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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

[educação] divulgando...


Informações Gerais

Esta iniciativa pretende promover a criação de projetos, nos estabelecimentos de educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico, que incentivem a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC), nomeadamente tecnologias de gravação digital de áudio e também contribuir para a definição de ações estratégicas de ensino, promotoras de situações de aprendizagem significativa.
A introdução do inglês no currículo do 1º CEB, nos 3.º e 4.º anos, justificou a criação da categoria de língua inglesa “Once Upon a Time...”, alargando assim o âmbito deste concurso.
A candidatura é feita online até ao dia 31 de janeiro de 2019.
O projeto "Livros que nos fazem crescer" é uma iniciativa promovida pela Cátedra UNESCO Biodiversidade e Conservação para o Desenvolvimento Sustentável, da Universidade de Coimbra, em colaboração com o Centre for Functional Ecology. Esta iniciativa quer dar a conhecer os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Este projeto permite trabalhar os vários domínios de Educação para a Cidadania, tendo por referência a matriz curricular-base para o 1.º ciclo, com vista ao desenvolvimento do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.


via boletim do cirep...

segunda-feira, 26 de março de 2018

terça-feira, 15 de agosto de 2017

curiosidades na educação...





nota -

todas as informações relevantes encontram-se no nome do ficheiro de imagem...

o apontamento é de um dos meus tios paternos.

domingo, 29 de janeiro de 2017

a propósito de plantar uma árvore (feito), fazer um filho (feito) e escrever um livro (?)...

vem agora esta entrada pois fiquei a ruminar, durante alguns anos, num comentário de uma colega de português, com quem gostei bastante de trabalhar, que me referiu, em comentário a uma mensagem electrónica pública, que o meu livro já estava escrito há muito e andava por aí à solta...
 
ou seja, a internet era o meu mundo e seria aí que as pessoas me acompanhariam, leriam e compreenderiam (e não só).

esta é a capa de um livro que é uma compilação de várias entradas editadas via facebook, com origem na própria rede, nos blogues onde já escrevi (e escrevo) e em sítios criados especificamente para as minhas várias disciplinas e actividade docente...

fica claro que este é um exemplar único.




e agora reside na minha biblioteca.

sexta-feira, 18 de março de 2016

património [livros]... divulgação e fica o convite...!

clavis convite newsletter
APRESENTAÇÃO DA OBRA 'CLAVIS BIBLIOTHECARUM'Biblioteca do Seminário Maior, Porto, 22 de Março de 2016, 17h00
O Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja tem o gosto de convidar para a 2ª sessão de apresentação da obra CLAVIS BIBLIOTHECARUM: CATÁLOGOS E INVENTÁRIOS DE LIVRARIAS DE INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS EM PORTUGAL ATÉ 1834, no Seminário Maior do Porto, a cargo de Saul António Gomes e D. Pio Alves.
Resultado de um vasto trabalho de investigação, desenvolvido por Luana Giurgevich e Henrique Leitão, entre os diversos fundos monásticos nacionais, constitui o mais completo levantamento de catálogos e inventários de bibliotecas de instituições religiosas. Abrangendo um amplo arco cronológico, entre os séculos X e XIX, recolhe e descreve meticulosamente cerca de um milhar de listas de livros e várias centenas de documentos inéditos.
Com este projecto, o SNBCI inicia a colecção "Fontes para o Estudo dos Bens Culturais da Igreja", destinada a disponibilizar informação documental inédita que, pela sua relevância histórica, abrangência geográfica e coerência temática, ofereça novos contributos para o estudo e conhecimento dos Bens Culturais da Igreja.



RSFF
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Sessão de apresentação em Lisboa

   Fotografias            Vídeo     

quinta-feira, 3 de março de 2016

divulgações [mais por causa do livro]...

clavis convite newsletter
APRESENTAÇÃO DA OBRA 'CLAVIS BIBLIOTHECARUM' 
Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa, 3 de Março de 2016, 18h00
O Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja tem o gosto de convidar para a sessão pública de apresentação da obra CLAVIS BIBLIOTHECARUM: CATÁLOGOS E INVENTÁRIOS DE LIVRARIAS DE INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS EM PORTUGAL ATÉ 1834, a cargo de Noël Golvers e D. Manuel Clemente.
Resultado de um vasto trabalho de investigação, desenvolvido por Luana Giurgevich e Henrique Leitão, entre os diversos fundos monásticos nacionais, constitui o mais completo levantamento de catálogos e inventários de bibliotecas de instituições religiosas. Abrangendo um amplo arco cronológico, entre os séculos X e XIX, recolhe e descreve meticulosamente cerca de um milhar de listas de livros e várias centenas de documentos inéditos.
Com este projecto, o SNBCI inicia a colecção "Fontes para o Estudo dos Bens Culturais da Igreja", destinada a disponibilizar informação documental inédita que, pela sua relevância histórica, abrangência geográfica e coerência temática, ofereça novos contributos para o estudo e conhecimento dos Bens Culturais da Igreja.


