in público...
Mostrar mensagens com a etiqueta artigo académico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta artigo académico. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
coisas da educação... o ensino profissional...!
A aposta no ensino profissional: educação, emprego e competitividade
By admin On · 4 Comments
No passado dia 21 de dezembro, o IPP organizou um evento sobre “A aposta no ensino profissional: educação, emprego e competitividade” no âmbito do IPP Policy Paper 3, “Returns to vocational education”. O debate foi profícuo em termos de informação, propostas, contraditório e reflexões complementares.
Sofia Oliveira apresentou as principais conclusões do seu Policy Paper, e Alexandre Homem Cristo, Paulo Guinote e Pedro Martins trouxeram pontos de vista diferentes à análise do tema. O debate saiu também em muito beneficiado pelas excelentes intervenções da audiência, que para além de associados do IPP e outros cidadãos com interesse nestas áreas, incluiu especialistas com trabalho feito nas temáticas da educação e do mercado de trabalho, como Ricardo Paes Mamede ou Francisco Lima. A moderação foi feita por Pedro Pita Barros, vice-presidente do IPP.
O estudo estatístico empreendido por Sofia Oliveira mostra que existe um “prémio” salarial para os alunos do ensino profissional
à entrada do mercado de trabalho, face aos alunos do ensino geral. No
entanto, o mesmo estudo releva que, em média, essa vantagem salarial desaparece ao fim de 8 anos. Na apresentação do seu paper, a autora destacou ainda três fatores que contribuirão para o sucesso da via profissional: 1) absorção: alinhamento entre a oferta formativa e as necessidades das atividades económica locais e regionais; 2) valorização: reforço do papel da orientação escolar como fator de credibilização; e 3) transição:
estratégia de aprendizagem ao longo da vida, orientação profissional e
gestão de carreiras. Ao contrário de Paulo Guinote, a economista
considerou que a meta de 50% dos alunos do ensino secundário no regime profissional não era de todo descabida, à luz do aumento para 12 anos de escolaridade obrigatória. Por fim, manifestou a esperança que este estudo servisse como um pontapé de saída para muito mais estudos que possam de facto contribuir para medidas mais bem fundamentadas no domínio das políticas públicas de educação.
Alexandre Homem Cristo sublinhou a necessidade de mais estudos sobre o ensino profissional/vocacional em Portugal, já que a manifestação dos seus efeitos é demorada. No seu entender, alguma da oposição a estas vias é injustificada,
já que o ensino vocacional funciona como uma introdução ao
profissional, evitando a retenção de alguns alunos na via geral e, por
isso, têm uma missão necessária de combate ao abandono escolar. Para o conselheiro nacional de educação, o papel do Estado é o de permitir às escolas autonomia suficiente, com os recursos necessários para esta autonomia ser de facto exercida.
Paulo Guinote começou por observar que este estudo confirmava estatisticamente aquilo que muitos dos profissionais encontravam no terreno: o ensino profissional é uma aposta atrativa no início mas torna-se uma “armadilha” mais tarde, por se tratar sobretudo de uma medida de combate ao abandono escolar e, mesmo nesta dimensão, ter eliminado algumas das alternativas mais interessantes que existiam. O professor do ensino básico, doutorado em História da Educação, defendeu uma formação geral sólida e não uma aposta em vias vocacionais logo a partir dos 13 anos de idade. Na sua opinião, o papel do estado devia ser o mínimo:
fiscalizar (hoje fiscaliza o que não interessa) e regular o quadro
geral, dando espaço de manobra às escolas públicas e privadas, alertando
ainda para os efeitos perversos dos mecanismos legais de controlo atuais e da definição de objetivos quantitativos
para avaliar o sucesso desta aposta, como a meta de 50%. Avisou ainda
que, na comparação público-privado, devem ser tidos em conta os
instrumentos ao dispor das escolas públicas e das escolas privadas.
