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sábado, 2 de janeiro de 2016

informações [educação]... via boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 189 — 30/12/2015


Informações Gerais

 
V SIELP - Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa / V Fórum Ibero-Americano de Literacias
 
Irá decorrer de 28 de janeiro a 31 de janeiro de 2016, a quinta edição do V Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa (SIELP) / V Fórum Ibero-Americano de Literacias, organizado pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho. 
 
O SIELP tem como objetivo promover uma reflexão em torno do ensino de Língua Portuguesa, configurando-se como mais um espaço de discussão e circulação de ideias e trabalhos que fundamentam as principais linhas de investigação que compõem as áreas desse ensino. Associado ao V SIELP terá lugar o V Fórum Ibero-Americano de Literacias, projeto que teve origem na Universidade do Minho em 2009, por ocasião da 16ª Conferência Europeia de Leitura.
 
O V Fórum Ibero-Americano de Literacias incluirá três conferências plenárias, a cargo de reconhecidos especialistas, bem como simpósios, comunicações livres e sessões de posters/painéis.
 
Publicações CNE: Avaliação Externa das Escolas

Encontra-se disponível a publicação do Seminário "Avaliação Externa das Escolas", organizado pelo Conselho Nacional das Escolas, em parceria com o Instituto de Educação da Universidade do Minho e a Inspeção-Geral da Educação e Ciência.

 
No ano letivo 2015/2016, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal é parceira para Portugal do "Consumer Classroom", um projeto europeu que gere uma plataforma na internet que oferece conteúdos em educação do consumidor.
 
O "Consumer Classroom" é especialmente dirigido a professores e tem como propósito gerir o sitio na internet, disponível em http://www.consumerclassroom.eu/pt, através de um consórcio que envolve 24 entidades parceiras.
 
Para além do acesso e intercâmbio de conhecimentos na área da educação do consumidor, os docentes encontram uma extensa biblioteca de recursos pedagógicos, desde artigos a vídeos provenientes de toda a União Europeia em várias línguas, incluindo o português. 
 
A plataforma disponibiliza, ainda, ferramentas interativas e colaborativas personalizáveis que os docentes podem explorar e partilhar com os seus alunos.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

novidades na educação?... poucas ou nenhumas...!


no público em linha...



"Melhor na liderança e gestão, pior nos resultados dos alunos. Esta é, em síntese, a imagem que sobressai da avaliação feita, em 2012/2013, a 144 agrupamentos e escolas não agrupadas do ensino básico e secundário, cujo relatório foi agora divulgado pela Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), a entidade responsável por esta monitorização.

A acção desenvolvida em 2012/2013 inaugurou o segundo ciclo de avaliação externa das escolas. O primeiro decorreu entre 2006 e 2012. À semelhança do que então foi feito avaliaram-se três domínios: liderança e gestão; prestação do serviço educativo e resultados. Numa escala de classificação com cinco níveis (de excelente a insuficiente), e também como já sucedera em avaliações interiores, a liderança e gestão é o domínio onde se registou “maior número de classificações de muito bom (27,8%) e também a maior preponderância do nível bom (52,1%)”. O peso do nível suficiente foi menos expressivo neste domínio do que nos outros, correspondendo a um quinto das escolas avaliadas (20,1%).

Em contrapartida, a classificação de suficiente teve “o seu peso mais significativo no domínio respeitante aos resultados (31,2%)”, que foi também o que somou menos menções de bom (43,1%) e o único em que foi atribuída ainda a nota de insuficiente (0,7%).

Já a classificação de muito bom “apresentou um peso muito similar nos três domínios avaliados”: 27,8% na liderança e gestão; 26,4% na prestação do serviço educativo e 25% nos resultados. A classificação de excelente não foi atribuída a nenhum destes 144 agrupamentos e escolas não agrupadas situadas em território português, mas a escola portuguesa de Macau, que também foi avaliada naquele ano, recebeu esta menção nos três domínios.

