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terça-feira, 30 de outubro de 2018

[educação] divulgando...


Informações Gerais

No âmbito das comemorações dos 30 anos, a Universidade Aberta organiza, no pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva, a conferência Futuro da Educação à Distância em Língua Portuguesa, para debater e refletir com abertura sobre as oportunidades e o futuro da educação à distância num mundo cada vez mais global e digital, onde surgem, quotidianamente, novos problemas e inesperadas interseções que transformam e condicionam o desenvolvimento da Humanidade.
A participação é gratuita mas sujeita a inscrição até dia 22 de novembro.
A Fundação Ciência Viva promove, de 19 a 25 de novembro, a Semana da Ciência e da Tecnologia. Nestes dias, instituições científicas, universidades, escolas e museus abrem portas, proporcionando ao público oportunidades de observação científica e de contato pessoal com especialistas de diferentes áreas do conhecimento.



via boletim do cirep...

sexta-feira, 15 de maio de 2015

a fechar o dia... com o balanço da fenprof...!

20 de junho: Professores voltam à rua em defesa da profissão e de uma educação pública de qualidade

"Promover uma Campanha Nacional de defesa de um regime de Aposentação dos Professores, que tenha em conta o elevado desgaste provocado pelo exercício continuado da profissão; realizar, de 2 a 4 de junho, uma Consulta Nacional aos Professores e Educadores, com votação nas escolas, para apurar a posição dos profissionais em relação à municipalização da Educação; e convocar uma Manifestação de Professores, Educadores e Investigadores para dia 20 de junho, um sábado, em Lisboa, são três das decisões tomadas pela Plataforma Sindical Docente e anunciadas em conferência de imprensa realizada esta tarde (15/05/2015). Mário Nogueira, Secretário Geral da FENPROF, apresentou e comentou, perante os jornalistas, o documento que reúne as conclusões essenciais da reunião que juntou oito organizações sindicais.

A Plataforma lembra em primeiro lugar que "a Educação perdeu mais de 3.200 Milhões de euros ao longo desta Legislatura", acrescentando:
"As escolas públicas perderam mais de 20% dos seus docentes durante estes 4 anos. As consequências estão à vista:

Condições mais negativas de trabalho nas escolas;
Horários de trabalho absolutamente insuportáveis com a atribuição de tarefas aos professores que são alheias à função docente;
Imposição de atividades letivas na componente não letiva, contrariando o acordado com o MEC e que consta de ata assinada em 2013".

Dando um panorama da situação que se vive atualmente nas escolas portuguesas, a Plataforma regista:

"Os professores, para além das aulas, desenvolvem atividades de apoio aos alunos, são responsáveis por atividades de enriquecimento curricular, acompanham salas de estudo, coadjuvam colegas do mesmo e de outros setores de ensino, asseguram substituições, garantem serviço de tutoria, são quem permanece nos gabinetes de receção e apoio a alunos na sequência de situações de indisciplina, participam em inúmeras reuniões com as mais diversas finalidades, são-lhes atribuídas inúmeras tarefas de ordem burocrática."

"Como se tudo isto não bastasse", refere ainda a Plataforma Sindical, "são ainda chamados a vigiar os seus colegas que se sujeitam à PACC e são pressionados para garantirem serviços diversos, como, por exemplo, o que resulta do protocolo do MEC com a Cambridge…"

Graves situações

Tudo isto acontece, prossegue a Plataforma, "num contexto de agravamento das condições de trabalho", marcado por um conjunto de graves situações, que os sindicatos resumem assim:
As turmas passaram a ter mais alunos
Os apoios a alunos com necessidades educativas especiais diminuíram
As normas para a constituição de turmas com alunos com NEE são desrespeitadas
Verificou-se o aumento do número de turmas, alunos e níveis atribuídos a cada professor, devido à redução do número de horas de diversas disciplinas
O par pedagógico na EVT foi eliminado
O desdobramento de turmas em áreas experimentais também foi eliminado
O trabalho em mega-agrupamento impôs uma atividade menos próxima dos alunos e deslocações diversas entre escolas
As situações de indisciplina na escola têm vindo a aumentar muito na sequência da degradação da vida das famílias, onde situações de empobrecimento, desemprego ou emigração têm contribuído para que se verifiquem níveis significativos de desestruturação.