Pedro Martins destacou a importância de estudos deste tipo serem conduzidos numa lógica contrafactual, de forma a neutralizar o efeito de variáveis externas ao mecanismo em análise, como o contexto socioeconómico dos alunos. O ex-secretário de Estado do Emprego considerou que o Estado devia favorecer mais a concorrência entre as escolas, de forma a incentivar melhores desempenhos, e apostar mais no envolvimento das empresas nas vias profissionais, assim como aproveitar o potencial dos fundos estruturais para financiar estes tipos de ensino.
Durante o período de participação da audiência no debate, Ricardo Paes Mamede elogiou o trabalho apresentado e fez a ligação com outro estudo que apontava para uma menor probabilidade de ingresso no ensino superior por parte dos alunos provenientes do ensino profissional
face aos alunos do ensino geral. O economista alertou também para a
possibilidade de em muitos casos o alargamento do ensino profissional
ter sido apenas instrumental para permitir o acesso ao financiamento do Fundo Social Europeu, que não financia os cursos do regime geral, reforçando a ideia de que as reformas na educação são muitas vezes motivadas por urgências imediatas e não para responder a necessidades estruturais e seguindo uma visão de longo prazo.
Como conclusão, sublinhamos os principais pontos de convergência entre os presentes:
• Para além de uma medida profissionalizante, a aposta no ensino profissional é uma ferramenta de combate ao abandono e insucesso escolar
• A questão cultural, de algum estigma associado aos “graduates” do ensino profissional, como sendo uma via apenas para alunos “desviados” ou “incapazes de completar” o ensino regular, é um entrave significativo; opondo-se ao que acontece, por exemplo, nos modelos de referência nesta área (Alemanha e Suíça) ou mesmo ao passado em Portugal (um membro da audiência referiu um exemplo: os 5 melhores alunos do ISEG no seu ano vinham todos do ensino profissional)
• As políticas e a sua avaliação devem estar mais direcionadas para a “qualidade” da oferta educativa neste tipo de ensino e menos para a “quantidade” (metas de número e % de alunos). O estabelecimento de uma meta (quantitativa) desadequada para a avaliação do ensino profissional pode pôr em causa a sua qualidade
• As questões institucionais, os contextos sociais, e os incentivos dos vários agentes, são importantes para a avaliação do sucesso ou insucesso deste tipo de ensino. Neste sentido devem-se também ter em conta as diferença entre escolas públicas e privadas, assim como os distintos contextos regionais e socioeconómicos dos alunos que seguem a via profissional
• A questão cultural, de algum estigma associado aos “graduates” do ensino profissional, como sendo uma via apenas para alunos “desviados” ou “incapazes de completar” o ensino regular, é um entrave significativo; opondo-se ao que acontece, por exemplo, nos modelos de referência nesta área (Alemanha e Suíça) ou mesmo ao passado em Portugal (um membro da audiência referiu um exemplo: os 5 melhores alunos do ISEG no seu ano vinham todos do ensino profissional)
• As políticas e a sua avaliação devem estar mais direcionadas para a “qualidade” da oferta educativa neste tipo de ensino e menos para a “quantidade” (metas de número e % de alunos). O estabelecimento de uma meta (quantitativa) desadequada para a avaliação do ensino profissional pode pôr em causa a sua qualidade
• As questões institucionais, os contextos sociais, e os incentivos dos vários agentes, são importantes para a avaliação do sucesso ou insucesso deste tipo de ensino. Neste sentido devem-se também ter em conta as diferença entre escolas públicas e privadas, assim como os distintos contextos regionais e socioeconómicos dos alunos que seguem a via profissional
Henrique Lopes Valença, Pedro Pita Barros, e Luís Teles Morais
Etiquetas:
apresentação de comunicação,
artigo académico,
competitividade,
educação,
emprego,
ensino profissional,
ligações,
opiniões,
sítios institucionais
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
dos paradoxos científicos...?...lido no feedly...!
Atenta Inquietude
by Zé Morgado
Um excelente texto sobre a "ditadura da bibliometria" e de como o
negócio da publicação não serve a ciência e enviesa a sua produção e
divulgação, "A ciência em acesso aberto: deixem os cientistas mostraro que fazem", do Professor João Costa.