A IGEC já avaliou, entretanto, mais 260 agrupamentos, mas os relatórios globais respeitantes às acções desenvolvidas em 2013/2014 e 2014/2015 ainda não estão disponíveis. 

Para além de classificar as escolas, a avaliação externa identifica o que considera serem os pontos fortes de cada estabelecimento e quais as áreas em que as escolas devem trabalhar para serem melhores. No domínio relativo ao governo das escolas, foi o item liderança, com 33%, que registou “o valor mais elevado de atributos positivos”. A gestão recolheu 6% e a auto-avaliação e melhoria, outros dos itens avaliados neste domínio, ficou-se pelos 3%, o registo mais fraco de todos.

O segundo item com maior peso de pontos fortes foi o que diz respeito às práticas de ensino (20%), um dos parâmetros avaliados no domínio relativo à prestação do serviço educativo, que abrange ainda a monitorização e avaliação do ensino e aprendizagem e o planeamento, ambos com 9% de asserções positivas. Um dos pontos fortes destacado pela IGEC neste domínio diz respeito às práticas desenvolvidas pelas escolas “no âmbito da prevenção da desistência e do abandono escolar”.

Os resultados académicos obtidos pelos alunos foi o segundo item com um menor peso de asserções positivas (4%). Neste item a IGEC destaca, como ponto forte, a “tomada de decisões relativas à implementação de medidas promotoras do sucesso”, mas em simultâneo assinala “dificuldades na identificação dos factores explicativos do insucesso, bem como na implementação de acções que contribuam eficazmente para melhorar os resultados dos alunos”. É uma das áreas a necessitar de melhorias.



A avaliação dos chamados resultados sociais valeu-lhe um segundo lugar na distribuição de pontos fortes (20%). Neste item avaliam-se aspectos relacionados, entre outros, com as formas de participação dos alunos na vida da escola, com a implementação de acções de educação para cidadania e com estratégias para desenvolver as competências sociais dos alunos. A IGEC considerou que, no geral, há uma reduzida participação dos alunos na vida das escolas e uma “insuficiente co-responsabilização dos mesmos nas tomadas de decisão e na organização de actividades”. Foi outra das áreas de melhoria identificadas neste relatório. 

Na Finlândia, uma das principais apostas da reforma do sistema educativo que será implementada a partir do próximo ano diz respeito, precisamente, ao maior envolvimento dos estudantes nas tomadas de decisão, nomeadamente na selecção dos currículos locais ou seja, na oferta específica proposta pelas diferentes escolas, em conjunto com os municípios, de modo a dar respostas às diferentes características e necessidades locais."

pode ler o resto do artigo... aqui.

quinta-feira, 5 de março de 2015

informações [educação]... avaliação externa das escolas e dia do ensino profissional... no boletim do cirep...!

Informações Gerais

Seminário "Avaliação Externa das Escolas"
O
 programa de avaliação externa das escolas (AEE) tem vindo a ser concretizado pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência, e o Conselho Nacional de Educação (CNE) tem vindo a acompanhar este programa, tendo emitido três pareceres e recomendações sobre o assunto.

Neste contexto, surge o seminário subordinado ao tema "Avaliação Externa das Escolas", organizado em parceria com o Instituto de Educação da Universidade do Minho e a Inspeção-Geral da Educação e Ciência. Pretende-se debater e identificar as consequências e os efeitos da AEE, quer junto das escolas, quer ao nível das instâncias responsáveis pelas formulação e execução de políticas. Nessa medida, para além da apresentação do relatório intercalar do segundo ciclo de avaliação externa das escolas, pretende-se dar resposta às seguintes questões: O que dizem os estudos sobre avaliação externa? Quais as reações das escolas ao relatório (os contraditórios)? O que dizem os diretores das escolas e os investigadores? Qual o futuro do modelo de avaliação externa?

O Seminário realiza-se no dia 13 de março, no Auditório do Conservatório de Música de Coimbra.


Dia do Ensino Profissional
A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) promove a celebração do Dia do Ensino Profissional.