        Saber mais                 Adquirir a obra          Confirmar presença

sábado, 26 de dezembro de 2015

livros e leitura... é sempre bom ir divulgando estas coisas...!

É muito provável que já tenha ouvido falar no Projeto Gutenberg, mas se não ouviu ainda vai a tempo, sobretudo se andar à procura de ebooks gratuitos para diversificar a sua biblioteca digital.
A iniciativa reúne num mesmo site milhares de conteúdos que já não estão protegidos por direitos de autor – na maior parte dos casos porque expiraram – e dá-lhe acesso gratuito. O site tem versões para vários países.
Na versão norte-americana vai encontrar 50 mil livros disponíveis, na versão em português estão contabilizados 38 mil.
Na maioria vai encontrar livros antigos e também vale a pena notar que o ritmo de novidades tem abrandado, mas o site do Projeto Gutenberg continua a ser um local interessante para encontrar algumas relíquias.    
Os livros são disponibilizados no formato ePub e nos formatos suportados pelo Kindle, o leitor de ebooks da Amazon, e podem ser descarregados ou lidos online. Se decidir descarregar o conteúdo pode optar entre três serviços cloud para o fazer: Dropbox, Google Drive ou OneDrive.
O projeto é colaborativo e por isso toda a ajuda é bem-vinda. Quem quiser contribuir monetariamente ou digitalizando livros que possam contribuir para aumentar a oferta disponível.




via feedly...

domingo, 20 de dezembro de 2015

por hoje fico-me com esta...

conselhos
Há várias obras à venda nas livrarias que ensinam um pai a ser melhor, mais competente e mais presente. Nuno Costa Santos leu-as e revela o que aprendeu com elas (fez uma lista e tudo). 


via mensagem do observador...

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

informações [educação]... educação e tecnologias digitais, empreendedorismo [formação] e livros [actividades]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 173 - 13/11/2015



Informações Gerais

 
A Educação à luz do digital: o olhar da investigação

O projeto TEA: Tablets no Ensino e na Aprendizagem, uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a Fundação Portuguesa das Comunicações, organiza um painel intitulado “A Educação à luz do digital: o olhar da investigação”.

O objetivo das sessões com o título genérico "A Educação à luz do digital", que têm vindo a decorrer ao longo deste ano letivo, é estimular a discussão em torno da adoção de tecnologias digitais e, mais particularmente, de tecnologias móveis. É seu propósito contribuir para ajudar a refletir sobre os desafios que a introdução das tecnologias digitais/móveis na educação, e a sua utilização por parte de professores e alunos, coloca a quem tem por incumbência decidir, a diferentes níveis de abrangência, sobre a educação em Portugal.

A entrada é livre, mas sujeita a inscrição prévia até ao dia 20 de novembro de 2015.


Empreendedorismo em contexto educativo com crianças dos 3 aos 12 anos

A Unidade de Formação ao Longo da Vida (UFLV), do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), divulga a ação de formação contínua em “Empreendedorismo em contexto educativo com crianças dos 3 aos 12 anos”, acreditada com despacho do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, que decorrerá no IPBeja.

A referida ação terá início a 20 de novembro e destina-se a educadores de infância e professores dos 1.º e 2.º ciclos do ensino básico.

As candidaturas devem ser realizadas no portal do IPBeja.
 
 
Dias do Desassossego

A Fundação José Saramago e a Casa Fernando Pessoa escolheram duas semanas para celebrar a voz dos livros em diversos lugares da cidade de Lisboa e em boa companhia.