"O
circuito de publicação de um artigo científico é simples de explicar. O
cientista, sem ser pago para esse efeito, produz o conteúdo que submete
a uma publicação. Outros cientistas, sem serem pagos, avaliam o
conteúdo submetido. Um outro cientista é o responsável editorial pela
publicação, geralmente sem ser pago. Fazem todo este trabalho
gratuitamente pelo prestígio e por amor à área. No final, uma editora
comercial publica. Toda a comunidade científica que participou
ativamente no processo de geração de conteúdos, validação de conteúdos e
organização da publicação poderia, em princípio, finalmente ter acesso à
publicação. Pois não é isso que acontece.
Após
todo o trabalho gratuito, se um cientista quiser ler um artigo
científico tem de pagar. Em alternativa, a biblioteca da sua instituição
tem de pagar valores que são tudo menos baixos. Atualmente, estima-se
que o valor global das assinaturas pagas na Europa pelas bibliotecas às
editoras de revistas científicas ronde os 7000 milhões de euros por ano.
Este valor poderia dar emprego a muitos cientistas ou pagar equipamento
para investigação. É evidente que isto não faz sentido.
E, no entanto, toda a comunidade científica joga este jogo e alimenta-o."
terça-feira, 14 de outubro de 2014
leitura [educação]... avaliação de desempenho de professores [vários artigos]... sob a batuta de joão ruivo...!
Etiquetas:
artigo académico,
associações pedagógicas,
avaliação de desempenho docente,
educação,
joão ruivo,
leitura,
livro digital,
professores
quinta-feira, 10 de julho de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
o artigo citado na entrada anterior... 'an evaluation of the left-brain vs. right-brain hypothesis with resting state functional connectivity magnetic sesonance imaging'... no plos one org...!
"Abstract
Lateralized brain regions subserve functions such as language and visuospatial processing. It has been conjectured that individuals may be left-brain dominant or right-brain dominant based on personality and cognitive style, but neuroimaging data has not provided clear evidence whether such phenotypic differences in the strength of left-dominant or right-dominant networks exist. We evaluated whether strongly lateralized connections covaried within the same individuals. Data were analyzed from publicly available resting state scans for 1011 individuals between the ages of 7 and 29. For each subject, functional lateralization was measured for each pair of 7266 regions covering the gray matter at 5-mm resolution as a difference in correlation before and after inverting images across the midsagittal plane. The difference in gray matter density between homotopic coordinates was used as a regressor to reduce the effect of structural asymmetries on functional lateralization. Nine left- and 11 right-lateralized hubs were identified as peaks in the degree map from the graph of significantly lateralized connections. The left-lateralized hubs included regions from the default mode network (medial prefrontal cortex, posterior cingulate cortex, and temporoparietal junction) and language regions (e.g., Broca Area and Wernicke Area), whereas the right-lateralized hubs included regions from the attention control network (e.g., lateral intraparietal sulcus, anterior insula, area MT, and frontal eye fields). Left- and right-lateralized hubs formed two separable networks of mutually lateralized regions. Connections involving only left- or only right-lateralized hubs showed positive correlation across subjects, but only for connections sharing a node. Lateralization of brain connections appears to be a local rather than global property of brain networks, and our data are not consistent with a whole-brain phenotype of greater “left-brained” or greater “right-brained” network strength across individuals. Small increases in lateralization with age were seen, but no differences in gender were observed.
Citation: Nielsen JA, Zielinski BA, Ferguson MA, Lainhart JE, Anderson JS (2013) An Evaluation of the Left-Brain vs. Right-Brain Hypothesis with Resting State Functional Connectivity Magnetic Resonance Imaging. PLoS ONE 8(8): e71275. doi:10.1371/journal.pone.0071275
Editor: Yong He, Beijing Normal University, China
Received: March 15, 2013; Accepted: June 26, 2013; Published: August 14, 2013
Copyright: © 2013 Nielsen et al. This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.
