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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

informações [educação]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 5 — 14/01/2016


Informações Gerais

 
A Educação Financeira nas Escolas - Oficina de Formação
 
Destinada aos docentes de todos os grupos de recrutamento, a oficina de formação A Educação Financeira nas Escolas – Referencial de Educação Financeira para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico, o Ensino Secundário e a Educação e Formação de Adultos é promovida pela Direção-Geral da Educação, em parceria com outras entidades da área financeira.
 
Durante o segundo e terceiro períodos do ano letivo de 2015/16, é a vez da realização desta ação de formação na Região do Algarve, concluindo-se assim a 1ª fase da formação, que teve início na região Norte no ano letivo 2013/2014 e continuou, no decorrer do ano letivo 2014/2015, nas regiões Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
 
Para mais informações, consulte o programa/calendarização da (s) turma (s) a decorrer na cidade de Faro, e o endereço para a plataforma de candidatura a esta formação.
 
 
Encontram-se disponíveis para consulta, na página da Direção-Geral da Educação (DGE), no separador Júri Nacional de Exames - Estatísticas - http://dge.mec.pt/estatisticas, as bases de dados das provas finais de ciclo do ensino básico e dos exames finais nacionais do ensino secundário de 2015.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

informações [educação]... ah, para os futuros donos disto tudo (?)... via dge...!

Caderno de Educação Financeira para o 1º ciclo


Apresentado no dia 30 de outubro durante as comemorações do Dia da Formação Financeira 2015                                                                                                 

O Caderno de Educação Financeira, para o 1.º ciclo do ensino básico, foi apresentado no dia 30 de outubro durante as comemorações do Dia da Formação Financeira 2015.
Este caderno tem como objetivo apoiar os alunos e os professores do 1º ciclo do ensino básico na implementação de conteúdos definidos no Referencial de Educação Financeira (REF) para este ciclo de ensino.
Através de um conjunto de situações vividas pelo Tomás e pela Clara com a sua família, são abordados de uma forma lúdico-didática os temas/subtemas - Necessidades e Desejos, Despesas e Rendimentos, Poupança, Risco e Incerteza e Meios de Pagamento - do REF.
Estes conteúdos de educação financeira são apresentados em cinco divertidas histórias que refletem situações do dia-a-dia da família Moedas, apoiadas por um conjunto de atividades, que reforçam os conhecimentos financeiros dos alunos e contribuem para o desenvolvimento de atitudes e comportamentos financeiros adequados.
Os professores do 1º ciclo do ensino básico podem utilizar este Caderno de Educação Financeira para trabalhar com os seus alunos os temas de educação financeira, no âmbito das disciplinas, das ofertas complementares ou dos projetos.
O Caderno de Educação Financeira para o 1.º ciclo foi desenvolvido no âmbito do “Protocolo de cooperação para a preparação de materiais didático-pedagógicos de apoio ao Referencial de Educação Financeira”, assinado em dezembro de 2014 pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e Instituto de Seguros de Portugal), pelo Ministério da Educação e Ciência e por quatro associações do setor financeiro (APB – Associação Portuguesa de Bancos; APS – Associação Portuguesa de Seguradores; APFIPP – Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios e ASFAC – Associação de Instituições de Crédito Especializado).

segunda-feira, 13 de julho de 2015

informações [educação]... educação financeira e oficina artística... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 102 – 13/07/2015


Informações Gerais

Oficina de Formação: A Educação Financeira nas Escolas
A Direção-Geral da Educação promove, conjuntamente com outras entidades, a oficina de formação A Educação Financeira nas Escolas – Referencial de Educação Financeira para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico, o Ensino Secundário e a Educação e Formação de Adultos, destinada a docentes de todos os grupos de recrutamento.

Este projeto iniciou-se na região Norte, tendo continuado nas regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo. Durante o primeiro e início do segundo períodos do ano letivo de 2015/16, será a vez da realização da ação de formação na Região do Alentejo.

A página eletrónica da DGE disponibiliza a informação relativa ao programa/calendarização da(s) turma(s) a decorrer na cidade de Évora, com o endereço para a plataforma de candidatura a esta formação. As inscrições estão abertas até ao dia 14 de setembro.


Fora da caixa!
Oficina de pensamento criativo e artes plásticas e performativas
Durante as férias de verão, o Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência – Descobrir dinamiza uma oficina de pensamento criativo e artes plásticas e performativas, a ter lugar de 31 de agosto a 4 de Setembro, e a pensar nos jovens dos 12 aos 15 anos.