De 16 a 30 de novembro, são os livros que estão no centro das atenções: lançam perguntas, rebatem ideias, provocam, inquietam. As duas casas de autor apresentam, para a 3.ª edição dos Dias do Desassossego, um programa que cruza música, cinema, mesas-redondas, ações de animação e promoção da leitura, poesia dita, passeios na cidade - guiado, sempre, pela literatura.

informações [educação]... educação inclusiva [encontro] e os livros... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 171 - 10/11/2015

Informações Gerais

 
Encontro em Educação Especial – “Roteiros para uma educação inclusiva”

A equipa docente do curso de Mestrado em Educação Especial em colaboração com os alunos do curso e outros colegas do Instituto Politécnico de Beja, está a organizar o Encontro em Educação Especial – “Roteiros para uma educação inclusiva”, a realizar nos dias 19, 20 e 21 de Novembro de 2015.

Este encontro oferece-se como o lugar ideal para se fazer um balanço crítico deste percurso e perspetivar o futuro, trazendo até nós especialistas com vasta experiência na área da Educação Especial e Educação Inclusiva e capazes de nos fazerem pensar sobre o que quotidianamente se faz na educação e formação de alunos e professores. Pretende-se assim com este Encontro:

• Fazer um balanço dos serviços de Educação Especial nos últimos 40 anos;
• Refletir sobre a formação de educadores e professores de Educação Especial;
• Perspetivar o contributo da educação especial para a criação de ambientes acolhedores das diferenças individuais;
• Analisar diferentes abordagens ao serviço da inclusão das crianças e jovens com dificuldades intelectuais e motoras;
• Conhecer histórias de vida de crianças, jovens e adultos com dificuldades intelectuais e motoras;
• Apresentar resultados da investigação produzida no domínio da Educação Especial, nesta e noutras instituições;
• Projetar modelos educacionais mais inclusivos e com forte impacto comunitário.

Este evento tem o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia e está acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua.


5.ª Edição dos Encontros “O que um livro pode”


“O que um livro pode” são encontros sobre o livro de artista e a autoedição em Portugal que reúnem artistas, críticos, pensadores e designers, promovendo lançamentos e divulgando obras inéditas. A 5.ª edição propõe-se debater “O livro infantil como livro de arte”.

Fazem parte da iniciativa a exposição “Rodapé, Roda a mão”, uma mesa-redonda, os ateliês para crianças “Histórias com imagens / Imagens com histórias”, uma feira de edições de livros para crianças, as conversas “Um livro, o livro” e apresentações de projetos editoriais independentes.

Os ateliês para crianças “Histórias com imagens / Imagens com histórias” têm como objetivo “sensibilizar as crianças para a materialidade do livro, experimentando várias técnicas de expressão e desafiando modos narrativos.

As crianças são convidadas a visitar a exposição de ilustração infantil “Rodapé, roda a mão”, através de entradas temáticas e formais. Em complemento, praticam jogos e exercícios plásticos inspirados em livros e obras expostas.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

informações [educação]... livros [divulgação] e oriente islâmico... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 110 – 28/07/2015

Informações Gerais

Bibliobus - Casa dos Livros Fora de Portas
O projeto Bibliobus – Biblioteca Itinerante tem como missão a descentralização cultural ao divulgar o livro e promover a leitura, contribuindo para a formação integral e o bem-estar da comunidade e para o reforço do direito de todos ao acesso à Cultura.

De 13 de julho a 28 de agosto, durante 35 dias, o Bibliobus - Casa dos Livros Fora de Portas, veículo preparado conforme as exigências de uma verdadeira Biblioteca e dotado de recursos humanos e técnicos da Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, percorre as 25 freguesias do Município de Viseu, com a colaboração das respetivas Juntas de Freguesia, disponibilizando livros, filmes, revistas e jornais e proporcionando a leitura animada de histórias, através da “hora do conto” e outras atividades.


Pelos Caminhos do Oriente Islâmico...
O mundo islâmico cruzou fronteiras e contactou com culturas muito distintas entre si. A coleção Gulbenkian reúne várias obras que revelam esta diversidade: tapetes de seda e lã ricamente decorados, cerâmicas com representações geométricas, desenhos de plantas e animais, vidros coloridos, livros com ilustrações preciosas.

Pelos caminhos cruzaram-se hábitos da vida nómada com a vida palaciana das grandes cidades. Sobre esta diversidade construiu-se uma cultura cuja identidade visual associou os seus valores espirituais aos princípios fundadores da sua arte, tais como natureza, geometria, harmonia e unidade.

Esta atividade, levada a cabo pelo Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência - Descobrir, tem início no dia 31 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h30.



nota: estas informações são uma transcrição directa do boletim, logo respeitam o ao... infelizmente...!

sábado, 18 de julho de 2015

sugestões... férias e livros, resultam...?

como a coisa mete livros e comigo resulta sempre, uns anos com mais leitura outros com menos, aproveito para deixar estas sugestões...



