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sexta-feira, 27 de março de 2015

informações [educação]... repondo os atrasos [5]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 50 – 26/03/2015



Informações Gerais
O Instituto do Desenvolvimento e a Associação Nacional para o Estudo e Intervenção na Sobredotação (ANEIS) organizam um seminário subordinado ao tema "Sobredotação: abrindo caminhos", que tem como objetivo responder a muitas questões relacionadas com a sobredotação.

Agendado para o dia 18 de abril, no Museu Municipal de Penafiel, as inscrições estão disponíveis online, através do sítio do Instituto do Desenvolvimento.


Relatório "Garantia da Qualidade e Excelência no Ensino Superior"
No seguimento da participação da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) num grupo de trabalho promovido pela European Association for Quality Assurance in Higher Education (ENQA), surge o relatório sobre a temática “Garantia da Qualidade e Excelência no Ensino Superior”.

Este relatório inclui várias abordagens para o reconhecimento da excelência no ensino superior e integra recomendações sobre o modo como o conceito pode ser aplicado no contexto do trabalho das agências de avaliação da qualidade.

O relatório está disponível online.
De 23 de março a 5 de abril, o Fluviário de Mora apresenta o seu programa de férias "Do Ovo e Semente até à Flor e Gente!"

Desde a descoberta d' "Os Ovos Arco-íris", passando pela Sala de Aula/Laboratório, onde ficará a saber mais sobre esta época festiva com a atividade "Sobre a Páscoa, eu sei"... e, afinal, "Quem nasceu primeiro, o ovo ou o... peixe?", até à atividade "Do ovo e semente até à flor e gente", fazendo uma sementeira e descobrindo como as sementes são importantes desde há milhares de anos, o Fluviário de Mora propõe momentos de divertimento para todos.



nota: estas informações são uma transcrição directa do boletim, logo respeitam o ao... infelizmente...!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

'temos maus professores' [quem diria !]... disse o 'cromagmon' da educação liberal...?


no observador...




"São alguns dos piores das gerações do presente que estão nas escolas a preparar as gerações do futuro. O problema não é novo, mas há anos que olhamos para o lado.

Quando se fala de avaliações, há sempre um conjunto de almas que nos vem explicar o quanto elas são inúteis e desnecessárias. Nesses casos, não há nada como esperar pelos resultados para tirar as dúvidas. É que os resultados são como as imagens: valem mais do que mil palavras. O caso da prova dos professores é, quanto a isso, exemplar.

Andou-se meses a discutir a prova – com protestos, dezenas de artigos de jornal, providências cautelares e conferências de imprensas. O que se dizia? Que os professores já tinham curso superior e que por isso não deviam ser avaliados novamente. Que o conteúdo da prova (compreensão de texto, lógica e cálculo) não tinha relação com a actividade do professor. E que a prova, tal como estava desenhada, era tão fácil que, mais do que uma avaliação, constituía um insulto e uma humilhação. Ora, afinal, o que mostram os resultados? Que 14% reprovou. Que 63% cometeu erros ortográficos (15% fez 5 ou mais erros). E que 67% cometeu erros de pontuação. Sim, os resultados impressionam. Mas, infelizmente, não surpreendem.

Portugal tem maus professores. E não é por acaso: é fácil tornar-se professor. Por um lado, veja-se que, enquanto os cursos mais prestigiados mantêm notas de acesso ao ensino superior bastante elevadas, nos cursos de ciências da educação acontece o inverso. Na Universidade de Lisboa, por exemplo, o último aluno a ingressar no curso, em 2013, teve a classificação de 10,9. Ou seja, dito de forma clara: quem hoje vai para professor não são os bons alunos. Por outro lado, quem hoje frequenta os cursos da área da educação são, em média, os que têm níveis socioeconómicos mais baixos e que, por isso, obtêm mais bolsas de acção social. De acordo com os dados para o ano lectivo 2010/2011, 41% dos estudantes desta área de estudos obteve bolsa. Foi a percentagem mais elevada entre todas as áreas de estudos – ou seja, em nenhuma área há uma concentração tão grande de estudantes com baixo nível socioeconómico.

