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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

[educação] àcerca dos direitos de autor...





"A associação D3 - Defesa dos Direitos Digitais, considera que o ministério da Cultura está a gerir este tema "de forma muito pouco transparente", não dando conhecimento das posições que toma e dos seus fundamentos, e "nem o recente pico de interesse público sobre o assunto mudou a actuação do Ministério, para quem o assunto parece ser tabu".

Em comunicado, a associação refere a mudança ministerial ocorrida em Novembro passado, quando Graça Fonseca assumiu a pasta do Ministério da Cultura, mas adianta que nada mudou. "A falta de comunicação do Ministério da Cultura impede os cidadãos de conhecerem e julgarem por si próprios as opções políticas que são tomadas pelos nossos representantes. Tal não é mais admissível", adianta o comunicado.


Com o objetivo de tornar mais clara a posição do ministério a D3 elaborou um conjunto de 10 perguntas sobre a Reforma do Direito de Autor cuja resposta considera "ser essencial e imprescindível, antes da tomada de decisão final sobre este tema".
Reproduzimos abaixo as questões colocadas pela associação:

Artigo #13

1 - Considera o Ministério da Cultura que a exigência de filtragem de todos os conteúdos que os cidadãos enviam para as plataformas cumpre os requisitos constitucionais de proporcionalidade na restrição de direitos fundamentais, nomeadamente de que se trata de uma medida estritamente necessária e adequada ao fim a atingir? Realizaram-se a nível nacional ou europeu estudos, pareceres académicos, ou avaliações dos potenciais impactos desta medida nos direitos fundamentais dos cidadãos, que sustentem essa posição?

2 - Garante o Ministério da Cultura que as obrigações de filtragem que estão a ser exigidas às plataformas são possíveis de ser cumpridas do ponto de vista técnico, por um sistema de filtragem? Como é que um algoritmo de um filtro conseguirá distinguir uma utilização ilícita de uma utilização lícita, como por exemplo a paródia? Pode o Ministério da Cultura garantir que este sistema não implicará a remoção colateral de conteúdos legais?

3 - Tendo em conta que o único sistema do mundo com capacidade para cumprir as exigências do Artigo 13 pertence à Google e custou 100 milhões de dólares a ser desenvolvido, como é que startups e pequenas e médias empresas europeias vão conseguir ultrapassar tal barreira à entrada no mercado? Defende o Governo Português, em Bruxelas, a criação de uma salvaguarda para startups e PMEs, tal como proposto pelo Parlamento Europeu?

4 - Como é que o Ministério da Cultura garante que os titulares dos direitos não removem conteúdos que não têm o direito de remover? Que tipo de responsabilização é que o Ministério da Cultura sugere para os casos em que os titulares dos direitos removam conteúdos que não têm direito de remover?

5 - Entende o Ministério da Cultura que, perante a possibilidade de as plataformas serem automaticamente responsabilizadas por qualquer conteúdo enviado por utilizadores, estas não vão reagir de forma a restringir seriamente quem e que tipo de conteúdos podem ser enviados, com impacto significativo para a liberdade de expressão dos cidadãos? Espera o Ministério da Cultura que as plataformas, podendo ser responsabilizadas directamente pelos conteúdos, mantenham uma postura de neutralidade e de defesa dos direitos de liberdade de expressão dos cidadãos?

6 - Entende o Ministério da Cultura que a existência mecanismos de queixa por conteúdos indevidamente apagados é suficiente para justificar um sistema de filtragem prévia? Serão tais mecanismos suficientemente céleres para não prejudicar, por exemplo, a actualidade do tema de um vídeo? Entende o Ministério da Cultura que é adequado impor sobre os cidadãos o ónus de justificar juridicamente a licitude de um conteúdo quando o comum cidadão não tem quaisquer conhecimentos sobre Direito de Autor e sobre as excepções que lhe permitem utilizar licitamente conteúdo sujeito a direito de autor?

7 - Como é que um filtro que controla e tem de aprovar previamente a publicação de todos os conteúdos enviados por todos os cidadãos para as plataformas de Internet cumpre a jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia que proíbe, com base na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, obrigações de vigilância geral sobre os conteúdos de uma plataforma?

# Prospecção de Texto e Dados

8 - Considera o Ministério da Cultura que a excepção para a prospecção de texto e dados deva ser restrita a organizações de investigação e instituições de património cultural e apenas para fins de investigação científica, deixando de fora empresas, jornalistas, cidadãos, e instituições da administração pública?

# Educação

9 - Concorda o Ministério da Cultura com o facto da proposta de directiva abrir porta à possibilidade de os Estados-Membros eliminarem a excepção para fins de ensino e a substituírem por um sistema de licenças, com os custos que isso comporta para as escolas, universidades e outros estabelecimentos de ensino? No entender do Ministério da Cultura, estão os nossos estabelecimentos de ensino em condições de passar a pagar licenças e taxas por uma utilização de conteúdos que hoje em dia é gratuita e protegida por lei? Quantos milhões calcula o Ministério da Cultura que tal taxa custaria às nossas escolas e universidades, e de que fatia do Orçamento de Estado deveriam sair esses valores?

