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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

da educação e das distorção de números e campanhas de intoxição jornalística....

12 set 2018 / 10:01

Relatório da OCDE parte de dados falsos e põe a circular mentiras

FENPROF exige a correção dos dados, bem como informação sobre quem os forneceu para que se construísse uma mentira destas
A forma como, publicamente, foi abordado o relatório da OCDE e como foram divulgados os dados relativos à situação dos professores em Portugal é de uma falta de rigor impressionante, que só não surpreende porque, como se sabe, se os dados fossem devidamente abordados isso não seria notícia. 



Senão, repare-se: 
- Não foi notícia quando a OCDE divulgou em relatório que os professores portugueses foram os que mais rendimento perderam entre 2010 e 2015 – 30%! 
- Não foi notícia quando, há três meses, a OCDE confirmava uma quebra de salários dos docentes portugueses de 10% (a segunda maior da OCDE), tendo, porém, no mesmo período sido registado o maior aumento de desempenho científico dos seus alunos no conjunto dos 37 países – 7,6%! 
- Também não tinha sido notícia o que a OCDE referiu, em pleno período de intervenção da troika no nosso país: os professores portugueses são os que passam mais tempo na escola!

Porém, já foi notícia a mentira posta a circular pelo governo, em junho passado, de que os salários dos professores portugueses eram superiores aos dos seus colegas dos países da OCDE. Já em relação à constatação, incluída no recente relatório, de que os professores portugueses estão abaixo da média praticada naqueles países, esse facto não é destacado em nenhuma das notícias divulgadas e quando é referido surge como uma espécie de rodapé. 

Deste último relatório, têm sido destacados dois aspetos: 1) os professores portugueses ganham mais que os outros trabalhadores do país com a mesma qualificação; 2) os professores portugueses trabalham menos que os seus colegas dos países da OCDE. 

Duas mentiras!

Vejamos os salários: 
- Os salários dos professores portugueses não são os que o relatório refere 
. Se um docente em início de carreira ganhasse, anualmente, 28.349 euros teria um salário mensal de 2.024. É mentira, o seu salário mensal bruto é de 1.530 euros, auferindo, por ano, 21.420 euros. Uma diferença de 6.929 euros! 
. Se um docente com 15 anos de carreira ganhasse, anualmente, 36.663 euros teria um salário mensal de 2.618. É mentira, se o seu tempo de serviço fosse contado integralmente estaria no 4.º escalão e teria um salário mensal bruto de 1.982 euros. Mas como o governo insiste em não contar o tempo de serviço perdido pelos professores este docente está no 1.º escalão  e aufere um salário mensal bruto de 1.530 euros, logo, por ano, 21.420 euros. Uma diferença de 15.243 euros! 
. Se um docente no topo da carreira ganhasse, anualmente, 56.401 euros teria um salário mensal de 4.028. É mentira, o seu salário mensal bruto é de 3.364 euros, auferindo, por ano, 47.096 euros. Uma diferença de 9.305 euros!

Ou seja, para além de os valores considerados pela OCDE não serem os corretos, também não foram considerados todos os constrangimentos que afetam os professores, desde logo a perda de, no mínimo, 9 anos, 4 meses e 2 dias de serviço, o que faz com que nenhum docente esteja integrado no escalão por onde, alegadamente, as contas foram feitas. O único fator que a OCDE teve em conta para justificar os números que avança foi o envelhecimento da profissão docente. 

Em relação ao horário de trabalho também é falso o cálculo que foi divulgado. Os professores portugueses trabalhariam por ano, se o seu horário fosse apenas aquele que se encontra na lei (35 horas semanais), 1.190 horas e não 920 horas. Como as normas legais de organização do horário são desrespeitadas – problema que a FENPROF tem vindo a denunciar, exigindo a regularização –, na verdade, os professores em Portugal trabalham, anualmente, mais de 1.500 horas (mais de 46 horas semanais)! O que o relatório da OCDE parece fazer é comparar o incomparável: a componente letiva dos docentes portugueses com o horário completo dos professores dos outros países.

Assim, quer em relação aos salários, quer aos horários de trabalho, partindo de uma base que é errada, todas as conclusões são falsas e não servem para nada a não ser para, mais uma vez, manipular a opinião pública num momento em que os professores lutam em defesa da sua carreira e de melhores condições de trabalho.

Face a estes dados que foram postos a circular, a FENPROF vai solicitar ao diretor de Educação e Competências da OCDE,  Andreas Schleicher, dando disso conhecimento ao Secretário-Geral da Internacional de Educação, David Edwards, a correção dos dados que foram divulgados e também informação sobre quem forneceu os dados que permitiram divulgar estas mentiras.

