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sexta-feira, 17 de junho de 2016

uma miscelânea auto-fágica... o mundo é [cada vez mais mais] um lugar equivocamente perigoso...!

Bom dia. 

Save the date: quinta-feira (pode ser o dia mais importante do ano)


 
Reino Unido em choque, Espanha encalhada, no Brasil há mais uma delação e mais uma demissão. Em França, a seleção pode não ganhar o Euro, mas Portugal está a ganhar à tuberculose. Tenha um bom fim de semana. Por Mónica Bello
 
Sexta-feira, 17 de JUNHO | 09:07
  DN
 

1. Reino Unido em choque
 
Acabara de sair da biblioteca de Birstall, onde tinha estado reunida com residentes locais, quando foi baleada e esfaqueada no meio da rua. Três tiros e várias facadas mataram Jo Cox aos 41 anos, eleita deputada em 2015 pelo Partido Trabalhista. Pouco se sabe sobre o homicida. Foi identificado como Thomas Mair, 52 anos, obcecado por livros, com histórico de perturbações mentais, mas as investigações prosseguem. Nas trincheiras da guerra a favor e contra o Brexit foram declaradas tréguas temporárias. As sondagens continuam a dar a vitória aos partidários da saída do Reino Unido da União Europeia e há uma unanimidade rara entre economistas. Os alarmes dispararam nas sedes dos bancos centrais do mundo. Da Suíça, ao Japão, aos EUA - sem falar do BCE, em Frankfurt - os olhos estão postos no referendo de quinta-feira, 23 de junho.
 
2. O imbróglio espanhol
 
À frente do PSOE nas sondagens, Pablo Iglesias, líder do Podemos, quer ser a alternativa a Rajoy. Iglesias diz que o socialista José Luis Zapatero foi "o melhor primeiro-ministro" da democracia espanhola e que consulta o antigo chefe de governo quando tem "dúvidas sobre temas importantes". À direita, o líder do Ciudadanos, Albert Rivera, deixou ontem bem claro que não apoiará um governo liderado por Mariano Rajoy, nem com a abstenção no momento da sua eventual investidura como primeiro-ministro. Tudo continua difícil na política espanhola e não se vislumbra solução para um governo que tem, obrigatoriamente, de sair das eleições que são já a 26 deste mês. Os "pactos serão tão ou mais difíceis do que antes. A diferença é que não pode haver terceiras eleições", explica ao DN Javier Zarzalejos, ex-braço-direito de José Maria Aznar na Moncloa e secretário-geral da Fundação para a Análise e Estudos Sociais. No meio deste póquer à espanhola, há uma agradável surpresa, apesar de tudo, algumas cartas na mesa, conta Miguel Angel Belloso.
 
3. Último episódio Lava-Jato
 
A réplica mais recente do terramoto político causado pelas delações da Lava-Jato teve epicentro no Palácio do Planalto. Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, uma subsidiária da Petrobras, citou, com detalhes, a participação de Michel Temer, presidente em exercício do Brasil e colega do delator no partido, no escândalo do Petrolão. Além de Temer, mais 24 políticos de primeiro escalão foram mencionados, entre os quais todos os membros da cúpula do PMDB, principal base do governo interino. Horas depois, demitiu-se o ministro do Turismo brasileiro, Henrique Alves, um dos nomeados por Sérgio machado no esquema e a terceira demissão do governo num mês. Temer desvalorizou as acusações e a saída do ministro, a oposição ameaça com impeachment.
 
4. Vacina contra a tuberculose deixa de ser para todos
 
É uma boa notícia. Só as crianças que pertencem a grupos de risco vão passar a receber a vacina da BCG, que é dada à nascença para proteger da tuberculose. A mudança acontece porque Portugal conseguiu reduzir a taxa da doença, agora abaixo das 20 pessoas por 100 mil habitantes. E não é a única anunciada para o novo Programa Nacional de Vacinação, que entra em vigor a 1 de janeiro de 2017: as crianças com problemas graves de saúde vão ter direito à vacina de meningite B, a vacina da tosse convulsa passa a ser recomendada às grávidas e a do vírus do papiloma humano, que provoca o cancro do colo do útero, é antecipada para os dez anos de idade e terá mais proteção a outros tipos do vírus.
 
5. Fumo branco
 
Os mais de dois mil lesados do BES que investiram cerca de 430 milhões de euros em papel comercial do grupo Espírito Santo vão receber 70% do dinheiro que investiram num prazo entre 5 e 10 anos. A proposta final foi concluída ontem, devendo dar entrada no Ministério das Finanças na segunda-feira para validação pelo ministro Mário Centeno. A solução encontrada agora e que contará com contribuições de várias entidades, incluindo o Fundo de Garantia de Depósitos e o Fundo de Resolução aplica-se, no entanto, apenas aos investidores que recorreram aos tribunais.
 
6. Privados e públicos na rua
 
O fim de semana promete ser quente na luta entre as escolas públicas e os colégios privados. Os participantes na "Marcha em Defesa da Escola Pública" vão chegar amanhã a Lisboa em três comboios vindos do norte, a que se juntam dezenas (e são mesmo muitas dezenas) de autocarros - só de Setúbal arrancam 30. No domingo, será a vez dos defensores dos colégios privados desfilarem nas ruas do Porto para demonstrar que estes saem mais baratos ao Estado do que as escolas públicas.
 
