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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

as dicas etéreas da deco....

Estamos consigo todos os dias
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Feliz Ano Novo!

 
 
 
 
 
 

sábado, 19 de março de 2016

informações [educação]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 38 — 16/03/2016


Informações Gerais

 
Refugiados – Guia de Acolhimento – Educação Pré-Escolar, Ensino Básico, Ensino Secundário
 
No âmbito da Agenda Europeia para as Migrações, a Direção-Geral da Educação (DGE) divulgou o Guia de Acolhimento – Educação Pré-Escolar, Ensino Básico, Ensino Secundário, que  se constitui como uma ferramenta de apoio às escolas e aos docentes, tendo em vista o acolhimento e a inclusão de crianças e jovens refugiados no sistema educativo português.
 
Esta publicação  encontra-se disponível  no site da Direção-Geral da Educação, em http://www.dge.mec.pt/agenda-europeia-para-migracoes (2. Medidas de Acolhimento).
 
Em Forma com a Ciência - Exposição interativa
 
Sabe o que são atos reflexos? E para que serve o ADN? Explorar, questionar e interagir são os objetivos da exposição principal do Exploratório que lhe dá estas e outras respostas sobre o corpo humano! Ao longo de mais de 800 m2 vai descobrir, por exemplo, quais os alimentos que contêm mais ferro ou qual o volume de ar que existe nos seus pulmões! Curioso? 
 
Partindo de uma “praça central” onde se localiza o Cérebro, a exposição divide-se por sete alamedas com vários módulos que retratam os vários sistemas do corpo humano, as suas funções e morfologias. De seguida, verá o que poderá encontrar nesta exposição, mas fica desde já o desafio: parta à descoberta do corpo humano através de várias experiências participativas! Vai ver que no final vai ficar EM FORMA COM A CIÊNCIA!
 
 
Durante as férias da Páscoa, a Casa-Museu Anastácio Gonçalves organiza atividades especialmente dirigidas aos mais novos: desenho, pintura, escultura, projetos, maquetas, escrita criativa, são algumas das propostas.
 
“Paisagens esculpidas”, “Casa de Sonho”, “Medalhas 3D da China” e “Onde se escondem as histórias” são as atividades a levar a cabo nas semanas de 21 de março a 1de abril. As inscrições encontram-se abertas.
 
 

Boletim Informativo n.º 39 — 17/03/2016


Informações Gerais

 
Segurança no mundo digital
 
Com o objetivo de promover uma cultura de presença e navegação seguras no mundo digital, o Instituto Português do Desporto e Juventude, através do Centro Internet Segura, está a promover mais uma edição da iniciativa nacional designada "Naveg@s em Segurança?".
 
As escolas, associações juvenis e desportivas, autarquias, instituições e outras entidades têm a possibilidade de participar e solicitar, de forma totalmente gratuita, a realização de sessões de sensibilização (workshops) dirigidas a crianças e jovens, seniores e também a educadores e comunidade em geral.
 
Nestas sessões de trabalho serão abordados temas relacionados com a segurança no computador pessoal, navegação inteligente/crítica, comunicação online, lazer, redes sociais, vírus e malware.
 
A iniciativa decorre até 15 de junho e as inscrições podem ser feitas até dois dias antes do término da mesma.
 
Seleção Sub30: A nova geração de cientistas vai às escolas!
 
A partir de 2016, há uma nova equipa onde todos jogam alinhados para chegar ao objetivo final: driblar o desconhecimento, golear na ciência e conseguir a melhor marca na divulgação de ciência!
 
No novo projeto do Exploratório – Centro Ciência Viva de Coimbra, jovens investigadores que vestem a camisola pela ciência em Portugal integram a Seleção Sub30 e vão às escolas inspirar as jovens camadas de estudantes para uma carreira ligada à investigação científica.
 
Se pretende que a sua escola receba investigadores da seleção Sub30, não deixe de se inscrever.
 
 
A Associação EPIS – Empresários Pela Inclusão Social vai levar a cabo a 6.ª Conferência EPIS: "6-10 anos: transformar o futuro!", a ter lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, no próximo dia 13 de abril, pelas 09:00. 
 
Com a realização desta conferência, a Associação EPIS quer refletir com professores e educadores sobre o problema do insucesso escolar, partilhando os instrumentos que está a testar para o combater.
 
