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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

[educação] divulgando...


Informações Gerais

Realiza-se nos dias 24 e 25 de janeiro, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, o VI Congresso Internacional de Comunicação, Jornalismo e Espaço Público, subordinado ao tema “Media: Poder, Representação e Epistemologia”.
 
O evento é constituído por diversos painéis, com especial incidência na temática da investigação na área das ciências da comunicação.
O Conselho Nacional de Educação promove nos dias 29 e 30 de janeiro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, uma conferência sobre "A Educação e os Desafios do Futuro".
 
O objetivo da conferência é promover uma reflexão sobre como a transformação digital vai influenciar a nossa vida e como poderá a educação responder a estes desafios.
 
A iniciativa tem a colaboração da Presidência da República e Fundação Calouste Gulbenkian e o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.



via boletim do cirep...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

a começar o dia [agora e a terminá-lo já de seguida]... com 'inutilidades'...?

2016-02-24 às 14:06

 

"ESTUDO MOSTRA QUE DESIGUALDADES SOCIOECONÓMICAS AFETAM RESULTADOS ESCOLARES

O estudo «Desigualdades Socioeconómicas e Resultados Escolares», que a Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência acaba de publicar, relaciona os resultados escolares dos alunos do 3.º ciclo do ensino público com as qualificações académicas das mães dos alunos e com o nível socioeconómico dos agregados familiares, apurado através do escalão da Ação Social Escolar.

Os principais resultados deste estudo são:
  • No total nacional, o nível socioeconómico dos agregados familiares é um preditor do sucesso escolar, na medida em que os alunos oriundos de famílias de baixos rendimentos apresentam taxas de sucesso mais baixas;
  • No total nacional, as habilitações académicas das mães são um preditor do sucesso escolar, na medida em que os alunos com mães com menores qualificações apresentam taxas de sucesso mais baixas;
  • Contudo, existe uma variação regional e local nos resultados apresentados, sendo detetáveis assimetrias entre distritos e conjuntos de escolas, evidenciando que, para os mesmos níveis de rendimentos dos agregados e de qualificações das mães, é possível encontrar taxas de sucesso mais elevadas em alguns distritos e conjuntos de escolas;
  • Esta observação evidencia que há outros fatores que influenciam o sucesso escolar dos alunos, fatores esses que interessa explorar, e que contrariam a relação causa/efeito entre o contexto socioeconómico e o sucesso escolar dos alunos, genericamente comprovado.
Este estudo reforça a necessidade de colocar o foco na melhoria das aprendizagens e na inovação pedagógica como estratégia para a melhoria dos resultados, suportada pelo facto de ser possível inverter tendências preditas pelos baixos rendimentos.

Os resultados permitem ainda centrar a reflexão sobre aquela que é uma das funções primordiais da escola pública - nivelamento de oportunidades entre crianças oriundas de diversos meios socioeconómicos e promoção da mobilidade social - expondo a importância do investimento no ensino público como via para ultrapassar lógicas deterministas.

Medidas
Assim, impõe-se como prioridade para o Ministério da Educação:
  • Uma aposta na qualificação das escolas para a identificação de estratégias locais de promoção do sucesso escolar, suportada pela constatação de que diferentes estratégias geram resultados diferenciados;
  • Um investimento na Ação Social Escolar e em estratégias articuladas com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, no combate à pobreza na educação;
  • Um investimento na formação de adultos, em projetos de literacia para adultos, promovidos pelo Plano Nacional de Leitura e pela Agência Nacional para Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), também em articulação estreita com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, tendo em vista uma valorização do conhecimento pelas famílias dos alunos;
  • Um reforço da complementaridade entre a avaliação externa e interna, numa perspetiva formativa e integrada.
No âmbito dos trabalhos de definição da estratégia para a promoção do sucesso escolar, o Ministério da Educação entende esta análise como um contributo inestimável e apostará na evidenciação das boas práticas que levam a que em algumas comunidades educativas os resultados gerados contrariem o determinismo socioeconómico.

A recolha de boas práticas de inovação pedagógica servirão de inspiração para a identificação de estratégias locais de promoção do sucesso escolar nas escolas e regiões com mais dificuldades."


via portal do governo...

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

informações [educação]... estratégias e ensino à distância, consulta pública e ciência, deco e comunicações em conferência... no boletim do cirep...

Informações Gerais

Curso "Gamificação: estratégias de jogos aplicadas ao e-learning"

Numa iniciativa da TecMinho, da Universidade do Minho, terá lugar o curso "Gamificação: estratégias de jogos aplicadas ao e-learning" (em regime de b-learning), a partir de 10 de novembro de 2014, com uma duração de 40h.

Este curso é composto por diversos módulos e pretende apresentar algumas das ferramentas ou elementos de jogos que, combinados, podem contribuir para que os cursos online sejam mais motivadores e envolventes, tornando-os mais eficazes.


Consulta pública à comunidade científica – Proposta de regulamento do Programa Comunicação e Gestão de Ciência

Em preparação para o lançamento do novo programa para contratação de doutorados para posições de comunicação de gestão de ciência, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia lança a toda a comunidade científica uma consulta pública sobre a proposta de regulamento pelo qual o concurso se regerá.