Assim, em termos gerais, quem quer ser professor são os piores alunos, os mais pobres e os menos cultos. Há excepções, e ainda bem. Nos cursos e, sobretudo, nas escolas, onde a regra, felizmente, ainda é a existência de muitos bons e dedicados professores. Mas o perfil médio dos actuais cursos de ensino é este: são alguns dos piores das gerações do presente que estão nas escolas a preparar as gerações do futuro.

Ora, isso é um problema. E não é um problema novo, pois há anos que se faz de conta e se olha para o lado. Também não é por acaso: é sabido que o país vive bloqueado por corporações que lidam mal com o escrutínio e que só aprovam avaliações em que são todos excelentes. Porque, acreditam, uma avaliação que diferencie não é avaliação – é humilhação. Esta prova dos professores demonstrou-o, em três momentos.

Desde o início, com os protestos, num vale tudo para boicotar a realização da prova. Depois, pela reacção imediata dos representantes sindicais perante o elevado número de professores com erros ortográficos e gramaticais, que se apressaram a inventar explicações. Afinal, tudo se teria devido ao novo acordo ortográfico – não eram bem erros ortográficos, eram apenas ortografias diferentes. Só que não foi isso que aconteceu: o IAVE esclareceu que só 10% dos erros se deveram ao acordo ortográfico. Isto é, 90% dos erros são mesmo erros.

Por fim, pela negação dos problemas que surgiu na posição final da Fenprof, que veio explicar que não importam erros, na medida em que não se reconhece autoridade aos correctores para avaliar os professores. Pronto, assunto resolvido: para a Fenprof (e para quem a ouve), dizer que um professor errou é ter má-fé. É estar com os maus. É ser inimigo da escola pública.
Há, pois, perante tudo isto, uma pergunta fundamental que temos de nos colocar: que professores queremos nas nossas escolas? Andamos sempre reactivos, atrás da agenda mediática dos sindicatos e da sua alegada luta pela escola pública. Mas, da perspectiva dos alunos (os principais beneficiários da existência de bons professores ou as principais vítimas dos maus) não há questão mais fundamental do que esta. Está, portanto, na altura de a colocar."




valerá a pena ler alguns dos comentários que lá estão...

entretanto deixo umas linhas onde o paulo guinote replica...



"Daqueles que confundem candidatos desempregados a professores contratados, sem dar aulas, na lista de espera dos centros de emprego com os professores em exercício nas escolas, a tempo inteiro e generalizam a partir daí.

E que fazem essa confusão de forma voluntária.

O Alexandre Homem Cristo, assessor partidário quando não se afirma investigador, é um deles e não tenho problemas em dizer-lho sem rodeios.
Esta crónica é uma lástima."
para ler a respectiva entrada 'temos articulistas muito maus'... aqui.


já agora também podem ler o paulo prudêncio...

"Um certo jornalismo, e uma certa direita - por que não dizê-lo? -, anda por aí a malhar nos candidatos a professores por causa dos resultados da prova de ingresso. É uma continuação da devassa inédita: não há classe profissional com um escrutínio de maldizer semelhante. Devemos distinguir: há uns cataventos à procura de notoriedade e há uma busca de primeira página própria da silly season; ambos são nefastos para a profissionalidade dos professores. E depois há o tal jornalismo e a tal direita. A sociedade portuguesa é um estudo de caso. Tem uns indefectíveis do arco governativo que escrutina mais os professores do que os empreendedores e os políticos dos casos BPN, BPP, BES e por aí fora.

Encontrei um post de 5 de Agosto de 2006. Já tem quase 10 anos, veja-se lá a duração da saga anti-professor.

Diz assim:

Dizer que o sistema escolar em Portugal está de rastos tornou-se moda. Desde dirigentes dos partidos políticos que passam a vida a anunciar reforma sobre reforma até aos colunistas que propalam a falência do dito e passando pelos jornalistas que editam os mais variados e arrasadores editoriais, a ninguém escapa a oportunidade de zurzir nas nossas escolas. 

Esquecem-se que o país tem 30 anos de democracia e que tinha acabado de sair de uma ditadura de 48 anos: sim, 48 anos. Mas como têm de anunciar novidades, nada melhor do que escolher a área mais significativa das areias movediças.

Um dos aspectos que mais me incomoda é o desprestigiar dos nossos jovens. Dizem que eles falham muito, nomeadamente na capacidade de escrever sem erros.