"Tudo isto acontece numa escola cada vez mais orientada para os conhecimentos e o treino de capacidades, de onde estão a ser afastados os tempos para a formação cívica dos alunos e os espaços para o trabalho cooperativo dos professores", como alerta a tomada de posição sindical.

Desgaste físico, psicológico
e emocional dos professores

A Plataforma alerta ainda:
"Hoje, há um tremendo desgaste físico, psicológico e emocional dos professores que provoca desânimo e frustração (Mário Nogueira recordou aqui um recente estudo da Universidade do Minho). Procuram os professores superar esse seu sentimento transformando a sala de aula num refúgio, mas os limites estão prestes a ser atingidos."

Para tal contribuem ainda as permanentes pressões e ameaças a que estão sujeitos:
O processo disciplinar que pode acontecer se não conseguirem dar conta de todos os recados;
O desemprego que ameaça professores contratados com 15 e 20 anos de serviço que, injustamente, veem alguns colegas com muito menos tempo de serviço a ingressarem nos quadros;
A requalificação / mobilidade especial, que começou este ano a aplicar-se aos professores, ameaçando ter outra expressão no futuro próximo;
A municipalização da Educação que, em alguns concelhos, parece querer arrancar já em setembro, com as câmaras a receberem competências do foro pedagógico, de definição de componentes curriculares, de recrutamento e gestão de professores, entre outras que atentam gravemente contra a autonomia das escolas;
Com os professores em situação de completa exaustão, a aposentação está cada vez mais longínqua, por força da imposição do requisito idade que faz com que alguns que já se deveriam ter aposentado estejam agora a 10 anos de o conseguir.

"E não se referiram aqui outras situações, reais e não menos importantes, relacionadas com emprego, carreiras e salários. Recorda-se que os docentes e investigadores estão com as carreiras bloqueadas pelo quinto ano consecutivo, têm os seus salários reduzidos devido aos violentos cortes, milhares de docentes vivem situações de grande precariedade e risco de desemprego", refere o documento sindical.

"O papel social dos professores"

"Os professores são fundamentais nas escolas", sublinhou Mário Nogueira, ao abordar "o papel social dos professores", que "é determinante". Como se lê no documento divulgado aos jornalistas pela Plataforma Sindical, "é aos professores que os pais confiam os seus filhos durante boa parte do dia, contando com eles para ensinarem e também contribuírem para a sua Educação. Como tal, os pais, que exigem o melhor para os seus filhos, querem também que os seus professores sejam os melhores e isso não se obtém a PACC ou com a demagogia das contratações locais."

"Consegue-se, sim, com exigência na formação de professores, com garantia de estabilidade no exercício da docência e com carreiras que reflitam a inegável importância da profissão. Estes têm sido aspetos que, de forma deliberada, os últimos governos têm descurado."

"Não podemos ficar
de braços cruzados!"

Neste mar de dificuldades e ataques, "estamos todos no mesmo barco", como observou Mário Nogueira.

"Estes problemas", destaca a Plataforma, "são comuns aos professores das escolas públicas, escolas privadas, escolas de ensino artístico, escolas profissionais, bem como a todos os profissionais docentes, sejam da Educação Pré-Escolar, do Ensino Básico, Secundário ou Superior, incluindo os Leitores das Universidades Portuguesas e ainda aos Investigadores. Estes problemas abatem-se sobre os professores que exercem atividade dentro do país, continente e regiões autónomas, mas também aos que trabalham no Ensino Português no Estrangeiro e nas Escolas Portuguesas situadas em Maputo, Luanda ou Díli." O Secretário Geral da FENPROF lembrou aqui também a luta dos professores do ensino português na Suiça contra a desvalorização salarial.

"Face aos problemas que os professores, educadores e investigadores estão a viver, pondo em causa as suas condições de trabalho (fator fundamental para as condições de aprendizagem dos alunos), prejudicando a qualidade do ensino e da educação e desrespeitando, até, preceitos constitucionais que garantem a todos os portugueses uma Escola Pública de qualidade, democrática, para todos e inclusiva, não poderemos ficar de braços cruzados à espera que os problemas se resolvam por si, correndo o risco de ser imposto o sentido contrário ao que se defende", acrescenta a Plataforma.

