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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

coisas da educação [concursos e colocações]... o que diz a fne...!




COLOCAÇÕES DE DOCENTES PARA 2014-2015

comunicado_fne_mec"Tal como a FNE tinha anunciado, na sequência da reunião que manteve com o Ministro da Educação e Ciência, foram hoje divulgadas listas de colocações de docentes que visam preencher necessidades das escolas para o próximo ano letivo. É certo que a totalidade das necessidades não fica preenchida, e a FNE continua a reivindicar que sejam conhecidas o mais rapidamente possível as colocações que ainda forem necessárias.

Mais uma vez, e como acontece há já mais de dez anos, a FNE insiste na necessidade de se acabar com o drama das colocações de docentes, nas vésperas do início de cada ano letivo. Até hoje, nenhuma administração do sistema educativo garantiu as condições de estabilidade que permitissem que a colocação de docentes para cada ano letivo não seja razão de notícia.

A FNE considera que o correto dimensionamento dos quadros, em função das necessidades estáveis do sistema educativo deveria ser a primeira preocupação de qualquer administração, garantindo a colocação atempada de todos os docentes. Pela parte da FNE, tudo foi feito no passado com esse objetivo e tudo será feito, nomeadamente no quadro do concurso interno extraordinário de 2015, para que assim venha a acontecer, o que acrescenta argumento à nossa reivindicação de que esse concurso extraordinário seja também externo, para preenchimento de vagas de quadro que se revelam necessárias para o funcionamento regular do sistema educativo.

A FNE regista positivamente que nesta ocasião tenham sido identificados sem componente letiva menos de mil docentes, o que permite admitir que nos próximos dias este número seja reduzido a zero, impedindo desta forma que por efeito desta situação qualquer docente seja encaminhado para a requalificação profissional, como tem sido reivindicação da FNE. A FNE sempre tem defendido que não há professores a mais e que todos são necessários para garantirem as ofertas educativas de que o nosso sistema educativo carece.

A FNE tudo continuará a fazer para que a estabilidade seja uma característica no emprego em educação, porque só desta forma se garante a ligação dos docentes às suas escolas, com as consequências positivas que daí resultam para o trabalho que diariamente realizam com os seus alunos."

Lisboa, 9 de setembro de 2014
O Secretariado Nacional





quarta-feira, 10 de setembro de 2014

a nossa escola [o sistema, diga-se] é surrealista...?


no público...


"O presidente da Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC) e os dirigentes das duas associações que representam os directores escolares afirmaram na manhã desta quarta-feira que estão a receber" inúmeras denúncias" de “situações inexplicáveis” e de “erros aparentes na colocação de docentes”, que estão a criar “uma imensa confusão” nas escolas em cima da abertura do ano lectivo. “As listas foram conhecidas ao fim da tarde de ontem, os professores só agora começam a apresentar-se e a cada minuto que passa são detectadas mais casos – temo bem que isto seja apenas a parte visível do icebergue”, disse o PÚBLICO o dirigente da Associação Nacional de Directores (ANDE) e presidente do Conselho das escolas, José Eduardo Lemos.

Segundo Eduardo Lemos "há casos professores do quadro que concorreram à mobilidade interna por falta de turma, que aparecem nas listas como tendo sido retirados do concurso por entretanto lhes ter sido atribuída componente lectiva, mas que não têm lugar nas escolas – nem na de origem nem naquela em que estavam destacados”. Fala ainda de "inúmeras situações" – também referidas pelo presidente da ANVPC, César Israel Paulo – em que foi pedida a renovação de contrato de determinados professores sem vínculo que não foi concedida mas cujo lugar deixado vago por esse docente não foi ocupado”. Estes casos correspondem a turmas que não terão docentes à disciplina em questão, quando as aulas começarem, estre esta quinta-feira e a próxima segunda, alerta.

Adelino Calado, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Pública (ANDAEP), citou o caso de um professor que entrou no quadro em Agosto e que foi parar à escola que dirige para preencher um horário de 17 horas quando tinha horário completo naquela em que deu aulas no ano passado e para a qual tinha sido pedida a renovação; referiu a situação de dois pedidos de renovação de contratos de pessoas em situações semelhantes, um dos quais ficou colocado na sua escola e o outro não, apesar de o lugar não ter sido ocupado. E também aqui o caso corresponderá a turmas sem professor.

