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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

informações [educação]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 14 — 01/02/2016



Informações Gerais

 
Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância 2016
 
A Fundação Bissaya Barreto promove o concurso de Literatura para a Infância com o duplo objetivo de contribuir para a valorização e promoção da literatura de qualidade destinada à infância e para a valorização da dimensão estética do livro.
 
Para o prémio do ano de 2016, as candidaturas decorrem até ao dia 15 de fevereiro e podem concorrer ao Prémio obras que tenham sido publicadas nos dois anos imediatamente precedentes ao ano de edição do concurso, por entidades nacionais com atividade editorial e sede no território nacional, ou pelos próprios autores, portugueses ou residentes em Portugal. 
 
 
No dia 3 de fevereiro, pelas 15 horas, realiza-se no Colégio do Espírito Santo (Universidade de Évora) a conferência “Identificação das Causas do Abandono Escolar na Universidade de Évora”.
 
Nesta conferência serão apresentados os resultados de um estudo, conduzido ao longo do último ano por uma equipa multidisciplinar de investigadores e técnicos da Universidade de Évora e cuja abordagem incide principalmente na questão do abandono escolar, em especial nas instituições de ensino superior localizadas no interior do país e/ou de menor dimensão.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

legislação [educação]... sucesso e abandono escolar [dge]... via boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º169 - 04/11/2015

Publicado em Diário da República

Despacho n.º 12357/2015 - Diário da República n.º 215/2015, Série II de 2015-11-03
Ministério da Educação e Ciência - Gabinete do Ministro 
Cabe à Direção-Geral da Educação a coordenação das medidas de promoção do sucesso e redução do abandono escolar.
Despacho n.º 12436/2015 - Diário da República n.º 216/2015, Série II de 2015-11-04
Ministério da Educação e Ciência - Inspeção-Geral da Educação e Ciência 
Designação das chefes de equipa multidisciplinar da ATI NORTE.
Despacho n.º 12437/2015 - Diário da República n.º 216/2015, Série II de 2015-11-04
Ministério da Educação e Ciência - Inspeção-Geral da Educação e Ciência 
Cessação de funções do chefe de equipa da AT Norte.
Acordo n.º 13/2015 - Diário da República n.º 216/2015, Série II de 2015-11-04
Ministério da Educação e Ciência e Município de Campo Maior 
Alteração ao acordo de colaboração para a construção do Centro Escolar e Escola Básica 2,3 em Campo Maior.
Acordo n.º 14/2015 - Diário da República n.º 216/2015, Série II de 2015-11-04
Ministério da Educação e Ciência e Município de Ílhavo 
Alteração ao acordo de colaboração para a substituição de coberturas de fibrocimento na Escola Básica José Ferreira Pinto Basto - Ílhavo.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

legislação [educação]... sucesso educativo e abandono escolar [dge]... no dre...!

Diário da República n.º 215/2015, Série II de 2015-11-03
 

Data de Publicação:2015-11-03
Data de Disponibilização:2015-11-03
Número:215
Série:II


Despacho n.º 12357/2015 - Diário da República n.º 215/2015, Série II de 2015-11-0370890424
Ministério da Educação e Ciência - Gabinete do Ministro
 
Cabe à Direção-Geral da Educação a coordenação das medidas de promoção do sucesso e redução do abandono escolar
 
Louvor n.º 619/2015 - Diário da República n.º 215/2015, Série II de 2015-11-0370890425
Ministério da Educação e Ciência - Gabinete do Secretário de Estado do Ensino Superior
 
Louvor aos Prof. Doutor Ana Paula Calvão Moreira da Silva, João Alberto Mendes Leal e Susana Cristina Silvestre Fonseca e Athayde de Carvalhosa, pelo trabalho desenvolvido no âmbito da comissão organizadora do seminário «Sucesso Académico'15»

segunda-feira, 20 de abril de 2015

dos indicadores a que nos habituámos...!




Portugal: 4ª maior taxa de abandono escolar da UE


Em 2014, Portugal registou a maior taxa de abandono escolar precoce da União Europeia. Contudo, também nesse ano, o indicador teve a sua maior redução desde 2006, diz a Eurostat.


no observador... 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

dos comunicados encomiásticos [educação]... 'abandono escolar'... no portal do governo...!

