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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

[educação] divulgando...

Informações Gerais

A CELPA, Associação da Indústria Papeleira, está a promover a 2.ª edição do Prémio Floresta  e Sustentabilidade Portuguesa.
 
O Prémio Floresta e Sustentabilidade tem periodicidade bienal e o seu objetivo é reconhecer e distinguir projetos sustentáveis e inovadores na área dos recursos florestais, contemplando diversas categorias, designadamente, Gestão e Economia da Floresta, Floresta e Comunidade, Inovação e Ciência e Escola e Floresta.
 
A data limite para envio das candidaturas é o dia 31 de outubro, à excepção da categoria Escola e Floresta, que terá um prazo mais alargado, até 31 de janeiro de 2019. 

No novo paradigma da Escola Inclusiva, a 16.ª edição do concurso “Escola Alerta!” constitui um desafio à concretização dos sonhos de inclusão em propostas de solução exequíveis e inovadoras que demonstrem as capacidades de mudança e transformação social de cada escola e comunidade envolvente.




via boletim do cirep...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

e assim estamos... buracos para cima, buracos para baixo, orçamento ao fundo...?

Os défices de 2015 acentuam riscos do OE de 2016

28 Janeiro 2016
 


"A análise da execução orçamental de 2015 mostra que qualquer crise ou derrapagem que faça rapidamente subir os juros põe tudo – e não só o Orçamento de 2016 – em risco. 

O valor do défice das administrações públicas em 2015, em contabilidade pública, deverá ficar 500 milhões de euros abaixo do previsto, excluindo os efeitos do Banif. Esta foi a notícia amplamente difundida na passada segunda-feira, 25 de janeiro, com a divulgação dos dados da execução orçamental final de 2015.

Importa, antes de mais, esclarecer que o défice em contas nacionais é que conta para Bruxelas (e não só). Assim, isto não significa que a principal meta do Orçamento do Estado (OE) para 2015 tenha sido não só atingida como ultrapassada. Como é sabido, esta era de 2,7% do PIB (Produto Interno Bruto).

Mais interessante é que, no Orçamento, previa-se que o défice “de caixa” (o que ficou 500 milhões de euros abaixo) viesse a ser de 2,9% do PIB. Isto é, superior ao défice em contas nacionais – ao arrepio do que tem sempre acontecido, e não é crível que aconteça agora.

Este desvio (desta vez, no bom sentido) não pode ser separado do comportamento positivo da despesa com “juros e outros encargos”. 
 
Em qualquer caso, este desvio (desta vez, no bom sentido) não pode ser separado do comportamento positivo da despesa com “juros e outros encargos”. Se olharmos para o saldo primário (ou seja, excluindo os juros), verificamos que está basicamente dentro do previsto (pequeno desvio negativo de 18 milhões).

Nos últimos dois meses, com os dados da DGO (Direção-Geral do Orçamento) relativos a outubro e a novembro, tentámos prever o que seria o desvio no défice de 2015, em função do comportamento da execução orçamental. Este mês, o exercício que fazemos é diferente.

O que temos são já os valores finais, embora provisórios, do ano para cada rubrica. Podemos assim observar diretamente os desvios por comparação com os valores do OE. As nossas estimativas revelaram-se próximas dos desvios agora observados em todas as rubricas exceto nas receitas fiscais, devido ao desempenho muito forte do IRC, cuja magnitude tivemos dificuldade em antecipar.

Em qualquer caso, a avaliação que interessa é a que fazem as instituições europeias. Por exemplo, a saída ou não do Procedimento por Défice Excessivo, que chegou a parecer possível em outubro, mas acabou por sair gorada devido ao Banif, é feita com base no défice em contabilidade nacional, cujo valor final só deverá ser dado a conhecer pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) em março ou abril. Entretanto, temos, por exemplo, as previsões do Governo que, no esboço do Orçamento do Estado para 2016, estima que o défice das administrações públicas em 2015 se tenha fixado em 4,2% do PIB.


Comparação entre as nossas estimativas em outubro e os desvios verificados para as principais rubricas da execução orçamental


figura 1


Afinal, é no médio prazo que estamos todos mortos?
A Comissão Europeia publicou, recentemente, o “Fiscal Sustainability Report 2015”, onde analisa a “sustentabilidade orçamental” dos países da União Europeia a três níveis: curto prazo (um ano), médio prazo (dez anos) e longo prazo.
 
Tanto no curto como no longo prazo, Portugal está no grupo dos mais fortes.
 
No curto prazo, pela conjugação das taxas de juro muito baixas e uma economia a entrar em velocidade de cruzeiro com uma situação orçamental aparentemente em vias de estar controlada. No longo prazo, considera-se que o país está bem preparado, citando-se como exemplo, curiosamente, as reformas feitas no sistema de pensões.

Seja como for, o que o relatório destaca é a vulnerabilidade das nossas contas públicas ao desempenho da atividade económica e dos mercados financeiros, e, por outro lado, a margem de manobra muito reduzida que existe para a intervenção do Estado na economia. Ambos os problemas são consequência da acumulação de desequilíbrios que resultou no fardo da enorme dívida pública de Portugal, e da elevada fatura com os respetivos juros que lhe está associada, mesmo com taxas favoráveis (que o relatório estima na ordem dos 4,9% do PIB em 2015).

É devido a este quadro negro que os autores do relatório, na linha do que também aqui temos defendido, consideram que, a médio prazo, a sustentabilidade das finanças públicas é muito frágil. Por exemplo, a redução da dívida pública projetada para os próximos dez anos depende da manutenção de um excedente estrutural primário de 1,9% do PIB durante o período em causa.

A Comissão Europeia não gostou do “esboço de orçamento”, que contempla uma redução do défice estrutural em apenas 0,2 pontos percentuais, aquém dos 0,6 exigidos por Bruxelas.
 
Isto significa que, mesmo descontando os juros e algum efeito da estagnação/recessão económica, o setor público tem, em média, de ser excedentário naquele montante. No próprio relatório admite-se que isto seja “excessivamente ambicioso”, até porque, nos últimos 35 anos, apenas um quarto de todos os saldos estruturais primários registados em todos os países da UE28 alcançou tal meta.

