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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

coisas da educação... eleição do director [resultado da sondagem]...!

Resultados da Sondagem: Concorda com o método de eleição do Diretor do Agrupamento/Escola?

by Alexandre Henriques


Ficam os resultados e análise de Paulo Guinote.
sondagem eleição do diretor
Votos: 1811

A Democracia segue dentro de momentos

Paulo GuinoteFala-se muito na Educação como factor central da construção ou consolidação da Democracia por ser nas escolas que se procede, em grande parte, à socialização das crianças e jovens, bem como à sua educação/instrução para o exercício da Cidadania, partindo-se do princípio que o currículo permite levar os conteúdos de algumas disciplinas para além de um repositório apressado de conteúdos. Falo da História, por exemplo, mas não só.
Fala-se muito e pratica-se pouco. E pratica-se pouco, desde logo, porque a Escola deixou de ser uma organização democrática como já foi, porque isso foi anatemizado por pessoas que alegam pensar muito bem estas coisas e que preferem que as escolas sejam “eficazes” e que funcionem como “unidades de gestão” porque – dizem, com algum peito feito – “os tempos são outros”. E eu nunca percebo bem que tempos são esses, parece-me sempre conversa fiada, verborreia atirada à parede, chavões colhidos em sebentas já muito datadas em que fazem por avultar termos como “responsabilização” para justificar que a administração e gestão escolar tenha passado a obedecer a uma lógica piramidal e hierárquica, baseada no procedimento da nomeação e no princípio da obediência, em que o modelo da direcção unipessoal é o único que pode ser seguido.
A mim, tudo isto continua a levantar imensas reservas, até por não ser de agora que acho que o actual modelo de administração e gestão escolar é na sua orgânica incompatível com a Lei de Bases do Sistema Educativo ainda em vigor, por muito que existam desejos de o fazer esquecer e diversas incapacidades em alterar de modo coerente e consistente com “os novos tempos”.
Mas concentremo-nos no processo de escolha d@ director@, entregue ao Conselho Geral que é, neste modelo, um híbrido de Parlamento e Câmara Corporativa, com membros eleitos democraticamente (caso do pessoal docente e não docente), outros designados por organizações ou instituições diversas (autarquias, associações de pais) e outros ainda cooptados (sociedade civil), numa mistura numerosa e nem sempre levada a sério. Considero o processo de escolha errado, mesmo se menos mau do que uma nomeação directa pelo aparelho da administração escolar central (ou local, como agora se começa a desenhar). Considero que o processo de escolha deveria obedecer a um processo muito mais democrático, em que quem está na escola pudesse escolher o seu líder, entre os pares que melhor o conhece e às suas capacidades, não restringindo essa função a um colégio eleitoral. Faço parte de um, estou a advogar contra interesse próprio. Aceito que uma comissão restrita fizesse a verificação da legalidade das candidaturas, a sua correcção formal, o conteúdo dos projectos e mesmo uma proposta de ordenação dos seus méritos. Mas a escolha deveria ser por eleição alargada de todo o pessoal docente e não docente da escola/agrupamento, a que se poderiam juntar os elementos da direcção da associação de pais (no caso de existir) ou (opção que acho ainda melhor) do conjunto dos representantes dos encarregados de educação escolhidos para cada turma, sem inclusão de elementos externos à organização escolar em tal eleição.
O alargamento – e o uso do voto secreto como agora ainda acontece na votação das listas de professores que se candidatam ao Conselho Geral – do corpo eleitoral faria diminuir eventuais pressões ou jogos de poder restritos, assim como a combinação do voto de professores, funcionários e encarregados de educação permitiria uma muito maior democraticidade de todo o procedimento. A participação dos alunos deveria acontecer apenas no caso das escolas com Ensino Secundário com associações de estudantes, votando os elementos da sua direcção com mais de 16 anos, o que já é algo mais avançado do que acontece na sociedade em qualquer outra eleição.
O regresso da Democracia ás escolas poderia começar por aí e estender-se a outros procedimentos de escolha das chefias intermédias, bem como deveria ser aberta a possibilidade do Conselho Geral optar por um modelo de gestão unipessoal ou colegial, em que a responsabilização fosse distribuída de acordo com os pelouros atribuídos a cada elemento de uma Direcção colectiva. Para além de que apresentando-se listas de equipas directivas se ficasse, logo à partida, com uma noção muito mais concreta do valor da solução escolhida do que quando se restringe a uma pessoa que depois nomeia os restantes colaboradores.
Em suma, para que a Escola possa ensinar a Democracia é muito importante que viva ela própria em Democracia, porque o exemplo da prática das virtudes exaltadas é a melhor lição que se pode dar das suas vantagens.

no com regras...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

vamos lá a participar...