2015-02-22 às 18:56

"TAXA DE ABANDONO PRECOCE DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO CONTINUA A DESCER


A Taxa de Abandono Precoce de Educação e Formação prosseguiu a sua melhoria caindo em 2014 para 17,4 por cento, menos 1,5 pontos percentuais relativamente a 2013 e menos 5,6 pontos percentuais quando comparando com o ano de 2011, segundo dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A Taxa de Abandono Precoce de Educação e Formação, anteriormente designada por Taxa de Abandono Escolar Precoce, corresponde à percentagem de indivíduos dos 18 anos aos 24 anos sem o ensino secundário completo, que não estão a frequentar nem ofertas da educação nem outras ofertas equivalentes de formação qualificantes. Este indicador é calculado através do inquérito ao emprego do INE.


ANO
TAXA
2011
23,0 %
2012
20,5 %
2013
18,9 %
2014
17,4 %

Fonte: Instituto Nacional de Estatística

A «Taxa de Abandono Precoce de Educação e Formação» é um dos indicadores utilizados na monitorização da «Estratégia Europa 2020», que aponta para uma meta de 10 por cento, a atingir no ano de 2020 a nível da EU e sendo essa, também, a meta que Portugal se propôs atingir. O Governo manifesta-se confiante de que poderá ser possível cumprir este objetivo, mesmo tendo em conta o atraso de Portugal quando esta meta foi traçada.

Importa referir que na análise deste indicador é fundamental não ter em conta apenas a evolução bruta da taxa, mas também a evolução da taxa em cada uma das faixas etárias consideradas (18, 19, 20, 21, 22, 23 e 24 anos). Segundo estimativas da Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), a taxa é hoje muito mais baixa ao nível dos indivíduos com 18 anos do que no grupo etário dos 24 anos, tendo para tal contribuído a aposta do Governo no incentivo à frequência dos cursos profissionais, à criação dos cursos vocacionais, ao nível do ensino secundário, e às medidas tomadas tanto para este nível de ensino, como para o ensino básico preparando um alargamento com sucesso da escolaridade obrigatória para 12 anos.

As escolas dispõem hoje de um conjunto de medidas e de autonomia para decidir quais as que devem utilizar para às primeiras dificuldades ajudarem os seus alunos a terem sucesso. Também dispõem hoje de mais horas para as poderem concretizar.

Por outro lado, as escolas dispõem de incentivos no sentido de encontrarem medidas que garantam a redução de alunos em abandono ou risco de abandono, o que este ano letivo permitiu atribuir a perto de 90 unidades orgânicas um total de 2670 horas de crédito horário. Estas escolas que tinham registado elevados níveis de abandono em 2012/13 conseguiram alcançar uma redução para menos de metade em 2013/14.

Estas horas de crédito extra devem ser usadas de forma a dar continuidade às medidas que determinaram, em atividades educativas que consolidem e aprofundem conhecimentos já adquiridos pelos alunos, na implementação de outras medidas de promoção do sucesso escolar e de combate ao abandono escolar, como o apoio a grupos de alunos – tanto no sentido de ultrapassar dificuldades de aprendizagem como de potenciar o desenvolvimento da mesma –, no reforço da carga curricular em disciplinas com menor sucesso, na coadjuvação, na concretização de ofertas complementares, no apoio a alunos ao primeiro sinal de dificuldades ou em outras atividades a definir tendo em conta as características da população escolar e do projeto educativo da escola.

A diversificação das ofertas formativas, designadamente a implementação e alargamento do ensino vocacional no ensino básico e secundário, poderá continuar a contribuir no futuro para a melhoria dos indicadores relacionados com o abandono precoce e o sucesso escolar. Em 2014/2015, o ensino vocacional, ainda em experiência piloto, já abrange 22660 alunos no ensino básico e 1910 no ensino secundário, com cerca de 5000 empresas envolvidas.

O Instituto Nacional de Estatística divulgou igualmente a taxa de escolaridade do nível de ensino superior da população residente com idade entre 30 e 34 anos. Também relativamente a este indicador Portugal está no bom caminho: em 2014 este indicador fixou-se nos 31,3 por cento, mais 1,3 pontos percentuais do que em 2013 e mais 4,6 pontos percentuais relativamente a 2011.

ANO
TAXA
2011
26,7 %
2012
27,8 %
2013
30,0 %
2014
31,3 %

Fonte: Instituto Nacional de Estatística

Também ao nível do ensino superior, o Ministério da Educação e Ciência diversificou as ofertas formativas, através da introdução dos novos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP). No atual ano letivo estão registados 94 cursos, sendo que alguns deles terão início apenas em 2015/2016. Os cursos já registados envolvem 1343 empresas e organismos que asseguram os estágios aos estudantes. Os dados recolhidos pela Direção Geral do Ensino Superior indicam uma média de 20 empresas por cada curso a garantir estágios aos alunos formados e um total de 3460 estágios já assegurados.