7. Santos da casa ou sai?
 
Fernando Santos, o selecionador nacional, está a terminar o contrato mas qualquer decisão sobre a respetiva renovação terá de esperar para se perceber o que Portugal pode fazer neste Euro 2016. O mais provável é que o assunto seja discutido no regresso da equipa a Portugal, mas se a seleção atingir os quartos-de-final a decisão pode ser anunciada ainda durante o europeu. Quem não tem muita fé no resultado da seleção portuguesa é Toni Polster, o melhor marcador de sempre da Áustria. É fã de Cristiano, mas "Portugal está muito longe de poder ser campeão europeu", diz ele ao DN. Noutras latitudes, o assunto é aldrabice e jogos olímpicos. Hoje, em Viena, a Federação Internacional de Atletismo anuncia a decisão: os russos podem ou não competir pelas medalhas nos Jogos do Rio?
 
8. Cem anos no Chiado, um taxista em Basileia e arte para os miúdos
 
Do advento do modernismo às instalações e performances do século XXI, o Museu Nacional de Arte Contemporânea, no Chiado, mostra, a partir de hoje, cem anos de história dos movimentos artísticos em Portugal. Em Basileia, Suíça, na maior feira de arte do mundo, são os colecionadores que andam em desassossego. Muitos olharam para o enorme quadro digital do autor alemão Gerhard Richter, mas foi Liu Yiqian quem o comprou. A obra chama-se 930-7 Stripe, tem dez metros de largura e custou três milhões de euros ao ex-taxista chinês que ficou milionário a comprar obras de arte com o cartão de crédito. De volta a Portugal, o que não faltam são programas para entreter as crianças nas férias com arte. De Norte a Sul há acampamentos no museu e até visitas ao palácio de Marcelo. Com sorte, talvez até com afetos do Presidente.
 
9. A grande roda
 
A futura Feira Popular de Lisboa, em Carnide, deverá ter um preço de entrada de dois euros, esperando-se que cada visitante gaste cerca de 20 euros. No primeiro ano de exploração, o espaço deverá receber 800 mil visitantes, que cinco anos depois deverão atingir 1,4 milhões. O projeto implicará um investimento de 70 milhões de euros. As projeções fazem parte de um estudo preliminar encomendado pela Câmara Municipal de Lisboa à JoraVision, empresa holandesa especializada no design e construção de parques de entretenimento. Quanto custou o estudo? 57 mil euros. O vereador do CDS João Gonçalves Pereira ficou "incrédulo" com o preço, o gabinete de Fernando Medina contesta as críticas. As obras, essas, estão aprazadas para arrancar no fim do ano...
 
... também é notícia
 
Um caderno com mais de uma dezena de desenhos inéditos de Vincent Van Gogh foi encontrado e será publicado em novembro. A editora não adiantou pormenores como quando ou onde foi encontrado, mas salientou que a autenticidade dos desenhos está garantida por vários pareceres de especialistas na obra do pintor.
 
Selfies na lua-de-mel? Para este casal japonês era preciso algo mais para gravar um momento tão especial. Na verdade foram vários, já que Kaz e Mariko escolheram dar uma volta pelo mundo, tendo já visitado 45 países. E em vez de uma normal máquina fotográfica levaram um drone. Kaz admitiu à BBC que só o tinha experimentado duas vezes antes de chegar a Singapura, mas parece que rapidamente ganhou-lhe o jeito e captou imagens impressionantes de locais tão diferentes como a Amazónia ou o Dubai.
 
E hoje...
 
Os ministros das Finanças da União Europeia vão reunir-se no Luxemburgo e um dos temas que poderá ser discutido será o adiamento de sanções a Portugal e Espanha devido ao défice excessivo. No Euro 2016, enquanto Portugal realiza o último treino antes de defrontar a Áustria, o dia ficará marcado por mais três jogos. A Espanha e a Croácia podem desde já juntar-se à França nos oitavos de final caso vençam a Turquia e a República Checa, respetivamente. No Grupo E também a Itália poderá seguir em frente se derrotar a Suécia, mas a equipa de Ibrahimovic, que empatou no primeiro jogo, procura os três pontos, para não complicar as contas.
 
com Elisabete Silva

sábado, 21 de maio de 2016

terça-feira, 29 de março de 2016

a actualidade do dia-a-dia, numa visão pessoal do jornalista [2]...!

Bom dia, já leu o Expresso Curto Bom dia, este é o seu Expresso Curto

Pedro Santos Guerreiro
Por Pedro Santos Guerreiro
Diretor
 
29 de Março de 2016
 
Angola, dinheiro e direitos humanos
 


Quando Mario Draghi aterrar em Lisboa, para a reunião do primeiro Conselho de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa, trará duas malas, uma cheia e outra vazia. Uma cheia com as suas recomendações para as contas públicas, a outra que encherá com as persuasões do Presidente da República e do governo para a banca. Em ambas, a dupla maravilha Costa & Marcelo precisa de tempo e de apoio político externo.

É fácil perceber que a estabilidade política depende de um programa de estabilidade que não seja uma encomenda de austeridade futura, o que desequilibraria o tripé PS, BE e PCP. É menos óbvio assumir que a mesa de negociações acionistas para a estabilidade dos bancos portugueses tem uma navalha. A Caixa precisa de capital e o Novo Banco de ser vendido, mas é sobretudo a permanência de acionistas angolanos no BCP e o desligamento dos seus ativos pelo BPI que está em causa. O BPI está a dias de um prazo que não pode acabar mal. E, depois do escândalo BES Angola e das suspeitas de lavagem de dinheiro nos Estados Unidos, o Banco Central Europeu prefere criar um cordão sanitário do que ter capitais angolanos dentro da União Europeia.

Marcelo Rebelo de Sousa prefere coser a rasgar as costuras com os angolanos. Mais por interesse do que por vocação: o interesse de não perder os seus capitais cá e o de haver dezenas de milhares de trabalhadores e de empresas portuguesas lá. No meio disto, o que pesam 17 pessoas presas ontem? Ou uma, Luaty Beirão?