Ora leia a seguinte notícia:
 
“a final do Campeonato Nacional de Língua Portuguesa, organizado pela sic, não teve grandes resultados para quem estava sentado na primeira fila da Aula Magna. Francisco Balsemão, que também era presidente do júri, ouviu o ditado lido por Bárbara Guimarães, apresentadora do concurso, e deu seis erros. A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tinha sete erros no seu ditado e o reitor da Universidade de Lisboa, Barata Moura, deu cinco erros”.


Ai se fossem três jovens universitários."


aqui.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

coisas (ir)relevantes (?) na educação... nada como realmente...!


no observador...



"As políticas económicas e o setor da educação são as áreas mais vulneráveis em Portugal, segundo um estudo alemão dos ‘Indicadores de Sustentabilidade Governativa‘ (SGI, na sigla inglesa), que avalia os progressos político-económicos nos vários países da OCDE. Ou seja, se o atual Executivo de Passos Coelho fosse a exame, passava à tangente com uma nota de 5,75 em 10, o equivalente a algo como ‘satisfaz menos’. Porquê? “Porque as medidas de austeridade dos últimos anos foram muito pesadas e não permitem para já uma recuperação”, disse ao Observador Daniel Schraad-Tischler, o especialista alemão que coordena o estudo. 


O projeto, que já vai na sua terceira edição anual, foi divulgado pela Fundação Bertelsmann, detentora de uma das maiores multinacionais da área dos media, onde se encontra por exemplo o canal de televisão RTL e a conceituada editora Penguim Random House. Para além do alemão Daniel Schraad-Tischler, a investigação sobre Portugal foi desenvolvida pelo professor e investigador português Carlos Jalali e pelo investigador norte-americano Thomas Bruneau, sob a coordenação do espanhol César Colino, especialista nas economias do sul da Europa, que faz a ponderação das notas datas. 

Numa escala de um a 10, o estudo avalia individualmente os 41 países da OCDE com base em três pilares: o desempenho das políticas – económicas, sociais e ambientais -, a qualidade do sistema democrático e a capacidade do Governo para executar reformas. Segundo Daniel Schraad-Tischler, a educação foi o setor mais prejudicado em Portugal ao longo dos últimos três anos. 


“Os orçamentos das escolas e das universidades caíram, as propinas aumentaram, perderam-se professores e, desta forma, a qualidade da educação piora de ano para ano”, sustenta o investigador, sublinhando que “cortar na educação, que é uma área em que se deve investir por ser voltada para o futuro, é um erro”. 

De facto, Portugal foi avaliado apenas com 4,1 no desempenho do setor da Educação, a nota mais baixa de toda a União Europeia – só a Grécia teve a mesma cotação. Os restantes países do sul tiveram todos uma nota superior. 




O desemprego, especialmente o desemprego jovem, é outro dos indicadores que mais estraga o retrato das políticas portuguesas. Entre maio de 2011, antes da troika, e abril de 2013, a taxa de desemprego passou de 12,6% para 17,8%, e no espaço de uma década aumentou mais do que quatro vezes (era 4,3% em 2002) – “uma pesada herança destes anos de austeridade”, diz Daniel Schraad-Tischler. 

Aliás, a generalidade das políticas económicas atira Portugal para os últimos lugares do ranking e deixa à vista uma clara tendência de declínio. Em 2011, os indicadores de desempenho económico foram avaliados numa média de 5,2, e em 2014 (ano de publicação, referindo-se a 2013) caíram para 3,8. 

Se olharmos para os 41 países avaliados, uma média global de 5,75 em 10 deixa Portugal no 27º posto da tabela. “No geral, Portugal inclui-se no grupo dos países que tiveram piores resultados, devido à recessão e às medidas de austeridade, mas conseguiu, por exemplo, melhores notas do que Espanha”, acrescenta o especialista alemão. Mas não em todos os alguns indicadores. 


Estas más notas, lê-se no estudo, têm uma explicação óbvia: o Programa de Ajustamento assinado em maio de 2011, que obrigou o país a pesadas medidas de austeridade para cumprir as obrigações fechadas com os credores. Ainda assim, a qualidade da democracia aparece bem cotada, com uma média de 7,5, que é igual à média da OCDE, sendo o indicador onde Portugal consegue as melhores notas. Neste ponto surge mesmo à frente de países como Reino Unido, Espanha, França ou Itália. 