Pode-se ser criativo de muitas maneiras e esta é uma oficina de desbloqueio criativo. Tudo aquilo que se quiser dizer vai encontrar a sua forma. Durante uma semana vai-se aprender a começar sem estar preocupado em terminar, vai-se desenhar, escrevinhar, interpretar, fotografar, pintar e representar.

As exposições Tensão e Liberdade e X de Charrua serão a inspiração e o lugar onde todas as perguntas são possíveis, até porque uma pergunta é sempre um ótimo começo para uma criação!



nota: estas informações são uma transcrição directa do boletim, logo respeitam o ao... infelizmente...!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

informações [educação]... uma miscelânea de três boletins com muita actividade... via boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 98 – 06/07/2015


Informações Gerais

Concurso "Prova 10"
Estão abertas, até ao dia 15 de julho, as inscrições para a edição de 2015 do Concurso "Prova 10", promovido pela Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP).

Esta iniciativa tem como objetivo evidenciar a importância da experiência adquirida durante a elaboração das provas de aptidão profissional, podendo concorrer todos os jovens que tenham realizado uma prova desta natureza, artística ou de avaliação final, no âmbito de uma formação profissionalizante.

Nos trabalhos apresentados a concurso, em formato de texto ou vídeo, serão valorizadas a relevância das provas finais dos cursos profissionalizantes na transição da escola para o mercado de trabalho, a partilha de experiências relacionadas com os projetos de avaliação final de curso e a demonstração da complementaridade (escola/empresa) dos cursos profissionalizantes.

Os interessados poderão participar a título individual ou em grupo, de acordo com o regime em que desenvolveram as suas provas. Os que tenham realizado as referidas provas em grupo poderão participar individualmente, se assim o entenderem. Para além de receberem prémios, os melhores trabalhos serão divulgados através dos meios da ANQEP (site e redes sociais).

Para mais informações consulte o regulamento em "notícias", na página da ANQEP.


"Férias com Ciência": uma semana de atividades e experiências
A Ciência sem Porquês
Como é que o vento molda o tempo? Por que tenho o sorriso da minha mãe e a cor dos olhos do meu pai? Como comunicam os marinheiros? Haverá matemática nas pedras da calçada? De que forma os nossos sentidos influenciam a nossa perceção sobre os alimentos? E será que uma simples batata pode ser uma fonte de luz?

A resposta a estas e a outras perguntas poderão ser obtidas nas "Férias com Ciência", uma iniciativa inserida no programa de Verão do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Esta proposta tem como destinatários "cientistas de palmo e meio", ou seja, crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 11 anos. Para além das respostas às questões já referidas, os participantes poderão conhecer melhor a profissão de jornalista, de matemático, de cozinheiro, de fotógrafo ou de biólogo. Vão também poder executar os seus projetos numa grande oficina, revelar fotografias com a ajuda da química, conhecer uma série de espécies marinhas, explorar as fontes e jardins do Parque das Nações, andar de barco e descobrir a ciência que se esconde no bronzeado.

As "Férias com Ciência" decorrem entre os dias 22 de junho e 4 de setembro, com atividades que se repetem de duas em duas semanas.




Boletim Informativo n.º 99 – 07/07/2015


Informações Gerais

EtéFrAnçAis – II Encontro Nacional de Professores de Francês
O Centro de formação Braga/Sul, em parceria com o AE de Real e o AE Carlos Amarante, vai promover mais uma edição do EtéFrAnçAis – II Encontro Nacional de Professores de Francês, a realizar nos dias 22, 23 e 24 de julho de 2015, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga e em muitos outros espaços  da cidade de Braga.

Trata-se de um Encontro acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, na modalidade de Curso de Formação (CF), com 25 horas de formação, correspondente a 1 crédito, que releva para efeitos de avaliação do desempenho docente e para progressão na carreira dos professores dos grupos de recrutamento 210, 300 e 320.

Este encontro visa a partilha de saberes e a atualização de conhecimentos, por forma a tornar as aulas mais atrativas e dinâmicas. 
As inscrições encontram-se abertas até ao dia 14 de julho de 2015.

4.ª edição do Concurso Todos Contam
Estão abertas as candidaturas para a 4.ª edição do Concurso Todos Contam. O objetivo desta iniciativa é distinguir os melhores projetos de educação financeira a implementar nas escolas.