O Expresso Diário fez ontem primeira página com a imagem de algemas sobre as cores de Angola, hoje o Público usa uma fotografia de Luaty fundindo-se em vermelho. Luaty tem dupla nacionalidade, é também cidadão português e só isso exige que o Estado não fique calado sobre um processo judicial e político que, nós em Portugal, temos liberdade para criticar. Mas o que está em causa é maior que um homem, é até maior que 17 homens presos, é uma questão de direitos humanos e liberdades cívicas. As condenações, até oito anos e meio, tratam ativistas contestatários do regime como golpistas consumados. O processo parece ter sido construído mais para calar a palavra incendiária em pasto incendiável, do que para julgar desordeiros contra uma ordem desigual.

“Tu até podes começar a imaginar a tua cela, como é a comida da prisão, como serão os outros presidiários…”, disse Luaty ao Observador ainda antes de ser condenado. “Não há muita maneira de uma pessoa se preparar para ir para a prisão. A gente tem de ser pragmática em relação ao regime que temos e mentalizar-nos de que vamos voltar para um buraco.”

“Este foi um processo claramente político”, afirma o escritor José Eduardo Agualusa, citado num editorial do Público, jornal que acusa o julgamento de ser uma farsa e o processo de livre-arbítrio. Os ativistas vão recorrer, escreve o DN, e ontem houve manifestações em Lisboa defendendo a causa. A Human Right Foundation até aos cantores pagos para irem a Luanda embelezar festas do regime tem pedido travão, como escreve o Hugo Franco em “O Som dos Ditadores”. O Bloco de Esquerda quer que o Parlamento condene “a perseguição política” e Mariana Mortágua escreve hoje no JN sobre a oligarquia angolana que “as cumplicidades que têm em Portugal podem ser ouvidas no silêncio de quem elogia a influência do capital angolano na economia portuguesa mas se cala perante as sucessivas violações dos direitos humanos.”

A minha opinião está escrita desde ontem em “Liberdade enjaulada”. A do governo está numa nota escrita com pinças ao fim da tarde, onde sublinha que tomou “boa nota da comunicação, pela defesa, da intenção de interpor recurso judicial em face da gravidade e dimensão das penas hoje decididas pelo tribunal de primeira instância", apelando a que se “obedeça aos princípios fundadores do Estado de Direito, incluindo o direito de oposição por meios pacíficos às autoridades constituídas".

Não esquecer. A nota do governo fala em utilização de canais diplomáticos. Será bom se for consequente. Porque para este tema Mario Draghi não traz mala. E se o Estado que pede clemência europeia para os capitais angolanos, não exigir justiça para quem por eles é dizimado, então não é bem de política que estamos a falar, é só de negócios. É termos esquecido o que somos para continuarmos estando.


OUTRAS NOTÍCIAS
Hoje começa a comissão parlamentar de inquérito ao Banif, escândalo do último natal que custou ao Estado perto de três mil milhões de euros, ilcuindo mais 150 milhões nas contas do Orçamento do que se esperava, revela o Negócios. O Expresso Diário mostrou que o Banif emprestou 119 milhões de euros ao Grupo Espírito Santo quando já estava falido.

Talvez por causa da cotação ridícula em Bolsa, de pouco mais de quatro cêntimos por ação, o BCP vai propor agrupar 193 ações numa só, que valeria tantas vezes mais. Notícia no Económico. Como o Negócios explica, o BCP abre a porta à entrada de um novo acionista. Fá-lo propondo em Assembleia Geral que os acionistas abdiquem do direito de preferência em aumentos da capital.

Os trabalhadores do Novo Banco que queiram aderir ao programa de rescisões voluntárias vão receber uma indemnização de 1,2 salários por cada ano de trabalho, revela o Económico.

De novo Marcelo: ontem falou ao país para explicar a promulgação do Orçamento do Estado. Numa intervenção que apenas pôde ser vista por quem tem televisão por cabo, o Presidente falou de um orçamento possível. “Só em 2017 saberemos se o modelo provou”. Como analisou o Martim Silva, os primeiros avisos de Marcelo foram “em tom suave”. “Chama-se a isto política”, escreve André Macedo no DN.

Também hoje ficaremos a saber se o governo de Dilma aguenta, abana ou começa a cair. O PMDB, maior partido brasileiro, que está coligado com o PT da Presidenta, anunciará se rompe ou não a coligação. “Um voo frenético para salvar o reino”, escreve a Sara Antunes Oliveira, enviada da SIC que na última semana publicou textos diários no Expresso. “o momento agora é de bater as asas o mais depressa possível, seja para remendar os buracos a todo o custo, seja para afundar o barco de uma só vez”. Já o Observador publica a “superplanillha”: a folha de cálculo a folha de cálculo de supostas “luvas” e comissões a 200 políticos de 24 partidos feitos pela Odebrecht, empresa investigada na operação Lava Jato.

No ano passado, a criminalidade geral aumentou mas violenta diminuiu, revela o Relatório Anual de Segurança Interna, ontem apresentado.

Um homem foi alvejado ontem quando tentava entrar com uma arma no Capitólio. Ficou ferido.

A Câmara de Lisboa quer cobrar taxa a casas alugadas a turistas, avança a manchete do i.

O PSD pondera homenagem a Cavaco Silva no congresso do próximo fim de semana, noticia o DN.

O brasileiro Jardel, central do Benfica, está disponível para jogar pela Seleção de Portugal.

Hoje decorre o Portugal-Bélgica em futebol, um amigável que foi deslocado para Leiria depois dos atentados da semana passada em Bruxelas. A Mariana Cabral explica o que está em jogo além do jogo.

