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sexta-feira, 19 de outubro de 2018
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
o meu arquétipo, segundo carl jung...
segundo um questionário no fb...
nota: naturalmente o resultado só poderia qualquer coisa de similar...! :-)
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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sábado, 9 de julho de 2016
coisas da educação... bi ou tri temporal, o resultado de uma sondagem...!
Os Diretores de Agrupamento, através da ANDAEP, apresentaram uma proposta de alteração do calendário escolar para 2 semestres, em vez dos tradicionais 3 períodos. A sondagem realizada pelo ComRegras, envolvendo mais de 2000 pessoas da comunidade escolar rejeita essa mudança. Apesar da rejeição, vê-se pelos resultados que é um tema fraturante e por isso merece uma reflexão substancial por parte de quem decide.
Pessoalmente não consigo afastar a questão do calendário escolar da avaliação. Como todos sabemos a avaliação tem 3 momentos (4 se contarmos com os exames) marcantes ao longo do ano letivo, no qual os alunos tomam formalmente conhecimento do seu desempenho. Mas até que ponto precisamos de 3 momentos avaliativos?
Se a avaliação é contínua, até bastaria 1 momento avaliativo para indicar ao aluno se transita ou não transita. Podíamos perfeitamente dar um feedback semelhante às avaliações intercalares e ficava a questão resolvida. Mas este procedimento não colocaria em causa a própria essência da "continuidade"?
Ao longo dos anos tenho assistido a alguma confusão sobre o que é continuidade. Alguns professores tomam os 3 períodos como momentos independentes, fazendo uma avaliação baseada na média pura dos 3, outros têm em consideração o ponto de chegada e o ponto de partida, enquanto outros têm em consideração todos os momentos do ano chegando a discriminar o peso que cada temática tem.
Mas esta coisa da avaliação contínua questiona a sua própria continuidade... A continuidade remete para algo contínuo, logo uma avaliação contínua, ou seja uma avaliação com vários momentos ao longo do ano. Falo da diferença entre mini-testes e testes. E aqui continua a existir uma grande heterogeneidade nos professores, alguns aplicam essa continuidade avaliativa, enquanto outros aplicam a avaliação esporádica enquanto estratégia preferencial.
E depois ainda temos a questão dos que baseiam a sua avaliação apenas na média dos testes, mas isso é entrar por outros campos…
Como vêm este é um tema confuso que precisa de ser analisado por diversos prismas. Esta proposta dos Diretores vem questionar fundamentos há muito instituídos.
E já agora, o que é mais importante? A avaliação contínua ou a aprendizagem contínua?
Ficam os dados da sondagem.
|
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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ora vamos mas é lá brincar...!
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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terça-feira, 28 de junho de 2016
referendos, consultas populares, sondagens... mas a conversa agora é outra, saímos ou ficamos...?
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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segunda-feira, 21 de março de 2016
coisas da educação [sondagem]... gestão de conflitos e formação de professores...!
Resultados das Sondagens |Gestão/Mediação de Conflitos na Formação de Professores |
Ficam os resultados da última sondagem deste período e a análise do Paulo Guinote.
Gerir Conflitos: Entre a Teoria e o Empirismo
Quer-me
igualmente parecer, mesmo desconhecendo eu o plano de estudos de muitos
dos cursos actuais de formação de professores e como eles se desenrolam
no concreto, que a abordagem actual deste tipo de questões se faz muito
pela análise teórica, pelas teorias sobre as razões dos comportamentos
de indisciplina e técnicas de gestão de conflitos, mas muito pouco pelo
contacto directo com situações do quotidiano real, em carne e osso,
quando é necessário aliar ao saber teórico um controle das emoções e
reacções no tempo curto de segundos e não no tempo da reflexão escrita.
Esta
falha tem sido colmatada de modo muito deficiente por acções de
formação contínua, mesmo se o tema se tornou um pouco “moda” na última
década. Se há formações nesta área que se revelam inovadoras e
dinâmicas, com a simulação de situações reais e a apresentação de
cenários de resolução para debate entre os participantes em modelo de
workshop ou círculo de estudos e não de palestras, é difícil negar que a
aprendizagem da maior parte dos professores em exercício se fez ao
longo da sua prática docente, com tentativas e erros, com experiências
mais ou menos conseguidas, conforme os contextos e culturas de escolas,
assim como as características dos diferentes grupos-turma ou alunos
individuais.
