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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

informações [educação]... educação e tecnologias digitais, empreendedorismo [formação] e livros [actividades]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 173 - 13/11/2015



Informações Gerais

 
A Educação à luz do digital: o olhar da investigação

O projeto TEA: Tablets no Ensino e na Aprendizagem, uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a Fundação Portuguesa das Comunicações, organiza um painel intitulado “A Educação à luz do digital: o olhar da investigação”.

O objetivo das sessões com o título genérico "A Educação à luz do digital", que têm vindo a decorrer ao longo deste ano letivo, é estimular a discussão em torno da adoção de tecnologias digitais e, mais particularmente, de tecnologias móveis. É seu propósito contribuir para ajudar a refletir sobre os desafios que a introdução das tecnologias digitais/móveis na educação, e a sua utilização por parte de professores e alunos, coloca a quem tem por incumbência decidir, a diferentes níveis de abrangência, sobre a educação em Portugal.

A entrada é livre, mas sujeita a inscrição prévia até ao dia 20 de novembro de 2015.


Empreendedorismo em contexto educativo com crianças dos 3 aos 12 anos

A Unidade de Formação ao Longo da Vida (UFLV), do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), divulga a ação de formação contínua em “Empreendedorismo em contexto educativo com crianças dos 3 aos 12 anos”, acreditada com despacho do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, que decorrerá no IPBeja.

A referida ação terá início a 20 de novembro e destina-se a educadores de infância e professores dos 1.º e 2.º ciclos do ensino básico.

As candidaturas devem ser realizadas no portal do IPBeja.
 
 
Dias do Desassossego

A Fundação José Saramago e a Casa Fernando Pessoa escolheram duas semanas para celebrar a voz dos livros em diversos lugares da cidade de Lisboa e em boa companhia.

De 16 a 30 de novembro, são os livros que estão no centro das atenções: lançam perguntas, rebatem ideias, provocam, inquietam. As duas casas de autor apresentam, para a 3.ª edição dos Dias do Desassossego, um programa que cruza música, cinema, mesas-redondas, ações de animação e promoção da leitura, poesia dita, passeios na cidade - guiado, sempre, pela literatura.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

curiosidades... dos livros e de quem os 'faz'...!


no expresso 'online'...


"Numa casa em quase tudo igual às outras, lê-se muito sobre edição independente, pequenas editoras, livros de autor e fanzines. É chegar, acender as luzes, despir o casaco, pousar "as coisas lá dentro", ir "ali buscar um iogurte" e voltar. Nos entremeios temos tempo para olhar em volta: livros pesadões que nos fazem lembrar as enciclopédias e os atlas dos nossos avós, desenhos a traço fininho em molduras expostas nas paredes, e uma vitrina, logo à entrada, onde uma Santa Catarina de Alexandria do século XVIII e uma santa espanhola, ambas em talha dourada, e um menino Jesus ao lado de um presépio em barro confirmam o que já vínhamos pressentindo: que estamos em território sagrado.

Numa casa em quase tudo igual às outras casas, às vezes recebe-se visitas, interrompe-se as leituras e fala-se muito sobre edição independente, pequenas editoras, livros de autor e fanzines. Porque o importante é mesmo a "partilha", o "trabalho coletivo". "Em Portugal, as pessoas são muito individualistas."

Catarina Figueiredo Cardoso é uma das fundadoras do projeto "Portuguese Small Press Yearbook", um anuário que reúne informação sobre livros de artista e edição independente em Portugal (sobretudo no âmbito da ilustração e da fotografia). No primeiro número, publicado em 2013, há textos teóricos de enquadramento (porque "vimos do meio académico"), listas das edições publicadas nesse ano em Portugal, com referência aos respetivos autores e onde podem ser adquiridas.

No segundo número, publicado este ano (início de novembro), ainda fresquinho, foi lançado um desafio a vários coletivos de artistas que se dedicam à edição independente: quem são, como surgiram (e porquê), que projetos futuros têm. "Apesar de entre as duas conhecermos muitos artistas que fazem livros, não conhecemos todos. Não conseguimos saber o que estão a fazer numa altura determinada. Não sabemos onde os encontrar. Não sabemos o que é escrito sobre eles", escreve Catarina no editorial do número inaugural.

Foi por isso que, em conjunto com Isabel Baraona, pintora e professora de Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD), que desenvolve em paralelo outro projeto pioneiro na área (um arquivo online sobre livros e revistas de artistas portugueses e estrangeiros com ligações a Portugal), decidiu pôr mãos à obra para uma vez por ano dar a conhecer junto desse "ad aeternum" nicho da edição independente o que os seus artistas andam a fazer. Em apenas dois anos, a "Portuguese Small Press Yearbook" (em inglês porque "a internacionalização é muito importante") tornou-se um documento histórico de consulta obrigatória. 

