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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

informações [educação]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 6 — 20/01/2016



Informações Gerais

 
Atividades sobre Segurança Digital – fevereiro 2016
 
No próximo mês de fevereiro celebra-se o Dia da Internet Mais Segura (9 de fevereiro de 2016).
Ao longo dos anos, o Dia da Internet Mais Segura tornou-se um evento marcante no calendário da segurança digital, sendo hoje comemorado em mais de 100 países e em todos os continentes.
À semelhança dos anos letivos anteriores, o projeto SeguraNet convida todas as Escolas a promoverem atividades no âmbito da segurança digital durante o mês de fevereiro.
De modo a poder ser dada a merecida visibilidade às iniciativas próprias de cada escola/agrupamento, as Escolas deverão proceder ao respetivo registo na página de apoio “Atividades das Escolas – Fevereiro 2016”.

domingo, 15 de março de 2015

informações [educação]... dia mundial da poesia e fósseis, os nossos avós... no boletim do cirep...!

Informações Gerais
Pelo oitavo ano consecutivo, o Plano Nacional de Leitura (PNL) e o Centro Cultural de Belém (CCB) comemoram o Dia Mundial da Poesia.

O programa terá lugar no sábado, dia 21 de março, e este ano dedica a Maratona de Leitura a Cesário Verde. O evento ocupa diversos espaços do Centro e inclui leituras de obras de poetas portugueses, uma feira do livro de poesia, conferências e espetáculos.

Entrada Livre.
O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra reserva a manhã do dia 15 de março para dar a compreender ao público o processo evolutivo a partir da informação filogenética a que se acede através do estudo dos nossos parentes mais próximos (os Primatas), e a partir da informação que nos chega através dos fósseis. A proposta é dar a conhecer o berço da humanidade e os nossos antepassados mais próximos, os hominíneos, as suas principais características e os seus habitats. Propõe ainda conhecer as adaptações que se mostraram decisivas no processo evolutivo humano.

No final, o público é convidado a participar num jogo que vai ajudar a cimentar e compreender as principais etapas que serviram como motor de evolução humana.

Esta actividade faz parte do programa “Um dia sobre evolução” e terá lugar entre as 11h00 e as 13h00.


nota: estas informações são uma transcrição directa do boletim, logo respeitam o ao... infelizmente...!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

informações [educação]... música e concurso, poesia e dia mundial, futurália... no boletim do cirep...!

Informações Gerais

II Concurso Nacional de Música Gilberta Paiva

A Academia de Música de Santa Maria da Feira organiza o II CONCURSO NACIONAL DE MÚSICA GILBERTA PAIVA que se realizará a 25 e 26 de março de 2015 na categoria A – Solistas – guitarra clássica e flauta transversal e a 27 e 28 de março de 2015 na categoria B – Música de Câmara (até sexteto).

No dia 25 de março de 2015, às 21.30h, realizar-se-á o concerto de abertura no auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira.


Dia Mundial da Poesia

Pelo oitavo ano consecutivo, o Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém comemoram o Dia Mundial da Poesia.

O programa, a ter lugar no sábado dia 21 de Março de 2015, dedica este ano a Maratona de Leitura a Cesário Verde.

O evento ocupa diversos espaços do Centro e inclui leituras de obras de poetas portugueses, uma feira do livro de poesia, conferências e espetáculos.

O evento tem início às 14h e é de entrada é livre.
A Futurália apresenta múltiplas potencialidades pedagógicas e formativas, facilita o acesso a informação, promovendo ainda o interface entre o mundo académico e empresarial, a educação formal e não formal, tendo em vista motivar e incentivar os jovens a encontrar o seu talento e apoiar as decisões do seu futuro pessoal e profissional.

Paralelamente, a componente lúdica, que esta visita envolve, propicia uma relação de maior proximidade entre professores e alunos.

O empenho de professores e alunos colocado na planificação, na preparação do itinerário e a priorização das áreas a visitar, é fundamental para retirar o melhor partido da Visita.



nota: estas informações são uma transcrição directa do boletim, logo respeitam o ao... infelizmente...!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

ainda sobre a efeméride [de ontem]... o que disse a anvpc...?


"5 outubro de 2014 – Dia Mundial do Professor (e o 2º ano consecutivo do caos)

Mais um ano, mais um Dia Mundial do Professor e uma vez mais ainda não é este ano que assistimos à (verdadeira e efetiva) normalidade no arranque do ano letivo, para enorme prejuízo de Alunos, Professores, Diretores e Pais e Encarregados de Educação.