Isto dá-nos ideia das condições muito restritivas que enquadraram o Orçamento do Estado para 2015 e, muito mais, para este ano. Ficámos a saber a 27 de janeiro, que a Comissão Europeia não gostou do “esboço de orçamento”, que contempla uma redução do défice estrutural em apenas 0,2 pontos percentuais, aquém dos 0,6 exigidos por Bruxelas.

Já hoje, dia 28, soubemos mais: as dúvidas da Comissão vão muito para além de meros “detalhes sobre implementação de medidas”, tendo fortes reservas quanto aos cálculos subjacentes ao “esboço”. Por um lado, pelos efeitos das medidas propostas, por outro lado, por se ter tentado incluir as referentes à “reposição de rendimentos” como extraordinárias: recorde-se que nos saldos estruturais não contam receitas e despesas consideradas “extraordinárias”, como se aplica por exemplo ao caso do Banif.

Conceda-se, no entanto, que a exigência da Comissão significa obrigar Portugal a comprometer-se com um excedente estrutural primário da ordem dos 3,8%: o dobro daquele que a Comissão já considera ambicioso no seu próprio relatório. Em 2015, apesar do “melhor resultado na execução orçamental em democracia”, o saldo estrutural primário em 2015 terá ficado nos 3,1% do PIB.

Em contabilidade pública, 500 milhões abaixo da meta. E na que conta?
Como já referimos, a contabilidade pública assume uma ótica de caixa, isto é, entradas e saídas de dinheiro. O que conta para Bruxelas é o défice em contas nacionais, calculado pelo INE/Eurostat, que assume uma ótica “patrimonial” ou económica, registando-se os direitos e obrigações no momento em que são contraídos.

Não é crível que assim aconteça, dada a dinâmica dos juros e das dívidas a fornecedores, mas o mais provável, tendo em conta as tendências que se confirmaram e intensificaram no final do ano, é que venha a ter um impacto negativo ligeiro. Assim sendo, o défice, sem Banif, deverá ficar mesmo de 2,9% a 3%, apesar de em termos de caixa ter saído melhor do que o previsto em 500 milhões de euros.

Até setembro, os dados continham um ajustamento fortemente negativo ao défice, de contabilidade pública para nacional (1,5% do PIB, de acordo com o Conselho das Finanças Públicas). Isto acontece, entre outros motivos, devido aos timings dos pagamentos de juros (que passam a ser devidos mas não são pagos logo), por um lado, e de recebimentos de impostos (que são imputáveis aos contribuintes mas não se recebem logo). No final do ano, a maior parte deste saldo deve normalizar, mas ainda assim o impacto deve ser ligeiramente negativo.

Receita fiscal: o IRC surpreende, a sobretaxa não
A receita fiscal é o único grupo considerado em que as nossas previsões falharam. Isto deve-se sobretudo à receita de IRC, que ficou mesmo muito longe, para melhor, da sua meta orçamental: quase 560 milhões de euros (12% da meta).

É graças a isto que a receita fiscal acaba, no seu todo, por ficar acima. Isto é, ainda assim, minorado pelas tendências dos principais impostos (IVA e IRS), que acabaram por, no conjunto, resultar pior do que nas nossas estimativas. A receita de IVA desiludiu ligeiramente em dezembro, face ao que seria de esperar pela sua tendência no ano.

Assim, o que se arrecadou a mais em IVA não chegou para compensar o que se arrecadou a menos em IRS, impossibilitando a devolução da sobretaxa. Esta dependia de um desempenho muito favorável para a receita conjunta de IVA e IRS (circunferência verde no gráfico abaixo), e que, por isso, nunca aqui considerámos crível.

O adeus da sobretaxa: o desvio positivo no IVA não cobriu o desvio negativo no IRS

figura 2

No cômputo geral, a receita fiscal ficou (em termos de caixa) quase exatamente em cima da meta anual. A análise destes dados dá ainda pistas para duas potenciais fontes de discussão em 2016.

Petróleo e tabaco: a acompanhar com atenção em 2016
Primeiro, mesmo com a acentuada tendência de queda dos preços dos combustíveis, a receita de ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos) ficou apenas 72 milhões de euros (3,2%) abaixo do esperado. Isto compara com uma queda dos preços de venda, entre o início e o fim de 2015 de 5,9% no gasóleo e 2% na gasolina 95, de acordo com dados da DGEP (Direção-Geral de Estudos e Previsão).

A estas acresce a forte queda anterior: entre 15 de outubro de 2014, data em que a proposta de OE foi enviada ao Parlamento, e o final do ano, os preços de venda caíram 10,6% no gasóleo e 13,4% na gasolina. Note-se que estes preços incluem os impostos, que têm uma componente fixa, pelo que o preço antes de impostos terá caído mais ainda.
Ora, embora fosse necessária uma análise mais fina, isto levanta sérias dúvidas quanto à “neutralidade fiscal” sugerida pelo Governo para justificar a mexida neste imposto. Ou seja, a receita com este imposto poderá aumentar, mesmo com a queda do preço do petróleo. Se isto em abstrato é positivo para a consolidação orçamental, claro está que esse aumento não é certamente neutral do ponto de vista económico: resulta num aumento da taxa média de imposto.

A receita com o imposto sobre o tabaco ficou bastante abaixo do previsto (menos 263 milhões de euros, 17,5%) quando no OE se esperava um aumento de 7,5%.
 
Eventuais ganhos devidos à queda do preço do petróleo serão assim, nalguma medida, “nacionalizados”. Reconhecemos, porém, que este aumento do imposto, pela moderação dos incentivos a um maior consumo de combustível, poderá trazer efeitos positivos do ponto de vista ambiental e da estabilidade macroeconómica.

Segundo, confirmando a tendência que vem desde o início do ano, a receita com o imposto sobre o tabaco ficou bastante abaixo do previsto (menos 263 milhões de euros, 17,5%) quando no OE se esperava um aumento de 7,5% (!), motivado pelas alterações na lei que entraram em vigor em janeiro.

Já referimos na análise anterior que isto poderá provavelmente ser explicado por um forte aumento da evasão fiscal. Eventualmente, ter-se-á também sobrestimado a receita que poderia advir de meios alternativos, como os cigarros eletrónicos, em que a sua taxação se traduziu em importantes aumentos dos preços ao consumidor. O “esboço de orçamento” para 2016 prevê um efeito positivo na receita decorrente de um novo aumento neste imposto, o que, tendo em conta esta experiência recente, se poderá revelar muito difícil.