Como
poderia ser isto de outra forma? Ao nível da formação inicial com uma
interacção muito maior entre as abordagens teóricas e o quotidiano
escolar, com os futuros professores a assistirem na 1ª pessoa a aulas
com grupos problemáticos, sem receios por parte dos docentes envolvidos
em partilhar as suas experiências e vivências, sem pretensões de
magistério ou apresentação de fórmulas únicas numa matéria tão
complicada. Do mesmo modo, as acções de formação contínua devem ser
repensadas para não se limitarem a repetir o que já é sabido,
replicando-se ano após ano, de acordo com sebentas cristalizadas há mais
ou menos tempo. Devem ser organizadas numa perspectiva multidisciplinar
e não fugindo ao conflito entre formas diferentes, antagónicas ou
complementares, de encarar a origem, prevenção ou resolução dos
fenómenos de indisciplina ou “conflito” na sala de aula ou no espaço
escolar. Porque o assunto não é apenas do interesse de professores deve
mobilizar outro tipo de profissionais da Educação e, muito importante,
chamar ao diálogo os alunos e as suas famílias. Sem este leque amplo de
olhares sobre estes fenómenos, quase tudo permanecerá sem grandes
alterações, com queixas sobre falta de formação ou com insatisfações
diversas acerca daquela que existe. E esse será um péssimo serviço
prestado a todos aqueles que vivem o seu quotidiano nas escolas e nas
salas de aula.
no com regras...
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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segunda-feira, 14 de março de 2016
inclusão exclusiva ou exclusão inclusiva...?
Resultados da Sondagem | Considera a inclusão de alunos na educação especial:by Alexandre Henriques |
Como sempre, ficam os resultados e a análise de Paulo Guinote. Obrigado pela vossa colaboração ;)
Incluir, quem, como, quando?
Vou
começar pelo enquadramento geral que, sendo pano que dá para vários
fatos, tentarei circunscrever ao que acho mesmo essencial e que passa
por: despiste precoce, acompanhamento especializado de proximidade
dentro e fora da escola, “desenho” de um currículo adequado a cada caso a
partir de um conjunto de matrizes básicas, avaliação qualitativa,
trabalho em estreita colaboração (sempre que possível) com a família e
outros especialistas fora da escola. O que acho que está pior no
“modelo” e nas suas condições de funcionamento: definição de NEE como
sendo apenas as “permanentes” não a flexibilizando a situações que,
podendo não ser permanentes, necessitam de uma intervenção equivalente,
mesmo se mais curta no tempo; falta de pessoal especializado nas escolas
para acompanhamento de muitas situações (as tais equipas
multidisciplinares que não devem ser confundidas com equipas de
professores de quaisquer disciplinas), as quais estão muito para além da
eficácia no preenchimento da papelada burocrática (por necessária que
seja essa capacidade); desenho de soluções curriculares nem sempre muito
ajustadas ao perfil dos alunos.
O
que significa que, embora ache que a legislação limita excessivamente a
definição de NEE e as afunila num compartimento quase estanque em
relação a outros trajectos curriculares mais regulares, o principal
problema para mim é desde quando e de que forma se procede ao
acompanhamento deste tipo de alunos.
Quanto
a isso, sem qualquer pretensão de magistério sobre o tema ou sequer de
solução milagrosa ou inovadora a generalizar, apenas posso dizer como
oriento o meu trabalho sempre que fico com a responsabilidade de
leccionar Português, Introdução à Informática ou outra área a um grupo,
maior ou menor, de alunos com NEE, como acontece ainda este ano.
Em
primeiro lugar, procuro aperceber-me, com maior ou menor recurso a
papelada anterior de diagnóstico, do perfil de capacidades dos alunos em
causa. Para isso, em regra, deveria ter documentação técnica de boa
qualidade, produzida por quem sabe o que eu não sei. Nem sempre é a
regra, pelo que a abordagem empírica é indispensável, tudo melhorando
quando se trabalha vários anos com os mesmos alunos, em continuidade. O
que também não é sempre a regra por humores administrativos ou outros.
Em seguida, procuro que eles se sintam bem no espaço que partilhamos e
que em muitos casos é o de alunos com características muito diferentes,
personalidades diversas e com perfis de aprendizagem muito
diferenciados. O que transforma a sala numa espécie de patchwork
pedagógico e relacional, em que a maior preocupação não é a transmissão
de conhecimentos e conteúdos, mas sim a exploração de algumas
capacidades a ritmos muito variados. Exemplifico com dois alunos que
tenho, irmãos, com graus diferentes de desempenho na relação com a
informática. Um deles, o mais velho, com imensas dificuldades de
memorização de informação e que não consegue sequer adquirir níveis
mínimos de escrita para além da cópia das letras enquanto desenhos sem
significado para além desse, levou meses até conseguir adquirir as
rotinas funcionais mais básicas de ligar correctamente um equipamento,
reconhecer os ícones a usar para aceder a alguns programas ou à
internet; para fazer pesquisas foi necessário que ele usasse as letras
do teclado como uma espécie de ícones (imagens) a memorizar, associadas a
determinados conteúdos pretendidos. É ilusório pensar que uma hora é,
nestas condições, toda de “trabalho” na acepção limitada de algumas
mentalidades. Realizada uma pequena tarefa a consolidar segue-se uma
maioria de tempo de usufruto do equipamento em actividade lúdica.