Pelo segundo ano consecutivo os Professores Contratados não têm conhecimento do resultado do concurso público de colocação no final de agosto e não iniciam funções nas escolas no dia 1 de setembro, de modo a terem condições para a realização de todo o trabalho prévio que é indispensável para o sucesso educativo dos seus alunos.

Passadas 3 semanas após o arranque oficial das aulas, ainda existem centenas de escolas sem professores e milhares de alunos sem aulas. A próxima semana indicia a permanência do caos, com a recente “retificação” dos resultados relativos à primeira lista ordenada da Bolsa de Contratação de Escola. Temos professores que foram colocados no passado dia 12 de setembro e que viram, na passada sexta-feira, anuladas as suas colocações, e que a partir de amanhã voltam à situação de desemprego. Outros, que após 3 semanas a lecionar numa escola vão ter de se apresentar num novo estabelecimento de ensino (muitas das vezes no outro extremo do país) e recomeçar todo o processo de arranque de ano letivo com os seus novos alunos. Vejamos ainda que, até à presente data, não foram tornadas públicas, pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), as listas de colocação da Bolsa de Contratação n.º1 (de dia 12 de setembro), nem as retificativas (do passado dia 3 de outubro), o que deixa no ar uma nebulosa quanto à efectiva correção dos erros grosseiros detetados, e admitidos pelo próprio Ministro da Educação e Ciência em sede de Assembleia da República.

Face ao arranque do ano letivo anterior, o caos permanece o mesmo mas a discricionariedade e arbitrariedade das decisões do Ministério de Educação e Ciência, essas, parecem padecer de uma reinvenção criativa sem limites. Senão vejamos: no ano passado, a colocação de Professores na Contratação Inicial (CI) e Reserva de Recrutamento n.º1 (RR1) ocorreu a 12 de setembro. Este ano a colocação de Professores na CI ocorreu no dia 9 de setembro. Não existiu, em 2014, RR1 para os docentes contratados, sendo colocados, posteriormente, apenas a 12 de setembro, aquando a Bolsa de Contratação de Escola (BCE n.º1). No ano transato muitos Professores que não foram colocados a 12 de setembro foram confrontados com a interrupção dos seus contratos anuais, completos e sucessivos. Este ano quem foi colocado após 12 de setembro viu (e muito bem, porque não podem ser prejudicados por ineficiência alheia), a sua colocação retroagir, para todos os efeitos, a 1 de setembro de 2014, nomeadamente no que respeita à “Contagem de tempo de serviço”, “Remuneração”, e a fulcral “Verificação do limite temporal previsto nos n.ºs 3 e 11 do artigo 42.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, desde que preenchidos os requisitos do n.º 3 do mesmo artigo” (efeitos da aplicação da “norma-travão para entrada nos quadros do MEC).

O que pensa fazer o Ministério da Educação e Ciência, para não violar o princípio da igualdade de tratamento entre cidadãos, a todos aqueles que interromperam, no ano transato, os seus contratos sucessivos por 10, 20 ou 30 dias por não verem as suas colocações retroagir a 1 de setembro?

A discricionariedade e arbitrariedade legislativa do MEC não podem prejudicar Professores que desempenham funções na entidade patronal MEC há 10, 15 e mais anos.
A ANVPC – Associação Nacional dos Professores Contratados continuará a pugnar pela excelência do sistema educativo, pela valorização do trabalho e da profissão docente, pelo reconhecimento e dignificação da importância da Escola Pública para o sucesso dos nossos jovens e consequentemente para o desenvolvimento de Portugal."

A direção da ANVPC
 
 
aqui.

domingo, 5 de outubro de 2014

a intervenção de mário nogueira...

DIA MUNDIAL DOS PROFESSORES5. OUTUBRO. 2014

Intervenção de Mário Nogueira
Secretário-Geral da FENPROF


"Na mensagem que neste 5 de Outubro o Secretário-geral da Internacional de Educação dirigiu ao Secretário-geral da OIT, pode ler-se que “O nosso mundo não pode esperar mais: num contexto de desenvolvimento duradoiro, deverá ser fixado um objetivo orientado para a promoção de uma educação de qualidade, acessível e gratuita para todos. Este grande objetivo deverá incluir objetivos específicos, englobando todos os níveis de ensino e educação, desde a educação pré-escolar ao ensino superior, bem como compromissos claros de investimento no pessoal docente, tanto no que concerne à quantidade, como à qualidade das suas qualificações.” Esta reivindicação surge associada à necessidade expressa de valorização dos docentes em todos os aspetos (condições de trabalho, carreiras e estabilidade), bem como de valorização da Educação e da Escola Pública, estratégia fundamental para garantir o progresso e desenvolvimento das sociedades democráticas. Os Sindicatos de Professores que convergiram nesta iniciativa reveem-se nestas palavras.

