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domingo, 9 de setembro de 2018
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
sondagem [resultados]... a escolaridade até à maioridade...?
Resultados da Sondagem | Concorda com o ensino obrigatório até aos 18 anos de idade?by Alexandre Henriques |
Ficam os resultados e a análise de Paulo Guinote.
A escolaridade como truque político
A
favor da escolaridade obrigatória de 12 anos ouvi argumentos
teoricamente quase inatacáveis: aumentar a escolaridade é um bem em si
mesmo e tal como aconteceu com a de 9 anos, em pouco tempo será
conseguida; ou então que esta é a estratégia certa para qualificar a
população jovem e a adequar melhor a um novo mundo laboral em mutação,
que implica a aquisição de mais competências e conhecimentos, que o 9º
ano já não garante.
Certo, certíssimo.
Mas
alargar a escolaridade para os 12 anos é diferente de a alargar para o
12º ano. A menos que, como se passou, se comecem a traçar vias paralelas
rápidas para muitos alunos que chegavam ao 9º ano já perto dos 18 anos e
com o desejo de sair da escola permanecerem no sistema e assim se
combaterem as chatas estatísticas do abandono escolar precoce. E foi
assim que o que o PS concebeu, o PSD concretizou através do desígnio
anunciado por Nuno Crato de se ter pelo menos metade dos alunos do
Secundário em vias vocacionais ou profissionalizantes, seguindo-se a
criação de cursos técnicos superiores de “banda curta” para compor todo o
cenário.
Aquilo
a que assistimos no presente é a efectiva implementação da escolaridade
de 12 anos numa lógica de extensão do Ensino Básico em todas as suas
qualidades e defeitos, esvaziando este nível de ensino, na maior parte
dos casos, de um carácter mais exigente e pré-universitário, enquanto se
simula uma massificação de um ensino profissionalizante destinado a
preencher estágios no sector dos serviços e seguir para o desemprego
pouco depois, por falta de credibilidade deste tipo de formação junto
dos maiores empregadores nacionais (ou regionais).
O
alargamento da escolaridade para 12 anos é já um sucesso estatístico,
cuja paternidade suscita disputas e, ao contrário de outras, tem muitos
candidatos a assumir a sua responsabilidade plena. Não estamos ainda em
condições de perceber se o sucesso vai mais além. Acredito que uma
auto-avaliação promovida ou encomendada pelo ME (feita pelo CNE ou uma
qualquer equipa de especialistas convidados) conclua pela sua imensa
bondade e pelo aumento da auto-estima dos alunos, como aconteceu com as
Nova Oportunidades. Mas o que eu gostaria mesmo era de saber o impacto
deste tipo de medida na empregabilidade e nível de remuneração dos
jovens. Os dados de que dispomos até agora não parecem os mais
animadores. Mas pode ser que a culpa seja apenas da crise.
terça-feira, 14 de julho de 2015
terminada [ou não] a escolaridade obrigatória... currículo específico individual...?
Currículos à medida para alunos em dificuldade
13.07.2015 13h11
Isabel Paulo
Ministério da Educação preconiza programas de treino vocacional e currículos à medida para alunos com necessidades educativas especiais a partir dos 15 anos
a legislação está aqui:
13.07.2015 13h11
Isabel Paulo
Ministério da Educação preconiza programas de treino vocacional e currículos à medida para alunos com necessidades educativas especiais a partir dos 15 anos
"Ministério da Educação emitiu domingo uma portaria relativa aos
alunos com Currículo Específico Individual (CEI), destinada aos alunos
de 15 anos ou mais que revelem défice de aprendizagem e necessidades
educativas especiais três anos antes de atingirem a idade limite da
escolaridade obrigatória.
A medida visa assegurar a transição para
a vida pós-escolar, devendo os estabelecimentos de ensino incluir
"programas específicos de transição e treino vocacional" que prepare os
alunos para serem membros "independentes e ativos das respetivas
comunidades".
Em comunicado divulgado domingo à noite, o
ministério de Nuno Crato refere que passará a competir à escola definir
as cargas curriculares adaptadas às especificidades de cada um dos
alunos com dificuldade em acompanhar os programas letivos, bem como
articular com parceiros locais apoios e atividades para que os alunos
desenvolvam as suas capacidades.
A três meses das eleições
legislativas, o Ministério da Educação adota a máxima leninista “a cada
um segundo as suas necessidades, a cada um segundo as suas capacidades”,
um fato curricular feito à medida dos alunos com insucesso escolar que
poderá englobar experiências laborais em "instituições da comunidade,
empresas, serviços públicos ou outras organizações a identificar pela
escola que podem ter o apoio de Centros de Recursos para a Inclusão".
De
acordo com a nova portaria, o plano individual do aluno será elaborado
em colaboração com os encarregados de educação e representantes das
organizações da comunidade implicadas na vida e percurso dos estudantes
em causa, cabendo às escolas definir os tempos de cada uma das
componentes de matriz curricular.
A tutela adianta ainda que será
implementado progressivamente um programa de formação para os docentes
"com perfil adequado ao trabalho a desenvolver"."
no expresso em linha...
a legislação está aqui:
legislação [educação]... currículo específico individual, estágios internacionais e verbas dos municípios... via boletim do cirep...!
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