Lamento que exista quem não perceba isto, mas acontece. Nem sempre as
formações aceleradas acrescentam sensibilidade a alguma aridez humana. O
outro irmão, mais novo, conseguiu num par de meses fazer tudo isto e
muito mais, já sabendo usar o equipamento (computador) com autonomia que
só esbarra nas dificuldades de escrita, que também tem mas em menor
grau. E já consegue levar cd’s e querer ver filmes que gosta ou copiar
ficheiros. Ajuda o irmão e essa é a maior conquista, associada ao apoio
que uma outra aluna do grupo lhes prestou desde o primeiro momento. De
acordo com uma escala preguiçosa, aprenderam pouca coisa. Na minha
perspectiva, mais preocupada com a forma como eles se sentem na escola e
na sala, há evidentes ganhos, traduzidos na forma como são aceites pelo
resto do pequeno grupo que chega a ter alunos “regulares”, quando estão
sem aulas, bem como pelo modo como parecem estar felizes naquele par de
horas semanais.
Se
isto é “inclusão” ou não, de acordo com definições nacionais ou
cosmopolitas? Não sei. Só sei que eles fazem parte integrante de um
grupo de trabalho tão funcional quanto heterogéneo. Se é este o melhor
método? Sim, para estes casos. Para outros, não sei. Depende. De
experimentarmos. De olharmos para os alunos e vermos os que eles têm lá
dentro em vez de despejarmos sobre eles as nossas teorias ou
formatações.
via com regras...
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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sábado, 12 de março de 2016
do regresso do filho pródigo...
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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continuando o dia... perplexo mas não propriamentente surpreendido...!

Eutanásia: 67,4% dos portugueses a favor, segundo estudo da Eurosondagem
via sapo...
"Eutanásia: 67,4% dos portugueses a favor, segundo estudo da Eurosondagem
O
Expresso e a SIC noticiaram ontem o resultado de um estudo da
Eurosondagem feito no início de março segundo o qual a maioria dos
portugueses defende a legalização da morte assistida a pedido do doente.
Apenas 22,1% do total de inquiridos se manifestou contra a
legalização da eutanásia e 10,5% não sabe ou não responde. Outra
conclusão relevante é que menos de metade - 47,8% - das pessoas que
participaram considera necessário fazer um referendo sobre este tema.
Para 31,4%, o referendo é desnecessário e 20,8% dizem não saber.
Mais dados do estudo e a ficha técnica podem ser consultados no site do Expresso."
via sapo 24...
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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segunda-feira, 7 de março de 2016
sem peias e tergiversações retóricas... a autonomia a quem a queira e dela faça bom uso...!
Resultados da Sondagem | É a favor da existência de Quadros de Honra nas escolas?by Alexandre Henriques |
Ficam os resultados e a opinião de Paulo Guinote. Obrigado pela colaboração ;)
Em defesa da Honra
A
minha posição é muito simples: a existência de quadros de honra ou
mérito deve ser da exclusiva responsabilidade de cada escola, a partir
de decisão do seu Conselho Pedagógico com ratificação pelo Conselho
Geral. Isso é autonomia, isso é algo que tem a ver com a cultura e
identidade de cada escola.
Se
não gostam, acham que é “fascista” ou “prisioneiro da lógica da
competição”, que traz mal porque os alunos se tornam menos cooperativos,
mas os aprovem. Se acham que é um mecanismo de reconhecimento simbólico
do mérito desses mesmos alunos, aprovem-nos e implementem-nos, seja de
valor absoluto (média das notas) ou relativo (envolvimento em projectos
escolares, desporto, etc).
Como
devem calcular, eu defendo a segunda hipótese e tanto mais quanto a
pressão for para produzir sucesso a todo o custo vai a par de uma
mentalidade igualitarista no pior sentido da indiferenciação. Acho que
quando parece que todos devem ter sucesso, se deve dar um estímulo para
que esse sucesso seja de qualidade e não apenas o desfecho de uma
imposição administrativa. Exactamente para não intensificar a
argumentação é que nem desenvolvo o meu pensamento quanto a quem acha
que estes quadros são prejudiciais. Limito-me a dizer que seria tão bom
que, pelo menos desde o 7º ano, consultassem, sem tentar enviesá-la na
apresentação da questão, os alunos acerca disto. Posso estar enganado,
mas acho que até muitos dos menos bons em termos académicos concordariam
com o princípio de diferenciar simbolicamente os alunos com melhor
desempenho académico, disciplinar ou desportivo.
