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sexta-feira, 11 de março de 2016

é, por demais, claro que não podia deixar passar esta em branco... transcrevo...!


1º Estudo Sobre Indisciplina em Portugal com Dados das Escolas

by Alexandre Henriques
Observatório ComRegras

Quando criei o ComRegras tinha na minha cabeça fazer algo semelhante ao que faço na minha escola, ou seja, conhecer a realidade disciplinar, registando e analisando tudo o que acontece.
Julgo que só assim é possível compreender o fenómeno da indisciplina, o que permitirá depois implementar as medidas adequadas.
Não deixa de ser estranho que em Portugal não se aplique este princípio e julgue-se que através de simples inquéritos se possa conhecer a realidade disciplinar da escola pública.
Os céticos poderão dizer que não é através das participações disciplinares e afins que se conhece a dimensão e tipologia da indisciplina. Eu não vejo outra forma, era como concluir que existe um aumento ou diminuição de sinistralidade sem conhecer o número de acidentes, ou afirmar que o crime está a aumentar sem saber o número de queixas efetuadas. Por que razão é que na escola tem de ser diferente?
Este estudo é apenas uma amostragem do que deveria ser feito mas em outra escala, bem como um ponto de partida para uma série de conclusões de que falarei mais tarde.
A amostragem é a possível, foram 38 Agrupamentos/Escolas que forneceram os seus dados disciplinares, aos seus Diretores o meu obrigado. Referir também que esta é uma iniciativa apoiada pela ANDAEPo que reflete a sua atenção pela matéria.
Uma nota importante: como as escolas não possuem todas os mesmos dados, fui obrigado a reduzir a amostragem em alguns parâmetros.
Alguns dados sobre a amostragem:

Amostragem por Distrito
Ligação com o ME

DADOS GERAIS DO ANO LETIVO 2014-2015

Total de Participações Disciplinares - 9130

Universo de 38 Agrupamentos/Escolas (4,4% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Nº de Alunos com Participações Disciplinares - 4229

Universo de 34 Agrupamentos/Escolas (3,9% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Total de Medidas Corretivas - 4554

Universo de 37 Agrupamentos/Escolas (4,25% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Número de Alunos que Cumpriram Medidas Corretivas - 1597

Universo de 31 Agrupamentos/Escolas (3,5% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Total de Medidas Sancionatórias - 1333

Universo de 37 Agrupamentos/Escolas (4,25% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Número de Alunos que Cumpriram Medidas Sancionatórias (vulgo suspensão) - 847

Universo de 31 Agrupamentos/Escolas (3,5% da totalidade dos Agrupamentos/Escolas nacionais)

Para terem uma noção do número de alunos envolvidos, as 38 escolas tinham 55016 alunos no referido ano letivo.

EVOLUÇÃO DA DISCIPLINA NOS ÚLTIMOS 4 ANOS LETIVOS



Participações Disciplinares 2011-2015
Universo de 23 Agrupamentos/Escolas.Cerca de 30 mil alunos.


Perc Alunos P.D
Universo de 23 Agrupamentos/Escolas. Cerca de 30 mil alunos.


Medidas Disciplinas 2011-2015
Universo de 23 Agrupamentos/Escolas.Cerca de 30 mil alunos


Medidas Corretivas 2011-2015
Universo de 19 Agrupamentos/Escolas. Cerca de 25 mil alunos.