Com esta iniciativa, pretende-se criar uma cultura de ensino profissional, composta por valores como dinamismo, empreendedorismo, proatividade e competitividade (saudável) e, deste modo, promover socialmente todas as modalidades educativas e formativas de nível secundário que garantem uma dupla certificação (escolar e simultaneamente profissional).

Para este dia, propõe-se a execução de uma série de atividades que envolvam todos os que, direta ou indiretamente, intervêm no desenvolvimento destas modalidades educativas e formativas ou beneficiam das mesmas.

A ter lugar no dia 20 de março, no Centro Desportivo Nacional do Jamor.


nota: estas informações são uma transcrição directa do boletim, logo respeitam o ao... infelizmente...!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

coisas da educação... reflexões para o fim de dia...!

do editorial do the guardian, sobre a publicação anual do relatório ofsted...


"There are a number of things the chief inspector of schools can do with the platform that comes with the publication of his annual report. He might use it to goad teachers to greater effort. Or he can use it to carpet the education secretary. He might even point to the way schools are getting better and thank everyone involved for their efforts before moving on to some measured and nuanced criticism, although that is not part of the Ofsted culture. Sir Michael Wilshaw, launching his report today after a bruising year of allegations of extremism in schools and rumours about his own future, chose to infuriate his entire client base in the space of half an hour. Of course, his recognition that outcomes are more influenced by the quality of teaching and school leadership than the style of the school itself is welcomed. His criticism of the way academy autonomy can translate into dangerous isolation when things go wrong is an important point. But his attack on slipping standards in secondary schools was only a very partial account of what is happening.

Sir Michael – still in his job – must have relished showing Michael Gove – no longer education secretary – that the education establishment Mr Gove famously dismissed as “the blob” can bite. He made serious points – “a new nameplate and a portentous motto” do not translate automatically into a better school – that will make uncomfortable reading for Mr Gove’s successor, Nicky Morgan, as she tries to calm teachers while preserving the legacy of his school reforms. Sir Michael emphasised the importance of support for schools before they get into trouble, particularly those in areas where most other schools are struggling. He attacked a particularly Govean scheme, School Direct, which recruits trainee teachers directly into classrooms, for concentrating the talent in schools that are already successful, leaving those where they are really needed deprived of good young teachers. Some of these weaknesses have been recognised: in September a new level of support, regional school commissioners, was introduced, and David Cameron has promised that what was billed as a hit squad would be on permanent standby to tackle school failure.

If this punitive approach, which begins in Whitehall but is echoed by Ofsted, ever had its hour, it is past. As one teacher blogged recently, politicians want change to happen quickly when schools need it to happen carefully. Ofsted is harsh to criticise schools for slipping up when the inspection guidelines are often changed at short notice – the latest idea is for pupils’ exercise books to be assessed – while Mr Gove’s determination to introduce more rigour into public exams has depressed results for the past two years. Nor, when recruitment is becoming a serious challenge and the system is on the brink of a demographic bulge, was it a helpful intervention. Maybe Sir Michael felt it was a necessary backdrop against which to make his case for better ways of improving schools. As the Trojan horse experience in Birmingham showed last summer, neither local authority control, nor remote control from the centre, can be relied on to work."


aqui.

domingo, 30 de novembro de 2014

coisas da educação [gestão pedagógica]... fala quem sabe ou quem manda...?


no observador...


"O Ministério da Educação e Ciência (MEC) reconheceu este ano três agrupamentos de escolas e uma escola secundária que se distinguiram pela redução dos níveis de abandono escolar. São elas: Escolas da Cidadela de Cascais, Escola Secundária de Amora, Escolas da Baixa-Chiado e Escolas nº 4 de Évora. Esta informação faz parte dos resultados da avaliação externa das escolas, divulgado este sábado.