Gastos com pessoal e poupança social
A suborçamentação dos gastos com pessoal do Estado, já bem evidente nos últimos meses, atingiu 576 milhões de euros, confirmando que a perspetiva de redução de 8,8% desta despesa no OE para 2015 era excessivamente ambiciosa, tal como já tinha sido no OE para 2014.

Isto foi parcialmente compensado nos gastos com pessoal dos Serviços e Fundos Autónomos (entidades da administração central dotadas, em geral, de autonomia administrativa e financeira, como os Hospitais EPE). Aqui, registaram-se poupanças na ordem de 296 milhões de euros (quase 5% do valor orçamentado).

O saldo da Segurança Social (depois de transferências correntes da Administração Central) é superior ao previsto no OE para 2015 em 186 milhões. As contribuições para a Segurança Social (a sua principal fonte de receita), apesar do aumento de 2,8% face a 2014, ficaram 304 milhões de euros abaixo do previsto no OE.

Do lado da despesa, as poupanças mais significativas registaram-se ao nível das prestações de desemprego (303 milhões) e das pensões de velhice (140 milhões) – poupanças que parecem exceder largamente o efeito positivo da recuperação económica, o que é aliás corroborado pelo crescimento do número de desempregados sem acesso a subsídio.

Serão os juros a luz e as trevas das finanças públicas?
A despesa com juros assume-se hoje, efetivamente, como o principal “nervo” das finanças públicas. Das rubricas que contam, pelo seu tamanho, esta é certamente a mais volátil do Orçamento. Por muita vontade política que possa haver num ou noutro sentido, as restantes, maiores – salários e prestações sociais – são, como se diz na gíria económica, “sticky”: não pegajosas, claro, mas mais resistentes à mudança.

A margem para os decisores tomarem decisões de política orçamental a partir de alterações com impacto nos salários e prestações sociais é assim, por definição, escassa. Muito mais escassa ainda, como vimos, para decisores que trabalham sobre um Orçamento vulnerável à despesa com juros. A sua dimensão, em conjugação com as regras europeias cujas provisões mais exigentes não lhe são sensíveis, assim o impõe.

Qualquer crise que faça rapidamente subir os juros põe tudo – não só o Orçamento – em risco. 
 
Aliás, a própria preferência pelo saldo estrutural em detrimento do saldo estrutural primário incorporada nas regras europeias é reveladora de uma certa inconsistência. Por um lado, recorre-se ao saldo estrutural – apesar de todas as suas graves limitações – para eliminar os efeitos da volatilidade da “economia real” (ciclos económicos), porque se entende que a sua evolução é incerta e imprevisível e, por isso, os governos não podem ser nem beneficiados, nem prejudicados por ela.

No entanto, a preferência por este indicador leva a que não se eliminem os efeitos da volatilidade dos mercados financeiros sobre os juros, o que poderia ser feito recorrendo ao saldo estrutural primário, implicitamente atribuindo aos estados a responsabilidade por esta volatilidade, e não só pelo seu grau de exposição, que esse, sim, depende do nível de dívida pública.

Assim, a evolução dos mercados financeiros e o seu impacto na despesa pública em juros pode tanto constituir uma agradável surpresa, como em 2015, como ser, efetivamente, uma ameaça constante, pois qualquer crise que faça rapidamente subir os juros põe tudo – não só o Orçamento – em risco."



no observador...

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

informações [educação]... europa, cidadania e educação [consulta pública]... via dge...!

Referencial Dimensão Europeia da Educação para a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico e o Ensino Secundário em consulta pública.

O Ministério da Educação e Ciência, através da Direção-Geral da Educação (DGE) em parceria com o Centro de Informação Europeia Jacques Delors – Direção-Geral dos Assuntos Europeus, Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação, elaborou, no contexto das Linhas Orientadoras de Educação para a Cidadania, divulgadas por esta Direção-Geral em dezembro de 2012, uma proposta de Referencial para a Dimensão Europeia da Educação - Educação Pré-Escolar, Ensino Básico e Ensino Secundário.

A Dimensão Europeia da Educação é um dos domínios da Educação para a Cidadania, componente transversal do currículo, de acordo com os princípios orientadores consagrados no Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de Julho, alterado pelo Decreto Lei n.º 91/2013 de 10 de julho.

Este Referencial estará disponível para consulta e discussão pública até ao dia 6 de novembro p.f. Os contributos, as sugestões e eventuais questões que pretendam colocar devem ser dirigidos a cidadania.edu.dimensaoeuropeia@dge.mec.pt


Proposta de Referencial para a Dimensão Europeia da Educação.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

informações [que não educação]... simplex, modernizex e quejandos (?)... no portal do governo...!

2015-09-08 às 19:03


GOVERNO CRIA SITE PARA CIDADÃOS PROPOREM IDEIAS DE SIMPLIFICAÇÃO ADMINISTRATIVA


Um novo site que recebe ideias para simplificar e desmaterializar processos na administração pública e para propor alterações às leis está disponível em www.simplificar.gov.pt, integrado no programa Simplificar. O site é uma ferramenta que dá ao cidadão e às empresas a possibilidade de contribuir ativamente para diminuir a burocracia em processos que afetem diretamente o seu dia-a-dia.

As propostas que forem apresentadas poderão ser votadas por quem passar pelo site e serão encaminhadas para os organismos competentes para que possam ser analisadas.

O site permite ainda a consulta das medidas de simplificação administrativa levadas a cabo desde o início da atual legislatura.

O Programa Simplificar assenta em três grandes princípios, que funcionam como eixos estratégicos do programa:
  • Uma só vez - que estabelece que os cidadãos estão dispensados de apresentar ao Estado informação que este já possua, independentemente das entidades em causa.
  • Digital como regra - que determina que todos os serviços públicos estejam disponíveis em formato digital, a não ser que tal seja impossível.
  • Comporta regulatória - que obriga a que seja eliminado um euro de custos de contexto por cada novo euro em custos de contexto que seja criado por nova legislação ou regulamentação. Os custos de contexto são os gastos que os cidadãos ou as empresas têm com um determinado procedimento administrativo – por exemplo, com o tempo gasto a deslocar-se a um balcão de atendimento.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

a começar o dia... extasiado com tamanha liberalidade educativa...!




