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domingo, 12 de julho de 2015

e nos dias que correm... isto é notícia...?




"As denúncias de sindicatos relativas à utilização de escolas públicas para vender formações extracurriculares de inglês a alunos levaram a Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) a abrir quatro inquéritos, “arquivados por ausência de matéria do foro disciplinar”.

“Na sequência de denúncias relativas à utilização de instalações de escolas públicas, por empresas privadas, para a realização de acções de formação de Inglês a alunos desses estabelecimentos, a Inspecção-Geral da Educação e Ciência instaurou quatro processos de inquérito, para apuramento dos factos denunciados”, adiantou o Ministério da Educação e Ciência (MEC), em resposta à agência Lusa.

O caso remonta a Abril de 2014, quando a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) revelou a presença de empresas privadas nas escolas públicas durante os fins de semana, para ações de promoção e captação de clientes para formações de inglês extracurriculares.

As denúncias, no entanto, surgiram inicialmente em vários blogues, que descrevem situações em escolas públicas, onde várias famílias estariam a ser convencidas a assinar contratos de fidelização de três anos com empresas privadas que se oferecem para ensinar inglês aos alunos que em 2014 realizaram pela primeira vez o exame do 9.º ano de Cambridge.

“Nesses inquéritos, no essencial, apurou-se que seis agrupamentos/escolas haviam celebrado, no âmbito da sua autonomia, protocolos de cooperação com uma empresa privada para a cedência das suas instalações, mediante uma compensação financeira, em resultado de um processo negocial, tendo subjacente o interesse do estabelecimento e a proposta apresentada pela empresa, e que as importâncias cobradas foram objeto de depósito bancário, de registo contabilístico e contempladas nos respetivos orçamentos, tendo sido cumpridos todos os requisitos legais”, esclareceu o MEC.

Segundo a tutela os formadores e colaboradores da empresa não pertencem ao corpo docente ou administrativo das escolas e o horário das formações que foi estipulado não coincidia com o horário de funcionamento dos estabelecimentos de ensino.

“De modo a propiciar a captação dessas receitas extraordinárias, a abertura, a vigilância e o encerramento das instalações escolares, no período da formação, foram asseguradas por trabalhadores que exerciam essas funções nesses estabelecimentos. Porém, para o efeito foram remunerados pela empresa, e que, por esse facto, formalizaram pedidos de autorização para acumular funções públicas com privadas”, acrescentou o ministério.

A tutela referiu também que nunca foram disponibilizadas à empresa em causa informações sobre alunos, professores e encarregados de educação, “ficando, deste modo, assegurada a confidencialidade de dados”.

Os espaços utilizados não sofreram também qualquer dano pela sua utilização.

“Assim, os quatro processos de inquérito foram arquivados por ausência de matéria do foro disciplinar”, concluiu o MEC.

Segundo o que era descrito na denúncia a que a Lusa teve acesso, as famílias começavam por ser contactadas por telefone, “com a conivência de alguns diretores de escolas públicas”.

De seguida, “‘doutoras’ extremamente simpáticas” convidavam as famílias a comparecerem na escola.

“Com a promessa de soluções milagrosas para o insucesso escolar dos filhos e de os preparar convenientemente para o ‘importantíssimo exame de inglês do Cambridge, utilizando técnicas de marketing irresistíveis, os pais quase assinam de cruz um contrato de fidelização de 36 meses com pagamento por débito direto”, lia-se na denúncia.

Este tipo de situações terá ocorrido em escolas de Espinho, Vila Nova de Gaia, Penafiel, Covilhã, Porto, Viseu, Lisboa, Vila Franca de Xira, Póvoa de Santa Iria, Almada e Portimão."

Lusa

no i... aqui.


comentário:
mas afinal haverá alguma escola que hoje não tenha algum serviço, mais ou menos educativo e/ou pedagógico, que seja 'fornecido' por parceiros externos ou para os quais os alunos sejam encaminhados...?

portanto estava-se mesmo a ver que o resultado do inquérito só podia ser este... aliás, o próprio mec admite a conformidade com a autonomia das escolas e o registo adequado dos procedimentos e dados contabilísticos.

agora a pergunta que se pode colocar é se há indícios de corrupção nestes processos, ou seja, se o director [ou quem o representa e decidiu sobre a matéria] tem alguma coisa a 'ganhar' com a situação... este é que é o real problema...!

quinta-feira, 26 de março de 2015

legislação [educação]... equipas multidisciplinares da inspecção... via boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 50 – 26/03/2015

Publicado em Diário da República


Despacho n.º 3074/2015 – Diário da República n.º 60/2015, Série II de 2015-03-26
, dos Ministérios das Finanças e da Educação e Ciência – Gabinetes da Ministra de Estado e das Finanças e do Secretário de Estado do Ensino Superior
Nomeia o fiscal único da Escola Superior de Enfermagem do Porto.

Despacho n.º 3086/2015 – Diário da República n.º 60/2015, Série II de 2015-03-26
, do Ministério da Educação e Ciência – Gabinete do Secretário de Estado do Ensino Superior
Determina que a Escola Superior de Atividades Imobiliárias seja reconvertida em estabelecimento de ensino superior politécnico não integrado.

Despacho n.º 3087/2015 – Diário da República n.º 60/2015, Série II de 2015-03-26
, do Ministério da Educação e Ciência – Secretaria-Geral
Designação, em comissão de serviço, da diretora de serviços de Planeamento, de Informação e de Sistemas de Gestão, licenciada Raquel Alexandra Sampaio Santos Soares.