Tal como com os novos cursos do ensino vocacional no ensino secundário um dos principais objetivos destes novos cursos do ensino superior é atender às necessidades de formação expressas pelo mercado de trabalho nas regiões em que são ministrados, tendo uma forte ligação ao tecido empresarial local, em articulação com o ensino politécnico presente em cada região. Espera-se que os TeSP atraiam novos públicos para o ensino superior, não só jovens como adultos, e, em particular, os alunos oriundos do ensino profissional e do ensino vocacional.  A possibilidade de continuação dos estudos para licenciatura é uma hipótese sempre em aberto para estes estudantes. Os Institutos Superiores Politécnicos entregaram 478 pedidos de registo de novos cursos para o ano letivo de 2015-2016."

Os dados divulgados pelo INE podem ser consultados aqui:

·      taxa de abandono precoce de educação e formação:

·      taxa de escolaridade do nível de ensino superior da população residente com idade entre 30 e 34 anos:

domingo, 30 de novembro de 2014

coisas da educação [gestão pedagógica]... fala quem sabe ou quem manda...?


no observador...


"O Ministério da Educação e Ciência (MEC) reconheceu este ano três agrupamentos de escolas e uma escola secundária que se distinguiram pela redução dos níveis de abandono escolar. São elas: Escolas da Cidadela de Cascais, Escola Secundária de Amora, Escolas da Baixa-Chiado e Escolas nº 4 de Évora. Esta informação faz parte dos resultados da avaliação externa das escolas, divulgado este sábado.

O Observador falou com três destas escolas e procurou compreender o que permitiu alcançar taxas de redução do abandono escolar entre os 9 e os 11,9%. Diretores, técnicos sociais e presidentes de associações de dirigentes referem a criação de agrupamentos e mega-agrupamentos e o encaminhamento dos alunos em risco para cursos profissionais, vocacionais e outras vias alternativas como as principais razões.
 
Uma redução de quase 12% no agrupamento da Cidadela de Cascais

A redução mais significativa ocorreu no agrupamento de Escolas da Cidadela de Cascais, onde se passou de uma taxa de abandono de 17,7%, no ano letivo 2011/2012, para 5,8% em 2012/2013. Um decréscimo de quase 12%. José João Gonçalves, diretor do agrupamento, disse ao Observador que esta quebra se explica pela constituição, em 2012, de um agrupamento que passou a reunir seis escolas: uma Secundária que inclui 2º e 3º ciclo e mais cinco estabelecimentos de pré-escolar e primeiro ciclo.

Dado que o abandono escolar se sente sobretudo no 3º ciclo, os valores da redução deste indicador correspondem, essencialmente, ao da Escola Sede do agrupamento, a Secundária da Cidadela. Antes de 2012, os alunos chegavam a este estabelecimento de ensino apenas no 7º ano, o que, segundo José João Gonçalves, muitas vezes significava que outras escolas enviavam para a Secundária da Cidadela os alunos com mais dificuldades. “Com a constituição do agrupamento temos cá o 5º e 6º ano. Os alunos que este ano iniciaram o 7º ano são nossos. É diferente de termos alunos que aterram aqui. Conseguimos controlá-los melhor”, diz o diretor do agrupamento ao Observador.

Mas José João Gonçalves pensa que ainda antes da criação do agrupamento as medidas tomadas pela Secundária da Cidadela estavam a conseguir reduzir este problema. Desde 2010 que a escola atua juntamente com um conjunto de parceiros – o Centro de Saúde de Cascais, a Junta de Freguesia, a Câmara de Cascais e a Comissão de Proteção de Jovens e Menores – para sinalizar e identificar os alunos que se encontrem em risco de abandono escolar, ajudando-os de acordo com as suas necessidades socioeconómicas específicas. Até porque, explica o diretor, é nas classes mais desfavorecidas que se registam os maiores níveis de abandono.