O período da consulta pública decorre até 28 de novembro de 2014.


2.ª edição do concurso Sitestar
Numa iniciativa da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) e da Associação DNS.PT, acaba de ser lançada a segunda edição do concurso Sitestar.

A iniciativa tem o apoio da Direção-Geral da Educação, no âmbito da ação em torno da Educação para a Cidadania/Educação para os Media/Educação do Consumidor. O concurso pretende contribuir para a promoção das competências de literacia digital dos jovens e incentiva-os a utilizar a Internet e as suas ferramentas enquanto editores, participantes ativos e consumidores informados e responsáveis.

Os alunos, acompanhados por um professor de Tecnologias de Informação e Comunicação, podem concorrer para desenvolver sítios na Web de sua autoria, inseridos nas seguintes categorias:

1. Ciência e Conhecimento;
2. Empreendedorismo Social e Económico;
3. Música, Artes e Desporto.

A inscrição deve ser feita até 13 de janeiro de 2015.


PHOTOPTICS 2015 – Convite para apresentação de comunicações
Já está aberto o prazo do convite para apresentação de comunicações à 3.ª Conferência Internacional Photoptics 2015, dedicada à fotónica, ótica e tecnologia laser, que irá decorrer entre 13 e 15 de março de 2015, em Berlim, Alemanha.

A conferência destina-se a investigadores, engenheiros e profissionais da área.


nota: estas informações são uma transcrição directa do boletim, logo respeitam o ao... infelizmente...!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

da falta de respeito e do surrealismo 'crático'...


no público 'online'...



"O Ministério da Educação e Ciência (MEC) surpreendeu na noite de quinta-feira directores de várias escolas do país, chamando-os a indicar “com urgência”, no prazo de minutos ou de horas, antes das 00h00 desta sexta-feira, os nomes dos professores das respectivas escolas que concorreram a destacamento por ausência de componente lectiva e para os quais, entretanto, surgiram horários. "Uma forma de trabalhar estranha”, “surreal”, e que pode ter consequências "graves", avaliam os directores.

Em causa estão os professores com “horário-zero”, ou seja, docentes do quadro que foram obrigados a concorrer para outros estabelecimentos de ensino por não terem actividade lectiva nas respectivas escolas. Ainda em Agosto, com o aparecimento de mais alunos ou a aprovação de novas turmas, são sempre feitos ajustamentos. Mas este procedimento costuma ocorrer “bastante antes” de 1 de Setembro e “com tranquilidade”, como frisou em declarações ao PÚBLICO Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

Este ano – e ao contrário do que é habitual – não foram ainda publicadas as listas do concurso de mobilidade interna, destinado precisamente aos docentes dos quadros das escolas e agrupamentos. E na noite de quinta-feira os telemóveis dos directores de todo o país começaram a tocar, uns por volta das 20h, outros mais tarde.

“Por favor, consulte com urgência correio institucional. Assunto: MUITO URGENTE: Ponto de situação DACL [Destacamento por Ausência de Componente Lectiva”, puderam ler, nos telemóveis, os directores contactados pelos representantes do Norte da Direcção-Geral de Estabelecimentos Escolares. No correio electrónico, encontraram a indicação de que entre as 20h e as 22h de quinta-feira deveriam mandar por e-mail os nomes e os dados dos professores que estão em concurso e aos quais é possível atribuir ainda componente lectiva.

Na Região Centro, o contacto foi feito por telefone, de viva voz, nalguns casos depois das 22h45. Foi pedido aos directores que, antes das 00h00 desta sexta, dessem a indicação solicitada também por e-mail - e não através da plataforma electrónica do ministério, como se tem feito nos outros anos. Nenhum dos dirigentes escolares ouvidos pelo PÚBLICO estava, a essa hora, nas escolas, e alguns não tinham na sua posse os dados necessários para cumprir as instruções do MEC.

“Isto é, no mínimo, estranho, e pode ter consequências muito graves – há directores que podem ter desligado os telemóveis pelas mais variadas razões”, criticou, em declarações ao PÚBLICO, o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima. Manuel Pereira, da ANDE, considerou a situação “surreal”: “O que se está a passar neste início de ano lectivo é uma coisa nunca vista. Todos os dias chegam indicações avulsas, com prazos de resposta incríveis, mas isto ultrapassa tudo. O ano lectivo deve preparar-se com tempo, não faz sentido que os directores tenham de estar alerta 24 horas por dia”, comentou.