# Taxa do Link

10 - Atendendo às tentativas goradas de estabelecer uma taxa do link em Espanha e Alemanha, o que leva o Ministério da Cultura a defender a taxa do link a nível europeu? Numa altura em que tanto se fala do impacto das "fake news" e da qualidade da informação que circula nas redes sociais, porque é que devemos sujeitar os conteúdos de jornalismo profissional a taxas que vão naturalmente reduzir a sua circulação na Internet? Qual o impacto desta medida na circulação da desinformação?"


via casa dos bits online...

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

coisas da educação... utilidades [não só parentais]...!


no i 'online'...


"Pais e mães. Todos diferentes, mas todos com problemas semelhantes. Se os seus filhos já estão na escola, é provável que já se tenha deparado com respostas vazias e pouco consistentes quando lhes pergunta como correu a escola. Um distraído “bem”, “fixe” ou “normal” são respostas que não contêm informação sobre o dia da criança. E é esta falta de conhecimento que alarma os progenitores.

A pensar nesta lacuna, uma mãe natural de Omaha, EUA, criou um manual com 25 perguntas que permitem arrancar mais facilmente pormenores e histórias que preencheram o dia dos filhos, mas não só. Há perguntas específicas sobre a relação com os colegas e com a professora, sobre os momentos mais divertidos e mais tristes e sobre as brincadeiras no intervalo. Tem um papel e uma caneta à mão?

1. Qual foi a melhor coisa que aconteceu hoje na escola? E a pior?

2. Conta-me algo que te tenha divertido hoje.

3. Se pudesses escolher, sentavas-te ao pé de quem na sala? E quem é que não queres que se sente ao pé de ti?

4. Qual é o sítio que mais gostas na escola?

5. Diz-me uma palavra esquisita que ouviste hoje.

6. Se eu telefonasse agora à tua professora, o que é que ela me ia dizer sobre ti?

7. Ajudaste alguém a fazer alguma coisa hoje?

8. Alguém te ajudou a fazer alguma coisa hoje?

9. Diz-me uma coisa que tenhas aprendido hoje.

10. Qual foi o momento mais giro de hoje?

11. O que é que te chateou hoje?

12. Se um extraterrestre entrasse na sala e pudesse levar alguém com ele para fora dali, quem é que querias que fosse?

13. Com quem é que gostavas de brincar no intervalo que ainda não brincaste?

14. Diz-me uma coisa boa que tenha acontecido hoje.

15. Que palavra é que a tua professora te ensinou hoje?

16. O que é que achas que devias fazer ou aprender mais na escola?

17. O que é que achas que devias fazer menos na escola?

18. Na tua sala, com quem é que achas que podias ser mais simpático/a?

19. Em que sítio é que costumas brincar quando estão no intervalo?

20. Quem é a pessoa mais engraçada na tua sala? Porquê?

21. O que é que gostaste mais no almoço de hoje?

22. Se amanhã fosses tu a professora, o que é que mudavas?

23. Há alguém na tua sala que está a precisar de descansar?

24. Se pudesses trocar de lugar com alguém, com quem é que trocavas?
25. Diz-me três vezes em que tenhas usado o lápis hoje."

da rescisão do contrato [professores]... as questões colocadas à dgae...!


da rescisão de contrato [professores]... as questões que coloquei no agrupamento...!



fui remetido para a dgae, para estes esclarecimentos 'específicos'...

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

da rescisão de contrato [professores]... algumas questões que necessitam de resposta urgente...!

1 - a data da assinatura do contrato é aquela em que o mesmo é [duplamente] assinado?... [se o fôr], ou seja, dado que todos os professores foram [pressupostamente] notificados neste dia 1 de setembro e têm 8 dias úteis para formalizar a sua aceitação [ou seja até dia 10 de setembro?]

2 - é legal, dado que o processo já parece inquinado por natureza, impor a não alteração do texto das cláusulas do referido contrato, que é 'por mútuo acordo' [e se houver erros ou omissões]?

3 - é legal, nesta data [1 de setembro, em que todos os professores notificados do respectivo deferimento] fazer retroagir o contrato à data prevista de 31 de agosto quando houve dilatação de 'prazos' por atraso do processo e os professores estão [para todos os efeitos legais] na escola?

4 - como se processa a manutenção do vínculo à adse e se fazem os respectivos descontos e em que base [contratual]?

5 - se é um contrato onde é que está previsto o modo e prazo de pagamento da respectiva 'compensação' [será contra assinatura?]?