""Ao Estado cabe atribuir uma parcela significativa do seu Orçamento para a Educação, de forma que esta atinja, pelo menos, 6% do PIB. Esta parte do Orçamento deve garantir o desenvolvimento equilibrado de todos os setores da Educação", lê-se no documento sindical.

Em declarações à Lusa, a dirigente da FNE, Lucinda Dâmaso reconheceu que este é um valor que nunca foi atingido -- de acordo com dados da Pordata, foi em 2002 que a percentagem do PIB para financiar a Educação atingiu o valor mais alto, com 5,1% -, mas necessário para "uma educação de qualidade" para todos.

"Entendemos que é um investimento, não um custo, tudo o que estamos a pedir. É uma questão de opções. Entendemos que a Educação já teve cortes muito elevados, nestes últimos quatro anos e parece-nos que é altura de o futuro Governo se virar para políticas exequíveis e que deem frutos no futuro", disse.

Sobre a Prova de Avaliação de Capacidades e Conhecimentos (PACC) dos professores, executada pelo atual ministro, Nuno Crato, após ter chegado a acordo com a FNE para reduzir o universo de aplicação, a federação vem agora defender a sua "eliminação", sublinhando que "sempre discordaram do princípio" subjacente à prova, e que o acordo permitiu que mais de 25 mil professores fossem obrigados a fazê-la.

"A nossa posição foi sempre de rejeição da PACC, desde que ela foi instituída pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues", afirmou Lucinda Dâmaso.

A FNE defende, no documento, de forma genérica, que a alteração dos currículos do ensino básico e secundário não seja feita com base em objetivos de poupança com a despesa em Educação, como tem acontecido, acusam, nos últimos anos.

Concretamente, a federação sindical quer que a oferta do pré-escolar possa ser alargada aos primeiros meses de vida das crianças, e que o ensino do inglês possa começar logo no 1.º ano do 1.º ciclo, defendendo que a introdução desta língua estrangeira no 3.º ano, a partir do próximo letivo, "já foi um passo muito significativo".

A FNE pretende ainda recuperar a Educação Tecnológica para o 3.º ciclo do ensino básico, uma medida a pensar no grupo de professores que ficou sem colocação nas escolas, depois de a disciplina ser extinta dos currículos, mas também porque consideram "um erro ter abolido esta disciplina" na formação dos alunos.

O Roteiro para a Legislatura 2015-2019 quer ainda responsabilizar famílias e encarregados de educação pelo comportamento dos alunos, admitindo que "é uma situação complexa" e que o principal objetivo é a aposta na prevenção, que permita evitar a aplicação de medidas aos pais.

Admitem, no entanto, que seria importante criar algo semelhante a uma "escola de pais", que favorecesse o trabalho "a montante", para evitar situações graves e comportamentos que prefiguram crimes, envolvendo equipas multidisciplinares dentro das escolas, de apoio a alunos e pais.

Entre outras medidas do Roteiro, que a FNE quer trabalhar com o próximo Governo, constam ainda a "revogação do regime de requalificação profissional como método de gestão dos recursos humanos da Administração Pública", concursos para funcionários não docentes das escolas e concursos anuais para técnicos especializados, como psicólogos, a realizar no final de cada ano letivo, e não no início, para permitir a sua "colocação atempada".

Para a FNE, as Atividades de Enriquecimento Curricular, que atualmente podem ser geridas pelas escolas ou pelos municípios, devem ser da responsabilidade exclusiva dos estabelecimentos de ensino.

Para o superior, a estrutura sindical mostra sobretudo preocupação com as carreiras dos docentes, defendendo o fim das restrições orçamentais que impedem a sua progressão.

Defende ainda uma reorganização da rede do ensino superior que não implique o encerramento de instituições, sobretudo no interior do país."


no notícias ao minuto, em linha...


comentário:

em parte já inscrito na imagem e voltarei mais tarde ao citado roteiro.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

(d)o estado da nação... exangue...!

É preciso acabar com a política geradora de desigualdades e empobrecimento



Em conferência de imprensa (20/07/2015) realizada em Lisboa, a CGTP-IN divulgou este estudo, em que destaca a necessidade de pôr fim, com urgência, à atual "política geradora de desiguldades e empobrecimento":


As desigualdades sociais atingem hoje patamares sem precedentes na história da democracia portuguesa. Os lucros do capital consomem uma parte cada vez maior da riqueza produzida, ao mesmo tempo que os trabalhadores vêem cair os seus rendimentos, e muitos deles, trabalhando, são empurrados para a pobreza. Na raiz das crescentes divergências entre os mais ricos e a restante população está a politica de direita e a governação do PSD-CDS nos últimos 4 anos.


Por mais que o 1º Ministro tente subverter os factos e omitir os impactos da sua politica, os trabalhadores não esquecem as promessas que fez e não cumpriu; os cortes nos salários, nas pensões, na protecção social e apoios sociais; a redução de direitos laborais e sociais; os ataques à contratação colectiva nos sectores privado e público; o aumento brutal dos impostos sobre os trabalhadores e pensionistas; os despedimentos, o desemprego e a precariedade; a privatização de empresas estratégicas para o desenvolvimento do país; a ofensiva contra as Funções Sociais do Estado, traduzida em sucessivos cortes no Serviço Nacional de Saúde, na Escola pública democrática, inclusiva e de qualidade, e na Segurança Social e no poder local democrático.
O país pode estar melhor para os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros mas está pior para os trabalhadores e a generalidade da população. Temos uma divida pública impagável e um Tratado Orçamental que esmaga a economia, asfixia as Funções Sociais do Estado e os Serviços públicos, impede o investimento público para pôr a economia a crescer e ataca os direitos laborais e sociais dos trabalhadores, pensionistas, dos jovens e dos desempregados.
Quando o 1º Ministro afirma que “chegou a hora de combater as desigualdades”, não só está a tentar esconder que foi o seu Governo o maior responsável pela situação social dramática em que uma grande parte da população se encontra, como está, 4 anos depois, a persistir na mentira para tentar enganar os trabalhadores e o povo.
Depois de recentemente ter demonstrado que o Governo manipulou os dados do emprego e do desemprego em Portugal, a CGTP-IN apresenta 4 exemplos concretos de que o país, com a politica de direita entrou num rumo de retrocesso social e civilizacional que importa travar quanto antes, para bem dos trabalhadores, do povo e do país!