Funding: The project described was supported by NIH grant numbers T32DC008553 (JAN), NIMH K08MH092697 (JSA), and NIMH RO1MH080826 (JEL), the Flamm Family Foundation, the Morrell Family Foundation, the Primary Children’s Medical Center Foundation, and by the Ben B. and Iris M. Margolis Foundation. The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.
Competing interests: The authors have declared that no competing interests exist.
Editor: Yong He, Beijing Normal University, China
Received: March 15, 2013; Accepted: June 26, 2013; Published: August 14, 2013
Copyright: © 2013 Nielsen et al. This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.
Funding: The project described was supported by NIH grant numbers T32DC008553 (JAN), NIMH K08MH092697 (JSA), and NIMH RO1MH080826 (JEL), the Flamm Family Foundation, the Morrell Family Foundation, the Primary Children’s Medical Center Foundation, and by the Ben B. and Iris M. Margolis Foundation. The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.
Competing interests: The authors have declared that no competing interests exist.
Introduction
Lateralized brain regions direct functions such as language and visuospatial processing. In most right-handed individuals, paying attention to stimuli involving language elicits brain activity lateralized to the left hemisphere, whereas paying attention to stimuli involving visuospatial processing elicits brain activity lateralized to the right hemisphere [1]–[4]. Atypical lateralization in brain structure and function is associated with neuropsychiatric disorders such as autism spectrum disorders and schizophrenia [5]–[10], although there is considerable variation within typically developing individuals in the strength to which specific functions such as language are lateralized to the canonical side, particularly for left-handed and ambidextrous individuals [11].Previous studies of brain laterality are largely limited to regional assessment of specialized functions and differences in structural lateralization. It has been well documented that small structural asymmetries consisting of a frontal (right>left) and occipital (left>right) shear effect are present in most individuals [12], in addition to asymmetries of the planum temporale, angular gyrus, caudate, and insula [13]. A diffusion tensor study of a predefined brain parcellation using graph-theoretical methods showed increased efficiency and connectedness within the right hemisphere, but with regions of greatest network centrality in the left hemisphere [14]. Additional asymmetries in gray matter volume have been observed within nodes of the default mode network [15].
With the recent development of resting state functional connectivity magnetic resonance imaging (rs-fcMRI) techniques, it has become possible to characterize whole-brain lateralization using a data-driven approach. Two recent studies have investigated whole-brain lateralization using rs-fcMRI [16], [17]. Liu et al. (2009) found that connectivity of classical language regions, medial prefrontal cortex, and posterior cingulate cortex was most strongly left-lateralized, whereas that of insula, angular gyrus, anterior cingulate cortex, and visual cortex was most strongly right-lateralized. Males had more strongly lateralized connections than females. In a factor analysis, the four factors that accounted for the most variance involved regions from the following cortical networks: visual, default, salience, and language. Handedness influenced the laterality of the four factors; however, it affected laterality differently across the factors.
Tomasi and Volkow (2012) demonstrated that short- and long-range connections were predominantly right-lateralized in brain regions surrounding the lateral sulcus, whereas left-lateralized connections were limited to medial areas of the occipital cortex and superior rim of the parietal and posterior frontal lobes [17]. Additionally, much of the medial aspect of the frontal and parietal lobes had right-lateralized long-range connections, whereas Broca Area and angular gyrus had left-lateralized long-range connections. As in Liu et al. (2009), males had more lateralized connections than females, although the effect was small.
These studies raise important questions. Does functional connectivity lateralization reflect structural asymmetry or does it represent a lateralized difference in the strength of synaptic connections? Does a whole-brain phenotype of relatively greater “left-brain” or “right-brain” functional specialization across individuals exist, or are lateralized connections in different brain networks independent of each other within an individual? Are these connectivity patterns modified with age, as the brain matures into an adult phenotype? In this manuscript, we address these questions and find that lateralized regions create left- and right-lateralized networks, lateralized connections are independent from one another across individuals, and that the majority of functional lateralization occurs before age seven."
para ler o resto do artigo... siga a ligação abaixo...
segunda-feira, 29 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
sábado, 2 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
domingo, 9 de setembro de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
sábado, 7 de julho de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)