Macroscópio

Por José Manuel Fernandes, Publisher
Boa noite!
 
 
"O prometido é devido. Ontem disse-vos que hoje iria falar de livros para férias e aquilo que é prometido é devido. Afinal é nesta época do ano que muitas vezes se colocam as leituras em dia. Para além disso, perdoem a imodéstia, foi também esse o tema do Conversas à Quinta desta semana, em que estive a falar com Jaime Gama e Jaime Nogueira Pinto sobre Uma dúzia de livros para as suas férias.
 
Curiosamente trouxemos treze livros para cima da mesa, mas um estava repetido. Mesmo assim o tempo foi curto para apresentar estas escolhas, até porque se tratavam de sugestões a sério, de livros lidos e comentados. Livros em português e livros em inglês, francês e até em italiano (uma pequena jóia, sobre Física). Quase sempre livros com alguma ligação a temas da atualidade ou com atualidade e também alguns romances. No final ficou a faltar-nos um: a Crónica da Tomada de Ceuta, por Gomes Eanes de Zurara, por uma lamentável motivo: no ano em que se assinalam os 600 anos daquela expedição que marca o início da expansão portuguesa, não há nenhuma edição deste clássico do século XV disponível nas livrarias. A edição mais recente, apesar de ser de 2007, é quase impossível de encontrar. É uma daquelas lacunas que diz muito sobre a edição e os editores em Portugal. E também sobre a forma como funciona o mercado livreiro.
 
Mas adiante. Até porque, apesar de estarmos nesta época do ano, quase não encontrámos listas de sugestões na imprensa portuguesa. Com uma excepção e meia.
 
A exceção é um texto de Carlos Fiolhais que, no Público, recomendou na sua coluna de opinião Dez livros para as férias. Selecciono dois deles:
  • José Tito Mendonça, Uma Biografia da Luz. Ou a Triste História do Fotão Cansado, Gradiva. Neste Ano Internacional da Luz o penúltimo volume da colecção Ciência Aberta convida-nos a uma viagem pelos mistérios da óptica, revelando não só a história da descoberta da luz mas o percurso de vida do autor, um professor de Física do Instituto Superior Técnico que sempre procurou a luz.
  • Atul Gawande, Ser Mortal, Nós, a medicina e o que realmente importa no final. Lua de Papel (prefácio de João Lobo Antunes). Somos mortais, mas só nos lembramos disso quando somos confrontados com a mortalidade de alguém mais próximo (aconteceu-me há pouco com o passamento de José Mariano Gago). Da autoria de um cirurgião que ensina em Harvard, aqui está uma obra que nos ajuda no confronto com a morte.
 
A meia exceção saiu aqui no Observador. É uma selecção de livros, todos eles boas leituras de férias, mas que foram escolhidos com outro propósito: assinalar o dia mundial do livro, a 23 de Abril deste ano. 17 jornalistas da nossa equipa escolheram outros tantos livros com um só critério: serem os que mais os tinham marcado este ano. Há obras mais recentes, novidades, e clássicos, numa mistura que talvez seja a mais apropriada, pois as férias não são apenas para ler o que acabou de sair, são muitas vezes o tempo para ler o que nunca se conseguiu ler (e por isso, já agora, também falámos, no já citado Conversas à Quinta dessa imortal obra-prima que é Guerra e Paz, de Lev Tolstói, com as suas mais de 1600 páginas em quatro volumes). Quanto às 17 escolhas dos jornalistas do Observador, aqui ficam três, para amostra:
  • Submissão, de Michel Houellebecq, “Intolerante e xenófobo, disseram uns. Um aviso do que aí vem, disseram outros. No mesmo dia em que o enfant terrible da literatura francesa lançou esta história de uma França submetida à lei islâmica, a redação do Charlie Hebdo foi atacada. 12 pessoas morreram. Uma vida é uma vida mas, como jornalista, o tema tocou-me de uma maneira especial. Talvez influenciada por tudo o que aconteceu, este livro também”. Sara Otto Coelho
  • Sinais de Fogo, de Jorge de Sena, “É um grande romance português de um autor que está um bocado esquecido, mas cuja obra é um clássico porque continua a parecer atual e não parece datada”. Ana Suspiro
  • O deserto dos Tártaros, de Dino Buzzati, “Foi-me recomendado por um amigo e eu, que não conhecia o autor, tornei-me entretanto um admirador da sua obra. A ideia inicial do livro é bastante simples, mas rapidamente ele se torna numa grande obra sobre a passagem do tempo, as expetativas goradas e os horizontes que nunca chegam”. João Pedro Pincha