A 4.ª edição do concurso dirige-se a projetos a serem implementados no ano letivo 2015/2016, em agrupamentos de escolas, escolas não agrupadas, estabelecimentos do ensino particular e cooperativo e escolas profissionais que ministrem a educação pré-escolar e o ensino básico e secundário.

A avaliação dos projetos a concurso terá em consideração a qualidade pedagógica e científica no desenvolvimento de temáticas do Referencial de Educação Financeira, a criatividade e a relevância, o envolvimento da comunidade escolar, a viabilidade e a exequibilidade e a utilização dos materiais e da informação disponíveis no portal Todos Contam.
As escolas podem submeter a concurso os seus projetos de educação financeira para o ano letivo de 2015/2016 até ao dia 15 de outubro de 2015, através do endereço eletrónico concurso@todoscontam.pt.





Informações Gerais

Verão Ciência no IPB 2015
O "Verão Ciência no IPB 2015" é um projeto financiado pelo Instituto Politécnico de Bragança e tem como finalidade proporcionar aos estudantes do ensino secundário uma oportunidade de aproximação à realidade da investigação científica e tecnológica.

Através desta iniciativa, estes jovens podem frequentar um dos estágios nas seguintes áreas científicas: "Biologia e Bioquímica", "Tecnologias, Robótica, Eletrotecnia, Eletrónica e Informática", "Física, Química e Matemática" e "Ciências da Saúde".

Os estágios têm duração de uma semana, a ter lugar de 13 a 17 de julho, e são complementados com atividades socio-culturais, lazer e entretenimento.


Moby Dick
: Oficina de expressão plástica e enredos literários
O Descobrir - Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência decidiu sair fora de portas. Este verão vai levar uma oficina para Sesimbra. A melhor maneira de passar as férias de verão... fazendo uma viagem na companhia de Moby Dick, no Auditório Conde Ferreira, junto à praia de Sesimbra.

Partindo da história Moby Dick, um clássico da literatura, a proposta é fazer uma viagem ao mundo dos cetáceos. Existe mesmo uma baleia branca? Desvendam-se alguns mistérios, descobrem-se curiosidades e sabe-se quem são as baleias recordistas que nadam nos nossos mares: a maior, a mais pequena, a que mergulha mais fundo, a que percorre maiores distâncias, entre outros mais e menos…

Juntando histórias, conversas e muita criação artística, são dadas a conhecer as coisas boas que estes gigantes do oceano têm dado ao homem ao longo dos tempos. 
Esta atividade realiza-se de 27 a 31 de julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h30 e tem como público-alvo jovens dos 8 aos 12 anos. A inscrição deve ser feita até 15 dias antes do início da atividade.



nota: estas informações são uma transcrição directa do boletim, logo respeitam o ao... infelizmente...!

sábado, 4 de julho de 2015

curioso...


no dn...

ah... a bendita literacia financeira...?


no dn...


comentário:

e é esta minha gente que vai encabeçar a [tão propalada] educação financeira do pessoal (?) quando começa uma narrativa com a gestão do crédito [o que para eles, empresários, é o corriqueiro] e não, como devia ser, iniciar com a gestão dos capitais próprios...?

não admira que as empresas não dêem lucros, mais de metade delas, e que os ditos [apelidados] empresários só saibam viver dos benefícios fiscais e outras prebendas, à custa do erário público.

é isso?

já agota atentem na misturada do 'complô'...

sexta-feira, 3 de julho de 2015

legislação [educação]... pré-escolar e literacia financeira... no dre...!

Diário da República n.º 128/2015, Série I de 2015-07-03



Assembleia da República 

Primeira alteração à Lei n.º 85/2009, de 27 de agosto, estabelecendo a universalidade da educação pré-escolar para as crianças a partir dos 4 anos de idade 

Assembleia da República 

Recomenda ao Governo a implementação de medidas urgentes que conduzam ao aumento da literacia financeira no curto prazo

quarta-feira, 1 de julho de 2015

informações [educação]... educação financeira [formação]... via dge...!

Oficina de Formação - A Educação Financeira nas Escolas



A Direção-Geral da Educação, em parceria com o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, promove a oficina de formação A Educação Financeira nas Escolas – Referencial de Educação Financeira para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico, o Ensino Secundário e a Educação e Formação de Adultos.

Durante o primeiro e início do segundo períodos do ano letivo de 2015/16, será a vez da realização da ação de formação na Região do Alentejo.