A justiça belga libertou ontem o terceiro suspeito da autoria dos atentados no aeroporto de Bruxelas, que ficou conhecido pela imagem difundida de um homem de chapéu. A libertação ocorreu por falta de provas. O Henrique Monteiro compara este caso com o dos ativistas angolanos: “Imaginemos agora que as situações eram inversas. Que a acusação feita em Angola se passava num país da Europa e que a investigação feita em Bruxelas tinha lugar em Luanda. Impossível, não é?”

Esta manhã, eram 7:30, um voo doméstico da EgyptAir, que partiu do aeroporto de Alexandria para o Cairo, foi sequestrado por pelo menos um homem. O avião foi forçado a aterrar numa zona especial isolada do aeroporto de Larnaca, no Chipre. Segundo a televisão Al-Arabyia, o pirata do ar disse ao piloto que está a usar um cinto de explosivo.

BE e PCP distanciam-se do envio tropas portuguesas para o estrangeiro.

O FBI já acedeu aos dados do iPhone do terrorista de San Bernardino. Não precisou de ajuda da Apple.

É uma história multifacetada: Chen Xiaomin, tradutor chinês naturalizado português, foi condenado a 12 anos por liderar uma rede de imigração Portugal. Mas fugiu. Depois de usar nove identidades para montar o seu negócio no nosso país. É a manchete do Jornal de Notícias.

Manuel Damásio vende casa a uma sociedade offshore no Chipre para fugir a penhora, escreve o Correio da Manhã.

O Hospital de Chaves está a adiar cirurgias por falta de fio de sutura, escreve o Jornal de Notícias.

Foi uma das histórias de ontem: o caso da mulher que nadou quatro horas de noite para apanhar o barco onde (não) ia o marido.

Preferimos os alentejanos. Um estudo realizado por uma consultora indica que 51% das famílias portuguesas prefere vinhos produzidos no Alentejo, sobretudo por causa do preço e da diversidade das marcas. A venda de vinhos alentejanos é 3 vezes superiores à dos vinhos verdes e quatro vezes mais do que os do Douro.

 
FRASES
“A identificação entre o terrorismo fundamentalista islâmico e o fluxo de refugiados que chega à Europa é uma das falácias mais idiotas que, repetidamente, é efetuada.” Viriato Soromenho Marques, no DN.

“A banca, epicentro dessa lengalenga dos "campeões nacionais", tornou-se ela mesmo uma trituradora de capital, empobrecendo investidores ingénuos, contribuindo ativamente no colapso da bolsa e no fim da ilusão do capitalismo popular.” Sérgio Figueiredo, no DN.

“Só não voto em Bruno de Carvalho porque não me deixam entrar em Alvalade”, ironizou Rui Gomes da Silva, dirigente do Benfica, na SIC Notícias, aqui citado pelo Record.

 
O QUE EU ANDO A LER
“Começa pela página 36”, dizia a mensagem, e eu comecei. “Morro todos os dias/especialmente depois do lanche/quando pego no regador fininho/onde despejo o dilúvio dos olhos/e vou regando as plantas/à espera da descendência”.

Cláudia R. Sampaio, 34 anos, publicou o seu terceiro livro, “Ver no Escuro”, pela Tinta-da-China. É poesia de choque, mas um choque silencioso e íntimo, que se rebela devagar mesmo quando se revela depressa.

“Sempre me recusei a arder como os outros./Ardam-se mais à esquerda ou mais à direita/mais a vento de sul ou de norte/mas labaredem-se, sejam fogos que ardem!/Porque pior que a desdita loucura/é toda a gente andar em brasa/mas ninguém chegar a incêndio”.

É frequente recomendar poesia neste Curto, até porque a obra portuguesa agora editada é francamente nova. Nova não por ser recente, mas ser, na linguagem, deste tempo. É o caso de Cláudia R. Sampaio, mesmo quando escreve sobre os sentimentos mais antigos de sempre.

“Quando for embora não deixarei migalha de mim”, escreve, “vou e não esqueço”.

Acompanhe-nos no Expresso online e, às 18 horas, no Diário. Tenha um dia bom. E, como diz a poeta, labarede-se. 

a actualidade do dia-a-dia, numa visão pessoal do jornalista [1]...!

Bom dia. Ou nem por isso. Desviado um avião da Egyptair
Faltavam dez minutos para as sete da manhã em Lisboa, quando o voo MS181 da Egyptair aterrou numa zona isolada do aeroporto de Larnaca, em Chipre. O terrorismo continua na ordem do dia. Por Mónica Bello
Terça-feira, 29 de MARÇO | 08:34
DN