Decisões e orientações

No sentido de contribuir para a inversão da atual situação – e porque, estando a atual Legislatura a terminar, é importante que todos os candidatos às próximas eleições oiçam as posições dos Professores – a Plataforma Sindical, na sequência das reuniões que tem vindo a desenvolver, decidiu:
Exigir do MEC que o despacho sobre a organização do próximo ano letivo respeite o que, em 2013, foi acordado entre ministério e sindicatos, no que concerne à distribuição de atividades pelas componentes letiva e não letiva;

Relativamente à constituição de turmas, exigir do MEC pleno respeito pelas normas estabelecidas, designadamente no que respeita a turmas em que se encontram integrados alunos com necessidades educativas especiais;

Exigir do MEC respeito pelo trabalho dos professores, o que significa que, entre outros aspetos, deverá ser reconhecido que não compete a estes qualquer tipo de envolvimento em processos como o da PACC ou o do PET;

Relativamente ao PET/Cambridge, sendo visível o atraso na realização das provas e as pressões que estão a ser exercidas sobre os professores, o que poderá levar ao alargamento do prazo para a sua realização, prolongando o período de greve ao serviço da PET/Cambridge, para já, até 30 de junho;

Promover uma Campanha Nacional de defesa de um regime de Aposentação dos Professores, que tenha em conta o elevado desgaste provocado pelo exercício continuado da profissão. Pontos fortes dessa campanha, que será de imediato lançada nas escolas, serão a exigência de que todos os que já atingiram os 40 anos de serviço, logo, de carreira contributiva, possam aposentar-se de imediato sem qualquer corte no valor da sua pensão; para futuro, o tempo de referência para a aposentação dos docentes deverá ser os 36 anos de serviço e, no âmbito da negociação, deverão ser ainda contempladas situações excecionais que existem;

Levar a efeito, de 2 a 4 de junho, uma Consulta Nacional aos Professores e Educadores, com votação nas escolas, para apurar a posição dos profissionais em relação à municipalização da Educação. A pergunta a colocar será: Concorda com a municipalização da Educação (processo que o governo está a iniciar em alguns municípios)? As opções de resposta serão “Sim” e “Não”;
Convocar uma Manifestação Nacional de Professores, Educadores e Investigadores para dia 20 de junho, um sábado, em Lisboa, que seja um momento de grande afirmação em defesa da Profissão e de uma Educação Pública de Qualidade, centrada nos seguintes aspetos concretos: Horários e condições de trabalho adequados; Aposentação que tenha em conta o desgaste provocado pelo exercício da profissão; Contra a municipalização da Educação; Respeito pelo trabalho dos Professores."
 

aguardam-se os desenvolvimentos... via fenprof...!

Plataforma Sindical dos Professores reuniu e decidiu dar expressão pública ao protesto e à exigência


A Plataforma Sindical dos Professores (ASPL, FENPROF, SEPLEU, SINAPE, SIPE, SIPPEB e SPLIU) reforçada com a participação de mais uma organização (SINDEP) promove uma

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA 
SEXTA, 15 DE MAIO – 16 HORAS
LISBOA (HOTEL MARQUÊS DE SÁ – AV. MIGUEL BOMBARDA, 130)

A Plataforma Sindical dos Professores reuniu ontem, quarta-feira, para fazer um ponto de situação sobre o estado da Educação, aprofundando, naturalmente, a reflexão sobre os problemas que são mais sentidos pelos professores e educadores que representam.
A par de um enorme desgaste físico e psicológico que se abate sobre os docentes, que resulta, essencialmente, do aumento efetivo do seu horário de trabalho, da multiplicidade de tarefas que lhes são atribuídas, algumas das quais verdadeiramente estranhas ao que são as funções atribuíveis aos docentes, e a degradação das suas condições de trabalho nas escolas, outros são os aspetos a que os professores dão enorme atenção e contribuem para o descontentamento que grassa no seio destes profissionais.
De entre os motivos que mais elevam os níveis de insatisfação profissional, destaca-se um profundo desacordo em relação à municipalização da Educação que, em muitos concelhos, tanto dos que estão envolvidos no processo, como em outros, tem mobilizado muito os docentes para as iniciativas que têm sido promovidas. Também os problemas do desemprego, da precariedade e da instabilidade provocada com a aplicação, desde este ano, da “requalificação”, os sucessivos abusos cometidos com a imposição da PACC ou do PET, os atrasos no pagamento de salários com grande expressão no âmbito do EAE, a desvalorização sucessiva dos salários, o congelamento das carreiras ou o agravamento constante dos requisitos para a aposentação, colocam os professores à beira de um ataque de nervos, convocando-os para expressarem publicamente a sua indignação.
As organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores reuniram-se, debateram estas questões, apreciaram propostas de ação que foram apresentadas, consultaram, durante o dia de hoje, as respetivas direções e voltam a estar juntas amanhã (sexta, dia 15 de maio) para, em Conferência de Imprensa, divulgarem o que será proposto aos professores e educadores no sentido de ser dada a devida expressão à indignação que atinge toda a classe docente.