Em 2013, após o concurso para a mobilidade interna, continuaram nas escolas, sem turmas atribuídas, 2185 docentes do quadro (mais 313 do que no ano anterior). Este ano, os que ficarem na mesma situação correm o risco de serem abrangidos pela agora chamada Requalificação, o programa que substitui o regime de mobilidade especial e que se aplica aos funcionários do Estado considerados excedentários. Com esta iniciativa, o MEC pretenderá retirar do concurso o maior número de professores possível antes de publicar as listas de colocação. Algo que também agrada aos directores e aos sindicatos de professores.
Esta tarde, através do gabinete de imprensa, o Ministério da Educação e Ciência voltou a afirmar que não há atrasos na colocação de professores e garantiu que os resultados deste concurso e do que se destina aos professores sem vínculo serão conhecidos antes do início do início das aulas, que se pode verificar entre 11 e 15 de Setembro. Em resposta a questões colocadas pelo PÚBLICO, assegurou ainda que até ao dia 15 serão conhecidas também as ofertas de escolas, ou seja, as vagas das escolas com autonomia e em Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP), a que podem concorrer professores contratados. As duas primeiras listas, adiantou, serão publicadas no mesmo dia. Não revelou, contudo, quando é que isso vai acontecer."
 
aqui.

sexta-feira, 21 de março de 2014

para quem não seguiu [ler ou ouvir]... 'comunicação do presidente da república sobre as eleições para o parlamento europeu'... no portal da presidência...!

"Boa noite,

Nos termos da Constituição e da lei, e após ouvir os partidos políticos, decidi marcar a eleição dos Deputados ao Parlamento Europeu para o próximo dia 25 de maio.

Nesse dia, os Portugueses irão ser chamados a escolher os seus representantes no Parlamento Europeu, um órgão que desempenha funções essenciais no âmbito da União Europeia. Não está em causa a escolha de deputados ao parlamento nacional ou de representantes autárquicos.

Os acontecimentos dos últimos anos, com destaque para a recente crise económica e financeira, demonstraram, de forma evidente e inequívoca, até que ponto o futuro de Portugal e o futuro da Europa estão interligados.

Quem se alhear do futuro da União Europeia estará a alhear-se do futuro de Portugal.

Portugal é membro de pleno direito da União Europeia e participou desde a primeira hora no projeto do Euro.

As decisões tomadas nas instâncias europeias condicionam e influenciam profundamente a vida dos Portugueses, o nosso destino como país, o futuro das novas gerações.

É fundamental, por isso, que os Portugueses participem de forma ativa nas eleições para o Parlamento Europeu.

Em primeiro lugar, devem informar-se sobre o que está em causa neste ato eleitoral, sobre os desafios que a Europa irá enfrentar nos próximos anos e que papel terá o Parlamento Europeu neste momento histórico de enorme importância para todos nós.

Em segundo lugar, é essencial que os Portugueses participem nestas eleições através do voto, que exerçam o seu direito democrático na escolha dos Deputados ao Parlamento Europeu.

Enquanto cidadãos europeus, os Portugueses têm o direito – e o dever – de fazer ouvir a sua voz nas instituições que desempenham um papel decisivo para o nosso País.

Os Deputados portugueses ao Parlamento Europeu serão chamados a contribuir ativamente para que, no desenho das políticas europeias, sejam contemplados os interesses específicos do nosso País.

Nos próximos anos importa que a União Europeia continue a afirmar-se como um espaço de liberdade e de democracia, promovendo a paz, a segurança e a estabilidade política no mundo e, em particular, nos países que nos são mais próximos.

No quadro da política externa da União, está a ser negociada uma nova parceria transatlântica com os Estados Unidos da América, espaço fundamental de cooperação num mundo em que a concorrência entre as nações se processa à escala global.

Estarão também na agenda dos próximos anos o reforço da União Económica e Monetária, em particular a operacionalização da União Bancária, o aprofundamento da coordenação das políticas económicas, o aumento da competitividade dos Estados-membros e a criação de instrumentos de dívida comum.

A par disso, irão ser tomadas decisões de extrema importância quanto ao aprofundamento do mercado interno, nomeadamente no setor da energia, e quanto à inovação tecnológica e re-industrialização das economias europeias.

Neste contexto, a Europa deve assumir como prioridades o crescimento económico, o combate ao desemprego e a coesão social.

Nos próximos anos, tornar-se-á ainda mais premente o debate sobre o aprofundamento da livre circulação de pessoas, a definição de uma nova política europeia de imigração e o combate às alterações climáticas.

O Parlamento Europeu irá ter também um papel fundamental na próxima escolha do Presidente da Comissão Europeia e na composição deste órgão.

É sobre temas como estes, cruciais para o futuro da Europa e do nosso País, que deve incidir o esclarecimento dos Portugueses e o debate entre as forças partidárias.

A campanha eleitoral e o sufrágio do dia 25 de maio irão decorrer num momento muito complexo da vida nacional. Em breve, Portugal tem de definir com clareza que linha de rumo irá seguir após a conclusão do Programa de Assistência Económica e Financeira.

A campanha eleitoral deve, pois, decorrer de uma forma esclarecedora, serena e elevada.

Em vez de enveredarem pelo caminho da crispação e da conflitualidade, as diferentes forças partidárias devem apresentar soluções e debater entre si as suas propostas, de forma livre e responsável.

Para que exista um verdadeiro debate de ideias, em vez de uma mera troca de acusações e de ataques, é essencial que os Portugueses conheçam com clareza as políticas da União que cada partido irá defender no Parlamento Europeu.

Os cidadãos têm o direito a ser esclarecidos e informados sobre as diversas alternativas que cada candidato propõe.

As querelas artificiais e as controvérsias estéreis impedem o esclarecimento dos Portugueses e o debate democrático. Há questões europeias demasiado sérias e importantes que devem ser discutidas.

