Enquanto se discutiu o problema da legitimidade constitucional e
política para governar, vieram a público dois importantes relatórios em
que se analisa a Educação nacional. Refiro-me ao Estado da Educação
2015, do Conselho Nacional de Educação, e ao Education at a Glance 2015,
da OCDE. Pelo primeiro, ficámos a saber que o insucesso escolar
aumentou nos últimos três anos, em todos os anos da escolaridade,
enquanto diminuiu, pela primeira vez em 41 anos de democracia, a taxa de
cobertura do pré-escolar. Com o segundo, verificamos que a diferença
entre gerações, no que a qualificações respeita, é a maior de todos os
países que integram a OCDE e que o esforço das famílias para financiar
os estudos superiores é o maior da União Europeia. A um e a outro
registo não é alheia a natureza da ideologia que pontificou na última
legislatura, durante a qual todas as políticas públicas foram marcadas
por uma “economização” bruta, que as redefiniu e geriu como se de
simples mercadorias se tratasse, propalando-se mesmo a ideia segundo a
qual os direitos humanos fundamentais, as dimensões básicas da vida, em
que a Educação se inclui, dependem da conjuntura económica por que se
passa.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
pois... questões de estado [de espírito, talvez...]...!
"Quem esteve atento às políticas da Educação, percebeu que, para além dos
caminhos sugeridos pelo arco da governação ou pelos partidos da
esquerda, houve um debate interno no PSD que se resumiu assim:"
aqui.
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