ambientes, com o objetivo de estimular a diversificação das metodologias de ensino e de promoção do sucesso educativo.
 
Pretende-se uma forte interação e concreta participação/ação dos visitantes nas atividades propostas, permitindo identificar e esclarecer os fatores críticos de sucesso subjacentes ao conceito de ambientes educativos inovadores.
 
Para mais informações e inscrições dos Agrupamentos/Escolas consulte o site da DGE.
 
Treino de astronautas
 
O ESERO Portugal (European Space Education Resource Office) organiza regularmente formações gratuitas para professores sobre temas ligados ao espaço e que poderão ser integrados nos programas curriculares dos vários ciclos.
 
Neste curso de formação irão ser debatidos os impactos da exploração espacial tripulada. Ir-se-ão abordar as condições especiais existentes na Estação Espacial Internacional, e a importância do trabalho dos astronautas. Irão ser demonstrados alguns dos efeitos de viver no espaço, no corpo humano, através de uma série de exercícios desenvolvidos para a Missão X, pela Faculdade de Motricidade Humana.
 
O curso irá ter lugar no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, no dia 2 de abril. Destina-se a professores de todos os níveis de ensino, em particular ao grupo de docência 620, e serão fornecidos materiais de apoio. As inscrições deverão ser feitas até dia 17 de março.
 
 
No âmbito da Semana Internacional do Cérebro 2016, irá ter lugar, nos dias 19 e 20 de março, a ação intitulada “Música no Cérebro”, organizada por investigadores e professores da Universidade da Beira Interior (UBI).
 
Esta ação consiste em várias palestras para o público geral, que pretendem elucidar sobre o papel da música no funcionamento do cérebro, assim como outras atividades lúdicas, que pretendem estimular a capacidade criativa de crianças a partir dos 4 anos. Haverá também uma sessão dedicada à música para pais e bebés.
 
Estas atividades são apoiadas pela Faculdade de Ciências da Saúde da UBI, Centro de Investigação em Ciências da Saúde e Sociedade Portuguesa de Neurociências, e decorrerão durante o fim-de-semana, no Edifício da Banda da Covilhã, junto ao Jardim Público.

a começar o dia... sensatamente...?

Eduardo Marçal Grilo defende escolas mais preocupadas em ensinar bem. E um “acordo” nacional, para que não esteja sempre tudo a mudar na Educação.


no público em linha...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

que o dinheiro não compra a felicidade já sabíamos, mas...

"Valerie Straus reports that Bill Gates continues to pour millions of dollars into organizations that might persuade people to like the Common Core. Usually when a product or service gets good word of mouth, it takes off. Unfortunately for Gates, who has invested hundreds of millions of dollars in establishing national standards, a national curriculum, and national testing, the public is not buying.

This past year, Gates expended another $42 million trying to buy friends for his standards. You might be surprised by some of the recipients.

Here are a few:

Editorial Projects in Education, which sponsors Education Week: $100,000

National Writing Project: $1.6 million

National Congress of Parents and Teachers: $1 million

The Boston Foundation: $150,000

There are many more. Someone should tell Bill, “Money can’t buy you love.”"


via feedly...

terça-feira, 6 de outubro de 2015

continuando o dia... em modo de perplexidade excruciante...!




Professores contratados sem subsídio e sem salário em setembro


Docentes colocados depois de 1 de setembro receberam subsídio de desemprego, foi-lhes pedido que o devolvessem. Escolas também não têm ordem para pagar salários nesses dias.

por Ana Bela Ferreira


Professores foram colocados depois de 1 de setembro
Professores foram colocados depois de 1 de setembro 
Fotografia © Pedro Correia/Global Imagens


"Docentes colocados depois de 1 de setembro receberam subsídio de desemprego, foi-lhes pedido que o devolvessem. Escolas também não têm ordem para pagar salários nesses dias.
Os professores que foram contratados durante o mês de setembro arriscam-se a ficar sem salário e sem subsídio de desemprego. Isto porque, o Ministério da Educação determina que os docentes contratados em horários pedidos até 21 de setembro tenham efeitos retroativos a 1 de setembro, mas apenas no que respeita à contagem do tempo de serviço. Já em relação aos salários indicou às escolas que só deveriam pagar a partir do dia da aceitação do horário. Ora o entendimento da Segurança Social é de que estes professores não podem receber subsídio de desemprego por dias em que já tinham um contrato de trabalho.
Conclusão: é pedido aos docentes que devolvam o subsídio, mas as escolas também não lhe pagam esse tempo. O que deixa os contratados sem qualquer rendimento nesse período. É o caso de Henriqueta Val do Rio que foi colocada a 24 de setembro, num horário pedido antes do dia 21 (último dia do arranque do ano letivo). "A Segurança Social já me disse, tanto no balcão como na linha de atendimento, que a devolução do subsídio me ia ser pedida, o que deve acontecer até dia 10, se não houver entretanto uma ordem diferente. Sendo que a minha escola requisitou verbas para pagar desde o início de setembro, mas pode não ter autorização para o fazer e vou ficar sem qualquer rendimento durante 24 dias."
E as indicações dadas pela Segurança Social também não deixam Henriqueta satisfeita. "Disseram-me para devolver o subsídio e só depois de constatar-mos que o salário não nos foi pago é que podemos reclamar. Só sabemos isso lá para dia 23 de outubro". No ano passado, os professores foram aconselhados a fazer o mesmo e "muitos só viram o caso resolvido no fim do ano letivo", aponta a docente de Português."

no dn em linha...