Um agravamento da crispação partidária poderá prejudicar entendimentos que se venham a revelar indispensáveis no futuro.

Apelo aos Portugueses que participem ativamente nesta campanha e no próximo ato eleitoral. Acima de tudo, apelo aos Portugueses que se informem sobre o que está em causa nas eleições para o Parlamento Europeu do dia 25 de maio.

A essa atitude de civismo responsável, os partidos políticos devem saber corresponder com sentido de responsabilidade.

É fundamental debater de forma séria e informada a Europa e o seu futuro. Porque o futuro da Europa é o futuro de Portugal.
Muito obrigado."


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

uma síntese da conferência de imprensa... 'uma resposta proporcional à humilhação e ao desrespeito'... via fenprof...!

""Em primeiro lugar, as seis organizações que convocaram a greve ao serviço relacionado com a PACC destacam que a resposta que os professores deram hoje foi proporcional à humilhação e ao desrespeito com que o MEC, com esta absurda "prova",  trata os docentes", afirmou Mário Nogueira no início da conferência de imprensa realizada esta tarde, no Hotel Marquês de Sá,  em Lisboa.

A greve teve uma adesão de 96 por cento e testemunhou uma notável afirmação de combatividade, de solidariedade e de empenho na defesa da dignididade profissional dos docentes portugueses. Embora não tivessem ainda os apuramentos finais, os sindicatos envolvidos nesta luta referem que cerca de 6 000 professores (dum total previsto de 13 500) não terão realizado a "prova".

"Esta prova não prova nada", sublinhou o Secretário Geral da FENPROF, referindo que não há comentário possível a (mais) uma declaração oriunda do MEC segundo a qual a PACC se destinaria a "seleccionar os melhores professores"...

O dirigente sindical lembrou que os professores são profissionalizados quando terminam a sua formação, reconhecida como habilitação profissional para a docência, salientando que os contratados são avaliados anualmente.

"A prova destina-se, isso sim, a afastar da profissão, para já, os docentes sem vínculo, e depois, no futuro, mais alguns..." A propósito relembrou as "orientações" do recente relatório do FMI em que se propõe a realizaçâo de uma prova para afastar trabalhadores dos quadros da Administração Pública.

"Valeu tudo..."

No decorrer da conferência de imprensa, Mário Nogueira apresentou alguns exemplos da adesão à greve, de escolas onde nenhum professor fez a prova (foram dezenas) e também de irregularidades e ilegalidades cometidas, um pouco por todo o país: um só vigilante por sala, horas diferentes de início da prova, utilização de refeitórios e ginásios,etc. "Valeu tudo", observou Mário Nogueira.

"Não houve respeito pelas situações de gravidez, de maternidade e de doença". O MEC foi surdo e mudo aos sucessivos alertas dados pelas organizações sindicais. 

Entretanto, “quando os professores chegam à escola de manhã e há um dispositivo policial como se de bandidos se tratasse, imediatamente está criado o problema, o clima de instabilidade”, afirmou. O dirigente sindical defendeu que a escola é o espaço dos professores: “Não é o espaço da polícia. Quando há agressões a professores dentro da escola a intervenção não é assim tão pronta, hoje estavam lá a proteger não sei o quê...”.

"Esta prova só existe ainda por birra do Ministro Crato" que sofreu uma "pesada derrota política", referiu Mário Nogueira já na ponta final deste encontro com os jornalistas, garantindo que as organizações sindicais desenvolverão "a luta e as ações que forem necessárias".

Luta e ação a vários níveis

As estruturas sindicais não vão desisitir e "a luta continua" tanto no plano jurídico, com a manutenção de 20 acções principais nos tribunais, como no plano político.

Os sindicatos vão pedir reuniões ao MEC ("para aí reafirmarmos que esta prova tem que ser anulada!") e a outras entidades, entre as quais, por exemplo, a Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República,  Comissão para a  Igualdade no Trabalho e no Emprego e ainda a Provedoria da Justiça.

E garantem que vão ainda investigar de forma mais aprofundada as ilegalidades ocorridas durante a manhã em muitas escolas e perceber se, depois de ter recebido a citação do Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal, o MEC enviou a resolução fundamentada "a tempo", isto é, antes do início da realização da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades.O resultado dessas investigações será, depois, apresentado à Procuradoria-Geral da República.

"Esta prova está ferida de morte. Foram quebradas as regras elementares de uma prova", concluíu Mário Nogueira, que realçou a "solidariedade" e a "união" demonstrada por professores: dos quadros, sem vínculo, com mais ou menos de cinco de anos de serviço. / JPO  Peça em atualização"


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

orçamento de 2014 «é o último do programa de assistência, mas não é o último do processo de ajustamento»... via portal do governo...!

"«O Orçamento do Estado para 2014 [OE2014] é o último do programa de assistência económica e financeira, mas não é o último do processo de ajustamento do País», afirmou a Ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, na conferência de imprensa para a apresentação do OE 2014, em Lisboa.