O Observador falou com três destas escolas e procurou compreender o que permitiu alcançar taxas de redução do abandono escolar entre os 9 e os 11,9%. Diretores, técnicos sociais e presidentes de associações de dirigentes referem a criação de agrupamentos e mega-agrupamentos e o encaminhamento dos alunos em risco para cursos profissionais, vocacionais e outras vias alternativas como as principais razões.
 
Uma redução de quase 12% no agrupamento da Cidadela de Cascais

A redução mais significativa ocorreu no agrupamento de Escolas da Cidadela de Cascais, onde se passou de uma taxa de abandono de 17,7%, no ano letivo 2011/2012, para 5,8% em 2012/2013. Um decréscimo de quase 12%. José João Gonçalves, diretor do agrupamento, disse ao Observador que esta quebra se explica pela constituição, em 2012, de um agrupamento que passou a reunir seis escolas: uma Secundária que inclui 2º e 3º ciclo e mais cinco estabelecimentos de pré-escolar e primeiro ciclo.

Dado que o abandono escolar se sente sobretudo no 3º ciclo, os valores da redução deste indicador correspondem, essencialmente, ao da Escola Sede do agrupamento, a Secundária da Cidadela. Antes de 2012, os alunos chegavam a este estabelecimento de ensino apenas no 7º ano, o que, segundo José João Gonçalves, muitas vezes significava que outras escolas enviavam para a Secundária da Cidadela os alunos com mais dificuldades. “Com a constituição do agrupamento temos cá o 5º e 6º ano. Os alunos que este ano iniciaram o 7º ano são nossos. É diferente de termos alunos que aterram aqui. Conseguimos controlá-los melhor”, diz o diretor do agrupamento ao Observador.

Mas José João Gonçalves pensa que ainda antes da criação do agrupamento as medidas tomadas pela Secundária da Cidadela estavam a conseguir reduzir este problema. Desde 2010 que a escola atua juntamente com um conjunto de parceiros – o Centro de Saúde de Cascais, a Junta de Freguesia, a Câmara de Cascais e a Comissão de Proteção de Jovens e Menores – para sinalizar e identificar os alunos que se encontrem em risco de abandono escolar, ajudando-os de acordo com as suas necessidades socioeconómicas específicas. Até porque, explica o diretor, é nas classes mais desfavorecidas que se registam os maiores níveis de abandono.

A sinalização e identificação do problema ocorre da seguinte forma: quando os alunos faltam mais do que uma semana sem apresentarem justificação ou atestado médico, a escola contacta os encarregados de educação, pedindo que estes se desloquem ao estabelecimento de ensino. Se os encarregados de educação não justificam comprovadamente as faltas ou se os alunos reincidirem, a escola comunica o caso à Comissão de Proteção de Jovens e Menores. “Com essa entidade, os pais enfrentam uma maior responsabilização. Até porque muitos destes pais recebem Rendimento Social de Inserção (RSI)”, explica ao Observador José João Gonçalves.

Assim, se a escola perceber que o aluno tem dificuldades de pagar o passe para transporte ou a alimentação, há várias respostas que a direção pode dar. “Eu próprio posso mudar o escalão [da Ação Social Escolar] para o A para que ele possa comer. Quanto ao transporte – pedimos à Junta de Freguesia ou à Autarquia que lhe pague o passe”, explica José João Gonçalves.

Esta redução valeu ao agrupamento de escolas uma bonificação de 30 horas letivas, que podem ser aplicadas no reforço à ajuda dos estudantes, nomeadamente ao nível do aumento de horas de projetos como teatro e tutorias, para acompanhar os alunos em risco, diz José João Gonçalves. Desta forma, o diretor espera conseguir reduzir ainda mais a taxa de abandono. “Queremos reduzir abaixo dos 5% este ano. O ideal era o 0%”, diz.