Medidas Sancionatórias 2011-2015
Universo de 19 Agrupamentos/Escolas. Cerca de 25 mil alunos


% de alunos medidas disciplinares 2011-2015
Universo de 19 Agrupamentos/Escolas. Cerca de 25 mil alunos
Na recolha dos dados estatísticos foram também realizadas algumas questões, ficam os resultados:

Ciclo de ensino com mais P.D
Universo de 38 Agrupamentos/Escolas


Período letivo com mais P.D 2014_2015
Universo de 37 Agrupamentos/Escolas


Período do dia onde ocorrem mais P.D 2014_2015
Universo de 37 Agrupamentos/ Escolas


O Agrupamento Possui um Gabinete Disciplinar 2014_2015
Universo de 38 Agrupamentos/Escolas

CONCLUSÕES

Ano Letivo 2014-2015
O número de participações disciplinares (ordem de saída de sala de aula), é claramente elevado, são mais de 9000 participações em apenas 4% dos Agrupamentos/Escolas, um universo aproximado de 50 mil alunos. O que, extrapolando para uma amostragem de 100%, levaria, hipoteticamente, a um número superior a 200 mil participações disciplinares num só ano.
O ciclo de ensino com mais indisciplina registada foi claramente o 3º ciclo (63%)
Durante o 1º período foi quando ocorreram mais situações de indisciplina (43%), logo seguido do 2º período (40%)
Foi durante o período da tarde que ocorreram mais situações de indisciplina (38%).
A grande maioria das escolas da amostragem possui um gabinete disciplinar, apesar de esta não ser uma prática generalizada.
Evolução sobre os últimos 4 anos letivos (2011 a 2015)
Não existe uma abordagem uniforme de tratamento de dados disciplinares por parte das escolas
O número de participações disciplinares e número de alunos alvo das mesmas, não apresentou uma tendência clara de descida ou subida. Porém, o último ano letivo (2014-2015) foi o ano que evidenciou menos registo de ocorrências
A percentagem de alunos com participações disciplinares, ronda os 7%  e subiu em todos os anos da amostragem (quem é professor sabe que basta 1 aluno para boicotar uma aula)
O número de medidas corretivas também tem oscilado, tendo diminuído no último ano letivo.
O número de medidas sancionatórias apresentou uma tendência de descida.
A percentagem de alunos que cumpriu medidas corretivas e sancionatórias foi residual, variando entre os 1% e 2%.
A indisciplina pouco grave foi claramente inferior à indisciplina muito grave
O que falta fazer?
Conhecer a dimensão da indisciplina por tipologia, idade e género.
Verificar se a retenção faz aumentar os índices de indisciplina e vice-versa.
Comparar os fatores geográficos e níveis socioeconómicos com os índices de indisciplina.
Saber se a formação académica dos pais afeta a indisciplina dos alunos.
Conhecer as dinâmicas de sala de aula que potenciam situações de indisciplina.
Conhecer a tipologia e regularidade de situações de indisciplina nos recreios escolares.
Saber se as mudanças ao estatuto do aluno influenciaram as percentagens de medidas aplicadas, tanto sancionatórias como corretivas.
Propostas:
Criar um sistema de monitorização informática, que recolha os dados disciplinares de todas as escolas portuguesas;
Orientar as escolas de forma a existir uma maior uniformidade na aplicação de medidas disciplinares;
Desburocratizar o estatuto do aluno, principalmente nas questões disciplinares;
Incluir na formação de base de futuros docentes e não docentes uma componente teórico-prática de gestão/mediação de conflitos;
Fornecer ao corpo docente e não docente, atualmente no ativo, formação específica sobre como gerir/diminuir situações de indisciplina escolar;
Atribuir um crédito horário às escolas, especificamente para a abertura de Gabinetes Disciplinares (equipas multidisciplinares), fundamentais para uma política disciplinar de proximidade;
Reduzir a carga letiva dos alunos e a dimensão das turmas;
Responsabilizar de forma efetiva os encarregados de educação, cumprindo com a legislação vigente e que define o que é incumprimento por parte dos encarregados de educação.


via com regras...

domingo, 30 de novembro de 2014

coisas da educação [gestão pedagógica]... fala quem sabe ou quem manda...?


no observador...