1. Avião da Egyptair desviado
Um avião da companhia aérea Egyptair foi desviado nesta madrugada, aterrando no aeroporto de Larnaca, em Chipre, pouco antes das nove horas da manhã (7h00 em Lisboa), informou a polícia cipriota. O Airbus A320 fazia a rota entre o Cairo e Alexandria, no Egito, levando 81 passageiros a bordo. A companhia já confirmou através do Twitter que o voo MS181 foi sequestrado. Até à hora de envio desta newsletter, o atentado não tinha ainda sido reivindicado.
2. Polícias portuguesas não se entendem
As secretas e a Polícia Judiciária, ponto de contacto privilegiado das autoridades internacionais, defendem que a partilha de informação com as forças e serviços de segurança deve ser limitada "à necessidade de conhecer", resistindo a dividir matéria sensível em investigação, como é a do terrorismo. Mas PSP, a GNR e o SEF entendem que, para prevenir o terrorismo - uma vez que não têm competência de investigação - têm de ter acesso a mais informações que só chegam à PJ e aos serviços de informação. A questão ficou por resolver na reunião de ontem do Conselho Superior de Segurança Interna presidida por António Costa e que juntou comandantes e diretores das polícias, serviços de informação e responsáveis de outras entidades, entre as quais as Forças Armadas. Para bom entendedor deviam bastar os atentados da semana passada em Bruxelas e a trapalhada da ausência de coordenação das polícias belgas.
3. O FBI já não precisa da Apple
Do outro lado do Atlântico, e ainda a propósito de segurança, o braço de ferro entre o FBI e a Apple chegou ao fim. Os investigadores conseguiram ter acesso à informação encriptada do iPhone utilizado por Syed Rizwan Farook, um dos atiradores quematou 14 pessoas em San Bernardino, California, no início de dezembro do ano passado. Esta batalha chegou ao fim. Mas a guerra pelo acesso a informação "privada" nas mãos das grandes empresas de tecnologia não vai ficar por aqui.
4. O que o Banif propôs a Bruxelas
A proposta era partir o banco em três: separar o retalho, os ativos não core e o Banif+. Para sair do aperto, a administração do banco contava ainda com a economia do país a crescer, mais depósitos e juros a subir. Este foi o plano de reestruturação que o Banif apresentou à Comissão Europeia em junho de 2014, num cenário macroeconómico que a realidade se encarregou de desmentir. Arrancam nesta manhã as audições da comissão parlamentar de inquérito e Joaquim Marques dos Santos, que liderou o banco até à recapitalização pública será o primeiro a ser ouvido. Segue-se, à tarde, Jorge Tomé, CEO do Banif entre 2012 e 2015 e um dos maiores críticos da atuação do Banco de Portugal neste dossier. É a embrulhada mais recente do sistema financeiro português. E sobre a banca portuguesa, Sérgio Figueiredo lança uma pergunta hoje no DN: A viúva é negra ou espanhola?
5. Descubra as sete diferenças
Dez minutos bastaram para um anúncio esperado, alguma pedagogia, diversos recados ao governo e à maioria de esquerda e ainda remoques ao executivo anterior. Marcelo Rebelo de Sousa deu luz verde ao Orçamento do Estado, mas não escondeu as dúvidas que ainda o assaltam após a análise ao diploma. "Só em 2017 saberemos se o modelo provou", disse. E pediu uma execução orçamental rigorosa. Há uma palavra nova no léxico do Palácio de Belém: política, escreve André Macedo. Descubra ainda as diferenças entre Marcelo e Cavaco.
6. Dilma, Lula e a mosca azul
Os 119 membros da direção do PMDB reúnem hoje para decidirem continuar ou sair do governo de Dilma. Entretanto, o ex-presidente do Brasil e, talvez, futuro ministro da Casa Civil da presidente Rousseff, deu uma entrevista a correspondentes estrangeiros em São Paulo em que aproveitou para desdramatizar a crise do governo com a mais que provável saída do maior aliado, o PMDB. Lula da Silva falou ainda da operação lava-Jato e do juiz Sérgio Moro. "Acho que o Moro foi picado pela mosca azul", disse, fazendo referência ao animal cuja picada enche os humanos de ambição.
Também vale a pena ler (ou ver)...
A reportagem da CNN sobre as greves na China. O país teve durante o ano passado 2726 greves e manifestações de trabalhadores - o que significa 74 paralisações por dia. Já há quem fale em "nova revolução" naquela República Popular.
A homenagem do Spotify aos anos 80 com um anúncio inspirado no filme Never Ending Story/A História Interminável, acompanhado da respetiva canção de Limahl que andou semanas a fio nos tops de vendas
A análise à ideia de que as barreiras linguísticas poderão extinguir-se em dez anos - como defendeu um jornalista do Wall Street Journal - feita pelo professor universitário David Arbesú no Huffington Post, onde discute a diferença entre a simples tradução e a interpretação.
E os curiosos casos das pessoas cujos nomes baralham os computadores. A BBC descobriu vários exemplos de indivíduos cujos nomes próprios ou apelidos fazem com que inscrever-se num qualquer site na internet seja uma dor de cabeça. Um exemplo: Jennifer Null. Sempre que ela preenche um formulário online, o sistema recusa, pois o seu apelido é o comando para "vazio" na página web - e como todos os cibernautas sabem "Os campos marcados com * são de preenchimento obrigatório", ou algo do género...
Hoje ainda acontece
Antes de assistir ao jogo Portugal - Bélgica, em Leiria, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa visita o Hospital de Vila Franca de Xira. E o chefe de Governo António Costa, que também irá assistir àquele jogo de preparação para o Campeonato Europeu de Futebol, apresenta o Programa Nacional de Reformas no Centro de Congressos de Lisboa. E enquanto o país assiste ao referido encontro amigável da Seleção Nacional, o Euromilhões sorteado tem um jackpot de 30 milhões de euros.
Com Ricardo Simões Ferreira



via mensagem do dn...

o direito a ter medo... do medo...?

O espetáculo do medo. Mas continuamos a ter o comando para mudar de canal

Francisco Sena Santos
Vivemos um tempo em que as tragédias nos chegam transformadas pelos media em espetáculo. Tivemos na última semana exemplos de sobra dessa exploração mediática da dor e da morte. Tanto com um desastre rodoviário numa estrada de França como com os atentados em Bruxelas. Foquemo-nos nos atentados na capital europeia: sabemos que os terroristas contam com a ação dos media para amplificar a sua agressiva mensagem de terror e gerar a onda de medo. Os terroristas servem-se da lógica dos media, conhecem-lhes a gramática, exploram os mecanismos psicológicos. Questão: como pode o jornalismo tratar a informação sobre os ataques terroristas sem ao mesmo tempo servir a propaganda pretendida pela perversa agenda dos agressores? | Continuar a ler...

 

 

As escolhas de Francisco Sena Santos

O Nobel turco Orham Pamuk constata no El País: “a crise migratória está a comer os valores da Europa”. É uma entrevista para ler aqui.