1.
Agravam-se as desigualdades na repartição do rendimento


A repartição do rendimento entre o trabalho e o capital agravou-se desde que o Governo do PSD/CDS entrou em funções. A parte da riqueza que vai para ordenados e salários passou de 36,1% em 2011 para 34,5% em 2014. Em contrapartida, os lucros, que já tinham um peso maior no PIB, passaram de 41,6% em 2011 para 43,3% em 2014. Neste período em que o Produto Interno Bruto desceu cerca de 3,9 mil milhões de euros, os ordenados e salários perderam 3,1 mil milhões de euros, mas a parte do capital aumentou mais de 1,7 mil milhões de euros.
Esta situação não foi fruto do acaso. O Governo tomou medidas para aumentar a exploração do trabalho, desde alterações à legislação do trabalho, nomeadamente por via do aumento efectivo do tempo de trabalho através do corte de 4 feriados e 3 dias de férias, da facilitação dos despedimentos e redução das indemnizações, do aumento do horário de trabalho das 35h para as 40 horas na Administração Pública, do bloqueamento da contratação colectiva e da respectiva actualização anual dos salários, da redução dos salários e das pensões, do congelamento das carreiras profissionais na AP e no Sector Empresarial do Estado, das alterações ao valor do trabalho suplementar, entre outras.
Tendo como base de cálculo o rendimento médio mensal líquido (Estatísticas do Emprego, INE), estima-se que entre 2012 e 2014, os trabalhadores por conta de outrem tenham tido um acréscimo de trabalho não pago que ultrapassa 3,8 mil milhões de euros, só por via da redução para metade do pagamento do trabalho extraordinário em 2012 e corte nos dias de férias e feriados a partir de 2013.
O acréscimo do trabalho não pago na Administração Pública é ainda superior. A somar à retirada dos feriados e à diminuição do pagamento das horas extraordinárias, a partir de 2013 (e que não foi reposto em 2015), foi ainda imposto o aumento do horário das 35 para as 40 horas. Em termos acumulados, e mesmo sem contabilizar o efeito da redução do pagamento do trabalho extraordinário, cada trabalhador da Administração Pública é credor de 3.400 euros por trabalho prestado a mais, e que não foi pago.


2.
Impostos aumentaram para os trabalhadores e pensionistas e continuam a diminuir para as empresas


Entre 2012 e 2014 as receitas de IRS aumentaram 42%. Como 90% dos rendimentos tributados em sede de IRS são provenientes de salários e pensões, constata-se que a carga fiscal sobre os rendimentos de trabalho aumentou 42%, retirando às famílias mais de 3,4 mil milhões de euros.
Com as alterações verificadas, o sistema tributário ficou ainda mais injusto e desequilibrado. A diminuição do número de escalões - que reduziu a progressividade do imposto - e a sobretaxa de 3,5%, aplicada a todos os rendimentos acima do salário mínimo nacional, foram duas dessas medidas, às quais se juntou uma revisão das deduções que provocou o aumento do imposto a liquidar.
Processo diferente foi o que o Governo desencadeou para as grandes empresas e grupos económicos. Desde a entrada em vigor da reforma de IRC que as empresas são sujeitas a taxas de imposto nominal cada vez mais baixas (25% em 2013, 23% em 2014, 21% em 2015) além de beneficiarem de um conjunto vasto de alterações que, tendo sido cirurgicamente elaboradas para favorecer as grandes empresas, reduzem expressivamente a sua base tributária e, por isso, o imposto a liquidar.  Daqui resultou que o Estado teve uma redução de 11% nas receitas de IRC (-550 milhões de euros) no primeiro ano de aplicação da “Reforma”, deixando ainda livres de impostos a maioria dos dividendos e outros rendimentos de capital gerados em Portugal.
A política fiscal do Governo PSD/CDS, marcadamente de classe, pode resumir-se em duas ideias:
1)  Cada agregado familiar com rendimentos do trabalho e de pensões sujeitos a IRS pagou, em média, mais 1.415 euros em 2014 face a 2012:
2)  Cada empresa com rendimentos sujeitos a IRC pagou, em média, menos 4.681€ em 2014 face a 2013
Nenhuma das alterações que provocaram o brutal aumento dos impostos para quem vive do seu trabalho foi revertida na Reforma do IRS. A diminuição da progressividade e o crescente peso que os impostos indirectos (impostos “cegos” ao rendimento de quem os paga) têm em Portugal – aos quais se somam os impostos indirectos da “Fiscalidade Verde” - contraria um dos objectivos fundamentais do sistema fiscal: o da redistribuição da riqueza, especialmente importante num país com níveis de desigualdade tão elevados. Com a plena aplicação da Reforma do IRC, nomeadamente com a taxa de imposto a alcançar os 17% como é previsto, aprofundar-se-ão as desigualdades fiscais já existentes.


3.
Os trabalhadores e o povo estão mais pobres


Como consequência da ofensiva do Governo do PSD/CDS contra os rendimentos dos trabalhadores e da população em geral, a pobreza teve um aumento de 20% em apenas dois anos. Entre 2011 e 2013 mais de 455 mil portugueses caíram na pobreza, dos quais cerca de 80 mil são crianças e jovens com menos de 18 anos[1]. Os trabalhadores e os desempregados foram os mais afectados pelo aumento da pobreza neste período (0,8 p. p. e 2,1 p.p. respectivamente[2]).
Em 2013 havia 2 milhões e 700 mil portugueses pobres (1 em cada 4), contando-se entre eles mais de 576 mil crianças e jovens, o grupo onde há maior incidência de pobreza (1 em cada 3). As crianças e os jovens são vítimas das medidas que fizeram aumentar o desemprego e os baixos salários entre os seus pais, tendo sido também afectadas pela diminuição e corte de transferências sociais.
A intensidade da pobreza também aumentou neste período (de 24,1% para 30,3%), o que significa que quem é pobre agora vive com menos recursos do que no passado, ao contrário do que afirma o Governo. Entretanto, o nível de privação material[3] também aumentou, sendo cada vez maior o número de portugueses que não consegue fazer face a necessidades económicas ou adquirir bens duráveis (entre 2011 e 2014 a percentagem aumentou de 20,9% para 25,7%, sendo maior nos casos das famílias com crianças).