"O Ministério da Educação e Ciência (MEC) reconheceu este ano três agrupamentos de escolas e uma escola secundária que se distinguiram pela redução dos níveis de abandono escolar. São elas: Escolas da Cidadela de Cascais, Escola Secundária de Amora, Escolas da Baixa-Chiado e Escolas nº 4 de Évora. Esta informação faz parte dos resultados da avaliação externa das escolas, divulgado este sábado.

O Observador falou com três destas escolas e procurou compreender o que permitiu alcançar taxas de redução do abandono escolar entre os 9 e os 11,9%. Diretores, técnicos sociais e presidentes de associações de dirigentes referem a criação de agrupamentos e mega-agrupamentos e o encaminhamento dos alunos em risco para cursos profissionais, vocacionais e outras vias alternativas como as principais razões.
 
Uma redução de quase 12% no agrupamento da Cidadela de Cascais

A redução mais significativa ocorreu no agrupamento de Escolas da Cidadela de Cascais, onde se passou de uma taxa de abandono de 17,7%, no ano letivo 2011/2012, para 5,8% em 2012/2013. Um decréscimo de quase 12%. José João Gonçalves, diretor do agrupamento, disse ao Observador que esta quebra se explica pela constituição, em 2012, de um agrupamento que passou a reunir seis escolas: uma Secundária que inclui 2º e 3º ciclo e mais cinco estabelecimentos de pré-escolar e primeiro ciclo.

Dado que o abandono escolar se sente sobretudo no 3º ciclo, os valores da redução deste indicador correspondem, essencialmente, ao da Escola Sede do agrupamento, a Secundária da Cidadela. Antes de 2012, os alunos chegavam a este estabelecimento de ensino apenas no 7º ano, o que, segundo José João Gonçalves, muitas vezes significava que outras escolas enviavam para a Secundária da Cidadela os alunos com mais dificuldades. “Com a constituição do agrupamento temos cá o 5º e 6º ano. Os alunos que este ano iniciaram o 7º ano são nossos. É diferente de termos alunos que aterram aqui. Conseguimos controlá-los melhor”, diz o diretor do agrupamento ao Observador.

Mas José João Gonçalves pensa que ainda antes da criação do agrupamento as medidas tomadas pela Secundária da Cidadela estavam a conseguir reduzir este problema. Desde 2010 que a escola atua juntamente com um conjunto de parceiros – o Centro de Saúde de Cascais, a Junta de Freguesia, a Câmara de Cascais e a Comissão de Proteção de Jovens e Menores – para sinalizar e identificar os alunos que se encontrem em risco de abandono escolar, ajudando-os de acordo com as suas necessidades socioeconómicas específicas. Até porque, explica o diretor, é nas classes mais desfavorecidas que se registam os maiores níveis de abandono.

A sinalização e identificação do problema ocorre da seguinte forma: quando os alunos faltam mais do que uma semana sem apresentarem justificação ou atestado médico, a escola contacta os encarregados de educação, pedindo que estes se desloquem ao estabelecimento de ensino. Se os encarregados de educação não justificam comprovadamente as faltas ou se os alunos reincidirem, a escola comunica o caso à Comissão de Proteção de Jovens e Menores. “Com essa entidade, os pais enfrentam uma maior responsabilização. Até porque muitos destes pais recebem Rendimento Social de Inserção (RSI)”, explica ao Observador José João Gonçalves.

Assim, se a escola perceber que o aluno tem dificuldades de pagar o passe para transporte ou a alimentação, há várias respostas que a direção pode dar. “Eu próprio posso mudar o escalão [da Ação Social Escolar] para o A para que ele possa comer. Quanto ao transporte – pedimos à Junta de Freguesia ou à Autarquia que lhe pague o passe”, explica José João Gonçalves.

Esta redução valeu ao agrupamento de escolas uma bonificação de 30 horas letivas, que podem ser aplicadas no reforço à ajuda dos estudantes, nomeadamente ao nível do aumento de horas de projetos como teatro e tutorias, para acompanhar os alunos em risco, diz José João Gonçalves. Desta forma, o diretor espera conseguir reduzir ainda mais a taxa de abandono. “Queremos reduzir abaixo dos 5% este ano. O ideal era o 0%”, diz.