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN.

terça-feira, 9 de junho de 2015

ah, o eleitoralismo em estado (im)puro...?

legislativas 2015

Líder do PS recusa críticas de despesismo e diz que aprendeu com "erros" do passado. Próximo 1 de dezembro vai ser comemorado como dia feriado, promete.


no observador...


"O secretário-geral do PS, António Costa, admite acabar com os exames nacionais para os alunos mais novos. Embora o programa eleitoral não seja claro sobre isto, esta segunda-feira no Fórum da TSF Costa declarou que “não é uma boa solução a antecipação de exames para idades tão precoces” e que “as retenções têm um custo enorme”.

“Tal como um raio x não cura um doente também um exame não faz a aprendizagem dos alunos”, disse.

Os exames nacionais no fim de cada ciclo escolar (4º, 6º e 9º anos) foram introduzidos por este Governo em 2012. No projeto de programa eleitoral, o PS defendeu que se deve “melhorar a avaliação externa [exames nacionais] das aprendizagens, designadamente a realizada através de provas nacionais no fim de cada ciclo, aprofundando a sua articulação com a avaliação interna [testes]”.

Respondendo a perguntas dos ouvintes, o líder do PS admitiu ainda que não vai cometer “erros” do passado. “O PS aprendeu com os erros da coligação do PSD-CDS e com os seus próprios erros. As condições de hoje são completamente diferentes das de há dez anos”, explicou, admitindo que o seu programa eleitoral “não assenta nas políticas tradicionais do PS”, como o investimento público." 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

coisas da educação... reflexões para o fim de dia...!

"Levar o Latim às escolas

CATCHING ON: Jennifer Hilder from Glasgow University with pupils from
Sacred Heart Primary School in Bridgeton, Glasgow. Picture: Martin Shields
Imagem encontrada aqui
Diversos países começam a reconhecer um problema que percebem ser muito grave: as dificuldades de escrita dos alunos.

Este é um sinal bem evidente de que a escolaridade elementar ou básica não está a cumprir uma das suas funções mais importantes e estruturantes - a alfabetização -, com inevitáveis consequências na escolaridade secundária e superior.

Muitos têm considerado que a principal causa desta situação é o abandono do estudo do Latim, a matemática da língua. De facto, a partir de finais da década de sessenta do século XX, as disciplinas de Latim e de Grego foram associadas a uma educação elitista, tradicional, antiga, a uma educação contemplativa que apenas servia para maçar os aprendizes. Era preciso renovar o currículo com disciplinas que preparassem para a vida, que permitissem compreender o mundo circundante e que correspondessem às necessidades e interesses das comunidades.

Essa mudança feita com muito entusiasmo e pouco conhecimento pedagógico - o que, tendo em conta, a época se percebe perfeitamente - desencadeou diversos erros e um deles é certamente o abandono das línguas ditas mortas.

Para remediar a situação, alguns sistemas educativos estão a reintroduzi-las no currículo escolar e diversas entidades autónomas arregaçam as mangas e fazem o que podem.
 
Um exemplo: Professores e estudantes de pós-graduação da Universidade de Glasgow criaram um programa de ensino do Latim que levam a cada vez mais escolas de zonas carenciadas, primeiro primárias e agora também secundárias. Esse programa contempla mitologia e literatura da Antiguidade, história e consciência da língua, gramática e vocabulário... E, sim, parece que os miúdos a quem o programa se destina gostam e aprendem."

Maria Helena Damião e Isaltina Martins
 
 
aqui


"O problema da escolha curricular
 
Em comentário ao texto Levar o latim às escolas, o leitor Carlos Pires faz notar que não é apenas a área disciplinar da Cultura e Línguas Clássicas que corre o risco de ser afastada ou desvirtuada nos sistemas de ensino, a História e a Filosofia correm igual risco. Acrescento, todas as Artes. E, acrescento, também, as vertentes das Ciências para as quais não se vislumbre (um certo tipo de) funcionalidade.

Entendo que o problema da escolha curricular não está tanto numa preferência pelas Ciências em detrimento das Humanidades e das Artes, mas no "valor do conhecimento" que guia.

Efectivamente, a análise curricular deixa perceber a falta a referência ao seu "valor intrínseco". Saber por saber, porque o saber existe, é uma ideia ausente das directrizes e orientações para os vários patamares e vertentes de escolaridade. Sobressai o seu "valor instrumental" ou, melhor, uma vertente deste: a que remete para a resolução de situações familiares, do dia-a-dia, muitas delas ligadas ao mundo laboral (em detrimento da que remete para o desenvolvimento de capacidades de pensamento, traduzidas, naturalmente, em acção).