Sondagem da Semana: Concorda com o método de eleição do Diretor do Agrupamento/Escola?

 

by Alexandre Henriques

Mais uma sondagem ComRegras, desta vez abordando o método de eleição do diretor. Conheçam os resultados na próxima semana com a análise de Paulo Guinote.
Votem e partilhem s.f.f.
[socialpoll id="2326056"]

no com regras...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

coisas da educação [que não são novidade para mim, há muito...]... no com regras... uma entrevista...!

Os alunos do Agrupamento de Escolas de Carcavelos usam os telemóveis nas aulas – Entrevista exclusiva!

by Alexandre Henriques

 No passado dia 24 de setembro, foi notícia a permissão sobre o uso do telemóvel durante as aulas no Agrupamento de Escolas de Carcavelos. O ComRegras quis saber mais sobre esta iniciativa e por isso fizemos algumas perguntas ao Diretor Adelino Calado que amavelmente nos respondeu.

Entrevista ao Diretor Adelino Calado do Agrupamento de Escolas de Carcavelos

Arupamento CarcavelosRecentemente o vosso agrupamento foi notícia por permitirem a utilização do telemóvel como ferramenta de trabalho em contexto de sala de aula.

 

 

 

 

 

 


  1. O estatuto do aluno remete quatro alíneas, q), r), s) e t), no seu artigo 10.º “Deveres dos Alunos”, promovendo a não utilização do telemóvel. A vossa decisão de integrar o telemóvel tem fundamento legal?
Julgo que não existe nenhuma ilegalidade, como poderá ser analisado face ao que o Estatuto do Aluno determina, e ao que o Regulamento Interno do Agrupamento prescreve:
 Estatuto do Aluno (artigo 10º)
q) Não transportar quaisquer materiais, equipamentos tecnológicos, instrumentos ou engenhos passíveis de, objetivamente, perturbarem o normal funcionamento das atividades letivas, ou poderem causar danos físicos ou psicológicos aos alunos ou a qualquer outro membro da comunidade educativa;
r) Não utilizar quaisquer equipamentos tecnológicos, designadamente, telemóveis, equipamentos, programas ou aplicações informáticas, nos locais onde decorram aulas ou outras atividades formativas ou reuniões de órgãos ou estruturas da escola em que participe, exceto quando a utilização de qualquer dos meios acima referidos esteja diretamente relacionada com as atividades a desenvolver e seja expressamente autorizada pelo professor ou pelo responsável pela direção ou supervisão dos trabalhos ou atividades em curso;
s) Não captar sons ou imagens, designadamente, de atividades letivas e não letivas, sem autorização prévia dos professores, dos responsáveis pela direção da escola ou supervisão dos trabalhos ou atividades em curso, bem como, quando for o caso, de qualquer membro da comunidade escolar ou educativa cuja imagem possa, ainda que involuntariamente, ficar registada;
t) Não difundir, na escola ou fora dela, nomeadamente, via Internet ou através de outros meios de comunicação, sons ou imagens captados nos momentos letivos e não letivos, sem autorização do diretor da escola;
REGULAMENTO INTERNO DO AGRUPAMENTO
    Artigo 80.º - Equipamentos tecnológicos (telemóvel, tablet ou outro)
Quando expressamente autorizado pelo professor/Direção/supervisor, o aluno tem direito a usar equipamentos tecnológicos, de forma pedagógica e responsável, em contexto de sala de aula ou de outras atividades formativas, sempre que estes forem considerados como mais um instrumento de trabalho, em situações como:
  1. usar como relógio;
  2. usar como agenda;
  3. utilizar como calculadora;
  4. consultar a internet e utilizar outras aplicações a propósito de conteúdos programáticos abordados em aula.
  1. Em que condições é que o telemóvel pode ser utilizado?
Quando expressamente autorizado pelo professor/Direção/supervisor, o aluno tem direito a usar equipamentos tecnológicos, de forma pedagógica e responsável, em contexto de sala de aula ou de outras atividades formativas, sempre que estes forem considerados como mais um instrumento de trabalho
  1. A sua utilização é transversal a todas as turmas, ou está limitada a algumas?
A resposta anterior esclarece este ponto.
4. Ao ver a notícia, muitos professores devem ter pensado que é impossível os alunos não aproveitarem para enviar sms, jogar e afins. Isso acontece(u)?
Curiosamente, ou talvez não, estamos a 18 de outubro, e apenas se registou uma situação numa turma de 8º ano ! Convém recordar que a escola Sede tem 66 turmas e cerca de 1900 aluno do 5º ao 12º ano.
Claro que a penalização desta situação foi entendida como uma falta muito grave.
  1. Foi estabelecida alguma consequência para o caso da utilização indevida do telemóvel para dissuadir o uso indevido do telemóvel?
Sendo considerada uma falta muito grave, o aluno que comete a infracção é de imediato confrontado com a situação, o respectivo encarregado de educação é chamado à Escola e a suspensão das actividades letivas é aplicada no momento.
  1. Que balanço faz desta medida?
Sendo ainda prematuro avançarmos com conclusões muito completas, poderemos afirmar que o objectivo central que perseguimos está a seguir o curso que desejamos. Ou seja, proporcionar uma maior autonomia aos jovens e ao mesmo tempo consciencializar todos para a exploração adequada de um instrumento que apresenta muitas potencialidades.
  1. A escola aos poucos e poucos vai ficando cada vez mais tecnológica. Como imagina a escola do futuro? Ler mais deste artigo