E ficaria tempo para os professores se preocuparem com outras coisas, menos bizantinas.
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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terça-feira, 1 de março de 2016
safanões, carolos, palmadas, beliscões e quejandos...?
Resultados da Sondagem | Acha aceitável um professor dar uma palmada a um aluno?by Alexandre Henriques |
Ficam os resultados da maior sondagem ComRegras até à data e a análise do Paulo Guinote.
A Palmada Pedagógica
Eu discordo.
Como
pai. Como pai, acho que numa fase inicial da vida a aprendizagem de
alguns limites e fronteiras com o perigo nem sempre se consegue fazer
com argumentos racionais, explicações carinhosas. Algumas vezes, o
perigo e a urgência exigem algo mais, mesmo que politicamente
incorrecto. Em termos biológicos, a dor é sinal que algo está errado no
corpo. Não defendo a dor extrema, sequer grave, mas a tal “palmada” é
“pedagógica” exactamente quando funciona como “aviso” apropriado, sem
excessos na intensidade e muito menos na frequência. Seria um mentiroso e
hipócrita se afirmasse que a não usei. E com resultados práticos, quase
apagados da memória de quem a recebeu, mas que conduziram a alteração
de condutas. Claro que poderá existir quem queira daqui extrapolar que
eu defendo qualquer princípio fundamental relacionado com o valor da
violência física, mas não é disso que estou a falar.
Agora como professor.
Não
aceito que a aprendizagem seja feita sob coacção física ou que o erro
seja corrigido na base da palmatória como foi prática dominante durante
muito tempo. A aprendizagem forçada pelo medo até pode funcionar mas
assisti demasiado de perto, enquanto aluno, aos bloqueios criados pelo
terror da reguada por erro ortográfico. Barbaridades que nada tinham de
pedagógico. Há gente que nunca deveria ter podido continuar a dar aulas
depois do que fez. Mas provavelmente tornaram-se mentoras, orientadoras
de estágio, gente com prestígio e sabedoria para dar e vender.
Dito
isto, não posso deixar de afirmar que uma coisa é usar coacção e
violência física para “ensinar”, o que é completamente inaceitável e
outra é estar-se completamente indefes@ perante agressões continuadas,
de desrespeito e provocação verbal até à própria ameaça e coacção
física, como acontece com mais docentes do que linhas SOS registam
quando alguma organização precisa de anunciar qualquer coisa para a
comunicação social. Aqui não se trata de qualquer relação com pedagogia
mas apenas de auto-defesa, sobrevivência pura.
Palmada pedagógica? Não.
Cívica? Talvez.
Se isto responde à questão da sondagem desta semana? Provavelmente, não.
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
sondagem [resultados]... a escolaridade até à maioridade...?
Resultados da Sondagem | Concorda com o ensino obrigatório até aos 18 anos de idade?by Alexandre Henriques |
Ficam os resultados e a análise de Paulo Guinote.
A escolaridade como truque político
A
favor da escolaridade obrigatória de 12 anos ouvi argumentos
teoricamente quase inatacáveis: aumentar a escolaridade é um bem em si
mesmo e tal como aconteceu com a de 9 anos, em pouco tempo será
conseguida; ou então que esta é a estratégia certa para qualificar a
população jovem e a adequar melhor a um novo mundo laboral em mutação,
que implica a aquisição de mais competências e conhecimentos, que o 9º
ano já não garante.
Certo, certíssimo.
Mas
alargar a escolaridade para os 12 anos é diferente de a alargar para o
12º ano. A menos que, como se passou, se comecem a traçar vias paralelas
rápidas para muitos alunos que chegavam ao 9º ano já perto dos 18 anos e
com o desejo de sair da escola permanecerem no sistema e assim se
combaterem as chatas estatísticas do abandono escolar precoce. E foi
assim que o que o PS concebeu, o PSD concretizou através do desígnio
anunciado por Nuno Crato de se ter pelo menos metade dos alunos do
Secundário em vias vocacionais ou profissionalizantes, seguindo-se a
criação de cursos técnicos superiores de “banda curta” para compor todo o
cenário.