 
 

Boletim Informativo n.º 40 — 18/03/2016


Informações Gerais

 
Exposição nas montras do Ministério da Educação
 
As montras do edifício do Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, acolhem, durante o mês de março, uma exposição da responsabilidade do departamento de Educação da Embaixada de Espanha em Portugal.
 
Com o intuito de comemorar o IV Centenário da Morte de Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616), o Departamento de Educação da Embaixada de Espanha em Portugal põe à disposição das escolas portuguesas a exposição itinerante "El Quijote, da ilustração à arte", com um total de 87 imagens em que as aventuras são representadas em pinturas, traduções e cartazes publicitários que têm apoiado o livro mais universal do país vizinho.
 
Para solicitar este material as escolas deverão preencher e enviar um formulário de requerimento, assinado pelo diretor do estabelecimento de ensino.
 
Histórias contadas em poesias inventadas 2016
 
Pelo terceiro ano consecutivo, as Bibliotecas de Lisboa e a Estufa Fria de Lisboa vão comemorar o Dia Mundial da Poesia e o Dia Internacional das Florestas, a 21 de março, realizando uma série de atividades para escolas, para famílias e público em geral, na Estufa Fria, das 14H00 às 18H00.
 
A poesia e a natureza fundem-se num lugar mágico e único, onde as palavras e a beleza do espaço originam momentos de lazer, criatividade e prazer. E em cada canto daquele oásis com mais de 300 espécies, plantam-se rimas e contos e descobrem-se plantas.
 
 
Estão abertas as inscrições para o curso de formação de professores Compreender a Terra através do Espaço no Planetário Calouste Gulbenkian - Centro Ciência Viva, destinado a professores do 1.º ciclo do ensino básico e pré-escolar (códigos de grupo docência 110 e 100). Este curso é gratuito.
 
Com este curso pretende-se que os professores obtenham uma base sólida de conceitos e conhecimentos fundamentais sobre ciência, relativas às matérias curriculares dos programas escolares. Pretende-se ainda que sejam capazes de adaptar exemplos de diferentes graus de complexidade consoante a faixa etária dos seus alunos. A formação tem uma duração total de 25 horas com atribuição de 1 unidade de crédito (acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua - CCPFC/ACC-81470/15), na componente específica.
 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

um dos temas do costume... os portugueses e o mundo global...!



da edição impressa do público...


"Define o seu Culture Map como uma ferramenta para gestores internacionais e homens de negócios. Para que serve essa ferramenta?


O mundo vive um momento de globalização e pessoas têm de trabalhar com clientes, empregados ou fornecedores de diferentes países. E uma grande parte das empresas e dos gestores entra no mercado global do trabalho com um estereótipo simples sobre como é o país para onde vão. O problema desse estereótipo não é que seja incorrecto, mas é incompleto. Resume-se a única narrativa sobre como é uma certa cultura e leva-nos a conclusões baseadas nessa narrativa. Ora essas conclusões têm muitas armadilhas. O que eu pretendo com o Cultural Map é fornecer às pessoas uma grelha com oito escalas onde se pode olhar para as complexidades e, por vezes, para as contradições de uma certa cultura. Um exemplo: eu sou americana e vivo em França há 16 anos e se olhar para estes dois países noto que o estereótipo francês em relação aos americanos é que eles são explícitos e directos e o estereótipo americano dos franceses é que eles são muito implícitos e indirectos. E isso resulta do facto verdadeiro de que os americanos são mais explícitos do que os franceses. Os americanos, no entanto, têm a ideia da importância da clareza em todas as circunstâncias excepto quando têm de comunicar algo negativo (negative feedback). Neste caso em concreto, a cultura americana comparada com a cultura francesa é muito indirecta. Então, os americanos sempre que querem dizer algo negativo, embrulham-no num pacote positivo. Eu trabalhei com uma francesa que tem um patrão americano e este disse-lhe uma vez que o seu desempenho era inaceitável. Mas fê-lo de acordo com a cultura americana: ‘Isto está bem, apreciei aquilo, isto é o que precisas de fazer de forma diferente, isto é o que precisas de mudar’. E ela saiu da reunião a pensar que a sua avaliação era excelente, porque na cultura francesa comunica-se uma apreciação negativa de uma forma directa. Este é um exemplo de como um estereótipo pode levar a armadilhas. Com o Culture Map podemos situar essas diferenças e as áreas onde há similitudes, e ter uma preparação mais complexa para as situações."