O Secretariado Nacional

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

e para acabar bem o dia...



comentário:
reconhecendo que as taxas de retenção na escolaridade obrigatória são uma efabulação estatística, mesmo as do ensino secundário... talvez esta percentagem não seja, nem absurda nem peque por excesso, apesar de reconhecermos as malfeitorias por ele cometidas contra a classe e o sistema educativo.

e, agora, ele é o presidente do excelso conselho nacional de educação e começou o mandato logo a atoardar...

sexta-feira, 20 de abril de 2018

coisas de impostos... o melhor é precatarem-se, não vá vá o diabo tecê-las...!

Tudo sobre o IRS e o IMI num guia que não podes perder


Gtres
Gtres

Autor: Redação



O mês de abril chegou e trouxe com ele o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). A nota de cobrança do imposto já terá chegado, por esta altura, à casa de muitos portugueses. Mas o IMI não veio sozinho. Abril também é o mês do IRS. A corrida à entrega da declaração de rendimentos já começou, mas há detalhes – e novidades – que nunca são demais recordar.
A pensar nisso, decidimos preparar um especial que te pode ajudar a entender melhor estes dois aliados de abril. Primeiro o IMI, que é pago em abril, julho e novembro (nestes últimos dois meses apenas se exceder os 250 euros), e depois o IRS, que terá de ser entregue até 31 de maio.
IRS
IMI
via idealista...

domingo, 20 de março de 2016

a começar o dia... avisando...!

Deco acusa administração pública de complicar IRS para evitar reclamações


Deco acusa administração pública de complicar IRS para evitar reclamações



"A Deco classifica como difíceis e pouco intuitivos os procedimentos ao dispor do contribuinte para reclamar e corrigir despesas no IRS, acusando a administração pública de complicar os procedimentos para evitar reclamações.

"Parece que a administração pública não tem grande vontade que o contribuinte reclame", disse à Lusa Ernesto Pinto, jurista da associação de defesa do consumidor Deco, referindo-se tanto à reclamação das despesas gerais que pode ser feita até ao final do mês através do Portal das Finanças, como as alterações feitas manualmente no anexo H do IRS quanto às outras despesas, como as de saúde, educação ou habitação.

Na nova página do Portal das Finanças, disponibilizada na terça-feira, com as despesas referentes a 2015 registadas pelo Fisco - incluindo as que o contribuinte não podia consultar, por não estarem ainda no e-fatura --, não é facilmente visível o local no qual o contribuinte pode fazer a reclamação dessas despesas gerais.

Numa resposta à Lusa, o Ministério das Finanças explicou os procedimentos para reclamar os valores das deduções à coleta que constam na nova página: "Entrar na área 'cidadãos' do portal da Autoridade Tributária, na área 'serviços' optar por 'entregar', na área 'Contencioso Administrativo' selecionar as despesas para dedução à coleta, preencher o formulário onde consta a hipótese das seis categorias de despesas, com o valor reclamado".

Ernesto Pinto critica a dificuldade deste procedimento, que diz não ser de fácil compreensão: "Só levar o contribuinte a clicar em algo com o nome 'Contencioso Administrativo' já dá um medo enorme", comenta o jurista, acrescentando não compreender por que razão o Fisco não colocou naquela página do portal um 'link' a dizer "se o contribuinte não concorda [dos valores de despesas inscritos] clique aqui".

Ernesto Pinto critica também os procedimentos para alterar as despesas de educação e formação, saúde, habitação e lares inscritas pelo Fisco no IRS e que são feitos manualmente no anexo H do IRS, quando entregar a declaração do imposto.

"Ao fazê-lo, seja em papel ou através da Internet, o Fisco vai ignorar os valores dessas categorias que estavam no e-fatura e na nova área de consulta", adverte o jurista, criticando que não seja dada ao contribuinte a possibilidade de declarar no anexo H apenas o excesso, ou seja os gastos não declarados ao Fisco por prestadores de serviços ou por quem estava registado em setores de atividade incorretos.

"A introdução manual das despesas é positiva, mas a medida peca por não cruzar os dados registados no Fisco [no e-fatura] com os inseridos manualmente pelo contribuinte no anexo H", afirmou, explicando que, na prática, o contribuinte que queira alterar valores de despesa vai ter sempre de ir ao e-fatura retirar os valores aí inscritos com os que não estavam registados e que tem fatura na sua posse.