A relação entre estes dois tipos de valor não tem ser de ordem antinómica: o conhecimento a que se imputa "valor em si" não exclui o conhecimento a que se imputa "valor instrumental" e vice-versa. Porém, não é isso que tem acontecido. Como consequência de uma "batalha" sem sentido, em que muitos ficam a perder, o valor instrumental (sobretudo de carácter social e pessoal) tem sido imposto. Imposição que, verdade seja dita, tem tido um acolhimento muito confortável por parte da comunidade em geral e dos educadores em particular. Sinais dos tempos, sem dúvida.

Nesta linha, tem-se entendido que são as Ciências que melhor cumprem tal desígnio e daí a sua sobreposição relativamente às Humanidades e às Artes, mas, aprofundando, vemos que elas têm sido depuradas em função desse tipo de valor. Mais: se dermos a mesma atenção às duas outras áreas vemos que a sua legitimação passa igualmente pela função social e pessoal que possam ter. Parafraseando Manuel Rocha, as Humanidades e as Artes servem para tudo menos para aprender Humanidades e Artes.

Esta nota a propósito da reintrodução do Latim em diversos sistemas de ensino. Estou de acordo com isso, claro; neste blogue há muito que manifesto preocupação pelo seu afastamento do currículo. Mas a razão que vejo invocada é sobretudo a da "serventia": o Latim ajuda a escrever melhor e a estruturar o pensamento e isso permite aos países e às escolas obterem melhor posição nas avaliações externas e internas. É uma razão muito redutora e, confesso que não me agrada que apareça sozinha.

Mas não são apenas os responsáveis por políticas e medidas educativas que despertam para os milagres que esta língua possa fazer, os pedagogos, os psicólogos e os neurocientistas acompanha-nos e passam a reconhecer-lhe facetas terapêuticas e de desenvolvimento da inteligência (um artigo interessante sobre esta tendência pode ser lido aqui). Ainda que somando esta razão àquela, continuo a considerar que falta reconhecer uma vertente valorativa fundamental ao conhecimento clássico.

E a todo o outro conhecimento, bem entendido...
"
 
Maria Helena Damião
 
 
aqui

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

coisas da educação (?)... 'um novo rumo para a escola'...!


no dn 'online'...

"Assim sendo, do que se trata hoje é de procurar, com os olhos postos nesta dinâmica, reconciliar essas duas dimensões. Até porque a transmissão dos saberes, se deixou de dominar a escola, continuou contudo a revelar-se decisiva na formação dos indivíduos. Talvez de uma forma mais invisível, como afirmou Marcel Gauchet, mas ela continua insubstituível em qualquer tipo de autoconstrução individual, porque o ser humano só consegue olhar para o futuro assumindo-se como um ser de cultura e de história.

Por isso, contra as tentações de retorno a qualquer forma de transmissão autoritária, o que é preciso é perceber em que é que consiste a atividade de aprender e construir com ela uma nova aliança. Para o conseguir, impõe-se assumir que aprender não é brincar, mas uma atividade em descontinuidade com a experiência natural da criança ou do jovem - e, portanto, difícil. Aprender a ler, a escrever ou a contar, bem como aprender matemática, física ou geografia, é sempre um esforço para entrar em mundos já constituídos, que num primeiro momento só podem parecer estranhos, abstratos, artificiais, etc..

Mas o essencial do aprender consiste justamente na progressiva dissipação desta dificuldade pela apropriação de significados que não se conheciam e que, pela sua anterioridade e objetividade, nunca o indivíduo poderia conseguir só por si. (O exemplo da própria língua ajuda a perceber isto: ela é anterior e exterior a cada indivíduo, que tem de se apropriar dela como de uma herança para poder constituir-se como sujeito consciente, responsável e autónomo.)

Assim compreendida a nova aliança entre a aprendizagem e a transmissão, ela pode dar um novo rumo à escola. A transmissão deixa de ser uma inculcação para se tornar uma iniciação, que se revela vital para libertar e estimular a faculdade de aprender, viabilizando o acesso do aluno aos múltiplos universos dos saberes.

Deixo para o fim um ponto crucial: o que faz da escola uma instituição singular é que ela tem a mudança no seu interior, isto é, nos alunos. E para eles as novas tecnologias são o seu mundo natural, em que - e esta é talvez a maior mudança - eles têm uma cada vez maior iniciativa.

Isto conduz a uma escola mais efervescente, mas também mais caótica, dada a multiplicidade das referências e a inexistência de critérios fiáveis de ordenação e de verificação das informações e dos conhecimentos: é isto que torna o papel do professor diferente, mas vital.

E mais vital do que nunca, não só porque ele agora tem de saber responder a questões imprevistas mas também de pôr ordem no caos de uma autodaxia generalizada, revitalizando a escola como instituição central de confiança nas sociedades contemporâneas. Não tenhamos dúvida, a era digital vai aumentar de um modo sem precedentes a exigência escolar, o que é preciso é estar à altura desse desafio."
 

aqui.

coisas da educação... 'mais que implodir, organizar'...!


no público...

coisas da educação... 'o problema do ensino universal'


para ler o artigo completo... aqui.

coisas da educação... 'educação e oportunidade'


para ler o artigo completo... aqui.