“Via profissional e vocacional reduz abandono”

O diretor da Escola Secundária de Amora, Simão Cadete, pensa que a redução de quase 10% na taxa de abandono escolar (de 10,9% para 1%) se deve à preocupação em dar aos estudantes “ofertas formativas diversificadas” que permitam “segurar” os alunos. Simão Cadete está a referir-se aos cursos profissionais, aos cursos de educação e formação, aos cursos vocacionais – iniciados este ano – e aos ensino noturno. “Se formos perguntar o que a Secundária da Amora tem? Tem tudo”, diz o diretor, publicitando as vias alternativas disponíveis na escola.

Segundo Simão Cadete, as taxas de abandono foram reduzidas desde que aumentou “a aposta nos percursos alternativos“. O que na prática significa que os alunos que não têm sucesso no ensino regular “são encaminhados para essas alternativas”. Neste momento, este estabelecimento de ensino tem cinco turmas de 10º ano nos cursos científico-humanísticos e seis turmas no ensino profissional.

À semelhança do que acontece no agrupamento de Escolas da Cidadela de Cascais, também na Secundária de Amora existe um trabalho mais antigo no sentido de reduzir o risco de abandono escolar. Há cerca de cinco anos foi criado o Centro de Formação, Reflexão e Aquisição, destinado a alunos com dificuldades de aprendizagem. Este centro permite que os jovens sejam acompanhados em tutoria, encaminhados para o Gabinete de Reflexão sobre Atitudes e Comportamentos quando são expulsos por mau comportamento (fazendo, depois, uma reflexão do sucedido por escrito) ou para o Gabinete de Aquisição de Conhecimentos, onde aprende métodos e técnicas de trabalho. Além disso, a escola conta, desde há dez anos, com o apoio de uma psicóloga clínica, patrocinada pela Junta de Freguesia.
 
“Às vezes basta dizer aos pais que têm acesso remoto ao número de faltas dos filhos”

Na Escola Básica e Secundária Passos Manuel, Escola Sede do agrupamento de Escolas da Baixa-Chiado, há 704 alunos – num universo de 1100 estudantes – com escalão A e B na Ação Social Escolar. Ainda assim, Carla Soares, educadora social do Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), considera que o risco de abandono escolar não se limita às classes desfavorecidas, mas é “transversal”. No agrupamento de Escolas da Baixa-Chiado, a taxa de abandono diminuiu de 11,2 para 1,6%, sendo que o essencial dessa redução ocorreu na Escola Passos Manuel, um estabelecimento TEIP – Territórios Educativos de Intervenção Prioritária – onde existe um compromisso com o MEC para a redução do abandono escolar.

Além das dificuldades económicas das famílias, as técnicas do GAAF pensam que a situação geral de precariedade profissional – que implica, muitas vezes, longas horas de trabalho – dificulta o envolvimento dos pais na vida escolar e pode levar a situações de abandono que são transversais às classes sociais. Associado a este problema está a desmotivação dos alunos, explica Carla Soares. “Antes via-se que quem estudava e trabalhava tinha emprego. Agora os alunos têm pais desempregados e tanto os pais como os filhos começam a não acreditar que a escola possa facilitar a empregabilidade”, diz.

À semelhança do agrupamento de Escolas da Cidadela de Cascais e da Escola Secundária de Amora, também neste agrupamento do centro de Lisboa existe uma estratégia de articulação com os parceiros comunitários – como a Santa Casa, a Junta de Freguesia da Misericórdia, a Escola Segura da PSP e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens – e de encaminhamento de jovens em situação de absentismo para a via profissional e vocacional.