As organizações sindicais
14/05/2015

terça-feira, 17 de março de 2015

continuando o dia... na expectativa...!

ESTA QUARTA, 18 DE MARÇO, 11 HORAS - HOTEL MARQUÊS DE SÁ, LISBOA




Se a contestação a esta prova tem razões mais profundas do que a forma de a mesma se concretizar, a falta de capacidade e competência revelada por quem a aplica, faz com que cresçam as preocupações e reforça as razões para os professores fazerem greve ao serviço de vigilância e outro que, nos dias 25, 26 e 27 de março, seja marcado e se relacione com a PACC.




via fenprof...



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

coisas da educação [1º ciclo]... conferência de imprensa [comunicado]... via fenprof...!

"FENPROF tem propostas objetivas para responder aos problemas do 1.º ciclo do ensino básico

 

É necessária uma profunda reorganização do 1º Ciclo do Ensino Básico – esta foi uma das mensagens em destaque na conferência de imprensa que a FENPROF promoveu esta manhã (quinta-feira, 2/10), em Lisboa, na qual divulgou os aspetos mais salientes do levantamento que realizou, a nível nacional, procurando conhecer a realidade que marcou o início do novo ano letivo neste setor de ensino.

A amostragem é de 134 agrupamentos de todas as regiões do continente, o que significa perto de 20 por cento do total de agrupamentos. Foram detetados problemas que ameaçam arrastar-se, em particular no que toca à colocação de professores e ao funcionamento das escolas, fruto da incompetência do MEC.

“Estão ainda muitos alunos sem professor (134 turmas), situação que afeta em especial as zonas da Grande Lisboa e do Sul do país”, observou o Secretário-Geral da FENPROF.

Além de Mário Nogueira, participaram neste encontro com os profissionais da comunicação social a coordenadora do 1º Ciclo, da FENPROF, Vanda Lima; Albertina Pena (SPGL), Maria José Silva (SPN); Paulo Peralta e Celeste Duarte (SPRC) e Maria Fé Carvalho (SPZS).

Cinco questões fundamentais

A FENPROF chamou a atenção dos jornalistas para cinco questões que marcam a atualidade neste setor de ensino:

1. O abate indiscriminado de escolas, sem respeito pelas cartas educativas municipais. Nos últimos 12 anos, fecharam quase 7 000 escolas (a uma média de 500 por ano!).

2. Um terço das turmas são heterogéneas, ou seja, incluem alunos de diferentes anos de escolaridade.

3. É exagerado o número de alunos por turma. Crato levanta a bandeira da redução de crianças a nível nacional, mas aumenta o número de alunos por turma.

4. Neste momento, muitos alunos estão ainda sem professor, o que tem levantado, como noticia a comunicação social, inúmeros protestos das famílias e das comunidades locais em diferentes pontos do país. O ano letivo arrancou próximo do caos, com algumas escolas a verem chegar os seus professores quase um mês depois de iniciado e sem que seja possível assegurar que não haverá mais problemas a este nível. Neste ponto, Mário Nogueira recuperou a proposta da FENPROF que aponta, "como solução mais adequada", para um concurso de âmbito nacional, na base de uma lista ordenada pela graduação profissional.

