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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

[ainda] do amianto... '800 escolas em portugal têm amianto'


no expresso diário... aqui.


bem sei que nos últimos anos a minha escola tem andado a ser badalada nos meios de comunicação, em vários suportes, pelas boas ou más razões que não cabe aqui [e agora] dissecar...

vejo esta notícia [imagem] e fiquei estarrecido... então não é que a foto é na minha escola, de novo [e, ao que parece, em plena época de exames ou, eventualmente, de algum teste intermédio ou comum]...


o que me leva a fazer um comentário [a mais]:

primeiro, alguém inferiria que esta escola tem amianto, olhando só para a fotografia...?

segundo, alguém encontra similitude entre esta imagem e aquela que nos leva a pensar em amianto numa escola...?

por acaso, e já aqui foi reportado em larga escala, a nossa escola teve obras da parque escolar [não sei se a obra já foi entregue ou formalmente recepcionada, nem me interessa agora o assunto]... e, por isso, vou deixar uma das minhas fotografias da anterior escola secundária de carcavelos para ilustrar a 'escola verde' que era, na altura...

depois comparem as duas fotos, sob o ponto de vista da arquitectura e julguem a coisa quanto ao amianto...



eu dispenso jornalismo deste e, se tivesse sido eu o retratado, a coisa não ficava por aqui...

do amianto... a 'notícia'...!


no observador...


"O governo confirmou na noite de quinta-feira que 16% dos seus edifícios contêm “presuntivamente” amianto na sua construção. O próximo passo é analisar os dados já recolhidos nos cerca de 2000 edifícios assinalados para determinar quais aqueles que serão sujeitos a ações regulares ou aqueles que deverão ser submetidos a novas análises, no sentido de confirmar as informações já recolhidas. Este tipo de listagem, obrigatória por lei, foi recomendada pela Assembleia da Republica em 2002, sendo que apenas em 2011 ganhou o estatuto de lei.

O levantamento englobou todos os edifícios, instalações e equipamentos onde se prestam serviços públicos — cerca de 13 mil. Cada ministério esteve responsável pelas infraestruturas e equipamentos que diz respeito à sua tutela. O processo foi coordenado pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e pela Direção Geral do Tesouro e Finanças (DGTF).

“O valor não surpreende porque não há outro estudo para comparar. As surpresas são relativas”, começou por dizer Manuel Roxo, subinspetor-geral da ACT, ao Observador. E continuou: “Estamos a falar essencialmente de fibrocimento e que apenas trará complicações se houver contacto ou se for partido.” Ou seja, está isolado e não traz malefícios para a saúde caso assim se mantenha. Roxo relevou ainda que há alguns casos em que se trata apenas de “uma suspeita”, pelo que serão levadas a cabo novas análises. “As pessoas têm de saber onde há amianto”, rematou.

Em janeiro, 70 trabalhadores da Direcção-Geral de Energia e Geologia pediram a mudança urgente de instalações depois de serem identificados vários casos de contaminação e do governo ter confirmado a existência de amianto no edifício onde trabalhavam na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa. Segundo a TSF, nove funcionários públicos morreram com cancro devido ao amianto nesse edifício e, de acordo com o documento que a rádio teve acesso, foi diagnosticado o mesmo a dezenas de pessoas. Em fevereiro, o Público falava numa lista elaborada entre 2006 e 2010 na qual cerca de 900 edifícios estavam assinalados com amianto, sendo que na sua maioria eram escolas.

O amianto (ou asbesto) é uma fibra obtida a partir de diferentes tipos de minerais bastante abundantes na crosta terrestre. Por serem de fácil obtenção e por possuírem uma elevada resistência térmica, química e física (além de serem maus condutores de eletricidade), são usados desde o final do século XIX no isolamento de edifícios, tais como fábricas, escolas, habitações, no revestimento de navios, na indústria automóvel e na indústria têxtil, entre muitas outras aplicações.

Este material fibroso está associado a diversas patologias do foro respiratório, sendo uma das mais conhecidas a asbestose, uma forma de fibrose pulmonar especificamente associada à inalação das fibras de amianto. Além desta, é uma causa importante de cancro do pulmão e da pleura (membrana que envolve a caixa torácica). A utilização do amianto está proibida na União Europeia desde 2005, mas a sua utilização foi tão disseminada que continua presente por todo o lado. E só em 2012 morreram em Portugal 40 pessoas vítimas de cancro provocado pela exposição ao amianto."


aqui.

do amianto... para acompanhar o assunto... no portal da act...!


para consultar todo o manancial de informação disponível... aqui.

do amianto... um comunicado do governo... via portal do governo...!