Completam-se hoje 8 anos que os professores em Portugal começaram a transformar as ruas de Lisboa num rio caudaloso de protesto e exigência que uniu as suas organizações sindicais. Neste 5 de outubro de 2014, a generalidade das organizações sindicais – ASPL, FENPROF, SEPLEU, SINAPE, SIPE, SIPPEB e SPLIU – assume em convergência a luta pela Profissão de Professor e quer continuar unida, pois entende ser esse e não outro o seu papel, por ser essa a sua natureza: representação dos direitos e interesses dos professores, educadores e investigadores em Portugal.

Ao longo dos anos, os professores têm sido um dos grupos profissionais que tem assumido a luta pela Profissão, pela Escola Pública e também por causas laborais e sociais mais amplas, obtendo, com ela, alguns resultados importantes. Isto apesar de, sobretudo desde 2005, as condições para a sua ação se terem tornado mais difíceis: uma verdadeira campanha de desvalorização social dos profissionais foi posta em marcha, com a ex-ministra Lurdes Rodrigues a assumi-la e dar-lhe expressão, sendo de todos recordada a afirmação “Perdi os professores, mas ganhei na opinião pública”; a negociação foi progressivamente desvalorizada; os direitos sindicais, uma conquista de Abril, foram fragilizados.

Em 2005 surgiram os primeiros congelamentos das carreiras, as primeiras alterações ao regime de aposentação, as primeiras medidas destinadas a agravar os horários de trabalho e extintos os concursos anuais. De então para cá, embora com algum abrandamento em 2009/2010, vivemos os anos de chumbo do governo de Passos e Portas, tendo à frente dos destinos da Educação quem, assumidamente, não defende a Escola Pública democrática, de qualidade, para todos e inclusiva, que é aquela que a Constituição da República consagra e a Lei de Bases do Sistema Educativo confirma.

Face aos duríssimos ataques a que se tem sujeitado, a Escola Pública tem revelado uma notável resistência que se deve, essencialmente, ao empenhamento e esforço dos seus profissionais, à importância que os pais lhe reconhecem, à capacidade reivindicativa que, em muitos momentos, os estudantes têm revelado e à atenção dispensada por diversos atores sociais, designadamente os autarcas. Contra si, a Escola Pública tem tido políticas e políticos que consideram despesa e não investimento a verba destinada à organização e funcionamento e à garantia de diversidade e qualidade das suas respostas, bem como operadores privados cuja ganância e falta de escrúpulos desconhecem limites.

As medidas têm sido muitas: encerramento de escolas a uma média de mais de 500 por ano, mega-agrupamentos que acrescentaram novos aos velhos problemas, revisões curriculares que empobrecem o currículo, desvalorização da arte e da cultura na escola, aumento do número de alunos por turma, redução dos apoios destinados a alunos com necessidades educativas especiais, proliferação de vias menos qualificadas criadas para as quais deverão ser desviados muitos jovens, cortes brutais no ensino superior e na investigação e desvalorização dos cursos de ensino superior. A par destas medidas tem-se verificado uma redução violentíssima de professores e outros profissionais das escolas, redução de direitos profissionais e sociais, degradação das condições de trabalho e um autêntico saque institucional aos salários e às pensões dos docentes.

O desrespeito pelas escolas, pelos estudantes e pelos seus professores é enorme e a forma como o presente ano letivo abriu é a confirmação. Aspeto mais visível está a ser o da colocação de professores Os atrasos, erros, ilegalidades e demais confusões nos concursos que levam a que ainda não possa dizer-se, com rigor, quando estará estabilizada a situação, são fruto de incompetência, de uma enorme incompetência, mas, ao mesmo tempo, na perturbação e confusão instaladas há para os governantes, pois permite que a imagem da Escola Pública passe diminuída e fragilizada aos olhos da sociedade portuguesa. E isso é do seu interesse.

Em todo este processo o ministro recusou receber os Sindicatos e até trancou as portas no dia em que estes se deslocaram à 5 de outubro; insultou professores e sindicatos quando acusou alguns de se referirem a problemas inexistentes; mentiu ao país em discurso proferido na Assembleia da República; agrediu a inteligência dos portugueses ao pensar que, pedindo desculpas pelos problemas, estavam assumidas responsabilidades e resolvida a questão política; manifesta profunda insensibilidade e completo desprezo pelos problemas que está a criar a milhares de pessoas que são professores, alunos e suas famílias. Não é um comportamento novo, mas basta. Confirma-se que Nuno Crato não está à altura das exigências que se colocam a um ministro da Educação. A sua palavra e os seus compromissos não têm validade. Deve, por isso, renunciar ao cargo ou então ser demitido.