Na capacidade de executar medidas e conduzir o país, o Governo teve uma avaliação geral positiva (6,1). Mas há aqui um parâmetro onde chumba com a negativa mais baixa de todas (1,7): a apresentação de provas que sustentem a tomada de decisões. E os autores do estudo apresentam um exemplo: quando o Governo propôs, em setembro de 2012, um aumento da contribuição para a segurança social, o ministro das Finanças (ainda Vítor Gaspar) sustentou que essa medida “iria fazer o emprego aumentar em 1% no espaço de dois anos”. “Mas esse relatório nunca foi tornado público, mesmo quando outros estudos académicos provaram que a medida iria ter um impacto contrário”. A medida acabou por cair. 

Nas conclusões finais, o trabalho lembra ainda que Portugal enfrenta problemas de base, como as desigualdades sócio-económicas, que são “tanto a causa como a consequência do fraco crescimento económico”, a dificuldade de “converter legislação em políticas públicas de fato” e a lentidão do sistema judicial, que não só diminui a confiança dos cidadãos na justiça, como “enfraquece o poder das leis”. 

O estudo foi realizado pela primeira vez em 2009, muito antes de Portugal pedir ajuda externa. Em 2011, foi divulgada a segunda edição, que analisa precisamente a prestação do Governo no período antes do pedido de resgate. “Uma coincidência”, diz ao Observador Carlos Jalali, que só entrou na equipa a partir da segunda edição, substituindo o politólogo português Pedro Magalhães. 

“Há estudos parecidos mas nenhum com esta amplitude”, explica, acrescentando que este trabalho permite perceber “até que ponto os modelos de governação na OCDE são sustentados” e também fazer comparações directas uma vez que o questionário-base é igual para todos os países."


daqui.

domingo, 15 de abril de 2012

universidades... nada que extravase o bom senso...!

"Miguel Soares, o investigador principal do Instituto Gulbenkian de Ciência em Portugal, considera que as universidades portuguesas prestam uma formação de baixo nível de qualidade aos alunos. 
O investigador, doutorado na Bélgica e antigo leitor na universidade de Harvard, nos Estados Unidos, fez estas declarações, no sábado, num painel do fórum da Sociedade Luso-Americana dos Pós-graduados, que decorreu na Universidade de Toronto, no Canadá.


Na abertura do encontro, o diplomata exortou a comunidade portuguesa a prosseguir os estudos e a melhorar as qualificações profissionais, apontando que «a realização deste fórum é um exemplo de que os portugueses podem fazer pós-graduações nas melhores universidades e trabalhar nas melhores multinacionais».

Instado pela agência Lusa a explicitar o alerta que proferiu durante a sua intervenção, Miguel Soares vincou que, após a revolução de 1974, «Portugal conseguiu a massificação da educação, mas o nível de qualidade que existe nas escolas é baixo. As pessoas saídas das universidades não têm competitividade. Não há excelência. Não admira a elevada taxa de desemprego junto da população jovem».

O responsável acrescentou que «para existir formação de alto nível há que mudar as universidades. E isso faz-se desde logo trazendo os melhores professores do mundo para formar as melhores pessoas do mundo»."

daqui.

domingo, 4 de março de 2012

avaliação de desempenho docente [para além do 'normal' da utilização dos testes 'à americana' e do uso [indiscrimado] do valor (económico-financeiro-de ganhos pessoais) acrescentado... alguns pontos de reflexão...! também a fazer por cá [para além dos 'rankings' das escolas com base (exclusiva) nos resultados dos exames]... ou não será...?

"These kinds of analyses provide other insights for teacher evaluation, since there is a large body of evidence over many decades concerning how specific teaching practices influence student learning gains.  For example, there is considerable evidence that effective teachers:
* Understand subject matter deeply and flexibly
* Connect what is to be learned to students’ prior knowledge and experience
* Create effective scaffolds and supports for learning
* Use instructional strategies that help students draw connections, apply what they are learning, practice new skills, and monitor their own learning
* Assess student learning continuously and adapt teaching to student needs
* Provide clear standards, constant feedback, and opportunities for revising work
* Develop and effectively manage a collaborative classroom in which all students have membership.
These aspects of effective teaching, supported by research, have been incorporated into professional standards for teaching that offer some useful approaches to teacher evaluation."

aqui.