“Via profissional e vocacional reduz abandono”

O diretor da Escola Secundária de Amora, Simão Cadete, pensa que a redução de quase 10% na taxa de abandono escolar (de 10,9% para 1%) se deve à preocupação em dar aos estudantes “ofertas formativas diversificadas” que permitam “segurar” os alunos. Simão Cadete está a referir-se aos cursos profissionais, aos cursos de educação e formação, aos cursos vocacionais – iniciados este ano – e aos ensino noturno. “Se formos perguntar o que a Secundária da Amora tem? Tem tudo”, diz o diretor, publicitando as vias alternativas disponíveis na escola.

Segundo Simão Cadete, as taxas de abandono foram reduzidas desde que aumentou “a aposta nos percursos alternativos“. O que na prática significa que os alunos que não têm sucesso no ensino regular “são encaminhados para essas alternativas”. Neste momento, este estabelecimento de ensino tem cinco turmas de 10º ano nos cursos científico-humanísticos e seis turmas no ensino profissional.

À semelhança do que acontece no agrupamento de Escolas da Cidadela de Cascais, também na Secundária de Amora existe um trabalho mais antigo no sentido de reduzir o risco de abandono escolar. Há cerca de cinco anos foi criado o Centro de Formação, Reflexão e Aquisição, destinado a alunos com dificuldades de aprendizagem. Este centro permite que os jovens sejam acompanhados em tutoria, encaminhados para o Gabinete de Reflexão sobre Atitudes e Comportamentos quando são expulsos por mau comportamento (fazendo, depois, uma reflexão do sucedido por escrito) ou para o Gabinete de Aquisição de Conhecimentos, onde aprende métodos e técnicas de trabalho. Além disso, a escola conta, desde há dez anos, com o apoio de uma psicóloga clínica, patrocinada pela Junta de Freguesia.
 
“Às vezes basta dizer aos pais que têm acesso remoto ao número de faltas dos filhos”

Na Escola Básica e Secundária Passos Manuel, Escola Sede do agrupamento de Escolas da Baixa-Chiado, há 704 alunos – num universo de 1100 estudantes – com escalão A e B na Ação Social Escolar. Ainda assim, Carla Soares, educadora social do Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), considera que o risco de abandono escolar não se limita às classes desfavorecidas, mas é “transversal”. No agrupamento de Escolas da Baixa-Chiado, a taxa de abandono diminuiu de 11,2 para 1,6%, sendo que o essencial dessa redução ocorreu na Escola Passos Manuel, um estabelecimento TEIP – Territórios Educativos de Intervenção Prioritária – onde existe um compromisso com o MEC para a redução do abandono escolar.

Além das dificuldades económicas das famílias, as técnicas do GAAF pensam que a situação geral de precariedade profissional – que implica, muitas vezes, longas horas de trabalho – dificulta o envolvimento dos pais na vida escolar e pode levar a situações de abandono que são transversais às classes sociais. Associado a este problema está a desmotivação dos alunos, explica Carla Soares. “Antes via-se que quem estudava e trabalhava tinha emprego. Agora os alunos têm pais desempregados e tanto os pais como os filhos começam a não acreditar que a escola possa facilitar a empregabilidade”, diz.

À semelhança do agrupamento de Escolas da Cidadela de Cascais e da Escola Secundária de Amora, também neste agrupamento do centro de Lisboa existe uma estratégia de articulação com os parceiros comunitários – como a Santa Casa, a Junta de Freguesia da Misericórdia, a Escola Segura da PSP e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens – e de encaminhamento de jovens em situação de absentismo para a via profissional e vocacional.

Em alguns casos, o abandono dos estudantes está muito relacionado com as dificuldades de os pais conciliarem a vida profissional e familiar. Por isso, existe uma plataforma online onde os encarregados de educação têm acesso online às faltas, ao comportamento, aos resultados dos testes e às atividades extra-curriculares dos filhos. “Às vezes basta divulgar aos pais que têm acesso ao controlo remoto”, diz Sofia Figueiredo, assistente social no GAAF.

Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, diz ao Observador que com o alargamento da escolaridade obrigatória ao 12º ano – um processo progressivo ao longo dos últimos três anos – é normal que as taxas de abandono escolar sejam quase residuais. “Até agora havia mais do que um dígito porque só agora a escolaridade é obrigatória até aos 18 anos”, diz.