Aquilo
a que assistimos no presente é a efectiva implementação da escolaridade
de 12 anos numa lógica de extensão do Ensino Básico em todas as suas
qualidades e defeitos, esvaziando este nível de ensino, na maior parte
dos casos, de um carácter mais exigente e pré-universitário, enquanto se
simula uma massificação de um ensino profissionalizante destinado a
preencher estágios no sector dos serviços e seguir para o desemprego
pouco depois, por falta de credibilidade deste tipo de formação junto
dos maiores empregadores nacionais (ou regionais).
O
alargamento da escolaridade para 12 anos é já um sucesso estatístico,
cuja paternidade suscita disputas e, ao contrário de outras, tem muitos
candidatos a assumir a sua responsabilidade plena. Não estamos ainda em
condições de perceber se o sucesso vai mais além. Acredito que uma
auto-avaliação promovida ou encomendada pelo ME (feita pelo CNE ou uma
qualquer equipa de especialistas convidados) conclua pela sua imensa
bondade e pelo aumento da auto-estima dos alunos, como aconteceu com as
Nova Oportunidades. Mas o que eu gostaria mesmo era de saber o impacto
deste tipo de medida na empregabilidade e nível de remuneração dos
jovens. Os dados de que dispomos até agora não parecem os mais
animadores. Mas pode ser que a culpa seja apenas da crise.
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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sábado, 20 de fevereiro de 2016
coisas da educação... monodocência...?
Resultados da Sondagem | Concorda com o fim da monodocência no 1º ciclo?by Alexandre Henriques |
Conheçam os resultados e análise de Paulo Guinote.
Mono, Bi, Polidocência… tudo depende
Tal
como as coisas estão, acho que a monodocência deve continuar a ser a
regra básica, com um professor titular de turma a assegurar o essencial
do trabalho com as turmas e, em especial a partir do 3º ano, a poderem
existir professores que venham trabalhar áreas como a Educação Física, o
Inglês ou as TIC, podendo dar mesmo a sua classificação com maior ou
menor peso na nota final.
Isso
até permitiria flexibilizar a redução do horário lectivo dos
professores do 1º ciclo de forma regular, sempre que acompanhassem a
turma do 1º ao 4º ano, algo que agora não acontece. E acho que, numa
lógica de articulação vertical do currículo, faz todo o sentido que se
comecem a partilhar experiências e olhares entre os vários ciclos do
Ensino Básico.
Mas,
confesso, preferiria que esta discussão fosse feita a par de uma outra
mais vasta acerca da própria organização do Ensino Básico que, numa
lógica de escolaridade de 12 anos, não tem grande sentido estar dividido
em três ciclos, preferindo em que se reduzissem para dois, cada um
deles com 4 ou 5 anos. Num 1º ciclo com 5 anos, a monodocência deveria
existir até ao 3º ano e depois existir já um início de polidocência,
ficando o 2º ciclo com uma estrutura mais alargada e próxima do actual
3º ciclo. Na outra hipótese (4+5), a introdução da polidocência ou uma
forma de monodocência coadjuvada poderia iniciar-se no 3º ano. Mas tudo
isto depende, lá está, de um outro debate igualmente mais amplo sobre o
conteúdo do currículo do 1º ciclo e do que queiramos entender como
matérias curriculares obrigatórias e actividades extra-curriculares
opcionais.
A
monodocência, num aspecto mais restrito ou alargado, tem a vantagem de
manter um referencial central para os alunos mais novos e acho que esse é
um valor que não deve ser abandonado. No entanto, acho que só se terá a
ganhar com a abertura do 1º ciclo à presença de outros professores e de
outras experiências, outras metodologias, quando os alunos chegam aos
8-9 anos.
Fim da monodocência? Não.
A sua reformulação e enriquecimento numa perspectiva mais alargada de reforma da organização do Ensino Básico? Sim.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
expectável, quanto baste...?
Resultados da Sondagem: Avalie o desempenho dos assistentes operacionais da sua escola. |
O Elo mais Fraco
Prefiro
concentrar-me numa breve análise da vulnerabilidade da situação
profissional do pessoal não docente, nomeadamente do pessoal que
assegura alguma ordem nos corredores e pátios das escolas, que nos
garante a limpeza do espaço e alguma funcionalidade dos equipamentos em
torno de salários que desmerecem a sua importância.