Em alguns casos, o abandono dos estudantes está muito relacionado com as dificuldades de os pais conciliarem a vida profissional e familiar. Por isso, existe uma plataforma online onde os encarregados de educação têm acesso online às faltas, ao comportamento, aos resultados dos testes e às atividades extra-curriculares dos filhos. “Às vezes basta divulgar aos pais que têm acesso ao controlo remoto”, diz Sofia Figueiredo, assistente social no GAAF.

Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, diz ao Observador que com o alargamento da escolaridade obrigatória ao 12º ano – um processo progressivo ao longo dos últimos três anos – é normal que as taxas de abandono escolar sejam quase residuais. “Até agora havia mais do que um dígito porque só agora a escolaridade é obrigatória até aos 18 anos”, diz.

Ainda assim, Manuel Pereira diz que nos últimos cinco anos – devido ao agravamento da situação económica – se tem sentido “uma pressão que inverteu o sentido”, havendo neste momento mais tentativas de abandono. Relativamente à solução de encaminhamento para os cursos profissionais e vocacionais, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares diz que “são uma boa solução”, mas acrescenta que “nem sempre é possível encontrar a área profissional que os alunos desejam – principalmente no interior do país”.

Para Adelino Calado, presidente da Associação dos Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, as vias profissionais e vocacionais conjugadas com o facto de o mercado de trabalho não absorver os jovens fazem com que estes “acabem por ficar na escola“. A criação de agrupamentos e de mega-agrupamentos é, na opinião deste dirigente, uma solução na medida em que torna possível acompanhar os alunos “desde muito cedo e até muito tarde”, o que acaba por “favorecer a manutenção dos alunos na escola”.


*O Observador tentou contactar o Conselho Diretivo do agrupamento de Escolas nº 4 de Évora, onde a taxa de abandono escolar registou uma diminuição de 15,9% para 4,2%, mas não obteve resposta."


aqui.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

uma coisa que não entendo...

é normal o uso de informação privilegiada nos blogues, nomeadamente no sector da educação e estou a falar, por exemplo do paulo guinote e do arlindo ferreira... e nada tenho contra essa situação que, aliás, se pode tornar num instrumento de pressão e maior transparência na coisa pública educativa...

agora o que acho espantoso é que um agrupamento escolas, no seu sítio institucional, dela faça uso... apesar de estar devidamente referenciada...

acham isto normal...?



daqui.


actualização às 11:28...

fizeram um comentário no facebook sobre o facto de esta 'notícia' corresponder a um sub-sítio do espaço digital do dito agrupamento... mas isso não releva coisa alguma... formalmente incorrcto, digo eu.

deixo a imagem do sítio oficial...

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

última hora [o comunicado do governo]... aquilo que aparenta ser uma gestão transparente e cristalina...!... mas onde está a lista das unidades orgânicas e os respectivos créditos [discrimindados]... para escrutínio...?

"MEC COMUNICA ÀS ESCOLAS AS HORAS DE CRÉDITO HORÁRIO PARA O ANO LETIVO 2014/2015

O Ministério da Educação e Ciência comunicou às escolas as horas de crédito horário para o ano letivo 2014/2015 que resultam dos progressos obtidos, verificados para cada uma através dos indicadores de eficácia educativa (EFI) e de redução de alunos em abandono ou risco de abandono (RA). O crédito atribuído por essas componentes aumenta este ano em 2750 horas. Mais 100 escolas recebem crédito, tendo duplicado o número das que o recebem este ano (31,9 %), em relação a 2013/2014.