A sinalização e identificação do problema ocorre da seguinte forma: quando os alunos faltam mais do que uma semana sem apresentarem justificação ou atestado médico, a escola contacta os encarregados de educação, pedindo que estes se desloquem ao estabelecimento de ensino. Se os encarregados de educação não justificam comprovadamente as faltas ou se os alunos reincidirem, a escola comunica o caso à Comissão de Proteção de Jovens e Menores. “Com essa entidade, os pais enfrentam uma maior responsabilização. Até porque muitos destes pais recebem Rendimento Social de Inserção (RSI)”, explica ao Observador José João Gonçalves.

Assim, se a escola perceber que o aluno tem dificuldades de pagar o passe para transporte ou a alimentação, há várias respostas que a direção pode dar. “Eu próprio posso mudar o escalão [da Ação Social Escolar] para o A para que ele possa comer. Quanto ao transporte – pedimos à Junta de Freguesia ou à Autarquia que lhe pague o passe”, explica José João Gonçalves.

Esta redução valeu ao agrupamento de escolas uma bonificação de 30 horas letivas, que podem ser aplicadas no reforço à ajuda dos estudantes, nomeadamente ao nível do aumento de horas de projetos como teatro e tutorias, para acompanhar os alunos em risco, diz José João Gonçalves. Desta forma, o diretor espera conseguir reduzir ainda mais a taxa de abandono. “Queremos reduzir abaixo dos 5% este ano. O ideal era o 0%”, diz.

“Via profissional e vocacional reduz abandono”

O diretor da Escola Secundária de Amora, Simão Cadete, pensa que a redução de quase 10% na taxa de abandono escolar (de 10,9% para 1%) se deve à preocupação em dar aos estudantes “ofertas formativas diversificadas” que permitam “segurar” os alunos. Simão Cadete está a referir-se aos cursos profissionais, aos cursos de educação e formação, aos cursos vocacionais – iniciados este ano – e aos ensino noturno. “Se formos perguntar o que a Secundária da Amora tem? Tem tudo”, diz o diretor, publicitando as vias alternativas disponíveis na escola.

Segundo Simão Cadete, as taxas de abandono foram reduzidas desde que aumentou “a aposta nos percursos alternativos“. O que na prática significa que os alunos que não têm sucesso no ensino regular “são encaminhados para essas alternativas”. Neste momento, este estabelecimento de ensino tem cinco turmas de 10º ano nos cursos científico-humanísticos e seis turmas no ensino profissional.

À semelhança do que acontece no agrupamento de Escolas da Cidadela de Cascais, também na Secundária de Amora existe um trabalho mais antigo no sentido de reduzir o risco de abandono escolar. Há cerca de cinco anos foi criado o Centro de Formação, Reflexão e Aquisição, destinado a alunos com dificuldades de aprendizagem. Este centro permite que os jovens sejam acompanhados em tutoria, encaminhados para o Gabinete de Reflexão sobre Atitudes e Comportamentos quando são expulsos por mau comportamento (fazendo, depois, uma reflexão do sucedido por escrito) ou para o Gabinete de Aquisição de Conhecimentos, onde aprende métodos e técnicas de trabalho. Além disso, a escola conta, desde há dez anos, com o apoio de uma psicóloga clínica, patrocinada pela Junta de Freguesia.
 
“Às vezes basta dizer aos pais que têm acesso remoto ao número de faltas dos filhos”

Na Escola Básica e Secundária Passos Manuel, Escola Sede do agrupamento de Escolas da Baixa-Chiado, há 704 alunos – num universo de 1100 estudantes – com escalão A e B na Ação Social Escolar. Ainda assim, Carla Soares, educadora social do Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), considera que o risco de abandono escolar não se limita às classes desfavorecidas, mas é “transversal”. No agrupamento de Escolas da Baixa-Chiado, a taxa de abandono diminuiu de 11,2 para 1,6%, sendo que o essencial dessa redução ocorreu na Escola Passos Manuel, um estabelecimento TEIP – Territórios Educativos de Intervenção Prioritária – onde existe um compromisso com o MEC para a redução do abandono escolar.

Além das dificuldades económicas das famílias, as técnicas do GAAF pensam que a situação geral de precariedade profissional – que implica, muitas vezes, longas horas de trabalho – dificulta o envolvimento dos pais na vida escolar e pode levar a situações de abandono que são transversais às classes sociais. Associado a este problema está a desmotivação dos alunos, explica Carla Soares. “Antes via-se que quem estudava e trabalhava tinha emprego. Agora os alunos têm pais desempregados e tanto os pais como os filhos começam a não acreditar que a escola possa facilitar a empregabilidade”, diz.