Há outros casos, como o de uma docente do quadro que concorreu à mobilidade interna por falta de componente lectiva, que entretanto foi retirada do concurso porque tinha horário e que aparece nas listas como retirada para a mobilidade estatutária, que não pediu, apontou Eduardo Lemos.

Todos são cuidadosos, evitando referir-se a erros, mas sim a "situações que apontam para erros" ou que "parecem resultar de erros". “São casos que parecem resultar de erros humanos e manuais, digamos assim. De algo que pode acontecer quando um funcionário tira uma pessoa de uma lista e se esquece de a colocar noutra. Não parece ser consequência de um erro de um sistema informático consistente e robusto como deve ser o do MEC”, concretizou o presidente do Conselho das Escolas.

Tanto José Eduardo Lemos como outro dos dirigentes da ANDE, Pedro Araújo, ressalvam que ainda estão a tentar perceber o que se passou, mas dizem que "não será estranho se se concluir que as situações resultam de de erros nas colocações". O primeiro frisa que “na parte final o MEC conduziu todo o processo à pressa, a queimar etapas, com a pressão de ter tudo pronto para o início das aulas”. Pedro Araújo lembra "situações inusitadas", “como os contactos feitos à noite, dando duas horas aos directores para que indicassem os professores que estavam em concurso de mobilidade interna por falta de componente lectiva e a quem, entretanto, tinha sido possível atribuir horário”. “Isso, as plataformas informáticas com indicações pouco claras e de preenchimento confuso, os pedidos de informações avulsas e com prazos de resposta apertados podem ter contribuído para tudo isto, mas não sei”, disse, acrescentando esperar que, "a haver erros, o MEC os assuma e não atire responsabilidades para os directores”.

César Israel Paulo referiu-se essencialmente aos casos dos contratados – professores que não viram satisfeitos os pedidos de renovação (acordados entre eles e os directores) e cujos lugares ficaram vagos; alguns em que foram colocados coutros contratados naqueles lugaeres; e outros ainda em “que nas listas os docentes aparecem como tendo sido colocados num horário de 14 horas, por exemplo, mas que ao procederem à aceitação, na plataforma informática, já estão com um horário de 22” . Tal como os directores, diz ainda estar a recolher dados, "para tirar poder conclusões sobre o que estará na origem de tantas confusões".

Nas redes sociais, professores colocam a hipótese de o problema das renovações de contratos poderem resultar do mau preenchimento da plataforma informática disponibilisada pelo MEC para que que fosse manifestado o interesse nas renovações de contrato e, simultaneamente, os horários (ou horas) sobrantes. Isto, admitindo que os directores teriam pedido a renovação e excluído os horários respectivos das "horas sobrantes". Um possível erro que uns atribuem aos dirigentes escolares e outros à falta de clareza das plataformas informáticas. Nenhum dos professores contactados pelo PÚBLICO admitiu ter cometido esse lapso.

As listas de colocação dos professores foram conhecidas na tarde desta terça-feira. Dados divulgados pelo MEC indicam que o número de docentes do quadro que iniciam o ano sem componente lectiva caiu de 2185, em 2013, para 917, no início deste ano escolar e que de entre os 28.367 professores sem vínculo que se candidataram, ficaram colocados, esta terça-feira, apenas 3256. Foi ainda dito que há 3435 horários por preencher, a maior parte dos quais "são relativos às escolas integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária [TEIP] e com contrato de autonomia” e “serão ocupados através da Bolsa de Contratação de Escola", especificou o MEC.

Esta quarta-feira os dirigentes escolares manifestaram-se preocupados com o facto de não saberem ainda quando terão professores para aqueles horários, entre os quais não sabem se estão os que resultam na não renovação de contratos que haviam sido pedidos.
O PÚBLICO aguarda esclarecimentos do MEC sobre este assunto."


aqui.

sábado, 6 de setembro de 2014

da indignidade...


no público 'online'...


"O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, acusou na tarde desta sexta-feira o Ministério da Educação Ciência de "não garantir a igualdade de oportunidade aos professores com horário-zero de serem retirados do concurso para a mobilidade interna","por não ter avisado todos directores da possibilidade de o fazer". Este dirigente reclama que a situação seja resolvida antes da colocação dos docentes, mas a Fenprof diz que o MEC se comprometeu a solucioná-la apenas depois disso, o que pode fazer com que algumas turmas comecem as aulas sem professores.

