Mostrar mensagens com a etiqueta bocage. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta bocage. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 3 de novembro de 2015

informações [educação]... natal, catástrofes naturais, euro e bocage... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º166 - 29/10/2015


Informações Gerais

Um desafio para este Natal
A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) propõe a criação de um postal de natal digital que possa ser utilizado como postal institucional. 
Os destinatários desta iniciativa são os jovens que tenham frequentado, no último ano letivo (2014/2015), um curso profissionalizante.
Os concorrentes deverão criar, até dia 6 de novembro, uma imagem, (desenho, fotografia, infografia ou outro elemento ilustrativo) que responda aos objetivos do concurso.
No dia 6 de novembro, às 11h06, no âmbito do exercício público de cidadania – A TERRA TREME, a comunidade educativa está convidada a participar no exercício nacional, praticando gestos básicos de proteção em caso de sismo.
Promovido pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, em parceria com diversas entidades públicas e privadas, este projeto enquadra-se nos objetivos da Estratégia Internacional para a Redução de Catástrofes das Nações Unidas. Este ano, esta iniciativa está integrada nas ações que assinalam os 260 anos do sismo de 1755, e pretende envolver a comunidade na preparação para o risco sísmico.
O exercício A TERRA TREME tem a duração de um minuto e qualquer cidadão pode participar, individualmente ou em grupo.

Boletim Informativo n.º167 - 30/10/2015

 

Informações Gerais

5.ª edição do Concurso Geração €uro
O concurso Geração €uro decorre entre outubro de 2015 e abril de 2016 e pretende auxiliar os alunos do Ensino Secundário a compreender no que consiste a política monetária e qual é a sua relação com a economia.
Promovido pelo Banco de Portugal juntamente com o Banco Central Europeu (BCE) e os Bancos centrais nacionais do Eurosistema, o concurso é composto por três fases, estando a primeira fase a decorrer até ao dia 15 de novembro.

A Biblioteca Nacional de Portugal associa-se às comemorações dos 250 anos do nascimento de Bocage, evocando o poeta, o tradutor, o dramaturgo e o cidadão e promove, até ao dia 31 de dezembro, uma exposição alusiva à sua vida e obra.
A entrada é livre.

sábado, 21 de dezembro de 2013

a efeméride do dia...



Sátira 

Besta e mais besta! O positivo é nada...
(Perdoa, se em gramática te falo,
Arte que ignoras, como ignoras tudo.)
Besta e mais besta! Na palavra embirro;
Que a besta anexa ao mais teu ser define.

Dás-me louvor servil na voz do prelo,
Grande me crês, proclamas-me famoso,
Excelso, transcendente, incomparável,
Confessas que d'Elmano a fúria temes...
E, débil estorninho, águias provocas,
Aves de Jove, que o corisco empunham!

És de rábula vil corrupta imagem;
Tu vendes o louvor, como ele as partes,
Mas ele na enxovia infâmias paga,
E tu, com tústios, que aos caloiros pilhas,
Compras gravatas, em que a tromba enorme
Sumas ao dia, que de a ver se embrusca,
Qual em tenra mãozinha esconde a face
Mimoso infante de papões vexado.
Útil descuido aos cárceres te furta,
À digna habitação de ti saudosa
(Digo, o Castelo), estância equivalente
Aos méritos morais, que em ti reluzem.

De saloios vinténs larápio sujo,
A glória do teu ódio restitui
A quem no teu louvor desacreditas.
Se honrada pelos sábios d'Ulisseia
(D'Ulisseia não só, de Lísia toda)
Galgando a Musa minha aos céus não fosse,
E se a nojenta epístola brotasse
Dentre o lameiro das ideias tuas,
Em regras, que são mais ou que são menos
Do que exigem do metro as leis d'Apolo
(Em regrinhas aquém e além do metro,
Que versos hão-de ser, ou versos foram,
Quando o que a Musa quer é só que o sejam),
Dissera a gente, gritaria o mundo:
«Louvado e louvador são dois patetas!»

Ó versos aleijões! De Insauro ó versos!
Prosa de toda a gente e versos dele!
Fora! Eu me benzo, eu renuncio o pacto!
Antes um corno pelos peitos dentro,
Que um verso de Saunier pelos ouvidos,
Bem que, indagados de atenção miúda,
Sinónimos parecem corno e verso,
Quando em linhas venais galegos tentas,
Teus sócios, teus colegas, teus patronos;
Ou quando sensabor, ou quando insano
Louvas de graça e por dinheiro infamas
(Que a resposta, eu bem sei, rendeu-te cobres).

Falas em faixa? E com que faixa, e como!
Não sabes que, apesar da atroz gravata,
Sai teu focinho a malquistar-te às vezes
Com quantos olhos há, que todos negam
Seres da espécie racional primeira,
E a negra forma macacal te impinge?
Quindorna tens, que por amor te engoma.
Tanto sofreis, ó Cotovia, ó Taipas!

Jamais se envileceu luxúria tanto,
E tanto na eleição jamais cincaste!
Só se vós por ser burro amais Insauro!
Esses podres c..., que vendem peste,
Esses, meu nome, teu trovão, teu raio,
Esses, em súcia torpe, aonde és gente,
Meu nome, a glória minha enxovalharam;
Que mulher de decoro, esposa virgem,
Se manchasse em te ouvir seu grau, su'alma,
O caos volvera e se abismara o globo.

Espoja-te a meus pés, baqueia, ó bruto,
E em actos burricais o que és pregoa!
Ou da matula vil, onde patinhas,
Irás à Fama em sátiras d'Elmano,
Que é pior para ti do que ir ao Letes!


Bocage, in 'A António Crispiniano Saunier (Em resposta a uma epístola que lhe dirigira)'

no citador...

sábado, 15 de setembro de 2012

efeméride... e nasceu um 'poeta'... manuel maria barbosa du bocage...!

para os tempos 'malditos' que correm um poema 'tétrico'...

"Sonho

De suspirar em vão já fatigado,
Dando trégua a meus males eu dormia;
Eis que junto de mim sonhei que via
Da Morte o gesto lívido e mirrado:

Curva fouce no punho descarnado
Sustentava a cruel, e me dizia:
<<Eu venho terminar tua agonia;
Morre, não penes mais, ó desgraçado!>>

Quis ferir-me, e de Amor foi atalhada,
Que armado de cruentos passadores
Aparece, e lhe diz com voz irada:

<<Emprega noutro objecto teus rigores;
Que esta vida infeliz está guardada
Para vítima só de meus furores.>> "
 
daqui.