5. Permanece a grave situação dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE). A lei não está a ser cumprida, alerta a FENPROF. As críticas surgem de todo o lado, das famílias ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Faltam professores de apoio (situação que o MEC nunca regulamentou) e de Educação Especial. 

6. AECs: "Não se pode confundir resposta/componente social com mais atividades escolarizadas", alertou Mário Nogueira, que relembrou estudos recentes que relacionam o aumento da indisciplina nas escolas com o excesso de atividades escolarizadas. A ocupação de tempos livres não pode ter um caráter escolarizante, antes devendo assumir uma forte componente lúdica e cultural.

Regime de docência

A FENPROF considera que quaisquer alterações ao regime de docência devem ser discutidas e definidas com rigor.  Como foi sublinhado nesta conferência de imprensa, "quaisquer alterações nesse sentido,  mesmo as que apontam à coadjuvação,  devem passar por um debate prévio". Eventuais alterações à situação atual terão de ser "devidamente preparadas e coordenadas na aplicação".

Hoje está instalada a desorganização e cada agrupamento, com o aval do MEC, faz de acordo com a sua interpretação, violando enquadramentos legais, penalizando os docentes e gerando desigualdades entre os alunos. Tudo isto acontece num contexto de completa desregulamentação dos horários e de atropelo de normas do Estatuto da Carreira Docente e de princípios que constam da Lei de Bases do Sistema Educativo.

Inglês no 1º CEB

Neste encontro com a comunicação social, foi ainda abordada a criação de um grupo específico para o ensino de inglês no 1º ciclo, defendendo o MEC que tal área não deve ser atribuída ao professor do 1º ciclo titular de turma.

A FENPROF continua a alertar para o facto de tal iniciativa abrir legitimamente campo para a criação de “outros grupos específicos” substituindo o regime de  monodocência por um regime de pluridocência nos 3 e 4º anos de escolaridade.

A FENPROF sublinha que esta é uma alteração substancial que não se compadece com decisões precipitadas e casuísticas, propondo ao MEC a abertura calendarizada de um debate público envolvendo a comunidade científica (ESE e Universidades) e a comunidade educativa (escolas, professores, pais e sindicatos) de modo a construir um regime de docência no 1º ciclo que seja consensualmente aceite e devidamente fundamentado.

Asfixia financeira

Com as medidas que têm vindo a ser tomadas nos últimos anos, alerta a FENPROF, o Governo visa reduzir o investimento na Educação, encolher o currículo para algo próximo do saber ler, escrever e contar e transferir para o poder local despesas e responsabilidades. Mário Nogueira recordou estudos do CNE e da OCDE que evidenciam as políticas de asfixia financeira que se têm abatido sobre a Educação, setor que representa hoje pouco mais de 3 por cento do PIB..."Isto tem consequências", realçou o dirigente sindical. "Hoje as verbas para a Educação em Portugal valem menos do que o dinheiro que já entrou no nosso país para o BES ou para o BPN".

"Temos um caderno reivindicativo, temos propostas e queremos alargar a discussão", destacou a coordenadora da FENPROF do 1º Ciclo, que lembrou, a propósito, a Conferência que a Federação realizou em 28 e 29 de março passado, envolvendo 250 delegados, eleitos em todas as regiões do país. Nesse sentido, "vamos pedir audiências ao Ministro, ao Conselho Nacional de Educação e à Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República".

"É preciso promover uma discussão séria. Queremos uma melhor escola pública. Queremos continuar a ouvir os intervenientes no processo educativo do 1º Ciclo", concluiu Vanda Lima./ JPO

Peça em atualização

aqui.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

vídeo... a conferência de imprensa da plataforma comum de sindicatos de professores [hoje]...!




som só disponível a partir do primeiro minuto....

coisas da educação... da conferência de imprensa da fenprof...!

""A confusão instalada nas colocações e a falta de professores na abertura do ano letivo são devidas exclusivamente à incompetência do MEC"

Face a um MEC que insiste na fuga ao diálogo e que finge que não vê os gravíssimos problemas que estão a marcar o arranque do novo ano letivo, a Plataforma dos Sindicatos de Professores enviou já um ofício em que dá um prazo de 48 horas ao Ministério para que: 1. Nuno Crato receba as organizações sindicais (reunião política); 2. A DGAE receba as organizações sindicais para resolver os problemas e as irregularidades dos concursos (reunião técnica); 3. Seja suspenso todo o processo das BCE e que sejam divulgados, escola a escola, os critérios usados (ponderação e cálculos) para quem se candidata.