sexta-feira, 24 de abril de 2015

coisas da educação [cascais]... entrevista ao director da minha (ex) escola... no com regras...!


no com regras...



"O Agrupamento de Escolas de Carcavelos, foi notícia num passado recente, sobre a aplicação de um projeto que visa a progressão do aluno como forma de combate ao insucesso e indisciplina. Este é um assunto que não é consensual na comunidade educativa, por essa razão o ComRegras quis ouvir o Diretor Adelino Calado para que possamos conhecer melhor o seu trabalho.

Como caracteriza o meio sócio-económico em que a escola está inserida?

O Agrupamento de Escolas de Carcavelos está inserido numa área em que predomina um meio médio alto, do ponto de vista sócio-económico. No entanto, é importante salientar que na área de influência das Escolas do Agrupamento, e falamos num raio de cerca de 2/3 km, existem três grandes Escolas Privadas com mais de 2000 alunos cada. Na prática o ensino privado recebe cerca de três quartos dos alunos da zona.

Antes da implementação do atual modelo de avaliação e aprendizagem, como caracterizava a vossa escola ao nível do aproveitamento e disciplina?

O aproveitamento das Escolas do Agrupamento era manifestamente baixo, sendo as dificuldades de aprendizagem um dos maiores problemas reflectido nas avaliações externas.

Disciplinarmente era uma Escola com muitos problemas, sendo que a maioria das ocorrências, cerca de 92%, se passavam com alunos repetentes.

Qualquer mudança tão significativa leva normalmente algum tempo a implementar e surgem sempre algumas resistências. Pode contar-nos como decorreu o processo de implementação do atual modelo?

Claro que qualquer alteração ao instituído, ao tradicional, ao dito “normal” é muito difícil.

Assim, a proposta de implementação de um projecto, lançado em 2003, tinha como objectivo temporal 12 anos!

Lançar um projecto na área da educação a doze anos é algo em que poucos acreditavam. Foi necessário muita teimosia e alguma coragem para iniciar o projecto.

As resistências apareceram de todos os quadrantes, docentes, encarregados de educação e alunos tendo em conta que o primeiro grande” momento” dizia respeito à forma de tentar encontrar soluções para os alunos que não conseguiam realizar as aprendizagens que todos queriam que os mesmos realizassem. A maior dificuldade foi procurar fazer com se aceitasse a diferença de momentos de aprendizagem entre os diferentes alunos.