Em causa estão professores do quadro que foram obrigados a concorrer para outros estabelecimentos de ensino por não terem actividade lectiva nas respectivas escolas. Ainda em Agosto, com o aparecimento de mais alunos ou a aprovação de novas turmas, são sempre feitos ajustamentos. Normalmente, frisou Filinto Lima, nesse mês o MEC avisa que vai abrir por um determinado período a plataforma electrónica do concurso, para que os directores possam retirar os nomes daqueles para os quais conseguiram, entretanto, turmas.

Com o atraso na publicação do resultado do concurso para a mobilidade interna (que se destina, precisamente, a docentes do quadro) os dirigentes escolares não estranharam que aquele processo "tardasse, também", explica o presidente da ANDAEP. Ele acabou por ser espoletado de surpresa, na noite de quinta-feiram através de sms e de e-mails (no Norte do país) e de telefonemas (na região Centro) com origem nas respectivas representações regionais da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE).

Na noite de quinta-feira, Filinto Lima e outros directores insurgiram-se com a forma como o processo foi conduzido. Mas, esta sexta-feira, aperceberam-se de que “havia pior”, diz o dirigente da ANDAEP: “Nem todos os directores foram contactados e muitos terão nas suas escolas professores que podem ser retirados do concurso”, disse, frisando que colegas que contactou ou por quem foi contactado das regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve não foram notificados, nem pessoalmente nem através dos meios institucionais. O mesmo apurou a Fenprof, que nesta sexta-feira reuniu com os representantes da Direcção-Geral da Administração Escolar (DGAE), para apelar a que o prazo para tirar os professores do concurso fosse prolongado até "pelo menos" ao fim do dia.

"Estamos a falar da vida de pessoas que correm o risco de mudar de escola, de ficar sem actividades lectivas e de acabarem na mobilidade especial ou, mais propriamente, em processos de requalificação. Não é uma brincadeira e este não é um procedimento que se possa aplicar em apenas metade do país”, frisou Filinto Lima.

Também em declarações ao PÚBLICO, Vítor Godinho, da direcção da Federação Nacional de Professores (Fenprof), disse ter alegado precisamente o mesmo, na reunião com os representantes da DGAE. "Disseram-nos que era impossível parar o processo de colocações, que já está a decorrer. Garantiram, no entanto, que, se algum professor for afastado compulsivamente da sua escola apesar de nela ter horário, lhe será dada a possibilidade de imediatamente regressar ao estabelecimento de origem". Uma solução que, diz Vítor Godinho, "resolve o problema do professor, individualmente, mas contribui para aumentar o caos das colocações". "Vamos ter uma escola em que o professor colocado afinal não o foi; e várias turmas de alunos que não terão aulas a essa disciplina enquanto não houver segunda fase de colocações", referiu.

Não há exclusão por regiões, garante MEC

Em resposta a questões colocadas pelo PÚBLICO, o gabinete de imprensa do MEC manteve, ao fim da tarde, que não se confirma exclusão por regiões: "De acordo com a DGAE, as direções de serviço da DGESTE estão a finalizar a validação das alterações solicitadas pelos diretores das escolas dessas três zonas". Segundo Godinho, os responsáveis da DGAE explicaram aos representantes da Fenprof que "contactaram esssencialmente os directores que, por sua própria iniciativa, tinham referido ter horários para os professores que inicialmente haviam declarado estar sem componente lectiva". O PÚBLICO falou com a directora de uma escola da região do Centro do país que tinha alertado a DGESTE para essa situação e não foi contactada; e falou com inúmeros directores do Centro e do Norte do país que foram contactados na noite de quinta-feira e não tinham, nas respectivas escolas, professores naquelas circunstâncias.

Filinto Lima diz que "seria absurdo "esperar que este ano os directores se dirigissem à DGESTE a dizer que queriam "repescar" docentes. "Pode ter acontecido, mas nunca podiam tomar isso como regra, não poderiam mudar o sistema sem aviso", considerou. Segundo diz, "sempre foram institucionalmente contactados todos os directores de todas as escolas para num determinado dia irem à plataforma retirar os professores do concurso, se fosse caso disso"."



aqui.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

'grau zero em comportamento'...


no jornal de negócios 'online'...

da falta de respeito e do surrealismo 'crático'...


no público 'online'...