Sublinhando a necessidade de o Estado português prosseguir com o esforço de redução do défice para conseguir pagar a sua dívida aos credores externos, a Ministra referiu ainda que «este OE representa a determinação do Governo em terminar o programa de assistência económica e financeira em junho de 2014».

Explicando que «os ajustamentos agora introduzidos são indispensáveis para assegurar o futuro do País, garantindo que a situação de quase bancarrota que vivemos há dois anos não se repetirá», Maria Luís Albuquerque afirmou que «a realidade é incontornável e é obrigação do Governo adaptar o OE ao País».

Assim, «os sacrifícios pedidos serão os estritamente necessários» e «os salários e pensões serão ajustados, mas continuarão a ser pagos». As medidas que compõem o OE 2014 foram «distribuídas com equidade, para salvaguardar os mais desprotegidos» donde «para além dos cortes adicionais nos rendimentos dos funcionários públicos e dos pensionistas, será ainda feita uma redução na despesa pública», referiu a Ministra.

«Numa altura em que começam a surgir sinais positivos na economia portuguesa, é altura de insistir e não de recuar», realçou Maria Luís Albuquerque, destacando algumas previsões do Governo para 2014: o Produto Interno Bruto (PIB) terá um crescimento de 0,8% e a taxa de desemprego baixará para 17,7%, mas, para cumprir a meta de 4% acordada com a troika, o Governo terá de poupar 3900 milhões de euros.

«Uma vez que a carga fiscal já foi aumentada no Orçamento do ano passado, no OE 2014 o Governo centrou-se, sobretudo, na redução da despesa pública», explicou a Ministra, acrescentando que «este programa deve desenvolver-se em várias frentes, norteado pelo critério da equidade inter-geracional e pela convergência entre os sectores público e privado».

Tendo em conta que 70% dos gastos do Estado são em prestações e em gastos com o pessoal, esta será a principal rubrica afetada: «Será aplicada uma redução remuneratória progressiva entre 2,5% e 12%, com carácter transitório, às remunerações mensais superiores a 600 euros de todos os trabalhadores da Administração Pública e do setor empresarial do Estado, sem qualquer exceção, bem como os titulares de cargos políticos e outros altos cargos públicos», afirmou Maria Luís Albuquerque.

Para 2014 mantém-se ainda «o objetivo de uma redução anual de, pelo menos, 2% no número de trabalhadores das Administrações Públicas - central, local e regional - objetivo que continuará a ser alcançado através de saídas por aposentação dos trabalhadores da Administração Pública, em conjugação com um rigoroso controlo dos fluxos de pessoal e de elevadas restrições à contratação», referiu a Ministra. A isto acresce a aplicação do horário semanal das 40 horas de trabalho e a requalificação de trabalhadores.

Maria Luís Albuquerque ressalvou, contudo, que «quem tem menos não perde poder de compra, pois as pensões mínimas serão atualizadas» e «mantém-se ainda a contribuição extraordinária de solidariedade».

Quanto a medidas sectoriais - que representam 1000 milhões de euros de despesa para o Estado - a Ministra deu como exemplos: a redefinição dos processos na Defesa, a redução de transferências na Administração Local e a optimização de recursos na Saúde.

Mas também a outros agentes económicos serão pedidos esforços adicionais: tributação de veículos de função e de veículos a gasóleo, as taxas sobre o álcool e o tabaco serão agravadas, o setor energético e a banca verão a sua contribuição aumentada, e os fundos imobiliários passarão a ser tributados.

«É dever do Governo garantir que as gerações futuras não serão prejudicadas pelos erros do passado. A conclusão do programa de assistência económica e financeira é o maior voto de confiança aos nossos parceiros internacionais, indicando ao exterior que Portugal está no trilho certo» o que «trará melhores condições de mercado para os bancos e para as empresas, relançando o investimento produtivo e fazendo crescer a economia no futuro, bem como o aumento do emprego. Assim abriremos espaço para medidas de incentivo ao crescimento, como é o caso da reforma do IRC», concluiu."

 


domingo, 29 de setembro de 2013

mensagem... a propósito das eleições autárquicas... do presidente da república... via portal da presidência...!

"Boa noite,

Realizam-se amanhã as eleições para os órgãos das autarquias locais.

O poder local representa uma das mais importantes conquistas da nossa democracia. As autarquias locais desempenham um papel insubstituível na promoção do bem-estar das populações de todo o País.

A eleição dos titulares dos órgãos das autarquias é um momento fundamental da nossa vida democrática. Os cidadãos são chamados a participar e a tomar decisões com influência no seu dia-a-dia. Os resultados das eleições autárquicas são determinantes para a qualidade de vida nas terras onde residem e onde trabalham.

É por isso que o exercício do direito de voto assume particular relevância na eleição dos órgãos de poder mais próximos das pessoas.

Ao participarmos, através do voto, estamos a concretizar a liberdade de escolher os nossos representantes locais e as políticas que propõem.

Ao votarmos estamos a influenciar as soluções que, no futuro, serão adotadas no ordenamento do território, na aplicação dos recursos financeiros e na dinamização económica, social e cultural das localidades em que vivemos.

A participação de cada cidadão é um sinal da vitalidade da nossa democracia e do capital humano das nossas comunidades.