4.
Atacar as Funções Sociais do Estado é pôr em causa a coesão social e o desenvolvimento do país


É hoje claro que a chamada  “Reforma do Estado” está a ser aplicada de forma faseada, e de acordo com o objectivo pela qual foi definida: a degradação e esvaziamento das Funções Sociais do Estado e a  reconfiguração do Estado em mínimo para os trabalhadores e máximo para o capital.
Os cortes orçamentais, que ascendem a cerca de 2,6 mil milhões de euros entre 2011 e 2014 e a redução de 70 mil trabalhadores nos últimos 3 anos estão, entre outros, na origem das dificuldades crescentes de resposta às necessidades das populações, designadamente no Serviço Nacional de Saúde, do ensino público e da Segurança Social.
O encarecimento dos cuidados de saúde no Serviço Nacional de Saúde, obrigando os utentes a pagarem falsas “taxas moderadoras” que são, sim, copagamentos, coloca enormes obstáculos ao seu acesso geral e universal, direito consagrado constitucionalmente. Acresce que há um vasto conjunto de serviços de saúde - especialidades, exames e cuidados médicos - que simplesmente estão excluídos do SNS, pelo que os utentes se vêem obrigados a pagá-los directamente. A conjugação dos dois factores faz com que Portugal esteja no topo da lista dos países onde os utentes mais têm de pagar por cuidados de saúde: em 2009 era o 6º país da UE e em 2012 já era o 4º.
Ao mesmo tempo que o SNS se torna mais caro e se degrada, proliferam unidades de saúde privada e os seguros de saúde, altamente apoiados - e por vezes, financiados, através de contratos PPPs de saúde - pelo Governo. A Saúde tornou-se uma área de negócio para o sector privado, como se verifica pelo crescimento em cerca de 30% nos lucros de dois maiores grupos económicos do sector entre 2013 e 2014.
Na educação, é igualmente visível a tentativa de beneficiar o sector privado, que cresce paralelamente ao encerramento da escola pública um pouco por todo o país. A criação de mega agrupamentos e de mega turmas, a falta de professores e de funcionários - culminando em inícios do ano lectivo absolutamente caóticos - a imposição de currículos e exames nacionais e o encarecimento dos níveis superiores de ensino, determinam profundas desigualdades ao nível do acesso, do sucesso escolar dos alunos. O processo de municipalização, a concretizar-se, criaria mais um motor de desigualdades, passando a qualidade da escola pública a depender da capacidade financeira do município onde se insere.
Estas alterações agudizam ainda as desigualdades de oportunidades futuras das crianças e dos jovens de acordo com os respectivos contextos familiares em que se inserem. Algo que é plasmado nos dados do Eurostat: apenas 3,8% dos jovens cuja família vive abaixo dos 60% do rendimento mediano acede ao ensino superior, contra 28,4% dos jovens cujas famílias auferem mais do que este patamar de rendimento (divergência que aumentou desde que este Governo entrou em funções).
Ao nível das prestações sociais, tudo tem sido feito de forma a retirar rendimentos de subsistência aos que menos podem e menos têm. Marca indissociável deste Governo é a retirada do abono de família a mais de 116 mil crianças, a retirada do rendimento social de inserção a mais de 126 mil famílias, a retirada do complemento solidário a mais de 36 mil idosos, a negação das prestações de desemprego a mais de metade dos desempregados.
O Governo é, pois, primeiro e principal responsável pelo abandono, pobreza e exclusão social de camadas crescentes da população, entre as quais os milhares de trabalhadores cujo desemprego se deve em exclusivo à política de direita desenvolvida ao longo dos anos e agravada com o Governo PSD/CDS.

Propostas da CGTP-IN para a redução da pobreza e das desigualdades

As desigualdades têm como raiz a política de direita promovida pelos sucessivos governos, pelo que só uma ruptura com as suas causas  permitirá combater e erradicar a desigualdade. Portugal precisa e os trabalhadores exigem uma política de esquerda e soberana, que invista na produção nacional e na valorização do emprego, que assegure a reversão das privatizações nos sectores e empresas estratégicos e aposte nas funções sociais, garantindo uma renegociação da dívida pública nos seus prazos montantes e juros, bem como o fim do tratado Orçamental e das regras que o caracterizam.

Trabalho

Na proposta para uma política alternativa que a CGTP-IN defende, a valorização do trabalho é estruturante, pelo seu carácter mobilizador e porque se relaciona com as restantes variáveis económicas. Neste sentido a CGTP-IN exige:
  • A subida geral dos salários e do SMN e a reposição, na totalidade e de forma imediata, dos salários retirados aos trabalhadores da Administração Pública e do Sector Empresarial do Estado,
  • A revogação das normas gravosas da legislação laboral para o sector privado e público;
  • A manutenção das 35 horas na Administração Pública e a igualdade de tratamento para o sector privado com a redução progressiva do horário de trabalho, sem perda de retribuição.
  • A dinamização da contratação colectiva, entendendo-a como fonte de direitos e um elemento fundamental da democracia, pelo que se impõe a revogação das normas que determinam a caducidade dos Instrumentos de Regulamentação Colectiva de Trabalho;
A subida geral dos salários e do SMN, permite a dinamização da procura interna e o crescimento económico, feito por meios próprios e não através de reduções das contribuições para a segurança social que criam a ilusão do aumento do rendimento disponível ao mesmo tempo que hipoteca as pensões no futuro e perpétua a desigualdade na repartição do rendimento, num quadro em que a parte da riqueza que reverte para as remunerações se situa em níveis historicamente baixos. Ainda no que concerne à segurança social, o aumento dos salários permitirá dar um forte contributo para a sua sustentabilidade, quer pelo aumento das contribuições, quer pela redução do desemprego e a criação de mais e melhor emprego que uma dinamização da procura interna terá.
A valorização do trabalho enquadra-se ainda no modelo de sociedade que queremos construir. Só a estabilidade e segurança no emprego, possibilitam uma verdadeira aposta na (re)industrialização e modernização do nosso perfil produtivo. A estabilidade laboral e a aposta na qualificação da força de trabalho não podem ser desligadas, sendo esta uma condição fundamental para desenvolver e apreender novas técnicas e processos e, assim, empreender uma alteração que reforce o país. As consequências que a promoção do emprego com direitos terá em âmbitos tão diferenciados como sejam a produtividade ou a demografia são outros aspectos importantes a que a valorização do trabalho potencia. Neste sentido é fundamental a revogação das normas gravosas da legislação laboral, bem como a manutenção do horário de trabalho, das 35 horas na Administração Pública e a sua redução progressiva no sector privado, sem perda de retribuição.