"O Ministério da Educação e Ciência (MEC) surpreendeu na noite de quinta-feira directores de várias escolas do país, chamando-os a indicar “com urgência”, no prazo de minutos ou de horas, antes das 00h00 desta sexta-feira, os nomes dos professores das respectivas escolas que concorreram a destacamento por ausência de componente lectiva e para os quais, entretanto, surgiram horários. "Uma forma de trabalhar estranha”, “surreal”, e que pode ter consequências "graves", avaliam os directores.

Em causa estão os professores com “horário-zero”, ou seja, docentes do quadro que foram obrigados a concorrer para outros estabelecimentos de ensino por não terem actividade lectiva nas respectivas escolas. Ainda em Agosto, com o aparecimento de mais alunos ou a aprovação de novas turmas, são sempre feitos ajustamentos. Mas este procedimento costuma ocorrer “bastante antes” de 1 de Setembro e “com tranquilidade”, como frisou em declarações ao PÚBLICO Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

Este ano – e ao contrário do que é habitual – não foram ainda publicadas as listas do concurso de mobilidade interna, destinado precisamente aos docentes dos quadros das escolas e agrupamentos. E na noite de quinta-feira os telemóveis dos directores de todo o país começaram a tocar, uns por volta das 20h, outros mais tarde.

“Por favor, consulte com urgência correio institucional. Assunto: MUITO URGENTE: Ponto de situação DACL [Destacamento por Ausência de Componente Lectiva”, puderam ler, nos telemóveis, os directores contactados pelos representantes do Norte da Direcção-Geral de Estabelecimentos Escolares. No correio electrónico, encontraram a indicação de que entre as 20h e as 22h de quinta-feira deveriam mandar por e-mail os nomes e os dados dos professores que estão em concurso e aos quais é possível atribuir ainda componente lectiva.

Na Região Centro, o contacto foi feito por telefone, de viva voz, nalguns casos depois das 22h45. Foi pedido aos directores que, antes das 00h00 desta sexta, dessem a indicação solicitada também por e-mail - e não através da plataforma electrónica do ministério, como se tem feito nos outros anos. Nenhum dos dirigentes escolares ouvidos pelo PÚBLICO estava, a essa hora, nas escolas, e alguns não tinham na sua posse os dados necessários para cumprir as instruções do MEC.

“Isto é, no mínimo, estranho, e pode ter consequências muito graves – há directores que podem ter desligado os telemóveis pelas mais variadas razões”, criticou, em declarações ao PÚBLICO, o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima. Manuel Pereira, da ANDE, considerou a situação “surreal”: “O que se está a passar neste início de ano lectivo é uma coisa nunca vista. Todos os dias chegam indicações avulsas, com prazos de resposta incríveis, mas isto ultrapassa tudo. O ano lectivo deve preparar-se com tempo, não faz sentido que os directores tenham de estar alerta 24 horas por dia”, comentou.

Em 2013, após o concurso para a mobilidade interna, continuaram nas escolas, sem turmas atribuídas, 2185 docentes do quadro (mais 313 do que no ano anterior). Este ano, os que ficarem na mesma situação correm o risco de serem abrangidos pela agora chamada Requalificação, o programa que substitui o regime de mobilidade especial e que se aplica aos funcionários do Estado considerados excedentários. Com esta iniciativa, o MEC pretenderá retirar do concurso o maior número de professores possível antes de publicar as listas de colocação. Algo que também agrada aos directores e aos sindicatos de professores.
Esta tarde, através do gabinete de imprensa, o Ministério da Educação e Ciência voltou a afirmar que não há atrasos na colocação de professores e garantiu que os resultados deste concurso e do que se destina aos professores sem vínculo serão conhecidos antes do início do início das aulas, que se pode verificar entre 11 e 15 de Setembro. Em resposta a questões colocadas pelo PÚBLICO, assegurou ainda que até ao dia 15 serão conhecidas também as ofertas de escolas, ou seja, as vagas das escolas com autonomia e em Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP), a que podem concorrer professores contratados. As duas primeiras listas, adiantou, serão publicadas no mesmo dia. Não revelou, contudo, quando é que isso vai acontecer."
 
aqui.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

e o ridículo [pedagógico] não mata ?... professor do secundário colocado a dar aulas ao 3º ano...!


"Um professor que ao longo dos 15 anos de carreira lecionou Biologia e Geologia no ensino secundário, foi agora colocado a dar aulas a crianças de 8 anos. Foi a forma de ficar com horário completo."

na sic notícias...