Não devemos deixar que outros decidam por nós. Apelo a que todos exerçam os seus direitos de cidadania.

Assume, assim, particular importância o debate e o esclarecimento democrático das propostas das diferentes candidaturas, tal como é responsabilidade de cada eleitor analisar a sua credibilidade e realismo.

Este ano, o esclarecimento dos eleitores foi prejudicado pela falta de clareza da legislação aplicável à apresentação das candidaturas e à cobertura da campanha eleitoral por parte da comunicação social, limitada por condicionantes consideradas anacrónicas no contexto da sociedade da informação contemporânea.

Impõe-se a realização urgente de uma reflexão ponderada da legislação eleitoral, de modo a vencer a inércia do legislador e a evitar que estes problemas, bem como os relacionados com os prazos de convocação de eleições, persistam em futuros atos eleitorais.

Em matérias relacionadas com as regras eleitorais e o exercício de liberdades políticas fundamentais, é imperioso que a legislação seja clara e que não perdurem no tempo normas desajustadas às exigências dos nossos dias.

A qualidade das leis deve contribuir para a qualidade da democracia.

São muitos os portugueses que, nestas eleições, se disponibilizaram para integrar listas eleitorais, longe de ambições de protagonismo mediático e apenas por dedicação à sua terra. É um gesto cívico de grande significado que deve ser sublinhado.

Importa igualmente reconhecer o trabalho de proximidade desenvolvido pelos autarcas, ao longo de quatro décadas de democracia, dotando os respetivos concelhos das infraestruturas indispensáveis ao desenvolvimento e à redução das assimetrias regionais do nosso país.

Atualmente, as autarquias são chamadas a enfrentar novos desafios e, como tenho afirmado, podem desempenhar um papel muito importante na área social e educativa e na dinamização económica das comunidades locais.

Este é um tempo em que as propostas apresentadas pelos candidatos não podem deixar de ter em conta as restrições orçamentais e a situação financeira que Portugal atravessa. O respeito pelos dinheiros públicos, pela realidade socioeconómica e pelo verdadeiro interesse dos cidadãos deve ser uma preocupação de todos.

O voto livre e responsável é a essência da democracia.

Apelo a todos os portugueses que amanhã exerçam o seu direito de voto.

Não deixem de ir votar. Pela nossa democracia, pelas nossas comunidades locais, pelo futuro de Portugal.

Boa noite"

caso prefira ver e ouvir... deixo a versão vídeo da comunicação...



domingo, 21 de julho de 2013

de facto não entendo [e perdemos três semanas nesta 'brincadeira' de 'salvação nacional' política]... o governo está em funções ['tout court'... e não não sabemos 'se está remodelado'... ou não...!]... comunicação do pr... via sol...!


"Portugueses, 


No passado dia 10, expus ao País uma forma de ultrapassar a atual crise política. Apresentei a solução que considero a melhor para a resolução dos problemas nacionais, numa perspetiva imediata, mas também num horizonte temporal de médio prazo. 

Essa solução implicava a realização de um Compromisso de Salvação Nacional entre os três partidos que, em 2011, subscreveram o Memorando de Entendimento com as instituições internacionais. 

Um acordo entre essas três forças partidárias, que representam 90% dos Deputados à Assembleia da República, reforçaria a nossa capacidade negocial com as instituições internacionais, atenuando os pesados sacrifícios exigidos aos Portugueses. 

Além de promover a estabilidade política, um compromisso de médio prazo iria melhorar as condições de crescimento da economia e de criação de emprego. 

A uma maioria parlamentar juntar-se-ia o apoio do maior partido da oposição às medidas que, após negociação conjunta com as instituições internacionais, se revelassem indispensáveis para completar com êxito o Programa de Assistência Económica e Financeira e, bem assim, para conseguir o regresso do País aos mercados em condições mais favoráveis e para assegurar o normal financiamento do Estado e da economia. 

Concluído o Programa de Assistência, em junho de 2014, iniciar-se-ia então o processo com vista à abertura de um novo ciclo político, através da realização de eleições, sendo garantidas ao Executivo condições mais consistentes de estabilidade e de governabilidade. 

Seria ainda assegurado ao novo Governo o apoio parlamentar, por parte dos partidos signatários do Compromisso, às medidas indispensáveis para defender os interesses nacionais numa fase crucial da nossa vida coletiva, o período pós-troika. 

Aos agentes económicos e aos parceiros sociais, aos investidores nacionais e estrangeiros, às instituições internacionais e aos nossos parceiros da União Europeia, daríamos a perspetiva, num horizonte temporal alargado, de que somos um País dotado de estabilidade política, que segue uma estratégia coerente de desenvolvimento sustentável. 

Afastaríamos a ideia de que somos um País em que, quando muda o Governo, mudam as orientações fundamentais em matéria de política económica, como a sustentabilidade da dívida pública e o controlo do endividamento externo. No fundo, afastaríamos a ideia de que somos um País imprevisível. 

Desde o início do século XXI, temos caminhado aos avanços e recuos: a um período de grandes ilusões segue-se sempre um período de forte austeridade. Ao fim de mais de uma década, ainda não encontrámos forma de nos libertar deste ciclo vicioso. 