A reconquista de Palmira revela que a jóia arqueológica no deserto sírio não estará tão irremediavelmente devastada quanto se temia. A cidade antiga, apesar de profanada, sobrevive à barbárie.

Mick Jagger levou a Cuba a voz que canta the times are changing. Mas também mudam nos EUA: os êxitos de Bernie Sanders mostram como a política dos Estados Unidos tem novas regras. O senador progressista continua a seduzir eleitores e a encravar a prevista marcha triunfal de Hillary Clinton.
A pessoa que dá corpo à personagem do vilão Frank Underwood: Kevin Spacey, o ator que abre portas a jovens talentos.

A primeira página escolhida hoje no SAPO JORNAIS. Luaty Beirão condenado a cinco anos e seis meses de prisão e outros 16 activistas enfrentam penas de dois a oito anos. "Só um regime covarde enjaula assim", comenta no Expresso o diretor, Pedro Santos Guerreiro. Em Angola, é mostrado assim. E assim.


via mensagem do sapo 24...

e o tema do dia, desgraçadamente...


Tema do dia
[Sociedade] | Publico

Há mais pessoas a pedir ajuda porque sofrem agressões dos filhos

Por dia, quase três idosos, três crianças e jovens e 14 mulheres são vítimas de violência. Relatório da APAV apresentado nesta terça-feira.

quinta-feira, 24 de março de 2016

a actualidade do dia-a-dia, numa visão pessoal do jornalista...!

Bom dia, já leu o Expresso Curto Bom dia, este é o seu Expresso Curto

Miguel Cadete
Por Miguel Cadete
Diretor-Adjunto
24 de Março de 2016
Europa atrapalha e Obama já não dança em Bruxelas

Passaram 48 horas desde os atos terroristas de Bruxelas mas podiam ter passado 15 anos, como passaram, desde o 11 de Setembro.

Esta é uma realidade insuportável e que continua a ser inaceitável. Mas dois dias depois das explosões que abalaram a Bélgica, a poeira começa a assentar e começa a ser possível compreender uma ínfima parte das coisas.

A história dá sempre uma ajuda. E, provavelmente, a primeira lição a retirar é que “isto” não é assim tão novo. No Quartz foi publicado um gráfico que mostra que entre os anos 1970 e 1990, o terrorismo teve consequências bastante mais nefastas na Europa Ocidental do que os ataques produzidos pela Jihad islâmica nos últimos anos.

Se bem se lembram, esses foram os anos do IRA, da ETA e das Brigadas Vermelhas. Só em 1979 tiveram lugar mais de mil ataques terroristas na Europa Ocidental.

Em 1988, a queda do avião Lockerbie, na Escócia, levou a que a estatística do número de mortos nesse ano subisse até aos 440. Incomparável com o que sucedeu nos últimos dez anos. Nesse caso, o atentado foi atribuído à Líbia de Khadafi.

Porém é notório que entre 1970 e 1994, o número de atentados e o registo de vítimas mortais é bastante superior aos que resultaram dos ataques em Madrid, Londres, Paris e Bruxelas.

Daí há a retirar pelo menos duas conclusões: os jiadistas mataram menos do que os grupos terroristas radicais europeus e o conflito global destes dias é sobremaneira agudizado pelo contexto mediático, onde se incluem a cobertura noticiosa dos órgãos de comunicação social e, claro, as redes sociais.

Não parecem por isso fazer tanto sentido as análises como a que se encontra na capa do “Público” mas frequentes noutras publicações (como na “Economist” ou no “New York Times”) onde é colocada a interrogação “e se o terrorismo passar a integrar o nosso quotidiano?”. Na verdade, ele já integrou, há não muito tempo.

Outra conclusão que se retira do número de atentado e mortos provocados pelos atentados terrorista na Europa durante os anos 1970 e 1980, é a de ser possível exterminar o terrorismo. Os principais responsáveis por esses atos estão hoje praticamente inativos.

Mas não é esse o caminho se está hoje a tomar, quando aumenta o número de atentados na Europa e a sua frequência. Levando em conta a imprensa britânica hoje publicada, torna-se claro que sucederam falhas graves nos sistemas de segurança.

O “Times” é por ventura o jornal mais violento a sublinhar esses erros que podem ter sido fatais. A Turquia terá extraditado para a Holanda um dos operacionais de Bruxelas, Ibrahim el-Bakraoui, que se suicidou no aeroporto.

Uma notícia que parte de declarações do presidente da Turquia, Erdogan, que reclama ter notificado as autoridades europeias da perigosidade deste guerrilheiro do Daesh quando expulso do seu país.

A indignação que percorre a imprensa inglesa estende-se ao “El País” e ao presidente da Comissão Europeia. Na manchete do diário de Madrid pode ler-se “Juncker culpa os Governos da passividade ante o terrorismo”.

Em conferência de imprensa, Juncker sublinhou a tese de que as medidas que haviam sido previamente acertadas pelos membros da União Europeia não foram, na realidade, adotadas: “se todos os governos tivessem seguido as propostas da Comissão, não teríamos chegado a estes momentos trágicos”, disse.

Mais claras não podiam ser as lágrimas amargas de Federica Mogherini, alta representante para a Política Externa da EU, que, na sequência dos atentados e numa ocasião pública na Jordânia, não teve outra resposta senão o pranto perante o que havia sucedido. Uma demonstração de impotência ímpar.

Não surpreende então que o inexistente sistema de defesa europeu volte a ser colocado na mesa.

Em França, o “Le Figaro” pegunta se “a Europa pode defender-se?”. E aponta um número assinalável de lacunas: ausência de tratamento dos dados de passageiros aéreos, falta de conexão entre os serviços de informação de Schengen e os registos criminais, irrelevância do Frontex, falta de controlo de documentação falsa são apenas o início do rol.