Impostos

A CGTP-IN tem uma proposta estruturada que materializa uma política fiscal mais justa, que desonera os rendimentos do trabalho, incidindo sobre os do capital, onde demonstramos que é possível e necessário obter mais receita fiscal ao mesmo tempo que reduzimos o IRS e o IVA. Entre as medidas propostas, salientamos:
  • Eliminação imediata da sobretaxa do IRS;
  • Criação de mais escalões no IRS, com deduções à colecta que privilegiam os agregados de menor rendimento;
  • Redução da taxa de IVA dos bens e serviços de primeira necessidade, para a taxa reduzida, como é o caso da electricidade;
  • Criação de impostos sobre o capital, nomeadamente de uma taxa sobre as transacções financeiras, de escalões no IRC podo as grandes empresas a pagar mais, acabando com os benefícios fiscais e, entre outras, promovendo um combate à fraude e evasão fiscal eficaz. 
Funções Sociais do Estado

A educação, a saúde e a segurança social desempenham uma função central no desenvolvimento do país, são garante da elevação das condições de vida da população e o seu carácter público, universal e sem barreiras ao acesso, elementos centrais da sua eficácia.
A CGTP-IN denuncia o processo de municipalização em curso, que visa transferir para o poder local, asfixiado financeiramente, a responsabilidade de uma alienação das responsabilidades do Estado nestas áreas, e exige:
  • O incremento das funções sociais do Estado, com recurso ao aumento das receitas oriundas da política fiscal que preconizamos;
  • O alargamento das prestações sociais de desemprego (do regime não contributivo) a todos quantos delas necessitem, bem como o reforço e maior abrangência das restantes prestações sociais, nomeadamente o abono de família e o RSI. A CGTP-In reclama ainda o aumento das pensões de reforma;
  • O acesso à saúde, com melhorias na qualidade do SNS e a remoção das barreiras impostas, quer sejam de carácter financeiro, como o aumento das taxas moderadoras, quer sejam as que resultam do encerramento de serviços e valências;
  • O acesso à educação e a valorização da escola pública, gratuita e de qualidade, o que passa pela dignificação de todos os profissionais do sector e pelo fim da asfixia financeira a que o sector está sujeito;
  • A reversão dos processos de privatização dos sectores e empresas estratégicos ao desenvolvimento do país.
POBREZA
Sem prejuízo da adopção de medidas urgentes para responder à situação dramática para a qual a política de direita empurrou milhares de portugueses, o combate à pobreza tem de passar por uma política de desenvolvimento integral do país, que potencie, entre outros, a produção e o emprego com direitos.
A CGTP-IN exige o fim das medidas que promovem a precariedade e negam o direito ao trabalho, bem como denunciamos e combatemos a tentativa de substituir o carácter solidário da resposta pública pelo assistencialismo, que mais não visa que perpetuar a miséria e criar laços de dependência entre as camadas da população mais afectadas e instituições particulares que fazem, de forma crescente e diferenciada, desta realidade um novo negócio.

CGTP-IN
Lisboa, 20.07.2015


[1]  Utilizou-se o risco de pobreza com base na linha de pobreza ancorada em 2009.
[2]   Não havendo dados disponíveis com base na linha de pobreza ancorada em 2009, usaram-se os dados relativos ao rendimento mediano apurado para 2013
[3]   Dificuldade em fazer face a três de nove despesas, entre as quais aquecer a casa, pagar uma despesa inesperada sem ter de recorrer a crédito ou fazer uma semana de férias por ano


via portal da fenprof...

quinta-feira, 9 de julho de 2015

à atenção dos professores... informações [educação] via comunicados do mec... inglês [ensino básico] e latim [consulta pública]... no portal do governo...!


comunicados do mec...



2015-07-08 às 13:19 

A partir do ano letivo 2015/2016, o teste de diagnóstico de proficiência em língua inglesa Preliminary English Test (PET), concebido pelo Cambridge... 

Tags: educação, ensino básico, avaliação 


2015-07-06 às 18:06 

O Ministério da Educação e Ciência coloca a partir de hoje em consulta pública a proposta de Metas Curriculares para a disciplina de Latim do Ensino... 

Tags: curriculo, ensino secundário, consulta pública

segunda-feira, 22 de junho de 2015

nunca esperei ler tamanha idiotice vinda de quem vem... um arquitecto com nome...!

O vereador do urbanismo quer desativar a estação de comboios de Santa Apolónia, mas ainda não convenceu a oposição lisboeta. Manuel Salgado apresentou a ideia na convenção autárquica do PS. 


no observador...

sábado, 25 de abril de 2015

memórias, bem para lá do revivalismo...

Recorde as propostas dos partidos que concorreram às eleições de 1975

  
Consulte a infografia e recorde as principais propostas e promessas dos partidos que concorram às eleições de 1975







deixo estas duas versões [editadas]... na visão em linha, onde pode consultar todas as outras propostas [que não vou publicar]... aqui.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

coisas da educação [1º ciclo]... assunto a não deixar passar em branco [2]... que reproduzo com a devida vénia...!


no blog de ar lindo...