Despacho n.º 3088/2015 – Diário da República n.º 60/2015, Série II de 2015-03-26
, do Ministério da Educação e Ciência – Direção-Geral da Educação
Manutenção das Equipas Multidisciplinares da Direção-Geral da Educação.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

legislação [educação]... nomeações na igec, apoios financeiros e ipss e autarquias... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 153 – 07/11/2014

Publicado em Diário da República

Despacho n.º 13524/2014 – Diário da República n.º 216/2014, Série II de 2014-11-07, do Ministério da Educação e Ciência – Gabinete do Ministro
Designa Luís Alberto Santos Nunes Capela para exercer, em comissão de serviço, o cargo de Inspetor-Geral da Educação e Ciência, do Ministério da Educação e Ciência.

Despacho n.º 13525/2014  Diário da República n.º 216/2014, Série II de 2014-11-07, do Ministério da Educação e Ciência – Gabinete do Ministro
Designa João Carlos Correia Ribeiro Ramalho para exercer, em comissão de serviço, o cargo de Subinspetor-Geral da Educação e Ciência, do Ministério da Educação e Ciência.

Despacho n.º 13529/2014  Diário da República n.º 216/2014, Série II de 2014-11-07, dos Ministérios da Educação e Ciência e da Solidariedade, Emprego e Segurança Social – Gabinetes dos Secretários de Estado do Ensino e da Administração Escolar e da Solidariedade e da Segurança Social
Define os apoios financeiros para o ano de 2013-2014 previstos no protocolo de cooperação do pré-escolar entre os Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação, a União das Instituições Particulares de Solidariedade Social, a União das Misericórdias Portuguesas e a União das Mutualidades Portuguesas.

Despacho n.º 13530/2014  Diário da República n.º 216/2014, Série II de 2014-11-07, dos Ministérios da Educação e Ciência e da Solidariedade, Emprego e Segurança Social – Gabinetes dos Secretários de Estado do Ensino e da Administração Escolar e da Solidariedade e da Segurança Social
Define os apoios financeiros para o ano de 2013-2014 previstos no protocolo de cooperação do pré-escolar entre os Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação e a Associação Nacional de Municípios Portugueses.

domingo, 10 de agosto de 2014

leitura [educação]... o que correu bem e correu mal na organização do ano lectivo passado...!

igec [mec] 2014_organização do ano lectivo 2013 - 2014_ relatório [06 ago].pdf

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

ainda a malfadada prova de ingresso [a dita pacc]... 1500 denúncias de irregularidades na prova docente, algumas cometidas pela igec... no sol...!

"A Fenprof já recebeu mais de 1.500 denúncias de professores contratados que fizeram a prova de avaliação docente, dando conta de irregularidades cometidas, em alguns casos, pela própria Inspecção-Geral de Educação e Ciência, acusações que o ministério rejeita.

De acordo com o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira são mais de 1.500 os relatos recebidos até ao momento, mas apenas 150 preencheram todos os campos de identificação e dados pedidos pela federação sindical.

O Ministério da Educação e Ciência, em resposta enviada à agência Lusa, refuta as alegadas irregularidades, indicando que a Inspecção-Geral de Educação e Ciência se pautou pelo "estrito cumprimento da legalidade", e que "a IGEC estranha e rejeita com veemência qualquer acusação com este teor".

Segundo o líder sindical, as denúncias mais frequentes prendem-se com o incumprimento de horários, "nalguns casos com atrasos muito grandes para o início da prova", a existência de apenas um professor vigilante, ou a realização do exame em salas grandes, violando o número máximo de professores por sala.

No entanto, as denúncias mais graves recebidas pela Fenprof são de irregularidades cometidas pela própria IGEC, com professores a denunciarem pressões indevidas sobre as direcções as escolas.

"Havia um manual que dizia o que tinha que ser feito. O que tinha que ser feito não foi feito em muitos casos, e em alguns deles, há vários professores que relatam isso, por imposição da própria IGEC. Quando a direcção da escola considerou que não havia condições para que a prova se realizasse foi a própria inspecção presente nas escolas que pressionou no sentido de que, à margem das regras do manual, a prova se realizasse", disse à Lusa Mário Nogueira.

A título de exemplo o líder da Fenprof referiu o caso de uma escola onde para as 10 salas onde iria decorrer a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades (PACC) dos docentes havia apenas, inicialmente, oito professores vigilantes.

Segundo os relatos recebidos pela Fenprof, depois de pressões da IGEC sobre a direcção da escola conseguiram reunir-se 18 professores vigilantes, ainda assim abaixo dos 20 necessários para cumprir o requisito de dois professores por sala.

"Foi a própria inspecção que fez pressão para que isso acontecesse, o que é mau, porque o estatuto da IGEC não é de fazer de fiscal do ministério. Não é de forma alguma a polícia do ministro. Quando os comportamentos da IGEC vão no sentido de imporem a qualquer custo decisões, medidas ou procedimentos, isso está mal", frisou Mário Nogueira, que ressalvou que a federação sindical está ainda a apurar as queixas que vão chegando.

Em resposta às acusações, o ministério refere que a intervenção da IGEC visou "zelar pelo cumprimento da legalidade e contribuir para que todos os candidatos pudessem realizar a prova em condições de equidade".

E garante que "nenhum director ou qualquer outro interveniente na prova (incluindo vigilantes ou candidatos) apresentou qualquer queixa referente à actuação dos inspectores da IGEC, junto da própria IGEC ou do Júri Nacional da Prova".

A Fenprof conta ter concluído em Janeiro "um apanhado" das denúncias, as quais depois deverão traduzir-se em queixas junto da própria IGEC, do ministério e dos grupos parlamentares.

"Depois veremos se há aqui situações que justifiquem mais do que isso. Se são apenas coisas do foro disciplinar, ou se há indício de haver alguma ilegalidade que possa consubstanciar crime e permitia um encaminhamento para a Procuradoria-Geral da República", concluiu Mário Nogueira."