À semelhança do agrupamento de Escolas da Cidadela de Cascais e da Escola Secundária de Amora, também neste agrupamento do centro de Lisboa existe uma estratégia de articulação com os parceiros comunitários – como a Santa Casa, a Junta de Freguesia da Misericórdia, a Escola Segura da PSP e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens – e de encaminhamento de jovens em situação de absentismo para a via profissional e vocacional.

Em alguns casos, o abandono dos estudantes está muito relacionado com as dificuldades de os pais conciliarem a vida profissional e familiar. Por isso, existe uma plataforma online onde os encarregados de educação têm acesso online às faltas, ao comportamento, aos resultados dos testes e às atividades extra-curriculares dos filhos. “Às vezes basta divulgar aos pais que têm acesso ao controlo remoto”, diz Sofia Figueiredo, assistente social no GAAF.

Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, diz ao Observador que com o alargamento da escolaridade obrigatória ao 12º ano – um processo progressivo ao longo dos últimos três anos – é normal que as taxas de abandono escolar sejam quase residuais. “Até agora havia mais do que um dígito porque só agora a escolaridade é obrigatória até aos 18 anos”, diz.

Ainda assim, Manuel Pereira diz que nos últimos cinco anos – devido ao agravamento da situação económica – se tem sentido “uma pressão que inverteu o sentido”, havendo neste momento mais tentativas de abandono. Relativamente à solução de encaminhamento para os cursos profissionais e vocacionais, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares diz que “são uma boa solução”, mas acrescenta que “nem sempre é possível encontrar a área profissional que os alunos desejam – principalmente no interior do país”.

Para Adelino Calado, presidente da Associação dos Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, as vias profissionais e vocacionais conjugadas com o facto de o mercado de trabalho não absorver os jovens fazem com que estes “acabem por ficar na escola“. A criação de agrupamentos e de mega-agrupamentos é, na opinião deste dirigente, uma solução na medida em que torna possível acompanhar os alunos “desde muito cedo e até muito tarde”, o que acaba por “favorecer a manutenção dos alunos na escola”.


*O Observador tentou contactar o Conselho Diretivo do agrupamento de Escolas nº 4 de Évora, onde a taxa de abandono escolar registou uma diminuição de 15,9% para 4,2%, mas não obteve resposta."


aqui.

sábado, 8 de março de 2014

'naturalmente' (?) isto é um clássico...... há mais rapazes a abandonar a escola que raparigas... no sol...!

"Cada vez menos portugueses deixam a escola sem concluir o secundário, sendo que as raparigas continuam a destacar-se pela positiva: em 2013, a taxa de abandono precoce entre as mulheres foi de 14,5% contra 23,6% dos rapazes.

No ano passado, uma em cada sete raparigas entre os 18 e os 24 anos tinha abandonado os estudos sem ter terminado o ensino secundário ou sem frequentar um programa de educação ou formação alternativo, segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A taxa de abandono precoce é um problema que se sente mais entre os rapazes, já que quase um em cada quatro (23,6%) tinha desistido de estudar sem concluir o 12.º ano.

Em 2013, a taxa de abandono precoce de educação e formação nacional foi de 19,2%.

No entanto, a média nacional esconde realidades regionais preocupantes, como são os casos das ilhas: Nos Açores, 45% dos rapazes e 27,7% das raparigas tinham desistido de estudar sem concluir o secundário e na Madeira, eram 35,4% dos rapazes e 18,8% das raparigas.

Apesar dos números ainda elevados, o INE mostra uma evolução positiva ao longo das últimas décadas que colocam Portugal cada vez mais próximo da média europeia, com especial destaque para as mulheres.

A média europeia da taxa de abandono escolar é de 10,9% para as mulheres e de 14,4% entre os homens, segundo dados divulgados hoje pelo gabinete oficial de estatísticas da UE, o Eurostat.

Em apenas duas décadas, a taxa de abandono precoce em Portugal diminuiu 29,2 pontos percentuais. Em 1992, metade dos jovens com idades compreendidas entre os 18 e 24 anos não tinha completado o ensino secundário nem frequentava qualquer programa de educação ou formação alternativo. Já nessa altura, o abandono precoce da escola era mais significativo entre os rapazes (56,2% contra 44,2% das raparigas).


Vinte anos depois, em 2012, a taxa de abandono precoce dos rapazes entre os 18 e os 24 anos foi de 27.1% e entre as raparigas foi de 14,3%."