Vamos entrar no último ano da Legislatura, aquele em que o governo pretende concretizar, sendo esse um compromisso que assumiu junto da troika, a chamada “reforma do Estado”.

Esclarece o guião dessa reforma que o que está em causa não é cortar, mas alterar o modelo, desmantelando as funções sociais do Estado e retirando a Educação, como a Saúde ou a Segurança Social, do que o governo considera ser o núcleo de funções essenciais. Assim, também na Educação, o que for lucrativo é para entregar aos privados. Privatizar é a palavra de ordem e o que não for possível, por não ser interessante para os operadores e numa perspetiva social do problema, é para entregar aos municípios. Para já, o governo quer que os que assinem contrato com vista à municipalização, reduzam o número de professores, e paga alguns milhares de euros aos que o fizerem.

Quanto à privatização já há estratégias anunciadas que passam pelas “escolas independentes”, pelo “cheque ensino” e por um novo modelo de contratualização com os privados que não se esgote na resposta supletiva que a Constituição lhes atribui. A vingar, na Educação, esta reforma, será a Lei de Bases do Sistema Educativo que fica em causa e nós não podemos admitir, não iremos admitir que essa lei de matriz verdadeiramente democrática seja rasgada e substituída por outra que negue essa matriz.

Em relação aos professores, a intenção é a de continuar a desvalorizar esses recursos vitais para a afirmação da Escola Pública e de uma Educação de qualidade. Desvalorizar e despedir, tanto no público como no privado, desde a educação pré-escolar ao ensino superior e investigação. O desemprego tem aumentado como em nenhum outro setor, isto apesar da saída de milhares de docentes pelas vias da aposentação antecipada e das rescisões. Mas como não basta despedir professores contratados, vem aí a mobilidade especial que, em 2015, por ser ano eleitoral, o governo procurará evitar, mas que já deixa em vigor para quem vier a seguir. Ainda no que se refere aos colegas com vínculo precário também é preciso lembrar aqui a iníqua e absurda PACC que continua a afastar cerca de 8.000 professores da profissão. Tudo estamos a fazer para evitar que isso aconteça, através da luta, mas também por via da intervenção jurídica e da institucional, deslocando-se estes sindicatos à Assembleia da República, na próxima quarta-feira, com este problema na agenda para o tentar resolver.

Para além do desemprego e da instabilidade que afeta todos os professores, temos também o agravamento muito significativo das condições de trabalho nas escolas, nomeadamente dos horários que hoje são de uma violência absolutamente atroz, situação que se torna ainda mais dofícil devido ao agravamento dos requisitos para a aposentação, estratégia adotada para obrigar os professores a saírem para a aposentação de uma forma dita antecipada, já em situação de grande desgaste e com grandes cortes no cálculo das suas pensões.

Para os que continuam no ativo, vem aí a TRU – a tabela remuneratória única. O que os professores lutaram, desde antes do 25 de Abril, por um ECD; o que lutaram, já depois do 25 de Abril, por um Estatuto que só obtiveram em 1989/90 e uma grelha salarial que só passou a integrar o ECD em 1998… O que o governo de Passos e Portas quer agora é regressar aos anos 80 do século passado, ao tempo das fases e das letras da função pública, com um objetivo muito preciso: desvalorizar os salários dos docentes portugueses (que, segundo a OCDE, são os que mais se desvalorizaram nos últimos anos, no conjunto dos países daquela organização) e extinguir os seus Estatutos de Carreira.

Neste contexto, e tendo como pano de fundo a preservação da Escola Pública democrática e de qualidade e a dignificação e valorização da profissão docente, inevitavelmente, serão eixos da ação dos Sindicatos no futuro próximo: a defesa da Lei de Bases do Sistema Educativo, a defesa dos Estatutos de Carreira Docente, a defesa do emprego com direitos e estabilidade no exercício da profissão de Professor.

Como iremos concretizar a luta, a decisão será dos professores e, nesse sentido, vamos ampliar a sua voz. A última vez que isso aconteceu, em 2013, levámos por diante uma grande luta, de 3 semanas de greve em período de avaliações finais e coincidente com dia de exames. O MEC foi obrigado a ceder em aspetos muito importantes para os professores.

Assim, porque as boas práticas deverão ser tidas em conta e repetidas, a partir de hoje, e sem prejuízo de nos envolvermos em ações e lutas mais gerais que unam todos os trabalhadores portugueses e em outros que se tornem necessárias, iremos, ao longo do mês de outubro, levar por diante um processo de auscultação a nível nacional e decidiremos em conformidade com que o que os colegas considerarem dever ser os objetivos reivindicativos prioritários e as formas de luta para os obter.