Vou destacar dois aspectos que acho fundamentais, não negando outros igualmente importantes:
- A vulnerabilidade quotidiana de quem tem de enfrentar mesmo na primeira linha, muita da falta de educação e civismo de muitos alunos (e mesmo encarregados de educação), com escassos meios de defesa e quantas vezes sem a compreensão de outros actores educativos, correndo riscos ainda maiores do que os professores e tendo ainda menores meios de defesa. Por vezes, enquanto professores, queixamo-nos do que poderia ser melhor e temos razão. Há sempre quem não cumpra, mas é muito mais quem cumpre e bem uma missão profundamente complicada, perante o desrespeito, a arrogância e a prepotência dos “pequenos ditadores” que raramente aceitam um reparo ou um não e que se acham na posse de todos os direitos e de nenhum dos deveres. Como, apenas a título de exemplo, aquelas criaturas que deitam para o chão toda o lixo que lhes passa pelas mãos, achando que a limpeza nasce do ar.
- A vulnerabilidade profissional, entre a escassa remuneração e a precariedade de muito pessoal que surge nas escolas, com pagamento à hora, sem quaisquer garantias de uma carreira com um horizonte que justifique os riscos corridos. Em outras paragens, o pessoal não docente é em menor número, exactamente porque a sua necessidade é menor em função de hábitos culturais bem diversos. Mas também são paragens onde a sua situação profissional não é tão precária e onde a ninguém passaria pela cabeça que este tipo de função pode ser exercido por qualquer pessoa inscrita num centro de desemprego.
Quando
me dizem que uma escola é uma organização e que se deve nortear por
princípios de eficiência e eficácia, questiono-me se tão sabedores
teorizadores consideram correcta a abominável gestão dos recursos
humanos não docentes que se pratica entre nós. Porque uma Escola é mais
do que aulas dadas entre toques e há todo um trabalho tanto de
rectaguarda como de “frente de batalha” que é essencial para o seu bom
funcionamento. E o bom desempenho do pessoal docente é essencial para a
própria imagem que é transmitida por cada escola para o exterior e para
os próprios alunos. E nem sempre há quem se lembre disso e lhe dê a
merecida importância.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
coisas da educação... eleição do director [resultado da sondagem]...!
Resultados da Sondagem: Concorda com o método de eleição do Diretor do Agrupamento/Escola?by Alexandre Henriques |
Ficam os resultados e análise de Paulo Guinote.
A Democracia segue dentro de momentos
Fala-se
muito e pratica-se pouco. E pratica-se pouco, desde logo, porque a
Escola deixou de ser uma organização democrática como já foi, porque
isso foi anatemizado por pessoas que alegam pensar muito bem estas
coisas e que preferem que as escolas sejam “eficazes” e que funcionem
como “unidades de gestão” porque – dizem, com algum peito feito – “os
tempos são outros”. E eu nunca percebo bem que tempos são esses,
parece-me sempre conversa fiada, verborreia atirada à parede, chavões
colhidos em sebentas já muito datadas em que fazem por avultar termos
como “responsabilização” para justificar que a administração e gestão
escolar tenha passado a obedecer a uma lógica piramidal e hierárquica,
baseada no procedimento da nomeação e no princípio da obediência, em que
o modelo da direcção unipessoal é o único que pode ser seguido.
A
mim, tudo isto continua a levantar imensas reservas, até por não ser de
agora que acho que o actual modelo de administração e gestão escolar é
na sua orgânica incompatível com a Lei de Bases do Sistema Educativo
ainda em vigor, por muito que existam desejos de o fazer esquecer e
diversas incapacidades em alterar de modo coerente e consistente com “os
novos tempos”.
Mas
concentremo-nos no processo de escolha d@ director@, entregue ao
Conselho Geral que é, neste modelo, um híbrido de Parlamento e Câmara
Corporativa, com membros eleitos democraticamente (caso do pessoal
docente e não docente), outros designados por organizações ou
instituições diversas (autarquias, associações de pais) e outros ainda
cooptados (sociedade civil), numa mistura numerosa e nem sempre levada a
sério. Considero o processo de escolha errado, mesmo se menos mau do
que uma nomeação directa pelo aparelho da administração escolar central
(ou local, como agora se começa a desenhar). Considero que o processo de
escolha deveria obedecer a um processo muito mais democrático, em que
quem está na escola pudesse escolher o seu líder, entre os pares que
melhor o conhece e às suas capacidades, não restringindo essa função a
um colégio eleitoral. Faço parte de um, estou a advogar contra interesse
próprio. Aceito que uma comissão restrita fizesse a verificação da
legalidade das candidaturas, a sua correcção formal, o conteúdo dos
projectos e mesmo uma proposta de ordenação dos seus méritos. Mas a
escolha deveria ser por eleição alargada de todo o pessoal docente e não
docente da escola/agrupamento, a que se poderiam juntar os elementos da
direcção da associação de pais (no caso de existir) ou (opção que acho
ainda melhor) do conjunto dos representantes dos encarregados de
educação escolhidos para cada turma, sem inclusão de elementos externos à
organização escolar em tal eleição.