Mais editores, mais livros: "O panorama atual é fantástico"
 
É lá que ficamos a saber, em resposta ao desafio lançado para o número deste ano, que existem e resistem coletivos como a Flanzine (uma revista inspirada nos velhos fanzines e idealizada por João Pedro Azul e Luís Olival no Facebook, "que tinha tudo para correr mal mas, contrariando as leis de Murphy e Keynes", acabou por dar certo), o Clube do Inferno, criado em 2012 por quatro amigos (André Pereira, Hetamoé, Astromanta e Mao), a Ghost, que surgiu no mesmo ano pela mão de Patrícia Almeida e David-Alexandre Guéniot, e publica não só os projetos dos seus fundadores como também de artistas com quem mantém "relações de amizade e de admiração", a Oficina do Cego, associação fundada em 2009 por um grupo de nove pessoas que se dedica à produção de livros e promove cursos de serigrafia, tipografia e stencil, e a Pierre Von Kleist, a primeira editora de livros de fotografia em Portugal, criada por dois amigos de infância, André Príncipe e José Pedro Cortes ("nós os dois fazemos tudo em conjunto"), e que celebra este ano o 5º aniversário, e por isso (mas não só) tem estado nas bocas do mundo.

FOTO DR

"Há cada vez mais pessoas a fazer livros, de forma isolada ou em editoras e coletivos", diz Catarina. A justificação é simples: a formação técnica dos autores é "muito boa", os meios de produção são "acessíveis" e a distribuição está também quase sempre assegurada: na internet, nas livrarias e feiras (Feira Morta, nas Caldas da Rainha e em Lisboa; F.E.I.A, no Montijo; e Feira do Jeco, no Porto). Começa também a aparecer o crowdfunding. Não há muito a lamentar. "O panorama atual é fantástico."

Mas o que atrai, afinal, na edição independente? "É tendencialmente mais artística e livre. O autor cria sem muitos constrangimentos e está em contacto direto com o público, que acompanha a sua evolução, o seu trabalho, o seu destino." Esta é a parte boa. A parte má é que há "falta de filtro crítico, de meios de produção e de financiamento, que poderiam dar outra escala à obra", o que, de resto, também pode ser convertido em desafio, se se quiser. "O interesse também é esse." 

"A maior livraria de Portugal especializada em fotografia"
 
O projeto de Catarina e Isabel é um dos que vai estar na Feira do Livro de Fotografia de Lisboa, que vai ocupar desta sexta a domingo a Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. É, nas palavras de Fabrice Ziegler, fotógrafo e programador cultural do espaço, "a maior livraria de Portugal especializada em fotografia". Pelo menos durante três dias.

É a quinta edição e este ano traz novidades: mais autores, entre conhecidos e desconhecidos, e a internacionalização da feira (pela primeira vez e já com contornos de "mais-valia"), trabalhada ao longo do ano, que se reflete em participações de coletivos como o "You Have your Family I Have mine", fundado por artistas de diferentes países (Alemanha, Áustria, Sérvia, EUA), a Associação de Fotógrafos da Lituânia e outros autores estrangeiros. Além disso, vão lá estar as principais livrarias portuguesas, editores de livros de fotografia e especialistas que em palestras e debates vão discutir assuntos considerados relevantes (por exemplo: "Como se ensina a fotografia hoje?" ou "Qual é a missão das escolas?"). "Temos uma feira consolidada. Às vezes é complicado mas desta vez conseguimos."

O objetivo da feira, que teve a primeira edição em 2010 ("momento-chave" para a edição de livros de fotografia, pois nesse ano surgiram algumas editoras e livrarias que acabariam por ter um percurso paralelo), passa principalmente por desmistificar o trabalho dos artistas que fazem livros, esclarece Fabrice. "Às vezes há esse receio, por parte dos artistas, de experimentar, mostrar o que fazem, partilhar, e as pessoas que estão à sua volta também nem sempre compreendem o que eles fazem." É a "partilha", o dar a conhecer, que aqui está em causa. Isso e a vontade de reunir autores, editores e livreiros, para que "colaborem e cresçam juntos". Criar ligações, proporcionar encontros, porque apesar "de o mercado do livro de fotografia estar a crescer nos últimos anos", continua a ser um meio muito pequeno."


aqui.