"Como ideias há muitas e cada um é livre de defender as ideias que assim entender, vamos a mais uma. (vou tentar manter-me “inopinionico” durante este processo, não quero dar ideias a ninguém).
Com o fim da monodocência, como muitos desejam, à espreita, começam-se a procurar soluções para o 1º ciclo. Uma das soluções que se tem defendido, não sei bem quem, é a de transformar o horário deste ciclo numa versão do horário do 2º ciclo.
Tentemos analisar isto da melhor forma. Vejamos…
Dividir o horário dos alunos em períodos de 45, 50 ou 90 minutos, conforme os gostos, onde serão acompanhados por professores da área a lecionar. Isto vai obrigar a uma ginástica fenomenal, quem elaborar estes horários vai arrancar os cabelos. Mas analisemos um exemplo, não mexendo na organização de tempos letivos existente neste momento…

Horário Turma

2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira
9:00 Português Matemática Expressões Matemática Português
9:30 Português Matemática Inglês Matemática Português
10:00 Português Matemática Inglês Matemática Português
10:30 Intervalo
11:00 E. M. Português Matemática Português Matemática
11:30 E. M. Português Matemática Português Matemática
12:00 E. M. Português Matemática Português Matemática
Almoço
14:00 Matemática E. M. Português A.E. Matemática
14:30 Matemática E. M. Português A.E. Inglês
15:00 Matemática Expressões Português Expressões Inglês
15:30 Intervalo
16:00 O.C. E.F Musica E.F. Musica
16:30 O.C. E.F. Musica E.F. Musica
17:00 Expressões E.F. Musica E.F. Musica

Fica bem patente que esta organização até é possível, não traz nada de novo (falaremos disso mais à frente), novidade é a supressão de uns tempos às célebres 25 horas, se não contarmos os intervalos como tempo letivo e a redução de tempos reservados para as AEC’s.
Podemos também refletir sobre um horário organizado em tempos de 50 minutos.

Horário Turma

2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira
8:30 Português Matemática Inglês Português Português
9:30 Português Matemática E.M. Português Português
10:30 E.F. Português O.C A.E. Matemática
11:30 E.M Português Expressões E.M. Matemática
12:30 Almoço
13:30 Matemática E.M
Matemática Inglês
14:30 Matemática E. F.
Matemática E.M.
15:30 Expressões Expressões
O.C. E.F.
16:30 A.E. Musica
E.F. Musica

Este modelo é bastante interessante, no que diz respeito à sua análise, é claro. Com as aulas organizadas em tempos de 50 minutos, os intervalos das crianças serão de 10 minutos entre aulas. Está-se a ver no que vai dar, estamos a falar de crianças da faixa etária dos 6 aos 9 anos. Quando os encarregados de educação aparecerem na escola a pedir satisfações, porque o seu educando não lanchou, os diretores de turma ver-se-ão de mãos cheias. Algo que salta à vista é a tarde livre, algo que muitos defendem há muito tempo para este grupo de docência. Os encarregados de educação terão de encontrar soluções para esta tarde, uma vez que a escola deixa de ser a tempo inteiro, mas só neste dia. Verifiquem, também, que as AEC’s estão “misturadas” com os tempos letivos. Uma das soluções passaria por, transformar estas atividades em obrigatórias e de não letivas a letivas. Sempre serviria para colocar mais uns quantos professores. Mas que professores ministrariam este horário? Bem, há várias hipóteses. Podemos manter o professor do 1º ciclo em regime de monodocência, ministrando Português, Matemática, Estudo do Maio, A.E., O.C. e parte das Expressões, até perfazer as tais 25 horas letivas ou já agora, 23 horas, como até permitido, as restantes por outros docentes das áreas em causa (sempre dava para completar uns horários). Ou então, podíamos optar por especializar professores. Que será isto de especializar? Estes cabeças… cheios de ideias… O professor especializado é aquele que só leciona uma disciplina, no máximo duas. Então, alguém lecionaria Português e A.E., outro surgiria para lecionar Matemática e E.M., … Os alunos não sentiriam qualquer tédio em relação a terem de fixar caras de professores, já para não falar na sua organização durante todo este processo. E o que faríamos aos professores de 1º ciclo, aqueles que não têm “especialização”, aqueles que se licenciaram em 1º ciclo? Ora, também temos duas hipóteses em relação a isso. A primeira, democrática, passa por dar a escolher ao docentes que área é que desejariam lecionar, a segunda seria a de “sortear” as áreas pelos docentes. Os docentes do 1º ciclo que têm especialização poderiam escolher entra a hipótese referida atrás ou em lecionar a área de sua especialização. Estão a ver exequibilidade? É uma organização fácil de operacionalizar. Uma das “facilidades” desta organização seria a elaboração de horários. Imaginemos um agrupamento onde o 1º ciclo está descentralizado em pequenas escolas, 2,3 ou 4 lugares no máximo, os Centros Educativos não são para todos, como se fariam os horários? Os professores a acelerar entre escolas, nos seus próprios carros, seriam alvos fáceis para um qualquer radar… Está visto que…
Ainda podemos organizar o horário de uma terceira forma…
Horário Turma

2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira
8:30 Português Matemática Inglês Português Português
9:20 Português Matemática E.M. Português Português
10:10 Intervalo
10:40 E.F. Português O.C A.E. Matemática
11:30 E.M Português Expressões E.M. Matemática
12:20 Almoço
13:30 Matemática E.M
Matemática Inglês
14:20 Matemática E. F.
Matemática E.M.
15:10 Intervalo
15:40 Expressões Expressões
O.C. E.F.
16:30 A.E. Musica
E.F. Musica

Neste exemplo, colmataríamos a dificuldade das crianças em organizar-se, quer com a deglutição do seu lanche, quer com o entrar e sair continuamente da sala de aula. Mas em relação à gestão de recursos humanos, a realidade seria bem diferente. Os professores teriam de andar a saltar de sala em sala, o mais rápido que conseguissem, uma vez que não se deixa uma turma sozinha dentro da sala de aula, a presença de um adulto é essencial. Se os professores tivessem de transitar entre escolas, essa missão tornar-se ia um pouco mais elaborada, bastava não ter em conta que há períodos em que os intervalos são inexistentes.
As mudanças no 1º ciclo são urgentes, mas para isso há que conhecer o terreno, há que, pelo menos, ter trabalhado nas diversas realidades. As soluções podem ser muitas, mas temos que pensar em todos os fatores. Não podemos olhar para o umbigo de uns e deixar os outros a apanhar frio… Quando, e digo quando, porque virá, se reorganizar este ciclo de ensino, devemos analisar as propostas de forma imparcial, sem favoritismos ou agendas escondidas.
Para refletir, «No 1.º Ciclo, o ensino é globalizante, da responsabilidade de um professor único, que pode ser coadjuvado em áreas especializadas»."


aqui.