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quinta-feira, 9 de julho de 2015

coisas da matemática... instrumentos de cálculo... no educare...!

 

no educare, em linha...

"Um ábaco pode ter várias formas e cores e remete para o contar pelos dedos. É constituído por uma moldura com bastões ou arames paralelos dispostos na vertical que correspondem às unidades, dezenas, centenas e por aí fora, nos quais estão os elementos de contagem – habitualmente bolas – que podem deslizar. Presume-se que tenha surgido no Oriente há mais de cinco séculos. Este antigo instrumento de cálculo não passou de moda. Pelo contrário. O ábaco é velhinho, mas é o centro das atenções de um programa que nasceu na Malásia em 1993 e que, neste momento, é aplicado em mais de 25 países dos cinco continentes.

A ideia do programa de desenvolvimento mental, desenhado para crianças dos 5 aos 13 anos de idade, é que o ábaco se entranhe na cabeça e os mais novos consigam fazer cálculos mentalmente sem recurso a máquinas de calcular, lápis ou papel. “Não é uma aula de Matemática. Temos muitas dinâmicas de aula para melhorar a atenção, a concentração, e estimular a criatividade e a memória visual e auditiva”, adianta Rosário González, uma das responsáveis pela implementação deste programa no nosso país. Não são aulas, mas sim momentos lúdicos em atividades extracurriculares que, no futuro, podem entrar no programa curricular de escolas que se interessem pelo modelo.

O programa Aloha Mental Arithmetic tem uma componente lúdica vincada. “O exercício com o ábaco já é um jogo. Trabalhamos as memórias e, por exemplo, recorremos a brincadeiras”, refere Rosário González. “Através do ábaco ensinamos as crianças a fazer cálculos. Trabalhamos o desenvolvimento mental com imagens de forma que visualizem mentalmente o ábaco e consigam fazer as operações, as contas, os cálculos”, acrescenta. O objetivo é, portanto, potenciar a inteligência dos alunos a partir de ferramentas básicas como o cálculo com ábaco, aritmética mental e jogos didáticos.

É um modelo com base num instrumento do passado, mas com os olhos postos no futuro. O programa ajuda a desenvolver diferentes competências que acompanham as crianças ao longo da vida ao melhorar a atenção e concentração, a orientação espacial, a memória fotográfica, a criatividade, a imaginação, a visualização. No final do programa, as crianças são capazes de fazer cálculos que envolvam até 17 algarismos sem utilizarem calculadora, nem lápis ou papel. No final, o aluno será capaz de chegar ao resultado da operação (25 + 368 + 670 - 847) x 48 : 16 + 7396 só com cálculo mental, só com ajuda do cérebro.

O ábaco é, portanto, usado na sua plenitude e o programa baseia-se muito no jogo para que a aprendizagem seja também um momento lúdico, divertido, além de interativo. E se há estudos que revelam que as crianças não aproveitam o potencial do hemisfério direito do cérebro, este modelo exercita os dois hemisférios em simultâneo para um maior rendimento da capacidade intelectual.

O Aloha Mental Arithmetic está agora em Portugal em vários centros de estudo e colégios do distrito do Porto. A estreia deste modelo aconteceu no ano letivo que agora termina e abrangeu perto de 100 crianças dessa região. Há dois ciclos definidos conforme as idades: o primeiro dos 5 aos 7 anos, o segundo dos 8 aos 13. No primeiro, os alunos aprendem os fundamentos do cálculo com o ábaco e a aritmética mental. Em dois anos e quatro níveis desenvolvem capacidades em matérias que dizem respeito a números. No segundo ciclo, desenvolve-se a prática de cálculo mental e estimula-se, ao máximo, as capacidades intelectuais. Há ainda as oficinas Aloha para quem frequenta ou não o programa. Tem quatro temas: criatividade, orientação espacial, imaginação e atenção e concentração. O super-herói John Neurón e o protagonista destes workshops que têm várias atividades na agenda como um laboratório de contos, séries visuais, labirintos, ou resolução de enigmas.

Um ano a aprender, um campeonato no final, um teste à rapidez em cálculo mental. O 1.º Campeonato Nacional de Cálculo Aloha Portugal realizou-se no Porto com mais de meia centena de alunos. As regras estavam estabelecidas. Cinco minutos, 70 operações aritméticas e um ábaco, o único instrumento permitido, além do cérebro naturalmente. Neste campeonato, não houve máquinas de calcular, nem meios tecnológicos. Apenas com as contas do ábaco, os participantes tinham de chegar aos resultados corretos de operações de cálculo algo complexas. Nesta 1.ª edição, participaram cerca de 200 pessoas, entre alunos, familiares, amigos e professores
." 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

coisa que [não ?] me incomoda de sobremaneira... e que faz alguma confusão... faz (?)... 'aluno de abrantes com negativa a matemática sagra-se campeão do mundo em cálculo mental'... no público...!


no público 'online'...



"A competição relativa aos Campeonatos SuperTmatik, que decorrem anualmente e online, envolveu 36 725 finalistas de 61 nacionalidades diferentes, tendo o jovem estudante português conquistado o primeiro lugar no seu escalão, com um tempo de resolução de 42,5 segundos às 10 equações que lhe foram apresentadas. "O João Bento tem revelado uma apetência invulgar para o cálculo mental", disse esta quarta-feira o seu professor de Matemática, António Percheiro, tendo observado que o jovem campeão do mundo de cálculo mental "é um aluno com dificuldades a Matemática", tendo reprovado na disciplina no final do segundo período do presente ano lectivo.

"No ano lectivo 2012/2013 o João ganhou o campeonato ao nível do Agrupamento de Escolas, como aluno de 5º ano, e concorreu a nível Internacional mas não obteve um resultado de destaque", notou, tendo defendido que "foi a sua perseverança e gosto pelo cálculo mental" que fez com que o João, este ano lectivo, tenha voltado a concorrer e conquistado o 1.º lugar a nível mundial.

"Aliás", acrescentou, "o João melhorou bastante desde a conquista deste troféu. Conseguiu agora um teste muito positivo, o que lhe abre muito boas perspetivas para uma nota positiva no final do ano", confidenciou o professor.
Residente em Alferrarede, Abrantes, João Bento disse ter ficado "muito contente" com o resultado obtido, tendo confessado, no entanto, que "não esperava" ganhar.

"Era muita gente a participar e o mundo é muito grande", notou, tendo lembrado que "desde pequenino que treinava e fazia muitas contas com os familiares, tipo contas de somar, dividir e multiplicar, tudo de cabeça". João Bento, que afirmou gostar "mais ou menos" da disciplina de Matemática, disse ainda à Lusa que o título de campeão do mundo "vai servir de motivação para subir a nota", e passar na disciplina.

"Não fica lá muito bem a um campeão do mundo em cálculo mental ter depois negativa a matemática", observou.

"Os meus pais e os meus amigos deram-me os parabéns e disseram-me para continuar assim", rematou o estudante.

O 2.º lugar no concurso foi atribuído a um concorrente da Coreia do Sul, com o tempo de 46:26 segundos, e o 3º lugar a um estudante indiano, que demorou 48:80 segundos a resolver mentalmente os problemas matemáticos apresentados no concurso.
A direcção do Agrupamento nº 2 de Escolas Dr. Manuel Fernandes informou que o troféu de campeão do mundo atribuído pela organização dos Campeonatos SuperTmatik vai ser entregue em cerimónia pública, em dia ainda por designar."