Será por isso que os ministros da Justiça da União Europeia reúnem hoje mesmo, de urgência, em Bruxelas, para alinhar medidas e discutir a resposta que deve ser dada?

Depois de Madrid, Londres, Paris e Bruxelas, parece inevitável que outros ataques se sigam num futuro mais ou menos próximo. Roma, Berlim, Amesterdão ou mesmo Lisboa poderiam ser alvos fáceis ou simbólicos.

Porém, vale a pena deter a atenção noutro gráfico, desta vez publicado pela CNN, que demonstra que os dois atentados de Paris e o de Bruxelas, reivindicados pelo Daesh, podem ser bem diversos dos de Madrid e Londres, reivindicados pela Al Qaeda.

Por uma simples razão, Bélgica e França lideram incontestavelmente o número de jiadistas que habitam o seu território. Em França moram perto de 1200 operacionais do Daesh, muito à frente da Alemanha e Reino Unido com cerca de 500.

Mas em número relativo, quem vai à frente é a Bélgica com cerca de 1400 jiadistas por cada milhão de habitantes, seguindo-se a Dinamarca, França e Áustria. As diferenças para o resto da Europa são notórias.

Contextos muito diferentes. Mas ainda há mais casos a mudarem de figura. Aquele que anteriormente era conhecido como o “grande polícia do mundo” parece por estes dias desinteressar-se da Europa.

No início da semana, Barack Obama espalhou o seu charme em Havana e ontem dançou o tango em Buenos Aires. Veja aqui a (não tão) brilhante performance do Presidente dos Estados Unidos da América.

Primeiro hesitou, depois avançou pela América do Sul, onde a esquerda folclórica já teve melhores dias, determinado a conquistar o objetivo. A NATO: que é feito dela?

O Expresso está em Bruxelas. Hugo Franco e João Santos Duarte reportam desde terça-feira o que encontram em bairros como Molenbeek e Forest, que nunca sonhávamos ter de vir a conhecer. E reportam muito bem.

Foram tomar uma bica ao café que Salah Abdeslam, o jiadista preso há menos de uma semana e que esteve envolvido nos atentados de Paris, costumava frequentar. Pois bem: o estabelecimento é propriedade de portugueses que asseguram que Salah era bom moço e gente pacata.

“Nunca deu problemas” e gostava de jogar ao bingo. Como está próximo o homem que, tudo indica, espoletou os ataques em Bruxelas. A esse propósito vale bem a pena ler a coluna de Henrique Monteiro no Expresso Diário de ontem: “eles são humanos e praticam o mal”.

Eu diria que estranhamente compaginável com a coluna de Daniel Oliveira: “As vítimas daqui e de lá”, também no Expresso Diário. Mas onde um vê vítimas, o outro vê o bem. E para o outro, onde estão os algozes é que é a morada do mal.

E se, voltando ao princípio deste Expresso Curto, pudéssemos esquecer a sua religião dos operacionais de Bruxelas como provavelmente já esquecemos a filiação política dos terroristas da ETA e do IRA?


OUTRAS NOTÍCIAS
Novo Banco posto à venda a 31 de março. É a manchete do “Diário de Notícias” que avança a intenção de Stock da Cunha e Sérgio Monteiro viajarem para Nova Iorque para um roadshow que começa já na quinta-feira. Seguem para Boston e Londres. Objetivo: vender uma pequena parte do capital do Novo Banco fora do retalho. A parte de leão ficará para mais tarde.

Lava Jato: Odebrecht meteu a boca no trombone. As autoridades apreenderam documentos em casa de diretor-presidente da construtora brasileira, Benedicto Barbosa Silva, que revelam subornos a 200 políticos. Ninguém sai bem pois há um total de 18 partidos políticos envolvidos.

A lista de nomes já foi tornada pública mas o juiz Sérgio Moro pediu recato e voltou a vedar o acesso ao rol. Entre os nomes citados contam-se os de Sérgio Cabral (PMDB), José Serra (PSDB), Lindbergh Farias (PT), Aécio Neves (PSDB), Humberto Costa (PT), Eduardo Campos (PSB), Paulinho da Força (SD) e Rosinha Garotinho (PR).

Marcelo ao lado de Costa contra Passos. O Presidente da República deu o seu parecer positivo à intervenção das autoridades políticas na condução dos negócios da banca. Em causa está a manchete do Expresso de Sábado em que se noticiava a luz verde dada pelo primeiro-ministro à entrada de Isabel Santos no capital do BCP.

Passos protestou mas Marcelo pô-lo na ordem. “A intervenção é natural” e “justificada”. E ainda lhe deu um ralhete: “o desejável seria um consenso nacional nesta matéria”.

Casas compradas sem recurso à banca. É a manchete do “Público” que, com base em dados de 2015, nota que dois terços das casas compradas passaram ao lado dos bancos. “Dos 12,4 mil milhões de euros aplicados no ano passado na compra de habitação, apenas quatro milhões foram financiados pelos bancos”. Tudo o resto foi financiado com capitais dos próprios compradores.

O padre que gostava de Porsches. Está no “Jornal de Notícias” e no “Correio da Manhã”, a notícia de que um padre da Casa do Gaiato é suspeito de utilizar os dinheiros da instituição para adquirir veículos de alta cilindrada. Arsénio Isidro foi constituído arguido pela Polícia Judiciária por peculato e gestão danosa. Foi visto a conduzir um Panamera.