Este projeto iniciou-se na região Norte, no segundo e terceiro períodos do ano letivo 2013/2014 (fevereiro a maio) tendo continuado, na região Centro, no primeiro e segundo períodos do ano letivo de 2014/2015 (setembro a janeiro), na região de Lisboa e Vale do Tejo (fevereiro a maio). Nas três regiões (nas cidades do Porto, de Coimbra e de Lisboa) a oficina de formação funcionou com duas turmas.

Divulga-se a informação relativa ao programa/calendarização da (s) turma (s) a decorrer na cidade de Évora, com o endereço para a plataforma de candidatura a esta formação.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

coisas da educação... mais um protocolo [educação financeira]... num comunicado do governo...!

"ASSINADO PROTOCOLO PARA FORMAÇÃO FINANCEIRA A PROFESSORES E ESTUDANTES


No âmbito da implementação do Plano Nacional de Formação Financeira, foi hoje assinado o Protocolo de cooperação para a preparação de materiais didático-pedagógicos de apoio ao Referencial de Educação Financeira, entre o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e Instituto de Seguros de Portugal), o Ministério da Educação e Ciência e associações do setor financeiro: Associação Portuguesa de Bancos (APB), Associação Portuguesa de Seguradores (APS), Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) e Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC).

O protocolo tem como objetivo a elaboração, edição e impressão de materiais didático-pedagógicos que apoiem professores e alunos na abordagem aos temas de formação financeira previstos no Referencial de Educação Financeira, elaborado em conjunto pelos supervisores financeiros e pelo Ministério da Educação e Ciência e adotado, em 2013, por este Ministério. 

A preparação destes materiais didático-pedagógicos visa complementar as ações de formação de professores desenvolvidas pela Direção-Geral da Educação do Ministério da Educação e Ciência com a colaboração dos supervisores financeiros, tendo em vista a implementação do Referencial de Educação Financeira nas escolas. A concretização do protocolo começará pelo desenvolvimento de materiais para o primeiro ciclo do ensino básico, prevendo-se que estes sejam testados através de uma experiência-piloto a realizar no ano letivo de 2015/2016 com uma amostra de escolas representativa do universo educativo.

O Ministério da Educação e Ciência validará a adequação pedagógica e curricular dos materiais, participará na sua elaboração e será também responsável pela promoção dos mesmos junto das escolas. Os supervisores financeiros e as associações colaborarão na avaliação da componente técnica dos materiais e na sua distribuição, disponibilizando-se estas últimas para partilharem entre si o financiamento da sua edição e impressão. O Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, através da Comissão de Coordenação do Plano Nacional de Formação Financeira, coordenará o desenvolvimento dos materiais.

A assinatura deste protocolo reflete o compromisso dos supervisores financeiros, do Ministério da Educação e Ciência e das associações do setor financeiro com o Plano Nacional de Formação Financeira e a importância estratégica atribuída à integração da formação financeira nas escolas.

Referencial de Educação Financeira

O Referencial de Educação Financeira para a educação pré-escolar, os ensinos básico e secundário e para a educação e formação de adultos («Referencial de Educação Financeira») foi preparado no âmbito de uma colaboração entre os supervisores financeiros e o Ministério da Educação e Ciência, através da Direção-Geral da Educação e da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, e aprovado em maio de 2013 pelo Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário.

O Referencial de Educação Financeira é o documento orientador para a implementação da educação financeira em contexto educativo e formativo e estabelece os conhecimentos e capacidades considerados essenciais para as crianças e os alunos, na educação pré-escolar, nos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no ensino secundário." 


 
aqui.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

importante... mesada, semanada... ou nem por isso...?


no observador...

"Não à mesada, sim à semanada. Tanto a coach parental Cristina Valente como o pediatra Mário Cordeiro concordam nesse ponto. A quantia monetária – que deve ter em conta a capacidade financeira da família e a idade da criança – é mais fácil de gerir num curto espaço do tempo, pelo que os pequenos aprendem com maior rapidez os conceitos de “gestão”, “poupança” e “consumo”.

Numa altura em que o Parlamento debate o Orçamento do Estado, o Observador preparou um guia para pais sobre o orçamento dos filhos — porque é fundamental perceber a partir de que idade se pode dar dinheiro, qual a quantia indicada e onde devem os mais novos gastar a semanada.