Essas horas devem ser usadas em medidas que incrementem a continuidade da promoção do sucesso escolar em que cada estabelecimento de ensino tem investido. Destinam-se a atividades educativas que consolidem e aprofundem conhecimentos já adquiridos pelos alunos, à implementação de medidas de promoção do sucesso escolar e de combate ao abandono escolar, como o apoio a grupos de alunos - tanto no sentido de ultrapassar dificuldades de aprendizagem como de potenciar o desenvolvimento da mesma -, o reforço da carga curricular em disciplinas com menor sucesso, a coadjuvação, a concretização de ofertas complementares, o apoio a alunos ao primeiro sinal de dificuldades ou outras a definir tendo em conta as características da população escolar e do projeto educativo. Deixa-se ao critério dos órgãos da escola a aplicação das horas de crédito, a decisão sobre as atividades que melhor promovam o sucesso escolar dos alunos, bem como sobre os recursos humanos a afetar às mesmas, tendo por base critérios de melhoria da aprendizagem. O MEC tem vindo a apoiar as escolas neste sentido desde 2012, permitindo decidir com maior autonomia, maior flexibilidade e de forma mais adequada à organização das suas atividades letivas.

Para o apuramento do crédito horário semanal atribuído são decisivas variáveis como a evolução dos resultados escolares, a aferição dos resultados internos com os externos, o sucesso escolar alcançado pelos alunos e a redução da percentagem de alunos em abandono ou em risco de abandono escolar. Para 2014/2015, a componente relativa ao indicador de eficácia educativa (EFI), que tem em conta os resultados da avaliação sumativa interna e externa dos alunos, permitiu atribuir mais horas este ano (um total de 2930 horas) distribuídas por 200 escolas - mais 51 do que no ano anterior. Neste terceiro ano de apuramento do indicador de eficácia educativa foi possível identificar quatro agrupamentos de escolas que ao longo destes três anos se mantiveram no grupo de topo das 20% de escolas que mais evidenciaram melhoria nos resultados da avaliação sumativa externa (exames ou provas nacionais), tendo-lhes sido atribuído, de acordo com os critérios previstos, um crédito de 30 horas.

Para o apuramento de horas relativas ao indicador de redução de alunos em abandono ou em risco de abandono (RA), introduzido este ano através do Despacho de Organização do Ano Letivo, foi tida em conta a informação reportada pelas escolas quanto à situação em que ficaram os seus alunos no final dos anos letivos 2012/13 e 2013/14 (Transitou/concluiu, Retido, Transferido, Abandonou, Anulou matrícula, Excluído/Retido por faltas). Todos os alunos em alguma das três últimas situações contabilizaram para o cálculo da percentagem de alunos em Abandono/Risco de abandono. De acordo com os cálculos da Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, as 89 escolas que, tendo tido elevados níveis de abandono em 2012/13, os conseguiram reduzir para menos de metade em 2013/14, irão beneficiar de um total de 2670 horas de crédito horário através deste indicador. As escolas que preencheram as condições para obtenção deste crédito representam cerca de 25% das que têm tido níveis elevados de abandono, o que revela o seu crescente trabalho de investimento na aplicação de medidas para travar o abandono escolar. Uma maior autonomia na tomada de decisões pedagógicas refletiu-se assim na melhoria da qualidade do ensino e nos resultados escolares, principal objetivo da política educativa do governo.

Através da atribuição de horas de crédito, tem-se incentivado ao longo destes três anos, de forma gradual e coerente, a dar continuidade em cada escola aos projetos que melhor se adequam aos seus alunos.

Os progressos obtidos na melhoria dos resultados na aprendizagem dos alunos constituem um indicador basilar de que as medidas que têm sido implementadas pelo MEC começam a revelar resultados positivos e fundamentais para o sistema educativo português. Esses progressos devem traduzir-se na continuidade da política de incentivos à utilização da autonomia de cada escola, tendo em vista a melhoria dos resultados dos seus alunos."


Nota explicativa em anexo.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

concurso de professores... um auxiliar de consulta... dos códigos dos agrupamentos e escolas não agrupadas [está actualizado]... via dgae...!

concursos de professores... auxiliar de consulta... do movimento das agregações de 2012... via educar a educação...!

leituras... da gestão e administração escolar... um relatório da auto-avaliação do agrupamento [realizado por uma empresa privada que tem, na escola, um grupo de 'apoio'...!]... tendência em ascensão consultoria!