pode continuar a ler a entrevista no público em linha... aqui.

sábado, 9 de agosto de 2014

a isto chama-se manipulação [descarada ?] da informação... num jornal [de economia ?]... para que efeito...?


no expresso economia...


eu que não sou muito dado a estas coisas... fui investigar... e deixo as respectivas capturas de écrã...




a lista dos primeiros quinze do 'ranking', alinhados pelo dívida per capita...



a lista dos países alinhados pelo peso da dívida em percentagem do pib...


via bloomberg, datado de 4 de fevereiro de 2014, consultado hoje... aqui.

terça-feira, 4 de março de 2014

pois [coisas da educação]... 'what business doesn't know about education'... no blogue bridging differences do education week...!

Robert Pondiscio of CitizenshipFirst writes to Deborah Meier again today.

"Dear Deborah,

In my last post I pointed out some of the ways in which education misunderstands business. One of the points I made was that schools, more than businesses, tend to demand compliance. As if on cue, the same day I wrote that a video appeared on YouTube of Chicago teachers sitting through an infantilizing call and response "professional development" exercise. It was a depressing, demeaning thing to see. I can't imagine sitting through it. I'd probably have walked out.

The misunderstandings go both ways. If education has an outdated view of business, the business world can be equally clueless about education. Business people tend to be frustrated by education's slow pace of change and inability to be nimble. Schools resist or fail to respond to financial incentives, and when we respond to external pressures like testing, we often do so poorly. Like most institutions, schools are inherently conservative. That's not a flaw of our education system; it's a feature of it.

Education, by nature, is not forward-looking. We share the best of what is known about the past, not just in history but in all subjects. Newton's famous remark about seeing further because we stand on the shoulders of giants applies here. We prepare children for their future by sharing and transmitting our accumulated knowledge and expect them to build upon it.

Businesses respond to performance incentives. Merit pay has a weak track record in education. New products and services are launched constantly to respond to changing tastes, markets, and technologies. A high failure rate is not only accepted, it's expected. When schools try to emulate the forward-looking nature of business, we tend to do so very badly. We fall into the thrall of fads and charlatans (21st Century Skills, anyone?), or spend a lot of money with little to show for it.

Strong companies tend to do few things, but do them very well. Regardless of what product or service a company provides, it is commonly accepted that a successful outcome is the creation of shareholder value and profit for investors. There's a single metric, and disciplined management ensures that all activities are focused on that goal. In schools, attempts to impose a single metric—test scores, for example—disregard and even thwart the broader public purpose of education. 


In theory, and increasingly as a matter of public policy, we might say we want our schools to be singularly focused on academic performance, but in reality they cannot be. We can't ignore the public purpose of schools in shaping habits, transmitting community values, developing character, and preparing children for citizenship. Whether we explicitly say so or measure it, we expect schools to reward not just academic performance, but positive behaviors such as caring, compassion, cooperation, and generosity in our children. If you question whether those are the proper role of education, ask how long you would allow your child to attend a school that was cavalier about these things, or where there were no consequences for their absence."
para ler o resto da entrada... siga a ligação abaixo...


segunda-feira, 3 de março de 2014

curiosidades dos 'rankings' das universidades... 'discipline par discipline, quelles sont les meilleures universités dans le monde ?...Il y a une vie après le bac !'... no orientation blog do le monde...!

Dans le détail :