Ambos os entrevistados defendem que a criança deve ter a oportunidade de errar, ao gastar mal o dinheiro, e que deve existir um ligeiro controlo da parte do pai ou da mãe. Acima de tudo, a semanada não deve incluir tarefas que, à partida, já fazem parte da rotina diária das crianças — como arrumar o quarto — ou servir de pretexto para quebrar regras instituídas no seio familiar.

O importante é, tanto filho como pai, honrarem os compromissos. Diz Mário Cordeiro que a semanada não é uma brincadeira e que os progenitores são convidados a encarar o assunto com seriedade, como se de um contrato de trabalho se tratasse. E não esquecer: “Tão importante como ensinar a administrar o dinheiro e os bens, é transmitir noções de solidariedade e de partilha. É bom que a semanada (ou parte dela) sirva para coisas que a criança ou o jovem vá oferecer (…) São práticas que ajudam a formar o caráter”, esclarece Mário Cordeiro.

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Andreia Reisinho Costa

Quando é que se começa a dar dinheiro aos filhos?
 
Para Cristina Valente, entre os seis e os dez anos de idade não se deve dar qualquer tipo de quantia monetária. A coach parental considera que é a partir dos dez — e mediante a capacidade financeira da família — que a criança pode receber dinheiro e ficar responsável por ele.

Mário Cordeiro, por seu turno, argumenta que a partir dos seis anos a criança começa a entender melhor a grandeza dos números e torna-se uma consumidora ativa, pelo que o ideal é começar a entrar em contacto com o mundo financeiro. É também nesta fase que se estabelece uma “melhor relação entre trabalho e esforço, por um lado, e recompensa, pelo outro”, explica.

Semanada ou mesada?
 
Semanada, sempre, e para todas as idades. A periodicidade em causa permite uma melhor e mais fácil gestão da verba e permite ao adolescente controlar o dinheiro com maior facilidade dado o curto espaço de tempo, alega Cristina Valente. “Caso faça um gasto exagerado, só terá de aguardar sete dias, no máximo, para voltar a ter liquidez”.

O pediatra é da mesma opinião, explicando que a mesada poderá dar à criança uma sensação de ter muito dinheiro e poder gastá-lo mais rapidamente. “Creio que um dos objetivos de receber este dinheiro, que passa por obter os desejos de uma forma calculada e controlada, terá maior êxito com uma semanada”.

“Os pais nunca podem estar dependentes das circunstâncias das outras famílias para decidirem que educação dar aos filhos. O que é comum e popular nem sempre é o melhor.”
Cristina Valente
 
Quanto dinheiro de semanada?
 
O pediatra defende que a quantia deve ser “muito pequena”, de forma a evitar que as crianças fiquem demasiado entusiasmadas e porque o valor do dinheiro pode ainda não ser totalmente entendido. Seguindo a mesma lógica, não é conveniente que esta seja reduzida em excesso, correndo o risco de humilhar a criança — a quantia depende dos pais, das famílias, dos hábitos e das tradições. Mário Cordeiro dá o exemplo: “Sugiro 2 euros para o 1º ano, 2,60 no segundo, 3 no terceiro, 4,50 no quinto e por aí fora. A partir de certa idade (9º ou 10º), os gastos começam a ser diferentes porque a autonomia da criança/adolescente já obriga a outro tipo de consumo”.

O essencial é que, independentemente do valor, a semanada não crie a falsa ilusão de que se vive acima de um nível que é o da família. Ou seja, se a família estiver a passar por dificuldades, a semanada deverá ser mais contida. Caso contrário, se gozar de uma certa folga financeira, a quantia poderá ser um pouco mais elevada. E o que as outras crianças ganham não serve de argumento para ajustes financeiros desapropriados.

Pode-se aumentar a semanada com o passar do tempo. O pediatra explica que considera ser saudável que esta obedeça às regras do mercado e que haja aumentos substanciais tendo em conta as fases de transição na vida de uma criança.

Cristina Valente traz outras realidades à equação: “Os pais nunca podem estar dependentes das circunstâncias das outras famílias para decidirem que educação dar aos filhos. O que é comum e popular nem sempre é o melhor”. E quando o assunto resvala para os irmãos? “Os mais velhos, tendo mais responsabilidades e competências, deverão receber mais do que os mais novos”.

“Conheço famílias sem recursos que promovem a educação financeira nos seus filhos e famílias de classe média alta que falham nessa tarefa O segredo está na forma como os pais ensinam (ou não) a lidar com o dinheiro e não propriamente com a existência abundante dele.”
Cristina Valente
 
..."



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