6 - será verdadeira a 'interpretação' de que não será possível o exercício de qualquer actividade fora do âmbito do estado [vidé art. 11º - impedimentos da portaria 332 - A/2013, de 11 de novembro]?


logo à primeira vista foram estas as questões formais [pois outras haverá] que se me puseram... quem saiba que responda.

sábado, 28 de julho de 2012

opinião... [quid pro quo] sobre a educação... os professores têm razões para protestar...? de uma secção do cm...!

"
SIM

A preparação do ano lectivo está uma verdadeira confusão e não é lógico o Estado estar a pagar a professores para não darem aulas. E com o aumento dos alunos por turma, vão aumentar os problemas nas escolas.

Edgar Nascimento, Editor de Sociedade

NÃO

Este clima de tensão permanente entre professores e Ministério da Educação não é saudável num País em crise e, sobretudo, em nada ajuda à educação e formação das nossas crianças e jovens. São eles quem mais sofre.

Paulo João Santos, Chefe de Redacção
"

terça-feira, 24 de julho de 2012

pergunta... [nada] inocente... o fecho de escolas prejudica a educação...?... numa secção... do cm...!

"
SIM

Prejudica, acima de tudo, o País. A escola é fonte de saber e de vida. Fechar escolas é condenar à morte aldeias e vilas, desertificando ainda mais o Interior. É este o Portugal que queremos? Um país cada vez mais macrocéfalo?
Rogério Chambel, Editor de Correio do Leitor 

NÃO

A falta da escola desertifica as aldeias, complica a vida de famílias, mas não prejudica os estudos. Pelo contrário evita a desintegração de professores exilados que faltam muito e anseiam por transferência. As escolas maiores são melhores.
João Vaz, Redactor Principal 
"

quinta-feira, 19 de julho de 2012

de uma afirmação [pergunta (in)conveniente]... tem a educação algum propósito [fim]...?

"Education Has No Purpose

I spent several years and thousands of dollars studying the philosophy of education. Historically, this niche field's core research question has been: 

What is the purpose of education? 

So I'm excited to kick off a series of posts regarding the purpose of education (The Question, if you will).

The first problem with The Question (or, more precisely, with respondents) is that people have developed a pernicious tendency to equate "education" with formal schooling. Hopefully obviously, a ton of learning (and teaching) takes place outside of school walls and without credits or credentials attached. 

But even if we carefully keep in mind the wide range of formal and informal activities that comprise "education," the question regarding its purpose still misleads. The Question implicitly assumes that education does, in fact, have a purpose. 

I believe, to the contrary, that adult people choose seemingly educational activities for themselves and their children with such a diversity of intentions that we should doubt whether education has "a purpose" at all. 

The "purpose" of something is just the role that someone had hoped and planned for a tool, object, experience, activity, etc to fulfill. A knife's purpose is to cut stuff, a leash's purpose is to keep your dog within reach, etc.

Importantly, claims about a thing's purpose can be true or false. Their accuracy depends on what intentional agents actually had in mind when, or before, they acted. 

Sometimes students and parents (especially wealthy ones) claim that they are after a "liberal education," and maybe most people have good reason to want this for themselves. But in fact people often engage in educational activities for some combination of other, less lofty reasons: Because they want to improve their income and/or social status, or because those activities are fun, or even because they need something to fill their time (as when unemployed, or retired).

Philosophers can claim that the "purpose of education" is to make people cosmopolitan, open-minded, tolerant, multicultural, or even happy all day long, but that doesn't make it true.
Each of these conditions may be an effect of education, even a likely and foreseeable effect, but education's purposes are just what students and their parents in fact had in mind.

Tell Me: 

What purposes did you have in mind when you made educational decisions for yourself or your children?
Am I wrong? Do you think education *does* have One True Purpose?"

Pamela J. Stubbart

aqui. 

sábado, 14 de julho de 2012

da educação... e das perguntas (in)convenientes [por cá a questão pode-se colocar do mesmo modo... não será...?]... lá pelos 'states'...!

"Well, there's a dilemma tied to these questions. In elementary school in China, the teachers are subject specialists. The math teachers teach math, the reading and writing teachers teach reading and writing, the English teachers teach English, the drawing teachers teach drawing. You get the idea. They are specialists, not just in the subject, but in how to teach their subject. And, unlike their American counterparts, they are provided hundreds of hours to develop successful lessons. Hundreds. It turns out the Chinese elementary school teachers teach only three to four classes a day. The rest of the day they collaborate with each other, correct papers, and observe and critique each others' teaching. I've spent over 20 years observing and consulting in American and Chinese schools, and this is the most startling difference between the two systems (Pine 2012).

In contrast to the reality of the Chinese teaching profession, American elementary school teachers teach all subjects -- reading, writing, math, social studies, health, science, art (if there is any) and often P.E. There is no way they can specialize in one subject; they are generalists. 

The new core curriculum standards, especially in math, require profound professional development to provide teachers with the necessary mathematical understandings to help students comprehend concepts well. [Wu article] However, U.S. teacher schedules and district structures, not to mention budgets, do not allow for such in-depth professional development."

para ler o artigo... aqui.