  • en comptabilité et finance, Harvard l’emporte devant Oxford, la LSE, Cambridge et Stanford (Bocconi est 31ème) ;
  • en agriculture et forêts, UCL Davis l’emporte devant Wagennigen (Pays-Bas), Cornell, Wisconsin-Madison et Iowa State ;
  • en biologie Harvard l’emporte devant Cambridge, le MIT, Oxford et Stanford (ETH Zurich est 10ème) ;
  • dans le BTP, MIT est premier devant l’université de l’Illinois Urbana-Champaign, Tokyo et Cambridge ;
  • en chimie le MIT l’emporte devant Berkeley, Cambridge, Harvard et Stanford (ETH Zurich est 7ème) ;
  • en communication Wisconsin-Madison est première devant la LSE, Berkeley, Southern California et l’université du Texas at Austin (la Nanyang Technological University de Singapour est 6ème) ;
  • en droit, Harvard l’emporte devant Oxford, Cambridge, Yale et la NYU (Paris 1 Panthéon-Sorbonne est 27ème).
  • en économie Harvard l’emporte devant le MIT, la LSE, Stanford et Berkeley (Paris 1 est 44ème, l’université Toulouse 1 Capitole dans les 100 premiers) ;
  • en électricité et électronique, c’est le MIT qui reste leader devant Stanford, Berkeley, Cambridge et l’ETH Zurich ;
  • dans l’environnement Berkeley premier, Harvard deuxième précèdent ETH Zurich et Cambridge ex aequo devant Stanford (Wagennigen au Pays-Bas est 8ème) ;
  • en géographie, Oxford précède trois autres universités britanniques (LSE, Cambridge et
    Durham) et Berkeley (la National University de Singapour est 9ème) ;
  • en histoire, Cambridge et Oxford précèdent Harvard, Yale et Princeton (Paris 1 Panthéon-Sorbonne est 13ème) ;
  • en informatique, le MIT l’emporte devant Stanford, Carnegie Mellon, Cambridge et Harvard (la National University de Singapour est 9ème) ;
  • dans les langues c’est le MIT qui l’emporte précédant UCLA, Edinburgh, Oxford et Stanford ;
  • en lettres c’est Oxford qui mène le bal devant sa grande rivale de Cambridge, Harvard, Yale et Berkeley ;
  • en lettres modernes, même top 3 qu’en lettres (Oxford, Cambridge, Harvard) puis suivent Berkeley et Stanford et Yale ex aequo ;
  • en mathématiques victoire d’Harvard devant le MIT, Oxford, Berkeley et Cambridge ex aequo (l’École polytechnique est 21ème, l’ENS Paris 45ème);
  • en mécanique et aéronautique victoire du MIT qui précède Stanford, Cambridge, Berkeley et Michigan (la National University de Singapour est 6ème ex aequo avec l’Imperial College) ;
  • en médecine Harvard l’emporte devant Oxford, Cambridge, Stanford et UCLA ;
  • en pharmacie Harvard l’emporte devant quatre universités britanniques: Oxford, le King’s College London, University College London et Manchester ;
  • en philosophie, NYU l’emporte devant Oxford, Pittsburgh, Rutgers et Cambridge ;
  • en physique et astronomie, le MIT précède Harvard, Cambridge, Stanford et Berkeley ;
  • en psychologie Harvard tient la tête devant Cambridge, Oxford, Stanford et Yale ;
  • en sciences de la vie et de la mer, Harvard est première devant Cambridge, Berkeley, Caltech et le MIT (ETH Zurich est 9ème) ;
  • dans les sciences de l’éducation l’Institute of Education de l’université de Londres se classe première devant Melbourne, Harvard, Cambridge et Stanford ;
  • dans les sciences des matériaux, le MIT est le meilleur devant Stanford et Cambridge (ex aequo), l’Imperial College et Berkeley (les deux universités de Singapour, NUS et NTU, sont respectivement 6ème et 8ème) ;
  • en sciences politiques et internationales, victoire de Harvard, devant Oxford, la LSE, Princeton et Yale (Sciences Po Paris est 13ème) ;
  • en sociologie Harvard est première, Berkeley et UCLA 2ème ex aequo, Wisconsin Madison 4ème, la LSE 5ème ;
  • en statistiques carton plein pour les universités américaines avec Stanford qui l’emporte et précède le MIT, Berkeley, Harvard et Georgia Tech (l’UPMC est 36ème).


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

sem comentários... o melhor, mesmo, é ler...!


no público...

e, a propósito das 'crenças' do bill gates...

"O homem mais rico do mundo revelou hoje na sua carta anual que nas próximas duas décadas deixará de haver países pobres.

Bill Gates, o homem mais rico do mundo e dono da Microsoft, disse hoje que até 2035 nenhuma nação será tão pobre quanto qualquer uma das 35 que o Banco Mundial classifica actualmente como de baixos recursos, mesmo ajustando a inflação.

Na carta anual publicada hoje no site da Fundação Bill & Melinda Gates, o multimilionário diz que a maioria dos países terá um PIB per capita em 2035 maior do que tem hoje a China.