"Se isto não acontecer", revelou Mário Nogueira na conferência de imprensa da Plataforma de Sindicatos de Professores realizada na tarde desta segunda-feira, 15 de setembro, "apelaremos a todos os professores afetados para que compareçam, na próxima quinta-feira, dia 18, a partir das 11h00, à porta do Ministério, na Av. 5 de Outubro, onde estarão os dirigentes sindicais. Há que pôr termo a este poço sem fim de irregularidades e injustiças!".

Intervindo em nome da Plataforma (ASPL, FENPROF, SEPLEU, SINAPE, SIPE, SIPPEB e SPLIU), Mário Nogueira realçou logo no início que o arranque deste novo ano escolar está a ser marcado por "questões demasiado graves" e que "o Governo não respeita a profissão". "Temos um MEC tranquilo face à normalidade da anormalidade da abertura do ano letivo, com as escolas mergulhadas num conjunto de dificuldades. Parece que não querem ver o que está a acontecer."

Exemplos de erros grosseiros são, entre outros: colocação de docentes em escolas sem vagas no seu grupo de recrutamento, colocações duplicadas, colocação de professores em lugares para os quais tinham sido recuperados docentes da plataforma de horários-zero, colocação de docentes em horários completos que, afinal, eram bastante incompletos, colocações em escolas onde, para o mesmo grupo já existiam horários-zero …

E a estratégia do Ministério de Nuno Crato não podia ser mais clara: "Não querem ver o que se está a passar. O MEC não reconhece a existência de problemas e, não os reconhecendo, não os vai resolver..."

A sua incapacidade política e técnica para desempenhar as funções que lhe estão atribuídas tem sido um dos principais problemas da Educação no nosso país. E esses problemas assumiram agora uma maior amplitude, confirmada pelas numerosas reclamações dos professores, nomeadamente nos gabinetes jurídicos dos sindicatos, e nos protestos das populações e das comunidades educativas.

Em cima do joelho

"A questão", destacou o dirigente sindical, "não é saber se as escolas abriram, mas sim como abriram". E deu um de muitos exemplos possíveis: "Em Aljustrel abriu uma escola, na verdade... mas com 16 professores por colocar!..."

"O processo de colocação de professores está cada vez pior, com crescente perturbação e instabilidade", alertou Mário Nogueira. O MEC trabalha em cima do joelho. Sem planificação. Sem rigor. "Do que depende do Ministério", observou o Secretário Geral da FENPROF, "trabalha-se em cima da hora... vejam-se, entre outros, os exemplos do calendário escolar e da organização do ano letivo".

"É preciso estabilidade! É necessário e urgente um quadro normativo legal estável, para que as escolas desenvolvam o seu trabalho sem problemas", sublinhou.

Ao longo da sua intervenção, Mário Nogueira chamou a atenção para as consequências das "colocações tardias dos docentes nas escolas", lembrando que milhares de professores chegaram ao seu local de trabalho no mesmo dia em que os alunos começaram o novo ano escolar. "O Ministro acha que isto não é grave..."

Para além das colocações de docentes, registam-se outros problemas que afetam o recomeço deste novo ano escolar, designadamente
A falta de professores para apoio dos alunos com necessidades educativas especiais,
A falta de pessoal auxiliar
A desorganização crescente do 1.º ciclo do ensino básico"

/ JPO Peça em atualização

Ver gravação de toda a Conferência de Imprensa
(Condições de som depois de um minuto de gravação)



sábado, 13 de setembro de 2014

'do inferno na terra' [educação]... mec, concursos, professores e ilegalidades... o que diz a fenprof [agenda]...!

"Plataforma de Sindicatos de Professores reúne segunda-feira e convoca conferência de imprensa

Contrariamente ao que os responsáveis do MEC pretendem fazer crer, o ano letivo inicia-se da pior forma. O aspeto mais negativo é a colocação de professores: atrasos, erros, exclusões ilegais, professores dos quadros por colocar e milhares de lugares por preencher são a face visível de um problema que tem vindo a agravar-se de ano para ano. Mas há outros problemas que afetam este recomeço, designadamente a falta de professores para apoio dos alunos com necessidades educativas especiais, falta de pessoal auxiliar, a desorganização crescente do 1.º ciclo do ensino básico ou os continuados cortes orçamentais no ensino superior e na investigação.