Aceitar que nem todos apreendem as mesmas coisas nos mesmos momentos foi, e ainda hoje é, bastante difícil de aceitar.

A não retenção como medida fundamental foi a primeira grande decisão assumida pelo Conselho Pedagógico que veio despoletar todo o processo sequente.

A avaliação das aprendizagens, o encontrar de soluções alternativas ao processo e percurso escolar de cada aluno, foram elementos de um processo moroso, com grandes avanços e alguns recuos, muita formação interna, grande dedicação e muita motivação para o sucesso de todos.

Em que consiste o vosso modelo?

Na realidade o “nosso modelo” nada tem de “modelo”, apenas reflecte o que toda a literatura e legislação aponta no que se refere a aprendizagem e educação.

Aliás se olharmos com alguma atenção para a Lei de Bases do Sistema Educativo – Lei 49/2005 de 30 de agosto:


“…O sistema educativo é o conjunto de meios pelo qual se concretiza o direito à educação, que se exprime pela garantia de uma permanente acção formativa orientada para favorecer o desenvolvimento global da personalidade, o progresso social e a democratização da sociedade…”

Constatamos que esse foi o mote para todo o desenvolvimento do nosso trabalho.

De facto não acreditamos que a retenção é a melhor forma de recuperar alunos, ou de lhes proporcionar as condições necessárias para o desenvolvimento da sua personalidade e das suas capacidades, nem tão pouco garantia para o sucesso individual de cada jovem.

Procuramos diagnosticar, a cada momento, as aprendizagens face aos conteúdos e competências que se pretendem desenvolver, utilizando vários instrumentos de avaliação (consensualizámos a utilização de 13 instrumentos), tentando perceber quais as dificuldades sentidas por cada aluno. Esta informação constitui elemento base para a definição de todas as estratégias de recuperação, e de planeamento do futuro.

A utilização de todas as modalidades de formação – CEF – PCAs – Vocacionais – Profissionais, para além do ensino regular tem sido exploradas sempre com uma orientação e acompanhamento dos Serviços de Psicologia e Orientação da Escola, e das várias parcerias que estabelecemos.

Sei que abdicaram dos toques de entrada e que os alunos são obrigados a preencher um relatório sempre que chegam atrasados. Essa medida não aumentou a burocracia dentro da escola? Qual o destino dos relatórios?

Uma das áreas em que entendemos ter que interferir decisivamente tem a ver com a “autonomia” e a “responsabilidade”, que julgamos que os alunos não têm.

O acabar com os sinais sonoros de aviso leva a uma maior atenção de todos face à responsabilidade que lhes é incutida no sentido de não se atrasarem. E tem resultado.

Quanto aos atrasos e aos relatórios, mais do que trabalho acrescido eles têm-se revelado como elementos fundamentais no aumentar do “tempo letivo” inicial que estava a ser muito prejudicado pela entrada fora de tempo de vários alunos.

Os relatórios são preenchidos pelos alunos, e lidos ao telefone pelos mesmos, aos seus EE na presença dos elementos do gabinete de acompanhamento disciplinar. É no âmbito deste gabinete “GAD” que esses documentos são tratados e comunicados aos Diretores de Turma respectivos, sem mais tarefas burocráticas.

Consegue quantificar a diminuição nos atrasos?

Cerca de 12% dos 2570 alunos chegavam atrasados – neste momento esse valor desceu para cerca de 0,7% !

Ao consentir a passagem administrativa nos anos intermédios, é natural que se pense em facilitismo. Como é que conseguiram manter os alunos responsáveis e aplicados?

De facto a Escola “não consente”, a Escola “obriga” os alunos a acompanhar os seus colegas, independentemente das classificações obtidas, se o Conselho de Turma considerar que essa é a medida mais adequada para aquele aluno.

Tradicionalmente consideramos que chumbar um aluno tal corresponde a um “castigo”, daí a sua frase de “…consente a passagem…” e se fale em “…facilitismo.”

No entanto será interessante analisar um pouco melhor e logo verificamos que ao transitar um aluno irá ter um ano muito mais trabalhoso, pois tem que para além do trabalho comum a todos os colegas, que proceder à recuperação do que ficou por apreender. Quanto ao aluno que “chumba”, no ano seguinte o que de facto se passa é que vai ter menos trabalho, “já deu o que vai ouvir outra vez”, é mais velho que os restantes colegas de turma, enfim passa a ser um “líder”, normalmente da indisciplina.