"LEVANTAMENTO DE AMIANTO EM EDIFÍCIOS PÚBLICOS

Dando cumprimento ao disposto na Lei, o Governo procedeu ao levantamento de todos os edifícios, instalações e equipamentos onde se prestam serviços públicos, com o objetivo de determinar aqueles que contêm amianto na sua construção.

O universo deste levantamento abarcou todos os edifícios, instalações e equipamentos onde se prestam serviços públicos, em regime de utilização ocupacional (independentemente da titularidade ou do regime de utilização), no âmbito da administração pública central direta e indireta.

Para além destes, foram também já incluídos no levantamento alguns edifícios, instalações e equipamentos do setor empresarial do Estado, designadamente os hospitais E.P.E..

Este levantamento, cuja responsabilidade é de cada ministério no que diz respeito aos edifícios, instalações e equipamentos ocupados por entidades sob sua tutela, foi coordenado e acompanhado pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e pela Direção Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), que propiciaram os meios que permitiram a agilização das operações de recolha e de carregamento dos dados.

A ACT elaborou um Questionário-Tipo, que permite uniformizar a informação considerada fundamental para a avaliação dos riscos de exposição ao amianto, enquanto a DGTF criou um módulo Amianto na plataforma eletrónica Sistema de Inventário dos Imóveis do Estado (SIIE), que permite tratar, atualizar e sistematizar toda a informação recolhida.

Os campos considerados na base de dados são os seguintes:
  • Localização
  • Ano de construção
  • Identificação do material contendo amianto
  • Número de trabalhadores expostos por períodos de tempo
  • Onde está aplicado
  • Ano de aplicação
  • Quantidade estimada
  • Estado de conservação
  • Friabilidade
  • Probabilidade de contacto
Para apoio aos trabalhadores que executaram esta atividade nos diversos organismos públicos, a ACT disponibilizou na sua página eletrónica (http://www.act.gov.pt) um espaço exclusivamente dedicado a este tema, onde pode encontrar-se o Questionário-Tipo, uma lista de Perguntas Frequentes, as instruções de preenchimento, demais elementos de suporte e Legislação associada.

A ACT disponibilizou-se igualmente para a realização de ações de sensibilização, mediante solicitação das Secretarias Gerais dos Ministérios, especialmente dedicadas ao esclarecimento dos trabalhadores responsáveis por este levantamento, tendo sido já promovidas várias ações de sensibilização sobre o «Levantamento de edifícios, instalações e equipamentos públicos com Materiais Contendo Amianto (MCA)».

A DGTF, do mesmo modo, acompanhou pari passu todo o processo de inserção de dados na plataforma eletrónica SIIE, ajudando todos os Ministérios e organismos envolvidos no seu preenchimento.

Deste levantamento resultou a lista que agora se divulga. Deve assinalar-se que as respostas abrangem a totalidade dos edifícios, instalações e equipamentos ocupados por serviços públicos, nos quais, em cerca de 84%, não foi detetada qualquer presença de amianto. Os restantes 16%, que são aqueles que presuntivamente contêm amianto na sua construção, irão agora ser submetidos a uma análise dos dados já recolhidos no sentido de determinar: a) aqueles que deverão ser apenas sujeitos a ações regulares de monitorização; b) aqueles que deverão ser submetidos a novas análises, no sentido ou de confirmar as informações já recolhidas ou de determinar a necessidade de realizar eventuais ações corretivas.

É preciso realçar, por último, que o Governo esteve e está atento a este problema, muito para além do âmbito que determinou a realização deste levantamento, tendo sempre agido em face de situações que revelavam, ou poderiam revelar, um elevado grau de perigosidade para a saúde pública, como bem demonstram as centenas de inspeções destinadas a avaliar, perante casos concretos, a presença de amianto em edifícios públicos e, em alguns desses casos, as consequentes intervenções de substituição, de encapsulamento e até de remoção de materiais contendo amianto.

Este trabalho irá agora ser desenvolvido, no sentido de continuar a garantir a todos os trabalhadores e utilizadores dos espaços ocupados pelos serviços públicos que o podem fazer com segurança e tranquilidade."
 
 
aqui.