As circunstâncias atuais eram particularmente propícias para que se fizesse um esforço sério para instaurar em Portugal uma cultura política de diálogo e de compromisso semelhante à que existe na generalidade das democracias europeias. 

Recordo que, na União Europeia, 75% dos países de média dimensão, como Portugal, são governados com base em entendimentos políticos entre um leque partidário alargado. 

A nossa situação económica e financeira é grave. É elevado o risco de os Portugueses serem obrigados a novos e mais pesados sacrifícios – e todos os partidos estão bem conscientes disso. 

Nestas ocasiões de emergência, é um dever fundamental lutar pela melhor solução, pela solução que traga uma esperança mais forte aos Portugueses, apelando ao sentido de responsabilidade dos agentes políticos e a que coloquem o superior interesse nacional acima dos interesses partidários. 

A solução que propus é indubitavelmente a que melhor serve o interesse nacional, e tenho fundadas razões para crer que os partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento partilham esta opinião. Tanto assim é que o Partido Social Democrata, o Partido Socialista e o CDS-Partido Popular encetaram negociações para alcançar um Compromisso de Salvação Nacional. 

Desde a primeira hora, dei o meu apoio inequívoco à realização desse Compromisso. Lamento que, após seis dias de trabalho conjunto, os três partidos não tenham conseguido alcançar o entendimento desejado. 

Não quero recriminar nenhum partido. 

Saliento a importância histórica desta nova atitude de abertura ao diálogo e o reconhecimento público da necessidade de alcançar entendimentos alargados em torno de matérias determinantes do nosso futuro coletivo. 

Congratulo-me pelo facto de os dirigentes dos partidos da maioria e os dirigentes do maior partido da oposição terem dado provas, perante os Portugueses, de que é importante dialogar e alcançar consensos, tal como foi sublinhado pelos agentes económicos e pelos parceiros sociais. 

Não se alcançou a solução ideal, mas todos reconheceram a importância de uma cultura política de compromisso. 

Estou certo de que foram lançadas sementes, e que essas sementes irão frutificar no futuro. Mais cedo ou mais tarde, um compromisso interpartidário alargado será imposto pela evolução da realidade política, económica e social do País, tal como se verifica na generalidade dos países europeus de média dimensão. 

Estou igualmente convicto de que os cidadãos se encontram agora mais conscientes da necessidade de um consenso entre os partidos que subscreveram o Memorando de Entendimento, sendo esta a solução que melhor serve o interesse nacional e que mais contribui para a melhoria das condições de vida dos Portugueses. 

Portugueses, 

Em democracia, existem sempre soluções para as crises políticas. 

Na minha Comunicação ao País, apresentei, com toda a clareza, as razões pelas quais considero que, no atual contexto de emergência nacional, a convocação de eleições antecipadas não constitui uma solução para os problemas que Portugal enfrenta. 

Assim, não tendo sido possível alcançar um Compromisso de Salvação Nacional, considero que a melhor solução alternativa é a continuação em funções do atual Governo, com garantias reforçadas de coesão e solidez da coligação partidária até ao final da legislatura. 

Dispondo o Executivo do apoio de uma maioria parlamentar inequívoca, como recentemente se verificou, deve ficar claro, aos olhos dos Portugueses e dos nossos parceiros europeus, que Portugal é um país governável. 

O Governo, que sempre se manteve em plenitude de funções, deve fazer um esforço acrescido para preservar as vias de diálogo que agora se abriram. É essencial salvaguardar o espírito de abertura ao compromisso manifestado ao longo de uma semana de negociações interpartidárias. 

Deve ser aprofundado o diálogo com os parceiros sociais e com os agentes económicos, que demonstraram, ao longo de todo este processo, um admirável sentido de responsabilidade. O seu contributo deve ser valorizado e as suas propostas examinadas com a melhor atenção. 

É essencial que os dois partidos que integram a coligação estejam sintonizados, de forma duradoura e inequívoca, para concluir, com êxito, o Programa de Assistência Financeira e o País regressar aos mercados, por forma a assegurar o normal financiamento do Estado e da economia. 

Isto implica, desde logo, a aprovação e entrada em vigor do Orçamento do Estado em janeiro de 2014. 

Afigura-se igualmente fundamental que todo o Governo assuma como prioridade o reforço da aplicação de medidas de relançamento da economia e de combate ao desemprego. 

Num quadro de exigência e rigor, o Governo deverá aprofundar as medidas de estímulo ao investimento e de captação do investimento externo, onde se incluem a estabilidade e a previsibilidade do sistema fiscal. 

Por outro lado, os parceiros da coligação governamental têm de se empenhar, concertadamente, na criação de condições para realizar, com firmeza e credibilidade, as negociações com as instituições internacionais que a situação portuguesa exige. 

Os partidos da coligação apresentaram ao Presidente da República garantias adicionais de um entendimento sólido para alcançar estes objetivos e a informação de que o Governo irá solicitar à Assembleia da República a aprovação de uma moção de confiança e aí explicitará as principais linhas de política económica e social até ao final da legislatura. 