De toda a ação que tem vindo a ser desenvolvida pelo MEC destaca-se o desrespeito pelos profissionais docentes e que se expressa de diversas formas, desde a exclusão de cerca de oito mil docentes dos concursos por não terem realizado a "PACC" à oferta aos municípios de 12.500 euros por cada professor que consigam reduzir.

Mas o ano letivo 2014/2015 é o ano em que o governo prevê aplicar a designada reforma do Estado, que mais não é que um perigoso programa de privatização do ensino que conta com medidas já anunciadas como o "cheque ensino" ou as "escolas independentes"; também em relação aos docentes, as medidas impostas têm vindo a agravar as suas condições de trabalho e de exercício profissional. Assim, no ano letivo que agora começa, há dois documentos legais importantíssimos que correm grande perigo: a Lei de Bases do Sistema Educativo e o Estatuto da Carreira Docente.

Preocupadas com a situação que vivem os professores e as escolas, mas também com o anunciado prosseguimento de políticas que, progressivamente, desmantelam a Escola Pública democrática e de qualidade, sete organizações sindicais de professores – ASPL, FENPROF, SEPLEU, SINAPE, SIPE, SIPPEB e SPLIU – reuniram-se em Plataforma de Sindicatos de Professores e, nesse âmbito, têm vindo a analisar o estado da Educação em Portugal e, face à gravidade dos problemas que são conhecidos, decidiram convergir em ações e lutas.

Esta Plataforma de Sindicatos de Professores volta a reunir-se na próxima segunda-feira, dia 15 de setembro, data em que termina o período destinado no calendário escolar ao início das atividades letivas. Na sequência dessa reunião que se iniciará de manhã será promovida uma

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SEGUNDA, 15. SETEMBRO – 16 HORAS
LISBOA, HOTEL MARQUÊS DE SÁ (Av. Miguel Bombarda)
  • Concursos e colocações de docentes: situações concretas que põem em causa seriedade e rigor do concurso;
  • Abertura do ano letivo: principais dificuldades que se abatem sobre as escolas;
  • Ação dos professores: Dia Mundial dos Professores, o recomeço da luta; auscultação aos docentes com vista ao seu prosseguimento.
Apelamos à presença dos/das senhores/as jornalistas."


As organizações subscritoras
ASPL, FENPROF, SEPLEU, SINAPE, SIPE, SIPPEB e SPLIU


sábado, 16 de março de 2013

quarta-feira, 18 de julho de 2012

oficial... medidas para prevenção do abandono escolar... via [portal do governo] mec...!