Ainda assim, Manuel Pereira diz que nos últimos cinco anos – devido ao agravamento da situação económica – se tem sentido “uma pressão que inverteu o sentido”, havendo neste momento mais tentativas de abandono. Relativamente à solução de encaminhamento para os cursos profissionais e vocacionais, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares diz que “são uma boa solução”, mas acrescenta que “nem sempre é possível encontrar a área profissional que os alunos desejam – principalmente no interior do país”.

Para Adelino Calado, presidente da Associação dos Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, as vias profissionais e vocacionais conjugadas com o facto de o mercado de trabalho não absorver os jovens fazem com que estes “acabem por ficar na escola“. A criação de agrupamentos e de mega-agrupamentos é, na opinião deste dirigente, uma solução na medida em que torna possível acompanhar os alunos “desde muito cedo e até muito tarde”, o que acaba por “favorecer a manutenção dos alunos na escola”.


*O Observador tentou contactar o Conselho Diretivo do agrupamento de Escolas nº 4 de Évora, onde a taxa de abandono escolar registou uma diminuição de 15,9% para 4,2%, mas não obteve resposta."


aqui.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

muito para além da mera questão dos números... 'the great proficiency debate'... no the shanker blog...!

"A couple of weeks ago, Mike Petrilli of the Fordham Institute made the case that absolute proficiency rates should not be used as measures of school effectiveness, as they are heavily dependent on where students “start out” upon entry to the school. A few days later, Fordham president Checker Finn offered a defense of proficiency rates, noting that how much students know is substantively important, and associated with meaningful outcomes later in life.

They’re both correct. This is not a debate about whether proficiency rates are at all useful (by the way, I don’t read Petrilli as saying that). It’s about how they should be used and how they should not.

Let’s keep this simple. Here is a quick, highly simplified list of how I would recommend interpreting and using absolute proficiency rates, and how I would avoid using them.

Before proceeding, however, a quick clarification: Much of this debate is less about proficiency rates than about absolute performance measures in general – that is, how highly students score (as opposed to growth-oriented measures, which are focused on progress over time). Proficiency rates are a very common example of absolute performance measure, but most of the points below — basically, all but the last bullet — might also apply to other status measures, such as average scale scores. In addition, for the purposes of this discussion, let’s put aside the issue of the choice of “proficient” cutoff score, and how it is to some degree arbitrary (though that is indeed an important issue in any discussion about cutpoint-based rates).

How to use proficiency rates:
  • To (carefully) summarize or compare, in an accessible manner, the performance of a group or groups of students, such as those attending the same grade, school, or district, in any given year;
  • To target resources, such as additional funding or a tutoring program, at entities (e.g., schools, districts) with particularly low-performing students (or, perhaps, target other interventions at high-performing students);
  • As a partial measure for parents to evaluate the suitability of schools for their children (insofar as they have an interest in peer groups).
How not to use proficiency rates:
  • To draw anything beyond the most cautious, preliminary conclusions about actual school performance, rather than student performance – i.e., simple, single-year rates/scores themselves cannot tell you much about the degree to which schools are contributing to student learning (at least insofar as tests can measure that);
  • To close, restructure or make other high-stakes decisions about schools that should be based on the assessment of school performance per se (unless you want to “prioritize” these interventions for schools with lower-performing students, as in this proposal);
  • To measure trends in student performance over time or achievement gaps (static or over time), unless necessary (e.g., average scores are not available)."

se quiser ler o resto do artigo... siga a ligação abaixo...

sexta-feira, 23 de março de 2012

avaliação externa das escolas... a maioria teve bom...! é caso para admiração...?

Mais de metade das 1107 escolas públicas sujeitas a avaliação externa entre 2007 e 2011 obtiveram a classificação de “Bom” em quatro dos cinco domínios em análise.


o relatório da ige pode ser consultado... aqui.