O
alargamento – e o uso do voto secreto como agora ainda acontece na
votação das listas de professores que se candidatam ao Conselho Geral –
do corpo eleitoral faria diminuir eventuais pressões ou jogos de poder
restritos, assim como a combinação do voto de professores, funcionários e
encarregados de educação permitiria uma muito maior democraticidade de
todo o procedimento. A participação dos alunos deveria acontecer apenas
no caso das escolas com Ensino Secundário com associações de estudantes,
votando os elementos da sua direcção com mais de 16 anos, o que já é
algo mais avançado do que acontece na sociedade em qualquer outra
eleição.
O
regresso da Democracia ás escolas poderia começar por aí e estender-se a
outros procedimentos de escolha das chefias intermédias, bem como
deveria ser aberta a possibilidade do Conselho Geral optar por um modelo
de gestão unipessoal ou colegial, em que a responsabilização fosse
distribuída de acordo com os pelouros atribuídos a cada elemento de uma
Direcção colectiva. Para além de que apresentando-se listas de equipas
directivas se ficasse, logo à partida, com uma noção muito mais concreta
do valor da solução escolhida do que quando se restringe a uma pessoa
que depois nomeia os restantes colaboradores.
Em
suma, para que a Escola possa ensinar a Democracia é muito importante
que viva ela própria em Democracia, porque o exemplo da prática das
virtudes exaltadas é a melhor lição que se pode dar das suas vantagens.
no com regras...
Publicada por
Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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10:00 da tarde
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
coisas da educação... reflexões para o fim de dia...!
Educação Física… Your’re Out!by Alexandre Henriques |
Desde
que Paulo Guinote aceitou o meu convite para fazer comentários às
sondagens do ComRegras deixei de opinar sobre as ditas não só por
respeito, mas também por reconhecer a excelência da sua análise. Porém,
excecionalmente, por ser uma matéria tão presente no meu dia-a-dia, não
posso deixar de opinar sobre os resultados da última sondagem - A disciplina de Educação Física deve contar para a média de acesso ao ensino superior?. Declaração de interesses, sou professor de Educação Física.
Setembro
de 2005, reunião geral de professores, a diretora durante o seu
discurso profere a seguinte afirmação "...só os professores de educação
física é que não serão diretores de turma pois não têm perfil para
isso...", resposta de um colega de português "pois... é a malta das
cambalhotas..."
Na
altura fiquei entre o estupefacto e a vontade de perguntar de onde é
que me conheciam para fazer esse juízo de valor? Foi o momento de maior
preconceito a que assisti em toda a minha carreira docente, esse e o de
ter de subir a nota para um aluno passar só porque tinha negativa à
minha disciplina. Desde então, na mesma escola, fiz de tudo um pouco e
já fui DT por mais do que uma vez... e que eu saiba continuo a ser
professor de educação física...
Voltando
à sondagem que mostra que mais de 70% dos votantes são favoráveis à
(re)integração da disciplina de educação física na média de acesso ao
ensino superior, deixa-me naturalmente satisfeito, pois verifico que a
maioria pensa como eu.
Não
vou cair na tentação de começar a medir a importância das disciplinas,
pois se a conversa for por aí, cada um vestirá a sua camisola e
estaremos perante um debate ao estilo "prolongamento" da TVI24 e esta
coisa da minha ser melhor que a tua, não é lá muito digna para um espaço
que é escrito por e para professores.
A
razão pela qual a disciplina de educação física foi banida das contas
da média de acesso é um mistério. Na altura, a justificação de Nuno
Crato foi algo semelhante ao facto do iogurte não ter espinhas ou a
trovoada que acontece num dia de céu limpo... Algo do género...
Concordo com Paulo Guinote quando diz que a
média do 12º ano para efeitos de acesso ao Ensino Superior deve ser
construída a partir de disciplinas relevantes para os cursos a que
concorre o aluno. Este é um principio lógico e que qualquer pessoa
entende a sua equidade. O que não faz sentido é a disciplina de educação
física ter sido a única ostracizada para que um nicho de alunos não
fosse prejudicado na sua média de acesso ao superior. E digo nicho, pois
se forem constatar as pautas da vossa escola, irão verificar certamente
que a disciplina que normalmente apresenta melhores resultados é a
disciplina de educação física.
E
de que nicho é que estamos a falar? Dos alunos que normalmente são
excelentes a tudo, menos a educação física. Algo que também existe na
versão light, mas esses que normalmente estão carregadinhos de
negativas e só são bons a educação física, ninguém quer saber. São
aqueles que vão baixar a média da escola, o que não dá muito jeito, pois
num mundo onde a imagem é tudo, seja ela real ou artificial, a
cosmética dos rankings conta muito, demasiado...