"Se a Autoridade Tributária já tem na sua posse os dados do e-fatura, por que razão o contribuinte quando quer reclamar ou corrigir um valor tem de voltar a preencher tudo", questionou, considerando esta dificuldade "mais uma prova" da falta de vontade da Administração Pública em facilitar as reclamações e correções de despesas no IRS.

Segundo o jurista, mesmo que a correção seja, por exemplo, apenas relativa a uma fatura de saúde não registada ao Fisco, o contribuinte fica obrigado a inscrever no seu IRS os valores de todas as outras despesas que constam do e-fatura, como o total de despesas de educação ou habitação.

No dia 15 de março o Fisco disponibilizou uma nova página no Portal das Finanças na qual os contribuintes podem consultar despesas como recibos eletrónicos de renda, taxas moderadoras e propinas de universidade.

A informação da nova página deverá estar agregada, em valores brutos por cada área, e é disponibilizada para consulta, por contribuinte.

Os contribuintes têm até 31 de março para apresentarem reclamações prévias à Autoridade Tributária e Aduaneira.
Entre 01 e 30 de abril decorre a fase de entrega de IRS dos trabalhadores com rendimentos exclusivamente de trabalho por conta de outrem ou pensões e entre 01 e 31 de maio dos contribuintes com rendimentos de outras categorias, como os trabalhadores independentes, com rendimentos de rendas e outros (mesmo que acumulem com trabalho dependente e pensões)."

VP // MSF
Lusa/fim

segunda-feira, 7 de março de 2016

continuando o dia... supinamente agastado...!



no cm...


comentário:
esta só pode vir a figurar nos anais da nossa história como a anedota [para não dizer outra coisa] do século...

aliás, até nem eu sei se devo alguma coisa a alguém, sejam eles amigos ou instituições de qualquer índole.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

eloquências e desmistificações, precisam-se... um novo garganta [mais] profunda...?

Caso Banif é “chocante e tem de ser explicado”, diz Horta Osório

22 Dez, 2015 - 13:46


O mal está feito, considera o presidente do Lloyd’s Bank, mas os contribuintes merecem pelo menos que sejam apuradas responsabilidades.
 
Veja também:
 
 
via sapo...
 
 
"António Horta Osório, presidente do Lloyd’s Bank, está chocado com o caso Banif e diz que os contribuintes merecem uma explicação sobre o assunto.
À margem do Encontro Anual do Conselho da Diáspora, em Cascais, Horta Osório recordou que o dinheiro que os portugueses vão injectar no banco equivale a mil euros por família.
“O tema do Banif é um assunto chocante e tem de ser devidamente explicado. Sabia-se que o banco estava fragilizado há uns anos, recorreu à ajuda de uma linha europeia no valor de menos de mil milhões de euros entre capital e obrigações convertíveis”, explica. “Poucos anos depois chega-se à conclusão que os contribuintes têm de injectar mais cerca de o dobro desse montante, num total de cerca de três mil milhões de euros, o que significa mais de mil euros por cada família portuguesa.”
“Acho que este assunto é muito sério e tem de ser devidamente explicado", disse aos jornalistas.
O mal está feito, considera o banqueiro, mas os portugueses merecem pelo menos que se apurem responsabilidades. “Acho que deve ser feita uma auditoria independente que mostre aos contribuintes portugueses exactamente que negócios foram feitos que originaram esta situação no banco, que créditos foram concedidos que não foram pagos.”
“Dado que o mal está feito, os contribuintes merecem saber pelo menos com transparência e com rectidão exactamente o que aconteceu, que dinheiro foi utilizado e acho que isso deve ser feito o mais rapidamente possível”, afirma o presidente do Lloyd’s.


via rádio renascença em linha...
 

sábado, 1 de agosto de 2015

li, não acreditei no li e... transcrevo, [necessariamente] levando à conta de mais uma piada por dia...!

«nós pretendemos que quem venha a considerar-se responsável indemnize a empresa por essas perdas, nada mais do que isso»

palha da silva [pharol] dixit

transcrito [com realce meu] da edição impressa do cm... in 'processo avança contra granadeiro'


comentário:
é inaudito que um gestor de topo de uma empresa, à saída de uma assembleia de accionistas, diga uma barbaridade destas pois ou está atirar poeira para os nossos olhos, ou, pior ainda, sendo pouco proficiente e letrado no uso da 'sua' língua materna espere [de boa-fé?] que alguém se considere 'culpado' das loucuras político-financeiras da empresa bandeira [uma das...] do país e do regime...

e será com base neste tipo de discurso que vão apresentar queixa junto dos tribunais...?

sexta-feira, 24 de julho de 2015