Por último, quero afirmar aos Portugueses que, se o atual Governo se mantém em plenitude de funções, o Presidente da República nunca abdicará de nenhum dos poderes que a Constituição lhe atribui. 

A garantia de governabilidade e o exercício das competências constitucionais de cada órgão de soberania representam o melhor sinal de confiança que devemos transmitir aos Portugueses. 

Boa noite."



mas afinal o que é que vai ser anunciado [logo à noite] ao país... de uma sondagem [pelos vistos a maioria entende-se... claramente]... no dn...!


quinta-feira, 11 de julho de 2013

opinião... cavaco, o surpreendente bom senso... de henrique monteiro... no expresso...!

"1. Cavaco Silva conseguiu surpreender os portugueses e os partidos políticos com a sua comunicação ao país. E isso é raro, senão inédito em Cavaco.

2. A solução preconizada pelo Presidente é de um bom senso total. O que ele diz é tão simples como isto: os partidos que subscreveram o acordo com a troika devem entender-se para a sua concretização. E mais: devem entender-se sobre o modo como continuarão a gerir o país depois de reconquistada a soberania nacional e mesmo depois (que podem e devem realizar-se depois da partida da troika)

3. Cavaco reconheceu algo óbvio que certos partidos e personalidades parecem esquecer (v.g. Paulo Portas): que Portugal não tem soberania suficiente para fazer o que entende e está amarrado a compromissos internacionais.

4. Cavaco descreveu com grande simplicidade e verdade os problemas que a ideia das eleições já, ou seja, em setembro, acarretam.

5.Cavaco afirmou, com grande clareza que há várias soluções (até porque ele entende, e bem, que a sede da democracia reside no Parlamento), mas que na sua opinião nenhuma "dará as mesmas garantias de estabilidade que permitam olhar o futuro com confiança igual à da proposta" que ele próprio apresentou.

6. Ao envolver o PS no acordo, o Presidente sinaliza, claramente, que o errado afastamento do PS das decisões nacionais não é, nem nunca foi, da sua responsabilidade. Se o PS recusar, ser-lhe-á lembrado que não está no centro das decisões por vontade própria. Se o PS for mais inteligente e aceitar o compromisso, obrigará Passos Coelho a mudar o seu estilo de governação. Cavaco acabou com um jogo de sombras que PSD (com menos sentido de Estado) e PS (com mais) jogavam. Os sociais-democratas excluíam os socialistas de tudo e estes, agradecendo nada terem a ver com a execução do programa da troika, protestavam porque eram excluídos.

7. O que Cavaco fez ontem, já o devia ter feito há um ano, pelo menos. Confesso que, pessoalmente, já desesperava por um apelo ao entendimento dos subscritores do Memorando.

8. Foi lamentável que quase ninguém, nos momentos seguintes à declaração de Cavaco pareça ter percebido o que ele disse. Chegou-se a falar de Governo com o PS ou vetos ao Governo PSD/CDS como se isso decorresse do discurso.

9. Os partidos ainda não disseram nada de jeito em resposta ao Presidente.

10. Claro que podemos concordar ou discordar do Chefe do Estado. Ou até achar que ele fez bem o diagnóstico, mas andou mal na terapêutica. O que não é tolerável é dizer que a solução não é democrática. Do mesmo modo que Jorge Sampaio entendeu -e bem - dissolver o Parlamento na altura do Governo Santana Lopes, numa decisão obviamente democrática, também Cavaco o poderia fazer agora. Mas tal como Sampaio, na altura, estaria a apostar que uma solução substancialmente diferente surgiria. Depois de Santana, veio Sócrates com uma maioria absoluta. Alguém crê em algo semelhante neste momento?

11. Por isso, caros comentadores e políticos, que se acham sempre intelectual e democraticamente superiores ao homem de Boliqueime, saibam ser democratas. A democracia caracteriza-se não pelo que cada um de vós decide que é a democracia, mas por um conjunto de regras estabelecidas e aceites por todos. E o que o Presidente fez está, inteira e integralmente, dentro dessas regras! Eu sei que alguns dizem: ah, mas democracia não é só eleições de quatro em quatro anos. Pois não! Mas também não é eleições quando alguém pede ou eleições de vez em quando porque alguém grita que o Governo não presta. Democracia é deixar expressar na rua e na Comunicação Social todas as opiniões. É saber ouvir os partidos, é saber que o Parlamento é o centro do poder! É saber que o árbitro é o Presidente da República legitimamente eleito (escrevo outra vez porque há gente que esqueceu - legitimamente eleito pelo voto popular). Democracia é também respeitar o árbitro!

12. Cavaco está, de facto, de parabéns! Acho que nunca pensei escrever isto." 


comentário... temos presidente... mas vamos ter governo?... de ricardo costa... no expresso...!


vídeo [para quem goste mais de ver ou ouvir]... a comunicação do presidente da república [já havia deixado o texto noutra entrada]... via portal da presidência...!

comentário... olhem, eu não percebo nada disto [e eu muito menos, deva-se dizer...!]... de henrique raposo... no expresso...!


frases soltas... o que eles dizem [e aqui estou bastante preocupado com a coisa]... no público...!