Mas
até que ponto é que nos últimos 4 anos foi visível uma alteração às
médias de acesso ao superior, em virtude do afastamento da disciplina de
educação física? Evidentemente que não fiz nenhum estudo, mas se
pegarmos no exemplo mais comum, como a média de acesso ao superior para
medicina, podemos constatar que esta ficou dentro do padrão. E
digam-me... ficou alguma vaga por ocupar? Claro que não! A diferença é
que nestes 4 anos entraram para medicina excelentes estudantes e que
provavelmente não têm muita apetência para a educação física. Nos anos
anteriores entraram para medicina excelentes estudantes, mas que também
eram excelentes/bons alunos a educação física. Se me perguntarem qual o
médico que eu prefiro, digo o segundo. Porquê? Então porque razão havia
de escolher o primeiro???
Um
erro crasso que continua a acontecer a quem não percebe nada de
educação física é que baseia a sua opinião numa visão redutora da
disciplina do pontapé para a frente, cambalhotas e afins. E esta imagem,
tem que se dizer a verdade, está associada a um tempo onde a disciplina
era dada ao estilo ATL. Mas caros amigos, eu que até tirei o curso das
saltos e saltitos e até percebo alguma coisa disto, sei que a coisa não é
bem assim... Eu até percebo que as pessoas não entendam, o que eu não
percebo é o preconceito que existe pelos pais mas também pelos
professores, demasiados professores...
Reparem,
não é por ser professor de educação física que vou reduzir a matemática
ao nível das contas de supermercado, ou o português ao nível da leitura
das placas do mesmo supermercado. Todas as disciplinas, todas, e repito
novamente, todas, são importantes na formação, intelectual, social e
física do aluno, estamos a falar numa formação transversal realizada por
um conjunto de disciplinas que articulam entre si de modo a dotar o
aluno dos conhecimentos necessários para ingressar no mercado de
trabalho ou seguir para o ensino superior.
Mas não acreditam? Vejamos um caso concreto:
Um
aluno está a jogar basquetebol, em campo estão 10 jogadores, existe uma
bola, existem linhas que delimitam o campo, existem "n" regras que é
preciso conhecer, existem "y" variáveis que é preciso ter em conta: a
trajetória da bola, os movimentos dos seus colegas de equipa; os
movimentos dos seus adversários; a coordenação óculo-manual para dominar
aquela coisa redonda e que não para quieta; o sentido do jogo; as
inúmeras nuances tácticas ofensivas e defensivas; etc... Depois de tudo
isto dominado, o aluno tem de tomar decisões baseando as mesmas em
variáveis que estão sistematicamente a mudar. E podia passar o dia todo a
dar exemplos...
Já
viram bem quantas luzinhas acendem no cérebro do aluno numa fração de
segundo? Não será isto relevante para a capacidade de raciocínio,
memória, análise, interpretação, adaptação, aplicação e sei lá mais o
quê das suas capacidades intelectuais? Não é a disciplina de educação
física fértil na assimilação dos princípios de trabalho em grupo,
respeito pelo parceiro, resiliência às dificuldades e ao insucesso? Não
são estes princípios transversais a tantas e tantas profissões incluindo
a nossa? Então porque razão não deve contar para a média de acesso ao
ensino superior?
O
problema está na premissa... Se educação física fosse facultativa não
abria mais a boca, não estaria no mesmo patamar, agora se é uma
disciplina de formação geral, esta não pode ficar de fora, pois tem
tanto direito como as outras e é tão útil como as outras... A descrédito
da disciplina de educação física e restantes disciplinas de expressões
baseia-se num puro preconceito, por resumirem estas disciplinas a algo
inferior e que não é útil nas suas profissões futuras. Se eu começasse
para aqui a dizer a quantidade de matéria que aprendi e que hoje não
utilizo, nunca mais me calava...
Fiquem bem e mexam-se um bocadinho ;)
P.S-
E já agora, apenas uma correção... Educação Física não é ginástica... é
mesmo educação física, ginástica é uma modalidade... Era a mesma coisa
que eu chama-se a disciplina da matemática a disciplina da trigonometria
ou a português a disciplina dos Lusíadas.
leitura complementar, o comentário do paulo guinote:
declaração de interesses:
quando votei deixei um comentário no com regras, a saber -
se
como muitos argumentam com o facto de a disciplina ser curricular para
entrar na média então, pergunto eu, porque é que educação moral e
religiosa não conta na média dos alunos que a têm como disciplina…?
declaração de interesses: devo dizer que votei não…
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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