Com a implementação do modelo, houve alterações ao nível disciplinar?

Claro que este foi um dos problemas que levaram também ao olhar para a indisciplina. Quando iniciámos o projecto, os problemas disciplinares que ocorriam correspondiam a cerca de 90% de casos com alunos repetentes ! Ora a não existência de repetentes veio eliminar essas situações. Assim, os problemas disciplinares atuais revelam-se no “…não está sossegado na aula…”, “…levantou-se sem autorização…”, “… avisado para não conversar, não acatou a instrução…”, enfim problemas menores, o que nos leva a afirmar que a disciplina melhorou. Este ano ainda não houve lugar a nenhum processo disciplinar, com cerca de 2500 alunos.

A que se devem essas alterações?

Julgo que em grande medida, a maior aproximação com a família, e a não existência de repetentes, são os pontos fundamentais, aliados à maior autonomia e responsabilidade assacada aos alunos.

Acha que o vosso modelo pode ser aplicado em escolas com elevados níveis de indisciplina?

Quando iniciámos o projecto, em 2003/2004, a Escola Sede tinha cerca de 480 alunos e teve trinta e tal processos disciplinares !

Julgo que o primeiro passo é mesmo o envolvimento das famílias, só assim é possível tratar os problemas disciplinares.

Não é um bocadinho utópico pensar que os alunos com elevados índices de indisciplina vão ficar mais responsáveis, assíduos e pontuais ao saberem que dificilmente ficam retidos?

De facto a pergunta elaborada como está, descontextualizada tem toda a razão de ser, e reflecte bem a nossa forma de estar e viver o ensino e a aprendizagem, que tradicionalmente considera que a retenção é um “castigo” !

Mas como tudo na vida, o acreditar que é possível é elemento fundamental para a alteração de processos e acima de tudo de mentalidades.

Claro que o trabalho de envolvimento de todos os elementos do processo é imprescindível, e são funcionários, professores e família que desenvolvem e acompanham todas as facetas dos alunos que têm que em conjunto encontrar as motivações necessárias à alteração de atitudes e comportamentos.
Muito obrigado Sr. Diretor pela sua disponibilidade."


aqui.

quarta-feira, 25 de março de 2015

continuando o dia... em modo de perplexidade abstrusa...!

Diretores de escolas temem ficar sem suplemento de função


por Ana Bela Ferreira

Filinto Lima diretor do agrupamento Dr. Costa Matos fala em "desconsideração pela função"

Filinto Lima diretor do agrupamento Dr. Costa Matos fala em "desconsideração pela função" Fotografia © Pedro Correia/Global Imagens


"Ministério não indicou a lei que permite pagar subsídio a professores em cargos diretivos. Valores vão dos 130 aos 750 euros/mês.
Os diretores de escolas temem perder o suplemento salarial que recebem desde 2009 pelo exercício de funções. Isto porque, na tabela de suplementos remuneratórios da Função Pública, publicada a 16 de março, não vem referido o decreto-lei que regula os mesmos, o que significa que não há enquadramento legal para se fazer tal pagamento.
Esquecimento ou vontade de acabar com este subsídio de função é o que os diretores querem ver esclarecido rapidamente. A Federação Nacional de Educação (FNE) já questionou o ministério da Educação sobre esta falha, mas ainda não obteve resposta. Ao DN, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) garantiu que estes "continuarão a ser pagos nos termos previstos na Lei", sem adiantar porque não aparece essa indicação na lista de suplementos.
Desde 2009 que os diretores, subdiretores e adjuntos da direção recebem um suplemento salarial que depende do número de alunos das escolas. Os montantes variam entre os 130 euros mensais (para adjuntos de escolas até aos 300 alunos) e os 750 euros (para diretores com mais de 1501 alunos), mas quem ocupa o cargo diz que o que está em causa não é o dinheiro. "É mais uma desconsideração em relação à função que exercemos", aponta Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). O dirigente refere que os diretores estão indignados com a hipótese de que este pagamento seja cortado."

no dn 'online'... aqui.