Expresso sai amanhã. Devido ao feriado de sexta-feira, a edição do Expresso é antecipada um dia, o que faz com que o semanário chegue às bancas já amanhã. E com o jornal chega também a nova coleção de fascículos oferecida a todos os leitores. A obra pioneira “Os Descobrimentos Portugueses”, de Jaime Cortesão, foi dividida em oito volumes que serão distribuídos sem qualquer custo com as próximas edições em papel do Expresso.



FRASES
“O que nos limita mais são os favores que ficamos a dever”. Daniel Bessa ao “Jornal de Negócios”

“Toda a gente compreende que o país está um bocadinho farto de instabilidade eleitoral”. Ferro Rodrigues ao “Público”

“O que se passou vai continuar. Os ataques vão escalar”. Luís Amado ao “Diário de Notícias”

“Renato Sanches não é maldoso”. João Mário a “A Bola”

“A minha maior prioridade é derrotar o Estado Islâmico”. Barack Obama durante a visita à Argentina


O QUE EU ANDO A LER
Em Portugal não existe a tradição da publicação de livros de memórias, nem tão pouco de biografias. Porém “Álvaro Cunhal – uma Biografia Política” de José Pacheco Pereira é a excepção que desmente o que atrás ficou dito.

No nosso panorama editorial recente só encontra paralelo no trabalho que José Pedro Castanheira, grande repórter do Expresso, tem vindo a desenvolver com Jorge Sampaio.

Quanto à biografia de Cunhal, indiscutivelmente uma das figuras mais importantes do século XX em Portugal (juntamente com a sua némesis, Salazar, e Mário Soares) já vai no quarto volume, publicado em dezembro passado. Percorre os anos que vão desde a fuga de Peniche até 1968, ano da Primavera de Praga e da queda de Salazar.

Mostra, logo nas primeiras páginas, a capacidade de Cunhal para reorganizar o partido depois de ter passado aqueles que poderiam ter sido os melhores anos da sua vida na prisão. Contra o que quer que fosse, e apesar da condição de clandestino, mas com cada vez maior apoio da União Soviética, consegue tornar o partido numa temível força política.

Termina, menos de uma década depois da aparatosa fuga de Peniche, com a cisão das esquerdas e do próprio comunismo própria do final da década de sessenta, que vem retirar espaço ao PCP e à União Soviética.

Quando o comunismo internacional deixa de ser o que era, Cunhal, irá baloiçar entre a heterodoxia da luta armada, com a criação da ARA (ver texto de José Pedro Castanheira na Revista do Expresso de 12 de março), e o maior ortodoxismo e submissão aos soviéticos.

Como mais uma vez comprovou a publicação dos ficheiros portugueses do Arquivo Mitrokhin nessa mesma edição da Revista do Expresso (12 de março), Álvaro Cunhal e Octávio Pato, o elo de ligação entre o KGB e o PCP, colocaram claramente em causa a segurança do país, quando o mundo se dividia entre a NATO e o Pacto de Varsóvia e ofereceram à Rússia arquivos onde constava informação sensível não só da PIDE mas também de outros serviços de informação, ou mesmo das Forças Armadas portuguesas.

Nunca se pode achar que o terrorismo é coisa distante.

Por hoje é tudo. Às 18h conte com mais uma edição do Expresso Diário. Até lá, toda a informação será atualizada no Expresso Online. O Expresso em papel sai já amanhã, devido ao feriado da Páscoa.

Bom fim de semana ou, se for caso disso, boas férias!


via mensagem do expresso...

e ainda outros destaques:

A tirania do medo

Pedro Rolo Duarte
Todas as guerras em que as partes em confronto não têm as mesmas armas são, por natureza, injustas. Todas as guerras em que as partes em confronto têm princípios diferentes sobre a forma de combater, e sobre ideias simples como "não matarás à traição", estão por natureza perdidas por quem, apesar de tudo, mantém módicos de ética em combate. A guerra também tem regras. Ou tinha. Estamos a assistir à instauração e normalização de um novo tipo de combate (ou velho, mas afastado da Europa desde os tempos da ETA, das Brigadas Vermelhas e de outras organizações do mesmo tipo) numa guerra sem tréguas: o que utiliza a democracia para, subvertendo-a, indo directamente ao seu coração ideológico, aproveitar-se das brechas que são a essência da liberdade, e matar indiscriminadamente, sem qualquer espécie de lógica que não seja cultivar o terror do medo. | Continuar a ler...


via mensagem do sapo 24 ...




Hora de fecho

As principais notícias do dia
Boa tarde!
O Estado Islâmico voltou a matar esta semana, em Bruxelas, em nome de Deus e das palavras do profeta. Mas o livro sagrado permite bombistas suicidas e ataques a inocentes?

Défice público terá sido de 4,4% em 2015. Segundo o INE, a resolução do Banif "custou" 2.463 milhões de euros, o que representa 1,4% do PIB e está acima do previsto. Sem Banif, o défice seria de 3%. Défice Público
INE adiou para 31 de março a primeira notificação do défice de 2015 por não estar disponível toda a informação. Adiamento deve-se à finalização com o Banco de Portugal de dados da dívida pública. 


via mensagem do observador...







1. Roadshow para vender Novo Banco arranca em Nova Iorque
É já daqui a uma semana, na quinta-feira 31 de março, que Stock da Cunha e Sérgio Monteiro vão estar em Nova Iorque para a primeira ronda de contactos tendo em vista a venda de parte minoritária do capital do Novo Banco, fora do retalho. Depois de Nova Iorque, o CEO do Novo Banco e o ex-secretário de Estado que encabeça o fundo de resolução na parte que diz respeito à venda da instituição vão a Londres, regressam a Nova Iorque e fazem ainda uma etapa a 7 de abril em Boston, cidade onde se fecha este primeiro movimento de um dos gigantes da banca portuguesa.



via mensagem do dn...