 

Deixo agora este espaço de conforto que é, apesar de tudo, livros em português, e passo a outras selecções que me chamaram a atenção. E começa pela do The Guardian, Best holiday reads 2015. Também aqui o critério seguido na selecção foi pedir a gente da casa e a alguns convidados para fazerem as suas escolhas. Aqui ficam alguns exemplos, escolhidos quase aleatoriamente, de livros que, mais do que já lidos, são livros que se tenciona ler neste período:
  • I can’t wait to read Circling the Sun by Paula McLain (Virago), author of The Paris Wife (Virago), which told the story of Hemingway’s first marriage; her new book is the story of the aviator Beryl Markham and her relationship with Denys Finch Hatton, who was also the lover of Karen Blixen (Isak Dinesen). Sarah Churchwell
  • Why the West Rules – for Now by Ian Morris (Profile) follows in the footsteps of Jared Diamond’s Guns, Germs and Steel (Vintage), aiming to turn history from a collection of fuzzy stories into hard science. It provides a wealth of startling new evidence and thought-provoking ideas. Yuval Noah Harari
  • The American writer, Leonard Michaels, who died in 2003, wrote prose of exquisite clarity. His Sylvia (Daunt Books) tracks a fatally destructive love affair and marriage in Greenwich Village in 1960. This short novel is terrifying, beautiful and addictive. Ian McEwan
 
Já o Independent não esteve com meias medidas e propôs The best summer reads: 90 books chosen by 40 literary luminaries. Com tanta escolha, nem sei que citar, pelo que começo por um clássico, sugerido por uma romancista, Kate Atkinson: “The 150th anniversary of its publication will probably prompt many people to revisit Alice in Wonderland and its companion,Through the Looking-Glass, published several years later. I think Through the Looking-Glass is my favourite of the two, although when I was a child I never read one without the other as they existed side by side in the same volume, one of the few childhood books I still possess. I return to it often and will do so again this summer.” E sigo com uma sugestão de um grande historiador, Antony Beevor, se bem que ela se refira a um livro que só sairá em Setembro mas que podem ir já pré-encomendar os que tiverem férias mais tardias: “The other book that I will be reading this summer (…) is Timothy Snyder’s Black Earth. Snyder, who wrote the magnificent and important Bloodlands, is now focusing on the first stage of the Holocaust, what Vasily Grossman called the “Shoah by bullets” (as opposed to the subsequent “Shoah by gas”). Snyder re-examines the assumption that the Holocaust was unique, and this should once again provoke a very useful and healthy debate.”

 
Mas se estamos a falar de livros em inglês, o romance deste Verão arrisca-se a ser Go Set a Watchman, a obra perdida de Harper Lee, a celebrada autora de To Kill a Mockingbird (Tradução portuguesa, “Mataram a Cotovia", edições Relógio de Água). O livro acaba de chegar ao mercado (em Portugal só mais lá para o fim do ano) e as reacções têm-se dividido. Para muitos será necessário esquecer o romance icónico que vendeu mais de 40 milhões de exemplares nas últimos cinco décadas para poder apreciar a obra que a autora dera como perdida, uma obra que começou por ser recusada pelo seu editor. Mesmo assim deixo-vos uma referência, a crítica do Wall Street Journal, um dos jornais onde o primeiro capítulo saiu em pré-publicação. Chama-se In Harper Lee’s ‘Go Set a Watchman’ Atticus Finch Defends Jim Crow e revela-nos que a a figura do advogado imortalizada no cinema por Gregory Peck, “One of the few unambiguously heroic figures in American literature was originally conceived as a segregationist.” O que não deixará de ser surpreendente, mesmo chocante: “Yet for the millions who hold that novel dear, “Go Set a Watchman” will be a test of their tolerance and capacity for forgiveness. At the peak of her outrage, Jean Louise tells her father, “You’ve cheated me in a way that’s inexpressible.” I don’t doubt that many who read this novel are going to feel the same way.”
 
E por aqui me fico. Espero tê-los ajudado nas vossas escolhas de leituras de Verão.
 
Tenham um bom fim-de-semana."


via mensagem do observador...