"Concluída a primeira fase de preparação do ano letivo, de forma a assegurar as atividades letivas regulares integrantes indispensáveis das matrizes curriculares, inicia-se agora uma nova etapa. É o momento de pôr em curso medidas para o Sucesso e Prevenção do Abandono Escolar previstas na Revisão da Estrutura Curricular, no despacho de Organização do Ano Letivo, no decreto-lei que regulamenta a Escolaridade Obrigatória e no Estatuto do Aluno e Ética Escolar, em discussão no Parlamento.
É objetivo do Ministério da Educação e Ciência a melhoria dos resultados reais dos alunos e o aprofundamento da autonomia das escolas. Neste sentido, lembramos que estão em discussão pública as novas metas curriculares de cinco disciplinas.
É também necessário garantir que o alargamento da Escolaridade Obrigatória até os 18 anos se traduza num maior sucesso escolar dos nossos alunos. Surge um conjunto de funções educativas que não existiam nas escolas, mas que importa agora assegurar.
Estas medidas permitem potenciar os recursos disponíveis nas escolas. Todos os professores são necessários para o sucesso escolar dos nossos alunos.
Entre outras medidas a implementar, destacamos as seguintes:
Medidas a implementar ou reforçar de imediato:
  • Oferta de Percursos curriculares alternativos e Programas Integrados de Educação e Formação (PIEF) adaptados ao perfil e especificidade dos alunos;
  • Oferta de um Sistema Modular no Ensino Básico Geral e no Ensino Secundário Geral, para maiores de 16 anos;
  • Ofertas educativas alternativas com utilização de recursos próprios ou cedidos por agrupamentos de escolas próximas, nomeadamente no ensino recorrente e de adultos, cursos profissionais e ensino articulado;
  • Possibilidade de desdobramento das turmas do ensino profissional na vertente de formação específica/técnica, tendo em conta os recursos disponíveis em cada escola;
  • Possibilidade de os docentes de Educação Visual e Tecnológica lecionarem disciplinas no 3º ciclo de escolaridade;
  • Possibilidade de docentes das TIC realizarem manutenção do Plano Tecnológico da Educação (PTE) nas escolas através da redução da sua componente letiva;
  • Possibilidade de recurso a docentes de determinados grupos de recrutamento para desenvolver atividades de expressão artística.
Medidas que as escolas irão programar de acordo com a afetação de recursos que considerarem adequadas:
  • Extensão do calendário escolar para os alunos do 4.º ano de escolaridade com maiores dificuldades, e possibilidade de realização de uma segunda prova final.
  • Reforço do apoio ao estudo no 1.º e 2.ºciclos do ensino básico que permita um maior acompanhamento aos alunos (previstos 200 minutos em cada ano de escolaridade do 2.º ciclo);
  • Possibilidade de criação de grupos de homogeneidade relativa em disciplinas estruturantes, no ensino básico, que promovam a igualdade de oportunidades através de uma atenção mais dirigida aos alunos;
  • Possibilidade de oferta da iniciação à língua inglesa no 1.º ciclo, com ênfase na sua expressão oral;
  • Criação de ofertas complementares pela escola, no âmbito da sua autonomia, nas áreas de cidadania, artísticas, culturais e científicas;
  • Desenvolvimento do "Desporto Escolar" no 1.º ciclo, com recurso a docentes de educação física do mesmo agrupamento ou pertencentes a agrupamentos próximos;
  • Integração de docentes de Inglês, Educação Física e Expressões nas Atividades de Enriquecimento Curricular, nos casos em que as escolas são a entidade promotora;
  • Possibilidade de permuta das áreas curriculares de Português e Matemática no 1.º ciclo, por vontade expressa dos docentes;
  • Reforço do apoio à gestão das agregações;
  • Gestão, apoio e desenvolvimento de atividades nas Bibliotecas Escolares;
  • Integração das Equipas multidisciplinares nas escolas, nos termos definidos no Estatuto do Aluno e Ética Escolar.
Medidas a realizar no âmbito da autonomia das escolas, atendendo aos recursos disponíveis:
  • Possibilitar a Coadjuvação de docentes de Português e Matemática e na área das Expressões no 1º ciclo, e nas disciplinas estruturantes em qualquer nível de ensino.
  • Criar um programa de tutoria de modo a ajudar os alunos a superar as dificuldades de aprendizagem, a integração no espaço escolar e na sala de aula;
  • Realizar atividades de compensação ou de apoio pedagógico acrescido para a melhoria da aprendizagem ou reposição de horas letivas perdidas por razões não imputadas ao aluno (doença, desporto federado etc.);
  • Oferecer o aprofundamento da língua portuguesa através de atividades que facilitem a integração dos alunos oriundos de países estrangeiros e dos nacionais com dificuldades na leitura, compreensão e interpretação de textos;
  • Proporcionar estudo orientado para apoiar o aluno no desenvolvimento de métodos de trabalho, de estudo, de pesquisa, análise, tratamento e interpretação da informação recolhida e de organização do tempo escolar e de estudo;
  • Realizar orientação escolar para os alunos do 8.º e 9.º ano de escolaridade, com vista à melhor identificação da área de estudos a seguir no ensino secundário;
Estamos certos de que as medidas agora apresentadas contarão com o apoio de toda a comunidade educativa. Diretores, técnicos, alunos, pais e, principalmente, professores são fundamentais para que a qualificação real dos portugueses seja cada vez maior e suporte o desenvolvimento do país. Todos os professores são necessários para o sucesso escolar."


com direito a imagem [deslumbramentos mediáticos]...!