Esperança

A última palavra é de esperança. Porque não baixamos os braços, é com muita confiança que continuamos a encarar o futuro. Não sei se Nuno Crato ainda está a tentar implodir o MEC, mas tenho a certeza de que não se libertará mais dos escombros que resultam de toda a destruição que tem semeado. A demissão do ministro, por si só, não resolverá os problemas, mas a sua continuação irá, de certeza, agravá-los. Com outro ministro, outra equipa, outro governo e outra política, o país poderá contar com os seus professores para construir um futuro melhor que é possivel e desejável. Esse é o compromisso que assumimos neste Dia Mundial dos Professores."


aqui.

a efeméride nas palavras da fenprof...!

"Afirmação de unidade e espírito de resistência e luta na jornada comemorativa do Dia Mundial dos Professores

"Com outro ministro, outra equipa, outro governo e outra política, o país poderá contar com os seus professores para construir um futuro melhor que é possivel e desejável. Esse é o compromisso que assumimos neste Dia Mundial dos Professores", declarou o Secretário geral da FENPROF nos momentos finais da jornada comemorativa do 5 de Outubro, no Largo de Camões, em Lisboa.

Em todo o Mundo, o Dia Mundial do Profesor foi assinalado sob os auspícios da Internacional da Educação (IE), da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da UNESCO. Neste dia culmina uma campanha mundial promovida pela IE ao longo do último ano e que tem o lema “Unidos por uma Educação de qualidade. Uma Educação melhor para um Mundo melhor”. Em Portugal, o ponto alto das comemorações foi vivido na baixa lisboeta, por iniciativa da Plataforma de Sindicatos de Professores, numa afirmação de unidade e espírito de luta e resistência. E também de esperança.

Mário Nogueira deixou uma "palavra de esperança" e de "confiança no futuro", garantindo que "não baixamos os braços". "Com outro ministro, outra equipa, outro governo e outra política, o país poderá contar com os seus professores para construir um futuro melhor que é possivel e desejável. Esse é o compromisso que assumimos neste Dia Mundial dos Professores", afirmou.

A jornada do 5 de Outubro começou com uma concentração no Rossio ao início da tarde, com milhares de docentes oriundos de diferentes zonas do país, destacando-se no desfile até ao Largo de Camões - alvo de inúmeras manifestações de solidariedade - as bandeiras das organizações sindicais que integram a Plataforma. "Crato vai para a rua, a escola não é tua", "A Educação é um direito, sem ela nada feito" e "Crato sabichão dá cabo da Educação" foram algumas das palavras de ordem ouvidas na baixa lisboeta. As equipas de reportagem ouviram muitos participantes nesta iniciativa, salientando-se a exigência de outra política e de um governo capaz de garantir uma Educação de Qualidade, na qual os professores têm de ser considerados como recurso fundamental à sua concretização, a determinação na defesa de uma profissão que continua a ser de futuro e a mobilização para o combate às medidas que têm sido impostas por um governo há muito tempo desligado dos interesses, dos anseios, das expetativas e dos direitos de todos os portugueses.

Particularmente em foco nessas declarações prestadas aos jornalistas esteve a situação de desem+rego, precariedade e instabilidade laboral que o MEC de Nuno Crato continua a impor a milhares de docentes. Como dia Mário Nogueira no início da sua intervenção, "os professores não são números, são pessoas e têm família. E quando se desrespeita os professores desrespeitam-se também as suas famílias".

Neste 5 de Outubro 2914, os professores trouxeram consigo um livro que cada um ofereceu a quem passou pelos locais do desfile e depois nas concentração final, no Largo de Camões. Com esse livro foi ainda entregue um marcador, assinalando esta iniciativa mundial, e um texto, dirigido à população, com o qual se pretende esclarecer por que esta luta não é só dos professores e deve envolver todos os portugueses. Um ato simbólico de quem atribui à Educação e à Cultura um papel essencial no desenvolvimento humano e no bem estar social.
Este 5 de Outubro marcou, ainda, o início de um processo de auscultação dos docentes portugueses, em todo o país, nas escolas e agrupamentos, envolvendo as várias estruturas sindicais, através da distribuição de um questionário de preenchimento individual, e de debate em centenas de reuniões que se realizarão nas várias regiões do país, incluindo regiões autónomas. Dessas reuniões e auscultação resultarão indicadores importantíssimos para o desenvolvimento de processos reivindicativos com o envolvimento dos professores, educadores e investigadores."
 
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