Para Bill Gates, há "três mitos" que bloqueiam o progresso dos pobre : os países pobres estão condenados a ficar pobres; a ajuda externa é um grande desperdício; e salvar vidas leva ao excesso de população.

"Acreditar que o mundo está a ficar pior, que não podemos resolver a extrema pobreza e a doença, não é apenas um erro. É prejudicial ", escreve Gates. "O mundo está melhor do que nunca. Em duas décadas, será melhor ainda", diz.

A Fundação Gates já distribuiu 28,3 mil milhões de dólares em doações desde 1997 para financiar projectos em programas de saúde e de desenvolvimento e de educação global nos EUA, segundo o site da organização."

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

opinião... frente antipopular... de serge halimi... no le monde diplomatique...!

"As potências emergentes do presente não são dignas herdeiras dos anticolonialistas e dos anti-imperialistas do passado. Os países do Sul controlam uma parte crescente da economia mundial. É justo que assim seja. Mas esta riqueza está tão mal distribuída que a desigualdade dos rendimentos é ainda mais pronunciada na África do Sul ou na China do que nos Estados Unidos. E as fortunas assim constituídas servem mais para comprar empresas e bens de prestígio ocidentais do que para melhorar as condições de vida e de saúde das populações indiana, chinesa, árabes ou africanas.

É um pouco o recomeço da era dos barões gatunos. No fim do século XIX impuseram-se na América dinastias industriais cuja rapacidade foi lendária (John D. Rockefeller, J.P. Morgan, Cornelius Vanderbilt). Progressivamente, elas suplantaram as grandes famílias europeias nos sectores do petróleo, dos transportes e da banca. Inicialmente rivais, os concorrentes transatlânticos entenderam-se, um pouco mais tarde, para explorar os trabalhadores do mundo inteiro, para aumentar desmesuradamente a remuneração dos seus accionistas e para esgotar as reservas da Terra.

As monarquias do Golfo e as oligarquias chinesas, indianas ou russas sonham com o mesmo tipo de transferência de estatuto – e com o mesmo entendimento. Tal como os patrões americanos de outrora, elas apresentam-se como capazes de dar lições universais. Questionado sobre o projecto, (demasiado) depressa abandonado, de nacionalizar um dos seus empreendimentos industriais na Lorena, o multimilionário indiano Lakshmi Mittal classificou esta ideia como um «salto atrás». E preveniu: «Talvez um investidor pense duas vezes antes de investir em França» [1]. O primeiro-ministro russo recorreu a um argumento do mesmo tipo para comentar um aumento da fiscalidade em Paris: «Na Rússia, quer se seja rico ou pobre, a taxa de tributação é de 13%. Dizem-nos que os oligarcas deviam pagar mais, mas nós não queremos que os capitais saiam para o estrangeiro, em circuitos opacos» [2]. Pequim não é menos obstinada na defesa das receitas liberais. Em Junho de 2012, o presidente chinês mostrou-se aliviado depois da vitória eleitoral da direita grega; o patrão do principal fundo soberano chinês, accionista da GDF Suez, condenou sem rodeios a existência na Europa de «leis sociais obsoletas» que «conduzem à preguiça e à indolência, mais do que a trabalhar arduamente» [3].

O historiador britânico Perry Anderson recorda que no Congresso de Viena, em 1815, se verificou uma concertação entre cinco potências (França, Reino Unido, Rússia, Áustria e Prússia) para prevenir a guerra e esmagar as revoluções. A seu ver, a ordem mundial está agora a ser governada por uma nova «pentarquia», informal, que reúne os Estados Unidos, a União Europeia, a Rússia, a China e a Índia. Esta Santa Aliança conservadora, constituída por potências rivais e cúmplices, sonha com estabilidade. Mas o mundo que ela está a construir garante que vão ocorrer novos sobressaltos económicos. E vai alimentar, faça ela o que fizer, as próximas revoltas sociais.


Notas
[1] Entrevista ao Le Figaro, Paris, 13 de Dezembro de 2012.
[2] Entrevista com Dmitri Medvedev, Le Figaro, 26 de Novembro de 2012.
[3] Ler Martine Bulard, «La Chine, la crise et les fraudeurs», Planète Asie, 14 de Novembro de 2011, http://blog.mondediplo.net."